Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

A corte que se julga intocável

 Leonardo Corrêa 


Estimulado pelo livro Men in Black: How the Supreme Court is Destroying America, de Mark Levin, que desnuda o poder exacerbado da Suprema Corte americana, decidi refletir sobre a situação brasileira, onde o Supremo Tribunal Federal parece trilhar um caminho similar de autossuficiência perigosa e arbitrária. A estrutura lógica de Levin serve de espinha dorsal para este artigo, que examina a atuação do STF como um órgão que progressivamente se afasta de sua função original de guardião da Constituição para assumir um papel de gestor do destino político e social do país.

Se o STF deveria zelar pela preservação das leis, o que vemos hoje é uma corte que reescreve as normas de acordo com a sua agenda particular. A própria separação de poderes, que deveria ser a base de uma República saudável, tornou-se uma fantasia cívica, onde os ministros legislam, executam e, pasmem, até se veem acima do debate público, blindados de qualquer crítica. O STF não mais se limita a interpretar a Constituição, mas a moldá-la conforme os ventos ideológicos do momento, ainda que isso custe a ruína da democracia que dizem defender.

Ao usurpar as prerrogativas do Legislativo e do Executivo, o STF não apenas enfraquece a representação popular, mas também se torna um Estado dentro do Estado, onde decisões são tomadas por um pequeno grupo de iluminados que parecem desconhecer qualquer limite. A velha máxima de que “ninguém está acima da lei” perdeu o sentido, pois quem dita as regras é o próprio guardião da lei. E é aí que a desconexão entre o STF e a realidade se torna tão clara quanto trágica.

Ministros que deveriam ser árbitros se transformaram em jogadores. Decisões fundamentais para o futuro do país são tomadas sem qualquer base jurídica sólida, mas sim para atender aos caprichos pessoais, sejam eles políticos ou ególatras. Como bem coloca Levin em sua obra, esse ativismo judicial não é um sinal de uma Corte forte, mas de uma democracia fraca, fragilizada por aqueles que deveriam protegê-la. No Brasil, o STF não protege a Constituição; ele a esvazia, a retorce e a adapta para seus próprios fins.

A população assiste impotente enquanto a corte se posiciona como uma aristocracia moderna, com ministros agindo como monarcas absolutos, intocáveis em seus mandatos vitalícios. Qualquer tentativa de questionar ou reformar essa estrutura é recebida com a fúria de quem não apenas se julga acima da lei, mas também de qualquer controle democrático. Nesse sentido, a independência do STF virou um pretexto para a imposição de uma agenda que não passa pelo crivo da sociedade, do parlamento ou de qualquer outra instância legítima de poder.

Na prática, o Supremo brasileiro se assemelha ao que Raymundo Faoro descreveu em Os Donos do Poder, como o “patrimonialismo”, onde os ocupantes do poder público utilizam suas posições não para servir à sociedade, mas para se perpetuar no controle, distantes das demandas populares e alheios às consequências de seus atos. Se no passado o Estado era o grande latifundiário, hoje o poder reside nas mãos de ministros que tratam a Constituição como propriedade privada, manipulando-a conforme seus interesses.

O STF, como Torre de Marfim, tornou-se uma casta hermética que não responde a ninguém. E isso, meus caros, é o maior perigo para qualquer democracia: quando aqueles que deveriam ser os árbitros se tornam os jogadores mais poderosos do tabuleiro. As regras? Essas mudam conforme os humores da Corte.

Assim como Levin apontou a corrosão da Suprema Corte nos Estados Unidos, o Brasil enfrenta sua própria crise judicial, onde os ministros acumulam um poder tão vasto quanto arbitrário. O Brasil está refém de uma corte que, na verdade, não representa mais os interesses da República, mas sim os interesses de seus membros. E, tal como Faoro previu, o grande problema do Brasil continua sendo a concentração de poder nas mãos de poucos. São os donos do poder, agora trajados de toga, que seguem arruinando o país.

