Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

-

CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Algumas frases importantes sobre liberdade de expressão

  João Luiz Mauad 


Quando um juiz passa a agir de ofício, isso significa rasgar toda a filosofia e a longa história do direito no mundo. Mas basta invocar a defesa da democracia que vale tudo. Além disso, agora basta uma maioria em reunião plenária para aprovar qualquer coisa. Lei? Pra quê?

Algumas frases sobre liberdade de expressão:

“Uma nação que tem medo de deixar seu povo julgar a verdade e a falsidade em um mercado aberto é uma nação que tem medo de seu povo.” John F. Kennedy

“O povo não será privado ou abreviado de seu direito de falar ou publicar seus sentimentos; e a liberdade de imprensa, como um dos grandes baluartes da liberdade, será inviolável.” James Madison

“Se me fosse decidido se deveríamos ter um governo sem jornais ou jornais sem governo, não hesitaria um momento em preferir o último.”  Thomas Jefferson

“A liberdade de imprensa, se é que significa alguma coisa, significa a liberdade de criticar e se opor ao governo” George Orwell

“Nossa liberdade depende da liberdade de imprensa, e ela não pode ser limitada sem se perder.” Thomas Jefferson

“Uma imprensa livre pode, é claro, ser boa ou ruim, mas, certamente sem liberdade, a imprensa nunca será outra coisa senão ruim.” Albert Camus

“Sou … pela liberdade de imprensa, e contra todas as violações da Constituição, para silenciar pela força e não pela razão as queixas ou críticas, justas ou injustas, de nossos cidadãos contra a conduta de seus agentes.” Thomas Jefferson

“Eu declaro que não mantenho esse amor completo e instantâneo pela liberdade de imprensa porque sua natureza é inquestionavelmente boa. Eu a amo por consideração aos males que ela evita muito mais do que pelo bem que faz.” Alexis de Tocqueville

“Para obter o bem inestimável que a liberdade de imprensa assegura, é preciso saber se submeter ao mal inevitável que ela gera.” Alexis de Tocqueville

“Por que a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa devem ser permitidas? Por que um governo que está fazendo o que acredita ser certo deve ser criticado?” Vladimir Lenin

“A burguesia é muitas vezes mais forte que nós. Dar-lhe a arma da liberdade de imprensa é facilitar a causa do inimigo, ajudar o inimigo de classe. Não queremos terminar em suicídio, então não faremos isso.” ~ Vladimir Lenin


















publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/algumas-frases-importantes-sobre-liberdade-de-expressao/

MANIFESTOS...

 gilbertosimõespires/pontocritico


MANIFESTOS

Na terça feira, 8, enquanto um GRUPO formado por 13 ex-ministros do STF (Néri da Silveira, Francisco Rezek, Sydney Sanches, Celso de Mello, Carlos Velloso, Ilmar Galvão, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber) enviou um MANIFESTO ao presidente da Corte, Edson Fachin, pedindo a realização de uma SESSÃO PÚBLICA com a finalidade de esclarecer a CRISE INTERNA NO TRIBUNAL; a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE IMPRENSA (ABI), PUBLICOU UM MANIFESTO DE APOIO IRRESTRITO À REELEIÇÃO DO PRESIDENTE LULA.  Que tal?

PREFERÊNCIA POR LULA

Antes de tudo, embora mais do que sabido, dos EX-MINISTROS que assinaram o MANIFESTO a maioria nunca escondeu simpatia e preferência por LULA na presidência do Brasil. Mais: todos, sem exceção, sabem, perfeitamente, que a CRISE INSTALADA NO STF foi e está sendo PRODUZIDA por MINISTROS INDICADOS POR FHC, LULA, DILMA E TEMER, como é o caso de ALEXANDRE MORAES, GILMAR MENDES, EDSON FACCHIN, DIAS TOFFOLI, CRISTIANO ZANIN, FLÁVIO DINO, LUIZ ROBERTO BARROSO (pediu para sair e quase foi substituído por JORGE MESSIAS).

ÍNTEGRA DO MANIFESTO DOS EX-MINISTROS DO STF

A título de informação, eis o que diz o MANIFESTO DOS -FALSOS- PREOCUPADOS COM A CRISE NO STF: 

A Sua Excelência Ministro Edson Fachin, Presidente do Supremo Tribunal Federal.

