domingo, 31 de dezembro de 2023
A sabedoria de Abraham Lincoln
JoĂŁo Luiz Mauad
“NĂłs, o povo, somos os senhores legĂtimos do Congresso e dos tribunais, nĂŁo para derrubar a Constituição, mas para derrubar os homens que pervertem a Constituição.”
“Ă pecado ficar calado quando Ă© seu dever protestar.”
“VocĂȘ nĂŁo pode ajudar o pobre destruindo o rico. VocĂȘ nĂŁo pode levantar o assalariado puxando para baixo o pagador de salĂĄrios.”
“VocĂȘ nĂŁo pode construir carĂĄter e coragem tirando a iniciativa e a independĂȘncia das pessoas. VocĂȘ nĂŁo pode ajudar as pessoas permanentemente fazendo por elas o que elas podem e devem fazer por si mesmas.”
“Aqueles que negam a liberdade aos outros nĂŁo a merecem para si mesmos.”
“O problema com muitas pessoas Ă© que elas acreditam que o reino da verdade sempre estĂĄ dentro de sua visĂŁo.”
PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/pensadores/a-sabedoria-em-abraham-lincoln/
Por que o BNDES deve ser abolido
A extinção do BNDES acabaria com quatro consequĂȘncias nefastas sobre a economia Por Leandro Roque
*O artigo a seguir foi originalmente publicado em 14 de maio de 2016
ApĂłs o impeachment de Dilma e o fim dos longos anos dos primeiros governos do PT (Lula I, Lula II e Dilma), Michel Temer teve uma oportunidade de ouro: extinguir o BNDES. Na ocasiĂŁo, publicamos um artigo defendendo, por diferentes motivos, o fim do banco de desenvolvimento.
A oportunidade passou e temos de volta ao governo PT e seu projeto desenvolvimentista, que coloca o BNDES no centro de vultosos (e nĂŁo raramente escandalosos) financiamento a empresĂĄrios amigos, inclusive do exterior.
Embora a oportunidade tenha sido perdida, nossa defesa pelo fim do BNDES nĂŁo mudou. Confira no artigo a seguir.
Devo confessar que atĂ© fiquei temporariamente animado -- mas sĂł um pouco! -- com o governo interino de Michel Temer apĂłs ele ter tomado, logo de inĂcio, duas medidas politicamente incorretĂssimas: a extinção do MinistĂ©rio da Cultura (o que irritou a endeusada classe artĂstica, provando que a medida era correta) e a montagem de um ministĂ©rio sem mulheres (uma afronta Ă s feministas e aos seguidores da ideologia de gĂȘnero).
ApĂłs essas duas medidas, pensei: esse sujeito Ă© corajoso. Logo no primeiro dia, ele jĂĄ afronta dois dos mais poderosos grupos de interesse do paĂs.
Mas aĂ, como que para provar que o meu espanto era justificado, o libanĂȘs rapidamente capitulou e nĂŁo apenas criou uma tal Secretaria Nacional da Cultura, para apaziguar a classe artĂstica, como ainda anunciou que nĂŁo abre mĂŁo de que ela seja chefiada por uma mulher, para apaziguar as feministas.
Ou seja, como diriam na cultura popular, Temer "arregou".
JĂĄ estĂĄ claro, portanto, que dele nĂŁo poderemos esperar atitudes corajosas. Normal, afinal ele Ă© um polĂtico de carreira. Nossa Ășnica, e escassa, esperança pairarĂĄ entĂŁo sobre o novo Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Pelo menos voz e aparĂȘncia de durĂŁo ele tem. Resta ver se isso Ă© sĂł pose ou se ele de fato Ă© tudo aquilo que seus admiradores juram que ele Ă©.
Em suas recentes entrevistas, Meirelles tem deixado claro que a prioridade do governo interino serĂĄ controlar os gastos do governo, estancar o crescimento da dĂvida pĂșblica, e atĂ© mesmo reduzir a dĂvida pĂșblica.
Pois bem. Dizer que o governo interino deve reduzir ministĂ©rios e demitir imediatamente todos os apaniguados que a mĂĄquina petista incrustou no estado para aparelhĂĄ-lo Ă© chover no molhado. Isso Ă© o mĂnimo que se espera. Se Temer e Meirelles nĂŁo tiverem coragem de fazer nem esse bĂĄsico -- o que talvez teria o apoio atĂ© mesmo da classe artĂstica --, entĂŁo nĂŁo hĂĄ motivo nenhum para eles estarem o poder.
