Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

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FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

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quinta-feira, 5 de março de 2026

Popper, o STF e os limites da democracia defensiva

   Adriano Dorta 


Através do canal Meio, no YouTube, em vídeo intitulado “Inquérito das fake news no Supremo faz com que o STF seja um tribunal de exceção, diz Lygia Maria”, Pedro Doria, no minuto 4:52, diz: “eu estou entre os jornalistas que ficaram ambivalentes a respeito do inquérito das fake news quando ele nasceu” (DORIA, 2026, 4min52s).

Ao longo dessa primeira fala, ele afirma que o STF cometeu uma “forçação de barra” porque era “o único dos três poderes que estava numa resistência ativa, num processo ativo de defesa da democracia brasileira”.

No minuto 8:31, ele diz que “o que eu acho mais insuportável é quando a turma de esquerda pega o nosso Karl Popper e pega uma nota de pé de página de um livro inteiro sobre como seria uma sociedade aberta… e transforma aquilo que chama de paradoxo da intolerância numa regra infinita em que, no fim das contas, você pode sair limitando as pessoas de cujas ideias você não gosta o tempo todo”.

Pedro continua explicando que o “paradoxo da intolerância” é abordado por Popper e John Rawls (dois filósofos liberais) e, a partir do minuto 9:22, afirma que “os dois reconhecem que existe um momento ali, que é um momento delicado, em que democracias precisam resistir e, às vezes, você precisa partir pra cima, inclusive de direitos fundamentais, para conseguir evitar que o próprio regime democrático se perca”.

O problema abordado neste texto aparece no minuto 9:40, quando ele diz: “e o problema é que nem Rawls nem o Popper entram em detalhe. Nenhum deles, tipo, te dá a fórmula ali direitinho. As circunstâncias assim. Não, não, não, não”.

No minuto 10:20, continuando a explicação e insistindo na ideia de que “é um livro imenso e a gente tá falando de meio parágrafo que não tem detalhe…”, ele afirma que Popper “se vira e fala, olha, tem alguns momentos excepcionais, muito particulares (e sim, o que ele tinha na cabeça era a ascensão do partido nazista), nesses momentos, talvez você precise forçar um pouco a barra”.

Em seguida, conclui: “eu acho que o arco final do governo Bolsonaro foi um momento em que se justificou, sim, forçar as barras da legalidade. Não é romper a legalidade, mas é fazer aquilo que a gente chama de jogo duro constitucional. Ou seja, ir pro limite do limite, do limite da interpretação do que pode e do que não pode”.

E o Karl Popper nessa história toda?

Karl Popper (1902–1994) foi um filósofo da ciência que defendeu que teorias científicas deveriam ser constantemente testadas e desafiadas.

Para ele, descobertas científicas surgem em um processo de conjecturas e refutações. Isso significa que, em sua visão, a liberdade de expressão e de crítica é condição necessária para o avanço do conhecimento científico.

Popper também defendia que sociedades florescem apenas quando se permitem debate livre, crítica racional e pluralidade de opiniões, ao mesmo tempo em que se protegem contra ideologias que afirmam possuir a “verdade absoluta” sobre o rumo da história.

Pedro Doria está correto ao afirmar que Popper, em A Sociedade Aberta e Seus Inimigos, coloca o “paradoxo da tolerância” em uma nota de rodapé. Isso indica que se trata de uma observação lateral em relação ao argumento principal do capítulo e não de uma teoria política completa apresentada no corpo do texto.

O problema é que, mesmo sendo um trecho curto em uma nota de rodapé, Popper explica com bastante clareza o que quis dizer.

Em resumo, uma sociedade aberta pode ser derrotada por movimentos que usam as liberdades da própria sociedade para destruí-la. Quando os intolerantes usam essas liberdades para proibir, de forma violenta, que argumentos sejam propagados, os tolerantes, em nome da própria tolerância, têm o direito de resistir aos intolerantes.

