Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

-

CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

Mostrando postagens com marcador PRIMEIRA PÁGINA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PRIMEIRA PÁGINA. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

O imposto do crime: quando o Estado perde o monopólio da proteção

  Isaías Fonseca


Em muitas comunidades brasileiras, comerciantes, moradores e prestadores de serviços convivem com uma realidade que desafia a própria ideia de Estado de Direito: além dos tributos legalmente instituídos, são obrigados a pagar cobranças impostas por traficantes e milicianos para continuar trabalhando, circulando ou simplesmente vivendo em segurança. Essas exações ilegais, frequentemente chamadas de “impostos do crime”, representam mais do que uma fonte de financiamento das organizações criminosas. Elas revelam a perda do monopólio legítimo da força pelo Estado e a substituição parcial da autoridade pública por estruturas de poder baseadas na violência.

Sob uma perspectiva liberal, esse fenômeno não resulta simplesmente da ausência do Estado. Em muitos desses territórios, o Estado está presente, mas de maneira fragmentada, ineficiente ou marcada pela captura por interesses ilícitos. Há escolas, postos de saúde e programas sociais; muitas vezes também há policiamento. O problema é que essa presença não consegue assegurar aquilo que constitui a função primordial de qualquer governo legítimo: garantir segurança, proteger a propriedade, assegurar o cumprimento da lei e preservar os direitos individuais. Quando essas funções deixam de ser exercidas de forma efetiva, organizações criminosas encontram espaço para disputar o controle territorial e impor sua própria ordem.

Essa distinção é importante. O problema não é simplesmente um Estado ausente, mas um Estado incapaz de exercer autoridade legítima e contínua. Em alguns locais, a corrupção, a violência policial, a baixa capacidade investigativa e a fragilidade institucional convivem com serviços públicos precários, produzindo um ambiente em que a população permanece formalmente sob a autoridade estatal, mas materialmente submetida ao poder de facções criminosas.

Essa realidade não transforma organizações criminosas em uma espécie de “Estado alternativo”. A comparação é útil apenas até certo ponto. Tanto o Estado quanto esses grupos arrecadam recursos, impõem regras e aplicam sanções, mas existe uma diferença fundamental entre ambos. O Estado democrático possui legitimidade jurídica, está submetido à Constituição e está submetido, ao menos em princípio, a mecanismos de controle institucional. Já traficantes e milicianos exercem poder exclusivamente por meio da intimidação, da violência e da ausência de qualquer responsabilidade perante a sociedade. O problema não é a existência do Estado, mas justamente a perda de seu monopólio legítimo da força, permitindo que agentes privados utilizem a coerção como instrumento permanente de dominação.

Sob esse aspecto, a tradição liberal oferece instrumentos analíticos importantes. John Locke afirmava que os indivíduos instituem governos para proteger a vida, a liberdade e a propriedade. Friedrich Hayek, por sua vez, enfatizava que uma sociedade livre depende do Estado de Direito, entendido como aplicação impessoal e previsível das leis. Quando essas funções deixam de ser desempenhadas, a liberdade deixa de ser garantida pela ordem jurídica e passa a depender da capacidade individual de negociar com quem controla a força em determinado território. É justamente isso que ocorre quando comerciantes são obrigados a pagar para manter seus estabelecimentos abertos, empresas distribuidoras precisam negociar o acesso a determinadas regiões ou moradores precisam adquirir produtos e serviços exclusivamente de fornecedores autorizados por organizações criminosas.

A metáfora do “imposto do crime” torna-se especialmente útil quando analisada sob a ótica econômica. Essas cobranças funcionam como uma tributação compulsória que não financia bens públicos nem produz qualquer benefício coletivo. Ao contrário, aumenta artificialmente os custos de produção e distribuição, eleva preços ao consumidor, reduz investimentos, desestimula novos empreendimentos e limita a concorrência. Além disso, comerciantes frequentemente são obrigados a contratar fornecedores controlados por milícias, utilizar determinados serviços de transporte ou aceitar condições comerciais impostas pela organização dominante. A liberdade contratual desaparece, substituída pela coerção. Pequenos empresários encerram atividades, investimentos deixam de ocorrer e trabalhadores perdem oportunidades de emprego não apenas pela violência direta, mas pela deterioração do ambiente econômico.

