Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

-

CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

sábado, 27 de junho de 2026

Escala 6×1: 0 debate certo, na hora errada, pelo motivo equivocado

 Leandro Lima


Redução da jornada avança sem que o país tenha construído as bases econômicas para sustentá-la

Nas últimas semanas, o Brasil descobriu que tinha uma opinião formada sobre escala de trabalho. Nas redes sociais, nos corredores do Congresso e nos programas de televisão, o debate em torno da extinção da escala 6×1 tomou o espaço que, em outro momento, caberia a temas como reforma tributária, qualidade da educação pública e desburocratização da economia. O assunto é legítimo. O problema está no contexto em que ele aparece, na velocidade com que avança e no uso que se faz dele.

A Câmara dos Deputados aprovou, em 27 de maio de 2026, a PEC que reduz a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas e institui dois dias obrigatórios de descanso. O texto segue para o Senado, com declaração do presidente da Câmara, Hugo Motta, de que a votação ocorrerá ainda em 2026. O calendário político é relevante: 2026 é ano de eleição presidencial, e o fim da escala 6×1 é uma das bandeiras centrais do governo Lula para a campanha à reeleição. Essa coincidência não invalida o debate, mas é um elemento que precisa ser considerado por qualquer análise que leve a sério os riscos de uma mudança estrutural aprovada com essa velocidade.

O trabalhador que deseja passar mais tempo com a família tem razão em querer isso. O desgaste de quem cumpre seis dias seguidos de trabalho é real, e ignorar esse fato seria uma desonestidade analítica. A questão não é se o desejo de jornadas menores é legítimo. É se a solução proposta consegue entregar esse benefício sem produzir consequências que recaiam sobre o próprio trabalhador que se quer proteger.

A baixa produtividade brasileira

O Brasil ocupa a 94ª posição em produtividade num ranking da OIT que considera 184 nações. Cada hora trabalhada no país gera, em média, US$ 21,17 de produção, medida em paridade de poder de compra. A Irlanda, líder do ranking, gera US$ 164,65 por hora, quase oito vezes mais. Países como Alemanha, França e Estados Unidos ficam entre US$ 80 e US$ 82. Mesmo o Japão, o menos produtivo do G7, entrega mais do que o dobro do Brasil por hora trabalhada.

Há um argumento recorrente no debate que diz que o brasileiro trabalha muito e recebe pouco. Os dados da OIT confirmam a segunda parte. Mas a primeira precisa ser qualificada. O Brasil está na 98ª posição em horas trabalhadas por semana, com média de 38,9 horas. China e Índia, economias em crescimento acelerado, trabalham 46 e 45 horas semanais. Países europeus que adotaram jornadas menores, como Dinamarca e Alemanha, trabalham entre 32 e 33 horas, mas com produtividade quatro vezes superior à brasileira. O trabalhador nacional não trabalha demais em relação ao mundo. Trabalha num sistema que gera menos por hora do que o necessário para sustentar salários mais altos e jornadas mais curtas.

Essa distinção é o ponto central do debate e é justamente ela que desaparece quando a discussão se torna eleitoral. Reduzir jornada num país de alta produtividade é um ajuste possível, porque o trabalhador já entrega mais valor em menos tempo. Fazer o mesmo num país de baixa produtividade, sem contrapartidas de qualificação, investimento ou ganho de eficiência, significa aumentar o custo de produzir sem aumentar o que se produz.

A Confederação Nacional da Indústria estimou, com base em modelos econômicos, que uma redução de 44 para 40 horas semanais, num cenário sem aumento de produtividade, poderia resultar em queda de 0,7% do PIB, o equivalente a aproximadamente R$ 77 bilhões. O custo médio ao consumidor final poderia subir cerca de 6,2%, porque o valor da hora trabalhada aumenta enquanto o volume produzido cai. Para compensar, as empresas precisariam contratar mais funcionários ou pagar horas extras, elevando a folha salarial sem crescimento equivalente de receita. Esses números são projeções condicionadas a um cenário específico, mas revelam uma dinâmica que qualquer formulação séria da política precisa considerar.

A conta não fecha

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, declarou que o governo não concederá compensação fiscal ou tributária às empresas para absorver o custo da mudança. A conta, portanto, recairá inteiramente sobre o setor produtivo. Para grandes corporações com margens saudáveis, a adaptação é possível, ainda que exija esforço. Para a maioria das empresas brasileiras, a equação é estruturalmente diferente.

