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NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

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POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

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sábado, 10 de outubro de 2026

Montesquieu: o tempo da moderação e o espírito das leis

 Marcos H. Giansante


“A liberdade política não consiste em fazer o que se quer, mas em poder fazer o que se deve querer.” — Montesquieu, O Espírito das Leis, XI, 3

O século XVIII, marcado pela confiança no progresso e pela ambição de sistemas racionais, foi também o século da moderação. Em meio às paixões revolucionárias que já germinavam como brasas invisíveis sob o solo europeu, Charles-Louis de Secondat, o barão de Montesquieu, ergueu uma voz serena, não para deter o tempo, mas para lembrar que toda liberdade precisa de forma, e toda forma precisa de tempo.

Montesquieu compreendeu que as instituições humanas não nascem de decretos, mas de costumes. O direito e a lei não são invenções arbitrárias, mas cristalizações lentas do espírito de um povo. O Espírito das Leis é, antes de tudo, um tratado sobre o tempo, o tempo necessário para que os costumes amadureçam, o poder se equilibre e a liberdade se sustente.

Nascido em 1689, o mesmo ano em que a Revolução Gloriosa consolidava o regime constitucional inglês, Montesquieu viveu entre a ruína do absolutismo e o nascimento da república moderna. Percorreu as formas de governo com o cuidado de um naturalista diante de espécies vivas. Cada nação, dizia, tem suas próprias leis porque tem seu próprio clima, seus hábitos, sua história. Não há liberdade fora do tempo, e não há lei fora da experiência. Essa intuição o aproxima, sem o saber, do Hume político, para quem as instituições não se legitimam por dedução racional, mas pela prática reiterada que o tempo torna aceitável.

Para Montesquieu, a sabedoria política consistia em compreender o ritmo das coisas humanas. Onde reformadores apressados desejavam derrubar, ele preferia ajustar. Onde tiranos tentavam impor, ele lembrava que o poder só se conserva quando encontra freios. Daí sua doutrina da separação dos poderes, um sistema em que a força detém a força, e o tempo da decisão é distribuído entre funções distintas do Estado. O equilíbrio político é, aqui, uma forma de prudência temporal, a arte de impedir que o poder aja mais rápido que a razão.

Sua filosofia da moderação é também uma filosofia da liberdade. A liberdade, para Montesquieu, não é a ausência de freios, mas a harmonia entre o impulso e o dever. Fazer o que se deve querer significa agir conforme uma razão amadurecida, e essa maturação exige tempo. O homem livre não é o que decide de imediato, mas o que reconhece o intervalo entre desejo e ato, o tempo interior da responsabilidade.

É nesse ponto que Montesquieu toca o coração da lógica do tempo. Ele percebe que o tempo humano é o espaço da prudência. O poder que age sem demora converte-se em tirania. A sociedade que muda sem reflexão se entrega à revolução. A liberdade só existe onde há pausa, deliberação e memória. O tempo político, como o tempo moral, é o tempo da medida. Essa percepção reaparecerá, um século depois, na crítica de Edmund Burke às abstrações revolucionárias que pretendem reconstruir a ordem social ignorando o lento aprendizado inscrito na história.

Montesquieu não foi apenas o teórico da moderação, foi também um dos primeiros filósofos do comércio moderno. Para ele, o comércio era mais do que a troca de bens, era a troca de confiança. Via nas relações comerciais uma força civilizadora, capaz de substituir a guerra pela cooperação. O comércio cura os preconceitos destrutivos, escreveu, antecipando a ideia de que o mercado, longe de corromper os costumes, pode refiná-los ao tornar as nações mutuamente dependentes e, por isso mesmo, mais prudentes.

O comércio é também uma forma de tempo, o tempo da conciliação. Ele transforma conflito em negociação, medo em cálculo, distância em expectativa compartilhada. O mercador, ao esperar o retorno de sua caravana ou o cumprimento de um contrato, aprende o mesmo que o filósofo, a confiar no tempo. Essa confiança, base da vida econômica, é também fundamento da vida moral.

É nesse ponto que Montesquieu encontra, sem o saber, os austríacos. Quando Mises fala de ação humana e Hayek de ordem espontânea, ambos retomam o mesmo princípio montesquiano, o respeito pelo tempo das instituições, pelo crescimento lento dos costumes, pelo tecido moral formado por expectativas que se consolidam na duração. Toda transação é um ato de fé, todo contrato é uma aposta no futuro. Montesquieu foi, nesse sentido, um dos primeiros grandes filósofos da economia como tempo confiado.

