Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

-

CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

sábado, 19 de setembro de 2026

O custo de não ser confiável: porque o Brasil não é a primeira opção para datacenters no mundo

 PEDROÁVILA/INSTITUTOLIBERDADE


O Brasil costuma gostar de se enxergar como um país de potencial ilimitado, especialmente quando o assunto é tecnologia. Energia relativamente abundante, território amplo, mercado consumidor relevante, posição geográfica estratégica. No papel, parece o cenário ideal para receber grandes investimentos em data centers, que hoje são a espinha dorsal da economia digital. Mas, na prática, o país segue fora do radar principal das gigantes globais. E não é por acaso.

Antes de qualquer coisa, vale entender o que está em jogo. Data centers não são apenas prédios cheios de servidores. Eles exigem previsibilidade, escala, estabilidade e, acima de tudo, confiança. Estamos falando de investimentos bilionários que precisam operar 24 horas por dia, com altíssima eficiência e risco mínimo. Nesse tipo de decisão, o “talvez funcione” simplesmente não entra na conta.

O primeiro problema do Brasil é a insegurança regulatória. Regras que mudam com frequência, interpretações diferentes dependendo do órgão, decisões judiciais imprevisíveis. Para uma empresa global, isso é veneno. Não adianta oferecer incentivos pontuais se o ambiente como um todo é instável. O investidor olha para o longo prazo, e o Brasil ainda passa a sensação de que o jogo pode mudar no meio da partida.

Outro ponto crítico é o custo Brasil, que não é um conceito abstrato, ele é bem concreto na planilha. Equipamentos importados sofrem com carga tributária elevada e burocracia alfandegária. A instalação de um data center depende de uma cadeia logística eficiente, e aí entramos em outro gargalo, infraestrutura. Portos lentos, estradas deficientes em várias regiões e um sistema que encarece e atrasa tudo. Tempo, nesse setor, é dinheiro em escala global.

A energia elétrica, que poderia ser um trunfo, vira um fator ambíguo. O Brasil tem uma matriz relativamente limpa, o que é ótimo, mas o custo ainda é alto e a previsibilidade nem sempre acompanha. Data centers consomem quantidades gigantescas de energia, e empresas desse setor buscam contratos estáveis, de longo prazo e com preços competitivos. Países que conseguem oferecer isso com clareza saem na frente.

Além disso, há a questão tributária, que talvez seja uma das mais decisivas. O sistema brasileiro é complexo, fragmentado e caro de administrar. Não se trata apenas de pagar impostos, mas de entender como pagá-los. Isso exige equipes especializadas, gera litígios e aumenta o risco. Para quem pode escolher entre vários países, a tendência é ir para onde a regra é simples e previsível.

Tem também o fator conectividade. Embora o Brasil tenha avançado nos últimos anos, ainda há limitações importantes na infraestrutura de rede, principalmente quando comparado a hubs globais. Latência, redundância e integração com outros mercados são pontos chave. Data centers não funcionam isolados, eles fazem parte de uma rede global, e o país ainda não é um dos nós centrais dessa rede.

Não dá para ignorar o ambiente político. Não se trata de ideologia, mas de estabilidade. Mudanças bruscas de direção, discursos que geram incerteza econômica e conflitos institucionais acabam pesando. Investidor internacional não gosta de ruído. Ele prefere ambientes onde as regras são claras e a condução econômica é previsível, independentemente de quem esteja no poder.

Enquanto isso, outros países jogam o jogo com mais estratégia. Oferecem incentivos consistentes, simplificam processos, garantem segurança jurídica e investem pesado em infraestrutura. Não é que o Brasil não tenha potencial, ele tem, mas potencial sozinho não atrai bilhões. O que atrai é execução.

Talvez o maior erro seja achar que basta “querer atrair tecnologia”. Não basta. É preciso criar um ambiente onde o investimento faça sentido racional. Isso passa por reformas estruturais, menos burocracia, mais segurança jurídica e uma visão de longo prazo que vá além de governos.

O Brasil não está fora do jogo, mas também não está liderando. Nesse setor, ficar no meio do caminho significa perder oportunidades gigantescas. A economia digital não espera. Ou o país se torna competitivo de verdade ou continuará assistindo de longe enquanto outros ocupam esse espaço.