O resultado é uma economia local profundamente distorcida. A informalidade deixa de representar apenas uma estratégia de sobrevivência e passa, muitas vezes, a ser imposta pela própria insegurança. O custo da violência incorpora-se aos preços, reduz a produtividade e compromete o desenvolvimento das comunidades muito além das perdas patrimoniais imediatas.

Essa dinâmica evidencia que o crime organizado não se fortalece apenas pelo lucro extraordinário proporcionado por mercados ilícitos, como tráfico de drogas, armas e contrabando. Ele prospera também porque consegue transformar controle territorial em poder econômico permanente. Quanto mais frágil a capacidade estatal de garantir segurança e fazer cumprir contratos, maior o espaço para que organizações criminosas substituam mecanismos legais por relações baseadas no medo. Enfrentar esse problema exige compreender que segurança pública não se resume ao aumento do efetivo policial ou ao endurecimento das penas. A reconstrução da autoridade legítima do Estado depende de uma estratégia institucional muito mais ampla.

Em primeiro lugar, é indispensável ampliar a inteligência policial e a investigação patrimonial, concentrando esforços na descapitalização das organizações criminosas e no combate sistemático à lavagem de dinheiro. Enquanto suas estruturas financeiras permanecerem intactas, prisões isoladas terão impacto limitado. Também é fundamental recuperar o controle efetivo do sistema prisional, impedindo que presídios continuem funcionando como centros de comando e recrutamento das facções. A desarticulação dessas estruturas exige integração entre a inteligência penitenciária, as polícias e o sistema de justiça.

No plano territorial, a presença estatal precisa ser permanente e legítima. Não basta realizar operações esporádicas. É necessário garantir segurança contínua, proteger comerciantes contra extorsões, assegurar a prestação regular de serviços públicos e impedir que organizações criminosas assumam funções de mediação econômica ou social.

Sob a perspectiva econômica, reduzir barreiras à formalização, simplificar o ambiente de negócios e ampliar a segurança jurídica fortalece a atividade produtiva legítima e dificulta a captura econômica das comunidades por grupos armados. Essas medidas não significam ampliar indiscriminadamente o tamanho do Estado. Significam fortalecer justamente as funções que justificam sua existência: proteger direitos, garantir segurança, assegurar a aplicação imparcial da lei e preservar a liberdade dos cidadãos. O liberalismo clássico nunca defendeu um Estado ausente nessas funções. Ao contrário, sempre sustentou que somente uma autoridade legítima, limitada pela lei e responsável pela proteção dos direitos individuais, pode criar as condições necessárias para que a sociedade floresça por meio da cooperação voluntária e da livre iniciativa.

O chamado “imposto do crime” revela o que acontece quando essa missão fracassa. O cidadão continua pagando tributos ao Estado, mas precisa pagar novamente para obter aquilo que seus impostos deveriam garantir: segurança para trabalhar, empreender e viver em paz. No fim, essa talvez seja a imagem mais contundente da crise institucional brasileira. Onde o Estado deixa de proteger, a liberdade transforma-se em privilégio, e onde organizações criminosas conseguem tributar comunidades inteiras, homens e mulheres deixam de trabalhar para prosperar e passam a trabalhar apenas para sobreviver sob coerção.









publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/o-imposto-do-crime-quando-o-estado-perde-o-monopolio-da-protecao/

REPETIR O ERRO PODE CUSTAR TUDO

 gilbertosimõespires/pontocritico


PALESTRANTES...

Mais do que sabido, algumas entidades e/ou associações que reúnem sistematicamente profissionais que atuam nas mais variadas atividades, têm por hábito convidar palestrantes cujos currículos oferecem uma boa dimensão de suas experiências. Como tal, após as apresentações, a maioria, senão todos, se propõem a debater e/ou serem questionados sobre os temas desenvolvidos. 