No entanto, existe um paralelo importante que traz uma nota de esperança. O caminho da Suprema Corte americana começou a mudar desde as nomeações promovidas por Ronald Reagan. Mas isso não foi obra do acaso, e sim fruto de um movimento mais amplo: a criação da Federalist Society, que fez frente ao ativismo judicial, formando gerações de juízes comprometidos com a preservação da separação de poderes, do federalismo e da democracia. Hoje, a SCOTUS está se afastando da política partidária e voltando ao seu papel constitucional de árbitro, um processo que, embora lento, tem sido eficaz em reverter os excessos do passado.

Portanto, ainda há salvação para o Brasil. Mas, assim como nos EUA, será um processo gradual e difícil, que demandará tempo e uma renovação profunda na forma como encaramos o papel do Judiciário. O primeiro passo, no entanto, é reconhecer que nosso sistema, tal como está, serve apenas para concentrar poder nas mãos de poucos, distantes da realidade e alheios aos interesses da República.








publicadaemhttps://mises.org.br/artigos/22469/a-corte-que-se-julga-intocavel/

Bets: ‘viciam’ ou ‘eu não gosto’ não são argumentos suficientes para proibir

  Lucas Berlanza 


Em todos os grandes autores liberais, encontraremos a condenação da ideia de que o Estado deve impedir ocupações individuais.

O governo Lula realizou na sexta-feira 25 uma investida de aniquilação das “bets”, que nada mais são do que sites de apostas ou jogos de azar. Trata-se da versão virtual dos cassinos, do “jogo do bicho” ou das loterias que o próprio Estado mantém. A pauta, entretanto, tem apoio também entre políticos de direita, o que a torna um tema particularmente sensível. Não podemos deixar de enfrentá-la, por delicada que seja, sob um ponto de vista liberal.

É paradoxal que nossos políticos há tanto tempo defendam condenar essas práticas por força de lei quando desenvolvidas pelo setor privado, supostamente maligno, “excessivamente ganancioso” e desprovido de solidariedade, mas aceitem que o Estado preserve loterias próprias sob o argumento de que o governo destinaria parte das receitas ao cumprimento de suas “funções sociais”. Além de absolutamente incoerente, a lógica por detrás de tentativas de proibição provém da mesma velha essência paternalista que tanto contamina a nossa cultura política, partindo do princípio de que o Estado deve tutelar a população.

Uma aposta é o investimento de tempo e recursos, por livre vontade, em um jogo no qual ganhos e perdas financeiros estão envolvidos. Ninguém obriga ninguém a apostar. “Apostas fazem mal, viciam, eu não gosto de apostas porque considero imorais” ou quaisquer outros argumentos do gênero não são suficientes, em uma lógica liberal, para sustentar que o Estado se intrometa e impeça uma atividade pactuada espontaneamente entre indivíduos.

Um argumento inaceitável

Dizem os especialistas em saúde que o sedentarismo faz mal. Então, será que deveríamos proibir que as pessoas fiquem sentadas o dia inteiro sob pena de multa ou prisão? Ou talvez proibir computadores e televisões de funcionarem em determinados horários? Ou proibir a venda de balas e salgadinhos porque há quem se exceda na gula? A existência do vício em jogos eletrônicos e vídeo games em geral é motivo para fechar todas as empresas que os produzem e criminalizar a atividade? Esse argumento inaceitável poderia ser estendido infinitamente a toda sorte de atividades ou produtos, resultando no puro totalitarismo.

Em todos os grandes autores liberais, encontraremos a condenação da ideia de que o Estado deve impedir ocupações individuais praticadas sem provocar dano a terceiros apenas por se julgar que a escolha é ruim, seja qual for o critério para essa apreciação.

Em John Stuart Mill, até encontramos, em seu clássico Sobre a Liberdade, a opinião de que apostas e jogos são atividades nocivas e indesejáveis e de que seria admissível haver restrições regulamentares às casas de jogos públicas, mas nunca a interdição da atividade individual de apostar.

