Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

-

CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

segunda-feira, 2 de março de 2026

A mentalidade de soma zero não leva a lugar algum

  Rainer Zitelmann


Patricia Andrews Fearon e Friedrich M. Götz, da Universidade de Stanford e da Universidade de Cambridge, publicaram um importante artigo intitulado The Zero-Sum Mindset (em português, A Mentalidade de Soma Zero), no qual apresentam os resultados de nove estudos realizados em seis países, com 10.000 participantes. Eles definem a mentalidade de soma zero como uma concepção mental de sucesso em que o sucesso de outra pessoa automaticamente ocorre às suas custas, e o seu fracasso representa o sucesso dela.

Situações desse tipo de fato existem na vida — uma partida de tênis é um exemplo: se quiser vencer, a outra pessoa precisa perder. No entanto, há inúmeras outras situações em que ambos os lados ganham, como na troca voluntária de bens, isto é, no comércio. Fearon e Götz mostram que pessoas com uma “mentalidade de soma zero” tendem a interpretar as situações como jogos de soma zero, mesmo quando não são na realidade. Isso tem implicações sérias, porque pessoas com mentalidade de soma zero baseiam seu comportamento nessa suposição. Políticas protecionistas, como as adotadas por Donald Trump, são um exemplo disso.

Os anticapitalistas acreditam que a economia é um jogo de soma zero. Bertolt Brecht formulou de maneira clássica esse modo de pensar em seu poema “Alfabet”, no qual dois homens — um rico e um pobre — ficam frente a frente:

“E o pobre disse com um tremor:

Se eu não fosse pobre, você não seria rico.”

É assim que os anticapitalistas enxergam a vida econômica. Eles argumentam que países ricos devem compartilhar parte de sua riqueza com países pobres, e que pessoas ricas devem dividir com os mais pobres. Do ponto de vista deles, o fato de ainda haver tantas pessoas pobres se deve exclusivamente ao egoísmo e à falta de boa vontade dos ricos. Historicamente, em sociedades anteriores, a riqueza muitas vezes se baseava em roubo — algumas pessoas enriqueciam às custas de outras. Em contraste, o sistema de mercado funciona segundo um princípio diferente: aqueles que conseguem atender de forma eficaz às necessidades de um grande número de consumidores tornam-se ricos. Essa é a lógica fundamental do mercado.

A (má) concepção de uma economia de soma zero é desmentida ao se analisar a evolução do número de ricos e pobres nas últimas décadas. Antes do advento do capitalismo, a maior parte da população mundial vivia em extrema pobreza — em 1820, a taxa era de 90%. Hoje, caiu para cerca de 10% (um número que seria ainda menor — 6,5% — se o Banco Mundial não tivesse recentemente ajustado seu método de cálculo).

Mais notavelmente, desde o declínio das economias socialistas planejadas na China e em outros países, a pobreza caiu a um ritmo sem precedentes na história da humanidade. Em 1981, a taxa global de pobreza era de 42,7%, mas, em 2000, havia caído para 27,8% e, em 2025, para 10%. Ao mesmo tempo, o número de bilionários continuou a aumentar.

A China é um exemplo: entre 1958 e 1962, 45 milhões de chineses morreram de fome durante o “Grande Salto Adiante” de Mao, o maior experimento socialista da história. Alguns anos após a morte de Mao, em 1981, 88% da população chinesa ainda vivia em extrema pobreza. Graças às reformas de economia de mercado iniciadas por Deng Xiaoping no início da década de 1980, a proporção de pessoas extremamente pobres na China caiu agora para menos de 1%. Ao mesmo tempo, o número de bilionários passou de zero para mais de 500 — apenas os Estados Unidos têm mais. Quem pensa em termos de soma zero não consegue explicar como o número de pessoas ricas pode crescer tão rapidamente ao mesmo tempo em que o número de pessoas pobres cai de forma tão acelerada.

A ideia de que o comércio seria um jogo de soma zero também é equivocada. Adam Smith reconheceu que o comércio não é um jogo de soma zero, pois a especialização e a divisão do trabalho aumentam a produção total. David Ricardo aprofundou essa visão ao formular o princípio da vantagem comparativa, demonstrando que mesmo um país menos eficiente pode se beneficiar do comércio ao se especializar na produção de bens que consegue produzir relativamente mais barato.

