Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

sábado, 15 de agosto de 2026

Os perigos de um Brasil governado pelo Judiciário: uma perspectiva liberal

  Isaías Fonseca


A afirmação de que o Brasil estaria sendo “governado pelo Judiciário” costuma provocar reações imediatas. Para alguns, trata-se de um exagero retórico; para outros, da descrição de uma transformação institucional em curso. Uma análise liberal exige abandonar tanto o alarmismo quanto a complacência e perguntar, antes de tudo, o que exatamente significa essa expressão. Não se trata de afirmar que o Poder Judiciário tenha substituído formalmente o Executivo ou o Legislativo. O fenômeno é mais sutil. Refere-se à crescente transferência de decisões políticas para os tribunais, especialmente para o Supremo Tribunal Federal, seja pela judicialização de conflitos que antes eram resolvidos pelo Parlamento, seja pela ampliação do espaço interpretativo conferido à Constituição, seja pela omissão dos demais poderes em enfrentar temas politicamente sensíveis. Esse deslocamento de poder não decorre de um único fator. Ele resulta da combinação entre uma Constituição extensa, um sistema de controle de constitucionalidade robusto, frequentes omissões legislativas e uma jurisprudência que, em determinadas situações, adota interpretações expansivas dos princípios constitucionais. A preocupação liberal não é a existência desse fenômeno em si, mas seus limites institucionais e seus efeitos sobre a separação dos poderes.

Desde Montesquieu, a tradição liberal sustenta que a liberdade depende da distribuição do poder entre instituições capazes de limitar-se mutuamente. A separação dos poderes não foi concebida apenas para organizar o Estado, mas para impedir sua concentração. Nesse contexto, o Poder Judiciário exerce uma função indispensável: proteger direitos, resolver conflitos e assegurar a supremacia da Constituição. Isso inclui, inevitavelmente, interpretar normas constitucionais frequentemente abertas e abstratas. O problema, portanto, não está na interpretação constitucional. Nenhuma corte constitucional poderia cumprir sua função sem interpretar conceitos como dignidade da pessoa humana, igualdade, proporcionalidade ou devido processo legal. A questão surge quando essa interpretação deixa de buscar o significado constitucional mais consistente e passa a substituir escolhas próprias do processo político democrático. Em outras palavras, o risco aparece quando o Judiciário deixa de exercer controle de constitucionalidade para ocupar, ainda que parcialmente, o espaço reservado ao legislador. Sob uma perspectiva liberal, o princípio da autocontenção judicial é tão importante quanto a independência dos magistrados. Cortes constitucionais devem proteger a Constituição, mas também reconhecer que muitas decisões pertencem legitimamente ao debate parlamentar.

John Locke concebia o governo como instrumento criado para proteger direitos naturais, não para exercer poder ilimitado. Nenhuma autoridade, independentemente de sua legitimidade, poderia atuar sem estar submetida às leis. Essa reflexão permanece atual. Quando questões essencialmente políticas passam a depender predominantemente da interpretação judicial, surge uma tensão entre legitimidade democrática e legitimidade constitucional. O voto popular não desaparece, mas parte significativa das decisões coletivas deixa de ser construída pelo processo legislativo para depender da atuação dos tribunais. Isso não significa que toda decisão judicial sobre políticas públicas seja inadequada. Existem situações em que a proteção de direitos fundamentais exige atuação jurisdicional, especialmente diante de omissões inconstitucionais do Estado. O desafio consiste em distinguir a proteção legítima dos direitos da substituição permanente das escolhas políticas feitas pelos representantes eleitos.

Para Hayek, o Estado de Direito depende da existência de normas gerais, previsíveis e impessoais. A segurança jurídica não decorre apenas da qualidade das leis, mas também da estabilidade dos critérios utilizados para aplicá-las. Quando interpretações constitucionais se tornam excessivamente abertas ou variam conforme circunstâncias políticas específicas, aumenta a incerteza jurídica. Cidadãos, empresas e agentes públicos passam a ter maior dificuldade para prever quais condutas serão consideradas compatíveis com a Constituição. O problema liberal, portanto, não reside na criatividade intelectual dos tribunais, mas na redução da previsibilidade institucional. Quanto maior a discricionariedade interpretativa, maior tende a ser a concentração de poder decisório.

