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Wagner Moura no Bial: Desmontando Cada Argumento
clique no link abaixo e assistaQue bom te ver por aqui, seja bem vindo. Neste espaço busco repassar a informação séria, sem censura. Publico artigos e notícias que estão na internet e que acredito serem de interesse geral. Também publico textos, vídeos e fotos de minha autoria. Nos textos há sempre uma foto ou um gif, sempre ilustrativa, muitas vezes, nada tem a ver com o texto em questão. Para entrar em contato comigo pode ser em comentários nos artigos ou, então, pelo e mail andradejrjor@gmail.com.
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Wagner Moura no Bial: Desmontando Cada Argumento
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Jogo cada vez mais bruto
Claudio Apolinario
Os números dizem onde estamos. A questão é se estamos dispostos a olhar.
Toda criança nasce com 100% do seu potencial. O Banco Mundial mede isso através do Índice de Capital Humano — um indicador que calcula quanto desse potencial será aproveitado quando ela chegar à vida adulta. No Brasil, esse número é 55%. Os outros 45% o sistema consome no decorrer da vida. Quando se acrescenta o desemprego a essa conta, o potencial humano desta criança cai para 33%. Esses dados não são de um instituto de oposição. São do Banco Mundial, publicados em 2024.
Se considerarmos os 33%, isso significa que o Brasil desperdiça dois terços do potencial de cada criança que nasce aqui. Não por falta de dinheiro — o país arrecada como nação rica. Não por falta de lei — a Constituição garante educação e saúde como direitos. Isso acontece por uma razão mais difícil de admitir: falha de caráter institucional — um Estado que cresceu para servir a si mesmo e parou de entregar para quem financia.
Isso tem um nome. Não é crise passageira. Não é uma fase difícil. É colapso institucional em câmera lenta — silencioso o suficiente para ser ignorado, mas visível o suficiente para quem quer enxergar.
Em 2024, o Brasil atingiu a pior nota da sua história no Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional: 34 pontos numa escala de 0 a 100 — onde 0 significa o país mais corrupto do mundo e 100 significa o mais íntegro. Em doze anos, o país caiu 38 posições e hoje ocupa a 107ª posição entre 180 países. A Dinamarca, considerada o país mais íntegro do mundo, pontua 90. A média global é 43. O Brasil está abaixo da média do mundo. Com 34 pontos, o país ficou a apenas 1 ponto da média dos países classificados pela Transparência Internacional como regimes autoritários.
Esse índice não mede o quanto se rouba. Mede o que especialistas, empresários e analistas pensam sobre a honestidade de quem governa o país. E o que percebem é um Estado que perdeu o limite entre servir ao cidadão e servir a si mesmo.
A confiança nas instituições segue o mesmo caminho. Uma pesquisa da Genial/Quaest com 12.150 pessoas, realizada em agosto de 2025, mostrou que a desconfiança cresceu nos últimos quatro anos em praticamente tudo: Congresso, partidos, STF, imprensa, polícia, forças armadas.
O Congresso foi o único que perdeu confiança em todos os grupos ao mesmo tempo — tanto entre quem votou no governo quanto entre quem votou na oposição. Ninguém está satisfeito. E esse é talvez o dado mais revelador de todos.
O Brasil está entre as 10 maiores economias do mundo. Tem mais de 200 milhões de habitantes, terra fértil, petróleo, minério e um dos maiores setores agrícolas do planeta.
Mas quando a pergunta muda — quando deixa de ser “quanto o país produz” e passa a ser “o que isso vale na vida do cidadão comum” — o Brasil some da lista dos 10 melhores países e vira um país que tem muito e entrega pouco.
Essa diferença importa. Um país pobre precisa de mais riqueza. Um país que desperdiça o que tem precisa de um choque de realidade. O Brasil é o segundo caso.
Um país que arrecada como rico e entrega como pobre não tem problema de recurso. Tem problema de caráter. De quem decide para onde o dinheiro vai. De quem deveria fiscalizar e não fiscaliza. De quem elege e não cobra.
