Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

domingo, 1 de março de 2026

Carnaval e economia de mercado

  Lucas Berlanza


Escrevo, neste momento, para os interessados em ideias políticas e econômicas de ordem liberal, e não para sambistas ou fãs de Carnaval; sendo assim, alguma introdução pode ser necessária. Nascidas na década de 30, a partir da Deixa Falar, no morro do Estácio, as escolas de samba constituem uma tradição tipicamente carioca, associada ao gênero de música popular “samba”, e representam um forte elemento aglutinador das comunidades onde se instalam e florescem. Seu sistema, que o carnavalesco Joãozinho Trinta – aliás, autor da famosa frase “pobre gosta de luxo, quem gosta de miséria é intelectual”, que pode ser lida como um “tapa na cara” de muitos autores de esquerda – e outros realizadores do espetáculo chamam de “ópera ao ar livre”, em que diferentes segmentos de uma comunidade desfilam fantasiados, reproduzindo uma história ao longo da avenida e cantando um samba, dentro de uma competição de agremiações, foi exportado para outros estados e até para fora do país.

É um modelo de entretenimento e uma manifestação da cultura popular legítima, de origem brasileira, e com a qual milhares se envolvem de forma apaixonada e dedicada. Também gera empregos e retorno financeiro, além de muitas escolas desenvolverem projetos sociais junto a suas comunidades. No entanto, são bastante conhecidas as discussões sobre esse setor a partir das reclamações e questionamentos de alguns quanto ao uso dos recursos públicos nessa festa, e em outras manifestações do Carnaval no Rio e demais estados.

Não entraremos em debates morais mais específicos; todos têm total liberdade de gostar ou aprovar o que bem entenderem, não estaremos discutindo gostos ou convicções. Tem quem goste de Carnaval, tem quem não goste. Liberdade, liberdade (isso é até samba-enredo!)… É sabido que essa festa se desenvolveu com ligações notórias, ao menos no Rio de Janeiro, com o poder público – estamos falando, afinal, de algo que começou seu desenvolvimento nos anos Vargas, que imprimiam um forte nacionalismo e uma intensa e lamentável presença do Estado em todas as esferas – e a contravenção (bicheiros), o que levanta questionamentos pertinentes e debates longevos.

Desejaria inclusive, particularmente, como apaixonado confesso pelas escolas que sou, que esse debate fosse mais sadio, de parte a parte, reconhecendo-se que festividades e celebrações populares existem em todos os lugares do mundo. Não faz muito sentido tratar as escolas de samba, por mais discordâncias que se possa ter com as relações econômicas que se estabelecem na estruturação do evento em que se apresentam – o que, diga-se de passagem, tão somente reflete os problemas e dificuldades já conhecidos em todos os aspectos da vida brasileira -, como algo a ser anatematizado para que o país avance, como se fossem elas as responsáveis objetivas por todos os males de nosso estado e de nosso país. Por outro lado, também, os sambistas devem entender as hesitações da outra parcela da população, preocupada com a forma como as verbas públicas são geridas e a que são destinadas, e que muitas vezes não se identifica com a apresentação promovida nos dias de Momo.

O que pretendemos mostrar é que, para o desgosto daqueles que radicalmente opõem mercado e cultura, uma mentalidade menos amadora e mais economicamente responsável vem sendo objeto de reflexões no meio do samba, bem como de iniciativas interessantes que podem potencializar os benefícios econômicos dessa atividade. Existe um debate sobre a fomentação de patrocínios, onde alguns dirigentes manifestam disposição a uma forma de gerir o Carnaval que dependa cada vez menos dos recursos públicos. Acreditamos que, mesmo entre os defensores mais ardorosos do liberalismo econômico e da prevalência da iniciativa privada na maioria dos setores – e, na dimensão pessoal, estou com eles bastante identificado -, essa atitude deve ser vista como um avanço animador no sentido de um desligamento cada vez maior da influência estatal na produção artística e popular. Um avanço a ser encorajado.