Popper deixa claro que o uso da força por parte dos tolerantes só se justifica como resposta quando os intolerantes recorrem à violência, como ele mesmo escreve ao mencionar “punhos ou pistolas”.

Ou seja, enquanto os ditos “intolerantes” estiverem usando falácias, mentiras ou ofensas para tentar convencer seus ouvintes, o meio adequado de enfrentamento continua sendo o debate aberto. Ideias devem ser confrontadas com ideias.

Além de interpretar Popper erroneamente, Pedro Dória falseia a cronologia. O inquérito das fake news foi aberto em 14 de março de 2019, por iniciativa do ministro Dias Toffoli, em contexto anterior aos eventos de 8 de janeiro de 2023.

O dito “golpe” ou “tentativa de golpe” ocorreu apenas em 8 de janeiro de 2023, quase quatro anos após a abertura do inquérito das fake news.

Por isso, é problemático quando Pedro Doria afirma, no minuto 13:37, que “tem o fato de que a gente tem uma democracia que, no processo de resistência a um golpe, se deteriorou, se deteriorou muito”.

O momento mais revelador do vídeo ocorre aos 13:56, quando a convidada Lygia Maria inicia uma observação para corrigir Pedro Doria, indicando que Popper, de fato, explicita em que circunstância se poderia falar em reação aos intolerantes. Ela é interrompida antes de concluir o raciocínio.

Pedro Doria a interrompe e diz que “você pode discordar abertamente, eu sei que a gente discorda aí”. Ainda assim, a interrupção impede que a objeção seja desenvolvida naquele momento.

Ele então afirma que “o argumento que eu faria… é que Bolsonaro estava ativamente armando diversos grupos bolsonaristas. Os mais radicais. E ele foi ao Exército, e o Exército tem armas. Ele contava com a participação do Exército e essa participação não veio. O problema pra mim é: eu não acho que um golpe teria acontecido sem a presença de armas, e eu acho que ele se movimentou para ter essas armas em suas mãos”.

Pedro chega ainda a dizer que “os caras estão se armando nesses diversos clubes de caça pelo país. Estão armando uma militância. Que é um processo de montagem de qualquer sistema fascista”.

Vale lembrar que Débora não ficou conhecida como “a mulher da metralhadora” nem como “a mulher do tanque de guerra”. Débora ficou conhecida como “a mulher do batom”.

Com todo o seu “extremismo de centro”, Pedro Doria mostrou que não é tão diferente da esquerda que criticou por usar Popper de forma errônea. Ele próprio recorre a um malabarismo retórico para combater um grupo que vê como inimigo.

Ele tenta se apresentar como centrista, mas, no fundo, atua como colaborador retórico de um regime de exceção construído e conduzido pelo STF. Legitima essas ações porque considera um determinado grupo político como inimigo.

Uma pessoa que se diz liberal-democrata, mas só se lembra da defesa dos direitos individuais quando estão em jogo os seus direitos ou os de seus aliados, não age como democrata liberal. Nesse ponto, Pedro Dória só é mais um advogado do autoritarismo do STF.

Referências

DORIA, Pedro. Pedro Doria – Inquérito das fake news no Supremo faz com que o STF seja um tribunal de exceção, diz Lygia Maria. YouTube, Meio, 23 de fev. de 2026. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=cavmbMTsVQg. Acesso em: 24 fev. 2026.

POPPER, Karl R. The Open Society and Its Enemies: New One-Volume Edition. Princeton: Princeton University Press, 2013.
















PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/popper-o-stf-e-os-limites-da-democracia-defensiva/

Andréia Sadi e o “jornalismo” que quer transformar a realidade

  Carlos Junior 


O presidente Lula afirmou em discurso que a eleição deste ano será uma guerra. Não especificou o porquê ou contra quem. Nem precisou: o país da bajulação consagrada como mérito dispõe de um exército de puxa-sacos em todas as áreas dispostos a defender o que quer que seja. A maior autoridade da República classificar a expressão máxima do jogo democrático como guerra é sintomático do seu desprezo pelas regras da própria democracia, mas há quem justifique.