Esses números não são acusação. São diagnóstico. E diagnóstico preciso é o primeiro passo de qualquer mudança real.
Cada um desses números, isolado, parece grave. Juntos, eles formam o mapa de um colapso. Não o colapso de um governo ou de um partido. O colapso de um país onde o Estado perdeu o limite moral e parou de trabalhar para o cidadão — e começou a trabalhar para quem está no poder.
Porque não se conserta o que não se consegue enxergar. E enxergar começa por admitir que o problema não está só em Brasília — está em cada escolha que fazemos como eleitores, como cidadãos e como pessoas.
* O autor, Claudio Apolinario, é articulista e analista político.
publicadaemhttps://www.puggina.org/outros-autores-artigo/o-brasil-no-mapa-do-colapso__18701
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Quem Manda no ESPAÇO AÉREO das COMUNIDADES?
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Claudio Apolinario
O que entra na sala de aula não é neutro. Nunca foi. E no Brasil alguém decidiu o que seu filho deve pensar e você não foi consultado.
Pergunte a qualquer pai o que seu filho aprendeu na escola sobre livre mercado. Depois pergunte o que aprendeu sobre racismo estrutural. A diferença entre as duas respostas não é acaso. É currículo.
O currículo escolar não é neutro. Nunca foi em nenhum país do mundo. É sempre uma escolha — sobre o que importa, o que forma, o que o jovem deve pensar ao sair da escola. A questão não é se o currículo tem direção. É quem decide essa direção e com qual critério.
No Brasil, essa decisão foi sendo tomada ao longo de décadas, longe dos pais, longe do debate público e longe de qualquer cobrança de resultado. E o produto dessa decisão está em sala de aula hoje.
Segundo o Anuário Brasileiro da Educação Básica, nos anos finais do Ensino Fundamental, quase 40% das turmas não possuem professores com formação compatível para lecionar em suas disciplinas. Quase 4 em cada 10 turmas estão sendo ensinadas por professores sem formação específica na matéria que lecionam. Um professor de história ensinando ciências. Um pedagogo cobrindo matemática. Não por má vontade — por falta de profissionais formados nas áreas certas.
Porque as áreas certas não eram a prioridade.
Em Singapura — país que ocupa o primeiro lugar no PISA 2022 nas três disciplinas — apenas um em cada oito candidatos é aprovado para a carreira docente. Os aprovados passam por formação rigorosa, recebem salários competitivos e têm grande valorização social. O currículo tem ênfase intensa em matemática, ciências e tecnologia — conteúdo objetivo, mensurável, com cobrança de resultado.
O Brasil fez escolhas diferentes. A Pedagogia brasileira reserva espaço central para filosofia da educação, sociologia, antropologia e correntes pedagógicas — disciplinas que formam a visão de mundo do professor antes de formar o especialista na disciplina que vai ensinar.
Isso não é crítica à teoria. É crítica ao desequilíbrio. Um professor que domina a filosofia da educação mas não domina o conteúdo da disciplina que leciona não falha por falta de esforço. Falha porque foi formado com outra prioridade.
Em 2023, um Projeto de Lei apresentado no Senado Federal propôs proibir questões com viés ideológico no ENEM, alegando que a prova passou a trazer conteúdo que "condiciona o que é ensinado nas escolas para os anos seguintes, colocando em risco todo o sistema educacional."
O projeto revelou o que já era visível para quem olhava: o principal exame de acesso ao ensino superior tornou-se campo de disputa entre o que se ensina e o que se quer que o jovem pense.
O mecanismo é direto. O ENEM define o que as escolas ensinam. O que cai no ENEM é o que quem controla a prova prioriza. O que é priorizado entra no currículo. E o currículo, por sua vez, reflete as escolhas de quem decide o que o ENEM deve medir. É um ciclo fechado — e quem está dentro dele define o produto final.
Estudos comparativos entre Brasil, Singapura e Finlândia identificam com precisão o que diferencia sistemas educacionais de alto desempenho dos demais: foco em conhecimentos essenciais, sequência lógica, base científica e ligação íntima entre currículo, material didático, formação de professores e avaliação. Nos países que lideram o ranking, o que o aluno aprende e como isso é medido são decisões técnicas, não políticas.