Sua influência percorre mais longe do que imaginava. Nos Federalist Papers, especialmente em Madison, sua teoria da separação dos poderes se transforma em arquitetura constitucional. Os Estados Unidos, nascidos entre o pragmatismo britânico e a aspiração republicana romana, são em grande medida uma aplicação viva de sua filosofia. A moderação montesquiana tornou-se geopolítica, um continente inteiro organizado sobre o ritmo lento da prudência.

Mas Montesquieu também olhou para além do Ocidente e percebeu o perigo da velocidade do poder sem freios. Sua crítica ao despotismo não era desprezo cultural, mas diagnóstico institucional. Onde o poder age rápido demais, a lei não amadurece. Onde a lei não amadurece, a liberdade não encontra tempo para existir.

Ao final, sua lição permanece intacta. O tempo é o juiz da liberdade. Só ele, o tempo, revela se uma sociedade é madura o bastante para sustentar seus próprios direitos. O Espírito das Leis não é apenas um tratado político, é uma meditação sobre o tempo das coisas humanas, sobre a lenta sabedoria que faz da liberdade não um instante, mas uma duração. A liberdade é, portanto, o tempo da razão em movimento, e o verdadeiro espírito das leis é o espírito do homem que aprende, com o tempo, a moderar-se. Contudo, se Montesquieu demonstrou que a liberdade depende do tempo das instituições e da moderação do poder, permanece ainda uma questão mais profunda: quais são os próprios limites da razão que pretende legislar sobre o mundo, a moral e a experiência humana? É nesse ponto que a reflexão filosófica se desloca do equilíbrio institucional para o exame crítico da própria razão, abrindo o caminho para a investigação kantiana sobre o tempo, o conhecimento e os limites do entendimento humano.

















publicadaemhttps://mises.org.br/artigos/22522/montesquieu-o-tempo-da-moderacao-e-o-espirito-das-leis/

SENHA FORTE

 gilbertosimoespires/pontocritico

APP

Mais do que sabido em todo o mundo, APP (abreviação da palavra -APLICATIVO) é um PROGRAMA CRIADO PARA SER USADO EM DISPOSITIVOS ELETRÔNICOS COMO CELULARES, TABLETS E/ COMPUTADORES. Como tal, alguns APLICATIVOS, além de exigir um LOGIN (identificador de usuário, como e-mail, nome de usuário, número de telefone ou CPF) também pedem a digitalização de uma SENHA, ou uso da BIOMETRIA (digital ou reconhecimento facial) para que os interessados possam desfrutar das VANTAGENS PROPOSTAS E/OU OFERECIDAS. 

SENHA FORTE

Ora, a considerar o claríssimo RECADO que foi dado no último domingo, em praticamente todo o país, pela EXPRESSIVA MAIORIA DOS ELEITORES DO NOSSO EMPOBRECIDO BRASIL, para CONFIRMAR NOVAMENTE A EMPOLGANTE E CONTAGIANTE VONTADE, QUE SE TRADUZ EM -LIBERDADE, FELICIDADE, JUSTIÇA E RESSUREIÇÃO DA DEMOCRACIA- basta DIGITAR a seguinte -SENHA FORTE- nas 563.910 URNAS ELETRÔNICAS APTAS PARA UTILIZAÇÃO, no próximo dia 25 de outubro: -FLÁVIO BOLSONARO-22- 

e alguém ainda tinha alguma dúvida de que a FELICIDADE MORA NA DIGITAÇÃO DA SENHA FORTE -FLÁVIO BOLSONARO-22-, basta ler e compreender o RECADO dado pelos MERCADOS -FINANCEIRO E DE CAPITAL, cujos indicadores refletem, através das -OFERTAS DE COMPRA E VENDA DOS ATIVOS NEGOCIADOS- a EXPECTATIVA FUTURA DO DESEMPENHO ECONÔMICO E SOCIAL DOS PAÍSES ONDE É PERMITIDA A EXISTÊNCIA DE BOLSAS DE VALORES.

QUE TAL?