*Pedro Avila é coordenador do Instituto Atlantos.



















PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/economia/o-custo-de-nao-ser-confiavel-porque-o-brasil-nao-e-a-primeira-opcao-para-datacenters-no-mundo/

O populismo de Lula e a régua de Miriam Leitão

    Lucas Berlanza 


O presidente Lula aumentou o Bolsa-Família sem qualquer previsão e planejamento, às vésperas de os brasileiros irem às urnas, logo após resultados desfavoráveis despontarem em diversas pesquisas. Jair Bolsonaro havia aumentado os auxílios nas proximidades do pleito de 2022. Ambos o fizeram com objetivos claramente eleitoreiros e populistas.

Segundo a jornalista Miriam Leitão ressaltou em manchete no jornal O Globo, porém, há uma grande diferença entre os dois aumentos. Ela não chega a dizer que a atitude de Lula não foi populista, mas faz questão de enfatizar que foi “mais legal”. A mesma jornalista já se transformou em “meme” por pregar que há o aumento de impostos bom e o aumento de impostos ruim – e o aumento de impostos bom, naturalmente, é praticado pelo governo Lula.

Miriam já havia se convertido em caricatura quando “psicofonou” uma mensagem da Globo durante entrevista com Bolsonaro. Ela ilustra bem outra diferença, aquela entre, de um lado, a mera idiotice, a posição dos tontos ou confusos, e, de outro, a verdadeira cretinice. Minha impressão é de que, dominada por sua aversão incondicional ao bolsonarismo ou tudo quanto pareça cheirar a ele, ela permitiu que sua abordagem lamentavelmente cruzasse a linha da primeira para a segunda.











publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/o-populismo-de-lula-e-a-regua-de-miriam-leitao/

O CAVALO DE TROIA DO PT NO SENADO POR SÃO PAULO

 RUBINHONUNES/YOUTUBE


O  CAVALO DE TROIA DO PT NO SENADO POR SÃO PAULO


CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA

O CAVALO DE TROIA DO PT NO SENADO POR SÃO PAULO

E O NINE QUER TIRAR AINDA MAIS DINHEIRO DE VOCÊ

 soberaniaviva/facebook


E O NINE QUER TIRAR AINDA MAIS DINHEIRO DE VOCÊ



CHUTA QUEM VAI PAGAR MAIS ESSA CONTA

 PABLOSPYLER/FACEBOOK


CHUTA QUEM VAI PAGAR MAIS ESSA CONTA



ROUBO LEGALIZADO

 GEMEOSINVESTEM/FACE


ROUBO LEGALIZADO



Moraes denunciado em Haia: “Não vai ser coisa boa para ele” -

 SEMRODEIOS/GAZETADOPOVO


Moraes denunciado em Haia: “Não vai ser coisa boa para ele” - 


CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA

https://www.youtube.com/watch?v=Vhiu_0Tp_T4

RECORDE DE MAIOR ROMBO DOS ULTIMOS TEMPOS

 APAVORADORES/FACEBOOK


RECORDE DE MAIOR ROMBO DOS ULTIMOS TEMPOS



GILMAR MENDES E O “MOMENTO MAIS BAIXO” DO STF: Ministro vira símbolo da crise | ELEIÇÕES

 GAZETADOPOVO


GILMAR MENDES E O “MOMENTO MAIS BAIXO” DO STF: Ministro vira símbolo da crise | ELEIÇÕES


CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA

https://www.youtube.com/watch?v=I1nkAKawHfw

FATOS OU MERAS SEMELHANÇAS

 AMANDAGONÇALVES/FACEBOOK


FATOS OU MERAS SEMELHANÇAS



Vorcaro Contratou Entorno de Gilmar Por Milhões: Tudo Explicado Agora!

 ANDRÉMARSIGLIA/YOUTUBE


Vorcaro Contratou Entorno de Gilmar Por Milhões: Tudo Explicado Agora!


CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA

https://www.youtube.com/watch?v=vhdIhkKrGHs

SINCERIDADE, SEU BOLSO VAI AGUENTAR MAIS ESSE COQUETEL?

 MARICAENSE/FACEBOOK


SINCERIDADE, SEU BOLSO VAI AGUENTAR MAIS ESSE COQUETEL?



