Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

-

CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

sexta-feira, 27 de março de 2026

O engodo jacobino e a degeneração igualitarista do regime democrático

 ROGÉRIOTORRES/INSTITUTO LIBERAL 


Existe uma confusão mal ajambrada entre os conceitos de liberdade, igualdade e democracia, não constituída por equívocos conceituais inocentes, mas por artifícios fleumáticos. As consequências políticas, econômicas, filosóficas e sociais têm sido profundas. Ao identificar democracia com um tipo de igualdade substantiva e igualitarista, o pensamento moderno e pós-moderno embaralha as categorias, minando qualquer possibilidade de compreensão adequada sobre o que realmente seja um regime livre e democrático.

Democracia, rigorosamente, não é um valor moral absoluto, uma religião civil ou sinônimo de justiça social, mas um método de organização, gestão e legitimação dos processos de transmissão do poder político. Liberdade, por sua vez, é um estado jurídico-político dentro do qual o indivíduo age de acordo com suas convicções, razões e vontades, respeitando as fronteiras previsíveis e impessoais do ordenamento jurídico. Igualdade pressupõe, na concepção liberal, dignidade, nunca um nivelamento forçado de condições materiais, de resultados ou de status.

O deslocamento semântico que transformou democracia em igualitarismo moralizante (ou em democratismo rousseauniano, para me valer da expressão de Ricardo Vélez-Rodríguez) e liberdade em rótulo vazio está na raiz de nossos maiores problemas. O termo democracia, em vez de se manter como ferramenta de racionalização do poder, converteu-se em selo mandrake de pureza ideológica, aplicável a qualquer agenda que alegue promover a tal de “justiça social”.

Nessa viragem nefasta e modernosa, os conceitos foram deturpados no atacado. Além da metamorfose da democracia real em democracia avant-garde, liberdade (antes condição objetiva de não submissão arbitrária), virou “licença” concedida pelo Estado a grupos preferenciais, com favorecimentos ao assistencialismo e ao escambo de apoio político atingindo o suprassumo do descaramento.  Por fim, igualdade, que, na melhor versão do pensamento liberal, significava isonomia perante a lei e proibição de concessão de privilégios, reduziu-se a idealizações incapazes de melhorar a vida das pessoas, mas fortemente vocacionadas à destruição da autonomia, da mobilidade social, da cooperação e do mérito.

Jacques Maritain (1882-1973), sobre o problema, trouxe reflexões reveladoras em Humanismo integral (1936) e O Homem e o Estado (1951). Maritain parte da ideia de que a pessoa humana possui uma dignidade ontológica imanente, de raiz espiritual, que transcende qualquer ordem puramente política, econômica ou histórica. Isso significa que todos os homens são, em essência, iguais enquanto pessoas (igualdade ontológica), mas, ao mesmo tempo, naturalmente desiguais em capacidade, inteligência, força, criatividade, inclinação moral e espiritual. Por fim, subsiste uma terceira condição, a igualdade técnico‑jurídica (regime de direitos e deveres gerais, impessoais e universalizáveis), que reconhece a igualdade ontológica das pessoas sem afastar a diversidade de circunstâncias particulares. A meu ver, apagar essa tripla distinção (igualdade de dignidade, desigualdade de talentos e igualdade perante a lei) é chafurdar na falácia de que desigualdades naturais justificam interferências estatais sem equilíbrio, que, ao longo do tempo, mostraram-se aptas a legitimar, tão somente, a expansão da burocracia e das estruturas policiais do Estado.

A verdadeira justiça social (aquela voltada a reduzir carências, expandir oportunidades e proteger os vulneráveis) demanda a consolidação de um ambiente onde vigore o império da lei, liberdade econômica e uma rede de instituições intermediárias (famílias, associações, comunidades religiosas, iniciativa privada) com eficácia suficiente para converter projetos totalitários e patrimonialistas (mecanismos de manutenção do poder pelo poder) em efetivos resultados nesse intento. A igualdade, nesse contexto, não seria apenas uma palavra de ordem, mas uma realidade. Os discursos sedutores do sistema, apressados em legitimar privilégios, sufocar opositores e manter o povo sob o chifre da dependência econômica permanente, não seriam mais qualificados para impedir a conformação da liberdade, incapaz de florescer em ambientes seletivos e refratários ao debate.

