Jornalista Andrade Junior

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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Escola de Fake News: os soldados da democracia permitirão?

   Lucas Berlanza 


Em evento do PT, André Janones ensinou como tirar fotos e vídeos de contexto para atacar adversários políticos’

A teoria da “desordem informacional” foi elaborada pela pesquisadora da área de comunicação de Harvard Claire Wardle, propagandeada no Brasil pelo ex-ministro do STF Luiz Roberto Barroso, que mediou um painel integrado por ela em seminário de 2021 sobre desinformação e eleições. O conceito nebuloso foi aplicado em outubro do ano passado como parte da justificativa para a condenação de um dos núcleos da chamada “trama golpista” bolsonarista que teria ameaçado a democracia entre 2022 e 2023.

Como expliquei à época, a tal “desordem” envolveria três categorias diferentes de coisas: notícias falsas (“fake news”) compartilhadas propositadamente para causar danos a alguém, notícias falsas compartilhadas inadvertidamente e informações até verdadeiras, mas supostamente compartilhadas de maneira “indevida” (!!), propositadamente pretendendo causar danos a alguém. Os “golpistas”, segundo o julgamento do STF, provocaram “desinformação” ao divulgarem mentiras ou questionamentos indevidos sobre o sistema de votação brasileiro através de urnas eletrônicas.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) conseguiu fazer viralizar um vídeo expressando temores sobre a política de fiscalização do Pix pelo governo federal, deixando no ar o risco de que isso pudesse resultar em mais uma ferramenta para consumar a voracidade fiscal da gestão lulopetista. Foi acusado por diversas vozes da esquerda de disseminar “Fake News. Vice-líder do governo na Câmara, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) protocolou um pedido na Advocacia-Geral da União solicitando a abertura de um processo para apurar má conduta de Nikolas por “desinformação”, enquanto Erika Hilton (Psol-SP) encaminhou representação ao Ministério Público Federal por disseminação de informações falsas ou, respirem fundo, “prejudicialmente incompletas”.

Faço questão de transcrever um trecho do documento: “Ao misturar e confundir, de forma deliberada, conceitos técnicos do sistema de reporte fiscal com uma suposta ‘vigilância amplificada’ do Pix, o representado induz deliberadamente a opinião pública ao erro, ampliando a desinformação e criando pânico social sobre uma ferramenta amplamente utilizada, o que caracteriza, para além da expressão de opinião política, um efeito concreto de desinformação com vulnerabilidade social elevada”.

Um palavrório comovente. Por que estou recordando esses fatos? Porque há pouco, na posição de orador de um evento organizado pelo PT para orientar a militância digital, o deputado federal André Janones (Avante-MG) ofereceu uma aula de velhacaria para o público presente, ensinando descaradamente como tirar fotos e vídeos de contexto para atacar adversários políticos, principalmente o bolsonarismo.

Janones citou, por exemplo, uma ocasião em que garantiu, durante uma transmissão ao vivo, dispor de “conteúdos” do celular de Gustavo Bebianno, ex-ministro de Jair Bolsonaro, sugerindo que teria algo terrível a denunciar, quando, na verdade, nada tinha: “o conteúdo era o Bebianno servindo água para o Bolsonaro, conversa de bastidor, não tinha nada demais”, justificou, orgulhando-se de, no entanto, ter “emplacado” uma pauta, atraído a atenção e “desviado o foco” das agendas que os adversários endereçavam.

Fake news na “democracia” de Janones

Janones também mencionou, sem qualquer pudor, um caso em que coletou fotografias de Jair Bolsonaro e Fernando Collor juntos e publicou que o então presidente “poderia” nomear Collor ministro se reeleito em 2022. “Poderia mesmo, não tinha nada que impedisse. Collor estava com os direitos políticos ativos, ele poderia ser nomeado, então não era mentira”, ele “explicou”. Bolsonaro poderia nomear quase qualquer pessoa com quem tirou fotos na vida. Isso seria motivo suficiente para transformar essa hipótese em uma especulação política? Para Janones, sim.

