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domingo, 11 de outubro de 2026

O Real salvou o Brasil, mas o Brasil abandonou o plano

 Samuel Bonna Boschetti Sousa 


A geração atual não consegue (ou não quer) se lembrar de que o Brasil foi um país em que a moeda não tinha valor. O período de hiperinflação (inflação acima de 100% ao ano) que marcou o final do regime militar e o início da redemocratização durou “exatos 182 meses, entre abril de 1980 e maio de 1995”, acumulando uma inflação de aproximadamente 20.759.903.275.651%.

Um dos formuladores do Plano Real, Gustavo Franco, que dedicou sua vida ao estudo da inflação, explica no livro A moeda e a lei: Uma história monetária brasileira, 1933-2013 que os planos anteriores fracassaram devido a uma teoria equivocada: o uso do congelamento de preços, uma “espécie de arapuca, a compressão temporária de uma mola que, quando solta, devolve com sobras a pressão artificiosa a que esteve submetida”.

Os economistas heterodoxos praticaram o princípio da contraindução[1]: “uma experiência que dá errado várias vezes deve ser repetida até que dê certo”. Diferentemente dos planos anteriores, o Plano Real partiu de uma premissa ortodoxa (o controle das contas públicas) que buscava trazer modernidade ao estado brasileiro, com um projeto de reformas institucionais e fortalecimento das estruturas econômicas.

O Plano Real não foi apenas uma substituição monetária do moribundo Cruzado Real. O plano de estabilização inaugurou um novo modelo econômico baseado no chamado “Tripé Macroeconômico”: “sistema de metas para a inflação, em conjunto com um regime de flutuação cambial e, finalmente, na presença tão longamente desejada de um superávit primário”. O Plano Real iniciou um período de maior responsabilidade fiscal, moeda estável e integração do Brasil à economia global.

O controle da inflação foi desenvolvido em diversas frentes. Primeiro, ocorreu a retirada do orçamento monetário dos bancos estaduais, que funcionavam “como se fossem bancos centrais de seus estados”, criando crédito para financiar suas próprias dívidas. Posteriormente, esses bancos foram privatizados, extintos ou transformados em instituições de fomento.

A chamada conta movimento do Tesouro era outro mecanismo que alimentava a inflação, permitindo que o Banco Central emitisse moeda para financiar a dívida pública por meio do chamado orçamento monetário. Como explica Gustavo Franco, “o Brasil havia institucionalizado, em termos práticos, a incontinência orçamentária, e não sua restrição”. O país havia criado um “gigantesco orçamento parafiscal”, que contribuiu para reduzir o crescimento econômico até sua extinção.

Edward Chancellor, em O Preço do Tempo, explica os efeitos perversos da expansão monetária. Para o autor, o “‘dinheiro fácil’ gera distorções econômicas e tende a estimular empreendimentos altamente especulativos, cuja continuidade vincula-se umbilicalmente às condições artificiais que lhes deram origem”. Essa lógica ajuda a explicar por que o Brasil apresenta dificuldades em construir um crescimento sustentável de longo prazo.

Segundo Marcos Lisboa, “além de crescer pouco para um emergente, o Brasil tem muita crise. Nesses 40 anos, tivemos 14 crises — e as crises, quando vêm, são bastante sérias. (…) Os países ricos tiveram, em média, 3 crises nesse período. Quem teve muita crise teve 7”. Como demonstram os gráficos apresentados, os períodos de crescimento positivo representam acumulação de capital fixo, enquanto os períodos negativos indicam deterioração da estrutura produtiva ao longo da última década.

Gráfico 1 — Formação Bruta de Capital Fixo, Estados Unidos (variação trimestral, %). Fonte: OCDE via FRED, série NAEXKP04USQ657S.

Gráfico 2 — Formação Bruta de Capital Fixo, Brasil (variação trimestral, %). Fonte: OCDE via FRED, série NAEXKP04BRQ657S.