Sem discorrer detalhadamente sobre a complexa situação no Rio e em São Paulo, onde os espetáculos de grandes proporções exigiriam muitas discussões delicadas, envolvendo, por exemplo, o monopólio de transmissão televisiva dos desfiles – que gera insatisfação entre boa parte dos próprios sambistas.

Quando a presença excessiva do Estado se reduz, ainda que não como muitos de nós gostaríamos, não seria isso algo a comemorar? Sem pretender impor nada, avançamos apenas em que, em tempo de Carnaval, quando esse assunto volta à baila e os partidos – pró e contra os desfiles – se acirram, cremos seja oportuno que um movimento liberal ou conservador pense nessas e outras manifestações da cultura popular brasileira com mais cautela e eventualmente com menos prevenções extremadas; desse modo, ganharíamos muito na busca de uma comunicação com o público que devemos todos visar como movimento político, que abrange toda a população brasileira e não apenas alguns segmentos, com preferências estéticas e artísticas particulares.


















publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/economia/carnaval-e-economia-de-mercado/

TAL PAI TAL FILHO?

 gilbertosimõespires/pontocritico


EXEMPLO PATERNO

Antes de tudo, mais do que sabido, comentado e repetido, a expressão -TAL PAI, TAL FILHO- indica a existência de uma FORTE SEMELHANÇA ENTRE PAI E FILHO -SEJA NA APARÊNCIA, COMPORTAMENTO, CARÁTER OU VALORES-. Como tal sugere que o FILHO HERDOU, OU APRENDEU, COM O EXEMPLO PATERNO. 

QUEBRA DE SIGILO

Pois, a partir desta LÓGICA POPULAR, caso a QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO, TELEMÁTICO E FISCAL do FILHO DO PRESIDENTE LULA, Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como -LULINHA- autorizada pelo ministro do STF, André Mendonça, e pela maioria dos integrantes da CPMI do INSS, confirme as suspeitas de seu envolvimento em falcatruas, aí a velha expressão -TAL PAI, TAL FILHO- é mais do que cabível.  

FICHA CORRIDA

Ora, a partir dos INCONTÁVEIS ATOS DE CORRUPÇÃO e LAVAGEM DE DINHEIRO desnudados através da OPERAÇÃO LAVA JATO, sob a chefia do presidente LULA PETISTA, resultando na sua CONDENAÇÃO EM TODAS AS INSTÂNCIAS (três tribunais, primeira, segunda e terceira instâncias, juízes independentes, mais os ministérios públicos que atuavam perante essas instâncias de modo independente), tudo leva a crer que o -possível- envolvimento de seu filho  -LULINHA  na FANTÁSTICA ROUBALHEIRA DOS APOSENTADOS DO INSS contribua fortemente para dar razão à expressão -TAL PAI, TAL FILHO. 

RABO PRESO

Mais: o FATO dos apoiadores do governo e, obviamente, das FALCATRUAS, não admitirem, em hipótese alguma, a QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO, TELEMÁTICO E FISCAL DE LULINHA, isto soa aos quatro ventos que é NÍTIDO E PALPÁVEL O SEU ENVOLVIMENTO NA ROUBALHEIRA DO INSS ou, quem sabe, em outras FALCATRUAS. DE NOVO: mais do que sabido, a QUEBRA DO SIGILO é A GRANDE E PRECISA FERRAMENTA QUE PERMITE A TODO E QUALQUER CIDADÃO PROVAR A SUA INOCÊNCIA. Ou seja, SÓ FOGE DE UMA INVESTIGAÇÃO QUEM TEM O RABO PRESO. 

ESPIRAL DA CAUSALIDADE

Síntese: na -ESPIRAL DA CAUSALIDADE-, LULA É A CAUSA E LULINHA É A CONSEQUÊNCIA... 























publicadaemhttps://www.pontocritico.com/artigo/tal-pai-tal-filho

Trump afirma que EUA podem acabar tomando Cuba de forma “amigável”

 John Lucas- Gazeta do Povo

O presidente Donald Trump disse nesta sexta-feira (27) que os EUA podem acabar tomando Cuba de forma “amigável”. A declaração foi feita a jornalistas na Casa Branca antes de o presidente embarcar para um comício no Texas.