Está claro que a mentalidade de soma zero sustenta a inveja e o ressentimento em relação às pessoas ricas. Afinal, quem acredita que o aumento da riqueza dos ricos automaticamente resulta na piora das condições dos não ricos vai enxergar o combate à pobreza como sinônimo de combate aos ricos ou em favor da “redistribuição”.

A ligação entre inveja e mentalidade de soma zero foi confirmada por uma pesquisa conduzida pela Ipsos MORI em meu nome em 13 países. Os participantes responderam a uma série de perguntas para avaliar suas atitudes em relação à riqueza e às pessoas ricas. Entre elas, havia várias questões que serviam como indicadores de inveja social. De acordo com o estudo, a inveja social foi mais prevalente na França, seguida pela Alemanha. Em contraste, países como Polônia, Japão e Vietnã apresentaram níveis significativamente menores de inveja.

Um dos itens da pesquisa apresentou aos participantes uma afirmação que resumia a mentalidade de soma zero em uma única frase: “Quanto mais os ricos têm, menos sobra para os pobres.” Com base nessa e em várias outras perguntas, o estudo conseguiu distinguir entre “invejosos” e “não invejosos”. Notavelmente, em todos os 13 países, os invejosos concordaram com muito mais frequência com essa afirmação de soma zero do que os não invejosos. Essa correlação é fácil de explicar: se alguém acredita que os ricos só adquiriram sua riqueza às custas dos outros, a inveja se torna um resultado quase inevitável.









publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/economia/a-mentalidade-de-soma-zero-nao-leva-a-lugar-algum/

'A república de Gilmar',

  por Erich Mafra e Edilson Salgueiro


N o coração do agronegócio mato-grossense, entre lavouras mecanizadas de soja e longas estradas de terra batida, nasceu uma ideia que mistura ambição territorial, prestígio político e cálculo estratégico. O nome oficial da invenção é Nova Aliança do Norte, mas já circula nas ruas com outro nome: “Gilmarlândia”. Trata-se de uma cidade planejada na divisa entre Diamantino, terra natal do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e São José do Rio Claro, localizada às margens da MT-010. No último sábado, 21, durante o lançamento da pedra fundamental da Gilmarlândia, reuniram-se prefeitos da região, deputados estaduais e o próprio magistrado. Foi uma cerimônia típica da liturgia política do interior do Brasil, com autoridades perfiladas sob o sol forte, discursos sobre desenvolvimento, elogios cruzados e promessas de futuro próspero. 

O projeto, idealizado pelo empresário Eraí Maggi, sócio do conglomerado Grupo Bom Futuro e primo do ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi, tem o objetivo de resolver problemas logísticos da região. Hoje, famílias de trabalhadores rurais vivem a dezenas de quilômetros de hospitais, crianças saem antes do amanhecer para estudar e o acesso à saúde depende de longos deslocamentos por estradas intransitáveis. O que chama atenção, contudo, é a solução oferecida tanto por Eraí quanto por Gilmar, que doaram aproximadamente 100 hectares cada para viabilizar a infraestrutura local. 

Criar um município significa instituir uma estrutura burocrática complexa, com prefeito, vice-prefeito, câmara de vereadores, secretarias, procuradoria, controladoria, concursos públicos, cargos comissionados e folha de pagamento. É uma máquina pública inteira funcionando todos os meses. Municípios com o porte mínimo exigido para emancipação no Centro-Oeste, por exemplo, funcionam com orçamentos anuais entre R$ 40 milhões e R$ 60 milhões. Em muitos casos, mais de 70% dessa receita é consumida pela própria folha salarial. E quem paga? Os moradores da região, via Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS); o Estado, via repartição de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS); e a União, via Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que responde por mais de 50% da receita total de cidades desse porte. 

