Jornalista Andrade Junior

sábado, 8 de novembro de 2014

Bancos públicos: qual o tamanho real do buraco?

Com Blog Rodrigo Constantino
No passado, os bancos estaduais foram usados como emissores de moeda paralela, exercendo papel preponderante na criação de nossa hiperinflação. O governo FHC saneou o sistema financeiro como o PROER e PROES, privatizou vários bancos desses, e plantou as sementes de um sistema mais sólido com controle de inflação.
Mas se os governadores não tinham mais os Banerj e Banespa em mãos, para abusar deles com intuito eleitoral, o governo federal continuou com o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES.
O trio foi amplamente utilizado pelo governo do PT para criar moeda paralela também, para expandir sua carteira de crédito de forma irresponsável, sem lastro em mais poupança e depósitos, e com critérios políticos em vez de econômicos.
Ninguém sabe ao certo o tamanho dos esqueletos escondidos no armário ainda. Mas os indícios não são nada bons. O Estadão noticiou ontem, por exemplo, que a Caixa transferiu mais R$ 5 bilhões para fora de seu balanço, quantia a ser assumida por nós, “contribuintes”:
A Caixa Econômica Federal fez uma nova “limpeza” em seu balanço ao repassar, em setembro, créditos “podres” de 2 milhões de contratos a uma empresa pública, criada pelo governo para absorver prejuízos dos bancos oficiais com clientes inadimplentes. Pela primeira vez, a Caixa transferiu à Empresa Gestora de Ativos (Emgea) não apenas créditos imobiliários em cobrança, mas também contratos de outras operações, como financiamentos de automóveis e bens de consumo. No total, estima-se uma carteira “podre” de quase R$ 5 bilhões.
Enquanto isso, o presidente do Banco do Brasil resolveu entregar o cargo, desgastado por denúncias de abuso de influência pessoal na gestão do banco, que divulgou um balanço nada animador ontem. As ações do BB lideram as baixas de hoje, com quase 5% de queda. O lucro praticamente não cresceu, a inadimplência, por sua vez, subiu, assim como os gastos com pessoal.
Isso pode ser apenas o começo, pois esses bancos conseguem “pedalar” enquanto a economia cresce alguma coisa e o desemprego se mantém reduzido. Se este aumentar, a inadimplência sem dúvida irá subir bastante também, comprometendo a qualidade de seus balanços. Nesse caso, até mesmo os artistas engajados poderão sofrer com o corte de verbas para propaganda.
Um montanha de crédito foi concedida pelos bancos públicos por decisão político-partidária, e ninguém conhece ao certo o tamanho do potencial problema. Mas já podemos ouvir os esqueletos requebrando de dentro do armário, ansiosos para saírem de lá e darem outro duro golpe naqueles inocentes úteis, que acreditaram na campanha de Dilma e acharam que era o adversário que iria “desmontar” tais bancos…
fonte rota2014

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