A propósito, países como CUBA, COREIA DO NORTE, AFEGANISTÃO, BRUNEI, BELIZE, IÊMEN, por exemplo, NÃO HÁ -BOLSAS DE VALORES-. Que tal???
















publicadamehttps://www.pontocritico.com/artigo/senha-forte


O PT ainda brilha. Mas a estrela já morreu? - ÚLTIMA ANÁLISE

 gazetadopovo/youtube


O PT ainda brilha. Mas a estrela já morreu? - ÚLTIMA ANÁLISE


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https://www.youtube.com/watch?v=J6fxIPWi42o

Fux Reage Contra Moraes e Exige Acesso Ao Inquérito Das Fake News!

 andrémarsiglia/youtube


Fux Reage Contra Moraes e Exige Acesso Ao Inquérito Das Fake News!


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https://www.youtube.com/watch?v=ZXcfxg1_yWA

MAIS UM MOTIVO PARA NÃO VOTAR NO NINE

 APAVORADORES/FACEBOOK


MAIS UM MOTIVO PARA NÃO VOTAR NO NINE



CAIO COPPOLLA ESCULACHOU E EXPÔS TODA A VERDADE SOBRE O CANCELAMENTO DA NOVA PORTA-VOZ DE LULA

 panicoretro/youtube


CAIO COPPOLLA ESCULACHOU E EXPÔS TODA A VERDADE SOBRE O CANCELAMENTO DA NOVA PORTA-VOZ DE LULA


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https://www.youtube.com/watch?v=LyeQ3020cDM

ONDE ESSE POVO ESTÁ ARRANJANDO DINHEIRO???

 QUADRICES/INSTAGRAM


ONDE ESSE POVO ESTÁ ARRANJANDO DINHEIRO???



GRANDE NÚMERO DE ANALFABETOS NÃO É ACIDENTE, É PROJETO

 CLUNK.BRASIL/INSTAGRAM


GRANDE NÚMERO DE ANALFABETOS NÃO É ACIDENTE, É PROJETO 



Estrategista Digital Explode Campanha de Lula! Dê Risada!

 deltandallagnol/youtube


Estrategista Digital Explode Campanha de Lula! Dê Risada!


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https://www.youtube.com/watch?v=VaPm0YrvHRs

O BURACO

 FATOSENUMEROS/FACEBOOK


O BURACO



Tarcísio: 'As pessoas não se enxergam mais na propaganda do PT'

 revistaoeste/youtube


Tarcísio: 'As pessoas não se enxergam mais na propaganda do PT'


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https://www.youtube.com/watch?v=1TEyIvv0EaE

Justiça condena Thronicke a indenizar vice de Flávio Bolsonaro em R$ 50 mil

 revistaoeste/youtube


Justiça condena Thronicke a indenizar vice de Flávio Bolsonaro em R$ 50 mil


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https://www.youtube.com/watch?v=bK0PZHenhJA

PROPOSTAS DO DESCONDENADO... COMPARTILHE

 NIKOLASFERREIRA


PROPOSTAS DO DESCONDENADO... COMPARTILHE



É TUDO A MESMA COISA? TEM CERTEZA?

 PROPAGAREPROMIDIA/FACEBOOK


É TUDO A MESMA COISA? TEM CERTEZA?



SE DERAM MUITO MAL.

 SOBERANIAVIVA/THREADS


SE DERAM MUITO MAL. 



Sinais de mudança no cenário político após decisões envolvendo Moraes.

 praetorium/fernaolaramesquita/youtube


Sinais de mudança no cenário político após decisões envolvendo Moraes.


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https://www.youtube.com/watch?v=4b9tjelNr9k

PRESTE BEM ATENÇÃO NA SEQUÊNCIA... COMPARTILHE AO MÁXIMO SE VC CONCORDAR

 ANDRADEJR











VAI CONTINUAR COM O LULARAPIO????

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

O amor não entra na urna

  Alex Pipkin 


Tenho uma péssima notícia para quem procura o candidato perfeito. Ele não concorre.

Flávio Bolsonaro não seria minha primeira escolha. Não sou bolsonarista, não pretendo ser e já passei da idade de procurar pai, mito ou salvador na política. Presidente é empregado temporário da República. A devoção é que insiste em querer estabilidade. Mas eleição não é Tinder. Chega uma hora em que é preciso parar de procurar o perfil ideal e olhar quem está na tela.

Como a escolha concreta é Lula ou Flávio, sei exatamente onde não estarei. Não quero mais o PT. Não quero um Estado voraz para cobrar e indigente para entregar. Não quero a pobreza administrada como patrimônio político. Auxílio para quem precisa é proteção social. O que o pobre precisa é de porta de saída, não de gerente de permanência.

Dispenso também as aulas de moral do autoproclamado campo do amor e do bem. Do bem para quem?