SIM OU NÃO

Pois, com o nítido propósito de verificar e julgar o quanto foi proveitosa a apresentação, tão logo o palestrante se despede e sai de cena, a mesa diretora pede que cada participante do encontro assinale, através de -SIM- OU -NÃO-, se estaria disposto a -ENTREGAR A ADMINISTRAÇÃO DE SUA EMPRESA, DE SEUS BENS PESSOAIS E DE SEUS INVESTIMENTOS AO PALESTRANTE-.

ANTES DE DIGITAR OS VOTOS NA URNAS...

Como estamos em plena campanha eleitoral, onde todos os candidatos falam, falam e falam -sem parar- sobre projetos e propostas que pretendem defender -caso sejam eleitos-, bom seria que todos os eleitores do nosso empobrecido Brasil, antes de digitar os votos nas urnas eletrônicas, respondessem para si, para os seus familiares e para os amigos a mesma pergunta: - VOCÊ ESTÁ DISPOSTO A ENTREGAR A ADMINISTRAÇÃO DE SUA VIDA, DE SEUS NEGÓCIOS, DE SEUS BENS E DE SEUS INVESTIMENTOS PARA OS CANDIDATOS QUE ESCOLHEU?

REPETIR O ERRO VAI CUSTAR TUDO

Ora, a considerar as TRAGÉDIAS COMETIDAS -DE FORMA ABSOLUTAMENTE INTENCIONAL E CRIMINOSA APENAS NESSES ÚLTIMOS QUATRO ANOS DE GOVERNO, isso pressupõe que a MAIORIA DOS ELEITORES ACHOU POR BEM, EM 2022, ENTREGAR SUAS VIDAS, SEU PAÍS, SEUS NEGÓCIOS E SEUS INVESTIMENTOS PARA SEREM ADMINISTRADOS PELO PRESIDENTE LULA-PETISTA E SEUS ALIADOS.

COMO TAL, SE VOLTAREM A REPETIR O MESMO ERRO NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES, DE ANTEMÃO PRECISAM SABER QUE -NÃO TERÃO MUITA COISA PARA SER ADMINISTRADA-... 



























publicadaemhttps://www.pontocritico.com/artigo/repetir-o-erro-pode-custar-tudo

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

O laudo DESTRUIU a versão do PAI: não foi afogamento

 rubinhonunes/youtube


O laudo DESTRUIU a versão do PAI: não foi afogamento


clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=QqNbl2yVd7k

terça-feira, 4 de agosto de 2026

FAUCI NÃO É O ÚNICO CRIMINOSO

 gilbertosimõespires/pontocritico


GESTÃO CRIMINOSA DA PANDEMIA

Na semana passada, o senador americano Ted Cruz, em entrevista que concedeu à Fox News Digital, ACUSOU o ex-principal assessor da Casa Branca para assuntos ligados à COVID-19, ANTONIO FAUCI, de ter MENTIDO DELIBERADAMENTE em diversas ocasiões sobre assuntos relacionados à PANDEMIA. Ted Cruz concluiu reafirmando a urgente necessidade de que FAUCI responda CRIMINALMENTE por suas ações, em um momento em que as discussões sobre a GESTÃO DA PANDEMIA E SUAS GRAVES CONSEQUÊNCIAS PERMANECEM EM PAUTA NA SOCIEDADE AMERICANA.

NEGACIONISTAS

Pois, nessa mesma toada de URGENTE -BUSCA DA JUSTIÇA-, FAZ-SE NECESSÁRIO QUE TODOS OS VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO DO BRASIL QUE INTEGRARAM O CRIMINOSO -CONSÓRCIO GENOCIDA-, criado em junho de 2020 pelo G1, O Globo, Extra, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, assim como seus CRIMINOSOS ÂNCORAS, REPÓRTERES E COMENTARISTAS -SEJAM EXEMPLARMENTE RESPONSABILIZADOS PELO FATO DE TEREM -MARCADO NA PALETA- DAQUELES QUE OUSASSEM SE MANIFESTAR CONTRÁRIOS ÀS VACINAS (na real não passavam de meros EXPERIMENTOS)- o  RÓTULO DE -NEGACIONISTAS-.