Nos anos 1990, o Brasil viveu uma febre emancipatória. Centenas de municípios surgiram. A maioria nunca alcançou autonomia econômica real. Tornaram-se dependentes crônicos de Brasília. As prefeituras viraram, em diversos casos, as maiores empregadoras das cidades. A reação começou em 1996, quando a Emenda Constitucional nº 15 endureceu as regras e determinou que a criação de novos municípios só poderia ocorrer mediante critérios mais rigorosos, como estudo de viabilidade econômica, plebiscito com a população envolvida e, principalmente, a edição de uma lei complementar federal fixando parâmetros claros para as emancipações. 

No entanto, sa lei complementar demorou mais de duas décadas para ser aprovada pelo Senado e pela Câmara. Sem a norma exigida pela Constituição Federal, diversos processos de criação de municípios ficaram suspensos ou passaram a ser contestados judicialmente. Só em 2023 os parlamentares aprovaram uma lei complementar para tratar do tema, mas o ambiente jurídico permaneceu sujeito ao crivo do STF. 

Em Mato Grosso, por exemplo, apenas um município conseguiu se emancipar nesta década: Boa Esperança do Norte. O Supremo validou a criação do novo município com voto favorável de Gilmar. Atualmente, o projeto da Gilmarlândia está em fase inicial. Não há confirmação de que a cidade será criada nem detalhes técnicos sobre o estudo. A aprovação depende do avanço de todos os trâmites burocráticos.

aí Maggi tornou-se, nos últimos anos, uma das principais pontes entre setores do agronegócio mato-grossense e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Essa articulação nos bastidores lhe rendeu elogios públicos do presidente. “Imagina se o pessoal do agronegócio que não gosta de nós tivesse ouvindo o Eraí”, disse o petista, em dezembro do ano passado, em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CNDES). E não para aí. O atual ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, é de Mato Grosso e teve a indicação ao cargo articulada por lideranças do Estado, incluindo os líderes do grupo político ligado aos Maggi. Esse arranjo político deu resultado. Em 2023, o Ministério da Agricultura empenhou quase R$ 50 milhões para obras nos municípios de Canarana e Campo Verde, em Mato Grosso — regiões onde o Grupo Bom Futuro mantém extensa área produtiva. Os recursos, provenientes de emendas parlamentares executadas via ministério, foram destinados principalmente à infraestrutura viária rural, como recuperação e pavimentação de estradas usadas no escoamento da produção agrícola.


Os amigos do ministro

Itaí Maggi tornou-se, nos últimos anos, uma das principais pontes entre setores do agronegócio mato-grossense e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Essa articulação nos bastidores lhe rendeu elogios públicos do presidente. “Imagina se o pessoal do agronegócio que não gosta de nós tivesse ouvindo o Eraí”, disse o petista, em dezembro do ano passado, em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CNDES). E não para aí. O atual ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, é de Mato Grosso e teve a indicação ao cargo articulada por lideranças do Estado, incluindo os líderes do grupo político ligado aos Maggi. Esse arranjo político deu resultado. Em 2023, o Ministério da Agricultura empenhou quase R$ 50 milhões para obras nos municípios de Canarana e Campo Verde, em Mato Grosso — regiões onde o Grupo Bom Futuro mantém extensa área produtiva. Os recursos, provenientes de emendas parlamentares executadas via ministério, foram destinados principalmente à infraestrutura viária rural, como recuperação e pavimentação de estradas usadas no escoamento da produção agrícola.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou os elogios públicos feitos pelo mega produtor rural Eraí Maggi em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CNDES) para cutucar os agricultores que o criticam. “Imagina vocês se o pessoal do agronegócio que não gosta de nós tivesse ouvindo o Eraí falar. Ele que possivelmente é maior do que todos que falem mal de nós, porque tá dizendo apenas a verdade”, declarou o petista. 📲 Leia a notícia completa acessando o link na bio e nos stories


A influência política que gravita em torno de Gilmar Mendes extrapola o âmbito regional. Na década de 2000, sobretudo durante o julgamento do Mensalão, o ministro era visto como crítico do PT. Mais recentemente, no entanto, tornou-se um dos principais expoentes da ala simpática ao partido no STF. Virou opositor da Operação Lava Jato, questionou métodos de investigação legítimos e passou a relativizar a importância de prisões preventivas e delações premiadas. Em 2019, integrou a maioria que reviu o entendimento da Corte sobre a execução da pena depois da condenação em segunda instância — decisão que alterou jurisprudência firmada três anos antes e teve impacto direto sobre processos envolvendo Lula. Embora não esteja tão em evidência quanto Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, Gilmar é considerado hoje o mais poderoso dos ministros. 


