Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

A arte imita a vida ou a vida imita a arte?

  Adriano Dorta


Em 8 de julho, a Câmara dos Deputados aprovou uma PEC que altera o cálculo do IPVA, limitando sua alíquota a 1% do valor do veículo, em vez de se basear no valor de mercado. A proposta visa a beneficiar todos os contribuintes, reduzindo o imposto, mas prejudica a arrecadação dos Estados. 

Em 8 de julho, a Câmara dos Deputados em Brasília aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para alterar como é calculado o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Atualmente, o IPVA é cobrado pelos Estados com base no valor de mercado dos veículos, as alíquotas variam de acordo com cada Estado e costumam ficar entre 1% e 4%. A intenção da PEC é mudar a forma de calcular o imposto. Além disso, também não poderá ultrapassar 1% do preço do veículo. O texto é de autoria do deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP) e o relator é o deputado Rodrigo de Castro (União Brasil-MG).

A medida é boa para toda a população, desde os ricos até os mais pobres. Ela só é ruim para alguém: a coisa. “A coisa” é o Estado. Essa mudança afeta negativamente os Estados e suas arrecadações. Atualmente, o IPVA é cobrado com base na tabela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). A tabela Fipe é o principal índice do mercado automotivo brasileiro que expressa o preço médio cobrado por veículos (carros, motos, caminhões e micro-ônibus) no mercado nacional. Essa é uma forma que o governo achou para nunca perder arrecadação. Quando os preços dos produtos sobem de forma generalizada na economia (inflação), o custo dos carros novos dispara. Esse movimento gera um efeito dominó: a demanda por veículos seminovos e usados cresce, provocando uma valorização artificial desses automóveis no mercado.

Como o IPVA é uma porcentagem fixa sobre o preço venal do bem, se o preço do carro sobe na Tabela Fipe, o valor final do imposto aumenta na mesma proporção. O contribuinte acaba pagando um IPVA mais caro por um carro mais velho. O governo lucra sobre a inflação repassada aos preços dos automóveis, elevando a arrecadação acima do índice inflacionário oficial. Essa dinâmica gera um incentivo perverso de busca e manutenção de carros mais velhos e mais baratos. Alguns proprietários acabam optando por continuar possuindo carros com 20 ou mais de fabricação por conta da sua isenção de IPVA.

Segundo o relator, a PEC vai gerar uma redução para todos que pagam esse imposto. Como exemplo, o relator usou o Estado pelo qual foi eleito (MG), para apontar uma redução de até 75% no IPVA. Isso significa que uma pessoa que paga mil reais pode passar a pagar apenas R$ 250. Essa notícia deveria ter sido recepcionada com alegria pelo contribuinte, mas a verdade é que nem depois de três anos com governo Lula 3 aumentando impostos essa PEC conseguiu agradar a todos.

Muitas reações na internet foram em defesa da “arrecadação do Estado” ou na crítica aos ricos e os valores pagos por eles. Para alguns, a diminuição dos impostos para os pobres não foi vista de forma positiva porque também diminuiu para os ricos.


 

A resistência de parte dos internautas contra a PEC que reduz o IPVA revela um curioso fenômeno de ressentimento. Ao preferirem manter uma carga tributária sufocante sobre si mesmos apenas para garantir que os mais ricos não paguem menos, essas pessoas reproduzem a exata atitude de Stephen, o escravo do filme Django Livre. Na obra de Tarantino, Stephen (interpretado por Samuel L. Jackson) não canaliza sua energia para questionar o sistema que o escraviza, mas sim para combater a liberdade de Django Freeman (interpretado por Jamie Foxx).

A história do filme se passa numa época em que a escravidão do homem sobre outro homem era uma atitude normal. Porém, um caçador de recompensas alemão chamado Dr. King Schultz (interpretado por Christoph Waltz), que abomina a escravidão, faz um acordo: Django ajuda o caçador a achar os foras da lei, e então ele será um homem livre.

Em certa parte do filme, Django e Schultz chegam à fazenda Candyland, onde o proprietário e escravagista Calvin Candie (interpretado por Leonardo DiCaprio) reside. É lá que vemos Stephen, o chefe dos escravos domésticos da propriedade. Stephen desenvolveu uma lealdade cega ao seu senhor branco e ao sistema escravista; ele goza de pequenos privilégios dentro da casa grande, mas continua sendo um escravo. Ele não luta por sua própria libertação, mas se torna o maior inimigo de outro homem negro que busca ser livre, agindo como o protetor da estrutura que o oprime.

