Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

O Fórum da Liberdade de 2026 em Porto Alegre

  Hannes Gissurarson


A palavra “liberal” tem um sentido diferente no Brasil em relação aos Estados Unidos. No Brasil, ela se refere à tradição articulada por John Locke, David Hume e Adam Smith: governo limitado, propriedade privada e livre comércio. Nos Estados Unidos, no entanto, a palavra foi apropriada por socialistas moderados e basicamente significa alguém favorável à intervenção econômica, um intrometido.

No Brasil, os liberais no sentido clássico têm se reunido desde 1988, no período da Páscoa, em Porto Alegre, no Fórum da Liberdade, organizado por uma associação de jovens empresários e investidores de capital de risco, o Instituto de Estudos Empresariais. Eu falei três vezes no Fórum da Liberdade, em 2007, 2013 e agora em 2026, quando ele foi realizado nos dias 9 e 10 de abril.

Em 2007, eu descrevi o capitalismo verde, ou como proteger o meio ambiente definindo direitos de propriedade privada sobre os recursos naturais. Em 2013, eu defini a principal tarefa dos liberais clássicos: tornar visível a mão invisível, explicar como a ordem pode se desenvolver sem comandos. Agora apresentei um livro que será publicado, Conservative-Liberal Thought in the Nordic Countries: An Anthology [em português, Pensamento Liberal-conservador nos Países Nórdicos: Uma Antologia], que editei e escrevi a introdução, e que é editado pelo think tank de Bruxelas New Direction.

A tradição nórdica da liberdade

Em minha palestra, afirmei que, ao lado da conhecida tradição liberal da Grã-Bretanha, desenvolveu-se nos países nórdicos uma tradição semelhante, poderosa, mas negligenciada. O cronista islandês Snorri Sturluson havia, na década de 1220, invocado os dois antigos princípios germânicos do governo pelo consentimento e do direito de rebelião. O pastor e político finlandês Anders Chydenius já havia, em 1765, antecipado o argumento de Adam Smith em favor do livre comércio. O pastor e poeta dinamarquês N. F. S. Grundtvig ensinou, no século XIX, que a transferência de poder do príncipe para o povo exigia uma disciplina social espontânea, adquirida em escolas privadas e em associações de livre formação. Dois economistas suecos, Gustav Cassel e Eli F. Heckscher, haviam, na década de 1930, utilizado argumentos semelhantes contra o planejamento econômico centralizado aos de Friedrich A. von Hayek em seu livro seminal de 1944, O Caminho da Servidão.

Paulo Guedes e quatro candidatos à Presidência 

O Fórum da Liberdade 2026 contou com a presença de mais de cinco mil pessoas. Muitos pensadores e personalidades de destaque discursaram no evento, incluindo o economista brasileiro Paulo Guedes. Com doutorado pela Universidade de Chicago, onde estudou com Milton Friedman, Guedes foi ministro da Economia durante a presidência de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2023, implementando um ambicioso programa de liberalização, privatização e simplificação do sistema tributário. Em sua fala, Guedes destacou o fato de que, nos últimos cinquenta anos, o planeta Terra conseguiu alimentar quatro bilhões de recém-chegados. Isso só foi possível porque a humanidade se beneficiou dos enormes poderes criativos de uma ordem livre e competitiva. Guedes instou conservadores políticos e liberais econômicos no Brasil a se unirem contra o socialismo. Se assim o fizessem, ele demonstrou otimismo em relação ao futuro. “O Brasil não tem inimigos naturais. Nosso único problema somos nós mesmos”, disse ele. Quatro candidatos na próxima eleição presidencial também discursaram no Fórum da Liberdade: Romeu Zema, do Novo; Ronaldo Caiado, do PSD; Aldo Rebelo, dos Democratas Cristãos; e Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (de direita). Zema e Bolsonaro concordaram que dois problemas urgentes precisavam ser resolvidos no Brasil: segurança pessoal e ativismo judicial.

