Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

-

CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

A esquerda que não aprendeu nada

   Carlos Junior


O autor destas linhas tem 27 anos. Ainda adolescente, começou a acompanhar a política de maneira mais intensa e recorda bem os dias que antecederam um dos grandes vexames históricos da esquerda: o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Não foi apenas a remoção do cargo, mas a simbologia carregada no ato. De repente, as esquerdas descobriram que o Partido dos Trabalhadores era fortemente rejeitado pelos trabalhadores, que o povo desprezava quem se dizia seu porta-voz e que as suas teses não encontravam eco nas ruas.

Foi um período rico em pérolas esquerdistas. O sr. Sibá Machado, então líder do PT na Câmara, gritou aos quatro cantos que a CIA estava por trás das manifestações contra o governo Dilma. A galhofa foi geral. Ele não foi o único alvo de troça: Lindbergh Farias – sim, aquele mesmo – confundiu alhos com bugalhos ao afirmar que o neoliberalismo foi implementado por Augusto Pinochet na China. É uma graça. Milton Friedman ficaria muito feliz ao ver suas ideias triunfarem em solo chinês – não posso dizer o mesmo de Richard Nixon, ainda que ele tenha acreditado na estupidez da liberalização da economia como garantia da abertura democrática do regime comunista – por um chileno.

Passados dez anos, a esquerda aproveitou os incontáveis erros da direita, voltou ao poder e continua a ditar as normas do debate público – ao menos tenta. Pois não é que ela continua abraçada na imbecilidade? Um artigo do sr. Celso Rocha de Barros e o novo bafafá gerado pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) exemplificam como ela não aprendeu nada nem esqueceu nada.

Pois bem, passo ao primeiro acólito do credo esquerdista. O sr. Celso Rocha de Barros reverberou em artigo a ladainha petista acerca da pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Para ele, Flávio dará um golpe de Estado, além de brindar o leitor – pobre coitado – com a maravilha de que o Inquérito das Fake News foi a solução legal encontrada pelo Supremo Tribunal Federal para combater – de novo! – o tal golpe. Se você chegou a dar razão aos críticos de longa data dos métodos alexandrinos, não estranhe: é a voz da sua burrice. Deixe a explicação do inexplicável para os iluminados.

Eu tenho um senso de humor apurado para tudo na vida, mas as doses deixam de ser homeopáticas para lidar com um esquerdista semiletrado que se julga intelectual. É garantia de boas risadas. O dito cujo lança mão dos chavões mais toscos possíveis em tom professoral que me faz rir como se estivesse diante de um stand-up comedy. Classificar a direita como golpista depois de ter feito o mesmo com o MDB de Michel Temer, Moreira Franco e Romero Jucá não é apenas patético: é a banalização de um termo descritivo que acaba por descrever nada – justamente o métier favorito da esquerda na destruição da linguagem.

Para ser justo, Celso de Rocha Barros não chamou Temer de golpista – pelo menos até onde vi -, ao contrário da esquerda praticamente inteira, que nunca digeriu a porrada e guarda um enorme rancor dos responsáveis políticos do anseio popular de então. Porém, ele faz o mesmo com o senador Flávio e vangloria o inquérito do fim do mundo como impeditivo eficaz contra a quartelada bolsonarista. Caso não saiba, sr. Celso, temos idade e senso do ridículo para não acreditarmos nessa lorota. Foi justamente por tal narrativa que o país normalizou o arbítrio supremo durante anos e só depois de um escândalo recheado de práticas comuns da política nacional pode haver alguma mudança. Censurar uma revista é proteger a democracia? Abrir um inquérito de ofício e desrespeitar uma infinidade de normas legais faz parte do paternalismo supremo que combate a ditadura imaginária? Faça-me rir.

Antes de reparar na ignorância alheia, o sr. Celso Rocha de Barros deveria se olhar no espelho. Ele se julga dono da razão, e deve ser mesmo, pois Chesterton já falava que louco é quem perde tudo, menos a razão. De incultos e loucos, este país está cheio – embora sempre tenha espaço e coluna na Folha para mais um.

O que dizer da sra. Erika Hilton, então? No que depender dela, nada. Qualquer crítica ou afirmação que desagrade à sua posição de Sumo-Sacerdote da inteligência, parte para a repressão estatal via processos e investigações. O Ministério Público não deixa de atender aos seus caprichos e parece sempre disposto a destruir a vida dos deplorables.