Essa atitude fica clara quando os dois personagens se encontram no filme pela primeira vez. Assim que Stephen vê Django montado em um cavalo e usando roupas finas, ele fica enfurecido. Ele não questiona o seu senhor o porquê de um preto ser livre, ele questiona o porquê de Django não ser um escravo como ele.

Para o personagem interpretado por Samuel L. Jackson não seria um problema se todos os negros permanecessem escravizados. O que ele não suporta é que um deles tenha “escapado” da condição que ainda o aprisiona. Em vez de desejar “escapar”, Stephen deseja impedir que outros “escapem”. Esse é o mesmo pensamento em parte das reações à redução do IPVA. Os ressentidos que terão uma parcela maior da renda nas suas próprias mãos passam a considerar preferível que ninguém seja beneficiado a verem que os ricos também irão se beneficiar.

Esse radicalismo igualitário se sobrepõe ao bem-estar. Já não se pergunta se os pobres estarão em melhor situação, mas se os ricos vão estar em pior situação. Se todos perderem, mas os ricos perderem mais, considera-se o resultado justo. Se todos ganharem, mas os ricos ganharem também, então o resultado é injusto. Parte da sociedade contemporânea busca a igualdade a qualquer custo, mas não entende que liberdade e igualdade são impossíveis de serem conquistadas sem autoritarismo.

Adaptando o experimento mental usado pelo filósofo político Robert Nozick para os padrões culturais do Brasil, imagine uma sociedade ideal onde o governo conseguiu estabelecer a igualdade perfeita: todos começam com a mesma quantia exata de dinheiro no bolso. Então, começa a temporada de futebol e o Neymar Jr. assina um contrato estipulando que, de cada ingresso vendido, 25 centavos vão direto para ele. Ao longo do ano, um milhão de pessoas vão voluntariamente ao estádio e pagam esse valor extra com alegria para ver o ídolo jogar. No final do campeonato, as pessoas continuam com a liberdade que tinham, mas Neymar Jr. agora está 250 mil reais mais rico. O padrão de igualdade inicial foi quebrado.

Nozick pergunta: quem foi prejudicado? Ninguém. A desigualdade surgiu puramente da liberdade de escolha das pessoas em gastar o próprio dinheiro. A única maneira de o Estado reestabelecer a igualdade original seria intervindo brutalmente na vida dos cidadãos ao confiscar o dinheiro legítimo do jogador, regulando os pagamentos de salários no setor desportivo ou até proibindo pessoas de comprarem ingressos. Os igualitários radicais contemporâneos preferem que o chicote tributário bata em todos, sob um pretexto de justiça social fictícia, mesmo que o preço dessa igualdade seja o sacrifício financeiro de toda a população.

Enquanto o debate público for pautado pelo ressentimento e não pela busca de prosperidade, o Brasil continuará preso ao mesmo ciclo. O progresso de uma nação não acontece sufocando os que estão em cima, mas libertando os que estão embaixo. Enquanto parte da população preferir manter o cabresto estatal para garantir que o vizinho rico também seja domado, o país continuará assistindo, na vida real, ao triste espetáculo de homens dominados que esqueceram o sabor da liberdade, cavalgando lado a lado com o escravo Stephen.

*Artigo publicado originalmente na Revista Oeste.















publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/a-arte-imita-a-vida-ou-a-vida-imita-a-arte/

O STF está interferindo na disputa presidencial?

   Lucas Berlanza 


O jornalista William Waack escreveu, em artigo publicado no Estadão intitulado “A marcha dos encrencados”, que um grupo de integrantes do STF está operando para beneficiar a reeleição de Lula por entender que ela lhes dá “melhor chance de sobrevivência”. A estratégia tem duas frentes.

A primeira é a tentativa de “controlar”, isto é, atrapalhar as investigações da Polícia Federal relativas ao caso Master, ao INSS e ao filho de Lula. Waack adverte que é muito difícil conter totalmente a PF, que também responde a vários mestres, estando dividida “entre lealdade políticas diversas”.

Porém, tais ministros do STF tentam prejudicar o colega André Mendonça, relator do caso Master e visto hoje como a principal ameaça a seus interesses, e acreditam que já há, no âmbito da PF, amplo material coletado para solicitar uma investigação contra especificamente Alexandre de Moraes, de modo que pretendem garantir que não seja formada maioria no próprio tribunal para autorizar o eventual processo.