CALAR E INCRIMINAR

Como, por diversas vezes também fui alvo dos SAFADOS, que agiam com o DUPLO PROPÓSITO DE -CALAR e INCRIMINAR- quem exigia apenas e tão somente 1- o USO DA LIBERDADE DE OPINIÃO; e 2 - o DIREITO DE NÃO QUERER RECEBER A VACINA; MAIS DEVO ME ESFORÇAR NO SENTIDO DE QUE TODOS OS CRIMINOSOS, e não apenas o bandido -ANTONIO FAUCI- PAGUEM PELO QUE FIZERAM, AFIRMARAM E CONDENARAM. 

QUESTIONAMENTO QUE SE FAZ NECESSÁRIO

Aliás, como bem questiona o jornalista Eugênio Esber, no seu artigo -A CAIXA-PRETA DA PANDEMIA- publicado na ZH de ontem, 02, 

1- POR QUE O MUNDO PERDEU TANTAS VIDAS NA PANDEMIA?

2- POR QUE TANTOS EMPREGOS E TANTOS NEGÓCIOS FORAM DESTRUÍDOS?

3- POR QUE TANTAS FAMÍLIAS FORAM TRANCAFIADAS EM CASA, SOB A MIRA DA POLÍCIA (e dos repórteres)?

4- QUAL A EFICÁCIA DAQUELAS MÁSCARAS?

5- POR QUE FECHAR ESCOLAS INDEFINIDAMENTE E CONFINAR CRIANÇAS E AVÓS?

6- POR QUE DETERMINAR O CANCELAMENTO DE CIRURGIAS E CONSULTAS?

7- POR QUE IMPOR UMA VACINA DESENVOLVIDA SEM A CONCLUSÃO DOS TESTES NECESSÁRIOS? 

8- POR QUE COLOCAR UM ALVO NAS COSTAS DE TODOS AQUELES QUE TINHAM ALGUM RECEIO EM SE VACINAR?

9- POR QUE PERSEGUIR GENTE DO POVO COM A AMEAÇA DE DEMISSÃO DO EMPREGO OU PROCESSO JUDICIAL OU ATÉ A PERDA DA GUARDA DOS FILHOS PELO CRIME DE TER DÚVIDAS?

10- E MÉDICOS, POR QUE PROIBI-LOS DE PRESCREVER TRATAMENTOS À BASE DE DROGAS REPOSICIONADAS, AINDA QUE ESTIVESSEM LASTREADOS EM EVIDÊNCIAS TEÓRICAS E EMPÍRICAS?

11- POR QUE TRATAR UM PACIENTE DEIXOU DE SER OBRIGAÇÃO E SE CONVERTEU EM CRIME? 










publicadaemhttps://www.pontocritico.com/artigo/fauci-nao-e-o-unico-criminoso

sábado, 1 de agosto de 2026

PIMENTA NOS OLHOS DOS OUTROS....

 MARCELOTOLEDO/FACEBOOK


PIMENTA NOS OLHOS DOS OUTROS....




quinta-feira, 30 de julho de 2026

Flávio usa colete à prova de balas e aciona o STF contra fala de Lula

 JORNAL GAZETA AGORA


Flávio usa colete à prova de balas e aciona o STF contra fala de Lula 
clique no link abaixo e assista

segunda-feira, 27 de julho de 2026

"É UMA VERGONHA": Ministros do STJ são investigados por VENDA DE SENTENÇA

 / ALEXANDRE GARCIA/gazetadopovo


"É UMA VERGONHA": Ministros do STJ são investigados por VENDA DE SENTENÇA 

clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=FqTD-Php8aw

domingo, 26 de julho de 2026

Datafolha Traz Péssima Notícia Para o Lula! Este Vídeo Vai Te Animar!

 deltandallganol/youtube


Datafolha Traz Péssima Notícia Para o Lula! Este Vídeo Vai Te Animar!


clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=5NI9FyR3tRM

sábado, 25 de julho de 2026

Fatos e Falácias da Economia Segundo Thomas Sowell

  Luan Sperandio


Quanto maior o consumo de margarina no estado americano do Maine, mais indivíduos se divorciam naquela região. Deveríamos desestimular o consumo do laticínio a fim de preservar o relacionamento dos casais?

