Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

domingo, 18 de outubro de 2026

O show de populismo de Lula no segundo turno

   Adriano Dorta 


Faltando poucos dias para o  segundo turno das eleições de 2026, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu sua caixa de ferramentas e está dando uma aula de como um populista utiliza a máquina pública para tentar se reeleger. E o melhor: a conta vai para você!

Em seu artigo, Lucas Berlanza conta sobre a medida de aumento do Bolsa-Família. Por isso, vamos às outras medidas.

A proibição de bets no Brasil, por exemplo. Independentemente do debate sobre a liberdade de escolha ou dos danos que as apostas podem causar às famílias, o fato é que Lula se aproveitou ao máximo da arrecadação de impostos desse mercado para somente agora proibi-lo. Faltando apenas dez dias para o primeiro turno das eleições de 2026, Lula emitiu uma Medida Provisória (MP). Questionado no podcast Flow sobre por que tomou essa decisão apenas agora, o presidente apenas respondeu “não sabia”. Curiosamente, a gravidade parece ter se tornado evidente justamente às vésperas das eleições.

O preço da gasolina também está dentro desse pacote de maldades. O governo federal já comprometeu dezenas de bilhões de reais em subsídios e desonerações para conter a alta dos preços. Logo após o primeiro turno, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou a ampliação da desoneração dos tributos federais sobre a gasolina, zerando suas alíquotas. Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o novo pacote, que também contempla etanol e diesel, terá impacto fiscal estimado em R$ 5,2 bilhões em apenas 30 dias.

O custo de segurar os preços dos combustíveis é apenas transferido. O contribuinte arca com a conta, mesmo que não saiba. O dinheiro que o governo poderia ter usado para comprar mais medicamentos ou usar na segurança pública vai apenas para tentar conter possíveis danos na arrecadação de votos.

O perdão das dívidas dos MEIs é outro problema. A apenas doze dias do segundo turno, Lula anunciou que enviará ao Congresso um projeto para perdoar R$ 12,6 bilhões em dívidas tributárias de aproximadamente 3,6 milhões de microempreendedores individuais (MEIs). A justificativa é ajudar os pequenos empreendedores endividados. Além do problema econômico que os economistas chamam de risco moral (moral hazard), a esquerda ridicularizou os MEIs após o resultado negativo no primeiro turno.

O problema econômico gerado por essa medida é a criação da expectativa de que outras dívidas também poderão ser perdoadas futuramente. Isso pode reduzir os incentivos para o pagamento pontual dos tributos, uma vez que alguns contribuintes podem preferir esperar por um novo perdão. Além disso, qual é a mensagem transmitida àqueles que fizeram sacrifícios para manter suas obrigações em dia?

Ao mesmo tempo, após o primeiro turno, setores da esquerda voltaram seus canhões contra os chamados “pobres de direita” e “CEOs de MEI”. Embora se apresentem como defensores dos trabalhadores, alguns não hesitaram em ridicularizar aqueles que rejeitam o paternalismo governamental e desejam ascender socialmente por meio do próprio trabalho e do mérito. O fato de muitos pequenos empreendedores se autodenominarem CEOs não significa que pretendam se equiparar a grandes empresários. Para muitos, a expressão representa apenas o orgulho de trabalhar por conta própria e a ambição legítima de prosperar.

Por fim, no último dia treze, Lula anunciou através de um vídeo a ampliação do programa do pé-de-meia para universitários.

“Estou aqui com os estudantes universitários brasileiros, garantindo para eles que a gente está criando para o próximo governo o Pé-de-Meia Universitário. Garantindo que todo jovem estudante das escolas universitárias vai receber R$ 700 de poupança por mês durante dez meses e ao fim do ano depositaremos R$ 2.500. Como o curso é de quatro anos, quatro vezes de R$ 2,5 mil dá R$ 10 mil. Quando ele se formar, vai ter R$ 10 mil para começar a sua iniciação profissional”, asseverou.

Infelizmente, essas medidas podem ser vistas como algo benéfico pela parcela da população desinformada. O perdão de dívidas implica abrir mão de receitas públicas, enquanto subsídios exigem recursos do orçamento. Em ambos os casos, os custos precisam ser considerados. A única coisa que o governo não considera é o custo, ele quer se reeleger. Sem contar a última medida sobre o pé-de-meia, os gastos em meio à campanha já somam mais de R$ 354 bilhões.