A fala de Trump ocorre em meio à crise energética e econômica que atinge a ilha comunista e às recentes tensões entre Washington e o regime de Havana.


“Não têm nada neste momento (sobre acerto em negociações), mas estão falando conosco, e talvez possamos ter uma tomada de controle amigável de Cuba.


Podemos acabar com uma tomada de controle amigável de Cuba depois de muitos, muitos anos”, afirmou Trump. Segundo ele, a ilha está com “sérios problemas” e os Estados Unidos poderiam fazer algo “muito positivo” tanto para os cubanos que vivem no país quanto para os que estão no exílio.


“Como sabem, (Cuba) não têm dinheiro, não têm petróleo, não têm comida. Neste momento é uma nação em sérios problemas e querem a nossa ajuda”, disse, acrescentando que o secretário de Estado, Marco Rubio, “está administrando” o tema.


As declarações ocorrem dias após a Casa Branca ter advertido Havana sobre a necessidade de implementar “mudanças drásticas em breve”. No último dia 18, a porta-voz Karoline Leavitt afirmou que a ilha possui “um regime em colapso” que “está se desintegrando”.


Recentemente, os EUA endureceram suas políticas de bloqueio contra Cuba. O governo Trump criou um mecanismo de tarifas adicionais para países que forneçam petróleo ou derivados à ilha, com o objetivo de restringir o fluxo de energia ao país comunista. Nesta semana, contudo, governo americano flexibilizou parcialmente o bloqueio, autorizando a reexportação de petróleo venezuelano a Cuba por meio do setor privado, mas com restrições.


Nesta sexta-feira, a Comunidade do Caribe (Caricom) manifestou apoio a Cuba diante da crise que o país enfrenta e declarou, em comunicado, que está disposta a colaborar com os Estados Unidos em “iniciativas que beneficiem o povo cubano e preservem a estabilidade regional”.


















publicadaemhttps://rota2014.blogspot.com/2026/02/trump-afirma-que-eua-podem-acabar.html

Ex-presidiário Lula taxa mais os brasileiros que Trump e impõe carga tributária sem precedentes

 Diário do Poder

Enquanto Donald Trump impõe tarifa adicional de 10% (15% em alguns casos) sobre parte dos produtos brasileiros, isenta 46% dos embarques (US$17,5 bilhões) e reduz a alíquota média sobre produtos brasileiros para cerca de 12,77%, tornando o País um dos mais beneficiados, o governo Lula (PT) transforma o pagador de impostos no maior alvo de uma escalada tributária sem precedentes. Desde sua posse, em 2023, Lula criou ou aumentou impostos em cerca de três dezenas de ocasiões.

País assaltado

Lula impôs nova taxação a cada 37 dias, em média: ressuscitou a Cide, aumentou PIS/Cofins, IOF, IPI, taxou investimentos e dividendos etc. etc.

Mais patamar

Ele fez a carga tributária bruta saltar para 32,32% em 2024 (dados do Tesouro e Receita), maior patamar em 22 anos, e segue aumentando.

Calada da noite

Na calada da noite, esta semana, por mera Resolução, Lula elevou o Imposto de Importação em até 25% sobre 1.252 produtos, até celulares.

Nem se acanham

A alegação cara-de-pau: “proteger a indústria nacional”. Como se o Brasil fabricasse iPhones, celulares Android, laptop, jogos eletrônicos.