A tese jacobina de que os homens nascem livres e iguais precisa ser urgentemente considerada uma escarrada mentida. Homens não nascem iguais, pois pertencem a famílias diversas, com patrimônios, culturas e tradições distintas. Possuem capacidades físicas, psicológicas e intelectuais adversas e, tampouco, nascem livres. Chegam a este mundo indefesos, dependentes e sem opções de escolha. Sustentar a ideia de que homens nascem livres e iguais é operar um plano intelectual mítico e abstrato, ignorando obtusamente as vicissitudes da vida humana.

Os pais fundadores americanos formularam a questão em termos opostos: homens não “nascem” livres e iguais, eles são “criados” livres e iguais, dotados de direitos inalienáveis. A igualdade não se reveste de homogeneidade material, possuindo caráter ontológico e moral. Todos detemos mesma dignidade básica. Nenhum homem, por origem ou título, assenhorear-se-á absolutamente de outro homem. A liberdade não é fato biológico, mas um dom que exige submissão a uma ordem moral e a uma institucionalização adequada. Essa compreensão da realidade é compatível com a ideia de que homens são desiguais quanto aos meios, talentos e circunstâncias, confirmando a tese de que a liberdade não é imediata, mas um bem conquistável em perspectiva histórica.

Nesse plano de ideias, a tradição revolucionária americana dialoga com o personalismo de Maritain, ambos reconhecendo a existência da igualdade de dignidade, da desigualdade legítima de funções e méritos e a exigência de uma igualdade jurídica fundamental. Ao se buscar a uniformidade material a qualquer custo, o resultado será, inarredavelmente, a destruição daquilo que se disse buscar proteger. A tentativa desqualificada de apagar diferenças essenciais da realidade exige a formulação de projetos autoritários. A remodelação a fórceps da vida induz à brutalidade, pois não há outra maneira de atender às pretensões absurdas da democracia avant-garde senão pela extrema violência.

É em nome de um poder central incomensurável e quase sem rosto, que a tudo engole, regula, fiscaliza e redistribui, que a igualdade transformadora sacrifica a liberdade. É em nome da justiça social que a casta tirânica governa cidadãos infantilizados. O desafio das sociedades é levar a sério o sentido correto de liberdade, democracia e justiça, dentro de seus estritos limites semânticos. Somente numa quadra de disputas permanentes entre povo e sistema político, sob o império de leis prévias, conhecidas e a todos aplicáveis, será possível experienciarmos um mundo razoavelmente livre, democrático e justo, com o amortecimento de platitudes ideológicas, vigarices intelectuais e palavrórios de ocasião.

*Rogério Torres é advogado e membro da Lexum.



















PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/historia/o-engodo-jacobino-e-a-degeneracao-igualitarista-do-regime-democratico/

Em que devemos acreditar no Brasil?

 João Loyola 


O maior conflito brasileiro contemporâneo não é apenas entre esquerda e direita. É entre a realidade e as versões fabricadas sobre ela. Em um país exausto por crises cíclicas, promessas não cumpridas, escândalos recorrentes e frustrações institucionais, o debate público deixou de ser apenas uma disputa de projetos de poder. Ele se tornou, cada vez mais, uma disputa pela posse da própria verdade. Quando a verdade passa a ser tratada como propriedade de facções, instituições ou corporações narrativas, a liberdade entra em risco.

O brasileiro de hoje não vive apenas uma crise de representação. Vive uma crise de confiança cognitiva. Já não sabe com facilidade em quem acreditar, que versão dos fatos merece crédito, qual interpretação decorre honestamente da realidade e qual foi montada para produzir efeito político. Em vez de uma esfera pública orientada pela busca sincera dos fatos, o país passou a conviver com um ambiente em que a informação é frequentemente moldada, enquadrada, filtrada e distribuída conforme conveniências ideológicas, interesses institucionais ou cálculos estratégicos de poder.