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Eleições históricas no Brasil

  Hannes Gissurarson


As eleições brasileiras de 4 de outubro de 2026 foram históricas. O candidato de direita Flávio Bolsonaro recebeu mais votos do que o atual presidente, o esquerdista Luiz Inácio Lula da Silva: 47% contra 45%, apesar de as pesquisas preverem que Lula teria mais votos. Como a maioria dos outros candidatos era de direita, Bolsonaro provavelmente vencerá o segundo turno em 25 de outubro. A direita conquistou o controle do Senado, passando a ocupar 49 das 81 cadeiras. Também avançou muito na Câmara dos Deputados, embora seja difícil definir se alcançou uma maioria. A maioria dos governadores eleitos nos 27 estados brasileiros também pertence à direita. Se Bolsonaro vencer o segundo turno, a direita estará no poder em toda a América do Sul: Bolsonaro no Brasil, Milei na Argentina, Espriella na Colômbia, Kast no Chile e Fujimori no Peru. Todos enfatizam a segurança pública e a iniciativa privada.

Lula é de extrema esquerda; Bolsonaro não é de extrema direita

Talvez o voto tenha sido mais contra Lula do que a favor de Bolsonaro. Uma das razões de sua derrota foi o cansaço dos eleitores: ele tem sido presidente por muito tempo nos últimos dezesseis anos e completará 81 anos em breve. Outro fator foi a decepção. Os apoiadores de Lula esperavam que ele reduzisse a pobreza. Em vez disso, ele tornou mais fácil continuar pobre por meio de subsídios, especialmente o Bolsa Família, em vez de criar oportunidades para que as pessoas saíssem da pobreza. Uma terceira razão foi o radicalismo cada vez mais evidente de Lula. A mídia internacional afirma que Bolsonaro é de extrema direita, o que é apenas parcialmente verdade, enquanto Lula certamente é de extrema esquerda. Ele é amigo dos mulás iranianos, do falecido ditador cubano Fidel Castro e de Nicolás Maduro, narcotraficante da Venezuela. A quarta razão foi a corrupção desenfreada, que certamente não se restringia ao Partido dos Trabalhadores de Lula, mas era especialmente frequente nele. Muitos eleitores disseram que Bolsonaro não era nenhum santo, mas não era um pecador como Lula, que passou mais de um ano na prisão por corrupção. Eles seguiram o conselho do jornalista italiano Indro Montanelli quando uma vitória comunista pareceu provável nas eleições parlamentares: “Turiamoci il naso e votiamo DC” (“Tapemos o nariz e votemos nos democratas-cristãos”).

Excesso de poder do Judiciário

Uma quinta razão para a derrota de Lula foi o recente abuso de poder por parte de juízes de esquerda, especialmente o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Ele e seus aliados libertaram Lula com base em uma questão técnica: o fato de ele não ter sido julgado no local adequado. Sem provas concretas, Moraes condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio, a 27 anos de prisão por planejar um golpe militar. Moraes também condenou Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, a quatro anos e meio de prisão por obstrução da Justiça (supostamente por incentivar o governo dos Estados Unidos a impor sanções a Moraes e a outros juízes). Recentemente, um escândalo envolvendo tanto Flávio Bolsonaro quanto Moraes veio à tona: a quebra do Banco Master, dirigido pelo fraudador Daniel Vorcaro. Alguns apoiadores de Bolsonaro ficaram chocados ao descobrir que Flávio havia pedido a Vorcaro uma doação para um documentário sobre seu pai. Mas isso não foi nada em comparação com o que foi revelado posteriormente sobre Moraes. Sua esposa recebeu US$ 25 milhões por serviços de “consultoria” prestados ao Banco Master, enquanto Moraes mantinha contato frequente com Vorcaro, aparentemente aconselhando-o sobre questões jurídicas. Seus aliados no Supremo Tribunal Federal resistiram à investigação do caso. Os avanços da direita nas eleições para o Senado são significativos porque seriam necessários 54 senadores para abrir um processo de impeachment contra um ministro do Supremo Tribunal Federal.

