Jornalista Andrade Junior

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

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POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

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segunda-feira, 13 de abril de 2026

Groenlândia: esclarecendo os fatos

 hannesgissurarson/institutoliberal


A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirma concordar com Donald Trump em relação à Venezuela, mas discordar dele quanto à Groenlândia. Eu compartilho da opinião dela em ambos os casos. Nós, na Islândia, somos os vizinhos mais próximos da Groenlândia, e eu mesmo já escrevi um pouco em inglês sobre essa ilha extraordinária: um artigo sobre o debate ocorrido nos Estados Unidos, em 1867, a respeito da compra da Groenlândia e da Islândia, e uma breve biografia de uma aventureira islandesa, Gudrid Thorbjornsdaughter, que foi com o pai para a Groenlândia no final do século X e depois, com o marido, seguiu para a América do Norte. É preciso esclarecer os fatos sobre o nosso vizinho.

1815: a Groenlândia passa para a Dinamarca

A Groenlândia foi colonizada a partir da Islândia em 985. Os colonos formaram pequenas comunidades agrícolas na parte sudoeste da ilha. Eles adotaram o cristianismo no ano 1000 e juraram lealdade ao rei da Noruega em 1261. No entanto, no início do século XV, os islandeses e outros europeus perderam contato com a Groenlândia. As comunidades desapareceram, possivelmente como resultado de um resfriamento global, ou talvez tenham sido destruídas por inuítes que migraram da América do Norte no século XIV. Quando missionários noruegueses e dinamarqueses chegaram no início do século XVIII, encontraram apenas alguns inuítes.

Na época, o rei da Dinamarca também era rei da Noruega e, portanto, rei das possessões norueguesas no Atlântico Norte, incluindo a Groenlândia. Porém, ele se colocou do lado errado nas guerras napoleônicas e teve de ceder a Noruega à Suécia pelo Tratado de Kiel em 1814, mas não as ilhas do Atlântico Norte. O negociador sueco em Kiel parecia desconhecer que as ilhas eram tributárias do rei da Noruega há muito tempo, mas provavelmente foi a Grã-Bretanha que provocou esse desfecho: ela queria que a Marinha Real dominasse o Atlântico Norte, portanto, preferia uma potência fraca como a Dinamarca a uma potência mais forte como a Suécia‑Noruega.

1940: os americanos assumem o controle da Groenlândia

Em 1867, depois que os Estados Unidos compraram o Alasca da Rússia, eles também quiseram comprar as Índias Ocidentais Dinamarquesas da Dinamarca. O Congresso rejeitou o acordo sobre as Índias Ocidentais. O expansionista secretário de Estado, William Seward, também mandou preparar um relatório sobre a compra da Groenlândia e da Islândia à Dinamarca, mas o Congresso ridicularizou qualquer ideia de comprar geleiras groenlandesas e gêiseres islandeses tidos como sem valor.

No início da década de 1930, a Noruega reivindicou a Groenlândia Oriental, mas a Corte Internacional de Justiça em Haia decidiu que a Dinamarca detinha a soberania sobre toda a Groenlândia com base no Tratado de Kiel de 1815. A Noruega aceitou a decisão. Na primavera de 1940, os nazistas ocuparam a Dinamarca. Porém, o embaixador dinamarquês em Washington DC, Henrik Kauffmann, recusou‑se a reconhecer sua autoridade. Ele, agindo sozinho, autorizou os Estados Unidos a estabelecer bases militares na Groenlândia, que, portanto, na prática, ficaram sob controle americano durante a guerra. O governo dinamarquês protestou veementemente, demitiu Kauffmann e o acusou de alta traição. Tanto Kauffmann quanto o governo americano ignoraram essas acusações. É claro, após a derrota dos nazistas, a condenação contra Kauffmann foi revogada.

Do autogoverno à independência

Logo após o fim da guerra, o governo dos Estados Unidos propôs secretamente comprar a Groenlândia da Dinamarca. A oferta foi recusada, mas a Dinamarca permitiu que os Estados Unidos mantivessem bases militares na Groenlândia. Durante a Guerra Fria houve várias bases americanas na Groenlândia, mas hoje existe apenas uma. Em 2009, a Groenlândia conquistou o autogoverno, com a Dinamarca mantendo o controle das relações exteriores.