Gilmarlândia virou marca 

Diamantino é território político de Gilmar. O prefeito atual do município é Francisco Ferreira Mendes Júnior, o Chico Mendes (União), irmão caçula do ministro, já no terceiro mandato. Antes dele, o pai, Francisco Ferreira Mendes, também comandou a cidade por duas gestões. O avô, também chamado Francisco, ocupou o mesmo cargo. 

Além do domínio político na prefeitura, a família mantém extensas propriedades rurais na região, com atuação no agronegócio local. Em 2018, o Ministério Público de Mato Grosso ajuizou ações envolvendo Gilmar e os irmãos por alegações de uso indiscriminado de defensivos agrícolas, fertilizantes e plantio de organismos geneticamente modificados em fazendas situadas na Área de Proteção Ambiental (APA) Nascentes do Rio Paraguai. Na época, Gilmar acionou o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra a promotora de Justiça Ana Luiza Peterlini, responsável pelas ações ambientais relacionadas a propriedades na região de Diamantino.

Em resumo, o CNMP é o órgão encarregado de fiscalizar a atuação administrativa e disciplinar de integrantes do Ministério Público em todo o país. Ao levar o caso a essa instância, o ministro deslocou o conflito da esfera exclusivamente judicial para o plano administrativo, o que ampliou a controvérsia em torno das investigações. Na ocasião, a promotora revelou ter recebido uma ligação telefônica do então vice-governador Carlos Fávaro, que questionou as investigações. “Ele perguntou o que estava acontecendo”, disse a promotora, em depoimento ao CNMP. “Questionou se não tinha como parar a fiscalização, que o pessoal estava muito alvoroçado.” O caso segue aberto.

A prática de batizar cidades com nomes de autoridades não é novidade no Brasil. Ela remonta ao Império. Petrópolis, fundada em 1843, homenageia dom Pedro II; Teresópolis leva o nome da imperatriz Teresa Cristina. A tradição de eternizar personagens públicos na cartografia nacional atravessou regimes e séculos. Ainda no período imperial, a princesa Isabel do Brasil inspirou o projeto de criação de “Isabelópolis”, idealizado por Francisco Peixoto de Lacerda.

Werneck, o Barão de Paty do Alferes. A cidade seria erguida na região que hoje corresponde à Reserva Biológica do Tinguá, em Nova Iguaçu (RJ), mas um surto de cólera interrompeu o empreendimento, restando apenas vestígios históricos da iniciativa. Na República, a prática continuou. Municípios como Getúlio Vargas (RS) e Presidente Kennedy (ES) homenageiam chefes de Estado brasileiros e estrangeiros. Durante o regime militar, distritos emancipados receberam nomes ligados aos generais presidentes, como Medicilândia (PA), referência direta a Emílio Garrastazu Médici. 

O fato é que, desde o Império, o Brasil cultiva o hábito de transformar autoridade em topônimo. Hoje, a legislação brasileira proíbe dar nome de pessoa viva a bens públicos federais. Por essa razão, oficialmente, o nome do futuro município mato-grossense deve ser Nova Aliança do Norte. Mas o apelido “Gilmarlândia” pegou antes da lei.

Só no Brasil… 


Erich Mafra e Edilson Salgueiro - Revista Oeste














publicadaemhttps://rota2014.blogspot.com/2026/02/a-republkica-de-gilmar-por-erich-mafra.html

Rothbard e impostos

 - Lew Rockwell


Todos, exceto alguns fanáticos de esquerda, detestam pagar imposto de renda, e têm razão em fazê-lo. Como nos ensinou o grande Murray Rothbard, imposto é roubo, puro e simples. O governo toma o que é seu por direito e gasta como bem entende. Se isso não é roubo, o que é?