A comparação dos gráficos da formação bruta de capital fixo demonstra essa diferença estrutural: os Estados Unidos tiveram, nos últimos dez anos, seis trimestres de deterioração do capital, enquanto o Brasil acumulou 16 trimestres de deterioração[2]. O investimento líquido em capital fixo (investimento bruto descontado o capital necessário para reposição) é uma das bases do desenvolvimento econômico. Quanto maior a estrutura produtiva de uma economia, maior tende a ser sua produtividade, como explica Jesús Huerta de Soto no livro Moeda, Crédito Bancário e Ciclos Econômicos.

A hiperinflação afetava principalmente os mais pobres, pois “a inflação funcionava como um imposto invisível que incidia especialmente sobre quem não tinha conta bancária ou acesso a mecanismos de correção monetária para proteger seu dinheiro”[3]. O plano de estabilização da moeda, portanto, beneficiou principalmente a população de menor renda, dependente de salários e com pouca exposição a ativos reais.

Além disso, segundo Gustavo Franco, Pedro Malan e Edmar Bacha, a “proporção de pobres no país diminuiu em 25% nos três primeiros anos de vida” do Real. Os “salários reais cresceram quase 20% no mesmo período”, o custo da cesta básica caiu “30%” e o salário mínimo, medido em dólares, quase dobrou. Os autores continuam:

Tivemos, como se sabe, crescimento notável no número de lares servidos por televisões, refrigeradores, fogões e máquinas de lavar, bem como incontáveis relatos de coisas, de muito sonhadas, adquiridas pela primeira vez graças aos ganhos de renda real produzidos pelo Real.

O governo Lula e o Partido dos Trabalhadores conseguiram manter sua popularidade justamente em razão das conquistas econômicas proporcionadas pelo Plano Real, apesar de o partido ter se declarado contrário ao plano desde 1994 e ter integrado o grupo dos chamados “Amigos da Inflação” e “adversários da ortodoxia”. O presidente manteve a estabilidade econômica construída anteriormente e conseguiu se reeleger diante da melhora das condições econômicas vividas pelo país, resultado direto das conquistas do maior plano de estabilização monetária da história brasileira.

A oposição ao plano “fazia o possível e o impossível, no Legislativo, na imprensa, nos bastidores e nos tribunais, para atrapalhar a estabilização”. Os formuladores e participantes do Plano Real registraram que o PT “não quis negociar e simplesmente votou contra o Plano Real”[4], mesmo afirmando defender a classe trabalhadora, justamente a parcela da população mais prejudicada pelo processo inflacionário. O partido se posicionou ao lado de setores financeiros contrários ao plano, incluindo grandes instituições bancárias da época, como Garantia e Multiplic.

Mais de 30 anos após a conquista da estabilidade monetária, o Brasil parece ter escolhido abandonar os fundamentos que permitiram superar a hiperinflação. O país deixou de avançar no processo de reformas institucionais, responsabilidade fiscal e fortalecimento da moeda que sustentavam o Plano Real.

O problema brasileiro não está apenas na ausência de crescimento econômico, mas na dificuldade de preservar as instituições que permitem o desenvolvimento de longo prazo. A estabilidade monetária foi uma conquista histórica, mas ela não garante, sozinha, prosperidade permanente. É necessário manter regras previsíveis, controle dos gastos públicos, segurança jurídica e um ambiente favorável ao investimento e à acumulação de capital.

O Plano Real demonstrou que o Brasil é capaz de resolver grandes problemas quando enfrenta suas causas estruturais. No entanto, ao abandonar gradualmente seus princípios fundamentais, o país voltou a conviver com antigos problemas: baixo crescimento, baixa produtividade, crises recorrentes e deterioração das condições necessárias para o desenvolvimento econômico. A maior lição do Real é que moedas fortes não são construídas apenas por decretos, mas por instituições fortes. A estabilidade conquistada em 1994 salvou o Brasil da hiperinflação; resta saber se o país terá disposição para preservar as bases que permitiram essa transformação.


[1] SIMONSEN, Mário Henrique, citado por FRANCO, Gustavo H. B. em A moeda e a lei: Uma história monetária brasileira, 1933-2013. Fonte da formulação sobre o “princípio da contraindução”.