O próximo passo lógico é que a Groenlândia se torne um Estado independente e soberano e negocie um tratado de defesa com os Estados Unidos, podendo, ao mesmo tempo, entrar numa união pessoal com o rei da Dinamarca e manter sua filiação ao Conselho Nórdico. Isso deveria ser aceitável tanto para os Estados Unidos quanto para a Dinamarca e, o mais importante, para os groenlandeses. A Groenlândia pertence a eles.

*Hannes Gissurarson é professor emérito de ciência política na Universidade da Islândia e comentarista frequente sobre assuntos atuais na mídia islandesa. Autor de diversas obras, é membro da Sociedade Mont Pèlerin.

























publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/groenlandia-esclarecendo-os-fatos/


ELE QUER O CONTROLE DE TUDO

 DEP.PROF.CLAUDIOBRANCHIERI/FACEBOOK


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NIKOLAS CONVOCA JOVENS PRA TIRAR TÍTULO DE ELEITOR E EXPLICA

 nikolasferreira/youtube


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Uma escolha de longo prazo entre liberdade e servidão

 percivalpuggina/youtube


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STF vai enfrentar novo TESTE DE FOGO que vai ABALAR o tribunal!

 deltandallagnol/youtube


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JOGO SUJO: O plano de R$ 378 mil para destruir Flávio nas redes!

 rubinhonunes/youtube


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Messias causa GUERRA SANGRENTA nos bastidores do STF

 andrémarsiglia/youtube


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Depender dos outros para resolver nossos problemas dá nisso

 FLORIANONETO/THEREADS

 

O problema não é ele; o problema é o que fizeram ele acreditar. Depender dos outros para resolver nossos problemas dá nisso. Acorda, povo brasileiro! Não podemos desistir de nós mesmos. 


 

suco de cana com cheiro de posto

 NÃOÉDANOSSACONTA/THEREADS


 

Nossa gasolina já está virando suco de cana com cheiro de posto de tanto etanol, batizam o diesel até ficar parecendo água suja de enchente e ainda sobe o imposto de carro elétrico pra 35%. A meta do governo tá claríssima: deixar o brasileiro a pé mesmo. Parabéns, Brasil! O lado bom é que em breve vamos todos ser influencers de caminhada fitness forçada. Próximo passo: taxar a bicicleta e proibir andar a pé sem licença ambiental. 


 

domingo, 12 de abril de 2026

A lei da misoginia e o risco de criminalizar palavras

  Lucas Berlanza


A questão que formulam é: mas não seria inofensiva a Lei da Misoginia aprovada pelo Senado? Não é exagero acreditar que ela possa ser manipulada para atingir desafetos e adversários políticos?

Se vivêssemos sob a égide de um mínimo de bom senso, em uma época em que o conceito de “mulher” não fosse discutido o suficiente a ponto de ter sido escrito pelo menos um livro para debatê-lo, em que Ratinho não fosse processado por dizer que mulheres têm útero, em que a Globo já não estivesse sugerindo que questionamentos irônicos sobre TPM são suficientes para levar alguém para atrás das grades, e, principalmente, se estivéssemos em um país em que juízes são sérios e seguem regiamente o que está na lei, em que os togados aplicam as regras indistintamente a todo mundo, eu poderia dizer que o perigo da vacuidade e da abstração do texto seria reduzido. Ainda assim, não deixaria de existir, porque, embora isso nunca seja absoluto, o liberal deve pensar em instituições que sigam uma lógica menos dependente da qualidade das pessoas que temporariamente as ocupem.

A lógica da lei é errada, mesmo que os magistrados fossem excelentes. A obsessão por policiar palavras não é adequada em época ou nação alguma; no Brasil de hoje, muito menos.

Não faz sentido que liberais desejem recorrer a esse artifício, sobretudo quando problemas reais como a violência contra a mulher têm soluções de verdade que são negligenciadas. Além dos riscos de exploração autoritária contra quem interesse atingir, que não, não podem ser afastados, existe o problema da total incoerência e falta de senso de prioridades.