Nas últimas décadas, o Supremo Tribunal Federal passou a decidir questões relacionadas à organização do processo eleitoral, políticas ambientais, matérias fiscais, competências federativas e diversos temas envolvendo políticas públicas. Essa expansão possui múltiplas causas. Em alguns casos, decorre da própria Constituição de 1988, que constitucionalizou inúmeras matérias anteriormente reservadas ao legislador ordinário. Em outros, resulta da incapacidade do Congresso Nacional de deliberar sobre temas altamente polarizados, levando diferentes grupos políticos a buscar solução judicial para impasses legislativos. Também existem situações em que o próprio desenho institucional brasileiro incentiva a judicialização, permitindo amplo acesso ao controle concentrado de constitucionalidade. Esses fatores demonstram que a expansão do protagonismo judicial não pode ser atribuída exclusivamente aos tribunais. Ela também reflete escolhas constitucionais e dificuldades do sistema político. Ainda assim, uma vez provocado, o Judiciário precisa definir cuidadosamente os limites de sua atuação para evitar que a excepcionalidade se transforme em regra.

Uma democracia constitucional depende de um Judiciário forte e independente. Sem independência judicial, direitos fundamentais tornam-se vulneráveis à vontade circunstancial das maiorias políticas. Entretanto, independência não equivale à ausência de limites institucionais. O liberalismo sempre desconfiou da concentração de poder, independentemente de quem o exerça. O risco não desaparece quando o poder é exercido por magistrados em vez de governantes eleitos. Expressões como “tirania de toga” ou “supremocracia” procuram chamar atenção para esse fenômeno, mas possuem maior força quando aparecem como conclusão de uma análise institucional consistente e não como ponto de partida. A preocupação central não deve ser identificar culpados, mas preservar mecanismos capazes de impedir que qualquer poder concentre competências incompatíveis com seu papel constitucional.

Se o problema consiste na expansão excessiva do protagonismo judicial, a solução também deve ser institucional. Entre as medidas frequentemente discutidas destacam-se o fortalecimento das decisões colegiadas em detrimento de decisões monocráticas em matérias de grande impacto institucional, maior deferência judicial às escolhas legítimas do Legislativo quando inexistir violação evidente da Constituição, critérios mais transparentes para fundamentação das decisões, redução da imprevisibilidade jurisprudencial, aperfeiçoamento das regras processuais relativas ao controle concentrado de constitucionalidade e fortalecimento da capacidade deliberativa do Congresso Nacional. Nenhuma dessas medidas enfraquece o Poder Judiciário. Ao contrário, reforçam sua legitimidade ao preservar sua função essencial de guardião da Constituição sem convertê-lo em protagonista permanente das escolhas políticas.

O debate sobre o papel do Judiciário não deve opor independência judicial e democracia representativa como se fossem valores incompatíveis. Ambos são pilares do constitucionalismo liberal. O verdadeiro desafio consiste em preservar um equilíbrio no qual o Judiciário proteja direitos fundamentais e controle a constitucionalidade das leis sem substituir sistematicamente o espaço próprio da deliberação democrática. Montesquieu recorda que a liberdade depende da separação dos poderes; Locke demonstra que todo poder precisa ser limitado pelas leis; Hayek adverte que a segurança jurídica exige normas gerais, impessoais e previsíveis. Lidas em conjunto, essas ideias oferecem um critério útil para avaliar o cenário brasileiro: quanto maior a concentração de funções em qualquer instituição, maior deve ser a preocupação com mecanismos de contenção recíproca. Uma democracia constitucional sólida não depende de um Judiciário fraco nem de um Judiciário soberano. Depende de instituições capazes de exercer suas competências com independência, autocontenção e respeito às atribuições dos demais poderes. É nesse equilíbrio, e não na supremacia de qualquer deles, que reside a tradição liberal do Estado de Direito.










publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/os-perigos-de-um-brasil-governado-pelo-judiciario-uma-perspectiva-liberal/