O aristocrata inglês e o cowboy americano

Vi muitos rostos familiares em Porto Alegre. Tomando uma xícara de café, a economista americana Deirdre McCloskey me contou uma piada sobre um aristocrata inglês que estava viajando pelo Velho Oeste. Ele perguntou a um cowboy: “Quem é o seu senhor?” O cowboy respondeu: “Ele ainda não viu a luz do dia.” Contei a ela que isso me lembrava a história de Dudo de Saint-Quentin sobre o viking norueguês Rollo. Quando ele e seus homens chegaram à França em 885, um emissário do rei francês quis encontrar o seu chefe. Eles responderam: “Não temos chefe, porque somos todos iguais”.










publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/o-forum-da-liberdade-de-2026-em-porto-alegre/












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A civilização que pede desculpas por existir

 Alex Pipkin, PhD


 Como neto de imigrantes judeus vindos de Kiev, trago a imigração no meu DNA.

Sei, por experiência familiar, que o fluxo legítimo de pessoas pode enriquecer o tecido econômico, cultural e social de um país.

O debate, portanto, nada tem a ver com xenofobia. Trata-se de algo muito mais elementar. Trata-se da sobrevivência de uma civilização.

O verdadeiro cupim da modernidade atende pelo nome de multiculturalismo ideológico; a doutrina que, em nome de uma tolerância elevada à condição de virtude absoluta, aboliu a assimilação como princípio de convivência.

Em plena Copa do Mundo, bilhões de pessoas acompanham seleções envoltas por bandeiras, hinos, símbolos, tradições e modos de vida. Ninguém confunde esse pertencimento com intolerância; chama-se identidade.

Na verdade, é justamente a existência de identidades nacionais sólidas que torna possível uma convivência respeitosa entre povos diferentes.

O problema começa quando apenas uma civilização passa a tratar a própria identidade como um constrangimento moral.

O diagnóstico de Michel Houellebecq sobre a Europa deixou de soar como ficção para adquirir contornos de realidade. As grandes ondas migratórias do passado preservaram tradições privadas, mas compreenderam que integrar-se significava também compartilhar uma cultura pública.

Hoje, parte dos grupos recém-chegados rejeita deliberadamente essa integração, enquanto parcelas das próprias sociedades anfitriãs parecem ter desaprendido a defender a tradição liberal e judaico-cristã. São os valores basilares que ergueram a civilização ocidental.

No centro dessa erosão está o bom-mocismo. A obsessão de não desagradar transformou o respeito recíproco em uma via de mão única.

Em nome de uma inclusão cada vez mais abstrata, relativizam-se conquistas como a liberdade de expressão, a igualdade perante a lei, a laicidade do Estado e os direitos individuais.

O paradoxo é conhecido. Uma sociedade que tolera sem limites aqueles que combatem a própria tolerância acaba tornando-se vítima da sua própria virtude. A tolerância deixa de ser uma força civilizatória quando se recusa a defender os princípios que a tornam possível.

Nenhuma sociedade permanece livre por inércia. Toda civilização exige um núcleo comum de valores, uma memória compartilhada e a disposição de protegê-los.

Quem transforma a própria herança em motivo de constrangimento acaba entregando, voluntariamente, aquilo que nenhuma força externa conseguiria tomar.

Ou as nações recuperam a confiança na tradição liberal e judaico-cristã que moldou o Ocidente e voltam a exigir assimilação ao espaço público comum, ou continuarão financiando, em nome da tolerância, a própria dissolução.

Temos uma civilização tão generosa com os outros que já não encontra motivos para ser leal a si mesma.











publicadaemhttps://www.puggina.org/outros-autores-artigo/a-civilizacao-que-pede-desculpas-por-existir__18696

O BRASIL ESTÁ DE CABEÇA PARA BAIXO

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O BRASIL ESTÁ DE CABEÇA PARA BAIXO



VEJA BEM A DIFERENÇA COM E SEM IMPOSTOS

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AINDA BEM QUE NÃO SOMOS TÃO BURROS...

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COMPARAÇÕES NECESSÁRIAS

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ESTÃO ARRASANDO O NOSSO PAÍS

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ESTÃO ARRASANDO O NOSSO PAÍS



O GOLPE NÃO DEU CERTO PORQUE NÃO TINHA UM...TÁXI

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NÃO DEU CERTO PORQUE NÃO TINHA UM...TÁXI



quinta-feira, 9 de julho de 2026

Nós, o povo. Mas que povo?

