Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Eleições, o pretexto favorito de togados para a asfixia das liberdades

   Judiciário em Foco 


A realização de eleições lisas a cargos políticos, relevante medidor da cidadania ativa e do amadurecimento democrático de uma nação, costuma ser um dos primeiros alvos dos tiranos. Avessos a qualquer mecanismo de consulta popular, governantes que tomam o poder e/ou são nele mantidos tão somente pela força tratam de escolher opositores para o papel de perdedores em corridas farsescas, chegando muitas vezes a eliminar a própria disputa, como recentemente ocorrido na Nicarágua de Ortega. No entanto, em um regime autoritário ainda envergonhado e travestido sob o manto da “democracia relativa”, figurões criativos podem lançar mão da necessidade de garantia da higidez do pleito eleitoral como escusa para a imposição de medidas inconstitucionais e indevidamente repressoras. Contorcionismo retórico talhado para burlar as normas jurídicas, com riscos concretos a direitos e garantias individuais.

Na semana passada, o TSE de Kássio Nunes emitiu a portaria 463/26 (em regulamentação à resolução 23.610/19 da própria corte), e por meio dela estipulou para as plataformas digitais a obrigação de apresentação de um “plano de conformidade” ao tribunal. Redigida em termos quase incompreensíveis de tão confusos, a portaria ordena às big techs a submissão de projetos de medidas concretas, passíveis de verificação prévia pelo TSE (art. 4, V), e destinadas ao cumprimento “de ordens e determinações da Justiça Eleitoral, incluindo remoção de conteúdo, suspensão de perfis ou contas, fornecimento de dados, veiculação de conteúdo elucidativo, atuação preventiva contra violência política de gênero e cessação de propaganda irregular” (art. 12). Em linha com a deliberação do STF de reescrever dispositivos inteiros do Marco Civil da Internet, a tal portaria confere destaque ao pseudo-dever “por iniciativa própria e independentemente de ordem judicial prévia” de indisponibilização de “conteúdos que veiculem fatos notoriamente inverídicos ou gravemente descontextualizados capazes de afetar a integridade eleitoral.” Ao final de uma longa lista de determinações, a regra ainda contempla um “regime de supervisão regulatória direta”, que consiste em suposta prerrogativa atribuída ao TSE de requisitar diretamente aos provedores quaisquer dados tidos como “exigíveis” por força do plano de conformidade (art. 26).

Como já é rotineiro em nossos dias, um colegiado de togados torna a criar mais de uma dezena de páginas de obrigações, exercendo função que cabe única e exclusivamente aos integrantes eleitos do legislativo. Além de incorrer em nova violação frontal à legalidade estrita, menosprezando o princípio constitucional segundo o qual só se pode obrigar alguém a fazer ou deixar de fazer algo em virtude de lei, a nova regra editada por Kássio e seus pares volta a apostar em palavras e expressões cuja indefinição proposital é porteira escancarada para que togados imponham às plataformas qualquer tipo de deliberação, por mais esdrúxula.

A essa altura, empresas privadas do dinâmico setor da tecnologia da informação já devem ter mobilizado equipes de elevado preparo técnico e produtividade para darem tratos à bola sobre como cumprir todas as exigências formuladas ao sabor dos caprichos de burocratas, e dentro de um prazo tão exíguo quanto carente de fundamentação legal. No país em que o congresso contempla inerte o surgimento de portarias legiferantes e nem sonha em anulá-las mediante a ferramenta constitucional dos decretos legislativos, resta a agentes privados a dura escolha entre a desobediência legítima e a continuidade dos negócios em um ambiente regulatório apartado dos pilares do estado de direito – e, convenhamos, nada leva a crer que a ética venha a prevalecer sobre o pragmatismo.