O sistema que Fernão apresenta para fazer o povo decidir quem continua sendo juiz

 FERNAOLARAMESQUITA/PRETORIUM/YOUTUBE


 O sistema que Fernão apresenta para fazer o povo decidir quem continua sendo juiz

CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA

https://www.youtube.com/watch?v=R8AxBJQd-D8

MARCO AURÉLIO MELLO DIZ QUE SE ARREPENDEU DE TER ELOGIADO ALEXANDRE DE MOREAES

 ITATIAIA/YOUTUBE


MARCO AURÉLIO MELLO DIZ QUE SE ARREPENDEU DE TER ELOGIADO ALEXANDRE DE MOREAES


CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA

https://www.youtube.com/watch?v=JN_fKlqkk_Q

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Dez Mandamentos para um Tribunal

   Alex Pipkin 


O Supremo se reúne na terça-feira para discutir a crise do próprio Supremo. Só essa frase deveria provocar mais do que constrangimento. Deveria provocar vergonha.

A mais grave crise institucional de sua história chegou ao estágio vexatório em que ministros discutem suspeitas envolvendo ministros, quais provas podem examinar, quem pode investigar quem e até quem deve ser investigado primeiro. O fiscal da lei também entrou na controvérsia.

A República conseguiu a proeza de transformar a cúpula do Judiciário num labirinto em que quase todos acabam encontrando algum espelho. Não. Não é mais uma crise de um ministro. É uma crise do Supremo.

Chegou a hora de uma transformação inegociável e urgente. Proponho dez mandamentos para que o Supremo se salve. Não há novidade em nenhum deles. A novidade, bastante brasileira, é ter chegado o dia em que precisam ser lembrados a uma Suprema Corte.

1. Juiz não investiga adversário.

2. Juiz não controla provas que podem alcançá-lo.

3. Suspeita envolvendo juiz se investiga longe do suspeito.

4. Amizade, parentesco ou relações financeiras deixam de ser assuntos privados quando alcançam a Corte.

5. Sigilo protege investigação. Não reputação.

6. Constituição não muda conforme o nome na capa do processo.

7. Garantias que valem para Lula valem para Bolsonaro, para Moraes e para o brasileiro anônimo.

8. Ninguém pode ser vítima, investigador e juiz da mesma história. Nem de toga.

9. Ministro não deveria precisar de código de ética para saber o que não pode fazer. Honradez deveria vir antes da toga.

10. STF deveria comportar-se como tribunal.

Nenhum desses mandamentos exige nova teoria constitucional, congresso de juristas ou paper. Exige algo muito mais raro onde o poder se acostuma consigo mesmo: limite.

Instituições não foram inventadas porque confiamos nos homens. Foram inventadas precisamente porque não devemos confiar tanto assim neles, sobretudo quando concentram poder suficiente para decidir os limites dos outros.

Na terça-feira, o Supremo julgará algo maior que um ministro. Julgará se ainda acredita no princípio subversivo de que a lei também vale dentro do prédio onde é interpretada.

Maratonei a quinta temporada de Fauda neste fim de semana e já espero pela sexta. Gosto de suspense quando é ficção. Para Suprema Corte, continuo preferindo, claro, previsibilidade. A escolha é brutalmente simples. Ou se protege seus integrantes ou se protege a instituição. Se escolher os integrantes, em breve não haverá instituição para protegê-los.












publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/justica/dez-mandamentos-para-um-tribunal/

A criminalização do jornalismo

     Gabriel Wilhelms


Como não admitem a real razão pela qual pretendem ressuscitar a regra da ditadura militar que restringia o jornalismo a portadores do diploma, Moraes e sua turma travestem a coisa de uma suposta preocupação com a qualidade do jornalismo. Primeiramente, o jornalismo está (e assim deve permanecer) inserido em um mercado, onde quem tem que se preocupar com a qualidade do conteúdo, ou não, é o leitor. Qualquer coisa que fuja disso é puro paternalismo e tentativa de tutelar o que lemos ou deixamos de ler.