A ARROGÂNCIA DAS EXCEÇÕES

ALEXPIPKIM/


Segundo o correto pensador Alex Pipkin, a PROSPERIDADE nunca foi uma demonstração de INTELIGÊNCIA. Sempre foi uma demonstração de HUMILDADE. Da humildade de reconhecer que existem leis às quais nem o poder, por mais sedutor que seja, consegue impor exceções.
Nenhum agricultor persuade a terra a produzir sem plantar; nenhum empresário convence clientes a comprar indefinidamente aquilo que não entrega valor, e nenhuma família consegue gastar para sempre mais do que ganha. Essas limitações não pertencem ao campo da ideologia. São imanentes à própria realidade.
É justamente por isso que a política se transformou no único ambiente em que ainda se acredita que consequências possam ser revogadas. Gastar passou a parecer mais nobre do que produzir, endividar-se mais virtuoso do que poupar, tributar mais simples do que reformar e prometer mais confortável do que explicar quem pagará a conta.
A riqueza deixou de ser consequência do trabalho, do investimento e da segurança jurídica para tornar-se uma expectativa criada pelo poder da canetada.
Existe uma forma particularmente dispendiosa de arrogância intelectual. É a convicção de que finalmente seremos a primeira sociedade da história a enriquecer ignorando exatamente os princípios que enriqueceram todas as outras. Como se existisse uma matemática nacional, uma física tropical ou uma economia disposta a suspender relações de causa e efeito apenas porque nossas intenções parecem moralmente superiores.
Foi assim que compreendi que a decadência de uma sociedade não começa quando a dívida cresce, quando a economia perde dinamismo ou quando as contas públicas entram no vermelho. Tudo isso pertence ao último capítulo.
O verdadeiro declínio começa muito antes, no momento em que uma sociedade deixa de acreditar que a realidade estabelece limites e passa a imaginar que esses limites podem ser reescritos pela “arte da política”.
A economia nunca foi uma ideologia. Sempre foi a caligrafia da realidade. Ela apenas registra, com a serenidade dos fatos, aquilo que governos insistem em apagar.
As sociedades dificilmente empobrecem por desconhecer o caminho da prosperidade. Elas escolhem a estrada da pobreza quando acreditam que serão a primeira exceção da história.
A realidade nunca precisou vencer governo algum. Bastou continuar sendo realidade. Ela tem o péssimo hábito de não ler decretos.









PUBLICADAEMhttps://www.pontocritico.com/espaco-pensar-artigo/a-arrogancia-das-excecoes-060826


Estão PROIBINDO campanha da direita na periferia de SP

 rubinhonunes/youtube


Estão PROIBINDO campanha da direita na periferia de SP



Vice de Flávio estreia em grande estilo: Alfredo Gaspar faz petista suar frio | COMENTÁRIO SECRETO

  COMENTÁRIO SECRETO

Vice de Flávio estreia em grande estilo: Alfredo Gaspar faz petista suar frio 

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ENQUANTO O TRABALHADOR RALA...

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ENQUANTO O TRABALHADOR RALA...



O QUE PODE ACONTECER COM MORAES AGORA?

 praetorium/youtube


O QUE PODE ACONTECER COM MORAES AGORA?

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SEM PREPARO E SEM FREIO

 CLAUDIOBRANCHIERI/FACEBOOK


O deputado entrou num debate econômico sem assessor, sem preparo e sem freio. Eu tentei salvar ele dele mesmo. Avisei. Ele não ouviu. E tomou pau ao vivo na frente de todo mundo. Assessor existe pra isso. Use-os, deputado. Por favor. Milei recebeu a Argentina com dívida quase o dobro da do Brasil. ...



SIMPLIFICADA? SERÁ MESMO?

 PROF. CHRISTIAN/FACEBOOK


SIMPLIFICADA? SERÁ MESMO?



NÃO CAIA NO MESMO CONTO OUTRA VEZ...

 ANDRELIMA_PROF/INSTAGRAM


Promessa em época de eleição é fácil. Difícil é entregar depois. Tem político que vende sonho, fantasia e até banquete imaginário. Mas Osasco já sabe: propaganda enche o ouvido, não enche a mesa. Não caia no mesmo conto outra vez



A Decisão Radical do TSE Após Fraude Contra Flávio!

 deltandallagnol/youtube


A Decisão Radical do TSE Após Fraude Contra Flávio!


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Moraes Se Descontrola e Dobra a Aposta no STF!