Sou eu que digo isso? Não, é o sr. Demétrio Magnoli, comentarista político da Globo News. Ele foi extremamente corajoso ao falar que a sra. Erika Hilton é um homem biológico – proferir tal impropério no Brasil é uma audácia perigosa. Além disso, apontou para a interdição do debate feita por ela e uma suposta colaboração involuntária à candidatura de Flávio Bolsonaro. Pouco me importam os rumos da querela eleitoral. O que me tira o sono é ver uma figura truculenta, agressiva e aversa ao debate de ideias numa posição de poder, pois a política é o meio civilizado para a resolução dos nossos problemas. Classificar como ‘’imbecis’’ e ‘’esgoto da sociedade’’ quem não comunga da sua cartilha é revelador.

Não por acaso a sua antipatia perante a população: levantamento do Real Time Big Data aponta que 84% da população rejeita a sua batuta na Comissão da Mulher na Câmara. Podem apontar o fato de ela ser trans e as consequências disso, mas o meu ponto é a sua postura arrogante e autoritária de quem subiu ao Olimpo e chutou a escada para impedir os demais de chegarem lá. A não ser que digam amém a ela, claro.

Para ambos, desejo a liberdade de expressão. Ideias ridículas não aguentam um bom debate, basta a luz do Sol para o ridículo ser percebido como tal.
























publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/a-esquerda-que-nao-aprendeu-nada/

PAPO SÉRIO... COMPARTILHE

 RONYGABRIEL/FACEBOOK


PAPO SÉRIO... COMPARTILHE



PLANO B DO PT? Desespero Total com Risco do Lula Derreter Antes da Eleição!

 DESCARGANEWS/INSTA


PLANO B DO PT? Desespero Total com Risco do Lula Derreter Antes da Eleição! 



Eleições 2026: ‘Pacote de bondades’ de Lula é uma ‘herança maldita’

 caiocoppolla/youtube


Eleições 2026: ‘Pacote de bondades’ de Lula é uma ‘herança maldita’


clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=G9vHr78NgAc

Entenda a batalha de Trump contra o Irã

 brasilparalelo/youtube


Entenda a batalha de Trump contra o Irã


clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=gdlDJRveNrs

Lula DETONA o STF: o que está por trás disso?!

 andremarsiglia/youtube


Lula DETONA o STF: o que está por trás disso?!



Lula ARREGA e já prepara DESCULPA para não concorrer nas eleições!

 deltandallagnol/youtube


Lula ARREGA e já prepara DESCULPA para não concorrer nas eleições!


clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=hFytJIQi6HE

Lula repete ERRO que causou a MAIOR CRISE do país!

 rubinhonunes/youtube



QUEREM MESMO É DESTRUIR NOSSOS VALORES E NOSSA FAMÍLIA

 INDIAARMELAU/FACEBOOK,


QUEREM MESMO É DESTRUIR NOSSOS VALORES E NOSSA FAMÍLIA



VIVER DE BOLSA FAMÍLIA???

 ALDOREBELO/FACEBOOK


VIVER DE BOLSA FAMÍLIA???



NÃO FOI APENAS A PICANHA....

 FATONACIONAL/INSTA


Enchente no RS: quase 2 anos e só 7,5% das casas prometidas foram entregues O governo Lula prometeu vinte mil casas para o Rio Grande do Sul e entregou apenas 1.500. Comportas destruídas, obras paradas, famílias em abrigos há quase 2 anos.



EDUCAÇÃO É NECESSÁRIA, MAS NÃO SUFICIENTE

 ALEXFONTEYNE/FACEBOOK


EDUCAÇÃO É NECESSÁRIA, MAS NÃO SUFICIENTE



quarta-feira, 8 de abril de 2026

Como recuperar a democracia no Brasil (Parte 1)

  Gabriel Wilhelms 


Juristocracia é o termo que melhor define o regime político vigente no Brasil há anos. Não se trata de uma típica ditadura aberta do Executivo (ainda que este seja um sócio subalterno no contexto atual), mas um regime autoritário muito singular, uma vez que operado pelo Judiciário. De fato, muitos de nós, acostumados a vislumbrar ameaças à democracia vindas de governos, não imaginávamos jamais que o aniquilamento das garantias fundamentais viria justamente da suprema corte. Para sair desse limbo e resgatar a democracia no Brasil, é preciso endereçar: a) atacar de frente as raízes do problema e b) garantir que não haja nunca mais oportunidade para o restabelecimento da juristocracia.