O Brasil precisa de liberdade econômica

Vários resultados locais chamaram a atenção. Sergio Moro, o juiz que originalmente condenou Lula por corrupção, foi eleito governador do Paraná, no sul do Brasil. Ele foi acusado de excesso de zelo no caso de Lula, mas talvez tenha levado a sério a observação de Barry Goldwater de que o extremismo na defesa da liberdade não é um vício e a moderação na busca pela justiça não é uma virtude. Fernando Haddad, ministro da Fazenda de Lula e candidato da esquerda contra Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2018, foi amplamente derrotado na eleição para o governo de São Paulo. Marcel Van Hattem, um defensor convicto da liberdade econômica, foi eleito senador pelo Rio Grande do Sul. De fato, o Brasil precisa de liberdade econômica agora.








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O que motivou os terroristas do 11 de Setembro?

  Hannes Gissurarson 


Todos nós nos lembramos de onde estávamos quando Kennedy foi baleado, em 1963, quando a princesa Diana morreu, em 1997, e quando terroristas atacaram as Torres Gêmeas, em Nova York, e o Pentágono, em 2001. Foram acontecimentos repentinos, chocantes e totalmente inesperados. Em 1963, eu era um leitor voraz de dez anos de idade e estava lendo tranquilamente quando um jovem vizinho entrou correndo e gritou: “Kennedy foi baleado!” Em 1997, eu estava no banco de trás de um táxi em Milão quando o motorista aumentou de repente o volume do rádio, olhou para mim e disse: “A princesa Diana morreu em um acidente de carro!” Em 2001, eu estava em Bratislava, participando de uma reunião da Mont Pèlerin Society — na qual eu fazia parte do Conselho de Administração — quando um amigo que estava hospedado no mesmo hotel ligou e disse: “Eles estão atacando as Torres Gêmeas!” “Como em um filme?”, perguntei. “Sim, só que não é um filme”, respondeu ele.

Não foi o ódio a Israel

Os dois primeiros acontecimentos eram fáceis de explicar. O assassino de Kennedy, Lee Harvey Oswald, era um esquerdista confuso, provavelmente louco; e o motorista do carro de Diana estava bêbado. Teorias da conspiração sobre esses dois acontecimentos são pouco plausíveis. Mas o que motivou o pequeno grupo de terroristas que sequestrou quatro aviões em 11 de setembro de 2001, há 25 anos? Muitos dizem que foi o ódio a Israel, com os críticos de Israel acrescentando que os judeus haviam tomado terras dos árabes, fundado seu próprio Estado e expulsado os árabes. “Pois todos os que empunham a espada morrerão pela espada.” Isso, é claro, é apenas parcialmente verdade. Israel era a antiga terra natal dos judeus. Os árabes chegaram ali apenas no século VII. A migração em massa de judeus para Israel começou no final do século XIX devido à perseguição em muitos países. Os judeus compraram terras, mas enfrentaram forte oposição árabe. Quando as Nações Unidas propuseram, em 1947, a divisão do país entre judeus e árabes, os judeus aceitaram, mas os países árabes vizinhos rejeitaram a proposta e travaram uma guerra contra Israel em 1948, que perderam. Como consequência, 700 mil árabes fugiram de Israel (enquanto 150 mil árabes permaneceram no país), e 800 mil judeus foram expulsos dos países árabes e foram para Israel.