Por isso, as medidas tomadas devem ser mais agressivas e ousadas. Se o objetivo de Meirelles Ă© controlar os gastos, estancar o crescimento da dĂvida pĂșblica e atĂ© mesmo reduzi-la, hĂĄ uma Ășnica medida que ele pode tomar imediatamente, e que lograria esses trĂȘs objetivos.
Ministro, feche o BNDES e acabe com o Bolsa-EmpresĂĄrio.
Como funciona o BNDES
Desde que Guido Mantega deixou a presidĂȘncia do BNDES e se tornou Ministro da Fazenda, em março de 2006, o Banco Nacional de Desenvolvimento EconĂŽmico e Social tornou-se uma peça-chave no modelo de desenvolvimento proposto pelo governo petista.
SĂł que o BNDES, quando despido de toda a propaganda ideolĂłgica, nĂŁo passa de uma perniciosa mĂĄquina de redistribuição de renda Ă s avessas. Uma vez que vocĂȘ entende como realmente funciona este suposto banco de desenvolvimento, torna-se claro seu mecanismo espoliativo.
Originalmente, os recursos do BNDES eram oriundos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador -- fundo destinado a custear o seguro-desemprego e o abono salarial). SĂł que, dado que os recursos do FAT advĂȘm das arrecadaçÔes do PIS e do PASEP, na prĂĄtica os recursos do BNDES eram originados dos encargos sociais que incidem sobre a folha de pagamento das empresas. Esse dinheiro era entĂŁo direcionado para as grandes empresas a juros subsidiados.
Este arranjo, por si só, jå denotava um grande privilégio. Por que, afinal, as pequenas empresas devem financiar os juros subsidiados das grandes empresas?
O problema Ă© que essa matriz, jĂĄ ruim, foi alterada para pior a partir de 2009. As leis nÂș 11.948/09, nÂș 12.397/11, nÂș 12.453/11, nÂș 12.872/13, nÂș 12.979/14 e nÂș 13.000/14 autorizaram a UniĂŁo a conceder emprĂ©stimos ao BNDES, com um "mĂłdico" limite de R$ 378 bilhĂ”es.
Ou seja, se antes o BNDES se financiava exclusivamente via impostos, a partir de 2009 ele passou a se financiar também via repasses diretos do Tesouro, na forma de empréstimos.
SĂł que hĂĄ um detalhe Ăłbvio: o Tesouro nĂŁo tem dinheiro sobrando para emprestar ao BNDES. Consequentemente, para conseguir esse dinheiro, o Tesouro tem de se endividar. Ato contĂnuo, ele emite tĂtulos da dĂvida com o intuito de arrecadar esse dinheiro.
Repetindo: como, a partir de 2009, o BNDES nĂŁo tinha todo o dinheiro que o governo queria destinar a seus empresĂĄrios favoritos -- como o hoje falido Senhor X, as empreiteiras, e demais "campeĂŁs nacionais", como BRF, Oi, JBS/Friboi --, o Tesouro começou a emitir tĂtulos da dĂvida com o intuito de arrecadar esse dinheiro e repassĂĄ-lo para o BNDES.
Consequentemente, o BNDES foi anabolizado. Sua capacidade de fazer empréstimos subsidiados aumentou quase que exponencialmente.
O gråfico a seguir mostra a evolução dos empréstimos do BNDES, atualmente com um saldo de R$ 656 bilhÔes. Observe a guinada ocorrida em meados de 2009, exatamente quando essa nova modalidade foi implantada.

GrĂĄfico 1: Evolução dos emprĂ©stimos concedidos pelo BNDES. A linha vermelha (que foi descontinuada em 2013) representa a soma da linha azul (empresas) com a linha verde (pessoas fĂsicas).
JĂĄ o grĂĄfico abaixo mostra o crescimento da quantidade de tĂtulos emitida pelo Tesouro. Na prĂĄtica, o grĂĄfico abaixo mostra a evolução da dĂvida bruta do Tesouro. Observe que os saltos ocorridos em 2009 e 2010 coincidem com o aumento dos financiamentos do BNDES.