Devo reconhecer, abrindo parênteses, que não me surpreende que figuras da oposição ou do bolsonarismo, por vezes, não resistam à tentação e também mintam e façam montagens canalhas e descontextualizações as mais espúrias apenas para defender sua narrativa — sei do que falo porque já fui vítima disso da parte de um ex-parlamentar, filho do ex-presidente, que hoje vive no exterior. Porém, toda a carga leviatânica do Estado é usada hoje contra apenas um lado em nome do pretexto da “desordem informacional”.

Onde estão nossos ilustres defensores da democracia, habituados a censuras prévias, processos draconianos e campanhas internacionais por “regulamentação de big techs“, que não tomaram ainda uma providência contra tamanha exortação aos terríveis crimes que tão ardorosamente se prontificam a combater? Apologia e confissão mais aberta de “desordem informacional”, “apresentação de informações para causar dano”, “exposição prejudicialmente incompleta de fatos” — ou qualquer expressão vaga semelhante — do que essa, em pleno evento para treinamento da militância digital petista, duvido que encontrarão.

Caso algum desavisado não entenda a ironia, não estou defendendo que censurem André Janones. Contudo, não se pode calar o paradoxo gritante de que os togados estão cegos e surdos à sua “Escola de Fake News” enquanto se apavoram com batons em estátuas.

*Artigo publicado originalmente na Revista Oeste.










publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/escola-de-fake-news-os-soldados-da-democracia-permitirao/

Remuneração de juízes nos EUA se atém ao salário. Coisa de país sério, decente... Pudera nenhum ladrão (muito menos condenado) chega à Casa Branca

 diáriodopoder


Enquanto membros das diversas Cortes brasileiras discutem quanto devem receber além dos seus salários, juízes nos Estados Unidos, que ocupam diversas posições no sistema judicial, não têm qualquer penduricalho. Estão proibidos, por lei, de receber bônus, adicional ou auxílio. Juízes de lá têm direito a plano de saúde, seguro de vida e à aposentadoria especial e podem até ser pagos por aulas ministradas em universidades ou cursos jurídicos. Nada de palestra para bancões.

Royalties

O único extra autorizado é através de livros publicados, juíz de instâncias inferiores não pode ganhar mais de 15% do salário anual.

Só no Brasil

Não existe nos EUA auxílios moradia, alimentação, combustível, creche, gratificações, licenças compensatórias ou folgas convertidas em dinheiro.

Suficiente

Os salários anuais variam entre US$250 mil e US$300 mil (R$1,5 milhão), a depender do cargo ocupado pelo juiz.

Diário do Poder
















publicadaemhttps://rota2014.blogspot.com/2026/06/remuneracao-de-juizes-nos-eua-se-atem.html

Toma lá, dá cá - corrupção sem fim sob Lula - Descondenado já pagou R$18,4 bilhões em emendas

 diáriodopoder


O governo Lula (PT) abriu a carteira para bancar emendas de deputados e senadores nas últimas semanas. No total, já foram pagos R$18,4 bilhões em emendas parlamentares, este ano. O dado que mais impressiona é o total distribuído apenas no mês de maio: R$14,1 bilhões, quase 77% de tudo que o governo petista pagou em 2026. Em junho, já são R$605 milhões liberados pelo governo aos parlamentares.

Comparação

Em maio do ano passado, por exemplo, o governo Lula distribuiu pouco mais de R$188 milhões para pagar emendas parlamentares.

Coincidência?

Às vésperas da sabatina de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) o governo reservou R$12 bilhões para as emendas.

Individuais

A maior parte das emendas pagas pelo governo Lula este ano são individuais, que custaram mais de R$13 bilhões até o momento.

Bancada

Outros R$4,5 bilhões dos pagadores de impostos custearam as emendas de bancada do Congresso Nacional, este ano.

Diário do Poder















publicadaemhttps://rota2014.blogspot.com/2026/06/toma-la-da-ca-corrupcao-sem-fim-sob.html

ENQUANTO VOCÊ PEGA ONIBUS LOTADO, DEPUTADOS, SENADORES E OUTROS ANDAM DE CARRO OFICIAL, PAGO POR VOCÊ

 SENADORCLEITINHO/FACEBOOK


ENQUANTO VOCÊ PEGA ONIBUS LOTADO, DEPUTADOS, SENADORES E OUTROS ANDAM DE CARRO OFICIAL, PAGO POR VOCÊ



Gilmar É Enquadrado Sobre Abusos de Moraes: Veja!