Noventa por cento das empresas no Brasil têm menos de dez funcionários. São padarias, oficinas mecânicas, pequenos comércios, prestadoras de serviço, restaurantes, clínicas — negócios que operam com margens líquidas de 3%, 5%, 8% em setores de alta concorrência e baixo poder de precificação. Quando o custo do trabalho sobe, as saídas disponíveis são repasse de preço ao consumidor, redução de contratações ou encerramento da atividade. As três opções prejudicam quem a proposta pretendia beneficiar.

O risco de informalização é igualmente sério. O Brasil já tem cerca de 40 milhões de trabalhadores no mercado informal. Uma mudança que torne o emprego formal mais caro, sem transição adequada e sem compensação, tende a empurrar mais contratos para fora da proteção legal. O resultado seria o oposto do que a proposta anuncia: menos direitos para mais trabalhadores.

O Centro de Liderança Pública comparou a proposta brasileira com a regulação trabalhista de 21 países. A conclusão foi que o modelo aprovado pela Câmara torna o Brasil mais rígido do que a maioria dessas nações, não necessariamente pela redução da carga horária total, mas pela exigência de dois dias fixos de descanso por semana, aplicada de forma uniforme a todos os setores. França, Japão e China permitem distribuir as horas ao longo de seis dias, com folgas flexíveis conforme as necessidades do processo produtivo. A proposta brasileira não oferece essa margem.

Essa rigidez é onde o problema se torna mais concreto. Uma siderúrgica não interrompe o forno na sexta-feira para reacendê-lo na segunda, porque o processo de aquecimento demora cerca de 20 horas. Uma indústria cerâmica perde produção toda vez que o ciclo é quebrado fora do tempo adequado. Uma padaria concentra boa parte do faturamento nos fins de semana. Uma empresa de limpeza urbana repassa seu custo ao município, que já opera no limite fiscal. Nesses casos, a rigidez da escala não é um detalhe operacional. É a diferença entre um negócio viável e um inviável. Uma legislação que trate esses setores da mesma forma que trata atividades de escritório não resolve o problema da jornada. Cria problemas novos onde não existiam.

A discussão sobre a escala 6×1 é legítima

O debate sobre jornada de trabalho é válido e deve acontecer. O que precisa ser questionado é a forma: uma PEC aprovada com velocidade eleitoral, sem estudo de impacto por setor, sem mecanismo de transição adequado e sem contrapartida para quem absorve o custo.

O próprio ministro Marinho afirmou que a discussão deveria ser conduzida pelo diálogo entre trabalhadores e empregadores. O Brasil já tem o instrumento para isso: a negociação coletiva. Acordos por setor e por empresa permitem buscar jornadas menores sem impor um modelo uniforme a ciclos produtivos, sazonalidades e realidades financeiras completamente distintas. Um frigorífico tem demandas diferentes de um banco. Uma indústria têxtil tem uma lógica de produção diferente de uma empresa de tecnologia. A negociação coletiva permite que cada setor encontre o ponto de equilíbrio entre descanso e viabilidade, sem que o Estado precise saber de antemão qual é a resposta certa para todos. Foi exatamente esse princípio que a reforma trabalhista de 2017 buscou fortalecer. Uma lei nacional que ignora essas diferenças não elimina a tensão, apenas a transfere para outro lugar, geralmente para quem tem menos condições de absorvê-la.

Países que reduziram com sucesso a jornada de trabalho fizeram isso como consequência de aumento de produtividade, não como ponto de partida. A Alemanha e a Dinamarca trabalham menos porque produziram mais ao longo de décadas de investimento consistente em educação, tecnologia e eficiência industrial. A produtividade maior abriu espaço para a jornada menor sem que o custo recaísse sobre as margens das empresas ou sobre os preços ao consumidor.

Querer que o trabalhador brasileiro tenha mais tempo com a família é um desejo justo e merece uma resposta econômica séria. O risco do caminho atual não está na intenção, mas na sequência: reduzir jornada por lei, antes de construir as condições de produtividade que tornam essa redução sustentável, pode produzir efeitos contrários aos prometidos, com preços mais altos, menos contratações formais e mais pressão sobre quem já opera no limite.

O país não erra por querer que o trabalhador viva melhor. Erra quando antecipa por lei um resultado que só se sustenta com base econômica real. Quando essa base não existe, o que sobra não é a conquista prometida. É a conta que chega depois, silenciosa, distribuída entre preços, empregos e contratos que simplesmente deixaram de acontecer.

*Leandro Lima é sócio Fundador da B2 Gestão Inteligente e colaborador do Instituto Liberal.