Senhor Ministro Presidente,

Os ministros aposentados e ex-presidentes, abaixo assinados, vêm manifestar plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza de Vossa Excelência na condução dessa Suprema Corte, na mais aguda crise de sua história, e a absoluta convicção de que designará, com toda a urgência, sessão pública para que o Tribunal Pleno determine imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse Tribunal, a confiança do povo e até mesmo a estabilidade das instituições democráticas.

ABI COERENTE

Também a título de informação, eis o que diz o MANIFESTO da ABI, totalmente desprovido de SURPRESA e carregado de COERÊNCIA ESQUERDISTA:

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI), fiel à sua história e aos princípios que orientam sua atuação desde 1908, reafirma, neste grave momento em que vivemos, seus compromissos com o Estado Democrático de Direito e com a soberania nacional. O que pressupõe a defesa incondicional da democracia e de suas instituições; das liberdades políticas; das liberdades de expressão e de imprensa; dos direitos humanos e das minorias e da independência de nosso país.

Coerentes com nossas lutas, condenamos golpes ou tentativas de golpes de Estado que violam a Constituição, assim como as tentativas de livrar seus autores e cúmplices das punições a que estão sujeitos.

Rejeitamos, assim, os discursos e as práticas de candidatos a presidente da República que colocam em risco a democracia e os direitos do povo brasileiro, são coniventes com o golpismo e com golpistas e claramente pregam a submissão do nosso país e a entrega de nossas riquezas a uma potência estrangeira.

Por isso, a ABI MANIFESTA SEU APOIO À REELEIÇÃO DO PRESIDENTE LULA, QUE SE MANTÉM, EM SUA TRAJETÓRIA POLÍTICA E NO EXERCÍCIO DE SEUS MANDATOS, INDEPENDENTE DE QUALQUER JUÍZO PARTIDÁRIO, EM SINTONIA COM OS PRINCÍPIOS QUE DEFENDEMOS.

TIRANIA PLENA

Ou seja, considerando que o próximo presidente deverá indicar quatro ou cinco nomes para integrar a Suprema Corte, a ABI, através do seu MANIFESTO, não esconde que tem enorme e franco interesse em estabelecer uma TIRANIA PLENA NO BRASIL. Que tal? 


















publicadaemhttps://www.pontocritico.com/artigo/manifestos

Justiça Eleitoral Confirma Minha Candidatura! Chora, PT!

 deltandallagnol/youtube


Justiça Eleitoral Confirma Minha Candidatura! Chora, PT!


clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=3lF96UnWwUA

EM QUAL NAÇÃO VOCÊ QUER CRIAR SEUS FILHOS E NETOS?

 RUIGILMAR/FACEBOOK


EM QUAL NAÇÃO VOCÊ QUER CRIAR SEUS FILHOS E NETOS?



PT É ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

 DEP LUIZPHILLIPEDEORLEANSEBRAGANÇA/FACEBOOK


PT É ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA



LULA EMPURRA O GÓPI PARA DENTRO DO STF

 fernaolaramesquita


LULA EMPURRA O GÓPI PARA DENTRO DO STF


clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=7YnZGGiaO7o

"Nenhuma Decisão do Supremo Vale Mais Nada" — O Dia em que o STF Virou Várzea

 rubinhonunes/youtube


"Nenhuma Decisão do Supremo Vale Mais Nada" — O Dia em que o STF Virou Várzea



“Arapongagem” na PF: Mendonça reage e abre novo terremoto no STF

  SEM RODEIOS


3 tensões globais: como o STF arrasta o Brasil para a instabilidade mundial

 revistaoeste/youtube


clique no link abaixo e assista

BILHÕES EM VIAGENS

 FACEBOOK


BILHÕES EM VIAGENS



Mendonça Reage a Dino e Cobra Fachin: O STF Virou Uma Várzea!

 andrémarsiglia/youtube


Mendonça Reage a Dino e Cobra Fachin: O STF Virou Uma Várzea!


clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=UhFsZ7y0U5c

TAL PAI, TAL FILHO

 NIKOLAS FERREIRA/FACEBOOK


TAL PAI, TAL FILHO 



quarta-feira, 9 de setembro de 2026

O cálculo e a cumplicidade

  Francisco Carneiro Junior


Sobre o crime, a frieza de quem o pratica e a hipocrisia de quem o protege

             Tem uma mentira que se conta em voz baixa nos velórios da nossa hipocrisia coletiva… e essa mentira tem a doçura das coisas que nos absolvem sem esforço: a de que o bandido é, no fundo, um menino que a vida traiu. Pobre rapaz. Vítima da fome, vítima do pai ausente, vítima de um país que não lhe deu colo. Mentira bonita, mentira de fazer chorar plateia de auditório — e mentira que tem uma utilidade prática indecente: absolve todo mundo, menos quem puxou o gatilho. Eu, que enterrei colegas e segurei a mão de viúvas que a estatística nunca contou direito, vou dizer o que poucos têm estômago de dizer: o crime não é fatalidade. É conta de chegar. É soma e subtração feita a sangue frio, debaixo do sol ou na calada da noite, e quem soma e subtrai sabe muito bem o que está fazendo.

Obrigado por ler! Subscrição gratuita para receber novos posts e apoiar o meu trabalho.

PARTE I — O CRIME COMO ESCOLHA RACIONAL

Em 1968 um economista de Chicago teve a ousadia de dizer, com a frieza de quem mede números e não sentimentos, o que todo policial de rua já sabia havia muito tempo: o homem que comete um crime calcula. Calcula como um caixeiro-viajante calcula sua comissão. Não há delírio, não há loucura coletiva por trás de um assalto bem planejado, de um sequestro com hora marcada, de uma fraude milionária assinada em cartório com letra bonita. Há aritmética. E aritmética não tem alma — tem resultado.

Quem já entrou numa favela de fuzil em punho sabe que o crime organizado não improvisa: organiza. Tem hierarquia, tem logística, tem reunião de diretoria como qualquer empresa que se preze, só que ali a pauta é sangue e a meta é território. O traficante que espalha bocas de fumo pela periferia inteira não age por impulso — diversifica. O assaltante que escolhe a agência sem policiamento, o sequestrador que vigia a vítima durante semanas como quem namora pelo cantinho, o estelionatário que estuda a lei antes de violá-la com sorriso de cordialidade — todos eles, antes de bandidos, são estrategistas. E estrategista, meu caro leitor, responde a incentivo. Sempre respondeu.

E aqui está o osso da questão, duro de roer: quando o custo de errar despenca — quando a chance de ser pego é baixa, a pena é leve e a Justiça anda como boi cansado — o crime para de ser risco e vira negócio de margem garantida. Negócio com margem garantida atrai sócio. Atrai capital. Atrai menino de quatorze anos que enxerga ali o único plano de carreira que a Pátria lhe ofereceu. Não é mistério, é mercado. Só que aqui a mercadoria é o medo do próximo e a moeda corrente é sangue alheio derramado sem pedir licença.

O Estado não foi inventado para fazer terapia de bandido. Foi inventado para tornar o crime caro — caro a ponto de não compensar. Policiamento que aparece, investigação que conclui, juiz que julga sem demora e pena do tamanho do estrago: eis o tripé. Falte uma perna e o resto desmorona em cima de quem não tem advogado de marca, nem assessoria de imprensa, nem habeas corpus engatilhado na gaveta de algum gabinete simpático. Desmorona em cima do pobre, sempre. Os ricos têm grade em volta de casa; o pobre tem a grade da cadeia, quando tem sorte de ver o agressor preso.

Não é crueldade, é física. Corpo em movimento segue em movimento até que algo o detenha — newtoniano, e ninguém recorre de Newton. O criminoso racional reincide até que reincidir custe caro demais para o seu próprio cálculo. Quem confunde rigor com vingança nunca segurou a mão de mãe que reconheceu o filho numa gaveta de necrotério. Quem fala assim fala de longe, fala em mesa redonda, fala com café fumegando ao lado — fala sem nunca ter cheirado pólvora nem velado ninguém.