De outro lado, os ministros teriam feito uma verdadeira chantagem com um “enroladíssimo cacique de partido” prometendo “poupá-lo de dissabores” caso Tereza Cristina, senadora pelo PP, não concordasse em ser vice na chapa presidenciável de Flávio Bolsonaro. Interferiram, portanto, segundo Waack, em negociações políticas, prometendo, em outras palavras, modular a aplicação da lei de acordo com suas próprias conveniências. O jornalista admitiu que já há quem cogite, em Brasília, práticas de desobediência civil, como a recusa ao cumprimento de ordens dos togados.

Waack é um jornalista acima da média no país, mas gostaria que dissesse certas coisas mais às claras. Mais transparente seria dizer que isso não é uma democracia, e já basta desse teatro de ficarmos comentando as coisas como se fosse. Que aspecto desse cenário descrito faz sentido em um regime democrático no sentido moderno, “liberal-democrático” do termo? Continuo cobrando que me expliquem onde está a democracia brasileira. Só se for a democracia de Robespierre.














publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/o-stf-esta-interferindo-na-disputa-presidencial/

ALEXANDRE DE MORAES MORRE DE MEDO DE JAIR BOLSONARO

 gazetadopovo/facebook


ALEXANDRE DE MORAES MORRE DE MEDO DE JAIR BOLSONARO



Duas crianças mortas e uma lei que não protegeu ninguém

 RUBINHONUNES/YOUTUBE


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https://www.youtube.com/watch?v=AXqtRDI0TDA

O BRASIL DA MEDIOCRIDADE VENCEU

 ESTÚDIO5ELEMENTO/INSTAGRAM


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Moraes Manda PF Brutalizar Fonte de Jornalista!

 ANDREMARSIGLIA/YOUTUBE


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VOCÊ PROMETEU NÃO CRUZAR, MAS CRUZOU...

 marcelotoledo/facebook


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TODOS DISCUTEM ELEIÇÃO OLHANDO APENAS PARA AS PESQUISAS

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O ASFALTO DE PEQUIM RACHOU...

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A Prova de Moraes Contra o Jornalista Virou Contra Ele!

 DELTANDALLAGNOL/YOUTUBE


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SÓ ALMEJA TIRAR SEU DINHEIRO... ESSE É O NINE

 GUSTAVOVITORINO/FACEBOOK


SÓ ALMEJA TIRAR SEU DINHEIRO... ESSE É O NINE



CASO MASTER: Toffoli e Alcolumbre são citados em mensagens de Fábio Faria com Vorcaro

 REVISTAOESTE/YOUTUBE


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PARECE QUE A CASA CAIU...

 RONYGABRIEL


PARECE QUE A CASA CAIU...



terça-feira, 11 de agosto de 2026

O tamanho do Estado e a corrupção sob uma perspectiva liberal

    Isaías Fonseca 


A corrupção costuma ser explicada como consequência da falta de caráter de determinados indivíduos ou como um traço cultural de certas sociedades. Embora fatores éticos e culturais possam influenciar esse fenômeno, uma tradição importante do pensamento liberal sustenta que sua intensidade depende, sobretudo, da forma como o poder político é organizado. A corrupção prospera quando agentes públicos concentram poder discricionário para conceder benefícios, distribuir recursos, autorizar atividades ou criar exceções às regras gerais. Mais do que o tamanho do Estado em si, são a opacidade institucional, os privilégios seletivos e a baixa responsabilização que ampliam as oportunidades de captura e abuso.

Essa distinção é fundamental. Não existe uma relação automática entre Estados de grande dimensão e altos níveis de corrupção. Diversos países mantêm elevados gastos públicos e, ao mesmo tempo, apresentam baixos índices de corrupção graças a instituições robustas, elevada transparência, burocracias profissionais e mecanismos eficazes de controle. Da mesma forma, Estados relativamente pequenos podem tornar-se profundamente corruptos quando predominam o clientelismo, a fragilidade institucional e ausência de fiscalização. A crítica liberal dirige-se menos ao volume do gasto público e mais à concentração de poder discricionário, à falta de regras gerais e ao uso político da máquina estatal.

Essa preocupação acompanha o liberalismo desde o século XIX. Lord Acton observava que o poder tende a corromper, advertindo para os riscos da concentração excessiva de autoridade. A questão central, entretanto, não é apenas moral. Quanto maior a capacidade do Estado de conceder privilégios, criar exceções, distribuir subsídios, controlar mercados ou decidir quem recebe determinados benefícios, maior se torna o incentivo para que indivíduos e empresas direcionem esforços à conquista de influência política em vez de competir por eficiência econômica.