Um liberal quer proteger a vida, a liberdade e a propriedade das pessoas, não ficar controlando o que dizem, ampliando a esfera de decisão do poder político e da burocracia sobre a palavra, com base em critérios etéreos e manipuláveis. É sério que ainda precisamos explicar isso?

Ainda é preciso explicar que coisas como “fascismo”, “ódio” ou “aversão” são definidas ao gosto do freguês, e, se quem for defini-las tem o poder de nos colocar na cadeia, isso é perigoso?









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A aprovação da lei da misoginia e o risco à liberdade de expressão

   Lucas Berlanza 


O texto vago do Projeto de Lei que criminaliza a misoginia foi aprovado no Senado sem oposição. Foram 67 votos a favor, incluindo senadores do PL e do NOVO, da direita brasileira, que acharam que precisavam fazer imagem de bons moços, cedendo a chantagens emocionais. “Ah, você não pode ser a favor de misoginia”; “ah, se for contra esse projeto, você quer matar mulheres”, “ah, é só não ser misógino” – é o tipo de desculpa imbecil que os defensores de novas legislações para limitação do discurso, da liberdade de expressão, sempre suscitam. Seus chiliques procuram impor falsos remédios como se a nobreza da causa automaticamente os justificasse.

No país de Erika Hilton, em que basicamente alguém é processado e demandado a pagar R$10 milhões de multa por “opinar” que mulheres têm útero; no país em que reportagem da Globo ilustra a lei dizendo que a pergunta irônica “tá de TPM?” (por descortês e vulgar que possa ser) justificaria enquadramento do homem em algo que prevê reclusões de um a dois anos; é óbvio que esse tipo de artifício não protege ninguém da violência, só favorece a intimidação de desafetos e até adversários políticos ou ideológicos. Qualquer coisa pode ser considerada “aversão”, “discriminação” ou “ódio”.

Tratamos com militantes para quem nascer branco ou “cis” ou qualquer outra coisa semelhante já é automaticamente um atestado de “privilégio estrutural” ou coisa que o valha.

Não há, sobretudo na ausência do Estado de Direito, como confiar na estrutura estatal para ficar policiando as nossas palavras. Endurecer as penas contra os crimes de verdade, com a intenção real de proteger vidas, essas pessoas não admitem. Mais seguro, talvez, para esquivar-se de riscos, seja, doravante, declarar-se “mulher” – embora saibamos que, a rigor, a mulher de direita também não merece nenhuma consideração dessa turma. Extremamente vergonhosos os votos dos senadores do Partido Liberal e do Partido Novo, que espero não se reproduzam na Câmara.








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IMAGINA.... E SE...

 FEITO COM INTELIGÊNCIA ARTIFICICAL...


 O CIRCO ESTARIA PEGANDO FOGO ....


 

GILMAR DIZ QUE DEPUTADOS DO RIO RECEBEM MESADA DE BICHEIROS E FUX REBATE

 anapaulahenkel/youtube


GILMAR DIZ QUE DEPUTADOS DO RIO RECEBEM MESADA DE BICHEIROS E FUX REBATE


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https://www.youtube.com/watch?v=BQOGhm4OatM

Lula diz que a diferença entre ele e políticos ladrões é que ele não se esconde

 FRASES DA SEMANA/gazetadopovo

Lula diz que a diferença entre ele e políticos ladrões é que ele não se esconde 

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Lula RECEBEU ALERTA BOMBA da PF e ABANDONOU Moraes à própria sorte

 deltandallagnol/youtube


Lula RECEBEU ALERTA BOMBA da PF e ABANDONOU Moraes à própria sorte


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https://www.youtube.com/watch?v=gtpmXvxSbzo

ABSURDO: O idoso de 71 anos que a justiça tratou como terrorista!

 rubinhonunes/youtube


ABSURDO: O idoso de 71 anos que a justiça tratou como terrorista!

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https://www.youtube.com/watch?v=nZ1cL3hJrI4

Fachin pode SALVAR ou DESTRUIR a delação de Vorcaro: entenda o dilema

 andrémarsiglia/youtube


Fachin pode SALVAR ou DESTRUIR a delação de Vorcaro: entenda o dilema!