  Lexum


O jurista Leonardo Corrêa, presidente da Lexum, publicou recentemente neste Substack o artigo “Soberania Sequestrada”. O texto provoca importante reflexão acerca da reação brasileira à decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Em meio às críticas de setores políticos, acadêmicos e institucionais que enxergaram na medida uma suposta afronta à soberania nacional, o autor sustentou argumento diverso: a verdadeira soberania, numa concepção republicana fundada nos direitos naturais, pertence primariamente à pessoa humana, e não ao aparato estatal abstratamente considerado.

O artigo de Corrêa recoloca o debate sobre soberania em seu eixo civilizacional correto: a centralidade da pessoa diante do poder político. Em tempos de hipertrofia institucional e crescente abstração do discurso jurídico, recordar que o Estado existe para servir à sociedade, e não para converter-se em sujeito autônomo de prerrogativas metafísicas, representa contribuição intelectual relevante ao debate público. A crítica à inversão conceitual corrente, pela qual a soberania deixa de pertencer concretamente ao povo e passa a ser tratada como patrimônio do aparato estatal, é pertinente e merece reflexão.

Todavia, o debate talvez comporte uma nuance adicional. Há um elemento contemporâneo ainda a ser estudado com profundidade nas democracias ocidentais, especialmente no Brasil: a transformação gradual da sociedade em razão da expansão contínua do assistencialismo estatal como programa permanente. O governo federal informa que cerca de 18 milhões de famílias recebem auxílios federais[1]. Somando-se os benefícios estaduais e municipais, o número de beneficiados pode chegar próximo de 100 milhões de pessoas.

Não se trata aqui de negar a legitimidade de políticas públicas voltadas à proteção dos vulneráveis nem de ignorar a existência real da pobreza no Brasil. A questão institucional é outra. O problema surge quando mecanismos emergenciais de proteção social se convertem em modelo político duradouro de dependência econômica, desestímulo à autonomia produtiva e mediação permanente entre indivíduo e Estado. Nesse cenário, forma-se uma cidadania progressivamente desvinculada da responsabilidade econômica, da autonomia privada e da própria capacidade de participação política independente.

Com efeito, há o risco aqui de uma alteração qualitativa silenciosa no próprio conceito de povo. Em vez de uma sociedade composta majoritariamente por cidadãos economicamente ativos, integrados às estruturas produtivas e relativamente autônomos em relação ao poder político, passa gradualmente a existir uma massa de pessoas dependentes da administração estatal para sua subsistência material imediata. O vínculo político deixa então de se fundar prioritariamente na cidadania e passa a organizar-se em torno da dependência econômica da burocracia estatal.

Essa transformação possui implicações institucionais relevantes. Populações excessivamente dependentes do Estado tendem a apresentar maior suscetibilidade à manipulação política, menor capacidade de resistência cívica e reduzida autonomia crítica diante do poder. O cidadão deixa de perceber o Estado como instrumento limitado pela ordem constitucional e passa a concebê-lo como fonte primária de proteção existencial. O resultado é uma erosão gradual das mediações naturais da vida social: família, associações comunitárias, iniciativa privada, religião, trabalho autônomo e vínculos orgânicos de solidariedade.

Regimes livres dependem da existência de cidadãos capazes de exercer responsabilidades, assumir riscos, produzir riqueza, formar juízo independente e resistir à captura integral da vida social pela política. Uma sociedade composta predominantemente por indivíduos materialmente subordinados ao Estado tende inevitavelmente à concentração de poder administrativo e à redução prática das liberdades civis, ainda que formalmente preservadas no texto constitucional.

Sob esse aspecto, o artigo de Leonardo Corrêa toca num ponto decisivo ao recordar que as verdadeiras ameaças à soberania concreta das pessoas frequentemente não vêm de declarações diplomáticas estrangeiras, mas da incapacidade interna de preservar as condições reais de liberdade civil. E entre essas condições está precisamente a existência de uma sociedade forte o suficiente para não depender integralmente do Estado para sobreviver.

Quando o poder público passa a administrar também a subsistência econômica e social do povo, cria-se um ambiente propício à infantilização política da sociedade. O cidadão transforma-se em administrado e a própria soberania popular corre o risco de tornar-se mera fórmula retórica legitimadora de estruturas de poder com pretensões totalitárias.

No fundo, talvez a questão não seja apenas quem exerce formalmente a soberania, mas que tipo de povo ainda possui condições morais, sociais e econômicas de exercê-la efetivamente.

