Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

domingo, 27 de setembro de 2026

O eterno golpe e o desespero de um narcisista em queda

   Gabriel Wilhelms 


Como o país teve ocasião de ver, diante dos amplos indícios de que mantinha uma relação promíscua e ilícita com Daniel Vorcaro, a defesa de Alexandre de Moraes consiste em se dizer vítima, não de um golpe, mas “do” golpe, do eterno golpe, nunca vencido, sempre carecendo da perpétua salvação da democracia.

Moraes argumenta, tanto na peça ridícula que encaminhou ao ministro Fachin quanto em sua leviana fala no julgamento no qual figura como potencial investigado e julgador (um dos papeis que lhe faltava para gabaritar as esferas do direito, sendo o outro, que assim seja, o de réu), que o dito “golpe” não se encerrou com o 8 de janeiro ou com as centenas de condenações (em julgamentos de exceção), mas seria um complô ativo do qual o ministro André Mendonça seria figura elementar. Para salvar a pele, Moraes não hesita em arguir que essa delirante conspiração teria se infiltrado na própria corte por meio de um colega.

A narrativa, tão lunática quanto desesperada, não merece maior análise, pois quem dela se convence já está perdido. Moraes, tão supostamente cioso da cruzada contra a tal desinformação, age como verdadeiro conspiracionista, uma ironia que não surpreende àqueles que sabem que cedo ou tarde os radicais acabam se assemelhando àqueles que atacam. O que esperar de alguém que, literalmente, já se definiu como “herói”? O que estamos vendo é o desespero de um narcisista, até ontem incensado por diversos setores da opinião pública como um salvador da democracia, em queda.

O que precisa ficar claro é que a narrativa do golpe como escudo contra a crítica e até mesmo como licença para cometer possíveis ilícitos não é uma novidade. Não aceitem a narrativa de que houve de fato uma tentativa de golpe, que o STF o impediu, tendo nessa seara o ministro Alexandre de Moraes primazia, mas que eventualmente ele se perdeu no caminho. Não. Não houve golpe ou tentativa com chances de sucesso no 8 de janeiro; o STF não impediu nem mesmo “atentados” contra relógios, estátuas ou vidraças, quanto mais golpe de Estado; Moraes sempre foi este ser truculento que viu na suposta defesa da democracia uma forma de abocanhar mais poder e influência (bem vemos agora para que essa influência pode ter servido). Junto com Moraes, deve cair a farsa do golpe que, como não resta migalha de dúvida, serviu desde a primeira hora aos interesses dos donos do poder.

A podridão que habita o STF não é de agora. Vamos lembrar aos seletivamente amnésicos que com um mês, apenas um mês, após a abertura do Inquérito das Fake News, o Antagonista e a Revista Crusoé foram previamente censurados por Moraes por publicar a informação, absolutamente verídica, de que Dias Toffoli, então presidente da corte, teve o nome mencionado na delação de Marcelo Odebrecht. Isso não impediu a banda podre de imprensa de servir de sustentáculo para o regime nos anos que se seguiram. Desde sua gênese, a censura esteve a serviço do patrimonialismo. Ironicamente, Toffoli e Moraes, os arquitetos do famigerado inquérito (sem que isso isente a responsabilidade dos demais ministros, com a exceção de Marco Aurélio de Mello), são também os dois ministros do STF mais implicados no escândalo do Master.

Contemplem o quão baixo chega o nefando narcisista e vislumbrem o que nos reserva o futuro caso ele continue na corte. Se Moraes assumir a presidência da suprema corte em setembro de 2027, os últimos sete anos e meio parecerão um passeio no parque; se o fizer estando Lula na presidência, indicando mais quatro Dinos ou Mendes para serem acólitos do ignóbil déspota, o país já era. Se Alexandre de Moraes fez o que fez como ministro relator, imaginem o que fará como chefe do Poder Judiciário.