Contudo, nem só de justiça eleitoral se alimenta o nosso autoritarismo togado. Na mesma semana em que o TSE publicou seu mais recente cabresto contra atores do universo digital, o Tribunal Superior do Trabalho pariu resolução de cunho legiferante, também inspirada pelo alegado anseio por eleições limpas. Trata-se da resolução CSJT (Conselho Superior da Justiça do Trabalho) 452/26, que, fugindo por completo à esfera de suas competências, não apenas cria uma definição de ilícito eleitoral como ainda impõe a magistrados obrigações não previstas na lei.

Na forma do art. 2 da aludida resolução, o TST houve por bem conceituar como “assédio eleitoral” qualquer “forma de distinção, exclusão ou preferência fundada em convicção ou opinião no âmbito das relações de trabalho”. A regra do tribunal configura visível extrapolação à norma legal, cujas punições se restringem aos seguintes casos: uso de violência ou grave ameaça para coagir outrem a votar e promoção de concentração de eleitores nas datas dos pleitos com o fim de causar embaraços à corrida (arts. 301 e 302 do Código Eleitoral). Em uma única linha, a corte legisla e ainda o faz em seara alheia à esfera trabalhista à qual teria de limitar sua atuação institucional.

No trecho final do documento, os conselheiros ordenam que, diante de petições iniciais indicativas de fatos passíveis de caracterizar – ainda que em tese! – um assédio eleitoral em relações empregatícias, juízes trabalhistas comuniquem o ocorrido tanto ao Ministério Público do Trabalho quanto ao Ministério Público Eleitoral. Atentado crasso à autonomia da magistratura e ao princípio da inércia do judiciário, capaz de transformar juízes de primeira instância em fiscais e “delatores” das preferências políticas observadas em ambientes corporativos. Na prática, togados trabalhistas que depararem com certas opções eleitorais manifestadas por gerentes e donos de empresas partirão para a ação e criarão empecilhos à atividade produtiva regular, comprometendo assim o amplo exercício das liberdades de empreender e trabalhar. No entanto, embora cientes de mais essa norma legiferante emanada de togados, nossos congressistas nada fizeram e possivelmente nada farão para cancelá-la e retomar sua própria autonomia legislativa.

Os fatos acima comentados revelam paradoxos que não podem deixar de conferir um tom irônico à hecatombe judiciária por nós vivenciada. Em suposta defesa da lisura do nosso processo eleitoral, autoridades não-eleitas se investem nos poderes das eleitas para o exercício de uma função legislativa que não lhes cabe. Ao fazê-lo, desmoralizam mandatários eleitos, deixando bem claro aos olhos de todos que, independentemente dos nomes escolhidos nas “sacrossantas” urnas, as decisões finais sobre os assuntos do espaço público são tomadas tão somente por figurões desprovidos de votos. Assim sendo, quem seriam os verdadeiros responsáveis pelo descrédito do nosso processo eleitoral e pela abulia de parte da população diante de fatos políticos?


















publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/justica/eleicoes-o-pretexto-favorito-de-togados-para-a-asfixia-das-liberdades/

A SENSAÇÃO DA SENSACIONALISTA

 gilbertosimoespires/pontocritico


REPETIÇÃO DE BABOSEIRAS

Na real, a afirmação CONSCIENTE E BEM PENSADA, feita pela SENSACIONALISTA jornalista de economia da Rede Globo -Miriam Leitão- de que AUMENTO DE PREÇOS DE PRODUTOS E SERVIÇOS É APENAS UMA SENSAÇÃO, E NÃO O RETRATO DA REALIDADE, nada mais é do que a REPETIÇÃO das INCONTÁVEIS BABOSEIRAS que, sem surpresa alguma, COMBINAM COM A LÓGICA JORNALÍSTICA DEFINIDA PELA EMISSORA.  