 DELTANDALLAGNOL/YOUTUBE


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https://www.youtube.com/watch?v=U1GUHOsOLik

POR FAVOR, COMPARTILHE ESTE VÍDEO

 CAIOCOPPOLLA/FACEBOOK


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4 casos que DESTROEM a narrativa de quem grita "VIVA o SUS"

 RUBINHONUNES/YOUTUBE


4 casos que DESTROEM a narrativa de quem grita "VIVA o SUS"


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https://www.youtube.com/watch?v=1zL9l-il9rI

Flávio Dá Xeque-Mate Político em Lula: Veja!

 ANDRÉMARSIGLIA/YOUTUBE


 Flávio Dá Xeque-Mate Político em Lula: Veja!


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https://www.youtube.com/watch?v=6KrU21AurY0

GADO APREENDIDO

 ALEXOLIVEIRA/FACEBOOK

GADO APREENDIDO



RETRATO DO BRASIL - ESCANDALOS SUCESSIVOS

 VISOESPELOMUNDO/FACEBOOK


RETRATO DO BRASIL - ESCANDALOS SUCESSIVOS



GILMAR MENDES FAZ POLÍTICA DE BAIXO NÍVEL

 NANIBARBOSA/THREADS


GILMAR MENDES FAZ POLÍTICA DE BAIXO NÍVEL



Vorcaro busca delação premiada: novas provas contra o governo Lula?

 REVISTAOESTE/YOUTUBE


Vorcaro busca delação premiada: novas provas contra o governo Lula?


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https://www.youtube.com/watch?v=se3E_jeumrg

Caso Master aperta Brasília e coloca André Mendonça no centro do tiroteio -

  SEM RODEIOS/GAZETADOPOVO

Caso Master aperta Brasília e coloca André Mendonça no centro do tiroteio - 


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https://www.youtube.com/watch?v=iC0aj_-o7eg

terça-feira, 23 de junho de 2026

O que o governo fez com o nosso dinheiro?

 Adriana Silvestre


Murray N. Rothbard, em O Que o Governo Fez com o Nosso Dinheiro? (1. ed. São Paulo: Instituto Ludwig von Mises Brasil, 2013, 105 páginas), apresenta uma introdução às ideias da Escola Austríaca sobre moeda, inflação, crédito e intervenção estatal. Ao longo da obra, o autor desenvolve uma crítica ao sistema monetário moderno e sustenta que muitos problemas econômicos decorreriam do afastamento do dinheiro de uma base considerada “real”, especialmente após o abandono do padrão-ouro.

O livro organiza sua argumentação a partir de temas como a origem do dinheiro nas trocas voluntárias, a evolução histórica da moeda, o papel dos bancos, os efeitos da inflação e a influência do Estado sobre o sistema monetário. Rothbard procura demonstrar que o dinheiro não teria surgido por imposição estatal, mas das próprias relações de troca estabelecidas entre indivíduos. Nesse contexto, defende que a liberdade econômica seria mais capaz de gerar ordem do que a intervenção governamental. A frase “a liberdade é mãe, e não filha, da ordem” (ROTHBARD, 2013, p. 45) sintetiza de maneira bastante clara uma das ideias centrais da obra.

Nos capítulos iniciais, destaca-se a discussão sobre trocas diretas e indiretas e sobre a forma como o dinheiro surge como facilitador dessas relações. A afirmação de que “a troca é a força vital não apenas da economia, mas da própria civilização” (ROTHBARD, 2013, p. 14) amplia a compreensão do fenômeno econômico para além de um aspecto meramente técnico. Outro elemento importante é a noção de valor subjetivo, segundo a qual o valor não estaria no objeto em si, mas na importância que ele assume para cada indivíduo. A partir dessa perspectiva, o autor constrói sua defesa de uma moeda menos sujeita à intervenção estatal.