Imagine que seu vizinho tem muito dinheiro que você gostaria de ter. Você o ameaça com uma arma e toma seu dinheiro. Isso é obviamente roubo. Por que é diferente quando o governo faz isso? Como diz Rothbard, “Pois há um poder crucialmente importante inerente à natureza do aparato estatal. Todas as outras pessoas e grupos na sociedade (exceto criminosos reconhecidos e esporádicos, como ladrões e assaltantes de bancos) obtêm sua renda voluntariamente: seja vendendo bens e serviços ao público consumidor, seja por doação voluntária (por exemplo, filiação a um clube ou associação, legado ou herança). Somente o estado obtém sua receita por coerção, ameaçando com penas severas caso a renda não seja paga. Essa coerção é conhecida como “imposto”, embora em épocas menos regularizadas fosse frequentemente conhecida como “tributo”. Imposto é roubo, puro e simplesmente, mesmo que seja roubo em grande e colossal escala, que nenhum criminoso reconhecido poderia esperar igualar. É uma apreensão compulsória da propriedade dos habitantes ou súditos do estado.

Rothbard está bem ciente de que algumas pessoas, devido a anos de doutrinação nas escolas “públicas”, terão dificuldade em aceitar isso. Com sua habitual brilhantez polêmica, ele desafia os céticos a encontrar a diferença: “Seria um exercício instrutivo para o leitor cético tentar formular uma definição de tributação que não incluísse também o roubo. Assim como o ladrão, o Estado exige dinheiro sob a mira de uma arma; se o contribuinte se recusa a pagar, seus bens são confiscados à força e, se ele resistir a tal depredação, será preso ou baleado se continuar a resistir. É verdade que os defensores do Estado afirmam que a tributação é “realmente” voluntária; uma refutação simples, mas instrutiva, dessa afirmação é ponderar o que aconteceria se o governo abolisse a tributação e se limitasse a simples pedidos de contribuições voluntárias. Alguém realmente acredita que algo comparável às vastas receitas atuais do Estado continuaria a entrar em seus cofres? É provável que mesmo os teóricos que afirmam que a punição nunca impede a ação hesitariam em aceitar tal afirmação. O grande economista Joseph Schumpeter estava certo quando escreveu com acidez que “a teoria que interpreta os impostos como uma analogia às quotas de um clube ou à compra dos serviços de, digamos, um médico, apenas prova o quão distante esta parte das ciências sociais está dos hábitos científicos da mente”.

Uma maneira pela qual os defensores de impostos tentam mostrar que ela é diferente do roubo é argumentar que, como vivemos em uma democracia, “nós, o povo”, votamos para estabelecer um governo que pode nos tributar. Nada feito, diz Rothbard. Com eloquência apaixonada, ele afirma: “Também se argumenta que, em um governo democrático, o ato de votar torna o governo e todas as suas obras e poderes verdadeiramente ‘voluntários’. Mais uma vez, há muitas falácias nesse argumento popular. Em primeiro lugar, mesmo que a maioria do público endossasse especificamente cada ato específico do governo, isso seria simplesmente uma tirania da maioria, e não um ato voluntário realizado por todas as pessoas do país. Assassinato é assassinato, roubo é roubo, seja cometido por um homem contra outro, por um grupo ou mesmo pela maioria das pessoas dentro de uma determinada área territorial. O fato de que a maioria possa apoiar ou tolerar um ato de roubo não diminui a essência criminosa do ato ou sua grave injustiça. Caso contrário, teríamos que dizer, por exemplo, que quaisquer judeus assassinados pelo governo nazista democraticamente eleito não foram assassinados, mas apenas “cometeram suicídio voluntariamente” — certamente, a implicação grotesca, mas lógica, da doutrina da “democracia como voluntária”.