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PALAVRAS NÃO SÃO RACISMO

 DENVERDIVANY/FACEBOOK


HISTORIADOR ANTÔNIO RISÉRIO DESTROI O ATIVISMO LINGUÍSTICO SEM BASE HISTÓRICA 



sexta-feira, 14 de agosto de 2026

O Real salvou o Brasil, mas o Brasil abandonou o plano

 samuelbonna


A geração atual não consegue (ou não quer) se lembrar de que o Brasil foi um país em que a moeda não tinha valor. O período de hiperinflação (inflação acima de 100% ao ano) que marcou o final do regime militar e o início da redemocratização durou “exatos 182 meses, entre abril de 1980 e maio de 1995”, acumulando uma inflação de aproximadamente 20.759.903.275.651%.

Um dos formuladores do Plano Real, Gustavo Franco, que dedicou sua vida ao estudo da inflação, explica no livro A moeda e a lei: Uma história monetária brasileira, 1933-2013 que os planos anteriores fracassaram devido a uma teoria equivocada: o uso do congelamento de preços, uma “espécie de arapuca, a compressão temporária de uma mola que, quando solta, devolve com sobras a pressão artificiosa a que esteve submetida”.

Os economistas heterodoxos praticaram o princípio da contraindução: “uma experiência que dá errado várias vezes deve ser repetida até que dê certo”. Diferentemente dos planos anteriores, o Plano Real partiu de uma premissa ortodoxa (o controle das contas públicas) que buscava trazer modernidade ao Estado brasileiro, com um projeto de reformas institucionais e fortalecimento das estruturas econômicas.

O Plano Real não foi apenas uma substituição monetária do moribundo Cruzado Real. O plano de estabilização inaugurou um novo modelo econômico baseado no chamado “Tripé Macroeconômico”: “sistema de metas para a inflação, em conjunto com um regime de flutuação cambial e, finalmente, na presença tão longamente desejada de um superávit primário”. O Plano Real iniciou um período de maior responsabilidade fiscal, moeda estável e integração do Brasil à economia global.

O controle da inflação foi desenvolvido em diversas frentes. Primeiro, ocorreu a retirada do orçamento monetário dos bancos estaduais, que funcionavam “como se fossem bancos centrais de seus estados”, criando crédito para financiar suas próprias dívidas. Posteriormente, esses bancos foram privatizados, extintos ou transformados em instituições de fomento.

A chamada conta movimento do Tesouro era outro mecanismo que alimentava a inflação, permitindo que o Banco Central emitisse moeda para financiar a dívida pública por meio do chamado orçamento monetário. Como explica Gustavo Franco, “o Brasil havia institucionalizado, em termos práticos, a incontinência orçamentária, e não sua restrição”. O país havia criado um “gigantesco orçamento parafiscal”, que contribuiu para reduzir o crescimento econômico até sua extinção.

Edward Chancellor, em O Preço do Tempo, explica os efeitos perversos da expansão monetária. Para o autor, o “‘dinheiro fácil’ gera distorções econômicas e tende a estimular empreendimentos altamente especulativos, cuja continuidade vincula-se umbilicalmente às condições artificiais que lhes deram origem”. Essa lógica ajuda a explicar por que o Brasil apresenta dificuldades em construir um crescimento sustentável de longo prazo.

Segundo Marcos Lisboa, “além de crescer pouco para um emergente, o Brasil tem muita crise. Nesses 40 anos, tivemos 14 crises — e as crises, quando vêm, são bastante sérias. (…) Os países ricos tiveram, em média, 3 crises nesse período. Quem teve muita crise teve 7”. Como demonstram os gráficos apresentados, os períodos de crescimento positivo representam acumulação de capital fixo, enquanto os períodos negativos indicam deterioração da estrutura produtiva ao longo da última década.

A comparação dos gráficos da formação bruta de capital fixo demonstra essa diferença estrutural: os Estados Unidos tiveram, nos últimos dez anos, seis trimestres de deterioração do capital, enquanto o Brasil acumulou 16 semestres de deterioração. O investimento líquido em capital fixo (investimento bruto descontado o capital necessário para reposição) é uma das bases do desenvolvimento econômico. Quanto maior a estrutura produtiva de uma economia, maior tende a ser sua produtividade, como explica Jesús Huerta de Soto no livro Moeda, Crédito Bancário e Ciclos Econômicos.

A hiperinflação afetava principalmente os mais pobres, pois “a inflação funcionava como um imposto invisível que incidia especialmente sobre quem não tinha conta bancária ou acesso a mecanismos de correção monetária para proteger seu dinheiro”. O plano de estabilização da moeda, portanto, beneficiou principalmente a população de menor renda, dependente de salários e com pouca exposição a ativos reais.