GRANDE DEFENSORA DO GOVERNO LULA

Ainda assim, só para não deixar passar em branco mais esta estupidez pronunciada pela Leitão, há que se levar em enorme consideração que o claro intuito da jornalista foi ATUAR COMO GRANDE DEFENSORA DO DESTRUIDOR GOVERNO LULA. Mais: se tivesse ínfimo conhecimento sobre ECONOMIA, em momento algum poderia fazer uso da palavra -SENSAÇÃO- para tentar explicar o INEQUÍVOCO COMPORTAMENTO DE ALTA DOS PREÇOS DOS PRODUTOS E SERVIÇOS. 

DESCENDO A LADEIRA

Em nenhum momento das suas tantas e diárias afirmações absurdas, Leitão admite, por exemplo, que a ELEVAÇÃO DA CARGA TRIBUTÁRIA -PENSADA, CONSTRUÍDA E IMPOSTA- PELO MINISTRO FERNANDO HADDAD, não é apenas uma SENSAÇÃO, mas um claro VILÃO DA -INFLAÇÃO DE PREÇOS-. A rigor, por conta da sua ideologia petista, a jornalista (??) não tem a menor e clara SENSAÇÃO DE QUE O PAÍS ESTÁ DESCENDO A LADEIRA ECONÔMICA. 



















publicadaemhttps://www.pontocritico.com/artigo/a-sensacao-da-sensacionalista

O SISTEMA CONTRA FLÁVIO

 MAURCIOMACRON/FACEBOOK


O SISTEMA CONTRA FLÁVIO 



Renan É o Principal Beneficiado De Jogo Perigoso

 andrémarsiglia/youtube


Renan É o Principal Beneficiado De Jogo Perigoso

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ACREDITAM E VENDEM COMO SE FOSSE ELES CRIASSEM TUDO...

 LEANDROVIANA/INSTA



ACREDITAM E VENDEM COMO  SE FOSSE ELES CRIASSEM TUDO...



CATÓLICOS EM CAMPANHA CONTRA O NINE

 ALISSONSILVAELIMA/FACEBOOK


CATÓLICOS EM CAMPANHA CONTRA O NINE



É POR ESSAS E OUTROS QUE CHEGAMOS ONDE ESTAMOS

 SOBERANIAVIVA/THREADSTER


É POR ESSAS E OUTROS QUE CHEGAMOS ONDE ESTAMOS



Imprensa Admite Que Moraes é Político de Toga!

 deltandallagnol/youtube


Imprensa Admite Que Moraes é Político de Toga!

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LULA OU MORAES? COMO COMEÇOU A CRISE COM O GOVERNO TRUMP

 praetorium/fernãolaramesquita/youtube


LULA OU MORAES? COMO COMEÇOU A CRISE COM O GOVERNO TRUMP

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https://www.youtube.com/watch?v=0LSUBMuQZic

CERCO CONTRA MORAES ESTÁ SE FECHANDO

 CAIOCOPPOLLA/FACEBOOK


CERCO CONTRA MORAES ESTÁ SE FECHANDO



Nosso Futuro É a Suíça": As Mensagens de Lulinha Que a Esquerda Esconde

 rubinhonunes/youtube


Nosso Futuro É a Suíça": As Mensagens de Lulinha Que a Esquerda Esconde


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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Por que o crime organizado tem ganhado força no Brasil? – Uma perspectiva liberal

  Isaías Fonseca 


O fortalecimento do crime organizado no Brasil é um dos maiores desafios institucionais do país. Explicar esse fortalecimento apenas pela pobreza, pela desigualdade ou pelo aumento da criminalidade comum é insuficiente. Também seria equivocado atribuí-lo exclusivamente ao fracasso do Estado. O crescimento das facções resulta da combinação entre mercados ilícitos altamente lucrativos, fragilidades institucionais, corrupção, deficiências do sistema prisional, fronteiras permeáveis, redes transnacionais e falhas persistentes na aplicação da lei. Sob uma perspectiva liberal, a incapacidade do Estado de cumprir suas funções essenciais não explica sozinha o fenômeno, mas cria as condições para sua expansão. Como observava Adam Smith, uma das primeiras responsabilidades do governo é proteger a sociedade contra a violência e a injustiça. Quando essa função é exercida de maneira insuficiente, organizações criminosas encontram espaço para ocupar territórios, controlar mercados e impor sua própria ordem.