*Fernando Borges de Moraes – Advogado formado pela UFPR, especialista em Direito do Trabalho pela UNISC/ENA, pós-graduando em Filosofia Tomista pela Universidade Católica de Santa Catarina, sócio de Moraes & Freitas Sociedade de Advogados, membro da Lexum.

*Artigo publicado originalmente no site da Lexum.


[1]https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-05/em-2025-227-das-familias-receberam-algum-auxilio-do-governo























publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/nos-o-povo-mas-que-povo/

Não há progresso sem liberdade

 Antony Mueller


A liberdade é um fim e um meio. A liberdade é um valor em si mesma, mas é também a base do progresso econômico. Inovação é a aplicação de novas ideias ao processo de produção. Isso inclui novos produtos, novos métodos de produção, a abertura de novos mercados e a implementação de novas formas de organização. As ideias levam a novos produtos, a produtos melhores, a produtos mais baratos e a uma maior variedade e qualidade de produtos. Inovação é mais do que invenção ou pesquisa e desenvolvimento. É a realização empreendedora de ideias de negócios. Os empreendedores têm a função de realizar essas ideias que aumentam a produtividade. A inovação é, portanto, uma expressão da criatividade humana. O progresso técnico é intangível. Em última análise, são ideias, lampejos de inspiração que impulsionam o progresso econômico ao serem realizados por empreendedores enérgicos. O crescimento econômico depende da capacidade da economia e da sociedade de produzir inovações comercializáveis. Sem liberdade, o progresso econômico é bloqueado.

A acumulação de capital combinada com o conhecimento é a chave para a produtividade e, portanto, para a prosperidade. O progresso técnico é um fenômeno intelectual. A liberdade de pensamento e a liberdade empresarial são seus fundamentos. Na acumulação de capital humano, parte do tempo é gasto em treinamento. A inovação vem de experimentar novas ideias em vez de usar os mesmos processos repetidamente ou produzir os mesmos produtos repetidamente.

O conhecimento tecnológico serve como instruções para o uso de como o trabalho humano pode ser aumentado em sua interação com o capital físico. O crescimento econômico não é apenas encontrar ideias, mas também realizá-las de forma lucrativa no mercado. Apenas o teste comercial mostra se a inovação é útil ou não. O mercado mostra se a receita é boa ou não. Sem um teste de mercado, ninguém pode saber exatamente o valor de um novo produto. Portanto, o estado é inadequado para moldar com sucesso a chamada “gestão de investimentos” ou para servir como força motriz para o progresso econômico por meio de mais gastos governamentais.  

O crescimento econômico ocorre quando são feitos desvios na produção produtiva. Em vez de produzir um bem diretamente, a produção do bem de consumo ocorre por meio de bens intermediários, os chamados bens de produção, que juntos representam o capital de uma economia. Capital real são bens de capital usados para a produção de outros bens. O capital humano engloba a qualidade do trabalho humano, que é aprimorada por meio de treinamento e aquisição de habilidades.

A acumulação de capital ocorre estendendo um método simples de produção por um desvio produtivo da produção, a fim de alcançar um melhor resultado no uso dos fatores de produção. Para fazer um desvio na produção, são necessárias reservas de poupança. Para fazer isso, é necessário não gastar toda a sua renda atual em consumo. A renda não utilizada é utilizada para a realização de atividades cujo rendimento só é alcançado posteriormente. Este fato também revela o problema da dívida nacional. Excluindo os empréstimos contraídos no estrangeiro, os empréstimos líquidos contraídos pelo setor público devem ser cobertos pela poupança privada. A dívida pública significa, assim, poupança negativa e reduz o montante da poupança na economia no seu conjunto. Para financiar o estado, o setor privado deve alcançar um excedente de poupança. Isso pode ser feito em parte reduzindo o consumo na forma de austeridade forçada, mas, em grande medida, é verdade que o aumento da dívida pública ocorre às custas do investimento. O excedente de poupança no setor privado é então causado pela restrição do investimento privado. A longo prazo, haverá uma redução no crescimento econômico e na produtividade futuros e, portanto, na prosperidade.