A jornalista Andréia Sadi, da GloboNews, apresentou a expressão como algo aceitável pelo fato de o outro lado ter Bolsonaro. Falou em perfil conciliador do petista ao citar a articulação feita por ele para tentar salvar a ex-presidente Dilma Rousseff do impeachment. Não faltaram os chavões clássicos como ‘’extrema direita’’, mas exigir capacidade intelectual de quem se trata é pedir demais: ela se disse defensora da democracia ao justificar a censura imposta pelo Supremo Tribunal Federal a deputados do campo direitista. É uma dádiva.

É difícil saber por onde começar, mas algo que me chama imediatamente a atenção é o ar de autoridade da sra. Sadi ao lançar tais impropérios. Qualquer pessoa com mais de dois neurônios em pleno funcionamento é capaz de atestar a falsidade dessas premissas, mas ela, por trabalhar no principal grupo de comunicação do país, julga a sua posição ocupada como sinônimo de credibilidade inabalável. A grande mídia tem licença para mentir, distorcer e manipular fatos, narrativas e análises, pois os jornalistas estão imbuídos de uma superioridade moral inalcançável aos meros mortais. E ainda se surpreendem com a hostilidade recebida como resposta.

Vamos aos fatos: Lula não é conciliador coisa nenhuma. Que tipo de conciliação pode ser atribuída ao mesmo sujeito que falou em extirpar o Democratas – hoje União Brasil – da política brasileira? Ou que, no discurso de vitória em 2022, falou em dialogar com a esquerda e o centro sem fazer o mesmo com a direita? A sra. Sadi citou o impeachment de Dilma para embasar o seu argumento, mas não foi o próprio Lula a chamar o ex-presidente Michel Temer de golpista em 2023 – ato contínuo antes e depois dessa ocasião? Ele e o seu partido nunca tiveram apreço pelo entendimento, ao contrário: são os criadores do ‘’nós contra eles’’ e foram responsáveis pela instrumentalização da difamação como modus operandi da política brasileira. Classificaram José Serra e Geraldo Alckmin como nazistas e fazem o mesmo com Jair Bolsonaro para, logo em seguida, atribuir ao último a onda de extrema tensão no debate nacional. Santo cinismo.

Uma pequena digressão: Lula reuniu a bancada petista em 2015 e orientou os seus parlamentares para o enfrentamento com os partidários do impeachment. Como disse o então líder do PT na Câmara, Sibá Machado, seria ‘’bateu, levou’’.

Fica a questão: e se Jair Bolsonaro – ou algum aliado do ex-presidente – dissesse as mesmas coisas? O “outro lado”, “essa extrema direita”? A sra. Sadi atribui pecados aos opositores do lado que ela defende quando a situação é justamente o contrário. Só que vai além disso: ao justificar a guerra lulista, ela dá salvo conduto aos meios utilizados pelo presidente pelo fato de o bolsonarismo ser intolerável. Percebam o perigo desta bajulação inicialmente despretensiosa. Contra Bolsonaro, vale tudo. Os atos bolsonaristas são tão reprováveis que é necessário banir seus acólitos da vida pública, pois a democracia não aceita quem a quer destruir. Mas, se as regras do jogo – ou a aplicação intencionalmente equivocada – importam, desprezá-las para enaltecer um lado e aniquilar a existência de outro é destruir a própria democracia. Tal conclusão é óbvia, mas não se pode cobrar coerência de quem nunca teve.

É torpe, baixo e desprezível manipular a realidade com tamanha inversão dos fatos. Na melhor das hipóteses, revela uma ignorância genuína, incapacidade de fazer parte do debate político.