Quanto mais Nicolas Cage lança filmes em um ano, menos pessoas morrem em acidentes de helicóptero. Deveríamos subsidiar filmes do ator norte-americano para evitar mortes?

Quanto maior a despesa governamental dos Estados Unidos com pesquisa tecnológica espacial, menor a taxa de suicídios. Deveríamos despender maiores recursos enviando humanos para a lua a fim de desenvolver maior saúde mental da população e salvar vidas?

As três inferências acima são levantamentos do site Spurious Correlations e ajudam a evidenciar, de forma jocosa, uma máxima da literatura das Ciências Econômicas de que uma correlação não implica em causalidade.

Contudo, a despeito disso, muitas falácias são vendidas no debate público como fatos que, por definição, tendem a ser algo cuja contestação é complexa. Isso se dá tanto por ignorância científica quanto por narrativas populistas de políticos ou grupos de interesses que manipulam a opinião pública ou parlamentar em busca de rent-seeking — conceito da Ciência Política que define a busca por renda política.

Naturalmente, dados e evidências são melhores insumos para uma tomada de decisão do que meros achismos; contudo, eles precisam ser analisados de forma adequada, buscando “observar mais profundamente as coisas que, num dado momento, parecem boas na superfície.”

É este o propósito de Fatos e Falácias da Economia, do economista norte-americano Thomas Sowell, um dos intelectuais mais subestimados de todos os tempos, segundo Steven Pinker.

Não obstante a origem pobre, Sowell conseguiu graduar-se pelas universidades de Harvard, Columbia e Chicago. Ganhou notabilidade no debate público global ao escrever obras com perspectiva histórica e econômica, sendo conhecido por transformar questões complexas em análises recheadas de evidências e com linguagem acessível para leigos. Todas essas virtudes estão presentes na obra.

Para introduzir o livro, o autor fala dos quatro tipos de falácias mais comuns: a da soma zero (negligenciando a possibilidade de relação de ganho mútuo), a da composição (ignorar as alterações entre os grupos estatísticos), das peças de xadrez (a falsa premissa de que os líderes podem planejar e colocar ordem como bem quiserem na sociedade) e a falácia do infindável (extrapola a partir de dados limitados). Na sequência, Sowell as apresenta na prática ao discutir temas como urbanização, gênero, igualdade, educação, raça, renda e desenvolvimento econômico.

Falácias da urbanização

Enquanto críticos da arquitetura reclamam da expansão urbana, da feiúra dos subúrbios e tratam com saudosismo o período em que a maior parte da humanidade estava no campo, os críticos sociais reclamam da falta de habitação na cidade e apontam a alta densidade dos bairros como a causa da criminalidade. Outros críticos são líderes comunitários, que condenam o grande deslocamento necessário para que as pessoas transitem pela cidade para poder trabalhar.

Contudo, a história do desenvolvimento urbano aponta que há vantagens econômicas para a formação das cidades. Afinal, são lugares onde os habitantes se reúnem para realizar negócios e criar uma cultura compartilhada, usufruindo de infraestruturas dispendiosas de serem construídas, como energia, saneamento básico e telecomunicações.

Por conseguinte, a densidade ou regiões periféricas não são questões ruins per si, pois é preciso que as pessoas vivam em algum lugar. Além disso, intervenções governamentais a fim de restringir esse processo podem resultar em distorções econômicas, como a partir do controle de preços de aluguéis.