Proponho-me a sugerir medidas legislativas (para quando e se voltarmos a ter Legislativo nesse país) que sejam, pelo seu somatório, remédios eficazes no bojo de um tratamento que só deve ser encerrado quando a cura for atestada de forma incontestável. Não teria a pretensão de desenhar um esquema completo e acabado, posto que o resgate da democracia só será possível com a participação de boas cabeças pensantes, mas ouso dizer que inicio com quatro medidas que, embora não suficientes e que não apresento como panaceia, são condições mínimas para que, sem o prejuízo de outras medidas, acabemos com a juristocracia, isto é, sou cético sobre qualquer plano de retomada que não contemple, no mínimo, as quatro salutares medidas que elenco a seguir.

No mínimo, impeachment de Toffoli e Moraes

Se essa dupla merecia cada qual um impeachment desde pelo menos março de 2019, quando o primeiro abriu de ofício o maldito Inquérito das Fake News, verdadeiro ato institucional dos nossos tempos, e o segundo, relator da coisa, se converteu no déspota lunático que manda e desmanda neste país há sete anos, é fato admitido hoje por qualquer brasileiro que não viva debaixo de uma pedra e esteja minimamente familiarizado com o escândalo do Master e com seus tentáculos sobre esses dois indivíduos, que eles não reúnem condições morais para seguir na corte.

Notem que, se, desde o princípio, ambos eram merecedores de um impeachment, a consideração do fato de que tal processo contra um ministro da suprema corte, algo inédito, ainda que previsto na Constituição, seria muito difícil, nos fez focar no impeachment de Moraes — se derrubar um já é difícil, imaginem dois. Pois o caso Master foi um ponto de inflexão nessa percepção e, tendo a opinião pública cada vez mais direcionada a essa óbvia conclusão, a saída desses dois indivíduos do STF é o mínimo necessário se uma corte que hoje tem menos respeito do que uma ratazana chafurdando às margens do Tietê quiser ter uma chance de recuperar sua credibilidade.

Vou além. Se falo que a saída dessa dupla é o mínimo, é porque, na verdade, há razão para impichar, também, o ministro Gilmar Mendes — aquele que adora se manifestar fora dos autos, não raro por meio de entrevistas a grandes veículos de comunicação. Quanto maior a demora na aplicação desse justo remédio, maiores são as chances de que o número de “despejados” precise aumentar. Não mencionei agora que antes focávamos apenas em um e agora a própria percepção popular caminha a concluir que um só já não basta?

Sim, é verdade que os mandos e desmandos de Moraes foram permitidos e constantemente referendados pelos demais ministros, o que, em verdade, faz com que eles sejam mandos e desmandos do STF e não um abuso pontual do ministro a ou b. Não podemos, contudo, cair em uma narrativa jacobina e pretender impichar toda a corte, expediente que equivaleria a uma inconstitucional dissolução e seria recebido pela opinião pública como um golpe. Isso não está no horizonte; o que está é que, quanto mais os ministros se congregam de forma corporativa para se proteger, maior será a percepção de que o câncer se converteu em metástase, como comentei em outro artigo.

Anistia

Já tratei de forma pormenorizada das razões pelas quais defendo uma anistia a todos os condenados e réus dos processos do 8 de janeiro em outras ocasiões e limito-me a acrescentar que, se outrora eu defendia anistia somente aos implicados no 8 de janeiro, mas não sua extensão aos condenados e réus pelas supostas tratativas golpistas de 2022, uma vez que isso poderia azedar a disposição do Congresso em anistiar devido à leitura de setores da opinião pública de que o objetivo real seria beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, agora digo que o debacle da juristocracia consolidada não será possível sem uma anistia ampla que atinja tanto os personagens do 8 de janeiro de 2023 quanto os das supostas tratativas golpistas do ano anterior.

Desde o princípio, o arbítrio da suprema corte esteve assentado em uma narrativa de proteção à democracia. É preciso destruir essa narrativa de uma vez por todas.