A inovação requer liberdade em todas as suas formas, tanto para a iniciativa privada quanto para a informação. Meras ideias não são suficientes. Para que a inovação aconteça, as ideias devem ser realizadas e sua realização deve ser divulgada. A inovação precisa de comunicação. A troca de ideias pressupõe que haja a possibilidade de tornar públicas novas ideias, discuti-las livremente e desenvolvê-las sem restrições. Por um lado, trata-se de um problema técnico e que toca na questão de saber quais os meios de comunicação disponíveis. O progresso econômico anda de mãos dadas com a liberdade empresarial. Ambos prosperam onde a liberdade de expressão também prevalece. A inovação deve ser divulgada para encontrar um mercado. Se uma inovação pode prevalecer depende, entre outras coisas, da rapidez com que ela pode se tornar um sucesso de vendas. É por isso que anunciar novos produtos não é um desperdício, mas essencial para que as inovações prevaleçam. Além dos pioneiros da produção, os pioneiros do consumo também têm uma tarefa central.

A este respeito, a invenção da impressão com tipos móveis foi um precursor decisivo da Revolução Industrial, porque tornou a produção de livros e, portanto, a distribuição de textos subitamente mais barata. Hoje, isso se aplica aos meios eletrônicos de comunicação. A Internet expandiu enormemente o potencial de comunicação. Assim como os países que suprimiram a impressão de livros há cerca de quinhentos anos perderam contato com a era moderna, hoje os estados que suprimem a liberdade da Internet perderão contato com o futuro.

Inovação significa destruição criativa e, como tal, encontra resistência. Quanto mais o poder econômico e político estiverem conectados, mais fácil será para os detentores do poder econômico bloquear inovações por meios políticos. Este foi o caso em todo o mundo no passado. Os Estados Unidos foram a primeira grande exceção.

O triunfo econômico dos Estados Unidos baseia-se, entre outras coisas, no fato de que há menos obstáculos à disseminação de ideias nos EUA do que em outros países. Já no século XVIII, como consequência da liberdade fundamental de religião, havia também liberdade de opinião e de publicação, enquanto a censura política ainda prevalecia em muitos casos na Europa. A indústria da imprensa floresceu nos EUA desde o início. Os Estados Unidos também foram líderes em alfabetização e educação universal muito antes de o estado agir nesse campo. Afinal, os EUA foram o país que introduziu a liberdade de comércio com sua independência e, assim, criou a base para o empreendedorismo americano. Quanto mais um país ou região se comprometer com a economia de livre mercado, mais cedo e mais claramente experimentará o avanço econômico.

Nos EUA, a liberdade de religião, a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa prevaleceram, juntamente com a liberdade de atividade empresarial, à qual se opunha pouco ou nenhum poder político significativo. Aqueles que não gostaram na costa leste mudaram-se para o oeste, escapando dos poderes estabelecidos a cada quilômetro.

Após o fim da Guerra Civil Americana (1861-1865), iniciou-se uma longa fase de crescimento econômico, que levou a uma longa série de inovações voltadas para o consumidor, especialmente na virada do século.

Enquanto no Velho Continente as invenções inovadoras ainda estavam em grande parte limitadas ao setor de bens de capital, nos EUA já havia inovações significativas no mercado de bens de consumo na virada do século. Em pouco tempo, a realidade da vida das grandes massas mudaria fundamentalmente, começando com telefones, geladeiras, rádios e filmes até o carro como produto de massa e cadeias de hotéis e restaurantes.

O crescimento econômico trouxe coisas para as mãos de pessoas comuns com as quais nem mesmo os governantes mais poderosos do passado podiam sonhar. Hoje, o assalariado médio nos países industrializados desenvolvidos vive muitas vezes melhor do que as pessoas mais ricas e poderosas antes da Revolução Industrial. Mesmo as famílias pobres possuem os bens padrão que caracterizam uma família moderna. A razão para esse sucesso é a manutenção estrita da liberdade de expressão e da atividade empresarial que é o mais desinibida possível. Ambos estão sempre e em todos os lugares em perigo.

Os Estados Unidos também não estão imunes a uma recaída na censura. Este foi o caso durante a Guerra da Independência e durante a Primeira e Segunda Guerras Mundiais. Hoje, uma nova forma de censura é desenfreada, restringindo a liberdade de expressão na esteira do politicamente correto e da influência de interesses especiais. Além disso, há uma jurisprudência anti-negócios e anti-inovação. Não é surpreendente que a liberdade econômica também esteja diminuindo ao mesmo tempo em que a liberdade de expressão está sendo restringida. Nos EUA de hoje, também, a atividade empresarial está em perigo. No ranking internacional de liberdade econômica, os EUA estão em declínio. Quanto mais os Estados Unidos ficarem para trás no crescimento no futuro, mais outros países virão à tona se tiverem a coragem de dar rédea solta à plena liberdade de expressão, liberdade de imprensa e atividade empresarial.