O jornalismo deixou de ser aquele irmão menor da ciência histórica e entidade neutra. Antes dedicado à missão de retratar a realidade, passou a ser um agente transformador da mesma. Não por acaso a KGB infiltrou seus agentes nos principais veículos de comunicação do Ocidente para plantar desinformação e orientar as tomadas de decisões do mundo livre conforme os seus objetivos. Ion Mihai Pacepa expôs isso no seu livro Desinformação. Um dos exemplos utilizados é a distorção empreendida pela grande mídia americana na cobertura da Guerra do Vietnã: ao superdimensionar as supostas crueldades do exército americano, ela pressionou a Casa Branca a abandonar o conflito e deixar o caminho livre para o terror comunista – esse sim cruel e assassino – naquele país e no vizinho Camboja. O preço foi o genocídio de três milhões de pessoas.

Nenhum dos iluminados das redações jornalísticas teve de prestar esclarecimentos a quem quer que seja. Suas carreiras continuaram intocáveis, e seus bolsos, cheios como sempre.

Sobre Andréia Sadi, o histórico dela fala por si. Entrevistando o senador Rogério Marinho (PL-RN), ela tentou vender a sua narrativa acerca da mudança do alcance do foro privilegiado como fato inquestionável. O entrevistado não gostou e reagiu de forma justa: quem entrevista não pode ter sua fala distorcida, coisa que a jornalista fez. Não foi a primeira vez com o próprio sr. Marinho: ao entrevistá-lo durante a eleição para a presidência do Senado, em 2023, ela mandou às favas a liberdade de expressão ao defender a censura suprema ao falar em “divulgação de conteúdo fraudulento” por parlamentares direitistas – sabe-se lá o que seria isso. Um pilar de qualquer democracia liberal vira um privilégio de quem diz o que agrada aos seus ouvidos. É patético.

Seja pela deselegância, incapacidade intelectual ou desonestidade nas análises, ela virou a cara do jornalismo brasileiro.






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Farmacêutica de ex-ministro Walfrido dos Mares Guia liga o ex-presidiáfrio Lula e Vorcaro

 diáriodopoder


A ligação de Daniel Vorcaro a Lula (PT) ainda está por ser investigada. Um dos fatos mais intrigantes é que o petista recebeu por quatro vezes, fora da agenda, o banqueiro preso; uma delas por uma hora e meia. Mas foi o ‘socorro’ a empresário em dificuldades, em Minas Gerais, que pode virar batom na cueca: tratava-se de Walfrido dos Mares Guia, duas vezes ministro de Lula. A saída era a farmacêutica Biomm, que precisava de um investidor e de um governo gastador, e seus problemas acabariam.

‘Salvador’ em ação

Após a posse de Lula, Vorcaro aparece, vira sócio e sacramenta tudo na inauguração da fábrica da Biomm em Nova Lima (MG), em abril de 2024.

Felizes para sempre?

Lula fez questão de ir e o amigo discursou agradecido, claro: restavam-lhe 8% da Biomm, um quarto da Cartago, de Vorcaro, mas estava feliz.

Só podia gerar rombo

O governo Lula enterrou na Biomm R$203 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e mais R$133 milhões do BNDES e BDMG.

Exclusivo das tetas

Logo a Biomm fecharia contratos milionários com o governo Lula. Os críticos dizem que nunca vendeu um só frasco de nada ao setor privado.









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Gastos do desgoverno Lula já superam R$1 trilhão em 2026

 diáriodopoder


Os gastos do governo brasileiro ultrapassaram a marca de R$1 trilhão nesta quarta-feira (4), segundo a plataforma Gasto Brasil, da Associação Comercial de São Paulo e da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). A conta inclui gastos públicos primários dos governos municipais, estaduais e – especialmente – do governo federal do PT, que torrou mais de R$402 bilhões desde o início do ano.