Há uma esperteza antiga nessa superioridade. Primeiro, declara-se proprietário da virtude. Depois, o ódio alheio continua sendo ódio, enquanto o próprio ganha eufemismos elegantes: indignação democrática, consciência social, defesa dos oprimidos. Nasce o ódio do bem. Aquele que agride com a consciência absolutamente tranquila.

O “nós contra eles” não nasceu com Bolsonaro. O bolsonarismo apenas ofereceu ao petismo o inimigo perfeito. Finalmente o amor encontrou alguém que podia odiar em público.

Quanto à elite que tanto acusam, não me interessa a caricatura do sujeito que odeia o PT porque encontrou o pobre no aeroporto. Interessa-me outra, muito mais concreta. Aquela que fala há décadas em nome dos pobres enquanto se perpetua no topo do poder.

Sou judeu. Posso criticar Netanyahu sem aceitar a hostilidade e o antissemitismo de Lula a Israel. Não terceirizo minha consciência. Muito menos para Brasília.

Chega então a hora menos romântica, aquela em que a convicção encontra a aritmética. Como a escolha se reduziu a Lula ou Flávio, Flávio terá meu voto. Sem camiseta, sem mito, sem fanatismo e sem procuração moral.

Voto útil não é amor. É consequência. Na política, desconfio especialmente de quem oferece amor em troca de poder. O amor deveria ser gratuito. O poder jamais é.









publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/o-amor-nao-entra-na-urna/

A inflação destrói o bem-estar das famílias

  Angelo Monaco 


Murray Rothbard via o estado como uma instituição inerentemente predatória que busca o controle total sobre o indivíduo. Para alcançar esse controle, ele acreditava que o estado busca enfraquecer ou destruir as instituições intermediárias — sobretudo a família nuclear.

Rothbard via a família como o principal veículo de transmissão de propriedade e de riqueza entre gerações, de valores morais, autodisciplina e tradições culturais, e de provisão de bem-estar social e redes de proteção de forma orgânica, sem programas assistenciais do estado. Rothbard nos alertou que a família biológica não é uma construção artificial que pode ser manipulada por burocratas, mas sim uma estrutura social essencial enraizada na realidade natural da criação dos filhos e da transmissão de capital, que deve ser protegida do estado. Quando nossa nação discute política monetária, ela ignora o impacto sobre a família americana e desconsidera os alertas de Rothbard.

Embora as discussões governamentais sobre inflação normalmente girem em torno de percentuais do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), das taxas de juros do Federal Reserve e de métricas de poder de compra, suas consequências mais profundas são a destruição do tecido da família da classe trabalhadora.

Para os lares americanos, a inflação não é apenas um inconveniente financeiro — ela atua como um estressor social insidioso que altera a dinâmica familiar, remodela a saúde mental, degrada a confiança nas instituições e força concessões na saúde e na vida comunitária.

A política monetária do governo é fundamentalmente uma questão moral, porque os bancos centrais rompem com os princípios centrais da troca voluntária, dos direitos de propriedade privada e da lei natural. Em vez de encarar a expansão monetária como uma ferramenta administrativa neutra de estabilização macroeconômica, estudiosos como Ludwig von Mises e Murray Rothbard demonstraram que a criação de moeda sem lastro atua como uma forma institucionalizada de roubo e fraude. Medir a inflação de forma agregada é extremamente enganoso, porque ela não afeta todos da mesma maneira. Quando o estado infla a oferta monetária, ele dilui o poder de compra das unidades monetárias já existentes — redistribuindo riqueza real dos trabalhadores, dos poupadores prudentes e daqueles que vivem de renda fixa para os primeiros a receber os novos recursos (o Efeito Cantillon), sem o consentimento explícito ou os mecanismos de votação associados à tributação explícita.

Como a inflação atua como um imposto regressivo e oculto, seus fardos físicos recaem esmagadoramente sobre os pobres e a classe trabalhadora. Ao contrário dos indivíduos de alto patrimônio líquido, os lares de baixa renda gastam quase 100 por cento de seus rendimentos com necessidades imediatas e inelásticas, como alimentação, energia e moradia — categorias que sofrem altas rápidas de preços durante as expansões monetárias. Além disso, os reajustes salariais historicamente ficam muito atrás dos aumentos de preços, o que significa que os assalariados da classe trabalhadora sofrem uma queda imediata no poder de compra real. Como observam analistas do Mises Institute, através do arcabouço do Efeito Cantillon, os grupos de baixa renda estão no extremo absoluto da cadeia de transmissão monetária. Quando o dinheiro recém-criado chega às famílias trabalhadoras por meio de aumentos salariais nominais, os preços já subiram de forma desigual pelo mercado de consumo, corroendo sistematicamente seu padrão de vida.