Além disso, segundo Gustavo Franco, Pedro Malan e Edmar Bacha, a “proporção de pobres no país diminuiu em 25% nos três primeiros anos de vida” do Real. Os “salários reais cresceram quase 20% no mesmo período”, o custo da cesta básica caiu “30%” e o salário mínimo, medido em dólares, quase dobrou. Os autores continuam:

“Tivemos, como se sabe, crescimento notável no número de lares servidos por televisões, refrigeradores, fogões e máquinas de lavar, bem como incontáveis relatos de coisas, de há muito sonhadas, adquiridas pela primeira vez graças aos ganhos de renda real produzidos pelo Real.”

O governo Lula e o Partido dos Trabalhadores conseguiram manter sua popularidade justamente em razão das conquistas econômicas proporcionadas pelo Plano Real, apesar de o partido ter se declarado contrário ao plano desde 1994 e ter integrado o grupo dos chamados “Amigos da Inflação” e “adversários da ortodoxia”. O presidente manteve a estabilidade econômica construída anteriormente e conseguiu se reeleger diante da melhora das condições econômicas vividas pelo país, resultado direto das conquistas do maior plano de estabilização monetária da história brasileira.

A oposição ao plano “fazia o possível e o impossível, no Legislativo, na imprensa, nos bastidores e nos tribunais, para atrapalhar a estabilização”. Os formuladores e participantes do Plano Real registraram que o PT “não quis negociar e simplesmente votou contra o Plano Real”, mesmo afirmando defender a classe trabalhadora, justamente a parcela da população mais prejudicada pelo processo inflacionário. O partido se posicionou ao lado de setores financeiros contrários ao plano, incluindo grandes instituições bancárias da época, como Garantia e Multiplic.

Mais de 30 anos após a conquista da estabilidade monetária, o Brasil parece ter escolhido abandonar os fundamentos que permitiram superar a hiperinflação. O país deixou de avançar no processo de reformas institucionais, responsabilidade fiscal e fortalecimento da moeda que sustentavam o Plano Real.

O problema brasileiro não está apenas na ausência de crescimento econômico, mas na dificuldade de preservar as instituições que permitem o desenvolvimento de longo prazo. A estabilidade monetária foi uma conquista histórica, mas ela não garante, sozinha, prosperidade permanente. É necessário manter regras previsíveis, controle dos gastos públicos, segurança jurídica e um ambiente favorável ao investimento e à acumulação de capital.

O Plano Real demonstrou que o Brasil é capaz de resolver grandes problemas quando enfrenta suas causas estruturais. No entanto, ao abandonar gradualmente seus princípios fundamentais, o país voltou a conviver com antigos problemas: baixo crescimento, baixa produtividade, crises recorrentes e deterioração das condições necessárias para o desenvolvimento econômico.

A maior lição do Real é que moedas fortes não são construídas apenas por decretos, mas por instituições fortes. A estabilidade conquistada em 1994 salvou o Brasil da hiperinflação; resta saber se o país terá disposição para preservar as bases que permitiram essa transformação.

*Samuel Bonna Boschetti Sousa é coordenador do Instituto Atlantos e colunista do Economia Capixaba.







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JORNAL FAZ Ú ÉLLI

 APAVORADORES/FACEBOOK


JORNAL FAZ Ú ÉLLI



MAIOR MENTIRA JURÍDICA EM 500 ANOS DE NOSSA HISTÓRIA

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MAIOR MENTIRA JURÍDICA EM 500 ANOS DE NOSSA HISTÓRIA



ESCRITO HÁ CINCO SÉCULOS E CONTINUA ATUAL

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ESCRITO HÁ CINCO SÉCULOS E CONTINUA ATUAL



O POVO QUER SABER...

 TOMÉABDUCH/FACEBOOK


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Janja Acabou de Destruir a Campanha de Lula

 deltandallagnol/youtube


Janja Acabou de Destruir a Campanha de Lula

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POR QUAL MOTIVO O APOIO A FLÁVIO?