Sob essa perspectiva, a corrupção deixa de ser apenas um desvio individual e passa a refletir os incentivos criados pelas instituições. Quando licenças dependem de decisões pouco transparentes, contratos públicos são excessivamente discricionários ou benefícios fiscais são concedidos de maneira seletiva, o acesso ao poder político passa a ter elevado valor econômico. Empresas deixam de competir exclusivamente por produtividade e inovação para disputar a proximidade com autoridades capazes de conceder vantagens. O mercado, então, perde espaço para relações de influência.

Friedrich Hayek desenvolveu argumento semelhante ao defender que sociedades livres dependem da predominância de regras gerais, aplicáveis igualmente a todos, em vez de decisões casuísticas tomadas por autoridades públicas. Quanto mais previsíveis e impessoais forem as normas, menor será o espaço para negociações particulares, favorecimentos e arbitrariedades. A corrupção encontra terreno fértil justamente quando regras são substituídas por exceções.

Essa lógica ajuda a compreender por que determinados ambientes regulatórios favorecem práticas ilícitas. Não é a existência de regulação que produz corrupção, mas sua complexidade excessiva, sua opacidade ou a ampla margem de discricionariedade concedida aos agentes públicos. Quanto mais difícil for compreender ou cumprir determinada norma, maior tende a ser o valor econômico da influência política e da intermediação informal.

Nesse sentido, é importante distinguir o tamanho do Estado de sua qualidade institucional. Um governo pode administrar extensas políticas públicas com elevado grau de transparência, prestação de contas e profissionalização administrativa. Outro pode ter uma estrutura relativamente menor, mas funcionar de maneira patrimonialista, ser capturado por interesses privados ou distribuir privilégios de forma sistemática. O problema central, portanto, não é simplesmente quanto o Estado faz, mas como exerce suas funções e sob quais mecanismos de controle.

Uma perspectiva liberal também reconhece que reduzir determinadas formas de intervenção estatal pode diminuir oportunidades de captura. Mercados mais abertos, menor complexidade regulatória, sistemas tributários mais simples e procedimentos administrativos objetivos reduzem os pontos de contato em que decisões discricionárias podem gerar favorecimentos. Entretanto, isso não significa que um Estado limitado elimine completamente a corrupção.

Mesmo governos com funções restritas continuam responsáveis por contratar obras e serviços, administrar recursos públicos, fiscalizar atividades econômicas, exercer poder policial e aplicar a legislação. Todas essas funções permanecem sujeitas a riscos de corrupção. O desafio, portanto, não consiste apenas em reduzir atribuições estatais, mas em organizar essas atribuições sob critérios de transparência, concorrência, controle institucional e responsabilização permanente.

Talvez a contribuição mais importante da tradição liberal esteja justamente na defesa de instituições capazes de limitar o exercício arbitrário do poder. Quando regras são claras, decisões públicas são transparentes e agentes estatais respondem por seus atos, reduz-se o espaço para conluios e favorecimentos.

Essa preocupação conduz naturalmente ao papel da sociedade civil. Alexis de Tocqueville observava que democracias sólidas dependem menos da vigilância exercida exclusivamente pelo governo e mais da capacidade de os cidadãos livres se organizarem para controlar o próprio poder político. Imprensa independente, associações civis, universidades, entidades empresariais, organizações comunitárias e mecanismos locais de participação funcionam como importantes instrumentos de fiscalização.

A liberdade, sob essa perspectiva, não significa passividade diante do Estado, mas vigilância constante sobre quem exerce autoridade. Transparência de dados públicos, liberdade de imprensa, acesso à informação, fiscalização parlamentar, tribunais independentes e responsabilização eleitoral são elementos complementares na prevenção da corrupção. Quanto maior a capacidade da sociedade de acompanhar decisões públicas, menor tende a ser o espaço para práticas ilícitas ocultas.

Essa visão também modifica a forma de compreender o combate à corrupção. Multiplicar órgãos de controle ou criar novas normas pode ser necessário em determinadas circunstâncias, mas dificilmente produzirá resultados duradouros se permanecer intacta a estrutura de incentivos que favorece o uso privado do poder público. Combater a corrupção exige reduzir a dependência de decisões discricionárias, fortalecer a impessoalidade das instituições e ampliar mecanismos permanentes de prestação de contas.