[2] OECD — Main Economic Indicators, via FRED (Federal Reserve Bank of St. Louis). Formação Bruta de Capital Fixo a preços constantes, variação em relação ao trimestre anterior, com ajuste sazonal. Período comparado: 2º trimestre de 2016 ao 1º trimestre de 2026. EUA: série NAEXKP04USQ657S. Brasil: série NAEXKP04BRQ657S. No período, a série registra 6 trimestres negativos nos EUA e 16 no Brasil. Base completa encaminhada em planilha anexa. Fontes: EUA | Brasil

[3] BANCO CENTRAL DO BRASIL. “Plano Real”, seção sobre os impactos da inflação. O BC explica que a inflação funciona como imposto sobre a posse da moeda e atinge especialmente as faixas mais pobres, que em geral não dispõem de aplicações financeiras para proteger seus recursos. https://www.bcb.gov.br/controleinflacao/planoreal

[4] BACHA, Edmar. “Acordos políticos e riscos econômicos” (2022), em FRANCO, Gustavo H. B.; MALAN, Pedro; BACHA, Edmar. 30 anos do Real: Crônicas no calor do momento.










publicadaemhttps://mises.org.br/artigos/22505/o-real-salvou-o-brasil-mas-o-brasil-abandonou-o-plano/

O ÚLTIMO NEGÓCIO DO PT

 Por Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial


O PT não inventou a corrupção brasileira. Mas é mestre na arte de exigir indignação contra os adversários e calorosa compreensão para os camaradas.
Para o adversário, a forca. Para o companheiro, o divã.
O opositor precisa de algemas às seis da manhã. O companheiro exige “contexto”, “conjuntura” e um STF amigo para rebatizar condenações em três instâncias como perseguição. 
A corrupção sem constrangimento deixa de ser crime para adquirir a respeitabilidade de projeto político com certificado de virtude.
Do Mensalão ao Petrolão, o fato é expulso da sala para a narrativa se acomodar confortavelmente no sofá. 
Agora o palco é o INSS. Bilhões surrupiados de aposentados, conexões escusas e o filho do presidente abrindo empresa em Madri enquanto seu nome surge nas investigações. Coincidências do socialismo sem risco.
Lula acusou os Bolsonaro pelas suspeitas envolvendo o financiamento de Dark Horse. Agora, a Veja divulga o relato de Vorcaro sobre milhões destinados a um documentário do próprio Lula. O banqueiro revela uma comovente dedicação ao cinema nacional. 
Para os Bolsonaro, suspeita e indignação. Para Lula, roteiro, contexto e compreensão. Vorcaro, pelo visto, não financia apenas filmes. Patrocina ironias.
A reação do ecossistema é atacar quem aponta, carimbar o fato como fake news e chamar a própria cegueira de consciência crítica. A especialidade é acusar o opositor daquilo que se tolera entre aliados. Fascista é quem discorda. Nazista é quem cobra coerência.
É a pureza moral, não é?
O partido da virtude antirracista recruta para sua comunicação quem escreveu “odeio branco” e tolera o antissemitismo com keffiyeh. Ódio do bem não é ódio; é, claro, engajamento.
Na economia, a conta chega ao cidadão nos impostos, no custo de vida e no crédito proibitivo. O Brasil ostenta o maior juro real do mundo, enquanto o Estado cobra com as duas mãos, devolve um trocado como benefício e ainda reivindica a paternidade da generosidade financiada pelo contribuinte.
Mas o problema não termina no PT. 
Alcança o cidadão que entregou a própria consciência ao diretório partidário, permitindo que lhe digam quem odiar na segunda, quem perdoar na terça e qual escândalo esquecer na quarta.
Não por falta de informação, mas pela comodidade de pertencer à tribo dos iluminados, aquela que jamais erra e, quando erra, simplesmente redefine o conceito de erro. Pensar exige independência; terceirizar a consciência garante o nobre privilégio de jamais contrariar a companheirada.
Nenhuma causa nobre desinfeta dinheiro sujo.
Uma consciência terceirizada não procura a verdade, mas cúmplices para a própria cegueira.
O PT já escolheu a narrativa que lhe convém. 
Resta saber até quando o cidadão aceitará pagar a conta financeira e moral para que a companheirada pense em seu lugar.