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AINDA NÃO ENTENDERAM A GRAVIDADE

 MARCELOTOLEDO


AINDA NÃO ENTENDERAM A GRAVIDADE



INDUSTRIAS DO BRASIL DESPROTEGIDAS

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INDUSTRIAS DO BRASIL DESPROTEGIDAS



Em 3 DIAS a Colômbia fez o que o Lula não fez em 20 anos

 rubinhonunes/youtube


Em 3 DIAS a Colômbia fez o que o Lula não fez em 20 anos

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MIRIAM LEITÃO DIZ QUE É “SENSAÇÃO” E JANJA QUER BANIR O DISCORD

 claudiobranchieri/youtube


MIRIAM LEITÃO DIZ QUE É “SENSAÇÃO” E JANJA QUER BANIR O


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E A URNA? ORA ESSA É INVIOLÁVEL...

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Moraes É Detonado Por Toda a Imprensa Brasileira!

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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Ditadura republicana, positivismo, totalitarismo

   Ricardo Vélez-Rodríguez


Este texto pretende analisar os principais aspectos que levam à compreensão da Ditadura Republicana, proposta pelo Apostolado Positivista no início da República e retomada em outros momentos, inclusive na atual encruzilhada de ditadura do STF e do PT. Na exposição analisa-se a gênese histórico-ideológica da Igreja Positivista Brasileira, salientando as origens do messianismo político e o conteúdo doutrinário do Apostolado Positivista. No final, destaca-se o entroncamento do autocratismo positivista, nas suas visões radicais dos séculos XX e XXI, com o Totalitarismo, na famigerada “Teologia da Libertação”, pregada aos quatro ventos por Lula, o padre Boff e outros arautos da maluquice escatológica..

A “Religião da Humanidade”, fundada por Augusto Comte (1798-1857) deita raízes no fenômeno do “messianismo político”, que se consolida na obra e na escola de Claude-Henry de Saint-Simon (1760-1825). Por isso, antes de fazermos uma síntese da “Religião da Humanidade”, que constitui a vertente religiosa do Positivismo e na qual se inspirou a Igreja Positivista Brasileira, convém salientar os traços marcantes do messianismo político saint-simoniano. Na sua obra intitulada: Messianismo Político, Jacob Leib Talmon (1916-1980), da Universidade Hebraica de Jerusalem, faz uma completa caracterização do saint-simonismo como doutrina que influenciou, no decorrer do século XIX, nas restantes manifestações do fenômeno messiânico, que empolgou o pensamento de autores tão variados quanto Augusto Comte (1797-1858), Jules Michelet (1798-1874), Giuseppe Mazzini (1805-1872) e o próprio Karl Marx (1818-1883).

O conde Claude-Henry de Saint-Simon estava animado por um profundo sentimento apocalíptico, que o fazia predizer o nascimento de uma religião universal, que impusesse a organização pacífica da sociedade. À Revolução de 1789 ele tinha assistido passivamente, como observador arguto, em que pese o fato de ter sido eleito, em 1790, como presidente da assembleia eleitoral de sua comuna, o que motivou a renúncia ao título de nobreza. A Revolução Francesa (1798) não foi, no sentido do filósofo, evento regenerador, mas um espetáculo de destruição, de inútil debate e de desordem social.

Na procura de um princípio total que permitisse a explicação racional do universo, Saint-Simon termina professando uma visão determinística do homem. Nesse contexto, a sociedade é concebida como uma “verdadeira máquina organizada”, ou como um organismo que, ao longo dos tempos, criou os próprios órgãos para adaptar-se às diversas situações. A unidade inteligível da História não é nem o Estado, nem a Nação, nem a sociedade organicamente considerada. As suas forças e processos não são criação deliberada de ninguém, mas fruto do organismo social.

Analisando as mudanças ocorridas na sociedade europeia e, particularmente, na França, a partir da Revolução de 1789, Saint-Simon considera que o organismo social caminha, inexoravelmente, rumo à organização científica, com a emergência da Sociedade Industrial. Tal sociedade se caracteriza, basicamente, por duas notas: em primeiro lugar, esforço produtivo industrial e objetivo, pois os seus elementos são mensuráveis e tangíveis para todos, e o seu funcionamento é uma questão de precisão e de disciplina de caráter científico. Em segundo lugar, trata-se de uma organização com um grau máximo de integração, o que realça, justamente, o caráter orgânico da sociedade.

