Com Blog Rodrigo Constantino
No passado, os bancos estaduais foram usados como emissores de moeda
paralela, exercendo papel preponderante na criação de nossa
hiperinflação. O governo FHC saneou o sistema financeiro como o PROER e
PROES, privatizou vários bancos desses, e plantou as sementes de um
sistema mais sólido com controle de inflação.
Mas se os governadores não tinham mais os Banerj e Banespa em mãos, para
abusar deles com intuito eleitoral, o governo federal continuou com o
Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES.
O trio foi amplamente utilizado pelo governo do PT para criar moeda
paralela também, para expandir sua carteira de crédito de forma
irresponsável, sem lastro em mais poupança e depósitos, e com critérios
políticos em vez de econômicos.
Ninguém sabe ao certo o tamanho dos esqueletos escondidos no armário
ainda. Mas os indícios não são nada bons. O Estadão noticiou ontem, por
exemplo, que a Caixa transferiu mais R$ 5 bilhões para fora de seu
balanço, quantia a ser assumida por nós, “contribuintes”:
A
Caixa Econômica Federal fez uma nova “limpeza” em seu balanço ao
repassar, em setembro, créditos “podres” de 2 milhões de contratos a uma
empresa pública, criada pelo governo para absorver prejuízos dos bancos
oficiais com clientes inadimplentes. Pela primeira vez, a Caixa
transferiu à Empresa Gestora de Ativos (Emgea) não apenas créditos
imobiliários em cobrança, mas também contratos de outras operações, como
financiamentos de automóveis e bens de consumo. No total, estima-se uma
carteira “podre” de quase R$ 5 bilhões.
Enquanto isso, o presidente do Banco do Brasil resolveu entregar o cargo,
desgastado por denúncias de abuso de influência pessoal na gestão do
banco, que divulgou um balanço nada animador ontem. As ações do BB lideram as baixas de
hoje, com quase 5% de queda. O lucro praticamente não cresceu, a
inadimplência, por sua vez, subiu, assim como os gastos com pessoal.
Isso pode ser apenas o começo, pois esses bancos conseguem “pedalar”
enquanto a economia cresce alguma coisa e o desemprego se mantém
reduzido. Se este aumentar, a inadimplência sem dúvida irá subir
bastante também, comprometendo a qualidade de seus balanços. Nesse caso,
até mesmo os artistas engajados poderão sofrer com o corte de verbas
para propaganda.
Um montanha de crédito foi concedida pelos bancos públicos por decisão
político-partidária, e ninguém conhece ao certo o tamanho do potencial
problema. Mas já podemos ouvir os esqueletos requebrando de dentro do
armário, ansiosos para saírem de lá e darem outro duro golpe naqueles
inocentes úteis, que acreditaram na campanha de Dilma e acharam que era o
adversário que iria “desmontar” tais bancos…
fonte rota2014





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