Além das despesas imediatas de subsistência, a degradação monetária promovida pelo estado destrói a principal ferramenta financeira à disposição da maioria das famílias: a simples poupança em dinheiro. Enquanto os grupos mais ricos possuem capital para se proteger da inflação adquirindo imóveis, ações e ativos físicos resistentes à inflação, os lares de baixa renda mantêm seus ativos líquidos sobretudo em contas de poupança básicas ou em moeda. Como destacam pesquisadores da Foundation for Economic Education, as políticas do banco central que deprimem artificialmente as taxas de juros eliminam o rendimento da poupança conservadora, penalizando efetivamente a frugalidade e impedindo a mobilidade social ascendente. Ao elevar os preços dos ativos enquanto dilui as reservas em dinheiro, a expansão monetária tranca as famílias de baixa renda para fora da propriedade imobiliária e força os trabalhadores a um estado de vulnerabilidade econômica perpétua.

Quando as despesas cotidianas — mercado, moradia, contas básicas e gasolina — sobem de forma constante, a ansiedade financeira se metastatiza para os alicerces da vida doméstica. Os efeitos sobre a família americana da classe trabalhadora podem ser devastadores.

Dados do Census Bureau e de pesquisas de saúde mostram consistentemente que mais de 75 por cento dos adultos americanos relatam níveis elevados de estresse diretamente ligados aos aumentos de preços. Ao contrário de choques econômicos temporários, a inflação persistente cria um contínuo “ruído de fundo” de ansiedade. O dinheiro continua sendo um dos principais motores do conflito conjugal. Quando os orçamentos apertam sem aviso, escolhas domésticas rotineiras — como a marca dos produtos do mercado ou as atividades extracurriculares das crianças — se transformam em pontos de atrito. Quando o trabalho duro e o planejamento orçamentário já não garantem uma qualidade de vida estável, os indivíduos experimentam uma erosão do controle pessoal. Mesmo quando os salários nominais sobem, se os preços sobem mais rápido ou permanecem em patamares elevados, as famílias sentem que estão correndo em uma esteira que acelera.

A inflação encolhe o orçamento de uma família, e a participação social discricionária costuma ser a primeira área a ser cortada. Comparecer a festas de aniversário, viajar para reuniões familiares, participar de ligas esportivas recreativas ou jantar fora com amigos tornam-se despesas discricionárias que os lares já não conseguem justificar. À medida que as famílias reduzem as saídas sociais para preservar dinheiro para contas essenciais, os círculos sociais se tornam menores. Essa dinâmica alimenta sentimentos de isolamento, particularmente entre famílias da classe trabalhadora e pais e mães solteiros que não têm uma reserva financeira. As crianças absorvem o impacto social da inflação por meio da menor participação em esportes ou em programas de música e arte, e do estresse dos pais em casa.

Creche, plano de saúde e moradia — que registraram alguns dos maiores aumentos de preços — representam custos não discricionários para as famílias. Manter essas necessidades exige reduções drásticas em outras áreas do orçamento familiar.

A inflação da moradia — que abrange tanto os aumentos de aluguel quanto os preços de imóveis nas alturas combinados com taxas de hipoteca mais altas — força mudanças estruturais na forma como as crianças vivem. As famílias que se adaptavam a aluguéis mais altos frequentemente se mudavam para apartamentos menores ou entravam em arranjos de moradia multigeracionais “aglomerados”, reduzindo o espaço pessoal e as áreas silenciosas de estudo para crianças em idade escolar. Os picos de aluguel forçaram muitas famílias de baixa renda a se mudar no meio do ano letivo para bairros mais baratos. Mudanças forçadas rompem redes de amizade, exigem trocar de rede escolar e estão correlacionadas com quedas perceptíveis no desempenho acadêmico.

À medida que a inflação devasta uma economia, ela leva a uma diminuição do bem-estar das crianças. Pesquisadores observam que os picos rápidos de insegurança alimentar, instabilidade habitacional e interrupção do emprego dos pais estão diretamente correlacionados com taxas mais altas de maus-tratos infantis, particularmente negligência de supervisão e física.