Logo após a morte de Saint-Simon, os seus discípulos encarregaram-se, com verdadeiro fervor religioso, de continuar a obra do mestre, instaurando a almejada Igreja. Quatro elementos podemos assinalar em relação à Igreja Saint-simoniana: a sua projeção apostólico-missionária, o componente hebraico, a presença do dogma e o autoritarismo. Convém salientar o componente hebraico da seita saint-simoniana. Os principais membros eram judeus: o primeiro apóstolo, Benjamin Olinde Rodrigues (1795-1851), matemático e banqueiro de uma família de judeus sefarditas da cidade de Bordeaux e o seu irmão mais novo, Eugênio. Outros apóstolos da seita eram os irmãos banqueiros Émile (1800-1875) e Isaac Pereira (1806-1880), Gustave D´Eichthal (1804-1886), o poeta Léon Halévy (1802-1883), Moisés Renaudet e Félicien David (1810-1876).

Talmon considera que dois fatores levaram os judeus a procurarem a seita saint-simoniana: em primeiro lugar, o messianismo político apresentado pelo mestre; em segundo lugar, a conciliação que a religião de Saint-Simon fazia entre vida espiritual e sucesso econômico. Esses dois fatores juntavam-se e geravam a esperança de fazer surgir um Estado que congregasse os judeus dispersos e que, ao mesmo tempo, lhes conferisse o papel de elite religiosa e financeira.

Um aspecto que merece ser salientado é o do messianismo que empolgava as comunidades judaicas e que teria influenciado no próprio Karl Marx (1818-1883), através da versão política saint-simoniana. O dogma formava parte essencial da nova religião. Podemos entendé-lo em duas etapas que se complementam. Em primeiro lugar, era reconhecida a existência do dogma científico, de caráter intelectual, cuja essência só poderia ser compreendida por uma classe muito reduzida, uma elite intelectual “eminentemente ativa na ordem especulativa”, que se dedicaria ao estudo das Ciências Sociais e que seria capaz de analisar o dogma científico. Essa elite comporia a “autoridade competente” que estaria incumbida do governo “da opinião”. A essa elite pertenceriam os “savants positifs” em primeiro lugar, e também os industriais. As massas só teriam uma incumbência em relação a essa elite: “renunciar à demonstração” e “aceitar a nova doutrina” como no passado, de uma forma dogmática.

Contudo, o dogma intelectual deveria se alicerçar, por sua vez, no dogma religioso, do qual depende, aliás, a aceitação do primeiro por parte do homem total, incluindo o sentimento. Mediante o dogma religioso, ou melhor, através da imposição do mesmo a todas as mentes e vontades, conseguir-se-á a unidade do todo social e a unidade final do universo.

O autoritarismo é a última característica que desejamos salientar em relação à Igreja saint-simoniana. Se o dogma científico deve estar alicerçado no dogma religioso, e se a cada dogma corresponde uma elite que regula o conteúdo dogmático ou doutrinário, é claro que este último deve ter a sua hierarquia. A lei escrita não é necessária. O “autêntico líder” é uma lei viva. E isso basta. Todo o problema radica, então, em saber quem é o líder verdadeiro. O critério, absurdamente surrealista, está muito longe do pretendido cientificismo saint-simoniano. “O autêntico líder – frisa Talmon – é aquele que sente a unidade do universo com maior intensidade do que os outros, aquele cuja fé, cheia de afirmação e de amor, lhe dá um poder excepcional, sobrenatural inclusive, para partilhar a sua experiência com os outros. É aquele que tem a capacidade mágica de unir os homens numa fé e num amor estáticos. O líder é, sobretudo, um vidente, um profeta. A sua experiência da unidade universal é tão elevada que o capacita para captar indícios proféticos em relação com o significado da época e a forma futura das coisas. A sua necessidade mais urgente, e a sua missão sagrada, é a de revelar os mistérios que lhe foram descobertos sobre os destinos sociais dos seus contemporâneos”.

Desse caráter divino e místico – absolutamente subjetivo – do líder, deriva o seu autoritarismo. Ele não será indicado por nenhum processo consensual. A sua autoridade é puramente carismática. E se autolegitima. A autoridade impõe-se por si mesma. Nem discute, nem ensina. Obriga, arrasta.