Mesmo quanto aos chamados “liberais sociais”, corrente influenciada por Mill que tolera um grau maior de intervencionismo estatal do que a tradição clássica do liberalismo, se pensarmos com base nos pressupostos de um de seus autores mais representativos, o britânico Leonard Hobhouse, ele apenas diria que é importante questionar se as condições de vida de um indivíduo permitem afirmar que sua escolha verdadeiramente expressa uma decisão autônoma, emancipada de amarras socioeconômicas. Isso não significa que sugeriria a proibição como receituário.

Por sua vez, Ludwig von Mises dedica uma seção inteira de seu monumental Ação Humana ao tema, embora sem fazer juízos morais a seu respeito, limitando-se a descrever a prática sob uma ótica econômica. Ao definir apostas e jogos de azar como atitudes de “comprometimento com outra pessoa, através do qual arriscamos dinheiro ou outros bens, antecipando o resultado de um determinado evento”, sequer lhe ocorre questionar se uma decisão individual livremente pactuada como essa deveria merecer contenção coercitiva.

Murray Rothbard, por sua vez, diz positivamente, em seu Manifesto Libertário, que “existem poucas leis mais absurdas e iníquas que as leis contra os jogos de azar”; primeiro, porque seria praticamente impossível impedir apostas privadas, feitas entre familiares ou amigos, por exemplo. Se nos concentrássemos em interditar apostas em roletas, máquinas, bares ou, em nosso caso, online, Rothbard questionaria por que tais jogos seriam “de alguma maneira algo moralmente mau” e a ser enfrentado pelo “poder maciço da polícia” enquanto as apostas domésticas não seriam.

Bets: um transtorno?

Em brilhante síntese sobre o mesmo tema, a jornalista Sara Ganime pontuou que 0,8% dos brasileiros com mais de 14 anos, segundo levantamento da Unifesp, apresentam um padrão de envolvimento com as bets que se enquadra em um transtorno. Como justificar que o Estado tutele todos os outros 99,2% por causa dessa minoria? Tal insensatez autoritária, como ela também documenta, resultaria em atraiçoar a fonte de R$ 9 bilhões em tributos apenas em 2025, depois de um total de R$ 2,5 bilhões que as empresas de apostas pagaram ao governo para terem licença para funcionar. Todo este último valor teria que ser, em caso de proibição, devolvido – com os nossos recursos, é claro, mesmo de quem, como este autor, nunca fez uma só aposta. A isso se somaria o prejuízo monumental para clubes de futebol, espetáculos e outras atividades que contam com patrocínios dessas mesmas empresas.

Nada disso significa que não possamos reconhecer externalidades perniciosas provocadas pelo vício no jogo ou por ilicitudes no setor. Qualquer argumento aceitável por um liberal para limitar ou estabelecer regulações colaterais a uma determinada prática precisa partir do princípio de que aquela prática pode exercer efeitos negativos sobre terceiros; em consequência, tais medidas devem se concentrar em confrontar esses efeitos de preferência a aniquilar a liberdade de escolha, sobretudo se mediante a criação de estruturas burocráticas leviatânicas. Pode-se e deve-se fiscalizar a transparência das informações, combater fraudes e estabelecer dispositivos de proteção de terceiros para que eventuais perdas em jogos não abranjam o patrimônio de credores e familiares.

Querer ir além disso, por melhores que sejam as intenções, é abrir uma porta para tiranias draconianas cujo limite, do ponto de vista lógico, não se poderia vislumbrar. Afinal, como diz o ditado, de boas intenções, o Inferno está cheio.















publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/bets-viciam-ou-eu-nao-gosto-nao-sao-argumentos-suficientes-para-proibir/

O voto facultativo e a maturidade democrática no Brasil

 João Loyola 


O debate sobre o voto obrigatório no Brasil é um tema recorrente que envolve não apenas a legislação eleitoral, mas também questões mais amplas sobre cidadania, liberdade individual e maturidade democrática. O voto obrigatório foi introduzido em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, com a criação do Código Eleitoral. À época, a medida foi apresentada como mecanismo para modernizar e ampliar a participação popular, num contexto de baixa institucionalidade e forte manipulação política. Com a Constituição de 1988, em plena redemocratização, o modelo foi mantido, consolidando a obrigatoriedade como regra permanente. Paradoxalmente, no mesmo momento em que se afirmava o direito à cidadania plena, preservava-se um mecanismo de controle que remonta a um Estado centralizador. A obrigatoriedade tornou-se, assim, um símbolo de continuidade de um padrão autoritário, em contraste com a ideia de maturidade democrática.