Ódio ao Ocidente

Embora o ódio a Israel possa ser infundado, ele ainda pode ser real. Mas, se o ódio a Israel motivou os sequestradores, por que eles não atacaram Israel? Dezenove terroristas treinados em uma missão suicida poderiam ter causado danos consideráveis lá. No entanto, nenhum dos dezenove sequestradores era palestino: eles eram da Arábia Saudita (15), dos Emirados Árabes Unidos (2), do Egito (1) e do Líbano (1). Foi o ódio aos Estados Unidos, e não a Israel, que motivou os sequestradores, e esse ódio era, na verdade, um ódio ao Ocidente, tal como ele se desenvolveu ao longo dos últimos dois mil anos, com seu legado de tolerância, diversidade e individualidade, de liberdade de escolha, governo limitado, livre comércio e propriedade privada: um ódio ao que Karl Popper chamou de “sociedade aberta” e Friedrich von Hayek de “ordem ampliada”. Os sequestradores e seus apoiadores na organização terrorista Al-Qaeda eram fanáticos religiosos, islamistas extremistas, para os quais o Ocidente representava uma ameaça existencial, porque, se tivessem escolha, a maioria das pessoas adotaria os valores e as práticas ocidentais. Portanto, não bastava tomar o poder nos países árabes e impor a lei da sharia; o Ocidente também precisava ser destruído, enfraquecido ou transformado na mesma força intolerante que eles próprios representavam.

Uma escolha significativa de alvos

É significativo que os sequestradores tenham escolhido como alvos não apenas o Pentágono, símbolo da capacidade e da determinação dos Estados Unidos de se defenderem, mas também as Torres Gêmeas, em Nova York, um poderoso símbolo da sociedade comercial que os extremistas temiam e desprezavam. Cada arranha-céu é, como observou Ayn Rand, uma expressão da engenhosidade, da criatividade e das conquistas humanas. A paisagem urbana de Nova York é uma ilustração irrefutável da grande ideia de Adam Smith de que indivíduos que buscam seu próprio lucro podem criar prosperidade para todos.













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Flávio Dá Um Show na Globo e Desmonta Discurso de Lula!

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 Flávio Dá Um Show na Globo e Desmonta Discurso de Lula!


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Lula quer vencer a eleição ou deixar uma bomba para Flávio? -

  SEM RODEIOS


Lula quer vencer a eleição ou deixar uma bomba para Flávio?

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REDUFLAÇÃO NO GOVERNO DO PT É ASSIM, VOCÊ PAGA POR 1 LITRO MAS RECEBE 700 ML...

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Prisão de Filipe Martins Tem Relação Com Vorcaro?! Veja!

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Prisão de Filipe Martins Tem Relação Com Vorcaro?! Veja!


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MENOS UM PARA SALTITAR

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MENOS UM PARA SALTITAR



O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM LULA PODE MUDAR A ELEIÇÃO

  | LACOMBE


O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM LULA PODE MUDAR A ELEIÇÃO



GUERRA CULTURAL

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GUERRA CULTURAL



DIÁLOGO TENSO VIRALIZA: ROGÉRIO MARINHO ENQUADRA ALCOLUMBRE

  COMENTÀRIO SECRETO


DIÁLOGO TENSO VIRALIZA: ROGÉRIO MARINHO ENQUADRA ALCOLUMBRE

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TE FAZENDO DE BOBO NO CAÇA NÍQUEL