publicadaemhttps://www.pontocritico.com/espaco-pensar-artigo/o-ultimo-negocio-do-pt-091026

Moraes Foi Iludido e Enganado Por Alcolumbre: Veja!

 andrémarsiglia/youtube


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https://www.youtube.com/watch?v=Wv3Dsr3xpXs




O FILME DO LULA, QUEM DIRIA!, COMEÇOU COM 30 MI DE VORCARO

 FERNAOLARAMESQUITA/YOUTUBE


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A ACADEMIA PERTO DE SUA CASA...

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NOVO HIT DE SUSCESSO

 MARIANARANGEL/INSTAGRAM


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Derrite abre o jogo sobre maioridade penal, Alcolumbre e impeachment no STF

  CAFÉ COM A GAZETA




Derrite abre o jogo sobre maioridade penal, Alcolumbre e impeachment no STF 


DESTRUINDO NARRATIVAS MENTIROSAS DA ESQUERDA

 ANDERSONNOVAK


ELES FAZEM FAKE NEWS E O XANDÃO NÃO FAZ NADA...



AS FAKES DO PT SOBRE O FLÁVIO SENDO DESMENTIDAS

 MARTAMACHADO/INSTAGRAM


AS FAKES DO PT SOBRE O FLÁVIO SENDO DESMENTIDAS



Nem a Janja Aguenta a Ana Elisa: Veja o Barraco!

 deltandallagnol/youtube



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Moro venceu no Paraná. Agora, o alvo é Lula -

 SEM RODEIOS


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ELE NÃO FOI FEITO PARA DAR LUCRO...

 INVESTIGOU/INSTAGRAM

EVOLUÇÃO DA ESQUERDA

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RESTAURANTE MAIS CURIOSO DO BRASIL

 ESTUDIO5ELEMENTO


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sábado, 10 de outubro de 2026

Montesquieu: o tempo da moderação e o espírito das leis

 Marcos H. Giansante


“A liberdade política não consiste em fazer o que se quer, mas em poder fazer o que se deve querer.” — Montesquieu, O Espírito das Leis, XI, 3

O século XVIII, marcado pela confiança no progresso e pela ambição de sistemas racionais, foi também o século da moderação. Em meio às paixões revolucionárias que já germinavam como brasas invisíveis sob o solo europeu, Charles-Louis de Secondat, o barão de Montesquieu, ergueu uma voz serena, não para deter o tempo, mas para lembrar que toda liberdade precisa de forma, e toda forma precisa de tempo.

Montesquieu compreendeu que as instituições humanas não nascem de decretos, mas de costumes. O direito e a lei não são invenções arbitrárias, mas cristalizações lentas do espírito de um povo. O Espírito das Leis é, antes de tudo, um tratado sobre o tempo, o tempo necessário para que os costumes amadureçam, o poder se equilibre e a liberdade se sustente.

Nascido em 1689, o mesmo ano em que a Revolução Gloriosa consolidava o regime constitucional inglês, Montesquieu viveu entre a ruína do absolutismo e o nascimento da república moderna. Percorreu as formas de governo com o cuidado de um naturalista diante de espécies vivas. Cada nação, dizia, tem suas próprias leis porque tem seu próprio clima, seus hábitos, sua história. Não há liberdade fora do tempo, e não há lei fora da experiência. Essa intuição o aproxima, sem o saber, do Hume político, para quem as instituições não se legitimam por dedução racional, mas pela prática reiterada que o tempo torna aceitável.

Para Montesquieu, a sabedoria política consistia em compreender o ritmo das coisas humanas. Onde reformadores apressados desejavam derrubar, ele preferia ajustar. Onde tiranos tentavam impor, ele lembrava que o poder só se conserva quando encontra freios. Daí sua doutrina da separação dos poderes, um sistema em que a força detém a força, e o tempo da decisão é distribuído entre funções distintas do Estado. O equilíbrio político é, aqui, uma forma de prudência temporal, a arte de impedir que o poder aja mais rápido que a razão.