Ora, se, para ele, o “golpe” segue ativo, estejamos certos de que a rede do arbítrio capturará todos os críticos, sejam dele, da juristocracia ou do governo, transformando-os (ou transformando-nos) em “golpistas”. Como o regime atual dispensa o nexo casual ou provas, estaremos todos sob risco de sermos apontados como integrantes dessa elaborada “conspiração” que começou com idosos, manicures e vendedores ambulantes. Como agravante, consideremos que Moraes, com sangue nos olhos, terá seu habitual ódio alimentado por um cego desejo de vingança por conta da humilhação que está sofrendo. Seria, meus caros, a conversão da atual juristocracia em ditadura aberta. Ao povo compete impedir que isso aconteça.














publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/o-eterno-golpe-e-o-desespero-de-um-narcisista-em-queda/

O enterro fake do inquérito idem

   Judiciário em Foco


Esperança é seiva, impulso vital que nos move a iniciar cada dia e a buscar a felicidade à nossa maneira. Já a euforia, sua irmã bastarda, é areia que os tolos lançam aos próprios olhos, na ânsia pelo prazer instantâneo proporcionado pela fuga da realidade e pela entrega às ilusões.

Na semana passada, foi com alvoroço que a grande mídia noticiou a deliberação de Edson Fachin de transferir para si a relatoria do inquérito das fake news e de supostamente pavimentar a trilha para o fim da longeva medida capitaneada com mão de ferro por Alexandre de Moraes. Os mesmos veículos que, no distante ano de 2019, vibraram com a instauração da monstruosidade jurídica pareciam ávidos por transmitir ao público uma impressão de gradual retomada da normalidade institucional, inclusive com o enfraquecimento do poder do temido Moraes. Porém, movidos pela mera necessidade mercadológica de agradar a uma massa de espectadores enfadados da narrativa sobre a pretensa necessidade de uso do inquérito como ferramenta em defesa da estabilidade democrática, os editores parecem ter se furtado à leitura da íntegra da decisão em análise. Caso o tivessem feito, as manchetes dos jornais poderiam ter sido redigidas em termos bem outros, e a audiência alertada sobre a dimensão da catástrofe em pleno desenrolar.

A portaria no. 189 de 09.09.26 foi um autêntico panegírico ao inquérito e às suas consequências. Não à toa fez constar, em seu resumo, a preservação dos “atos regularmente praticados em sua vigência e disciplina” e, no seu quarto preâmbulo, a realização do julgamento, pelo STF, que “reconheceu a constitucionalidade” da criação togada de 2019. Em vez de anulação completa de ato manifestamente inconstitucional, Fachin endossou a postura da corte e nos enfiou goela abaixo a falácia sobre a regularidade de um inquérito instaurado de ofício, sem objeto e/ou prazo definidos, e destinado à apuração de pretensas fake news. Com timbre oficial e assinatura digital, o togado, comportando-se como burocrata de ditadura, tornou a menosprezar os princípios constitucionais da inércia do judiciário, da legalidade estrita e da separação de poderes e chancelou a invenção, por autoridades não-eleitas, de pseudo-crimes jamais previstos em nossas normas penais.

Os meros trechos introdutórios acima já foram suficientes para ceifar esperanças legítimas. Ora, se Fachin insistiu em decretar uma constitucionalidade falsa, os milhares de prejudicados pela censura, pelos encarceramentos e/ou pelos bloqueios de ativos não terão qualquer perspectiva de irem a juízo pleitear ressarcimento pelos danos materiais e morais sofridos. Afinal, diante do reconhecimento de conformidade do inquérito com a nossa Constituição, todos os atos praticados em seu escopo foram reputados lícitos, tendo sido, nessa condição, insuscetíveis de gerarem qualquer direito à reparação. Do mesmo modo, Fachin obstruiu a via de responsabilização penal de Moraes, pois é inconcebível a imputação da prática de delitos a alguém que tenha tão somente exercido a condução “constitucional” de investigações.