Sob uma perspectiva liberal, portanto, o enfrentamento da corrupção não se resume a discutir o tamanho do Estado. Trata-se, sobretudo, de construir instituições em que o poder seja limitado por regras gerais, exercido com transparência e permanentemente submetido ao controle da sociedade.

Em vez de simplesmente defender “menos Estado”, a tradição liberal propõe algo mais específico e institucionalmente consistente: menos poder discricionário, menos privilégios, menos opacidade e menos oportunidades para captura política. Em seu lugar, defende mais concorrência, mais transparência, mais responsabilização e maior submissão de governantes e governados às mesmas regras jurídicas.

A corrupção dificilmente desaparecerá por completo. Contudo, quanto mais impessoais forem as instituições, quanto menor for o espaço para favores seletivos e quanto maior for a capacidade da sociedade de fiscalizar o exercício do poder, menores serão também os incentivos para transformar a autoridade pública em instrumento de interesses privados. É nesse equilíbrio entre liberdade, Estado de Direito e controle institucional que o liberalismo encontra sua principal contribuição para o combate à corrupção.









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O PROBLEMA NÃO ESTÁ NA URNA ELETRÔNICA

 gilbertosimoespire/pontocritico


SISTEMA ELETRÔNICO DE VOTAÇÃO

Na semana passada, ao dar início à -PRIMEIRA SEMANA NACIONAL DO SISTEMA ELETRÔNICO DE VOTAÇÃO-, os organizadores, com a visível pretensão de convencer os pobres eleitores do nosso empobrecido Brasil de que as URNAS ELETRÔNICAS SÃO CONFIÁVEIS, promoveram a ABERTURA DE UMA DELAS DIANTE DO PÚBLICO, com transmissão -ao vivo- pela internet, mostrando -os componentes do equipamento, como ele é construído, quais dispositivos contém e que funções cada parte desempenha-.

AUDITORIA E CONFERÊNCIA

Ora, na real, em todas as vezes que me manifestei sobre este importante tema, apontei que A DESCONFIANÇA QUE REINA NA CABEÇA DOS ELEITORES NÃO ESTÁ NA -URNA ELETRÔNICA, MAS DO QUE ACONTECE A PARTIR DO MOMENTO EM QUE OS VOTOS ALI CONTIDOS ENTRAM NO SISTEMA DE APURAÇÃO. Ou seja, OS DESCONFIADOS ELEITORES-SOBERANOS- QUEREM SE CERTIFICAR DE QUE OS VOTOS APURADOS CORRESPONDEM AOS VOTOS DIGITADOS NAS URNAS. ESSA NECESSÁRIA TRANSPARÊNCIA PRECISA ESTAR ALICERÇADA NA REAL POSSIBILIDADE DE AUDITORIA E/OU CONFERÊNCIA DOS VOTOS DEPOSITADOS NA URNAS.

LINGUAGEM ESPORTIVA

Da mesma forma com que o VAR (Video Assistant Referee) ou -árbitro assistente de vídeo- se tornou uma peça importante e necessária para AUDITAR (tirar eventuais dúvidas que pairam nas cabeças de narradores, comentaristas, torcedores, dirigentes e, principalmente, do próprio árbitro dos jogos de futebol, por exemplo). O SISTEMA DE VOTAÇÃO E/OU APURAÇÃO precisa, mais do que nunca, de UM SISTEMA OU MECANISMO QUE PERMITE VERIFICAR o que REALMENTE ACONTECEU DEPOIS QUE A URNAS FORAM FECHADAS E OS RELATÓRIOS FORAM EXPEDIDOS. Abrir a segurança da informação das eleições para a compreensão pública é, portanto, IMPRESCINDÍVEL.

SOBERANIA

De novo: enquanto não HOUVER TRANSPARÊNCIA - DO INÍCIO AO FIM- as URNAS ELETRÔNICAS E O SISTEMA DE VOTAÇÃO E APURAÇÃO SEGUIRÃO SENDO ALVOS DE DESCONFIANÇA DA MAIORIA DOS ELEITORES. Mais: não adianta perseguir aqueles que DUVIDAM DA EFICIÊNCIA DO SISTEMA. Até porque,  os eleitores são os verdadeiros SOBERANOS, não?
















publicadaemhttps://www.pontocritico.com/artigo/o-problema-nao-esta-na-urna-eletronica


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