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SOCIALISMO X CAPITALISMO NA PRÁTICA... VEJA AS CONSEQUÊNCIAS

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SOCIALISMO X CAPITALISMO NA PRÁTICA... VEJA AS CONSEQUÊNCIAS



sábado, 17 de outubro de 2026

A BANDITOCRACIA DO BEM

 Por Alex Pipkin

O Brasil inovou até na delinquência. Aperfeiçoamos o vandalismo e lhe demos um selo de virtude.
Depredar estação de metrô, pichar patrimônio público, quebrar vitrine. Em qualquer país civilizado, isso tem nome. Crime.
Basta a bandeira vermelha para surgir o intérprete.
Não era vandalismo, era manifestação. Não era crime, era resistência democrática. Não era baderna, era consciência social.
É a banditocracia do bem.
O militante petista destrói o que nunca construiu, prejudica quem jura defender e ainda exige reconhecimento por sua superioridade moral. O trabalhador perde o transporte, o comerciante limpa a fachada, o contribuinte paga a conta.
O revolucionário caviar comemora sua vitória imaginária contra o capitalismo e o “autoritarismo” com uma lata de tinta, uma indigência intelectual com ambições históricas e uma abissal dose de canalhice.
O lulopetismo não inventou a violência política. Aperfeiçoou sua desculpa. A nobreza da causa daria licença para quebrar a lei.
É a mesma perversão que relativiza o terrorismo quando a vítima está do lado errado da história, recicla o antissemitismo como humanitarismo e antissionismo e transforma intolerância em credencial de virtude.
Lula discursa, maltratando a língua portuguesa, sobre pacificação enquanto seu campo político divide o país entre virtuosos e inimigos. 
A divisão social, longe de ser um acidente, é apresentada como método político. O adversário não merece debate. Merece desmoralização e exclusão.
Onde estão os indignados profissionais quando a violência veste a camisa da estrela vermelha?
Silêncio. Ou uma tese sociológica para dar verniz de justiça à própria hipocrisia.
O batom da oposição é atentado à democracia. A pichação da companheirada é consciência social. Mesmo quando o dano é maior, a indignação parece inversamente proporcional à cor da bandeira.
A lei não pode ter filiação partidária.
Na banditocracia do bem, a diferença entre vândalo e revolucionário não está no que destrói, mas em quem decide se ele merece algemas ou homenagem.
O povo entra com o dinheiro. O vândalo com a tinta. E a “defesa da democracia” com o álibi.
Confesso que já não suporto essa ladainha. “Defesa da democracia”, “luta contra o autoritarismo”, “Estado Democrático de Direito”. Palavras nobres, repetidas à exaustão por quem acredita que pronunciá-las dispensa a obrigação de respeitá-las. Tenho repulsa por essa hipocrisia. A democracia não precisa de sacerdotes de ocasião. Precisa de gente que cumpra a lei, inclusive quando ela atrapalha a companheirada.
Até quando o brasileiro terá de pagar pela destruição e ainda agradecer aos destruidores pelas lições de democracia?
No dia 25 de outubro, o eleitor terá a palavra. A urna não absolve vandalismo. Mas ninguém pode exigir que o cidadão absolva politicamente quem o justifica.
Sectários ideológicos anônimos.













publicadaemhttps://www.pontocritico.com/espaco-pensar-artigo/a-banditocracia-do-bem-141026


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Estado Administrativo à brasileira: STF é só parte do problema

   Lexum


O que chamamos de Estado Administrativo é a forma de organização em que decisões relevantes para a vida coletiva deixam de ser tomadas diretamente pelos representantes eleitos e passam, em grande medida, para órgãos técnicos, agências, burocracias e estruturas permanentes do poder público, ocupadas por agentes não eleitos. Ele nasceu da necessidade real de administrar sociedades complexas. O problema começou quando executar a lei passou a significar substituir critérios de uma política pública construída por agentes eleitos quando interpretar uma competência passou a significar ampliá-la e quando a legitimidade técnica passou a pretender ocupar o espaço da legitimidade democrática dos eleitos pelo voto popular.

Nos Estados Unidos, a expressão administrative state descreve a expansão das agências desde os fins do séc. XIX gradativamente até os dias atuais e sua capacidade de regulamentar, fiscalizar, julgar e punir, muitas vezes extrapolando os limites da delegação parlamentar em lei, ou seja, superando a legitimidade do legislador e do executivo eleitos. No Brasil, o fenômeno é ainda mais amplo e desordenado. Não se concentra apenas em agências reguladoras. Espalha-se pela magistratura, pelo Ministério Público, pelas defensorias, pelas advocacias públicas, pelos tribunais de contas, pelas controladorias e por uma infinidade de órgãos capazes de interferir na formação da vontade estatal. Criamos, depois de 1988, um Estado Administrativo tropical, de feição não só administrativa, mas também judicial, fiscalizatória e corporativa. Neste ponto, o “estado administrativo à brasileira” vai além do problema norte-americano. Logo, cautelas com qualquer tradução simplória. É preciso adentrar na realidade nacional e sua peculiaridade.

Todas as instituições citadas são indispensáveis. O desvio não está em sua existência, mas na confusão entre controlar a ilegalidade e querer governar. Servidores e agentes públicos não eleitos possuem legitimidade técnica e jurídica para exercer as atribuições de seus cargos. Possuem — em tese — a expertise técnica para lidar com os problemas complexos da vida. Todavia, não receberam autorização para substituir escolhas políticas lícitas. Concurso público não equivale a eleição. Estabilidade ou vitaliciedade não se convertem em soberania. Autonomia e independência funcional não significam poder constituinte permanente.