Diário do Poder








PUBLICADAEMhttps://rota2014.blogspot.com/2026/02/ex-presidiario-lula-taxa-mais-os.html


POVO NAS RUAS - FORA MORAES -

 NIKOLAS/FROMX


A GLOBO VAI DIZER QUE TINHA MIL, QUIÇA DOIS MIL... POVO NAS RUAS - FORA MORAES



O Estado brasileiro afronta Deus com esta grande injustiça

  Caio Coppolla

O Estado brasileiro afronta Deus com esta grande injustiça 


clique no link e assista

https://www.youtube.com/watch?v=VRBPEIE_pSg

VERGONHA! Lula defende ditadura do Irã e condena EUA e Israel!

 deltandallagnol/youtube


VERGONHA! Lula defende ditadura do Irã e condena EUA e Israel!


clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=Wjz26vpyWc4

CRIANÇA NÃO CONSENTE! A resposta do Congresso ao absurdo do TJMG.

 rubinhonunes/youtube


CRIANÇA NÃO CONSENTE! A resposta do Congresso ao absurdo do TJMG.

clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=z1FNusE1kps

VAZOU: veja como políticos influenciam Moraes no Supremo!

 andrémarsiglia/youtube


VAZOU: veja como políticos influenciam Moraes no Supremo!


clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=kOqSCgvu99U

PLANO DO GOLPE... O VERDADEIRO

 ABILIOBRUNINI/FACEBOOK


PLANO DO GOLPE... O VERDADEIRO



PENSAMENTOS DA DIREITA E OS DA ESQUERDA... QUANTA DIFERENÇA

 ANACAROLINECAMPAGNOLO/FACEBOOK


PENSAMENTOS DA DIREITA E OS DA ESQUERDA... QUANTA DIFERENÇA



APRENDENDO UM POUCO DE FINANÇAS

 DINHEIROFALANTE/FACEBOOK


APRENDENDO UM POUCO DE FINANÇAS 



É UM BLOCO DE CARNAVAL, MAS NÃO UMA FESTA POPULAR

 PROFESSORCLÁUDIOBRANCHIERI/INSTAGRAM


É UM BLOCO DE CARNAVAL, MAS NÃO UMA FESTA POPULAR



sábado, 28 de fevereiro de 2026

Aos vencedores, a propaganda travestida de Carnaval

  Judiciário em Foco


A purpurina perdeu seu brilho, as fantasias retornaram ao mofo de seus depósitos, os carros alegóricos foram devolvidos ao anonimato dos barracões, e a bateria se calou. O que foi vendido como espetáculo de euforia vai se tornando uma triste recordação esmaecida e a arrogância dos ídolos de barro substituída pela rotatividade das manchetes midiáticas. Porém, o lodo subjacente à farsa segue cada vez mais nauseabundo, emporcalhando nossa triste republiqueta.

No domingo de carnaval, o desfile das escolas de samba no Rio foi marcado por uma propaganda antecipada de Lula, pré-candidato à próxima corrida presidencial. A descrição da trajetória de político vivo e em plena atuação como saga heroica, o uso do estribilho do longevo jingle de campanha como refrão do samba-enredo, a apresentação do “homenageado” como um boneco gigante, o destaque escancarado à marca mista da sigla partidária (letras e figura da estrela) e o louvor a políticas públicas supostamente implementadas por Lula transformaram o que deveria ter sido um desfile em indisfarçável ato de campanha. Isso sem falar no abuso de poder econômico caracterizado pelo desvio de recursos públicos para a irrigação dos cofres da escola e no abuso de poder político configurado pelo gesto do “faz o L” (símbolo maior do império lulista devolvido ao poder), pela presença do próprio Lula na avenida e pela escolha, por parte do casal presidencial, dos atores encarregados da mise-en-scène. Contudo, nem só da idolatria ao lulopetismo se alimentou a escola de Niterói.

Logo no carro abre-alas, o carnavalesco fez questão de brindar seus prosélitos com a representação da prisão de Bolsonaro, levando-os a um delírio orgíaco. Em plena Sapucaí, um palhaço mostrado como um Bozo-Coringa era capturado por um careca togado e trancafiado na masmorra. Não se tratava ali de insinuação ou mensagem subliminar; ao contrário, era um brado de louvor ao aliado disfarçado de juiz, cujo “feito” maior havia consistido precisamente no sequestro do arqui-inimigo político do homenageado. Não à toa, a cena de encarceramento do “malévolo” palhaço sucedia a da subida da rampa por Lula em 23, em um indicativo, na linguagem teatral, de uma nítida relação de causa e efeito entre os eventos. Tanto na vida quanto na arte cênica, o petista, cuja corrupção havia sido desnudada por três instâncias judiciais, precisou aniquilar seus oponentes para garantir a própria sobrevida no Planalto. E, para tanto, contou com os ótimos préstimos de um magistrado dado a prisões fora do devido processo legal, à censura e aos demais decretos de morte civil contra todos aqueles que ousassem questionar o arbítrio dos donos do poder.