Não poderíamos terminar este item sem mencionar, ainda que rapidamente, as fontes inspiradoras da religião saint-simoniana, bem como o seu efeito mais importante: o totalitarismo. Isso nos dará uma base suficiente para avaliar a verdadeira significação da “Religião da Humanidade” de Comte, bem como a da Igreja Positivista Brasileira. O “Nouveau Christianisme” de Saint-Simon inspira-se na Religião Civil que o filósofo genebrino Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) propôs na última parte da sua obra Du Contrat Social (1762). Partindo do fato da desigualdade humana criada pela sociedade, o filósofo salienta que só no surgimento de uma Religião Civil, que unifique as mentes e as vontades ao redor do Estado, poderá ser conseguida a ordem social e política. Como Rousseau reconhece, ele é inspirado, em parte, pela proposta do poder único e indivisível em mãos do Estado, que Thomas Hobbes (1588-1679) tinha formulado na sua obra intitulada: Leviatã, ou matéria forma e poder de um Estado eclesiástico e civil (1761), para superar o estado de “guerra permanente” ou insegurança coletiva.

A pretensão rousseauniana e saint-simoniana de buscar a unidade da sociedade, sob a direção de um poder total, espiritual e temporal, é o nascedouro do totalitarismo hodierno. Por paradoxal que possa parecer – como frisou Talmon na sua obra: As origens da democracia totalitária – o totalitarismo ínsito no messianismo político surgiu, não porque a filosofia da Religião Civil rejeitasse os valores do século XVIII do individualismo liberal, mas porque, desde o começo, mantinha perante eles uma atitude perfeccionista demais, ao fazer do homem um ponto absoluto de referência. O homem tinha de ser liberado, mas não apenas das suas limitações históricas. Todas as tradições existentes, as instituições estabelecidas e as ordenações sociais, tinham de ser derrubadas e refeitas, com o único propósito de garantir ao homem a totalidade dos seus direitos e a liberdade.

Esse esforço de libertação implicou, historicamente, duas coisas: em primeiro lugar, a declaração de um estado de guerra provisório contra tudo aquilo que impedisse a liberação humana e, em segundo lugar, um “esforço por reeducar as massas, até que houvesse homens capazes de querer livremente e com plena vontade o seu verdadeiro querer”. Esse estado de guerra e esse esforço educador justificam a utilização da compulsão por parte de uma elite, que suspenderia a liberdade e manteria o estado de guerra, enquanto houvesse alguma oposição e a sociedade não fosse plenamente unificada. O jacobinismo seria, na França, a primeira manifestação dessa violência.

A evolução desse projeto de dominação global é o atual totalitarismo, cuja única meta consiste, como frisa Hanna Arendt (1906-1975), na “total dominação do homem” e cujos pressupostos são a existência de uma única autoridade, um único estilo de vida, uma ideologia em todos os países e em todos os povos do mundo. Assim, o expansionismo totalitário é a consequência imediata da dimensão universalista e avassaladora da religião salvadora, que leva a elaborar uma “ideologia total” incompatível com uma concepção matizada e não dogmática da sociedade.

Em tempos de campanha eleitoral, o pano de fundo da pregação de Lula é o velho princípío do messianismo político pregado originariamente por Saint-Simon, depois por Karl Marx e, no nosso combalido Brasil, pela Teologia da Libertação, que constituiria uma espécie de alma do “Foro de São Paulo”, criado por Lula e por Fidel Castro (1926-2016) nos anos 90 do século passado, para dar vida ectoplasmática ao comunismo, que naufragava na União Soviética e no bloco comunista. Esperamos que o eleitorado brasileiro, consciente da falsidade do messianismo político, coloque as promessas de Lula no lugar que lhes corresponde: no saco de lixo da História!

BIBLIOGRAFIA

ARENDT, Hannah. The Origins of Totalitarianism. Nova Iorque, 1951.

PENNA, J. O. de Meira. O Evangelho segundo Marx. São Paulo: Convívio, 1982.

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VÉLEZ-RODRÍGUEZ, Ricardo. A análise do Patrimonialismo na Literatura Latino-Americana – O Estado gerido como bem familiar. Rio de Janeiro: Documenta Histórica / Instituto Liberal, 2008.

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VÉLEZ-RODRÍGUEZ, Ricardo. “Politischer Messianismus und Theologie der Befreiung”. In: Rupert Hofmann (organizador). Gottesreich und Revolution. Münster: Verlag Regensberg, 1987, pp. 57-73.

*Artigo publicado originalmente no site do autor.







publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/ditadura-republicana-positivismo-totalitarismo/

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