Do ponto de vista microeconômico e psicológico, os problemas financeiros são uma das principais causas de instabilidade doméstica. A inflação rápida funciona como uma perda súbita e regressiva de renda real. Quando o poder de compra de uma família se corrói, as escolhas tornam-se de soma zero: pagar o mercado versus pagar o aluguel ou tratamento médico. Esse estado constante de privação esgota a amplitude cognitiva e emocional, tornando os lares em dificuldades econômicas significativamente mais propensos a atrito doméstico, colapsos emocionais e violência.

Estudos sociológicos que analisam choques econômicos confirmam que a violência entre parceiros íntimos é anticíclica — ou seja, as taxas tendem a subir quando a renda familiar real cai, a segurança no emprego diminui ou o custo de vida supera o crescimento dos salários. A incapacidade de cobrir as contas mensais básicas cria um atrito interpessoal persistente, elevando o risco de conflito explosivo em lares vulneráveis. Embora a violência doméstica seja um fenômeno comportamental complexo, com múltiplas causas contribuintes, o estresse econômico — particularmente a inflação súbita em bens essenciais como alimentos, moradia e energia — atua como um multiplicador de estresse bem documentado dentro dos lares.

A inflação também faz com que as famílias americanas fiquem menos saudáveis. Diante das pressões imediatas de preços no caixa do mercado ou na bomba de gasolina, os lares rotineiramente fazem trocas que comprometem o bem-estar a longo prazo. Pesquisas de opinião nacionais indicam que uma porcentagem significativa de americanos adia ou dispensa consultas médicas não emergenciais, check-ups odontológicos, sessões de terapia e reposição de medicamentos por causa dos custos do próprio bolso durante os ciclos inflacionários. A alta inflação dos alimentos força as famílias a substituir alimentos frescos e ricos em nutrientes por alternativas mais baratas, ultraprocessadas e calóricas, criando riscos de saúde física a longo prazo para as faixas de renda baixa e média.

Até os animais de estimação são prejudicados pela inflação. Os cuidados preventivos rotineiros com os pets — como exames anuais de bem-estar, limpezas dentárias, preventivos contra dirofilariose e vacinas — são cada vez mais adiados ou dispensados por famílias com orçamento restrito. Em muitos casos, os altos custos de tratamento veterinário levaram à “eutanásia econômica”, em que os donos não podiam arcar com procedimentos que salvariam vidas.

O aumento das entregas de animais a abrigos também é resultado dos picos inflacionários. Esse fator, combinado com uma desaceleração nas adoções de pets (à medida que os desafios inflacionários faziam os possíveis donos hesitarem em assumir novos compromissos financeiros), deixou os abrigos operando no limite ou acima da capacidade física, elevando as taxas de eutanásia de animais saudáveis em todo o país.

Quando o poder de compra de uma moeda diminui de forma constante, os cidadãos sofrem um roubo arbitrário de seu trabalho e de suas economias. As famílias, com razão, passam a enxergar os bancos centrais, os órgãos governamentais e as instituições corporativas com profundo cinismo, acreditando que o sistema econômico é fraudado ou ingovernável. Quando a inflação embaralha o poder de compra de forma arbitrária, o atrito social aumenta entre grupos demográficos, faixas de renda e gerações.

Durante o ciclo inflacionário pós-2020, a disparada dos preços ao consumidor alterou diretamente a dinâmica dos lares, a estabilidade a longo prazo e a vida cotidiana das famílias americanas. As desvantagens causadas pelos picos inflacionários permanecem conosco por longos períodos de tempo, porque, à medida que as taxas de inflação diminuem, os preços altos permanecem. Enquanto os macroeconomistas do estado debatem o peso preciso do estímulo fiscal, da expansão do crédito pelo banco central e dos choques na cadeia de suprimentos que poderiam desencadear um pico inflacionário, a erosão resultante do poder de compra real causada por seus erros está criando danos devastadores para a família americana. O fato de que decisões econômicas amplas que diminuem a segurança das famílias sejam tomadas sem qualquer consideração pelo impacto sobre a família americana é imoral. A degradação de nossa moeda pelo governo não é apenas um roubo de ativos, é um roubo de paz e felicidade que é tirado da família americana.











publicadaemhttps://mises.org.br/artigos/22194/a-inflacao-destroi-o-bem-estar-das-familias/

Moraes Manda Prender Eduardo Bolsonaro Agora!

 deltandallagnol/youtube


Moraes Manda Prender Eduardo Bolsonaro Agora!

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