Observe tambĂ©m o atraso de um ano entre o salto ocorrido nos financiamentos do BNDES em 2014 e na emissĂŁo de tĂtulos em 2015. Esse atraso de um ano foi exatamente por conta das "pedaladas fiscais".

GrĂĄfico 2: evolução da dĂvida bruta do Tesouro
As quatro consequĂȘncias nefastas da existĂncia do BNDES
1) Inflação
Em primeiro lugar, vale deixar bem claro que a atual polĂtica de repasses do Tesouro para o BNDES Ă© inerentemente inflacionĂĄria. Como explicado, o Tesouro emite tĂtulos (se endivida) para financiar o BNDES. E quem compra esses tĂtulos emitidos pelo Tesouro? O sistema bancĂĄrio. Como ele compra? Criando dinheiro do nada, pois opera com reservas fracionĂĄrias.
Ou seja, o endividamento do Tesouro para financiar o BNDES é algo que ocorre via inflação monetåria.
Portanto, além de aumentar o endividamento do governo, este mecanismo utilizado pelo Tesouro para financiar o BNDES também aumenta a quantidade de dinheiro na economia. E, como mostra o gråfico acima, desde 2009, o BNDES, sozinho, foi o responsåvel por jogar praticamente R$ 450 bilhÔes na economia.
(Todos os bancos estatais em conjunto despejaram na economia, nesse mesmo intervalo de tempo, R$ 1,2 trilhĂŁo, o que significa que apenas o BNDES responde por quase 40% desse valor. Nesse mesmo perĂodo, os bancos privados jogaram "apenas" R$ 586 bilhĂ”es).
Portanto, a primeira consequĂȘncia direta do BNDES Ă© a inflação monetĂĄria, que gera uma pressĂŁo direta sobre os preços.
2) Deterioração d asituação fiscal do governo
AlĂ©m de ter causado uma grande inflação monetĂĄria -- algo que, por si sĂł, pressiona a carestia --, esse mecanismo de financiamento do BNDES, via endividamento do Tesouro, tambĂ©m ajudou a deteriorar o quadro fiscal do governo. A dĂvida bruta estĂĄ em 66,2% do PIB. Para que se tenha uma ideia, no final de 2013, a dĂvida bruta do Brasil estava em 56,7% do PIB.
Ou, falando em termos nominais, a dĂvida bruta, que estava em R$ 2 trilhĂ”es ao final de 2009 estĂĄ hoje em R$ 4 trilhĂ”es. Aumento de 100%.
Esse valor da dĂvida bruta -- mais ainda, essa tendĂȘncia de aumento --, nĂŁo apenas foi a responsĂĄvel direta pela perda do grau de investimento (investment grade) concedido pelas trĂȘs agencias de classificação de risco ao paĂs, como tambĂ©m ajudou a acelerar a depreciação do real, o que turbinou ainda mais a inflação de preços.
3) Aumento dos juros e restrição do mercado de crédito apenas para os grandes
PorĂ©m, talvez a mais nefasta consequĂȘncia da existĂȘncia do BNDES Ă© exatamente aquela que Ă© menos comentada: o BNDES Ă© o responsĂĄvel direto pelos juros serem tĂŁo altos no Brasil.
De um lado, ao conceder empréstimos subsidiados para as grandes empresas -- o Programa de Sustentação do Investimento, que ficou conhecido como "Bolsa Empresårio", cobrava taxas de juros de apenas 2,5% ao ano, quando a inflação estava acima de 6% ao ano --, o BNDES anula completamente os efeitos da SELIC.
A taxa bĂĄsica de juros estipulada pelo Banco Central tem efeito nulo sobre os emprĂ©stimos do BNDES. No entanto, ela afeta diretamente os custos do Tesouro para financiar o BNDES. Na prĂĄtica, o Tesouro (ou seja, o povo brasileiro) paga a taxa SELIC para financiar o BNDES, e o BNDES cobra 2,5% para financiar as grandes empresas. Ou seja, em termos lĂquidos, o povo brasileiro paga para financiar as grandes empresas favoritas do governo.
De outro lado, e esse talvez seja o efeito mais nefasto, os baixĂssimos juros cobrados pelo BNDES tĂȘm o efeito de fazer uma segmentação do mercado de crĂ©dito: exatamente por cobrar juros tĂŁo baixos, o BNDES irĂĄ emprestar somente para as empresas que tĂȘm o melhor perfil de risco e a maior capacidade de honrar suas dĂvidas. Consequentemente, os melhores tomadores serĂŁo todos capturados pelo BNDES, deixando as outras empresas -- principalmente as pequenas e as mĂ©dias, que tĂȘm risco maior -- para o restante do sistema bancĂĄrio.