No Brasil, essa fronteira foi sendo apagada — deliberadamente. Quando o critério de seleção de conteúdo deixa de ser "o aluno precisa saber isso para pensar com autonomia" e passa a ser "o aluno precisa pensar dessa forma", o ensino muda de natureza. Não forma quem pensa. Forma quem concorda.
O produto final não é mistério. É o jovem que sai da escola sem conseguir interpretar um texto simples, sem calcular o troco, sem entender uma bula de remédio — mas que domina os termos que alguém decidiu que ele precisava conhecer.
Isso não é falha. É escolha. E a pergunta é: quem escolheu?
A pergunta que cada pai deveria fazer não é "meu filho passou de ano?" É mais simples e mais importante: "o que ele está aprendendo a pensar — e quem decidiu isso?"
Porque quem forma o que uma geração pensa, forma o país que essa geração vai construir.
* O autor, Claudio Apolinario, é articulista e analista político.
publicadaemhttps://www.puggina.org/outros-autores-artigo/quem-decide-o-que-seu-filho-aprende__18693
COM A GAZETA
Por Roberto Rachewsky
Elon Musk ficou rico com o dinheiro dos outros, assim como os políticos ficaram ricos com o dinheiro alheio.
Não está aí o problema da riqueza. A acumulação de riqueza nunca foi um problema. O problema não é matemático, não é econômico. O problema é moral, é sobre escolhas.
Elon Musk ficou trilionário porque ele teve uma visão, ideias que por serem benéficas para milhões ou até bilhões de pessoas, fizeram elas escolherem livremente investir nelas ou adquirir os produtos por ele inventados, produzidos e comercializados.
Elon Musk se tornou o mais rico indivíduo da história porque o mundo resolveu fazê-lo assim, voluntária e espontaneamente, para terem acesso ao que ele criou, sejam os produtos ou as oportunidades oferecidas no mercado de bens de consumo ou de capitais.
E os políticos que também enriqueceram através dos conchavos no governo, da corrupção, da extorsão? Eles também enriqueceram com o dinheiro dos outros, como Elon Musk.
A diferença é que Elon Musk chegou lá exercitando o princípio do comerciante, trocando valor por valor. O valor que ele tinha pelo valor que seus investidores ou consumidores tinham e escolheram nele depositar.
Esses políticos que enriqueceram usando a coerção estatal ou roubo, ou fraude, ou corrupção, não deram nada em troca pelo dinheiro obtido que o público já não tivesse. É a aplicação do princípio do parasita, simplificada na máxima do assaltante quando este diz: "A bolsa ou a vida".
Ora a vida já temos, a bolsa também. A ameaça coercitiva do parasita implica em uma falsa escolha. Essa é a questão moral que separa os Elon Musks da vida dos ministros do STF, dos burocratas das estatais, dos políticos do Congresso ou do Executivo, dos burocratas e juízes dos tribunais.
Elon usa a razão, os parasitas usam a força.
PUBLICADAEMhttps://www.pontocritico.com/espaco-pensar-artigo/os-parasitas-usam-a-forca-300626
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Fernão Lara Mesquita Explica Por Que o Brasil Vive Seu Momento Mais Decisivo
Afonso Pires Faria
Quantos absurdos são cometidos em nome do bem? E quantos deles já internalizamos e aceitamos como norma? Um deles é a obrigatoriedade da utilização do cinto de segurança. A alegação é de que ele protege os passageiros em caso de acidente. Perfeito. Nenhuma dúvida sobre isso.
Por que, então, somos obrigados a nos proteger de acidentes automobilísticos, mas não somos, por exemplo, obrigados a utilizar coletes à prova de balas quando andamos nas ruas das favelas do Rio de Janeiro? E por que não nos obrigam a ter uma arma de fogo em casa para proteger nossa família, ou quando andamos na rua durante a noite? Não! Eles não nos obrigam. Eles simplesmente nos proíbem. A coerência passa ao largo dos nossos legisladores e do nosso governo de plantão. Demagogia é o lema. É o Estado se agigantando e mostrando suas garras.