*Artigo publicado originalmente na Revista Oeste.























publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/escala-6x1-0-debate-certo-na-hora-errada-pelo-motivo-equivocado/

O Brasil hoje, a Colômbia de ontem

   Vanderlino H. Ramage


Qualquer semelhança não é mera coincidência! 

“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”! 

             No ano de 2005 estive na Colômbia, e naquela ocasião estava chegando às livrarias a biografia de Pablo Escobar, o mega narcotraficante do chamado Cartel de Medellin. Impressiona a semelhança do que vivenciava aquele país, nos anos 80 e 90 do século passado, com o Brasil de hoje, com os níveis de violência, como decorrência do narcotráfico. 

A biografia é um depoimento contundente e sem firulas, dado por Jhon Jairo Velásquez Vásquez, conhecido no mundo do crime como “Popeye”, à jornalista colombiana Astrid Maria Legarda Martínez. “Popeye” era o segundo na hierarquia do Cartel de Medellin, abaixo apenas do super “capo”, Pablo Escobar. “Popeye” sobreviveu ao Cartel de Medellin, e deu estes depoimentos a partir de 1998, na prisão em Bogotá, Colômbia. 

Para aqueles sensíveis ao tema, estudiosos, sociólogos, professores de direito, administradores públicos, empresários etc, enfim todos aqueles que sabem, de que não há efeito sem causa, e sobretudo acreditam no nosso país, recomendo que leiam “El Verdadero PABLO, Sangre, traicion y muert...”, mutatis mutandis, concluirão de que o Brasil de hoje se encaminha (ou já vive) à Colômbia de ontem. 

É inacreditável, mas Pablo Escobar, com seu Cartel de Medellin, chegou a dominar um país inteiro. O Estado Colombiano, foi posto de joelhos, ficou à mercê do traficante. Dominou o Congresso Nacional, chegando ao ponto de mudar a legislação que permitia extradita-lo para os EUA. Entretanto para atingir este nível de dominação, amedrontou a nação através da “droga” e do terror.  

É necessário ressaltar, que Pablo angariava a simpatia de parte da população, que via nele um salvador, um benfeitor. Na realidade era um populista bandido, que sabia como poucos manipular as pessoas e os anseios das populações humildes e carentes. Um Robin Hood às avessas, do século XX. Qualquer semelhança com o Brasil de hoje não é mera coincidência. 

No auge do seu poder e na luta titânica para não ser extraditado, para os EUA, Pablo Escobar aliou-se a terroristas dos grupos guerrilheiros ETA, das FARCs, do ELN, do M-19 etc, para as quais fornecia drogas em troca de armamento e treinamento operacional militar. É interessante, nesse relato biográfico, a evidência da simbiose do narcotráfico com as esquerdas latinas, os Sandinistas da Nicarágua, o General Noriega do Panamá, e os donos de “La Isla Paradiso” Cuba. Pablo tinha a simpatia os ditos “movimentos  da sociedade organizada”, do “indigenismo”, dos “direitos humanos” e até do “ambientalismo fundamentalista” etc, etc.  

As FARCs (Forças Armadas Revolucionárias Colombianas) brasileiras têm outros nomes, mas são bem conhecidas, tem apelidos camuflados como “Movimentos Sociais”, inclusive ONGs. Daí talvez, se possa começar a entender porque os “direitos humanos” nunca acodem as vítimas, os policiais assassinados ou seus familiares, mas se apiedam sempre do bandido!

No final de sua vida, Pablo com seu Cartel de Medellin, entre outros recordes, contabilizava a morte de 1500 policiais, o assassinato de 03 candidatos à presidência da república, 02 ministros da justiça, 01 senador, 01 procurador da república, um avião com 107 passageiros abatido em pleno voo, mais de 250 atentados com dinamite, morte de mais de 1000 jovens das comunidades, centenas de civis inocentes, sequestros de empresários, jornalistas, políticos etc. E finalmente a proeza de ter acabado com a cúpula do judiciário colombiano de uma tacada só, incluindo a morte de mais de 100 pessoas num único atentado. Foi aí que a nação começou a acordar!  

No caso do Brasil a situação é mais grave, pois contabilizamos quase 50.000 assassinatos por ano, em grande parte, como decorrência do consumo de drogas ilícitas, narcotráfico e seus desdobramentos. Incluindo as mortes no trânsito (50.000 por ano), chegamos a um número apocalíptico, de mais de 1.000.000 de mortes violentas em 10 anos. E ainda não acordamos! 