Já mencionei que o governo nos doutrina com propaganda, e esse era um tema caro ao coração de Rothbard. Ele culpava os “intelectuais” estatistas por isso: “É instrutivo questionar por que o Estado, em contraste com o salteador, invariavelmente se cerca de uma ideologia de legitimidade, por que precisa se entregar a todas essas hipocrisias. A razão é que o salteador não é um membro visível, permanente, legal ou legítimo da sociedade, muito menos um membro com status elevado. Ele está sempre fugindo de suas vítimas ou do próprio Estado. Mas o Estado, ao contrário de um bando de salteadores, não é considerado uma organização criminosa; pelo contrário, seus serviçais geralmente ocupam as posições de mais alto status na sociedade. É um status que permite ao Estado se alimentar de suas vítimas, enquanto faz com que pelo menos a maioria delas apoie, ou pelo menos se resigne, a esse processo de exploração. Na verdade, é precisamente a função dos serviçais e aliados ideológicos do Estado explicar ao público que o Imperador realmente tem um belo conjunto de roupas. Em resumo, os ideólogos devem explicar que, embora o roubo por uma ou mais pessoas ou grupos seja ruim e criminoso, quando o Estado se envolve em tais atos, não se trata de roubo, mas do ato legítimo e até mesmo santificado chamado “tributação”.

Mas se a tributação é roubo, o que podemos fazer a respeito? Se nos recusarmos a pagar, o governo confiscará nossos bens à força e nos colocará na prisão. O que podemos fazer agora, enquanto educamos as pessoas sobre tributação?

Rothbard tinha ideias muito diferentes sobre isso em relação a muitos dos chamados defensores do livre mercado. Eles querem simplificar o processo de tributação, facilitando a declaração de impostos. As pessoas gastam muito tempo procurando deduções e brechas, então por que não eliminá-las e impor um imposto fixo baixo para todos? Para Rothbard, essa é precisamente a abordagem errada a ser adotada. Devemos tornar difícil, e não fácil, o pagamento. Caso contrário, nos acostumaremos com a tributação, e o governo continuará aumentando a alíquota do imposto fixo “baixo”, deixando-nos em uma situação pior do que antes, já que teremos impostos altos sem isenções. Como explica Rothbard, “Mas podemos fazer melhor do que isso. Temos que olhar para a tributação de maneira diferente. Temos que parar de ver os impostos como um sistema poderoso para alcançar objetivos sociais, que precisa apenas ser tornado ‘justo’ e racional para dar início à utopia. Temos que começar a ver a tributação como um vasto sistema de roubo e opressão, pelo qual algumas pessoas podem viver de forma coercitiva e parasitária às custas de outras. Devemos perceber que, do ponto de vista da justiça ou da prosperidade econômica, quanto menos as pessoas forem tributadas, melhor. É por isso que devemos nos alegrar com cada nova brecha, cada novo crédito, cada nova manifestação da economia “subterrânea”.  A União Soviética só consegue produzir ou funcionar na medida em que os indivíduos conseguem evitar a infinidade de controles, impostos e regulamentações. O mesmo se aplica à maioria dos países do Terceiro Mundo e, cada vez mais, a nós. Toda atividade econômica que escapa aos impostos e controles não é apenas um golpe pela liberdade e pelos direitos de propriedade; é também mais um exemplo do livre fluxo de energia produtiva escapando da repressão parasitária. É por isso que devemos acolher cada nova brecha, abrigo, crédito ou isenção e trabalhar, não para eliminá-los, mas para expandi-los de modo a incluir todos os outros, incluindo a nós mesmos. [Rothbard escreveu isso antes da queda da União Soviética.]

Vamos fazer tudo o que pudermos para ensinar às pessoas que a tributação é roubo. Vamos abolir o imposto de renda!


Lew Rockwell - Mises Brasil
















publicadaemhttps://rota2014.blogspot.com/2026/02/rothbard-e-impostos-lew-rockwell.html

FAZ O L NO ESCURO: Por que a luz subiu 177% e vai piorar agora!

 rubinhonunes/youtube


FAZ O L NO ESCURO: Por que a luz subiu 177% e vai piorar agora!

clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=YTwUdcYjj48

OS VERMES DA HISTÓRIA

 luisernestolacombe/youtube


OS VERMES DA HISTÓRIA 

clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=PPwkZ7XWqf4

RELATO DAS ULTIMAS SEMANAS DO NINE

TOMÉABDUCH/FACEBOOK

 