John Locke sustentava que o Estado existe para proteger a vida, a liberdade e a propriedade dos indivíduos. Sua legitimidade depende justamente da capacidade de garantir segurança e aplicar a lei de maneira imparcial. Em diversas regiões brasileiras, entretanto, essa presença estatal é incompleta. Em alguns territórios, grupos criminosos passam a exercer controle sobre conflitos locais, impor regras próprias, cobrar taxas ilegais e utilizar a violência como mecanismo de autoridade. Essa situação não representa uma substituição legítima do Estado, mas evidencia o enfraquecimento do monopólio estatal da força. Esse vazio institucional favorece a consolidação de organizações criminosas que oferecem previsibilidade apenas por meio da intimidação e da coerção. A ordem que estabelecem não decorre de legitimidade jurídica, mas da capacidade de impor obediência pela violência.

O crime organizado não funciona apenas como um conjunto de grupos armados. Em muitos aspectos, opera como uma organização econômica altamente estruturada. Facções administram cadeias logísticas, coordenam distribuição de mercadorias ilícitas, movimentam recursos financeiros, recrutam mão de obra, controlam territórios e diversificam fontes de receita por meio do tráfico de drogas, extorsão, contrabando, lavagem de dinheiro e outros mercados ilegais. Essa eficiência organizacional, contudo, não deve ser confundida com empreendedorismo legítimo. Empresas prosperam mediante contratos voluntários e proteção jurídica; organizações criminosas dependem da violência, do medo e da eliminação da concorrência pela força. A racionalidade econômica está presente em ambos os casos, mas os mecanismos que sustentam essa racionalidade são completamente distintos. O crime organizado reduz custos por meio da intimidação, elimina riscos mediante corrupção e impõe exclusividade por meio do uso sistemático da violência.

Outro aspecto importante diz respeito às oportunidades disponíveis para a população. Seria incorreto afirmar que a pobreza ou a informalidade conduzam naturalmente ao crime. A imensa maioria dos trabalhadores informais e das pessoas de baixa renda constrói sua vida dentro da legalidade, frequentemente enfrentando enormes dificuldades econômicas sem recorrer à violência. Entretanto, ambientes marcados por poucas oportunidades formais, elevada burocracia, baixa presença institucional e reduzida expectativa de punição aumentam a atratividade relativa dos mercados ilícitos para uma parcela da população. Milton Friedman lembrava que indivíduos respondem a incentivos. Quando atividades ilegais oferecem alta rentabilidade combinada a um baixo risco percebido de punição, determinadas organizações conseguem recrutar novos integrantes com maior facilidade. Isso não significa que a liberdade econômica, por si só, elimine o crime organizado. Significa apenas que um ambiente econômico mais inclusivo reduz um dos fatores que favorecem seu recrutamento.

A atuação do sistema de justiça exerce papel decisivo no fortalecimento ou na contenção das organizações criminosas. Quando homicídios, roubos e crimes financeiros apresentam baixos índices de investigação e esclarecimento, o custo esperado da atividade criminosa diminui. A percepção de impunidade reduz o efeito dissuasório da lei e amplia os incentivos para organizações que já operam com elevada capacidade financeira. A morosidade judicial produz efeito semelhante. Processos excessivamente longos dificultam a aplicação efetiva das sanções e enfraquecem a confiança da sociedade na capacidade do Estado de responder ao crime. O sistema prisional representa outro desafio relevante. Em vez de interromper estruturas criminosas, muitos estabelecimentos penais transformaram-se em espaços de recrutamento, coordenação e fortalecimento das facções. Lideranças mantêm comunicação com organizações externas, ampliam redes de influência e recrutam novos integrantes entre presos de baixa periculosidade. Somam-se a isso dificuldades na investigação patrimonial, limitações no combate à lavagem de dinheiro e a corrupção, que, em diferentes níveis, permite a sobrevivência financeira dessas organizações. Sob uma perspectiva liberal, o Estado de Direito depende não apenas da existência de leis, mas de sua aplicação efetiva, previsível e imparcial.