Quando não agimos mais por vontade própria e sim por ordem de um ente estatal, já estamos com o "buçal" na cabeça e o cabresto na mão deles. A razão e o bom senso deixam de valer em nome de uma ordem do Estado. Qualquer dia, este todo-poderoso, que tudo ordena, irá nos ensinar a falar a linguagem deles e não a nossa. E pode piorar. Já imaginou o dia em que resolverem que tens que chamar homem de mulher e mulher de homem, se assim se identificarem? E pode ficar mais repressivo ainda. O Estado vai te multar ou prender se chamares o indivíduo por aquilo que ele é, e não pelo que ele julga ser.
As leis são criadas sem qualquer critério de lógica e aplicabilidade. Leis estúpidas já abundam no nosso país. São leis, portarias, decretos e regulamentações que para nada servem, senão para confundir ou beneficiar algum setor que se encontra em dificuldade momentânea. Obrigar um cidadão a recompensar quem encontre e devolva um objeto roubado, proibir a exposição de recipientes com sal sobre a mesa de restaurantes, e obrigar a comercialização de preservativos em bares são alguns exemplos de leis criadas no nosso país.
Como levar a sério um governo que permite este tipo de legislação? Não são normas apenas ridículas. São, também, improdutivas. Algumas destas idiotices causam efeito contrário ao da finalidade a que se propõem. Senão vejamos: o Brasil aumenta o investimento em educação e perde posições no ranking mundial, segundo o PISA. Criam-se leis que protegem as mulheres de serem agredidas por seus companheiros. Após a sua criação o número de agressões e mortes, cresce exponencialmente. Todos estes absurdos, são produzidos por legisladores e governos muito bem remunerados. Sim, pagamos para pessoas criarem empecilhos na nossa vida.
publicadaemhttps://www.puggina.org/outros-autores-artigo/mais-ajuda-quem-pouco-atrapalha__18694
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Brasil Perde e PT Fez Jogada Perigosa Para Dominar O Senado!
Marina Rocha
A liberdade educacional no Brasil está cada vez mais ameaçada. Recentemente um casal em Jales no interior de São Paulo foi condenado a 50 dias de prisão por educarem as filhas em casa, com o “argumento” para considerá-los criminosos sendo ainda mais absurdo: as meninas não tinham acesso a músicas como funk e sertanejo como também não tinham aulas de gênero (apesar de lerem uma média de 30 livros anuais). Além deste caso, várias outras famílias homeschoolers também foram denunciadas e obrigadas a matricular seus filhos no sistema de doutrinação estatal. Com esse cenário em mente, o artigo a seguir, originalmente publicado em abril de 2024, visa mostrar os problemas por trás da educação estatal e como ela foi pensada desde sempre como um instrumento de lavagem cerebral pró governo.
Atualmente, mais pessoas parecem estar acordando para o estado das instituições de ensino. As denúncias de doutrinação nas escolas por parte de pais e professores têm aumentado no debate público nos últimos anos, com diversas discussões relacionadas a temas como teoria crítica da raça e ideologia de gênero.
Além da doutrinação política, questões como a queda na proficiência em leitura e matemática e políticas de fechamento prolongado de escolas durante os lockdowns da Covid também contribuíram para essa insatisfação. Como alternativas, mais estados aprovaram políticas que permitem a escolha da escola em 2023, e o número de crianças educadas por meio do homeschooling cresceu mais de 60% entre 2020 e 2022.
No entanto, o terrível cenário educacional de hoje não é incompreensível para os libertários, especialmente para o economista e teórico libertário Murray Rothbard. Em seus livros Por uma Nova Liberdade e Educação: Livre e Obrigatória, o autor mostra o verdadeiro papel da educação pública ao longo da história e como ela divergiu de seus objetivos declarados. Esses livros, juntamente com outros conceitos da teoria libertária e da Escola Austríaca de Economia, podem ser aplicados hoje para garantir a verdadeira liberdade educacional, como discutiremos a seguir.