RELATO DAS ULTIMAS SEMANAS DO NINE



HIPOCRISIA DA CHAMADA GRANDE MÍDIA

 ANAMARIACAMPAGNOLO/FACEBOOK



HIPOCRISIA DA CHAMADA GRANDE MÍDIA



MUDANÇAS NO CONSUMO

 MINUTOTECH/INSTAGRAM


MUDANÇAS NO CONSUMO



domingo, 1 de março de 2026

Carnaval e economia de mercado

  Lucas Berlanza


Escrevo, neste momento, para os interessados em ideias políticas e econômicas de ordem liberal, e não para sambistas ou fãs de Carnaval; sendo assim, alguma introdução pode ser necessária. Nascidas na década de 30, a partir da Deixa Falar, no morro do Estácio, as escolas de samba constituem uma tradição tipicamente carioca, associada ao gênero de música popular “samba”, e representam um forte elemento aglutinador das comunidades onde se instalam e florescem. Seu sistema, que o carnavalesco Joãozinho Trinta – aliás, autor da famosa frase “pobre gosta de luxo, quem gosta de miséria é intelectual”, que pode ser lida como um “tapa na cara” de muitos autores de esquerda – e outros realizadores do espetáculo chamam de “ópera ao ar livre”, em que diferentes segmentos de uma comunidade desfilam fantasiados, reproduzindo uma história ao longo da avenida e cantando um samba, dentro de uma competição de agremiações, foi exportado para outros estados e até para fora do país.

É um modelo de entretenimento e uma manifestação da cultura popular legítima, de origem brasileira, e com a qual milhares se envolvem de forma apaixonada e dedicada. Também gera empregos e retorno financeiro, além de muitas escolas desenvolverem projetos sociais junto a suas comunidades. No entanto, são bastante conhecidas as discussões sobre esse setor a partir das reclamações e questionamentos de alguns quanto ao uso dos recursos públicos nessa festa, e em outras manifestações do Carnaval no Rio e demais estados.

Não entraremos em debates morais mais específicos; todos têm total liberdade de gostar ou aprovar o que bem entenderem, não estaremos discutindo gostos ou convicções. Tem quem goste de Carnaval, tem quem não goste. Liberdade, liberdade (isso é até samba-enredo!)… É sabido que essa festa se desenvolveu com ligações notórias, ao menos no Rio de Janeiro, com o poder público – estamos falando, afinal, de algo que começou seu desenvolvimento nos anos Vargas, que imprimiam um forte nacionalismo e uma intensa e lamentável presença do Estado em todas as esferas – e a contravenção (bicheiros), o que levanta questionamentos pertinentes e debates longevos.

Desejaria inclusive, particularmente, como apaixonado confesso pelas escolas que sou, que esse debate fosse mais sadio, de parte a parte, reconhecendo-se que festividades e celebrações populares existem em todos os lugares do mundo. Não faz muito sentido tratar as escolas de samba, por mais discordâncias que se possa ter com as relações econômicas que se estabelecem na estruturação do evento em que se apresentam – o que, diga-se de passagem, tão somente reflete os problemas e dificuldades já conhecidos em todos os aspectos da vida brasileira -, como algo a ser anatematizado para que o país avance, como se fossem elas as responsáveis objetivas por todos os males de nosso estado e de nosso país. Por outro lado, também, os sambistas devem entender as hesitações da outra parcela da população, preocupada com a forma como as verbas públicas são geridas e a que são destinadas, e que muitas vezes não se identifica com a apresentação promovida nos dias de Momo.

O que pretendemos mostrar é que, para o desgosto daqueles que radicalmente opõem mercado e cultura, uma mentalidade menos amadora e mais economicamente responsável vem sendo objeto de reflexões no meio do samba, bem como de iniciativas interessantes que podem potencializar os benefícios econômicos dessa atividade. Existe um debate sobre a fomentação de patrocínios, onde alguns dirigentes manifestam disposição a uma forma de gerir o Carnaval que dependa cada vez menos dos recursos públicos. Acreditamos que, mesmo entre os defensores mais ardorosos do liberalismo econômico e da prevalência da iniciativa privada na maioria dos setores – e, na dimensão pessoal, estou com eles bastante identificado -, essa atitude deve ser vista como um avanço animador no sentido de um desligamento cada vez maior da influência estatal na produção artística e popular. Um avanço a ser encorajado.