Enfatizando o seu êxtase diante do modus operandi da atual composição do STF, a escola ainda apresentou outro carro retratando o mesmo Bozo-Coringa em sua jaula, de tornozeleira eletrônica, e destacou na letra do samba a expressão “sem anistia”, bandeira da esquerda brasileira e de todos os defensores dos abusos togados. O espetáculo degradante na Sapucaí ultrapassou em muito a esfera já reprovável de uma campanha antecipada; o desfile não apenas confessou, como idolatrou todas as violações protagonizadas por togados desde a instauração do inquérito das fake news. Não foi apenas a propaganda de um indivíduo, mas de um regime autoritário protagonizado por figurões do judiciário, que pisotearam o primado da Constituição e das leis para implementarem o império de seus próprios caprichos. Confiantes na impunidade reinante entre nós, os organizadores do evento incorreram em sincericídio ao levarem à avenida a representação de um binômio vencidos-vitoriosos, onde a vitória não foi definida por razões jurídicas, mas pelo emprego da violência pura e simples. Sem o arsenal das forças de defesa, é certo, mas graças às armas de uma polícia federal servil ao autoritarismo judicial.

Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas”. Poucas vezes a conclusão da filosofia de Quincas Borba, personagem-título da obra machadiana, me pareceu tão ilustrativa da realidade quanto no desfile dos niteroienses. Lá estava Bolsonaro, vencido em sua jaula gradeada e alvo da ira da turba petista ou, na melhor das hipóteses, de um ou outro olhar compassivo diante das feições ridículas do palhaço; lá estavam Lula e Alexandre de Moraes, os vencedores do butim do campo de batatas ou, em português mais claro, do poder desenfreado entre nós. Na era dos juízes despóticos, o humanitismo de Quincas vem sendo aplicado a um país onde a “paz” é a destruição das instituições e das garantias constitucionais, e onde a guerra a pretensos “golpistas” é a conservação do establishment. Ou alguém ainda haverá de duvidar da adoção, nos últimos anos, de uma lógica beligerante por parte de togados que se vangloriaram da “derrota” ao bolsonarismo ou do “combate” a um pretenso extremismo?

A depender de seus cálculos politiqueiros, juízes eleitorais até podem vir a excluir Lula da disputa de 26. No entanto, não é crível que nossos senadores venham a tomar todas as medidas legais cabíveis contra Moraes e seus pares abusivos. Em um cenário povoado por uma massa política nada confiável, que renunciou à própria autonomia em arranjos promíscuos com togados, é possível e até provável que eventuais mudanças venham a ser engendradas a partir de conflitos entre clãs de togados em guerra pela repartição do butim. Talvez somente a partir do confronto entre interesses nada institucionais possam surgir revelações ainda mais aterradoras sobre os intestinos da nossa republiqueta, tornando inviável a manutenção de certas figuras em seus postos de mando.

Até que as “batatas” venham a ser desfrutadas pelo povo, do qual deveria emanar todo o poder, ainda teremos de acompanhar os saques de poderosos a vários campos e, mais grave ainda, a proibição às investigações sobre possíveis ilícitos incorridos na aquisição de extensos “batatais”. Até lá, nossos donos do poder seguirão protagonizando as mais grotescas folias institucionais, e nossas liberdades continuarão a perigo. Que tenhamos coragem para desnudar e enfrentar um Humanitas cada vez mais faminto e mais avesso à ética.

















publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/aos-vencedores-a-propaganda-travestida-de-carnaval/

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