Corrigir Ilegalidade ≠ Substituir Critérios Legítimos

A distinção é simples. Se o governante pratica uma ilegalidade, cabe aos órgãos de controle impedi-la e responsabilizá-lo. Cabe aos agentes administrativos a orientação preventiva. E, ao chegar ao Ministério Público, cabe a judicialização. E, finalmente, ao judiciário, a solução da controvérsia. Isso é claro.

Ocorre que administrar e legislar é — sempre — deparar-se com algo estranho ao público em geral: escolher, dentre várias opções legítimas, aquela que mais se assemelha ao perfil do administrador ou do legislador eleitos. Por exemplo: escolas cívico-militares. Alguém pode ser contra, alguém pode ser a favor. Legítimas, as duas opções serão. Caberá, neste e em tantos outros casos, decidir diante segundo a legitimação pelo voto. Quando existem duas ou mais alternativas lícitas permitidas pela Constituição e pelas leis, a escolha entre elas pertence, em regra, a quem recebeu mandato popular — e responderá por essa decisão na eleição seguinte.

Eis o ponto republicano: quem faz a escolha política, ainda que legítima, pode ser demitido a cada quatro anos pelo voto popular.

O controle por órgãos não eleitos deve aferir se a opção é legal e não se coincide com a preferência administrativa, econômica ou ideológica do controlador, do servidor, do promotor ou do juiz. Sintetizando: se, na construção da escola cívico-militar, houve fraude na licitação ou superfaturamento, entramos em casos de ilegalidade. O que não se pode é confundir uma coisa com outra.

Foi justamente essa fronteira que o Brasil perdeu. Aos poucos, a decisão do eleito deixou de ser submetida apenas ao teste indispensável da legalidade e passou também pelo filtro da conveniência de procuradores, promotores, juízes, ministros, auditores, conselheiros e controladores, travestindo-se de ilegalidades ou inconstitucionalidades. A vontade manifestada nas urnas passou a competir com múltiplas vontades institucionais, quase todas dotadas de garantias, autonomia e capacidade de veto, mas nenhuma sujeita ao julgamento periódico do eleitor. Decisões políticas passaram a ser tomadas por servidores sem um único voto e que não podem ser demitidos a cada eleição.

O resultado não foi um Estado mais racional. Foi uma administração fragmentada, na qual todos podem impedir, recomendar, determinar ou reinterpretar, mas poucos respondem pelo resultado. A política pública perde unidade; o governante aprende a administrar por medo (o que, no Brasil, chamaram de “apagão das canetas”); o Parlamento transfere decisões difíceis; e os órgãos de controle avançam sobre o espaço abandonado.

Aquilo que hoje está em evidência — a crítica ao modelo do STF — apenas revela uma das faces dos vícios do “Estado Administrativo à brasileira”.

Reformar o STF não é suficiente

É nesse contexto que deve ser compreendida a crise do Supremo Tribunal Federal. O STF não é um acidente isolado nem a causa exclusiva da desordem. É o vértice mais visível do Estado Administrativo brasileiro. Aqui entra uma explicação. O que a doutrina estrangeira denominaria de “juristocracia”, no Brasil, confunde-se, em grande parte, com a supressão da legitimidade política dos eleitos por parte de órgãos tanto judiciários quando não judiciários. Neste ponto, para nós, a “juristocracia administrativa” insere-se no conceito de “Estado Administrativo à brasileira”.

Ao acumular as funções de Corte Constitucional, tribunal recursal, foro criminal de autoridades, instância de conflitos federativos e árbitro frequente da vida política, o STF tornou-se capaz de ingressar em quase todas as controvérsias nacionais. Reformá-lo é necessário. Imaginar que isso basta é repetir o erro de tratar o sintoma como doença. A mudança exigiria, por consequência, rever também o papel dos demais Tribunais Superiores: reconstruir a arquitetura das instâncias superiores para que cada órgão exerça uma função identificável e responda por ela, especialmente para que não invadam competências administrativas e legislativas legítimas.