Falácias sobre gênero

As mulheres sofrem injustiças no mercado de trabalho e possuem salários menores por preconceito e machismo estrutural. Para combater isso, é necessária a aprovação de legislações anti-discriminação.

Essa é a narrativa comum no debate público. Contudo, o fato de mulheres ganharem menos do que os homens pode ter contribuições e pesos maiores do que uma discriminação generalizada e do preconceito contra elas. Sowell discorre diversos estudos que isolam variáveis e apontam que salários maiores a homens de carreiras similares decorrem de maiores horas dispendidas trabalhadas.

Outros estudos marcantes da obra apontam que um percentual relevante de mulheres deixa o mercado de trabalho formal em algum momento de suas carreiras, o que contribui para um desnível salarial posterior. Esse período comumente está associado à gestação e obrigações maternas.

Como esse padrão se mostra de forma repetida, a responsável por grande parte da diferença na renda entre gêneros tende a estar mais amparada na escolha, e não na discriminação.

Falácias na educação

Há um abismo entre as universidades e as empresas. Em larga medida, por questões ideológicas de que entidades sem fins lucrativos precisam ser motivadas por ideais mais elevados do que o dinheiro.

Contudo, por que os interesses dos clientes dessas instituições (os alunos) não são priorizados? Há incentivos políticos perversos que contribuem para esse panorama, como a estabilidade dos profissionais, gestão controlada por membros do corpo docente e promoções baseadas em prestígio e tempo de serviço, e não com base em qualidade de pesquisas publicadas e ensino.

Falácias sobre a renda

Os ricos estão ficando mais ricos e os pobres mais pobres? A classe média está encolhendo? A renda de altos executivos e CEOs é díspare com o retorno dos acionistas ou o salário médio de funcionários? São algumas das principais narrativas presentes sobre renda.

Muitos dos números que fundamentam essas informações são interpretados de forma ideológica e equivocada. Entre os exemplos, está o fato de afirmar que a renda familiar da última geração dos Estados Unidos está estagnada, contudo, omite-se que a quantidade de membros das famílias diminuiu. Outro exemplo comum citado pelo autor é negligenciar auxílios governamentais ao expor a renda dos mais pobres.

Falácias raciais

A principal razão da diferença atual dos rendimentos entre negros e brancos deriva de fatos históricos da escravidão e do racismo?

A narrativa progressista afirma que discriminação e racismo são correlacionados. Todavia, ao menos na amostragem dos Estados Unidos analisada por Sowell, usar exclusivamente a raça como um classificador pode esconder outras diferenças importantes entre os grupos, como a idade. No caso do país, a idade média dos afro-americanos é cinco anos mais jovem do que a da população em geral, o que contribui para a renda ser menor, pois indivíduos mais jovens tendem a ganhar menos por possuírem menos escolaridade e experiência.

O autor aponta que outros grupos raciais também são mais jovens do que a idade média dos EUA, como asiáticos, também tendendo a ter em média renda menor do que o restante da população do país.

Países em desenvolvimento

O nível de desenvolvimento de um país muitas vezes é atribuído a questões relacionadas à colonização, geografia, questões climáticas ou à falta de auxílio econômico de países mais ricos.

Todavia, o principal fator é institucional, relacionado à tradição de lei e ordem, responsável pelo maior peso do desenvolvimento econômico.

Considerações finais

Sowell defende que questões como gênero, raça, renda, desenvolvimento econômico, entre outras, não podem ser analisadas sob a luz de emoções, a despeito de quão sensíveis ou complexas elas sejam.

Mesmo que algo seja apresentado como um fato, é necessário ter uma postura cética — tendo o princípio da prudência, como apontado por Russell Kirk em A Mentalidade Conservadora —, algo próprio também do método científico.

Fatos e Falácias da Economia é um conjunto de Sowell recheado com centenas de pesquisas, papers e trabalhos acadêmicos empíricos que podem desafiar a sua opinião sobre alguns dos temas contemporâneos mais sensíveis.








publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/fatos-e-falacias-da-economia-segundo-thomas-sowell/

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More