Já comentei alhures que o caminho correto seria a anulação dos processos, feitos ao arrepio da lei, devido a um conjunto de fatores óbvios a qualquer estudante do primeiro semestre de direito: pessoas sem prerrogativa de foro julgadas pela suprema corte, sem possibilidade de recurso a outra instância; condenações em blocos e sem individualização de condutas; perversão da tese dos crimes multitudinários, que, ao invés de atenuante, como manda a lei, serviu para agravar as condenações; não compartilhamento integral dos autos com as defesas; condenações por crimes impossíveis, já que os implicados não dispunham de meios para concretizar um golpe de Estado etc. Ocorre que, pela própria perversão pela qual o STF se converteu em um tribunal de exceção, não há corte revisora capaz de anular os processos, de modo que eles possam reiniciar na instância adequada, e o Congresso, não sendo um tribunal, não dispõe de tal poder. O que, sim, o Congresso tem a prerrogativa de fazer é legislar sobre anistia, e esse deve ser o caminho.

Se a anistia se justifica pelo próprio interesse dos réus e pela correção de uma vilania sem precedentes, se justifica também pelo interesse público. A juristocracia não será derrotada enquanto vigorar a pretensão de que ela serviu para proteger a democracia. Nesse sentido, a anistia deve servir para destronar a tese de que houve uma tentativa de golpe. Para além disso, deve restar claro que, mesmo que aquilo tivesse sido, de fato, uma tentativa de golpe, isso ainda não justificaria o regime juristocrático imposto desde 2019. Nunca houve vácuo legal que pudesse justificar “medidas de exceção” frente a ameaças não previstas. Se antes havia a famigerada Lei de Segurança Nacional, o Congresso, ao derrubá-la, ainda durante o governo Bolsonaro, criou outras tipificações penais para crimes contra a democracia, tipificações que, como quaisquer outras, estão sujeitas ao devido processo legal. Tivesse o 8 de janeiro sido realmente uma tentativa de golpe e ainda assim o STF teria descumprido o devido processo legal. Na mesma toada, é preciso anistiar os implicados em supostas tratativas golpistas nos últimos minutos do segundo tempo do governo Bolsonaro. Ainda que conversas antidemocráticas e antirrepublicanas tenham ocorrido (e não tenho dúvidas de que ocorreram), posto que nenhum plano de golpe foi posto em ação, a condenação por meras conjecturas, por mais espúrias que sejam, é um absurdo. Para ferir de morte a narrativa de proteção à democracia, é preciso que a anistia seja ampla, que seja vista como a segunda melhor alternativa após a anulação e que os processos sejam vistos como contaminados com a não observância do processo legal. Em suma, urge substituir a narrativa de salvamento da democracia com a verdade: foi o STF quem atacou a democracia.

Fim do foro privilegiado para legisladores

A bem da verdade, não gosto do termo foro privilegiado e, se o uso aqui, é porque se trata do nome mais popular para a prerrogativa de foro. Por muito tempo, criticou-se o instituto como um garantidor de impunidade, crítica, em minha opinião, injusta: não sei o quanto pode haver de “privilégio” em ser julgado de forma terminante pela suprema corte, isto é, sem possibilidade de recurso. No plano teórico, também parecia fazer sentido que membros do Legislativo Federal respondessem a processos em uma corte federal. Ocorre que mesmo uma teoria, a priori, sã, pode ser desmentida pela prática. Se, por um lado, vejo as críticas ao instituto da prerrogativa de foro para congressistas, as quais existem muito antes da inflexão autoritária do STF, como equivocadas por errar o alvo, por outro, é forçoso reconhecer que a coisa foi corrompida de forma insanável e precisa acabar.

Diferentemente da impunidade vislumbrada pelos críticos, a prerrogativa de foro se converteu em um instrumento de ameaça e chantagem nas mãos de uma corte autoritária. Tenho convicção, aliás, de que, não fosse o fato de deputados e senadores serem investigados no âmbito do STF, o regime juristocrático não teria sido possível. Sim, é verdade que grande parte do Congresso tem teto de vidro, incluindo os presidentes de ambas as casas nesse período, sendo lamentável que a covardia e a falta de princípios, típicas do fisiologismo majoritário, tenham feito o Legislativo se encolher como uma criança amedrontada. Também é verdade que aquela parcela de congressistas, realmente aguerrida na defesa da liberdade de expressão e constante na crítica à juristocracia, é refém dessa covardia, já que, sozinhos, pouco podem fazer.

O Legislativo se furtou à sua obrigação de fazer o devido contrapeso, permitindo que o Judiciário usurpasse suas prerrogativas. Para que isso não volte a acontecer, para que o Legislativo possa responder com dignidade a novos desmandos do poder togado, a prerrogativa de foro para membros do Legislativo deve ser abolida em todos os casos.