E como o sistema bancĂĄrio ficarĂĄ agora apenas "com as sobras", os juros cobrados para estes -- que tĂȘm risco maior e histĂłrico de crĂ©dito mais duvidoso -- inevitavelmente serĂŁo maiores.
Ou seja, ao fornecer crédito farto e barato para as grandes, o BNDES captura as empresas com o melhor perfil de risco, deixando para os bancos privados todas as outras empresas de maior risco. Em economia, tal efeito é rotulado de "seleção adversa".
E com uma injustiça adicional: dado que o Tesouro paga 14,25% para qualquer um que lhe emprestar dinheiro, os bancos sĂł irĂŁo emprestar para essas outras empresas a juros muito maiores do que 14,25%. Ăbvio. Qual pequena empresa pode concorrer com o governo federal? Se o banco pode emprestar a 14,25% para o governo, sem risco nenhum, por que ele emprestaria a 2,5% para uma pequena empresa qualquer, e ainda correndo muito risco de calote?
Portanto, as pequenas e mĂ©dias empresas, alĂ©m de arcarem com a dĂvida do Tesouro para financiar o BNDES, ainda sĂŁo expulsas do mercado de crĂ©dito pelo prĂłprio BNDES, sĂł conseguindo emprĂ©stimos se pagarem juros estratosfĂ©ricos.
4) IneficiĂȘncia da polĂtica monetĂĄria
Se hĂĄ uma mĂĄquina cujo funcionamento exige uma criação volumosa de dinheiro, e se tal dinheiro Ă© emprestado a juros exĂguos e imunes Ă SELIC, entĂŁo Ă© Ăłbvio que tal mĂĄquina cria uma grave distorção na polĂtica monetĂĄria.
Como dito acima, de meados de 2009 atĂ© hoje, o BNDES sozinho foi o responsĂĄvel por jogar R$ 450 bilhĂ”es de reais na economia, cobrando juros baixos e indiferentes a alteraçÔes na SELIC. Consequentemente, e por uma questĂŁo de lĂłgica, apenas para contrabalançar os efeitos inflacionĂĄrios do BNDES, a SELIC tem de estar constantemente em um nĂvel muito acima daquele em que poderia estar caso nĂŁo houvesse o BNDES criando essa distorção no mercado.
Sem o BNDES, os juros poderiam ser menores e, com isso, as pequenas e médias empresas poderiam ter acesso a mais crédito. Sem esse fenÎmeno da "seleção adversa", a expansão da economia privada poderia ser maior.
ConclusĂŁo
Portanto, os emprĂ©stimos subsidiados do BNDES, alĂ©m de expulsarem as pequenas e mĂ©dias empresas do mercado de crĂ©dito, geram aumento da dĂvida do governo, aumentam a inflação de preços e forçam a SELIC a patamares mais elevados. A SELIC mais elevada, por sua vez, encarece o serviço da dĂvida e complica ainda mais a situação da dĂvida pĂșblica, o que eleva a desconfiança dos investidores -- dĂvida cara e em contĂnua elevação significa temor de novos impostos; e o temor de novos impostos afeta a intenção de se fazer investimentos de longo prazo; e sem investimentos, nĂŁo hĂĄ crescimento econĂŽmico e nem empregos.
Como bĂŽnus, dado que a SELIC alta encarece o serviço da dĂvida, hĂĄ um impedimento para que o Banco Central tenha autonomia para elevar ainda mais os juros em caso de inflação de preços alta (como ocorre atualmente), o que pode prolongar o perĂodo de carestia, desorganizando toda a economia.
Assim como toda e qualquer intervenção estatal, o BNDES gera consequĂȘncias nefastas e nĂŁo-premeditadas sobre todo o resto da economia. Ele nĂŁo apenas Ă© uma mĂĄquina de criar privilĂ©gios para os empresĂĄrios umbilicalmente ligados ao governo, como Ă© tambĂ©m uma mĂĄquina de desarranjar a economia.