Pesquisa da Heritage Foundation mostram uma correlação clara entre liberdade econômica e renda e entre liberdade econômica e progresso social. Quanto mais livre for a economia de um país, mais pronunciada será a mobilidade social e mais favoráveis serão outros critérios de progresso, como saúde, melhor meio ambiente, desenvolvimento humano, participação e redução da pobreza. A cadeia causal vai da liberdade econômica ao crescimento econômico e daí para uma renda mais alta e mais prosperidade, com a liberdade geral de pensamento e especialmente a liberdade de expressão sendo os fundamentos da liberdade econômica.

 









publicadaemhttps://mises.org.br/artigos/9391/nao-ha-progresso-sem-liberdade/

O CONTEÚDO É MAIS DO QUE VERDADEIRO

 gilbertosimõespires/pontocritico


WALL STREET JOURNAL

Há quem afirme ser FALSA a notícia de que o WALL STREET JOURNAL, considerado como um dos jornais mais influentes do mundo, tenha publicado um artigo da colunista Mary Anastasia O'Grady, que integra o Conselho Editorial do jornal, carregado de duras, porém sinceras, críticas à danosa gestão petista, apontando para um cenário de DESORDEM ECONÔMICA, INCOMPETÊNCIA ADMINISTRATIVA E AUTORITARISMO DISFARÇADO DE DEMOCRACIA

OS NÚMEROS NÃO MENTEM

Na real, pouco ou nada importa se o ARTIGO -LULA, UM DESASTRE ANUNCIADO- é FALSO. O que importa mesmo é que tudo que conta no referido texto é ABSOLUTAMENTE VERDADEIRO, como pode ser atestado, a seguir, por todos os interessados. 

Enquanto Lula tenta vender ao mundo a narrativa de que seu governo é voltado para os pobres, os NÚMEROS NÃO MENTEM e mostram, de forma clara e indiscutível, que o Brasil está mergulhado em uma CRISE FISCAL, INFLAÇÃO ALTA E FUGA DE INVESTIMENTOS, tudo CONSEQUÊNCIA DIRETA das políticas desastrosas do seu governo.

O BRASIL NÃO É CONFIÁVEL

No suposto, ou FALSO, artigo, O'Grady diz que Lula é um dos principais responsáveis pelo COLAPSO DAS ECONOMIAS DA AMÉRICA LATINA. Sob sua liderança, o Brasil, que já foi visto como uma POTÊNCIA EMERGENTE, está hoje à BEIRA DO ABISMO ECONÔMICO, com um governo que PRIVILEGIA ALIADOS IDEOLÓGICOS E IGNORA AS DEMANDAS DO MERCADO. Mais: critica duramente a aproximação de Lula com REGIMES AUTORITÁRIOS, afirmando que sua postura mina os valores democráticos e envia um péssimo recado ao mundo: o BRASIL SOB O PT NÃO É CONFIÁVEL!

ONDE ESTÁ A FALSIDADE?

O suposto ARTIGO- também destaca como as POLÍTICAS ECONÔMICAS -POPULISTAS- do governo petista estão levando o Brasil para um CENÁRIO DE DESINDUSTRIALIZAÇÃO, AUMENTO DA POBREZA E ESTAGNAÇÃO ECONÔMICA. Enquanto isso, o presidente continua distribuindo benesses para aliados políticos, ampliando privilégios para sindicatos e expandindo um estado inchado e ineficiente.

A crítica, que não tem nada de -FAKE- também recai sobre o tratamento dado aos empresários e investidores, tratados como inimigos pelo governo petista. Lula está construindo um ambiente hostil para negócios, desestimulando o empreendedorismo e espantando capitais estrangeiros. Resultado: -O BRASIL-, que deveria estar crescendo e se consolidando como uma potência global, caminha a passos largos RUMO AO DECLÍNIO. 

A pergunta é a seguinte: ONDE está a FALSIDADE???

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