É nesse terreno que prospera a chamada guerra de narrativas. O termo se popularizou, mas nem sempre é compreendido em sua profundidade. Não se trata apenas de divergências de opinião, o que é natural e saudável em qualquer sociedade livre. Trata-se de algo mais sério: a tentativa de capturar a interpretação da realidade antes mesmo que a sociedade possa examiná-la livremente. Os fatos deixam de ser o ponto de partida do debate e passam a ser matéria-prima para versões previamente desejadas. Em vez de se perguntar o que aconteceu, pergunta-se primeiro qual leitura será mais útil. Em vez de esclarecer, busca-se enquadrar. Em vez de revelar, administra-se a percepção.

Nesse cenário, tornou-se comum ouvir que a culpa pelos males nacionais está nos extremos políticos. A afirmação possui algum apelo intuitivo, porque radicalismos existem, simplificam problemas complexos, inflam paixões e degradam o convívio cívico. Mas essa explicação, quando usada de forma genérica e automática, costuma servir mais como mecanismo de fuga do que como verdadeira análise. Culpar abstratamente os extremos pode ser uma maneira elegante de poupar o núcleo duro do problema brasileiro: a estrutura de poder que há décadas sobrevive da intermediação concentrada da informação, da blindagem seletiva de aliados, da criminalização oportunista de adversários e da constante fabricação de legitimidades discursivas.

Em outras palavras, muitas vezes o problema não está apenas nas bordas ruidosas do sistema, mas no centro organizado que decide quais excessos serão amplificados, quais escândalos serão relativizados, quais contradições serão silenciadas e quais agentes receberão o benefício da interpretação benevolente. O discurso contra os extremos, não raro, funciona como retórica de autopreservação do establishment político, burocrático, midiático e intelectual. Ele condena os excessos periféricos enquanto preserva intactos os monopólios centrais de mediação da realidade.

É aqui que a crítica liberal se torna especialmente relevante. O liberalismo sempre desconfiou da concentração de poder, não apenas porque ela ameaça direitos, mas porque ela corrompe o próprio acesso à verdade. Friedrich Hayek demonstrou que o conhecimento em uma sociedade é disperso, fragmentado e distribuído entre milhões de indivíduos. Nenhuma autoridade central é capaz de reunir, processar e organizar eficientemente todas as informações relevantes para dirigir a vida econômica. O mesmo raciocínio vale para o campo informacional e político. Nenhum grupo, nenhuma instituição, nenhum aparato estatal, nenhum conglomerado comunicacional deveria ter a pretensão de monopolizar a interpretação legítima dos fatos. Quando isso ocorre, a sociedade não ganha clareza. Ganha dependência.

A grande lição liberal, muitas vezes subestimada, é que a liberdade não é apenas moralmente superior. Ela também é epistemicamente superior. Sociedades livres possuem maior capacidade de descobrir a verdade justamente porque permitem a concorrência entre interpretações, a circulação descentralizada de dados, a crítica às autoridades, a revisão de consensos artificiais e o surgimento de correções vindas de fora dos centros tradicionais de poder. A liberdade, nesse sentido, não é apenas um direito. É um método de descoberta.

Karl Popper compreendeu isso com notável precisão ao defender a sociedade aberta. Para ele, o progresso do conhecimento depende da possibilidade de erro, contestação e correção. Uma sociedade que não permite o questionamento das versões dominantes não apenas se torna politicamente opressiva. Ela também se torna intelectualmente estagnada. A verdade não floresce onde há tutela excessiva. Ela floresce onde hipóteses podem ser refutadas, interpretações podem ser confrontadas e autoridades podem ser desmentidas pelos fatos.