(Tudo o que foi dito acima sobre o BNDES tambĂ©m se aplica aos bancos estatais, com a diferença de que estes, ao menos, ainda estĂŁo sujeitos a regras de mercado, cobram taxas de juros marginalmente maiores em seus emprĂ©stimos e, em tese, ainda visam ao lucro. Sim, os bancos estatais devem ser privatizados -- ou, no mĂnimo, colocados para operar sob as mesmas regras dos bancos privados. Como jĂĄ hĂĄ um artigo exclusivo sobre os bancos estatais, eles nĂŁo foram o escopo deste artigo.)
Henrique Meirelles, portanto, pode resolver seus trĂȘs problemas -- controlar os gastos, estancar o crescimento da dĂvida pĂșblica e atĂ© mesmo reduzi-la -- com uma sĂł medida.
Ao fechar o BNDES, ele irĂĄ, no longo prazo, impor uma maior disciplina aos gastos do governo e estancar o crescimento da dĂvida. E, para reduzir a dĂvida, ele nĂŁo tem de recriar a CPMF e nem nenhum "imposto transitĂłrio": basta ele exigir que as grandes empresas que foram privilegiadas com emprĂ©stimos subsidiados do BNDES -- imorais por todos os motivos acima, mas principalmente porque pagos pelos cidadĂŁos brasileiros -- devolvam o dinheiro.
Só com o PSI foram gastos R$ 362 bilhÔes em empréstimos. Dinheiro do povo jogado fora. Por que somos nós que agora temos de arcar com essa fatura? As empresas privilegiadas -- que majoritariamente fizeram obras no exterior com esse dinheiro -- que se virem para devolver o esbulho. E observe que isso seria apenas a devolução do principal. Nem se estå considerando os juros.
Tal quantia faria maravilhas em reduzir a dĂvida pĂșblica, que Ă© a intenção declarada de Meirelles.
Como exatamente ele irĂĄ equacionar isso Ă© problema dele, e nĂŁo meu. O Ministro Ă© ele e nĂŁo eu. Capacidade para resolver problemas ele tem de sobra, como comprova sua exitosa carreira.
Ă claro que, ao fazer isso, ele estaria prejudicando diretamente seu ex-empregador, o grupo J&F, que controla a JBS/Friboi. Hora de provar que sua postura e sua fala de durĂŁo sĂŁo realmente pra valer.
PUBLICADAEMhttps://mises.org.br/artigos/2205/por-que-o-bndes-deve-ser-abolido
Dino deixarĂĄ MJ com recorde em negativas de pedidos de acesso a informaçÔes pĂșblicas, diz jornal
Pasta negou mais de 16% das solicitaçÔes de acesso à informação. Por Raul Holderf Nascimento
FlĂĄvio Dino deixarĂĄ o MinistĂ©rio da Justiça e Segurança PĂșblica (MJSP) com um recorde em negativas de pedidos de acesso a informaçÔes pĂșblicas sob a alegação de sigilo de informaçÔes.
De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, que diz ter obtido acesso ao Painel da Controladoria Geral da União (CGU), Dino negou mais pedidos feitos via Lei de Acesso à Informação (LAI) desde que a legislação passou a vigorar em 2012, superando outros ex-ministros que jå chefiaram a pasta.
Conforme o veĂculo, o ministĂ©rio de Dino justifica que a alta em pedidos negados se deve a requerimentos sobre investigaçÔes dos ataques de 8 de janeiro.
A LAI, Lei de Acesso Ă Informação, estabelece que todos os cidadĂŁos brasileiros tĂȘm a garantia do acesso a dados pĂșblicos das esferas federal, estadual e municipal. O texto da lei, sancionada em 2011, considera informação sigilosa aquela que Ă© imprescindĂvel “para a segurança da sociedade e do Estado”.
Ainda segundo o Estadão, ao todo, em 2023, o Ministério da Justiça negou 16,6% dos pedidos feitos via LAI.
“Dos 16,6% dos pedidos feitos via LAI negados pelo ministĂ©rio de Dino, 45,3% foram considerados pela pasta como informaçÔes sigilosas de acordo com ‘legislação especĂfica’ ou assegurados pela lei de 2011. Outras 9,72% das demandas tiveram concessĂŁo negada por se tratarem de dados pessoais e 5,67% nĂŁo foram contempladas por serem desproporcionais ou desarrazoados”, emenda o jornal.