Em segundo lugar, a regulamentação de qualquer profissão é sempre um mal, sendo apenas jusitficada em casos excepcionais, onde o desregramento possa custar vidas: um charlatão se passando por médico pode tirar a vida de muita gente, ao passo que um jornalista ruim no máximo produzirá uma desagradável experiência de leitura. Quanto à “desinformação”, potencial produto de um jornalismo ruim, o antídoto é, mais uma vez, o mercado: se o veículo a não presta, há o veículo b, c, etc. “Ah, mas a grande massa popular prefere consumir coisas de baixa qualidade e informações superficiais”. Pois, se isso for verdade, essa massa sofrerá as consequências de suas preferências, e, como não há democracia sem possibilidade de erros, a tentativa de tutelar a escolha do leitor (e de eliminar os erros indissociáveis à liberdade de escolha) é francamente antidemocrática.

Em terceiro lugar, há o nosso velho conhecido problema da reserva de mercado. Restringir profissões a portadores de diploma deve ser, como afirmei há pouco, exclusivo para casos onde há um potencial risco à vida e assimetria de informação, e as tentativas de banalizar isso atendem somente a interesses de profissionais já consolidados (com diploma, claro), tentando minar a entrada de concorrentes no mercado. Adicionemos a isso a dificuldade que o jornalismo tradicional tem tido de se adaptar às novas tecnologias e à comunicação virtual. Desejar voltar aos “velhos tempos” é coisa típica de quem demoniza o que não entende e beira ao reacionarismo.

Por fim, a afirmação de Moraes de que, sem a exigência do diploma, qualquer um pode se dizer jornalista para gozar das “garantias fundamentais” da profissão é equivocada do início ao fim. Ao argumentar de tal forma, ele deixa claro que seu verdadeiro interesse é retirar as garantias fundamentais de desafetos. Na sequência, fica claro, mais uma vez, que Moraes precisa estudar a Constituição. Não há, como ele argumenta, garantia da livre expressão e do sigilo da fonte apenas a jornalistas. O inciso IX do artigo 5º de nossa Constitucional estabelece que “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”. Já o inciso XIV assegura “a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional”. Fica claro que, ainda que fosse exigido o diploma para receber o “título” de jornalista, as mesmas garantias constitucionais valeriam àqueles que exercem atividades de comunicação ou que tenham como parte de suas atribuições profissionais informar o público.

Já o argumento de que qualquer um poderia se intitular jornalista chega a ser risível. As pessoas podem se intitular muitas coisas, mas, para que tenham crédito como tal, o buraco é bem mais embaixo. Ser um comunicador de sucesso costumar demandar um trabalho árduo e longo. Ninguém se torna referência como fonte de informação da noite para o dia, e aqueles que “viralizam” publicando as chamadas fake news não tardam a ser desmascarados e ridicularizados. Invoco, novamente, nosso amigo mercado, que, aliás, vale também para as ideias. Não basta declarar ser isso ou aquilo para construir um público, é preciso gerar algum valor – e esse valor não é concedido meramente por um pedaço de papel. Claro que é infrutífero tentar explicar isso para burocratas velhos e tecnofóbicos.

Por fim, comunicação não se resume a jornalismo, e jornalismo não se resume a publicação de notícias. A atividade intelectual, igualmente protegida no artigo 5º da CF, está historicamente interligada com a atividade informativa. Incontáveis pensadores foram e são publicados por veículos jornalísticos, malgrado não terem um diploma, isso sem falar dos que acabaram (e acabam) se convertendo em jornalistas. Think tanks como o Instituto Liberal são um exemplo disso. Ainda que a finalidade não seja jornalística, os colunistas debatem as mais diversas questões, não raro comentando notícias atuais (exatamente o que estou fazendo agora).

Criar uma reserva de mercado para a profissão de jornalista — e o objetivo não é apenas tratar do título, mas da atividade informativa — significa colocar na ilegalidade, hoje e no futuro, uma série de comunicadores que fogem da formação tradicional, o que equivale a criminalizar ao menos parte do jornalismo. Como nem a parte diplomada tem mais o sigilo da fonte assegurado, podemos falar de criminalização do jornalismo como um todo, não no sentido de proibição generalizada (ponto ao qual nem os milicos chegaram), mas sim no de controle do discurso pela via da intimidação e da perseguição a intelectuais e comunicadores que ousem tecer críticas aos donos do poder. A sociedade não precisa de “editores”, mas sim de liberdade: liberdade para acessar informação, para informar, para acertar, para errar, para questionar, para ser questionada, para debater, para pensar.


























PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/justica/a-criminalizacao-do-jornalismo/

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More