O Brasil apresenta um paradoxo frequentemente apontado por pensadores liberais. O Estado exerce forte intervenção em diversas atividades econômicas, impondo elevada complexidade regulatória e tributária, mas frequentemente demonstra menor capacidade justamente nas funções que justificam sua existência: segurança pública, justiça e proteção dos direitos individuais. Essa crítica não implica defender um Estado ausente. Ao contrário, o liberalismo clássico atribui ao governo responsabilidades fundamentais na garantia da ordem jurídica, da segurança e do cumprimento dos contratos. A questão central não é o tamanho do Estado em termos absolutos, mas a qualidade da atuação estatal e a correta priorização de suas funções essenciais.

Reconhecer a complexidade do problema exige abandonar soluções simplistas. Uma estratégia consistente deveria combinar diferentes instrumentos institucionais. Em primeiro lugar, seria necessário fortalecer a inteligência policial e a investigação patrimonial, concentrando esforços no desmantelamento das estruturas financeiras das organizações criminosas. Em segundo lugar, seria preciso recuperar o controle efetivo do sistema prisional, impedindo que presídios continuem funcionando como centros de comando das facções. Também é necessário ampliar a capacidade investigativa, aumentar os índices de esclarecimento de crimes violentos e reduzir a morosidade judicial, elevando o custo esperado da atividade criminosa. Na dimensão econômica, políticas voltadas à simplificação da formalização empresarial, redução da burocracia, proteção de pequenos empreendedores e ampliação da previsibilidade jurídica podem fortalecer alternativas legítimas de geração de renda. Por fim, o combate ao crime organizado exige presença permanente do Estado em áreas vulneráveis, não apenas por meio da repressão policial, mas também pela garantia efetiva do Estado de Direito.

O fortalecimento do crime organizado não decorre de uma única causa, mas da interação entre mercados ilícitos altamente lucrativos, fragilidades institucionais, corrupção, deficiências do sistema prisional, baixa capacidade investigativa e limitações na atuação estatal. Sob uma perspectiva liberal, o problema central não reside simplesmente no tamanho do Estado, mas em sua incapacidade de desempenhar, com eficiência e previsibilidade, as funções que lhe são próprias. Onde o Estado deixa de assegurar segurança, justiça e proteção dos direitos individuais, organizações criminosas encontram espaço para exercer poder por meio da violência. Enfrentar esse desafio exige mais do que ampliar estruturas burocráticas ou endurecer discursos. Exige instituições capazes de aplicar a lei com eficiência, reduzir incentivos à criminalidade, proteger a atividade econômica legítima e reafirmar o monopólio estatal da força dentro dos limites do Estado de Direito. Somente assim será possível conter organizações que prosperam justamente quando a autoridade pública falha em cumprir sua missão mais essencial.









publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/por-que-o-crime-organizado-tem-ganhado-forca-no-brasil-uma-perspectiva-liberal/

SE VOCÊ VIESSE A ÓBITO HOJE...

 MARCELOTOLEDO/FACEBOOK


SE VOCÊ VIESSE A ÓBITO HOJE...



FLÁVIO CONTRA O SISTEMA? Guerra ao crime e reação ao STF entram na campanha | CAFÉ COM A GAZETA

  CAFÉ COM A GAZETA/youtube


VOCÊ GANHA POUCO? ENTÃO FAÇA UM TRABALHO ESPETACULAR

 LIVIAHORTA


VOCÊ GANHA POUCO? ENTÃO FAÇA UM TRABALHO ESPETACULAR



ELES VÃO FICAR MAIS CAROS

 THREADSTER


ELES VÃO FICAR MAIS CAROS



Vazam Mensagens do Lulinha: "Nosso Futuro é a Suíça!”

 deltandallagnol/youtube


Vazam Mensagens do Lulinha: "Nosso Futuro é a Suíça!”