PUBLICADAEMhttps://www.conexaopolitica.com.br/executivo/dino-deixara-mj-com-recorde-em-negativas-de-pedidos-de-acesso-a-informacoes-publicas-diz-jornal/
Militante de extrema esquerda admite furto de refeiçÔes acima de R$ 500 no iFood
Paulo Galo, que foi preso em 2021 por incendiar estĂĄtua de Borba Gato, vem ganhando fama na esquerda. Por Marcos Rocha
O ativista de extrema esquerda Paulo Roberto da Silva Lima, tambĂ©m conhecido como Paulo Galo, confessou em uma postagem nas redes sociais que costumava apropriar-se de refeiçÔes durante o perĂodo em que desempenhava a função de entregador na plataforma iFood.
Segundo o militante, essa prĂĄtica de furto era justificada pelo fato de considerar um “desaforo” entregar refeiçÔes com valores superiores a R$ 500. Ele explicou essa conduta ao mencionar que esse montante equivalia ao orçamento mensal de sua famĂlia para compras no supermercado.
Paulo Galo tem ganhado destaque no cenĂĄrio da esquerda, na condição de influenciador, e jĂĄ tem planos de lançar uma candidatura a vereador em 2024. Durante a pandemia, em 2021, o ativista ficou conhecido por incendiar a estĂĄtua de Borba Gato, em SĂŁo Paulo, sendo detido pela polĂcia.
“Quanto [sic] o valor ultrapassava 500 reais eu nao [sic] entregava eu levava pra [sic] casa, eu achava um desaforo ter que entregar um refeicao [sic] no valor da compra do mes [sic] da minha familia! Dito isso zero problema de fulano X ou Y gastar o que quiser no app que quiser [sic] cada um lida da sua forma!”, escreveu ele.
PUBLICADAEMhttps://www.conexaopolitica.com.br/politica/paulo-galo-publicacao-roubava-refeicoes-500-ifood/
Lula aumenta em até 42% valores de diårias de ministros em viagens
A verba é destinada ao custeio de gastos com hospedagem, alimentação e locomoção. Por Marcos Rocha
O presidente Luiz InĂĄcio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), implementou um aumento nos valores mĂĄximos das diĂĄrias destinadas Ă s viagens dos ministros do governo federal pelo paĂs. Esses recursos, destinados a despesas como hospedagem, alimentação e transporte, podem atingir, em determinados casos, a quantia de R$ 900 diĂĄrios.
Conforme a medida anunciada na sexta-feira (29), o reajuste, que pode alcançar atĂ© 42%, entrarĂĄ em vigor a partir de 15 de fevereiro de 2024, seis meses antes do inĂcio do perĂodo eleitoral. Este representa o primeiro ajuste nas diĂĄrias de viagens nacionais para servidores pĂșblicos durante o terceiro mandato do presidente Lula. Os valores haviam sido atualizados em 2022, sob a gestĂŁo do entĂŁo presidente Jair Bolsonaro (PL), quando houve um reajuste de atĂ© 15%.
Os novos incrementos tambĂ©m se aplicarĂŁo, em diferentes proporçÔes, aos servidores pĂșblicos em viagens a trabalho por todo o Brasil. Os novos montantes sĂŁo distribuĂdos em trĂȘs categorias: para deslocamentos a BrasĂlia, Manaus, Rio de Janeiro e SĂŁo Paulo, a diĂĄria passarĂĄ de R$ 668,15 para R$ 900; para viagens a outras capitais, o valor aumentarĂĄ de R$ 598 para R$ 800; e para outros deslocamentos no paĂs, a diĂĄria subirĂĄ de R$ 527,84 para R$ 750.
Conforme estabelecido pelo decreto de Lula, as diĂĄrias serĂŁo concedidas a cada dia de afastamento da sede do serviço. AlĂ©m disso, a nova norma prevĂȘ uma redução de 25% quando o servidor permanecer por mais de 120 dias em uma localidade. Os pagamentos nĂŁo serĂŁo efetuados em casos de ausĂȘncia de pernoite, retorno do funcionĂĄrio ao local de trabalho, hospedagem em imĂłvel da UniĂŁo ou custeio da UniĂŁo na hospedagem.
PUBLICADAEMhttps://www.conexaopolitica.com.br/executivo/governo-aumenta-valores-diarias-2024/





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