Nada disso funcionará se o restante do sistema permanecer intocado. A Constituição de 1988 consolidou um mosaico de corporações jurídicas, cada qual munida de competências, autonomias, garantias e reivindicações próprias. Faltou desenhar, com a mesma precisão, as fronteiras entre essas instituições e sua relação com os poderes eleitos. O país precisa tratar as profissões jurídicas e os órgãos de controle como partes de um mesmo ecossistema institucional, não como fortalezas concorrentes.

Tomem-se dois exemplos: a advocacia pública e o Ministério Público.

A advocacia pública deve ser reconhecida como tal. Não deixa de ser advocacia apenas por ter sido selecionada por concurso. Cabe-lhe representar e aconselhar o ente político, proteger a legalidade e advertir o governante sobre riscos e limites. Não lhe cabe ocupar o lugar do governante. Seu compromisso com a Constituição não autoriza a substituição da escolha política lícita por uma preferência pessoal do parecerista ou do procurador. A Defensoria Pública — que, estranhamente, saiu do conceito de advocacia — deve ter sua feição reincorporada à advocacia e concentrar seus melhores esforços na advocacia dos hipossuficientes.

O Ministério Público, por sua vez, precisa recuperar a centralidade de sua função original, sobretudo na persecução penal. Enquanto se multiplicam as intervenções em políticas públicas, parcela expressiva dos homicídios — alguns estudos indicam 64% — sequer chega ao esclarecimento da autoria. Cabe explicar: “esclarecer a autoria” não significa necessariamente que alguém tenha sido sequer denunciado, muito menos condenado ou preso. A estatística é ainda pior.

Quando esses órgãos se expandem indefinidamente sobre as políticas públicas, produzem um duplo prejuízo: comprometem a legitimidade dos eleitos e deixam desassistidas as atividades essenciais que justificaram sua criação.

A experiência recente dos Estados Unidos oferece uma advertência útil. Em West Virginia v. EPA, a Suprema Corte exigiu autorização legislativa clara para decisões administrativas de grande impacto econômico e político. Em Loper Bright Enterprises v. Raimondo, superou a doutrina Chevron e afastou a deferência automática à interpretação das agências diante de leis ambíguas. Em SEC v. Jarkesy, limitou o uso de julgamentos administrativos internos para impor determinadas penalidades civis. O fio comum é a resistência à expansão do Estado Administrativo para além da autorização legal e democrática.

A lição americana não se confunde com a entrega aos juízes do governo que se pretende retirar dos burocratas. Isso apenas mudaria o endereço do problema. A lição é restaurar as funções: decisões políticas relevantes cabem aos Poderes politicamente responsáveis; órgãos administrativos executam a lei; instituições de controle corrigem ilegalidades; e tribunais resolvem controvérsias jurídicas. Nenhum desses atores deve assumir permanentemente o papel do outro.

Por isso, a agenda brasileira não cabe em uma PEC isolada sobre o STF. Ela exige uma arquitetura institucional mais precisa, o que seria impossível com o tratamento constitucional conferido a vários órgãos administrativos.

Reformar significa escolher mecanismos, prever incentivos e estabelecer limites. A proposta de “refundação do STF”, por si só, é apenas retórica. Como ensinou Giuseppe Tomasi di Lampedusa em O Leopardo, por vezes tudo precisa mudar para que tudo permaneça como está. É esse o risco de uma reforma concentrada apenas no Supremo: trocar regras, nomes e mandatos sem alterar a estrutura que permitiu a substituição gradual da política pela tutela de agentes não eleitos. Um código de ética — isoladamente — é uma perfumaria; mera fixação de mandato é um berloque. A fonte do problema é muito mais profunda.

A República necessita de controles fortes contra a ilegalidade — e de limites igualmente fortes contra a substituição da vontade democrática por preferências burocráticas ou corporativas. Corrigir o Estado Administrativo à brasileira é reconstruir essa fronteira. A reforma do Supremo será uma consequência importante, mas corresponderá apenas a uma etapa do trabalho.

*Luiz Henrique Antunes Alochio – Advogado. Doutor em Direito (Uerj). Mestre em Direito Tributário (Ucam/RJ). Visiting Scholar – Florida State University (2022/2023). Ex-Conselheiro Federal da OAB (2019/2022). Sócio da Alochio Advocacia. Filiado à Lexum.















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