Faça as contas

Os 27 governos estaduais respondem por mais de R$280 bilhões, em 2026, enquanto os mais de 5,5 mil municípios custaram R$309 bilhões.

Pessoal federal

O Gasto Brasil aponta que apenas o Poder Executivo do governo federal já torrou mais de R$52 bilhões com pessoal e encargos, em 2026.

Poderes em 2026

Na soma das três esferas de governo, o Executivo gastou R$269 bilhões com pessoal; o Judiciário, R$9,4 bilhões; e o Legislativo, R$7 bilhões.


Diário do Poder


















publicadaemhttps://rota2014.blogspot.com/2026/03/gastos-do-desgoverno-lula-ja-superam-r1.html

Vorcaro diz que encontro com Lula, Galípolo e ministros 'foi ótimo'

 Conversas obtidas pela PF mostram a reação do ex-banqueiro à reunião no Palácio do Planalto

Isabela Jordão - Revista Oeste


A Polícia Federal (PF) encontrou mensagens no celular de Daniel Vorcaro nas quais o ex-banqueiro avalia como “ótima” uma reunião que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros do governo no Palácio do Planalto. Os registros são de uma conversa entre o dono do Banco Master e sua então namorada, Martha Graeff, em 4 de dezembro de 2024.

Pela manhã, ela desejou boa sorte ao namorado e afirmou torcer para que ele alcançasse seu objetivo no encontro. Pouco antes das 14h, Vorcaro respondeu que a reunião havia terminado. “Acabou agora. Foi ótimo”, escreveu. “Muito forte. Ele chamou o presidente do Banco Central que vai entrar e três ministros.” 

O encontro ocorreu fora da agenda oficial e reuniu Lula, Vorcaro, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, Gabriel Galípolo — então recémindicado para a presidência do Banco Central (BC) — e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que teria articulado a reunião.

Apesar de ter sido realizado no Palácio do Planalto e contar com a presença de ministros, o encontro não foi registrado na agenda oficial da Presidência. Segundo fontes ouvidas pelo portal UOL, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD-MG), também participou da reunião.

Na madrugada anterior ao encontro, Vorcaro contou à namorada que o presidente do BC — não se sabe se Galípolo ou o então titular, Roberto Campos Neto —, havia mencionado a casa do casal no exterior. 

“Acredita que o presidente do Bacen já falou da nossa casa?”, escreveu, em referência a um imóvel que mantinham em Miami. “Como ele sabe? Falou pra quem? Isso te prejudica?”, questionou Martha. “Não. Zero”, respondeu Vorcaro. “Agora virou irrelevante.”

Naquele período, o empresário negociava a compra de uma mansão em Miami por US$ 85,2 milhões (cerca de R$ 460 milhões). O imóvel atualmente está na mira da PF para eventual ressarcimento de credores do Banco Master. 


Reuniões com Vorcaro no Planalto não constavam na agenda 

Durante a reunião no Planalto, segundo relatos de pessoas presentes, Vorcaro teria reclamado da suposta concentração do sistema bancário brasileiro e da atuação dos grandes bancos, que, segundo ele, estariam tentando prejudicá-lo. 

Lula respondeu que o assunto não era de competência direta do governo e que caberia ao BC apurar eventual perseguição.


Meses depois, já sob a presidência de Gabriel Galípolo, o BC rejeitou a venda do Banco Master ao Banco de Brasília e posteriormente decretou a liquidação da instituição, apontando uma fraude estimada em R$ 12 bilhões. 

Em entrevista ao UOL, Lula afirmou ter dito a Vorcaro que “não haverá posição política pró ou contra o Banco Master” e que o caso seria alvo de uma “investigação técnica” conduzida pelo BC. 

Registros revelam ainda que o dono do Master esteve no Palácio do Planalto ao menos quatro vezes entre 2023 e 2024, em reuniões que não constaram na agenda oficial. 

Isabela Jordão - Revista Oeste





















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