Em seu dispositivo final (art. 2), o Tartufo de toga oscilou entre a inocuidade e a costumeira subserviência ao seu colega censor. A decisão de avocar para si a relatoria de inquéritos em fase preliminar não produziu efeitos práticos, pois, ao longo dos últimos sete anos, os procedimentos investigativos sob o comando de Moraes já avançaram para muito além das etapas iniciais, tendo redundado em ações penais e condenações kafkianas que, por força do parágrafo único do mesmo artigo, permanecerão sob a caneta do grande inquisidor. Assim sendo, a portaria de Fachin não deixou entreaberta nem mesmo uma portinhola para anulações de julgados teratológicos como todos aqueles relativos aos casos do 08.01, da dita “trama golpista” e tantos outros, já que tais monstruosidades foram oficializadas nas medidas judiciais propostas pelo procurador em flagrante desvio, nos votos de togados incompetentes, impedidos e abusivos e supostamente abarcadas pela coisa julgada.

A falsidade que permeia a atuação de nossa cúpula judiciária e de seus puxadinhos decorre da irreverência diante do texto constitucional, do desrespeito às atribuições dos demais poderes e, sobretudo, da postura depravada frente à sociedade civil, enxergada por togados como massa de súditos e não como uma comunidade de pagadores de impostos aos quais devam satisfações de seus atos. A retomada da institucionalidade perdida depende da conscientização dos indivíduos sobre nossos problemas sistêmicos e, a partir de então, da formulação de um pacto social mais civilizado onde poderosos sejam apenas autoridades transitórias e vigiadas – e não donos do poder! – e onde volte a imperar uma ordem constitucional pautada pela garantia às liberdades individuais e pelos mecanismos de freios e contrapesos nas decisões do espaço público.

Até lá, abusos como o inquérito das fake news e seus “filhotes” seguirão de pé, e autocratas permanecerão no comando.














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'Rotas que levam a portos seguros'

 Oeste reúne nesta edição especial informações e análises que, conjugadas, permitem a montagem do programa de governo que sempre faltou ao Brasil

Augusto Nunes


O Brasil nasceu sob o signo da tapeação. Fingiam buscar um novo caminho das Índias as caravelas que em abril de 1500 toparam com aquela demasia de maravilhas: praias extensas com areia branca, banhadas por ondas verdes ou azuis, muita mata, muita flor, muito rio, muito peixe, muito bicho de carne tenra, muita fruta sumarenta e, melhor que tudo, muita índia sem panos no corpo e desprovida de pelos nas partes pudendas. 

O Brasil balançou no berço da safadeza. Souberam disso tarde demais aqueles viventes cor de cobre, os homens prontos para trocar preciosidades por quinquilharias, as mulheres (entre as quais as filhas do cacique) prontas para abrir o sorriso e as pernas aos forasteiros, pois os nativos praticavam sem remorso o que só era pecado do outro lado do oceano. 

O Brasil nasceu carnavalesco. Nem a mais criativa escola de samba pensaria em juntar num mesmo bloco, como fez o quadro que reproduz a primeira missa na Bahia, um padre de batina erguendo o cálice sagrado, navegantes fantasiados de soldados medievais, marinheiros com traje de domingo, índios com a genitália desnuda e a cruz dos cristãos no convívio amistoso com arcos, flechas e bordunas. 

O Brasil balançou no berço da maluquice. Marujos ainda mareados com a descoberta do paraíso decidiram que aquilo era uma ilha e se chamaria Ilha de Vera Cruz, até desconfiarem, muitas milhas depois, que era muito litoral para uma ilha só. Então acharam sensato rebatizar o colosso ausente dos mapas com o nome de Terra de Santa Cruz, porque disso ninguém duvidava: era terra firme aquilo que pisavam quando desembarcavam da caravela.

O Brasil nasceu preguiçoso. Passou a infância e a adolescência na praia, e já tinha 200 anos quando criou ânimo para escalar o paredão verdeescuro. Extenuados, estacionaram mais um século no Planalto antes de aventurar-se pelos sertões blindados pela mata virgem. Então ficou combinado que, dali por diante, tanto os nativos da terra quanto os oriundos de outras paragens poderiam deixar para amanhã o que deveriam ter feito ontem.

Deu no que deu. O Brasil parido pelo equívoco hostilizou os civilizadores holandeses para manter-se sob o jugo do império português. O Brasil amalucado teve como primeira e única rainha uma doida de hospício. O Brasil da safadeza acolheu o filho da rainha que roubou a matriz na vinda e a colônia na volta. O Brasil preguiçoso foi o último a abolir a escravidão.