E há nisso algo que envergonha, porque revela demais: é mais cômodo, mais elegante de salão, culpar a estrutura do que olhar a vítima nos olhos e dizer a verdade nua — este crime teve dono, teve nome, teve vontade própria. Admitir a escolha do criminoso obriga a admitir também a sua plena responsabilidade, e responsabilidade plena assusta quem prefere o cobertor morno do determinismo social. É mais fácil chorar pelo algoz do que pela vítima. Sempre foi.

O fio que liga este diagnóstico ao próximo capítulo é quase invisível, como a febre que ainda não denunciou a infecção que a gera. Se o crime é cálculo, e se só a certeza do castigo desarma esse cálculo, cabe perguntar com a voz mais seca que se tiver: por que o Brasil insiste em amarrar a própria mão que deveria empunhar esse castigo? A resposta não mora , na favela, não mora na estatística fria de letalidade. Mora no gabinete com ar-condicionado, na coluna assinada, no plenário de comissão, no estrado da banca examinadora. Mora, em síntese, numa engrenagem bem lubrificada que não nasceu para combater o crime — nasceu para proteger o criminoso da única coisa de que ele de fato tem medo.

PARTE II — OS PADRINHOS DA IMPUNIDADE

Um magistrado francês chamado Georges Fenech, teve a ousadia de batizar o que muitos viam e ninguém ousava nomear: chamou-o de Lobby da Insegurança Pública. Setores da academia, organizações de fachada bem-intencionada e fatias generosas da grande imprensa, segundo a sua leitura, trabalham em sintonia — quase coreografada — para emperrar qualquer política criminal que tenha dentes. Não por inocência. Por convicção entranhada, e, convenhamos, por interesse de classe travestido de princípio. Há quem viva muito bem do problema que jura, em entrevista, querer resolver.

Repare no padrão, porque padrão é o que é: toda vez que algum parlamentar propõe pena mais dura, corte de benesse ou rigor contra o criminoso violento, levanta-se uma reação organizada com a pontualidade de relógio suíço. Não é coincidência de calendário. É reflexo de um ecossistema inteiro que vive — em dinheiro e em prestígio — da manutenção das coisas como estão. Coincidência, dirão os ingênuos ou os cúmplices. Padrão, digo eu, com a documentação na mão.

Fenech cunhou outra expressão que merecia estar tatuada na testa de muito acadêmico: a Cultura da Desculpa. Nesse evangelho às avessas, o criminoso deixa de responder por seus atos e vira produto de fábrica — fábrica da pobreza, da desigualdade, do capitalismo, da exclusão. O homem, com seu livre-arbítrio,

implesmente some do enredo, como personagem que o autor esqueceu em cena. Sobra só a sociedade, sentada num banco de réus que ninguém formalmente convocou, mas que é condenada todo santo dia, em silêncio, sem direito a defesa.

E o resultado dessa pregação é tão previsível quanto a ressaca depois da festa: quando toda a culpa é jogada para fatores de fora, a própria punição passa a soar como injustiça. A vítima — a de carne, a que sangrou, a que enterrou filho num caixão pequeno demais — desaparece do centro do palco. O agressor vira quase mártir, marionete de forças que ele mesmo, dizem, não escolheu. E qualquer rigor passa a ser chamado de atraso, de vingança travestida de lei, de autoritarismo com gravata.

Mas há uma rachadura nessa narrativa, e ela está escancarada para quem quiser ver: a criminalidade não nasce só da pobreza. Há nação rica, de desemprego baixinho, que viu sua criminalidade violenta disparar. Há nação pobre que mantém índice de crime grave invejavelmente baixo. O fenômeno é tecido de várias linhas — cultura, instituição, capital social e, acima de tudo, a sensação de que o crime sai de graça. Reduzir isso a uma única equação econômica não é ciência. É catecismo disfarçado de tese.

Olhe para as grandes democracias, essas que ninguém tem coragem de chamar de bárbaras. Estados Unidos, Japão, boa parte da Europa mantiveram, por décadas, punição severa para o crime grave, com prisão perpétua prevista em lei sem que isso arranhasse seu verniz civilizatório. O discurso de que rigor é incompatível com civilização desmorona diante do espelho das próprias nações que mais respeitam o Estado de Direito neste planeta.