É uma guerra das mais devastadores de todos os tempos. E o custo social, psicológico? Medo, incerteza, descrença, insegurança. E o custo financeiro? Quanto custa aos contribuintes deste país pagar esta guerra fratricida? 

Entretanto, o mais inverossímil foi o debate político das últimas eleições sobre o tema, quase nada. A preocupação relevante orbitava sobre a questão LGBT, casamento gay, homofobia etc, temas que passaram a ser prioridades nacional, uma questão de Estado. Aliás, continuam como prioridades no Congresso Nacional. Enquanto isso a nação sangra!  

Nas questões estratégicas, que realmente interessam ao futuro do nosso país, o Brasil virou o “samba do criolo doido”: Na TV o herói é do UFC, violência que faz do boxe um esporte para os fracos; do “BIG Brother”, da “novela das oito”, e para fechar a semana, o herói da “Dança dos famosos”. 

O narcotráfico já mantém muitas áreas “liberadas” em cidades brasileiras, e está na gênese da maior parte da violência deste país. As medidas para extirpar esta chaga, tomadas pelas autoridades, são de uma candura de fazer chorar o mais insensível dos mortais. 

Vejamos: como se trata de uma guerra, o problema escapa a soluções meramente policiais. Todos sabem de onde vem as drogas, por onde entram no nosso país, por onde entram as armas que dão suporte bélico e quem são os respectivos fabricantes. 

Portanto as UPPs, “Unidades Pacificadoras”, tão celebradas como soluções em algumas grandes cidades brasileiras, são apenas respostas políticas de candidatos eleitoreiros. Na prática, servem de mortes anunciadas de policiais que morrem, no cumprimento inglório do dever. 

De outra parte, as campanhas antidrogas se revelam de um cinismo que despreza a capacidade cognitiva e a sensibilidade do ser humano. Se restringem ao “CRACK”, o “genérico” das drogas. O “crack” incomoda ao grande traficante e a sensação que se tem é de que o narcotráfico já controla setores da mídia, dada as investidas para “legalizar” a maconha. Qualquer estudante do segundo grau sabe que a maconha é a porta de entrada para as drogas mais pesadas. O tabaco e o álcool destroem o corpo, o narcótico destrói a alma. 

Causa espanto que os bilhões de reais, movimentados pelo narcotráfico, escapem ao controle das autoridades fazendárias deste país. Pois, qualquer brasileiro que já viveu a experiência de movimentar o montante de R$ 100.000,00 sabe, que tem um órgão chamado COAF, que controla as movimentações financeiras desse porte. E mais, o dinheiro do tráfico necessita ser “lavado”, e não é feito em lavanderias convencionais. Todos sabem onde eles são “lavados” para legitima-los. 

Há muitos anos, na época da inflação galopante, ouvi alguém dizer: “Sabem por que a inflação não acaba? Porque alguém lucra com ela, pois se a sociedade inteira, sem exceção, perdesse, ela acabaria no dia seguinte”. 

Este raciocínio vale para o narcotráfico. Além dos narcotraficantes, alguém mais lucra, alguém ou alguns muito poderosos, e dá para inferir quais sejam?! 

Poderia continuar este raciocínio usando a lógica capitalista. O narcotráfico existe porque existe mercado. Como o maior mercado consumidor do mundo, continua sendo o mercado norte americano, não seria ali, também, que o problema teria que ser atacado prioritariamente? 

Num país como o Brasil, onde ocorrem perto de 50 mil assassinatos por ano, esta questão continua não sendo tratada como prioridade nacional. Convenhamos, vivemos numa sociedade doente, um paroxismo sem fim! 

Lembro-me de uma amiga, que teve seu único filho assassinado num latrocínio. Esta mãe teve que lutar, como só uma mãe o faz, para conseguir prender e manter o assassino na cadeia. Passado algum tempo, alegando insegurança, este facínora conseguiu a transferência de um presídio de segurança máxima para um presídio de segurança mínima, no interior do Estado do RS. Esta mãe, periodicamente, se dirigia àquela cidade para conferir se o “seu bandido” ainda estava lá encarcerado. Como já se passaram muitos anos, “a progressão da pena”, a Lei que autoriza bandidos a continuarem praticando novos delitos, já deve ter colocado este assassino no convívio da sociedade.  

Os exegetas do Direito dirão: são conquistas da civilização! E, quem pensa diferente, os “esquerdopatas” logo rotulam de autoritário, direitista e fascista. 