Para além de preservar a autonomia legislativa, tal medida seria um importante freio a essa tendência magnética da suprema corte de atrair tudo para si, o que é uma das principais causas da extrema concentração de poder nas mãos dos onze ministros. A prerrogativa de foro, como é hoje, permite que qualquer processo suba para a corte, bastando a citação mais módica a qualquer congressista como desculpa, a exemplo do que aconteceu com o caso Master, puxado para o STF por Toffoli com o argumento de que havia uma mensagem citando um deputado federal. Por esse mero detalhe, o processo segue e seguirá concentrado na corte mais alta.

Ressurreição da imunidade parlamentar

O artigo 53 da Constituição Federal é muito claro ao tornar deputados e senadores “invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos”, não abrindo qualquer exceção a essa regra. Não obstante redação tão clara, a imunidade parlamentar virou letra morta no país, com deputados chegando a ser investigados por críticas feitas na própria tribuna da Câmara. O próprio STF já consolidou uma jurisprudência restritiva e evidentemente inconstitucional. Não há que se falar em resgate da democracia se os parlamentares eleitos pelo povo não tiverem liberdade para expressar suas opiniões, seja dentro ou fora do Congresso.

Uma alternativa defendida por setores da oposição é emendar o referido artigo, deixando ainda mais claro do que já é a inviolabilidade dos parlamentares pelo exercício da palavra. Embora a iniciativa seja louvável, não vejo como o desrespeito a um texto tão claro quanto é o artigo 53 possa ser revertido com uma nova redação. Claro que medidas legislativas que derrubem a jurisprudência restritiva do STF são importantes, mas, muito mais do que isso, é preciso garantir punição real para todo e qualquer magistrado que pretenda restringir o direito de fala dos mandatários do povo. Em uma eventual revisão da Lei de Abuso de Autoridade — da qual tratarei em breve —, é fundamental que haja um dispositivo criminalizando a conduta de juízes que pensem punir deputados e senadores em desacordo com o artigo 53. Se nem mesmo um texto, claro como água, é respeitado pela via interpretativa, que o respeito a uma garantia democrática fundamental — se os representantes do povo não podem falar livremente no exercício do mandato, não são suas pessoas, mas o povo em si que é silenciado — se imponha pela possibilidade do xilindró.

(continua)










publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/justica/como-recuperar-a-democracia-no-brasil-parte-1/

PAU QUE BATE EM CHICO...

 gilbertosimõespires/pontocritico


A MESMA PENA

Se alguém, de sã consciência, entender como JUSTA E CORRETA a decisão tomada pela Primeira Turma do STF, ao condenar a 14 ANOS DE PRISÃO o empresário catarinense Alcides Hahn por um PIX DE R$ 500,00 transferido para FINANCIAR um ÔNIBUS FRETADO que levou manifestantes de Blumenau (SC) a Brasília no 8 de janeiro de 2023, data dos ATOS GOLPISTAS (??), com TOTAL CERTEZA espera que tanto o PILOTO da AERONAVE de Daniel Vorcaro, quanto os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Kássio Nunes Marques, que utilizaram os serviços de táxi aéreo do dono do Master por 11 vezes, RECEBAM, NO MÍNIMO, a MESMA PENALIDADE.

MARGEM DE DESCONFIANÇA

Antes que algum leitor, por distração, veja a dita comparação como um ato de ironia, me apresso em dizer que -enquanto o empresário Alcides Hahn não cometeu crime algum, os ministros do STF, por sua vez, pelo fato de utilizarem a aeronave do grupo Master, deixando por todos os cantos e assentos suas impressões digitais, isto por si só dá margem para o crescimento da desconfiança de que o trio possa estar envolvido nos bilionários DELITOS. 