Entretanto, foi principalmente a discussão sobre inflação e sistema bancário que despertou reflexões mais profundas ao longo da leitura. Rothbard argumenta que a expansão monetária produz distorções econômicas, cria “lucros ilusórios”, altera preços e afeta grupos sociais de maneira desigual. Mais do que um fenômeno abstrato relacionado apenas ao dinheiro, a inflação aparece como algo capaz de influenciar comportamento, consumo, planejamento e percepção de segurança.

Esse ponto parece especialmente relevante porque desloca a discussão econômica para uma dimensão mais humana e subjetiva. Pensar a inflação apenas como aumento de preços parece insuficiente diante dos efeitos emocionais e psicológicos que ela pode produzir. A instabilidade monetária pode gerar insegurança, dificuldade de planejamento, medo do futuro e mudanças significativas na forma como as pessoas tomam decisões. Em cenários de incerteza econômica, muitas vezes o indivíduo passa a consumir, economizar ou se endividar não apenas por necessidade objetiva, mas também movido por medo, sensação de escassez ou tentativa de proteção.

Sob essa perspectiva, a obra estabelece uma conexão interessante com a psicologia ao evidenciar como fenômenos econômicos também afetam subjetividade, comportamento e qualidade de vida. A inflação não altera somente preços; ela interfere na previsibilidade, na sensação de estabilidade, na percepção de risco e na organização da vida cotidiana. Isso ajuda a compreender por que crises econômicas frequentemente produzem ansiedade, tensão familiar, insegurança e mudanças na maneira como as pessoas enxergam o futuro.

Outro aspecto que provocou reflexão foi a ideia de prosperidade aparente. Em determinados contextos, ganhos financeiros podem transmitir uma sensação temporária de crescimento, enquanto perdas menos visíveis, relacionadas ao poder de compra, à estabilidade e à segurança econômica, continuam ocorrendo. A experiência brasileira de hiperinflação nas décadas de 1980 e início dos anos 1990 contribui para concretizar parte dessas preocupações apresentadas pelo autor, especialmente ao demonstrar como a instabilidade monetária impacta não apenas indicadores econômicos, mas também a vida prática e emocional da população.

Ao mesmo tempo, embora a crítica de Rothbard seja consistente dentro da tradição austríaca, a obra representa uma perspectiva específica e não consensual. Outras correntes econômicas compreendem o crédito, a moeda e a atuação estatal de maneira distinta, inclusive considerando políticas monetárias e fiscais como instrumentos importantes para a estabilização econômica e para o enfrentamento de crises. Nesse sentido, a tradição keynesiana oferece um contraponto relevante ao defender maior participação do Estado em determinados contextos econômicos.

Um dos méritos do livro está justamente em provocar esse contraste entre diferentes formas de interpretar a economia e em estimular uma postura mais crítica diante de ideias frequentemente tratadas como definitivas. A leitura não precisa ser tomada como verdade absoluta para ser relevante. Talvez um de seus maiores méritos esteja exatamente na capacidade de gerar questionamentos e ampliar a reflexão sobre dinheiro, crédito, intervenção estatal e comportamento humano.

Considero a obra especialmente relevante para estudantes, profissionais das áreas humanas, empreendedores e leitores interessados em compreender, de forma mais crítica, temas relacionados a moeda, inflação e papel do Estado. Para a psicologia, o texto também oferece um diálogo particularmente rico ao mostrar como insegurança econômica, percepção de risco e instabilidade financeira influenciam emoções, comportamento e tomada de decisão.

Nesse sentido, trata-se de uma leitura recomendada não como resposta definitiva para os problemas econômicos, mas como convite à reflexão crítica sobre dinheiro, segurança, prosperidade e organização social. Ao final da leitura, permaneceu uma questão que considero central: até que ponto nossas percepções sobre dinheiro, estabilidade e prosperidade são realmente construídas a partir de análise consciente — e até que ponto também são moldadas pelo medo, pela instabilidade e pelas narrativas econômicas que aprendemos a repetir ao longo da vida?

*Adriana Silvestre é psicóloga clínica, com formação em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing) e Biofeedback. Atua com psicoterapia voltada ao comportamento humano, saúde emocional e trauma, com interesse em reflexões sobre sociedade, economia e relações humanas.
























publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/resenhas/o-que-o-governo-fez-com-o-nosso-dinheiro/

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