Arrematando, disse-me aquela mãe: a sociedade brasileira silencia e o silêncio a faz conivente. 

Silencia o Executivo, silencia o Judiciário, silencia o Legislativo! 

Dizem que “A história se repete duas vezes, a primeira como farsa, e a segunda como tragédia”. A farsa é a pseudodemocracia que vivenciamos, a tragédia é o que virá depois!  

“Isto não é o fim do mundo, é o fim do Brasil, apenas”! 

OBS: Este texto foi escrito há mais de 20 anos, infelizmente continua atual! 

*          O autor, Vanderlino H Ramage, é  Oficial Veterano da Aer/Administrador 














PUBLICADAEMhttps://www.puggina.org/outros-autores-artigo/o-brasil-hoje,-a-colombia-de-ontem__18688

Farinha pouca, meu pirão primeiro

 marlonreguelin/institutoliberal


Dizem que, se você quiser realmente conhecer uma pessoa, dê-lhe poder. Longe de suspeitar do adágio popular, ouso dizer que há uma maneira ainda mais eficaz: mexa em seu dinheiro. Amigo vira inimigo. Funcionário vira sindicalista. Homem vira bicho. E até comuna vira capitalista.

Jones Manoel, conhecido militante comunista nas livres redes deste Brasil varonil, foi notícia nos últimos dias em virtude de pendenga com seus companheiros de partido e luta. Segundo o próprio, membros do PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário) queriam “socializar” o canal do Youtube Farol Brasil, criado e mantido por ele. “O PCBR queria assumir o controle do Farol Brasil, mas assumir o controle do Farol Brasil sem ter condições de administrar o canal e sem garantir a minha renda financeira e a renda da minha família”, disse.

Jones não é apenas mais um rapaz latino-americano… Historiador pela Federal de Pernambuco, o jovem rapaz (apenas 36 anos) acumula milhões de seguidores em suas redes sociais. Suas pautas? Basicamente divulgação das utopias comunistas – que, onde implementadas, só fizeram trazer fome, miséria e morte ao povo! Confesso ao leitor, até poucos dias atrás não conhecia muito sobre o sujeito, exceto por um ou outro recorte de debate entre ele e alguma figura conhecida do campo da direita.

O que conheço bem, isso sim, são as ideias que ele prega. Não é o objetivo deste artigo fazer uma análise profunda sobre os pilares do comunismo, mas tem coisa que todo mundo sabe: propriedade privada, na cabeça dessa gente, é inadmissível! No capitulo II de seu Manifesto do Partido Comunista, Marx é muito claro: “Neste sentido, os comunistas podem condensar a sua teoria numa única expressão: abolição da propriedade privada.”

Ora, não resta dúvida de que canais de mídia no Youtube são propriedade (estão vinculados a uma ou mais pessoas) e são privados (proprietários de canais recebem proventos a depender dos resultados e alcance dos conteúdos, algo bem meritocrático, frise-se). Não sei se Jones recebia pouco ou muito da plataforma. Não importa! Se o canal é seu e a empresa aferiu os resultados dos conteúdos, nada mais justo que ele receba o proporcional/ combinado disso.

A pergunta que resta é: mas e a ideologia? Socialização que dá em Chico não dá em Francisco? Pelo jeito, não… Jones Manoel está descobrindo na prática a dor diária de milhões de autônomos e pequenos empresários brasileiros: se o estado tomar meu ganha pão, como eu fico? Se um burocrata lá em Brasilia inventar uma regra nova amanhã, o que acontece com meu negócio? Se eu não conseguir pagar essa quantidade absurda de impostos, vou sustentar minha família de que jeito?

Pois é, Jones… Bem-vindo à realidade, camarada! Bem-vindo ao dia a dia do povo que você diz defender. Como pode ver, “aqui embaixo, as leis são diferentes”. O episódio, no entanto, não parece ter causado maiores reflexões no campo das ideias. Jones Manoel tem se apresentado como pré-candidato a deputado federal pelo indefectível PSOL, para a surpresa de absolutamente ninguém.

Não sei o que o futuro lhe reserva. Mesmo assim, arrisco dizer que os velhos e batidos discursos continuarão os mesmos. “À causa/pela causa, tudo!”, eles dizem… Pelo visto, só até a pagina 2! Afinal, se a farinha é contada, meu pirão é prioridade, não é mesmo, Jones?

*Marlon Reguelin é empreendedor. 














publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/farinha-pouca-meu-pirao-primeiro-2/

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More