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Jornalismo ou necrotério dos fatos

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Jornalismo ou necrotério dos fatos


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Nikolas causa estrago na campanha de Lula, atingindo ponto fraco

 caiocoppolla/youtube


Nikolas causa estrago na campanha de Lula, atingindo ponto fraco

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FICA VERMELHA, CARA SEM VERGONHA

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FICA VERMELHA, CARA SEM VERGONHA. SABOR PREÇO ALTO..



MAIS UMA MALA RECHEADA COM MUITO DINHEIRO...

 APAVORADORES/FACEBOOK


MAIS UMA MALA RECHEADA COM MUITO DINHEIRO...



Flávio Sofre Ameaça Gravíssima De Nova Facada!

 andrémarsiglia/youtube


Flávio Sofre Ameaça Gravíssima De Nova Facada!


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"Isso não é sensação, é DESEMPREGO" — a verdade sobre a Casas Bahia

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"Isso não é sensação, é DESEMPREGO" — a verdade sobre a Casas Bahia


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domingo, 16 de agosto de 2026

A fuga de empresas brasileiras para o Paraguai: o que a migração industrial revela sobre a competitividade do Brasil

   Isaías Fonseca 


Nos últimos anos, diversas empresas brasileiras passaram a transferir parte de suas operações industriais para o Paraguai, sobretudo nos setores têxtil, de confecção, autopeças e bens de consumo. Entre os casos mais conhecidos está o da Lupo, tradicional fabricante brasileira de meias e roupas íntimas, que anunciou investimentos industriais no Paraguai, justificando a decisão pela busca de um ambiente produtivo mais competitivo. Embora cada empresa possua motivações específicas, o caso da Lupo ilustra uma tendência mais ampla. A decisão de produzir fora do Brasil não decorre, em regra, da falta de compromisso com o país, mas de uma comparação entre custos, riscos e perspectivas de retorno do investimento. A migração de parte da atividade industrial evidencia problemas estruturais da economia brasileira, relacionados não apenas ao nível da tributação, mas também à complexidade regulatória, à insegurança jurídica e ao elevado custo de produzir no país.

O Brasil possui uma das estruturas tributárias mais complexas do mundo para o setor produtivo. Mais relevante do que o percentual nominal de impostos é o chamado custo fiscal total da atividade econômica. Ao longo da cadeia produtiva incidem diversos tributos federais, estaduais e municipais, além das contribuições sobre a folha de pagamento e outros encargos que elevam o custo final da produção. Dependendo do setor, do regime tributário e da estrutura da cadeia produtiva, a tributação indireta pode representar parcela significativa do preço final dos produtos. Por isso, empresas industriais frequentemente apontam o sistema tributário brasileiro como um fator de perda de competitividade internacional.

A elevada carga tributária não é o único problema. O sistema brasileiro exige que as empresas cumpram milhares de normas tributárias, realizem inúmeras obrigações acessórias e acompanhem constantes alterações legislativas. Essa complexidade aumenta o custo de conformidade, exige equipes especializadas e reduz a produtividade administrativa das empresas. Em outras palavras, muitas empresas não gastam apenas para pagar tributos, mas também para conseguir calculá-los corretamente.

Outro fator relevante é a insegurança jurídica. Interpretações divergentes entre órgãos fiscais, mudanças frequentes na legislação e elevado número de litígios tributários dificultam o planejamento empresarial. Quando o empresário não consegue prever com segurança quais regras serão aplicadas ao longo dos próximos anos, o investimento se torna mais arriscado. Essa imprevisibilidade pesa especialmente em projetos industriais, cujo retorno costuma ocorrer no longo prazo.