O Brasil, infelizmente, desenvolveu ao longo do tempo uma cultura política pouco afeita a essa lógica. Nossa formação patrimonialista, centralizadora e profundamente estatizante acostumou a sociedade à ideia de que a realidade deve ser explicada por instâncias superiores: pelo governo, pelo especialista ungido, pelo burocrata autorizado, pelo grande veículo, pelo partido, pela corte, pelo comentarista credenciado. Em vez de cidadãos intelectualmente autônomos, forma-se uma massa frequentemente dependente de tradutores oficiais da realidade. Em vez de uma sociedade de pessoas livres examinando os fatos por si mesmas, consolida-se uma sociedade de receptores buscando a narrativa permitida.

Essa dependência é perigosa porque a mentira política raramente se sustenta sozinha. Ela precisa de proteção, repetição, filtragem seletiva e intermediação concentrada. A falsidade organizada não sobrevive apenas pela sua capacidade de persuadir. Ela sobrevive pela capacidade de bloquear correções. Toda mentira de grande escala exige um ambiente em que vozes dissidentes possam ser desacreditadas com rapidez, documentos inconvenientes possam ser relativizados, padrões duplos possam ser naturalizados e o contraditório possa ser tratado como ameaça. A mentira precisa de cercas. A verdade precisa de portas abertas.

É por isso que a informação descentralizada e distribuída constitui uma das defesas mais importantes de uma sociedade livre contra qualquer forma de fake news, manipulação ou propaganda travestida de neutralidade. Quando muitas fontes independentes podem registrar, investigar, interpretar e divulgar fatos, torna-se muito mais difícil sustentar artificialmente uma versão falsa por longo tempo. A descentralização informacional cria um ambiente de escrutínio difuso, e o escrutínio difuso é fatal para narrativas montadas sobre ocultação, assimetria e controle.

Isso não significa, evidentemente, celebrar o caos informacional ou negar a existência da desinformação. O ponto não é afirmar que toda voz tem o mesmo valor ou que toda versão merece igual credibilidade. O ponto é outro. O combate à mentira não deve depender da concentração ainda maior do poder de definir o que é verdade. Esse caminho, embora frequentemente vendido como solução civilizatória, abre espaço para um problema ainda mais grave: a transformação da tutela informacional em instrumento político permanente. Quando poucas mãos passam a arbitrar o que pode circular, o risco de abuso deixa de ser acidental e passa a ser estrutural.

James Madison advertia que, como os homens não são anjos, o poder precisa ser limitado. Essa máxima vale integralmente para o poder de controlar narrativas públicas. Quem vigia o vigilante? Quem controla o controlador? Quem garante que o árbitro da verdade não agirá conforme preferências ideológicas, lealdades institucionais ou conveniências circunstanciais? O liberalismo não nega a falibilidade humana. Ao contrário. Parte dela. Exatamente por partir dela prefere arranjos descentralizados, concorrenciais e corrigíveis aos monopólios supostamente iluminados.

No caso brasileiro, essa reflexão é particularmente urgente. Temos visto, ao longo dos anos, a reclassificação retórica de fatos semelhantes conforme a identidade do agente envolvido. Há escândalos que recebem tratamento moral devastador e outros que são diluídos em contextualizações indulgentes. Há abusos que são denunciados como ameaça institucional e abusos que são justificados em nome de causas superiores. Há fracassos estatais apresentados como custo inevitável da proteção social e iniciativas privadas tratadas com suspeita mesmo quando entregam resultados objetivos. Em um ambiente assim, não basta combater uma ou outra notícia falsa. É preciso combater a arquitetura que torna a mentira seletiva socialmente sustentável.

A informação distribuída tem precisamente essa virtude. Ela rompe a dependência do centro. Ela permite que a verdade emerja também das margens, dos registros dispersos, dos documentos esquecidos, dos dados comparados, das contradições expostas, das vozes que antes não tinham espaço. Em vez de um fluxo vertical em que poucos definem e muitos absorvem, ela promove um fluxo mais horizontal em que a realidade pode ser examinada de múltiplos ângulos. Trata-se, em termos liberais, de aplicar ao campo do conhecimento público uma espécie de ordem espontânea: a verdade não como imposição hierárquica, mas como resultado de um processo aberto de descoberta, correção e confronto.