Sem discorrer detalhadamente sobre a complexa situação no Rio e em São Paulo, onde os espetáculos de grandes proporções exigiriam muitas discussões delicadas, envolvendo, por exemplo, o monopólio de transmissão televisiva dos desfiles – que gera insatisfação entre boa parte dos próprios sambistas.

Quando a presença excessiva do Estado se reduz, ainda que não como muitos de nós gostaríamos, não seria isso algo a comemorar? Sem pretender impor nada, avançamos apenas em que, em tempo de Carnaval, quando esse assunto volta à baila e os partidos – pró e contra os desfiles – se acirram, cremos seja oportuno que um movimento liberal ou conservador pense nessas e outras manifestações da cultura popular brasileira com mais cautela e eventualmente com menos prevenções extremadas; desse modo, ganharíamos muito na busca de uma comunicação com o público que devemos todos visar como movimento político, que abrange toda a população brasileira e não apenas alguns segmentos, com preferências estéticas e artísticas particulares.


















publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/economia/carnaval-e-economia-de-mercado/

TAL PAI TAL FILHO?

 gilbertosimõespires/pontocritico


EXEMPLO PATERNO

Antes de tudo, mais do que sabido, comentado e repetido, a expressão -TAL PAI, TAL FILHO- indica a existência de uma FORTE SEMELHANÇA ENTRE PAI E FILHO -SEJA NA APARÊNCIA, COMPORTAMENTO, CARÁTER OU VALORES-. Como tal sugere que o FILHO HERDOU, OU APRENDEU, COM O EXEMPLO PATERNO. 

QUEBRA DE SIGILO

Pois, a partir desta LÓGICA POPULAR, caso a QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO, TELEMÁTICO E FISCAL do FILHO DO PRESIDENTE LULA, Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como -LULINHA- autorizada pelo ministro do STF, André Mendonça, e pela maioria dos integrantes da CPMI do INSS, confirme as suspeitas de seu envolvimento em falcatruas, aí a velha expressão -TAL PAI, TAL FILHO- é mais do que cabível.  

FICHA CORRIDA

Ora, a partir dos INCONTÁVEIS ATOS DE CORRUPÇÃO e LAVAGEM DE DINHEIRO desnudados através da OPERAÇÃO LAVA JATO, sob a chefia do presidente LULA PETISTA, resultando na sua CONDENAÇÃO EM TODAS AS INSTÂNCIAS (três tribunais, primeira, segunda e terceira instâncias, juízes independentes, mais os ministérios públicos que atuavam perante essas instâncias de modo independente), tudo leva a crer que o -possível- envolvimento de seu filho  -LULINHA  na FANTÁSTICA ROUBALHEIRA DOS APOSENTADOS DO INSS contribua fortemente para dar razão à expressão -TAL PAI, TAL FILHO. 

RABO PRESO

Mais: o FATO dos apoiadores do governo e, obviamente, das FALCATRUAS, não admitirem, em hipótese alguma, a QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO, TELEMÁTICO E FISCAL DE LULINHA, isto soa aos quatro ventos que é NÍTIDO E PALPÁVEL O SEU ENVOLVIMENTO NA ROUBALHEIRA DO INSS ou, quem sabe, em outras FALCATRUAS. DE NOVO: mais do que sabido, a QUEBRA DO SIGILO é A GRANDE E PRECISA FERRAMENTA QUE PERMITE A TODO E QUALQUER CIDADÃO PROVAR A SUA INOCÊNCIA. Ou seja, SÓ FOGE DE UMA INVESTIGAÇÃO QUEM TEM O RABO PRESO. 

ESPIRAL DA CAUSALIDADE

Síntese: na -ESPIRAL DA CAUSALIDADE-, LULA É A CAUSA E LULINHA É A CONSEQUÊNCIA... 























publicadaemhttps://www.pontocritico.com/artigo/tal-pai-tal-filho

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More