Sua filosofia da moderação é também uma filosofia da liberdade. A liberdade, para Montesquieu, não é a ausência de freios, mas a harmonia entre o impulso e o dever. Fazer o que se deve querer significa agir conforme uma razão amadurecida, e essa maturação exige tempo. O homem livre não é o que decide de imediato, mas o que reconhece o intervalo entre desejo e ato, o tempo interior da responsabilidade.

É nesse ponto que Montesquieu toca o coração da lógica do tempo. Ele percebe que o tempo humano é o espaço da prudência. O poder que age sem demora converte-se em tirania. A sociedade que muda sem reflexão se entrega à revolução. A liberdade só existe onde há pausa, deliberação e memória. O tempo político, como o tempo moral, é o tempo da medida. Essa percepção reaparecerá, um século depois, na crítica de Edmund Burke às abstrações revolucionárias que pretendem reconstruir a ordem social ignorando o lento aprendizado inscrito na história.

Montesquieu não foi apenas o teórico da moderação, foi também um dos primeiros filósofos do comércio moderno. Para ele, o comércio era mais do que a troca de bens, era a troca de confiança. Via nas relações comerciais uma força civilizadora, capaz de substituir a guerra pela cooperação. O comércio cura os preconceitos destrutivos, escreveu, antecipando a ideia de que o mercado, longe de corromper os costumes, pode refiná-los ao tornar as nações mutuamente dependentes e, por isso mesmo, mais prudentes.

O comércio é também uma forma de tempo, o tempo da conciliação. Ele transforma conflito em negociação, medo em cálculo, distância em expectativa compartilhada. O mercador, ao esperar o retorno de sua caravana ou o cumprimento de um contrato, aprende o mesmo que o filósofo, a confiar no tempo. Essa confiança, base da vida econômica, é também fundamento da vida moral.

É nesse ponto que Montesquieu encontra, sem o saber, os austríacos. Quando Mises fala de ação humana e Hayek de ordem espontânea, ambos retomam o mesmo princípio montesquiano, o respeito pelo tempo das instituições, pelo crescimento lento dos costumes, pelo tecido moral formado por expectativas que se consolidam na duração. Toda transação é um ato de fé, todo contrato é uma aposta no futuro. Montesquieu foi, nesse sentido, um dos primeiros grandes filósofos da economia como tempo confiado.

Sua influência percorre mais longe do que imaginava. Nos Federalist Papers, especialmente em Madison, sua teoria da separação dos poderes se transforma em arquitetura constitucional. Os Estados Unidos, nascidos entre o pragmatismo britânico e a aspiração republicana romana, são em grande medida uma aplicação viva de sua filosofia. A moderação montesquiana tornou-se geopolítica, um continente inteiro organizado sobre o ritmo lento da prudência.

Mas Montesquieu também olhou para além do Ocidente e percebeu o perigo da velocidade do poder sem freios. Sua crítica ao despotismo não era desprezo cultural, mas diagnóstico institucional. Onde o poder age rápido demais, a lei não amadurece. Onde a lei não amadurece, a liberdade não encontra tempo para existir.

Ao final, sua lição permanece intacta. O tempo é o juiz da liberdade. Só ele, o tempo, revela se uma sociedade é madura o bastante para sustentar seus próprios direitos. O Espírito das Leis não é apenas um tratado político, é uma meditação sobre o tempo das coisas humanas, sobre a lenta sabedoria que faz da liberdade não um instante, mas uma duração. A liberdade é, portanto, o tempo da razão em movimento, e o verdadeiro espírito das leis é o espírito do homem que aprende, com o tempo, a moderar-se. Contudo, se Montesquieu demonstrou que a liberdade depende do tempo das instituições e da moderação do poder, permanece ainda uma questão mais profunda: quais são os próprios limites da razão que pretende legislar sobre o mundo, a moral e a experiência humana? É nesse ponto que a reflexão filosófica se desloca do equilíbrio institucional para o exame crítico da própria razão, abrindo o caminho para a investigação kantiana sobre o tempo, o conhecimento e os limites do entendimento humano.

