SIGILO DE OITO ANOS

Mais ainda, depois que o Banco Central achou por bem classificar como SECRETOS os documentos relacionados à decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master, impondo SIGILOS DE OITO ANOS SOB OS PROCESSOS. Na real, portanto, para que não paire dúvida alguma, o que estou querendo dizer é exatamente a mesma coisa que está contida no velho ditado sobre -IGUALDADE-, ou a -FALTA DA MESMA-, que diz, alto e bom som: -PAU QUE BATE EM CHICO É O MESMO QUE BATE EM FRANCISCO-. Que tal? 






















publicadaemhttps://www.pontocritico.com/artigo/pau-que-bate-em-chico


O Brasil entre o dólar e os BRICS

   Dagoberto Lima Godoy


  A explosão da dívida dos Estados Unidos é um sintoma de desgaste estrutural. A dívida americana já ronda os US$ 39 trilhões, acima de 120% do PIB, segundo o FMI. Isso não significa colapso iminente do sistema americano, mas indica que o coração financeiro do mundo já não transmite a mesma sensação de solidez inquestionável de outrora. Tampouco significa o desaparecimento súbito da ordem anterior. O que se vê é a erosão simultânea de vários de seus pilares: a supremacia incontestada do dólar, a neutralidade das cadeias globais, a abundância de energia barata e a ideia de que a globalização havia domesticado a guerra.

A ordem mundial não está apenas se reordenando por planilhas, tarifas e algoritmos; está sendo redesenhada também pelo uso da força. A guerra da Rússia contra a Ucrânia demonstra quanto energia, alimentos e logística continuam sendo armas estratégicas, assim como o confronto militar direto dos Estados Unidos contra o Irã projeta forte impacto potencial sobre petróleo, seguros, fretes e estabilidade regional.

Mas a transformação mais profunda decorre do fato de a economia digital ter-se tornado brutalmente material. A escalada da inteligência artificial está empurrando para cima a demanda por eletricidade, refrigeração, cobre, lítio, grafite, terras raras e capacidade firme de geração. A demanda por minerais críticos segue crescendo e permanece fortemente concentrada, sobretudo no refino controlado pela China.

Nesse cenário, o Brasil ganha relevo. Não por ser potência militar ou líder em inteligência artificial, mas por deter um conjunto de ativos que o novo ciclo histórico valoriza crescentemente: energia limpa, alimentos, água, território e minerais críticos, como lítio, grafite, níquel, cobre, nióbio e terras raras. Num mundo que passa a girar em torno de infraestrutura energética, transição industrial e segurança de suprimentos, isso confere ao Brasil um peso que parece ainda não ter sido inteiramente percebido por sua própria elite dirigente.

Nesse quadro, os BRICS ensaiam, não uma substituição frontal do dólar, como Lula por vezes sugere, mas uma erosão prática de sua centralidade, por meio de sistemas de pagamento e cooperação financeira colocados no centro da agenda do bloco. Pelas manifestações oficiais, o Brasil parece inclinar-se para esse polo alternativo, embora essa opção estratégica não tenha sido efetivamente discutida no Congresso Nacional.

O governo Lula parece acreditar que a aproximação com os BRICS amplia a margem de manobra diplomática, abre espaço para financiamento, cooperação tecnológica seletiva, pagamentos em moedas locais, quando convenientes, e maior poder de barganha diante do sistema tradicional. Isso pode elevar o valor estratégico de nossos ativos materiais — energia, agropecuária e minerais. Mas há três ilusões que o país precisa evitar.

A primeira é imaginar que os BRICS já constituam uma ordem coesa. Não constituem. O bloco reúne interesses frequentemente divergentes, ritmos distintos e visões estratégicas por vezes incompatíveis.

A segunda é supor que China e Rússia sejam parceiros neutros ou desinteressados. Não são. Toda potência opera segundo seus próprios objetivos nacionais.

A terceira é crer que o Brasil possa reduzir rapidamente sua dependência funcional da ordem financeira baseada no dólar. Também não pode. O dólar continua central porque ainda não existe outro sistema com a mesma profundidade, liquidez e capacidade de absorver poupança global.

Por isso, a aposta correta do Brasil não é “trocar de lado”. É usar a reestruturação do mundo para ampliar sua autonomia, sem romper com nenhum polo essencial, muito menos com seus históricos parceiros ocidentais.

Afinal, o mundo não vive exatamente um reset econômico. Vive uma sacudida, um reordenamento. E, em tempos assim, os países que prosperam não são necessariamente os mais ideológicos, mas os que sabem ocupar posições indispensáveis. O Brasil pode ser um deles, mas só acertará se compreender que sua vocação não é ser satélite de uma ordem nem soldado de outra, e sim procurar ser necessário para ambas.

*           O autor, Dagoberto Lima Godoy, é engenheiro civil









publicadaemhttps://www.puggina.org/outros-autores-artigo/o-brasil-entre-o-dolar-e-os-brics__18645

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More