O Brasil sem pressa foi o último a abolir a monarquia e virar República. Aberto em 1889, o cortejo dos presidentes, ministros, senadores, deputados federais, governadores, deputados estaduais, prefeitos e vereadores atesta que a troca de regime não mudou a essência da coisa: o Brasil republicano é o Brasil monárquico de terno e gravata, só que mais abusado e cada vez mais cafajeste. Oswaldo Aranha, um genuíno estadista, enxergava no Brasil do século 20 um deserto de homens e ideias. A aridez não amainou. 

E a paisagem ficou ainda mais desoladora com a expansão do oásis que hoje abriga todas as espécies de corrupto. Ainda assim, o país tem jeito. A confiança no futuro tem como alicerces proezas do passado. Uma delas é a unidade nacional, o verdadeiro milagre brasileiro. O sotaque, a gastronomia, as manifestações artísticas, o tipo físico e outros quesitos demonstram que há mais diferenças entre gaúchos e cearenses, por exemplo, do que entre peruanos e equatorianos. 

Os sul-americanos de fala espanhola vivem em países distintos. Brasileiros de todas as regiões cantam o mesmo hino, reverenciam a mesma bandeira e torcem pela mesma seleção. Só pode ser duro na queda quem consegue sobreviver a três mandatos de Lula e quase seis anos com Dilma Rousseff no Planalto. 

Mas o destino pode ser cruel com reincidentes em decisões suicidas. É muito perigoso, por exemplo, manter na Presidência um analfabeto cercado por incapazes ou gente capaz de tudo. O PT e seus comparsas compõem uma seita que tem num larápio o seu único deus. Para encontrar o caminho certo, o Brasil precisa primeiro livrar-se de quem sempre faz a escolha errada.

A formação política do país foi duramente castigada pela inexistência de partidos políticos de verdade, providos de balizas ideológicas, programas administrativos abrangentes e projetos factíveis. É nesse ambiente que surgem e crescem políticos talentosos e bons governantes. Como o Brasil nunca teve partidos assim, os eleitores ignoram siglas na hora do voto. Escolhem pessoas. Essa deformação alimenta a crença no homem providencial — aquele que vai resolver todos os problemas passados, presentes e futuros. Tal figura não existe. 

O jornalista Aristides Lobo resumiu numa frase o comportamento dos brasileiros surpreendidos pela Proclamação da República: “O povo assistiu àquilo bestializado, como se acompanhasse uma parada militar. Foi assim em todos os grandes acontecimentos históricos: a inexistência de mobilização popular atesta que a gente comum renunciou ao papel de protagonista para transformar-se em espectador silencioso. No mundo inteiro, partidos vivem à procura de eleitores. 

Aqui, milhões de eleitores procuram um partido que efetivamente os represente. Empenhada em apressar o amadurecimento do Brasil democrático, Oeste reuniu nesta edição especial informações e análises que, conjugadas, permitem a montagem do programa de governo que sempre faltou ao Brasil. Só levam a portos seguros rotas definidas com clareza e competência por quem conhece o oceano.

Augusto Nunes - Revista Oeste





















publicadaemhttps://rota2014.blogspot.com/2026/09/augusto-nunes-e-as-rotas-que-levam.html

LARGA MÃO DE SER BURRO

 TURMINHADOPETENCIO/FACEBOOK


LARGA MÃO DE SER BURRO 



Como a família reage quando descobre que o pai herói não passava de um grande picareta?

 eduardooinegue/youtube



Como a família reage quando descobre que o pai herói não passava de um grande picareta?


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https://www.youtube.com/watch?v=IzNwvKD8oKA

BRASIL PRECISA MAIS QUE UM PLANO DE GOVERNO

 LUIZPHILLIPEDEORLEANSEBRAGANÇA/FACEBOOK


BRASIL PRECISA MAIS QUE UM PLANO DE GOVERNO 



Luchsinger Recebeu "Comissão” de R$ 6 Milhões: É Propina?!

 andremarsiglia/youtube


Luchsinger Recebeu "Comissão” de R$ 6 Milhões: É Propina?!