O Paraguai tornou-se uma alternativa para parte da indústria brasileira por reunir algumas condições competitivas importantes. Entre elas, destacam-se:

  • menor tributação sobre a atividade empresarial;
  • regime de maquila, que reduz custos para empresas voltadas à exportação;
  • energia elétrica de baixo custo;
  • legislação trabalhista relativamente mais simples;
  • menor burocracia para instalação de operações industriais.

O Paraguai possui um mercado consumidor significativamente menor do que o brasileiro, enfrenta desafios de infraestrutura em determinadas regiões, apresenta elevados níveis de informalidade e parte de sua competitividade depende de regimes específicos, como a maquila e as zonas francas. Ainda assim, para empresas cuja produção é destinada principalmente à exportação ou ao mercado brasileiro, essas limitações podem ser compensadas pelos menores custos operacionais.

A decisão de produzir no Paraguai revela que muitas empresas avaliam constantemente qual ambiente oferece a melhor combinação de custo, previsibilidade e condições de investimento. Quando esses fatores não estão presentes no país de origem, torna-se economicamente racional deslocar parte da produção para outro ambiente de negócios. Nesse contexto, o problema não está apenas na diferença entre Brasil e Paraguai, mas na perda relativa da competitividade brasileira.

A saída de empresas industriais produz efeitos que vão além da perda imediata de empregos. Ela reduz a arrecadação futura, diminui investimentos produtivos e enfraquece cadeias industriais inteiras. Quando uma fábrica encerra ou transfere parte de sua produção, fornecedores locais também perdem demanda, empresas prestadoras de serviços reduzem suas atividades e municípios deixam de arrecadar recursos. Além disso, ocorre perda de conhecimento produtivo, menor difusão tecnológica e redução do adensamento das cadeias industriais nacionais. No longo prazo, esses efeitos comprometem a capacidade de inovação, reduzem a produtividade da economia e aumentam a dependência de produtos fabricados no exterior. Assim, a migração industrial deixa de ser apenas um problema empresarial e passa a representar um desafio para o desenvolvimento econômico do país.

Para reverter esse processo, são necessárias políticas públicas voltadas para tornar o ambiente de negócios mais previsível e eficiente. Entre as principais medidas, destacam-se:

  • simplificação efetiva das obrigações acessórias do sistema tributário;
  • redução da litigiosidade fiscal por meio de maior segurança jurídica;
  • estabilidade das regras tributárias e regulatórias;
  • diminuição do custo da contratação formal de trabalhadores;
  • modernização administrativa para reduzir burocracia;
  • maior previsibilidade para investimentos industriais de longo prazo.

Mais importante do que criar novos incentivos, o desafio é reduzir os obstáculos que hoje tornam a produção nacional menos competitiva.

O caso da Lupo e de outras empresas que decidiram ampliar suas operações no Paraguai demonstra que decisões empresariais são guiadas, sobretudo, por critérios econômicos. Custos, previsibilidade regulatória, segurança jurídica e condições de investimento pesam mais do que fatores simbólicos ou nacionalistas. Isso não significa que o Paraguai seja um ambiente isento de problemas. O país possui limitações estruturais importantes, mas, em determinados segmentos industriais, consegue oferecer condições mais favoráveis do que as encontradas atualmente no Brasil. Por essa razão, o debate não deve concentrar-se apenas nas vantagens competitivas do país vizinho, mas principalmente nos fatores internos que reduzem a competitividade brasileira. Em última análise, o desafio não é impedir que outros países sejam atrativos para investir, mas construir um ambiente em que produzir no Brasil volte a ser economicamente vantajoso. O problema não é o Paraguai ser atrativo demais, mas o Brasil ter se tornado caro, complexo e imprevisível para quem deseja produzir.









publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/a-fuga-de-empresas-brasileiras-para-o-paraguai-o-que-a-migracao-industrial-revela-sobre-a-competitividade-do-brasil/

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