Ao transformar o voto em dever imposto, o Brasil cria uma democracia de fachada, na qual a legitimidade é medida pela quantidade de eleitores comparecendo às urnas e não pela qualidade do engajamento cívico. A cada eleição, milhões de brasileiros anulam seus votos ou os deixam em branco. Nas eleições de 2022, por exemplo, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, a soma de abstenções, nulos e brancos ultrapassou 32 milhões de eleitores, quase um quarto do total. Esse número é equivalente à população da Argentina e revela que, apesar da obrigatoriedade, existe um desencanto profundo com o processo político. Em vez de lidar com esse problema de forma honesta, o sistema eleitoral prefere maquiar a realidade, apresentando altas taxas de comparecimento como sinal de vitalidade democrática, quando na verdade refletem obediência à lei sob ameaça de multa e restrições civis. O próprio TSE já calculou o custo da abstenção: em 2010, foram R$ 195 milhões desperdiçados. Esses números evidenciam que a obrigatoriedade não elimina a desmobilização, apenas mascara o problema.

O contraste internacional é revelador. Na Austrália, onde o voto é obrigatório desde 1924, a participação média é de 91% a 95%. Na Bélgica, a taxa é similar, ultrapassando 93%. Na América Latina, Uruguai e Argentina também registram entre 80% e 90% de comparecimento. Mas esse padrão elevado vem acompanhado de votos inválidos e da percepção de que muitos comparecem por obrigação. No Chile, que abandonou a obrigatoriedade em 2012 e a retomou em 2022, verificou-se queda drástica e depois aumento imediato da participação, demonstrando como a lei inflaciona artificialmente o comparecimento.

Nos países de voto facultativo, os resultados são mais variados, mas qualitativamente distintos. Nos Estados Unidos, a participação gira em torno de 55% a 66% nas presidenciais; na França, a abstenção é interpretada como sinal de insatisfação, não como crime; no Reino Unido, as eleições gerais de 2024 tiveram apenas 59,7% de comparecimento, o menor em décadas, mas o debate público propôs soluções como registro automático, voto antecipado e horários mais flexíveis, e não a imposição legal. Já nos países nórdicos, como Suécia e Noruega, onde o voto também é facultativo, a participação supera 75% e chega a 84%, sustentada por uma forte cultura cívica, por sistemas de registro eficientes e por ampla educação política. Esses exemplos provam que a obrigatoriedade não é pré-requisito para altas taxas de comparecimento.

O voto facultativo, ao contrário, fortalece a própria essência da liberdade. Não se trata de estimular a abstenção, mas de reconhecer que a participação política deve nascer do convencimento e do interesse genuíno e não da coerção estatal. Em A Democracia na América, Tocqueville já alertava que a vitalidade da democracia depende do envolvimento voluntário dos cidadãos e de sua capacidade de se engajar livremente nos assuntos públicos. Forçar a ida às urnas, longe de criar cidadãos conscientes, apenas reproduz um ritual mecânico que pouco contribui para a qualidade do debate democrático.

No Brasil, onde parte significativa do eleitorado vota por obrigação, o resultado é uma massa de votos muitas vezes desinformados, anulados ou em branco, que distorcem a real expressão da vontade popular. É como se o Estado, temendo a ausência do povo, preferisse arrastá-lo à força para dentro do processo político. Essa lógica lembra a crítica de José Ortega y Gasset em A Rebelião das Massas, onde o autor denuncia a tendência de transformar a política em um exercício de quantidade e não de qualidade. A democracia, nesse sentido, não deveria ser medida pela soma de votos coletados sob ameaça de multa, mas pela participação consciente e esclarecida dos cidadãos que desejam de fato influenciar os rumos da nação.