E no Brasil? Aqui, propostas como prisão depois de condenação em segunda instância, fim da progressão automática de regime, perpétua para o crime mais hediondo, redução da maioridade penal e penas mais longas esbarram em resistência feroz — política e acadêmica — apesar de pesquisa após pesquisa mostrar apoio popular largo, quase unânime nas ruas. Há aqui um descompasso obsceno entre o que pensa o povo e o que decide o gabinete climatizado.

E quando o cidadão comum tem a ousadia de pedir mais rigor, qual o troco que recebe? Rótulo. Vingativo. Punitivista. Ignorante. Fascista. Como se bastasse uma elitezinha intelectual, abrigada em seu condomínio fechado, para decretar — em nome de todos — o que é política criminal legítima. Há juristas que já desnudaram essa contradição com bisturi: parte da intelectualidade só respeita a opinião do povo quando ela bate com a sua própria opinião de antemão. Fora disso, o povo vira menor de idade, incapaz de saber o que é bom para si — tutela com cara de democracia.

Por que propostas constitucionais, legais e abraçadas pela maioria encontram tanta resistência organizada? A resposta soa como sentença: é a engrenagem dos padrinhos da impunidade funcionando a pleno vapor, irrigada por verba de pesquisa, por cargo de comissão, por coluna de jornal, por uma indústria inteira que vive — literalmente vive — da perpetuação do mal que diz combater.

O verdadeiro debate não é entre direita e esquerda — essa etiqueta, tantas vezes usada para encerrar conversa antes de começar, é cortina de fumaça barata. A pergunta de verdade é outra, e incomoda: quem deve mandar na política criminal de uma nação? Os fatos e a evidência? A vontade do povo, repetida em urna e em pesquisa? Ou uma elitezinha convencida, com a arrogância de quem nunca pisou em cena de crime, de que sabe melhor que o povo o que é bom para o povo?

Segurança pública não é, nunca foi e não deveria ser laboratório de tese acadêmica. Quem paga a conta da política criminal frouxa não é o teórico do auditório com ar-condicionado — é o cidadão comum, sobretudo o pobre, que convive todo dia, na pele e na alma, com a lei imposta por facção. É na favela, não no anfiteatro, que se paga o preço mais alto da leniência institucional.

A política criminal serve a quem, afinal? Serve à proteção do cidadão e à responsabilização do criminoso, ou serve à preservação de teoria bonita que insiste em fechar os olhos para o fato cru? É hora de tirar a ideologia do centro do palco e devolver o lugar a quem sempre deveria tê-lo ocupado: a segurança e a dignidade do povo brasileiro.

ENCERRAMENTO

Todo povo tem um limite de paciência, e esse limite não é teoria de doutorado — tem nome, tem rosto, tem caixão. Quando a Justiça, que deveria pesar com olhos vendados o certo e o errado, passa a pender sistematicamente para o lado de quem ofende e não de quem foi ofendido, não é falha técnica que está em curso. É inversão moral. E inversão moral, a vida ensina com a crueldade de quem já assistiu a esse mesmo filme repetido, não se corrige sozinha. Corrige-se com coragem, com clareza, com a recusa teimosa de aceitar que o mal seja apenas circunstância passageira.

Porque no fim de tudo há uma coisa que nenhuma estatística, nenhuma tese e nenhum lobby consegue apagar: a certeza, velha como o mundo, de que existe um juízo além do juízo dos homens. As leis que escrevemos aqui embaixo são, na melhor das hipóteses, sombra pálida de uma justiça maior — aquela que não se compra, não se intimida, não se rende a relatório escrito sob luz fluorescente. Os que hoje desviam o olhar da vítima para não enxergá-la um dia responderão, ainda que tarde, perante um tribunal sem recurso, sem prescrição e sem padrinho. Que essa certeza, mais do que qualquer lei nova, seja o que nos sustenta enquanto seguimos de pé — com a lei numa mão e Deus no horizonte — por um país onde a vítima volte, enfim, ao centro da Justiça.

 

Já começamos as nossas análises políticas, geopolíticas e de segurança, exclusivas e bastante profundas, de todas as quartas-feiras.