A história por trás da educação pública
Ao longo de sua obra, Rothbard mostrou como a educação pública obrigatória sempre foi usada como forma de reprimir minorias dissidentes, sejam elas políticas, étnicas ou religiosas. Líderes religiosos da Reforma Protestante, como Martinho Lutero e João Calvino, viam a educação estatal obrigatória como uma arma de guerra religiosa contra religiões que não seguiam suas doutrinas.
Além da doutrinação religiosa, a educação patrocinada pelo governo era frequentemente usada como uma ferramenta para criar uma população obediente ao estado governante. Como apontado por Rothbard, para os primeiros defensores da educação patrocinada pelo estado nos Estados Unidos, como Calvin Stowe, a escola pública deveria ser vista como uma questão de segurança nacional, e os pais que não matriculassem seus filhos em tal sistema precisavam ser considerados uma ameaça ao público de maneira semelhante aos espiões ou invasores internacionais.
A conexão entre doutrinação para a guerra e modelos de educação pública também pode ser encontrada no sistema escolar prussiano e suas consequências para a participação da Alemanha na Primeira Guerra Mundial. Estabelecido durante o início do século XIX pelo então rei Frederico Guilherme III e seu ministro da educação Karl vom Stein, o sistema educacional prussiano era um complexo educacional centralizado de frequência obrigatória com inspirações militares visando a unidade nacional. O militarismo e a rígida disciplina do sistema educacional buscavam construir uma identidade nacional na qual a escola pública fosse um exército formado pelo povo, perspectiva que ajudou a moldar os desejos belicosos durante o período da Primeira Guerra Mundial.
Da história da educação pública no passado à religião progressista atual
Os exemplos dados por Rothbard mostram como, historicamente, a educação tem sido usada como ferramenta para controlar o que crianças e jovens aprendem, de acordo com as ideologias que o estado queira favorecer. Se, no passado, as ideologias eram religiosas ou tratavam de construir uma identidade nacional às custas da supressão de outras culturas/nacionalidades dissidentes que coexistiam no mesmo estado, hoje um novo tipo de religião progressista está sendo ensinado nas escolas.
Em outubro de 2022, uma pesquisa do Manhattan Institute mostrou como as teorias de justiça social estão sendo expostas nas escolas americanas como verdades absolutas. De acordo com a pesquisa encomendada pelos autores do artigo, Eric Kaufmann e Zachary Goldberg, 80% dos alunos entrevistados aprenderam pelo menos um conceito de teoria crítica da raça em uma sala de aula do ensino médio, e 54% aprenderam pelo menos um conceito pertencente à ideologia de gênero. Além disso, apenas 32% dos alunos relataram que conceitos opostos foram ensinados como sendo igualmente respeitáveis, o que indica doutrinação em vez de uma mera exposição de diferentes visões sobre temas controversos.
Esse desenvolvimento faz sentido e poderia ser citado como consequência direta das ideias que os defensores da educação pública costumavam ter. Desde o seu início com pensadores como John Dewey, a ideologia de esquerda foi vista como admirável, e até mesmo a educação de estilo soviético foi elogiada. Além disso, dado que a educação historicamente serviu como uma ferramenta das elites dominantes, e os progressistas são agora a nova elite dominante, a conclusão lógica é que o progressismo está sendo ensinado tanto em escolas públicas quanto em escolas privadas fortemente reguladas pelo estado.
Maus incentivos econômicos e violação de direitos naturais
Além da história pouco positiva da educação pública como projeto de doutrinação desde o início, é importante mencionar também as contradições teóricas e os incentivos perversos de uma educação estatal centralizada a partir de um arcabouço austrolibertário. Em primeiro lugar, ao ter que educar um grande número de alunos e não saber que tipo de educação cada um deles quer, a escola pública é incapaz de levar em conta as diferentes escalas de valor que cada família e aluno tem quando se trata de educação.