Alexis de Tocqueville compreendeu que a liberdade depende de uma sociedade civil vibrante, associativa e capaz de produzir contrapesos ao poder central. Essa intuição permanece atual. Uma sociedade menos dependente de centros narrativos únicos é também uma sociedade mais apta a resistir à mentira organizada. Quanto mais distribuída for a capacidade social de registrar e interpretar a realidade, menor será a probabilidade de que ficções politicamente úteis consigam se impor como unanimidades morais.

No fundo, a questão brasileira não é apenas tecnológica nem comunicacional. É civilizatória. O que está em jogo é saber se queremos continuar como uma sociedade que terceiriza a interpretação da realidade a poucos mediadores poderosos ou se desejamos construir um ambiente em que a verdade tenha mais canais para aparecer e menos barreiras para circular. A primeira opção favorece tutores, oligarquias discursivas e administrações permanentes da percepção pública. A segunda favorece cidadãos livres.

Por isso, a resposta à pergunta sobre em que devemos acreditar no Brasil não deve ser procurada em líderes carismáticos, em partidos salvacionistas, em comentaristas investidos de autoridade moral ou em instituições que se pretendem acima da crítica. Devemos acreditar em mecanismos, não em oráculos. Devemos acreditar menos em narrativas fechadas e mais em processos abertos. Devemos acreditar menos em intérpretes supremos da realidade e mais na capacidade de uma sociedade livre de confrontar versões concorrentes até que o falso se desgaste e o verdadeiro se imponha.

A mentira pode até vencer ciclos curtos. Pode dominar manchetes, pautar emoções, capturar debates e mobilizar massas. Mas ela tem uma fragilidade estrutural: depende sempre de proteção. A verdade, ao contrário, pode ser atrasada, abafada e até distorcida por algum tempo, mas, quando encontra liberdade para circular, comparar, documentar e contradizer, tende a reaparecer. A mentira precisa de centralização. A verdade floresce na descentralização.

Se o Brasil quiser recuperar algum senso de realidade compartilhada, precisará compreender esse ponto elementar. Não venceremos a crise nacional apenas trocando os administradores da narrativa dominante. Venceremos quando recusarmos a própria lógica do monopólio interpretativo. A defesa mais sólida contra qualquer fake news não está na censura, nem na tutela de iluminados, nem na delegação da verdade a autoridades centrais. Está na informação descentralizada e distribuída, no pluralismo real de fontes, na liberdade de investigação e na coragem de uma sociedade que não aceita ter sua percepção da realidade sequestrada por poucos.

Em última instância, uma nação livre não é aquela em que todos repetem a versão correta. É aquela em que ninguém tem poder suficiente para decretar sozinho o que deve ser considerado realidade. Essa talvez seja a crença mais importante que o Brasil precisa redescobrir: a de que, em um ambiente de liberdade, a mentira pode até fazer barulho, mas não consegue se sustentar para sempre.










PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/em-que-devemos-acreditar-no-brasil/

SURTO DE SINCERIDADE

 gilbertosimõespires/pontocritico


NÃO TEM PRA NINGUÉM

Mais do que sabido, e comprovado, até hoje nenhum ser que -vive, se reproduz e se desenvolve- no nosso planeta, quiçá fora dele, por mais que já tenha se esforçado, conseguiu superar o presidente LULA na ARTE DE MENTIR. Neste quesito, há que se admitir -internacionalmente- que, simplesmente -NÃO TEM PRA NINGUÉM-.

CINTURÃO DE OURO

Mesmo ostentando, com muito orgulho, o TÍTULO DE MAIOR MENTIROSO DO MUNDO, em alguns momentos o presidente LULA entra em SURTO e como tal acaba cometendo um ou outro -SINCERICÍDIO-. Pois, mesmo assim o incomparável LULA se mantém muito distante dos demais competidores, e com isso não se vê minimamente ameaçado de perder o CINTURÃO DE OURO de -MAIOR MENTIROSO DO UNIVERSO-.