Obtenha a Assinatura VIP.

Considere subscrever no melhor site sobre Segurança e Geopolítica do Substack. Gratuitamente ou como Assinante VIP. Ou ainda como Membro Fundador . À sua escolha! E fique bem informado!

Por trás de cada análise séria, há pesquisa, tempo e compromisso com a verdade. Para a sobrevivência do Canal, é imprescindível que voce ajude.

FCJ. Análise. Estratégia. Verdade.

Obrigado por ler! Subscrição gratuita para receber novos posts e apoiar o meu trabalho.

 




















publicadaemhttps://www.puggina.org/outros-autores-artigo/o-calculo-e-a-cumplicidade__18736

Roberto Campos e a ironia dos ‘’ários’’

 ISAACFREITAS/INSTITUTOLIBERAL


Atualmente, valoriza-se com frequência a centralidade de diferentes agentes sociais, aqui sintetizados na expressão “ários”: funcionário, operário e missionário. Curiosamente, o empresário raramente recebe o mesmo destaque no debate público. Esta reflexão inspira-se no estilo analítico de Roberto Campos, especialmente em entrevistas concedidas na década de 1990, nas quais se evidenciaram inconsistências recorrentes na formulação de prioridades no Brasil.

É uma premissa fundamental da tradição liberal que todos os indivíduos merecem igual respeito e dignidade. Afinal, o respeito ao indivíduo, seja ele qual for, constitui um dos primeiros atributos da tradição liberal. No entanto, a análise funcional de seus papéis revela distinções relevantes. Funcionários e operários são indispensáveis para a execução das atividades produtivas. Os missionários exercem uma função voltada à dimensão espiritual e ao serviço comunitário, contribuindo para a formação moral de inúmeras pessoas. Importa observar que o Concílio Vaticano II promoveu, em certa medida, uma inflexão nesse paradigma, ao incentivar maior engajamento com as realidades temporais. Ainda assim, verifica-se contemporaneamente um movimento de retomada de ênfases mais transcendentes. Nesse contexto, a figura do empresário permanece sub-representada, apesar de sua função estruturante.

O empresário ocupa uma posição singular no processo econômico. É quem identifica oportunidades, organiza os fatores de produção, investe capital, assume riscos e coordena recursos para transformar ideias em bens, serviços e empregos que demandam trabalho assalariado. Sem essa iniciativa, não haveria atividade produtiva capaz de sustentar as demais funções econômicas.

No Brasil, essa tarefa é desempenhada sob condições frequentemente adversas. A complexidade regulatória, a elevada carga tributária, a insegurança jurídica e a constante instabilidade das normas reduzem a previsibilidade e elevam o custo de empreender. Essa realidade confirma uma das críticas mais recorrentes de Roberto Campos: o excesso de intervenção estatal frequentemente transforma o empreendedor em um sobrevivente da burocracia.

Um país somente alcança prosperidade duradoura quando compreende e respeita aqueles que criam riqueza. Isso não significa conceder privilégios ao empresário, mas reconhecer objetivamente sua função na geração de investimentos, empregos, inovação e crescimento econômico, exercida por quem investe, empreende e gera atividade produtiva. Ao mesmo tempo, cabe ao Estado permitir que o cidadão comum tenha acesso aos pressupostos necessários para melhorar sua condição financeira, seja por meio do trabalho, do empreendedorismo ou da livre iniciativa. Entretanto, isso se torna inviável em um ambiente marcado por burocracia excessiva e elevada carga tributária, dificuldades que atingem desde pequenos empreendedores até empresários já consolidados. Trata-se, inclusive, de um fator que compromete a competitividade nacional e afasta investidores do Brasil.

Reconhecer a importância do empresário não implica desvalorizar trabalhadores, funcionários ou missionários. Significa compreender que a prosperidade nasce da livre iniciativa e da cooperação voluntária entre indivíduos e que o desenvolvimento sustentável depende de instituições que protejam a propriedade, os contratos e a liberdade econômica, previsível e favorável à produção.

*Isaac Leal da Silva Freitas é membro do Instituto Atlantos.








PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/economia/roberto-campos-e-a-ironia-dos-arios/

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More