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https://www.youtube.com/watch?v=1DBo4uF82GU

Até onde vai essa perseguição?

 CEREBROAI/INSTAGRAM


Neymar, mídia e a hipocrisia escancarada Descrição Uma simples piada virou escândalo nacional. A mídia tenta destruir Neymar enquanto empurra narrativas políticas e projetos questionáveis. Até onde vai essa perseguição?



DESCONSTRUINDO ARGUMENTOS DO FEMINISMO

 ALESSANDRO LOIOLA/FACEBOOK


DESCONSTRUINDO ARGUMENTOS DO FEMINISMO



ABRA OS OLHOS ZÉ JUMÊNCIO

 ZÉJUMÊNCIO/INSTA


ABRA OS OLHOS ZÉ JUMÊNCIO



sábado, 11 de abril de 2026

Por que políticos não respeitam nossa opinião?

 Adriano Dorta


Com a polêmica em torno do Projeto de Lei 896/2023, o PL da Misoginia, surgiram muitas discussões sobre por que políticos identificados com a direita votaram a favor da proposta. Em 24 de março de 2026, o Senado aprovou o projeto por 67 votos a 0, e o registro nominal mostra votos favoráveis de senadores como Eduardo Girão (Novo) e Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo a descrição oficial, o projeto inclui crimes motivados por misoginia entre os crimes de preconceito ou discriminação. Críticos da proposta (eleitores identificados como de direita), porém, argumentam que seu efeito prático pode abrir espaço para censura e ampliação do controle estatal. Se os críticos estão certos, por que os políticos votaram a favor de um projeto que seu eleitorado reprovou?

A intenção deste texto não é discutir o PL da Misoginia, mas tentar entender o porquê há tanta distância entre aquilo que os eleitores desejam e aquilo que os políticos efetivamente votam ou entregam à sociedade. Para isso, vamos recorrer à literatura da Public Choice.

Na sociedade moderna, a profissionalização da política pode ser entendida como uma forma de divisão e especialização do trabalho. Em sociedades complexas, é inviável que os cidadãos participem diretamente de cada decisão coletiva. Essa dinâmica de votar e delegar a um representante para legislar e negociar em seu nome faz com que esses agentes políticos se tornem profissionais.

Imagine se tivéssemos que ler, estudar, pesquisar e depois votar em todas as leis, pautas ou propostas que estão em Câmaras municipais, estaduais ou federais? Esse arranjo é uma forma de reduzir o custo de transação e tornar a tomada de decisão viável.

Profissionalização dos políticos

Em outras palavras, a especialização política resolve o problema do custo de transação e coordenação, mas cria o problema de agência. O eleitor delega ao político o poder de decisão e, uma vez com esse poder, o representante profissional começa a enfrentar incentivos diferentes. O problema começa com o óbvio: políticos são seres humanos como nós, eles têm seus próprios interesses, opiniões, e isso pode acabar afetando suas decisões. Seria muito ingênuo presumir qualquer coisa diferente disso. Podemos chamar isso de problema do principal-agente.

Digamos que um empresário (principal) contrata um gerente (agente) para administrar a empresa. O gerente enfrenta incentivos diferentes do dono. Ele pode querer bater metas de curto prazo para ganhar bônus, mas as escolhas feitas para que o bônus fosse adquirido podem ser ruins para a empresa no longo prazo.

O gerente pode evitar tomar decisões arriscadas que fariam a empresa deslanchar, mas isso pode ser ruim para sua carreira caso não dê certo. Ele pode maquiar os resultados da empresa para parecer mais eficiente.

No caso do eleitor (principal) e o político (agente), pode acontecer que o agente tome decisões que maximizem as chances de ele se reeleger, se preocupar com a imagem da sua carreira, criar benefícios para uma parte dos seus financiadores e até esconder votos que seus eleitores não gostariam que tivesse votado.