SINCERICÍDIO

Pois, para quem não sabe, ontem, 24, ao sancionar o Projeto de Lei -ANTIFACÇÃO-, o presidente LULA entrou em SURTO e cometeu um -SINCERICÍDIO-. O ato, bem pensado ocorreu no momento em que Lula, ao agradecer a aprovação do Projeto de Lei aos parlamentares presentes, disse -alto e bom som- que a referida LEI ANTIFACÇÃO FARÁ DO BRASIL UM DOS PAÍSEMAIS RESPEITADOS DO MUNDO NO CRIME ORGANIZADO-Que tal?

ADMIRAÇÃO TOTAL E SINCERA

Como se trata de um COMPROVADO SINCERICÍDIO, a afirmação do presidente não pode ser vista nem avaliada como um -ATO FALHO-. Até porque tanto LULA como seus SEGUIDORES, nunca esconderam o quanto APRECIAM, ADMIRAM E RESPEITAM as FACÇÕES CRIMINOSAS do nosso empobrecido Brasil e fora dele. Não por acaso, LULA não admite, em hipótese alguma, que as -NOSSAS- FACÇÕES CRIMINOSAS sejam CLASSIFICADAS COMO ORGANIZAÇÕES TERRORISTAS. 

















publicadaemhttps://www.pontocritico.com/artigo/surto-de-sinceridade

BALCÃO DE TOGAS

 Por Alex Pipkin -  PhD em Administração


O Brasil deixou de ser um país de cidadãos e se tornou um banquete de carcaças, onde o dono da casa assiste, pela fresta da porta, à prataria sendo derretida por convidados de capa e anel de doutor. 
Quando 60% de uma nação olha para o topo da pirâmide e não enxerga justiça, mas um entreposto de favores, percebido, na prática, como a atuação de uma legítima gangue, o contrato social não está apenas rasgado. Não, ele já não existe mais.
Não é teoria; são fatos e evidências.
O Estado continua exigindo tudo: imposto, obediência, submissão, independentemente da arbitrariedade, da promiscuidade institucional ou da ausência de justiça que entrega. O vínculo tornou-se unilateral. O cidadão permanece obrigado; o poder, não. 
Quando a obrigação só vale de um lado, não há contrato; há coerção e impunidade a serviço dessas relações promíscuas.
O dado não cria o problema. Apenas revela o conhecido padrão. O sistema deixou de proteger e passou a negociar sem constrangimento, de forma aberta, recorrente e, pior, estruturalmente promíscua.
A sujeira não está mais escondida; a gangue a tornou seu modo de ser. É o piso sobre o qual caminham decisões sob medida, conveniências travestidas de interpretação e uma Constituição convertida em instrumento elástico que expande para proteger aliados, contrai para sufocar quem desafia a engrenagem da maracutaia despudorada.
O STF deixou de ser percebido como guardião da lei e passou a operar, aos olhos do país, como mecanismo de autopreservação. Cada decisão hermética, cada seletividade evidente, cada blindagem recíproca não produz apenas discordância, mas corrosão.
Não corrói apenas a imagem, mas a vital confiança. E quando a confiança morre, não há mais instituição, sobra apenas a encenação organizada de poder usando toga para fingir legitimidade.
Aqui, a impunidade não é falha, é produto. É a consequência previsível de uma engenharia que garante que o risco não está no ato, mas na posição de quem o pratica.
O país entrou em exaustão moral. O cidadão já não espera justiça, ele calcula exposição. Já não confia, contorna. Já não respeita, tolera.
Pois quando a confiança colapsa, não há mais espaço para ajustes marginais. Impõe-se uma reconstrução institucional profunda, com a existência de mecanismos reais de responsabilização, transparência efetiva e limites claros ao exercício do poder, compulsoriamente de quem deveria ser seu guardião.
No Congresso, isso passa pelo único instrumento legítimo capaz de reorganizar o sistema. Pelo voto, porém, não como rito, mas como filtro.
No Judiciário, passa pela restauração de critérios, previsibilidade e limites que devolvam à instituição aquilo que ela perdeu: confiança.
A questão já não é quem terá coragem de enfrentar. É quem ainda finge não perceber que o que está de pé já não se sustenta, faz muito tempo.
