publicadaemhttps://mises.org.br/artigos/22522/montesquieu-o-tempo-da-moderacao-e-o-espirito-das-leis/

SENHA FORTE

 gilbertosimoespires/pontocritico

APP

Mais do que sabido em todo o mundo, APP (abreviação da palavra -APLICATIVO) é um PROGRAMA CRIADO PARA SER USADO EM DISPOSITIVOS ELETRÔNICOS COMO CELULARES, TABLETS E/ COMPUTADORES. Como tal, alguns APLICATIVOS, além de exigir um LOGIN (identificador de usuário, como e-mail, nome de usuário, número de telefone ou CPF) também pedem a digitalização de uma SENHA, ou uso da BIOMETRIA (digital ou reconhecimento facial) para que os interessados possam desfrutar das VANTAGENS PROPOSTAS E/OU OFERECIDAS. 

SENHA FORTE

Ora, a considerar o claríssimo RECADO que foi dado no último domingo, em praticamente todo o país, pela EXPRESSIVA MAIORIA DOS ELEITORES DO NOSSO EMPOBRECIDO BRASIL, para CONFIRMAR NOVAMENTE A EMPOLGANTE E CONTAGIANTE VONTADE, QUE SE TRADUZ EM -LIBERDADE, FELICIDADE, JUSTIÇA E RESSUREIÇÃO DA DEMOCRACIA- basta DIGITAR a seguinte -SENHA FORTE- nas 563.910 URNAS ELETRÔNICAS APTAS PARA UTILIZAÇÃO, no próximo dia 25 de outubro: -FLÁVIO BOLSONARO-22- 

e alguém ainda tinha alguma dúvida de que a FELICIDADE MORA NA DIGITAÇÃO DA SENHA FORTE -FLÁVIO BOLSONARO-22-, basta ler e compreender o RECADO dado pelos MERCADOS -FINANCEIRO E DE CAPITAL, cujos indicadores refletem, através das -OFERTAS DE COMPRA E VENDA DOS ATIVOS NEGOCIADOS- a EXPECTATIVA FUTURA DO DESEMPENHO ECONÔMICO E SOCIAL DOS PAÍSES ONDE É PERMITIDA A EXISTÊNCIA DE BOLSAS DE VALORES.

QUE TAL?

A propósito, países como CUBA, COREIA DO NORTE, AFEGANISTÃO, BRUNEI, BELIZE, IÊMEN, por exemplo, NÃO HÁ -BOLSAS DE VALORES-. Que tal???
















publicadamehttps://www.pontocritico.com/artigo/senha-forte


O PT ainda brilha. Mas a estrela já morreu? - ÚLTIMA ANÁLISE

 gazetadopovo/youtube


O PT ainda brilha. Mas a estrela já morreu? - ÚLTIMA ANÁLISE


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https://www.youtube.com/watch?v=J6fxIPWi42o

Fux Reage Contra Moraes e Exige Acesso Ao Inquérito Das Fake News!

 andrémarsiglia/youtube


Fux Reage Contra Moraes e Exige Acesso Ao Inquérito Das Fake News!


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https://www.youtube.com/watch?v=ZXcfxg1_yWA

MAIS UM MOTIVO PARA NÃO VOTAR NO NINE

 APAVORADORES/FACEBOOK


MAIS UM MOTIVO PARA NÃO VOTAR NO NINE



CAIO COPPOLLA ESCULACHOU E EXPÔS TODA A VERDADE SOBRE O CANCELAMENTO DA NOVA PORTA-VOZ DE LULA

 panicoretro/youtube


CAIO COPPOLLA ESCULACHOU E EXPÔS TODA A VERDADE SOBRE O CANCELAMENTO DA NOVA PORTA-VOZ DE LULA


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https://www.youtube.com/watch?v=LyeQ3020cDM

ONDE ESSE POVO ESTÁ ARRANJANDO DINHEIRO???

 QUADRICES/INSTAGRAM


ONDE ESSE POVO ESTÁ ARRANJANDO DINHEIRO???



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