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Petista Quer Tirar Nunes e Mendonça do TSE a 8 Dias da Eleição!

deltandallagnol/youtube


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Lula ataca e jornalista reage: “Falta espelho ou vergonha na cara?”


Lula ataca e jornalista reage: “Falta espelho ou vergonha na cara?” 

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Mentiram no horário nobre e pediram desculpas de madrugada

 rubinhonunes/youtube


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Lula ironiza produtores rurais e diz que quer o AGRONEGÓCIO DE JOELHOS /

 FRASES DA SEMANA/gazetadopovo


Lula ironiza produtores rurais e diz que quer o AGRONEGÓCIO DE JOELHOS 

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É preciso expurgar os criminosos que tomaram conta do comando de Brasília e das instituições

 LUIZPHILLIPEDEORLEANSEBRAGANÇA


É preciso expurgar os criminosos que tomaram conta do comando de Brasília e das instituições



sábado, 26 de setembro de 2026

Cinco causas pelas quais cresce o tamanho dos Estados

 MARTINSIMONETTA/



A economia tem se dedicado a estudar em profundidade as causas do crescimento econômico dos países, mas não tem se focado tanto em compreender as causas do crescimento do tamanho dos Estados das nações. Quando falamos de Estados, nos referimos stricto sensu aos setores públicos das nações (como contraface do setor privado), os quais são administrados pelos governos. Qual é a diferença entre Estado e governo? Como diz um amigo: “os governos passam, os Estados ficam. E os governos gastam e as dívidas ficam para os Estados. Ou seja, para os cidadãos”.

Se compararmos o tamanho dos Estados, ao menos no Ocidente democrático, com seu próprio tamanho em relação ao restante da economia no início do século XX, veremos que o peso do setor público não parou de aumentar. Sob o slogan politicamente correto de “Estado de bem-estar”, ele incrementou – e continua aumentando – seu âmbito de ação e sua relevância em relação ao total das economias.

A lógica do crescimento dos Estados é exponencial e silenciosamente inquestionável. Desenvolve-se sob o amparo da lei positiva, com o consentimento dos Poderes Executivos e Legislativos (ambos beneficiados por este maior tamanho) e, logicamente, com a cumplicidade do Poder Judiciário, cuja missão deveria ser proteger as liberdades individuais perante o abuso dos outros dois poderes.

Qual é a consequência? Uma enorme teia de transferências cruzadas de recursos que possibilita uma asfixia tributária legalizada. Algumas economias se resignam a conviver com uma paralisante pressão impostora (ou “prisão” impostora), crescentes níveis de endividamento e/ou emissão monetária etc. Outras economias colapsam através de explosões inflacionárias cíclicas, crises de dívida etc., em um contexto de inviabilidade para a empresa privada. Perante estas situações, o Estado e os governos não reagem. Apenas focam sua energia em vencer eleições, e o curto prazo prevalece sobre o presente e o futuro da sociedade.

Mancur Olson explicava a origem e a natureza do Estado fazendo um paralelismo com bandidos estacionários que saqueavam e submetiam populações para viver do esforço delas. Também Carlos Escudé se referiu ao “Estado parasitário” para definir a natureza sociológica dessas organizações que asfixiam o resto da sociedade para sobreviver. Milton Friedman explicou por que cresce o tamanho dos Estados, dado que gastam generosamente dinheiro que não é deles. James Buchanan, pai da Escolha Pública (Public Choice), referiu-se à necessidade de algemar o faminto Leviatã que é o Estado para evitar que continue atropelando os resultados do esforço das pessoas.

Cinco princípios pelos quais cresce o tamanho do Estado

A seguir, detalharemos cinco princípios que – na ausência de limites institucionais – estimulam o crescimento do gasto dos setores públicos dos países. A saber:

  • Princípio 1: Quem gasta, não paga. Se eu não pago o que consumo, por que vou cuidar do quanto gasto? Como comentamos, Milton Friedman já explicava com clareza o que acontece quando se quebra o vínculo entre quem paga por algo e quem desfruta do benefício. Apesar de nada ser de graça (o que é gratuito para uns é pago por outros dentro da sociedade), em muitos países temos educação “gratuita”, saúde “gratuita”, assistência social “gratuita”, aposentadorias “gratuitas” etc. José Ignacio García Hamilton se referia ao mesmo fenômeno com grande clareza ao falar de Eva Perón como “a boa dama que presenteava o alheio” e, nesse exemplo, a raiz de sua generosidade.
  • Princípio 2: Os governos gastam hoje, os netos dos contribuintes pagarão amanhã. A questão da tentadora intertemporalidade. Se, para as pessoas, é menos ‘doloroso’ pagar com cartão de crédito do que com cartão de débito ou dinheiro vivo, imaginemos o que passa pela cabeça dos “servidores públicos” que podem gastar hoje para conseguir votos através de dinheiro que as futuras gerações de cidadãos pagarão como parte do endividamento. Consequentemente, vemos o que acontece: os governantes desenvolvem uma enorme tendência a se endividar ilimitadamente para, em geral, cobrir déficits derivados do maior gasto público. Infelizmente, é de se esperar que isso seja assim, ao não enfrentarem maiores restrições ou limites constitucionais para implementar esse comportamento. Em consequência, utiliza-se o endividamento (a emissão de letras, bônus, títulos públicos ou como cada sociedade queira chamar) como um gigante cartão de crédito que será pago pela cidadania no futuro (que já nasce endividada).
  • Princípio 3: Os poucos ricos pagam, os muitos pobres recebem. A cobrança por parte dos governos não afeta toda a cidadania da mesma forma. Habitualmente, os que criam mais valor são os mais castigados. Então, o fato de ganhar dinheiro inovando, descobrindo necessidades da sociedade e satisfazendo-as, é punido. Vilfredo Pareto já recomendava isso ao “Duce” Mussolini ao apontar sua teoria do “80/20”, pela qual sugeria cobrar altos impostos dos 20% mais ricos da sociedade para distribuir os recursos entre os 80% mais pobres. O que Pareto não se perguntava era sobre os efeitos de médio e longo prazo consequentes da aplicação dessas políticas. Como em A Revolta de Atlas, os mais produtivos fugiriam para terras mais justas ou simplesmente deixariam de produzir. Crescimento zero ou negativo.
  • Princípio 4: Reduzir o gasto público tem custo político. Em contextos de democracias sem limites, onde vencem as eleições os que alcançam mais votos e não são limitados por restrições constitucionais, veremos que tomar as medidas necessárias para reorientar os incentivos econômicos gera um custo político de curto e médio prazo. Por exemplo, se fôssemos políticos e eliminássemos medidas redistributivas, tais como subsídios, empregos públicos e outros benefícios de free riders, perderíamos votos – ao menos no curto prazo. Isso seria ainda mais difícil (irreversível?) se a maioria dos eleitores dependesse direta ou indiretamente desses “benefícios”. Portanto, salvo em situações excepcionais, pouco poderíamos esperar dos políticos nesse sentido.
  • Princípio 5: O gasto público replica o gasto público, gerando um crescimento inercial. A própria existência de um Estado gigante, validado por uma sociedade com uma forte cultura estatista, gera uma lógica de crescimento do tamanho do Estado porque as maiorias votam para que o tamanho do Estado cresça. Nesse cenário, o fracasso não modera o raciocínio delas, pois sempre culpam terceiros pelos fracassos (o “capitalismo selvagem”, os “imperialismos”, os “formadores de preços”, a globalização, os ricos que exploram os pobres etc.). Pior ainda: imaginemos o que aconteceria se a maioria da sociedade de um país vivesse do Estado.

Em síntese, parece muito difícil frear essa tendência inercial redistributiva que configura muitas das atuais democracias majoritárias sem limites. Por isso, Buchanan se referia à necessidade constitucional de impor restrições às fontes de financiamento do Estado, entre elas a dívida pública, tentando – de alguma forma – amarrar uma das múltiplas mãos desses polvos que são os Estados.

*Martín Simonetta é Diretor Executivo da Fundación Atlas para una Sociedad Libre, Buenos Aires, Argentina, e professor universitário de Economia. Membro do Instituto de Política Econômica da Academia Nacional de Ciências Morais e Políticas (Argentina).














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