publicadaemhttps://www.pontocritico.com/espaco-pensar-artigo/balcao-de-togas-240326

FILOSOFIA DA ENGANAÇÃO

 gilbertosimõespires/pontocritico


O FILÓSOFO LULA

Quem tomou conhecimento do discurso que o presidente Lula fez aos produtores da agricultura familiar, em Brasília, deve estar pra lá de convencido de que o Chefe do Poder Executivo reúne sobradas condições para ser chamado de FILÓSOFO. Mais: na medida em que for ouvido e lido mundo afora, muito em breve LULA deverá integrar a -GALERIA DOS PENSADORES MAIS INFLUENTES DA HISTÓRIA-, fazendo sombra para SÓCRATES, PLATÃO, ARISTÓTELES, KANT, etc., cujas obras moldaram a -ÉTICA, a POLÍTICA, a CIÊNCIA, a METAFÍSICA e a COMPREENSÃO DO MUNDO CONTEMPORÂNEO.  


FILOSOFIA DA ENGANAÇÃO

Mais do que sabido, o presidente LULA não tem compromisso algum com a ÉTICA e muito menos com a VERDADE. Portanto, ao exercitar a FILOSOFIA DA ENGANAÇÃO o presidente afirmou que -APESAR DE BONS (??) DADOS DA ECONOMIA, a PERCEPÇÃO DOS BRASILEIROS É DE QUE ALGO ESTÁ ERRADO. Cheio de convicção, o FILÓSOFO DA ENGANAÇÃO afirmou: Há uma CONTRADIÇÃO NA ECONOMIA BRASILEIRA:

1- o DESEMPREGO É O MENOR DA HISTÓRIA (??);

2- o CRESCIMENTO DA MASSA SALARIAL É O MAIOR DA HISTÓRIA (??);

3- A GERAÇÃO DE EMPREGO É A MAIOR DA HISTÓRIA (??);

Mesmo assim, HÁ UMA PERCEPÇÃO DA SOCIEDADE DE QUE AS COISAS NÃO ESTÃO BEM, PORQUE AS PESSOAS ESTÃO ENDIVIDADAS. 


ILÓGICO RACIOCÍNIO FILOSOFAL

No entender do MALUCO SOCIALISTA, as -TRANSFORMAÇÕES DOS MEIOS DE PAGAMENTO (sem dinheiro em espécie), com -PIX- e -PAGAMENTO POR APROXIMAÇÃO-, além do -CARTÃO DE CRÉDITO-, são FATORES QUE ESTARIAM ASSOCIADOS AO ENDIVIDAMENTO DOS BRASILEIROS. Do alto de seu ILÓGICO RACIOCÍNIO FILOSOFAL, Lula acrescentou: “Eu fico preocupado. Com esse negócio de CARTÃO DE CRÉDITO -a gente não vê dinheiro-, a gente gasta mais. O PIX também, pois a gente fica só no telefone pagando (…) Isso facilita muito a gente gastar dinheiro, quando a gente não bota a mão no bolso e só usa o telefone para pagar a conta”, Que tal?


MEMÓRIA

Sem mencionar que é o GRANDE E VERDADEIRO CULPADO, LULA encerrou seu pobre discurso dizendo que -ESTÁ QUERENDO DESCOBRIR POR QUE TODOS NÓS ESTAMOS DEVENDO MUITO. Ora, se o seu problema é FALTA DE MEMÓRIA, basta ligar para o seu ex-POSTE, Fernando TAXXADD. Se ele sofre do mesmo mal, aí não tem jeito: o CULPADO É O MESMO DE SEMPRE: O GOVERNO ANTERIOR. Pode?   























publicadaemhttps://www.pontocritico.com/artigo/filosofia-da-enganacao

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More