Sem sinais de mercado e propriedade privada dos meios de produção no sistema estatal, não é possível tomar as decisões empresariais mais adequadas em relação ao que é valorizado pelo público em geral e economizar recursos escassos da maneira mais lucrativa. Portanto, como na maioria dos experimentos socialistas, há o problema do cálculo econômico aplicado à educação quando ela está nas mãos de agentes estatais.
De acordo com a teoria libertária, os direitos naturais são constantemente violados com a criação de escolas públicas supostamente gratuitas para a população em geral. Em primeiro lugar, como a tributação é uma tomada coercitiva pelo estado de recursos derivados do trabalho produtivo dos indivíduos, e como as escolas estatais são financiadas por meio de impostos (por meio de impostos diretos ou via inflação), não é possível afirmar que são instituições que foram criadas voluntariamente.
Na situação atual, pessoas tais como jovens adultos sem filhos, idosos e pais que pagam por estabelecimentos de ensino privados para seus filhos são forçados a pagar por um sistema que não usam. Além disso, eles também podem estar financiando a disseminação de ideologias com as quais não concordam. Com isso, é possível perceber como a educação viola tanto a propriedade quanto os direitos humanos.
O que deve ser feito
Com todas as considerações sobre como a educação estatal é uma má ideia em termos históricos, ideológicos, econômicos e de direitos naturais, muitas pessoas têm se perguntado sobre possíveis soluções para garantir mais liberdade educacional. Duas dessas soluções podem ser descritas entre a dicotomia reforma e abolição, presente em tantos debates libertários atuais.
O economista Milton Friedman promoveu vouchers educacionais para reduzir a burocracia de um sistema educacional controlado pelo estado. De acordo com essa política, chamada de “escolha da escola” por seus defensores, o financiamento público para a educação ainda existiria, mas em vez dos recursos pagarem toda a estrutura/burocracia escolar, o dinheiro seria depositado para cada aluno que pudesse utilizá-lo em escolas particulares.
Apesar de ser uma medida muito popular entre conservadores e libertários, o uso de vouchers também tem problemas, o que Rothbard apontou. Em primeiro lugar, a violação dos direitos de propriedade continuaria a estar presente num sistema de vouchers, uma vez que o financiamento governamental (através de impostos coercitivos) não seria abolido, mas apenas transferido das escolas públicas para as privadas.
Além disso, mesmo com os pais podendo decidir onde seus filhos vão à escola, os agentes do governo teriam que determinar quais escolas seriam consideradas para o programa e quais não. Essas decisões podem trazer incentivos para o aumento da fiscalização e regulação governamental das instituições privadas de ensino, uma vez que o sistema de vouchers traria mais recursos públicos para o sistema privado e também poderia elevar os preços das mensalidades no ensino privado.
A outra proposição, por outro lado, oferece alternativas que visam à abolição completa de qualquer interferência na educação. Assim como houve uma separação entre religião e estado no passado para evitar a interferência do estado na forma como os indivíduos praticavam sua religião, uma separação completa entre educação e estado é necessária.
A abolição deve ocorrer em todos os níveis, desde o jardim de infância, passando pelo ensino médio, até as universidades, para que a formação intelectual dos indivíduos não esteja sujeita aos interesses ideológicos da classe dominante. Para tanto, é necessário exigir uma grande redução das regulamentações impostas às instituições privadas de ensino, uma privatização completa das instituições públicas e o fim de quaisquer subsídios existentes para o sistema educacional, como defendido por Rothbard.
Exemplos concretos de medidas a tomar incluem a descentralização máxima do sistema escolar, com decisões a serem tomadas a nível local, incentivos a alternativas à educação formal tradicional, com uma crescente rejeição do sistema atual por mais famílias (o que já está a acontecer, dado o crescimento do número de alunos em iniciativas de homeschooling) e com a criação de novas instituições privadas com diferentes abordagens de educação, dando aos alunos mais escolha. Depois de entender os problemas de nossa educação, o libertário não deve apenas almejar pequenas reformas, mas lutar para desmantelar totalmente o sistema atual.
*Este artigo foi originalmente publicado em Mises Institute.
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