Na prática, essa imposição afeta diretamente a dinâmica política do país. Como sabem que o comparecimento está garantido pela lei, partidos e candidatos estruturam suas campanhas em torno do eleitor desinformado ou apático, que vota apenas para não ser punido. Isso incentiva estratégias superficiais, como o marketing eleitoral vazio, o clientelismo e as promessas assistencialistas. Em vez de qualificar o debate público, a obrigatoriedade perpetua um sistema em que candidatos disputam quem consegue mobilizar mais recursos para conquistar votos de quem sequer gostaria de estar nas urnas. O resultado é um processo político de baixa densidade programática, em que a lógica do espetáculo prevalece sobre a lógica do conteúdo.

A obrigatoriedade também garante legitimidade artificial ao sistema político. Altas taxas de comparecimento, forçadas pela lei, permitem que governos eleitos aleguem ampla representatividade, mesmo quando milhões de eleitores votam nulo ou em branco. O voto facultativo teria justamente o efeito oposto: exporia o nível real de engajamento social e obrigaria partidos e lideranças a reconquistar a confiança da população. A abstenção, nesse cenário, deixaria de ser um crime disfarçado e passaria a ser reconhecida como expressão legítima de insatisfação. Esse movimento fortaleceria a democracia e não o contrário, pois a classe política não poderia mais se esconder atrás da obrigatoriedade.

A crítica institucional é inevitável. A obrigatoriedade garante legitimidade artificial ao sistema, pois políticos se apoiam em taxas de participação infladas por coerção para alegar representatividade. Na prática, milhões de votos nulos e brancos são ignorados, tratados como estatística irrelevante. Sob o facultativo, a realidade emergiria com clareza: se a população se abstém, é sinal de que a classe política precisa mudar. Isso reforçaria a accountability democrática em vez de fragilizá-la.

Portanto, o voto facultativo não é uma ameaça à democracia brasileira, mas uma evolução necessária. Ele não significaria apatia política generalizada, como temem seus críticos, mas uma depuração do processo democrático. Ao retirar da urna o eleitorado que vota por obrigação, restaria uma base de cidadãos dispostos a influenciar os rumos do país de forma consciente. Isso forçaria partidos e candidatos a qualificar suas propostas, aproximar-se mais da sociedade civil e romper com o vício da política assistencialista. Ao mesmo tempo, a abstenção voluntária passaria a ter valor político, funcionando como alerta de que o sistema precisa se reinventar para recuperar a confiança do povo.

A transição para o voto facultativo no Brasil não significaria aceitar menor participação. Reformas administrativas podem sustentar e até ampliar o engajamento voluntário: registro automático e contínuo de eleitores, integração do CPF ao cadastro eleitoral, facilidades como voto antecipado, horários estendidos, maior acessibilidade em áreas periféricas e campanhas de educação cívica. Esses mecanismos, já aplicados com sucesso em países facultativos de alta participação, poderiam reduzir desigualdades no comparecimento sem recorrer à coerção.

Em suma, o voto facultativo seria um passo rumo à maturidade democrática. Ele não elimina a necessidade de reformas complementares como o fortalecimento da educação política, a transparência institucional e a promoção de novas formas de engajamento cívico, mas sinaliza uma mudança de paradigma: a confiança no cidadão como agente livre. O Brasil só poderá afirmar-se como uma verdadeira democracia quando superar a contradição de manter, em pleno século XXI, um mecanismo de coerção herdado de um passado autoritário. Libertar o eleitor do dever compulsório é devolver-lhe sua condição mais elementar: a de sujeito autônomo, capaz de escolher não apenas em quem votar, mas se deseja ou não participar do jogo político.
















publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/o-voto-facultativo-e-a-maturidade-democratica-no-brasil/