Quando você vai comprar uma bicicleta, pode escolher o tamanho do aro, a cor do quadro, se vai ter marcha, pode trocar, diminuir ou aumentar o banco, escolher se vai ter uma buzina. Ao contrário das escolhas feitas no mercado, as pessoas votam em pacotes de diferentes políticas. Se você vota em um candidato, você não vai conseguir escolher todas as suas decisões. Ele pode agradar na economia e na segurança, mas divergir profundamente em pautas sobre meio ambiente ou educação.

O método de tomada de decisão também é relevante. A troca de favores (logrolling) é uma ferramenta que os políticos usam para conseguir aprovar seus projetos. No Brasil, chamamos de “toma lá, da cá”. Na prática, é um acordo mútuo que políticos fazem para alcançar seus objetivos mais facilmente. Podemos entender que isso seja uma diminuição no custo de transação. Quando um político pede voto no seu projeto de interesse com a promessa de votar em um projeto de interesse de seu colega político, é isso que chamamos “toma lá, da cá”.

Os políticos podem até ter alguma influência sobre os acontecimentos, mas, para ter um impacto real, eles precisam ser mais que oposição, eles precisam estar no poder. E para chegar lá, precisam ser eleitos. Para conseguir esse voto, os políticos podem agir como corretores. O que um corretor de imóveis faz, por exemplo? Ele faz quem quer vender uma casa encontrar quem quer comprar uma casa.

É isso que o político faz. Ele quer atender à demanda de um grupo de eleitores fazendo com que outras pessoas paguem por esse benefício. Diferentemente do salário que o corretor de imóveis recebe ao conseguir êxito, o político recebe votos se for bem-sucedido.

Os melhores “clientes” do político são pequenos grupos com interesses parecidos, e a massa desinformada e difusa é aquela que paga. O político foca nos grupos que são informados e barulhentos, na esperança de que consiga persuadir a massa desinformada. A legislação abrangente (omnibus legislation) também é um problema. Isso pode acontecer quando um projeto de lei reúne, em um único pacote, aumento de verba para saúde e educação, subsídios para montadoras, perdão de dívidas para setores do agronegócio, criação de cargos públicos e benefícios fiscais para empresas de tecnologia.

Nesse caso, o político que votaria no aumento de verba para saúde, educação e no perdão de dívidas para setores do agronegócio, mas não votaria favorável nas outras pautas, acaba se vendo obrigado a votar para que a sua pauta também seja aprovada. O “jabuti” entra nessa mesma lógica, só que mais perverso. O objetivo é inserir temas polêmicos, que geralmente são impopulares dentro de uma proposta com medidas amplamente popular para enfrentar menos resistência política e social.

E a opinião do povo?

Na prática, a parte impopular “pega carona” na parte bem-vista. Não é só uma forma de aumentar o custo de informação. Também é uma forma de atrair apoio político que de outra forma não apoiariam. Um exemplo real foi o PL 914/2024 (Programa Mover). Uma proposta criada para incentivar a descarbonização dos veículos e o desenvolvimento sustentável foi usada como um cavalo de Troia para incluir um imposto de importação sobre produtos estrangeiros.

E se você não está satisfeito com o candidato que ajudou a eleger? Diferentemente do mercado, onde um empresário pode demitir seu gerente ou um cliente pode escolher outro fornecedor, na política, você precisa esperar outra eleição. Isso não significa garantia. Seu candidato pode não ser eleito.

Tentamos explicar de forma muito resumida a teoria de escolha pública que aplica o problema de principal-agente no setor público. Os teóricos entendem que não existe solução, apenas trade-off (trocas). Assim que o Estado aumenta seu poder discricionário, aumenta-se a distância entre eleitor e político eleito. Quanto maior for o poder de regular as interações sociais e econômicas, menor é o espaço que a sociedade tem de autogoverno.

Os cidadãos delegam poder aos governantes, mas não conseguem monitorá-los perfeitamente. Quanto mais margem de decisão o agente político tiver, mais fácil fica agir segundo seus próprios interesses e não segundo os interesses do eleitor. A democracia é vista como uma entidade religiosa, mas a verdade é que, como toda ferramenta criada pelo ser humano, também é imperfeita. Políticos podem se distanciar dos seus eleitores e acabar entregando o que não foi pedido.

*Artigo publicado originalmente na Revista Oeste.








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