MOBILIZAÇÃO GERAL

 gilbertosimoespires/pontocritico


MOBILIZAÇÃO GERAL

Antes de tudo festejo muito pelo FATO de que 99% dos leitores gozam de DISCERNIMENTO E BOA SAÚDE MENTAL e como tal estão PRONTOS E DISPOSTOS A ELEGER CANDIDATOS DE DIREITA, do tipo que apresentam reais possiblidades de serem eleitos nessas ELEIÇÕES 2026. Entretanto, para que esta vontade se traduza em VITÓRIA é extremamente importante que nesses QUATRO DIAS QUE NOS SEPARAM DA NECESSÁRIA VITÓRIA ELEITORAL esses GUERREIROS se mobilizem ao máximo no sentido de;

1- convencer todas as pessoas de suas relações para que NÃO DEIXEM DE VOTAR; e,

2- produzir COLAS expondo CANDIDATOS DE DIREITA com BOAS E REAIS PROPOSTAS.

ABSTENÇÃO ELEVADA

Não esqueçam, portanto, que a TAXA DE ABSTENÇÃO, ou NÃO COMPARECIMENTO, está, em média, em nível superior a 20% dos eleitores. Isto significa que mais de 11 milhões de brasileiros SIMPLESMENTE NÃO COMPARECEM AO LOCAL DE VOTAÇÃO. Esse alto número de VOTOS QUE DEIXARAM DE SER DIGITADOS- seria mais do que suficiente para MUDAR UMA ELEIÇÃO. 

SEGUNDO TURNO

Também é sempre importante lembrar e relembrar, por exemplo, que só há um eventual -SEGUNDO TURNO em ELEIÇÕES PARA PRESIDENTE E VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, GOVERNADORES E VICE-GOVERNADORES DOS ESTADOS E DO DISTRITO FEDERAL. Assim, -SENADORES- ( que no caso desta eleição são DUAS VAGAS POR ESTADO) e DEPUTADOS FEDERAIS E ESTADUAIS SÃO ELEITOS EM UMA -ÚNICA VOTAÇÃO-.



















publicadaemhttps://www.pontocritico.com/artigo/mobilizacao-geral


Cunhado de Vorcaro: Moraes É o Melhor Amigo Dele!

 deltandallagnol/youtube


Cunhado de Vorcaro: Moraes É o Melhor Amigo Dele!


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https://www.youtube.com/watch?v=8sNhA8Whv2w

Lula Aciona TSE e Nikolas Recebe Ordem Para Apagar Vídeo!

 andrémarsiglia/youtube


Lula Aciona TSE e Nikolas Recebe Ordem Para Apagar Vídeo!


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Antipetismo: o ‘ódio de classe’ contra Lula –

 caiocoppolla/youtube


Antipetismo: o ‘ódio de classe’ contra Lula – por Caio Coppolla

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https://www.youtube.com/watch?v=VyiVxxwsBpQ

EXCLUSIVO: Murilo Hidalgo crava 'onda pró-Flávio' a 4 dias do 1º turno contra Lula

 revistaoeste / youtube


EXCLUSIVO: Murilo Hidalgo crava 'onda pró-Flávio' a 4 dias do 1º turno contra Lula


Defensor das Mulheres? Os Registros Que Desmontam Lula

 rubinhonunes/youtube


Defensor das Mulheres? Os Registros Que Desmontam Lula

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Uma derrota de Lula pode virar o jogo no STF -

  SEM RODEIOS/gazetadopovo/youtube



Uma derrota de Lula pode virar o jogo no STF - 

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Boris: Lula “assume risco” ao faltar a debate

 #JornalDoBoris



O BRASIL JÁ FOI PAÍS DO FUTEBOL. AGORA É O DAS DÍVIDAS

 RICAMORIM/INSTAGRAM


O BRASIL JÁ FOI PAÍS DO FUTEBOL. AGORA É O DAS DÍVIDAS



A imprensa sabe o monstro que criou: E ela está se arrependendo

 fernao laramesquita


Fernão Lara Mesquita sobe o tom ao falar sobre STF, imprensa e o cenário político brasileiro

Neste corte, Fernão Lara Mesquita faz duras críticas ao Supremo Tribunal Federal e à atuação de seus ministros, questionando decisões, processos e o que ele considera serem contradições na condução de determinados casos.


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https://www.youtube.com/watch?v=VYwdDmkRV74

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