Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

-

CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Foi-se a Copa, começa a verdadeira peleja

 MARLONREGUELIN/

Foi no domingo, o escrete brasileiro foi eliminado da Copa do Mundo. Foi-se a Copa. Foi-se o sonho do hexa. Foi-se a convulsão coletiva que nos arrebata de quatro em quatro anos. Na segunda, acordamos para perceber que, na verdade, apenas mudamos de disputa. Durante algumas semanas, discutimos escalações, esquemas táticos, impedimentos milimétricos, árbitros, VAR e favoritismos (cada brasileiro, um técnico). O noticiário girava em torno de quem levantaria a taça – sim, ousamos sonhar!

Mas a Copa, como sempre, tem prazo de validade. A política, não! Estava apenas no aguardo do o apito final para “entrar em campo”. E entrou! Se a Copa revelou uma seleção incapaz de transformar talentos individuais em resultado, a corrida presidencial revela algo ainda mais preocupante: nosso sistema político parece incapaz de transformar representação em confiança. O brasileirão 2026 da política começou oficialmente sob uma curiosa coincidência. Sem novidades, os dois principais favoritos continuam sendo Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. As pesquisas mais recentes ainda os colocam em disputa direta, com alguma vantagem para Lula, enquanto os demais concorrentes aparecem fora da “zona de classificação”.

Até aqui, zero surpresa. A novidade, porém, atende pelo nome Banco Master. Em qualquer democracia saudável, banqueiros costumam frequentar as páginas de economia. No Brasil, conseguem o feito de comungar com candidatos à Presidência, ministros do Supremo, líderes partidários e alvos policiais. Daniel Vorcaro tornou-se, involuntariamente ou não, o personagem que unificou aquilo que o tal efeito polarização dizia separar.

Durante anos, a esquerda acusou a direita de servir aos grandes interesses econômicos. A direita respondia acusando a esquerda de promiscuidade entre Estado e grandes empresários amigos do poder. Então, surgiu um banqueiro que parecia ter com todos. Não importa o uniforme, a bandeira ou o escudo… Importa o acesso ao(s) vestiário(s)! As investigações e documentos revelados nos últimos meses desenham uma inacreditável teia de relações entre figuras influentes da política, do judiciário, do mercado financeiro e instituições, alimentando uma crise que ultrapassa partidos e ameaça atingir a própria credibilidade do sistema – se é que ainda resta alguma. O caso não é mais só policial… é político!

Lula precisou explicar uma reunião reservada com Vorcaro, articulada fora da agenda oficial. O presidente jura que deixou claro ao banqueiro que qualquer investigação seria conduzida tecnicamente, sem interferência política (a gente jura que acredita, Lula). Flávio Bolsonaro, por sua vez, enfrenta um desgaste ainda mais sensível. As revelações envolvendo conversas, pedidos de financiamento (multimilionário!) para um filme sobre Jair Bolsonaro e a proximidade com Vorcaro passaram a ocupar o centro do debate eleitoral, o que resultou em uma tremenda – embora não surpreendente – piora em sua posição nas pesquisas e, principalmente, em sua imagem pública.

O curioso é que os dois antagonistas passaram a disputar não apenas votos, mas também a difícil tarefa de convencer o eleitor de que estavam suficientemente distantes do mesmo banqueiro – tarefa essa em que ambos têm falhado miseravelmente. É uma disputa inédita. Não sobre quem estava certo, mas sobre quem estava menos perto.

Enquanto isso, um terceiro personagem observa a partida das arquibancadas: Renan Santos. Durante anos, o MBL repetiu quase como um mantra que Lula e Bolsonaro eram faces distintas da mesma moeda, tese que muitos consideravam exagerada, por vezes até conveniente à retórica deles. O escândalo Master, porém, injetou combustível inesperado a essa narrativa. Ao atingir personagens centrais dos dois polos, o episódio permitiu que Renan afirmasse, com grande poder de persuasão, que o problema brasileiro talvez não seja apenas a alternância entre dois projetos de poder, mas uma velha e carcomida engrenagem que continua operando independentemente de quem ocupa o Palácio do Planalto.

Ainda é cedo para dizer se isso o transformará em fenômeno eleitoral. As pesquisas mostram que permanece relativamente distante dos dois protagonistas, embora tenha consolidado um espaço como terceira força em alguns cenários nacionais. Importante dizer, seria um erro ignorar a história recente. Há poucos anos, Javier Milei era tratado como uma excentricidade televisiva. Depois
tornou-se uma curiosidade eleitoral. Em seguida, um risco. Por fim, presidente da Argentina. Não, Renan Santos não é Javier Milei! Mas a história ensina que sistemas desacreditados costumam produzir candidaturas que, poucos meses antes, pareciam improváveis – sobretudo quando os candidatos sabem utilizar como poucos a força das redes sociais!

Há outro elemento igualmente inquietante. O Banco Master já não provoca questionamentos apenas sobre Executivo e Legislativo. O episódio também alcançou o Judiciário. Reportagens sobre relações pouco republicanas envolvendo pessoas próximas a ministros do Supremo – quando não os próprios – e o debate público acerca dessas conexões ampliaram a percepção de desgaste institucional, levando o próprio Lula (padrinho de indicação da maioria ali) a reconhecer que a imagem da Corte foi afetada. É exatamente esse o maior risco para uma democracia liberal.

Instituições vivem de confiança. Quando a confiança desaparece, sobra apenas o poder. E poder sem confiança exigirá cada vez mais força para se sustentar. Talvez essa seja a maior diferença entre a Copa e a política. No futebol, quando termina a Copa, o povo volta à rotina. Na pratica, a vida do cidadão comum não melhora nem piora com o sucesso ou o fracasso dos 11 milionários que vestem a amarelinha.

Na política é diferente! As decisões dos burocratas em Brasília raramente tem potencial de causar grandes melhorias na vida do já tão acossado povo brasileiro. Dificultar, porém… Mas voltemos ao ponto: a arena mudou. Os personagens são outros. As torcidas continuam existindo (por mais estúpido que seja o fã/tiete de político). E o árbitro, como sempre, está sob vaias.

Que vença o… melhor? Melhor? Perdoe a franqueza, amigo leitor, mas não consigo ser tão otimista assim! Queira Deus que o futuro nos reserve melhor sorte ao final de outubro do que tivemos
nessa Copa.

*Marlon Reguelin é empreendedor.
























PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/foi-se-a-copa-comeca-a-verdadeira-peleja/

Islândia: uma guinada à direita

 Hannes Gissurarson


O Partido da Independência, de centro-direita, saiu vitorioso das eleições municipais realizadas na Islândia em 16 de maio de 2026. É, de longe, o maior partido no conselho municipal de Reykjavík, capital e maior cidade do país, sendo capaz de formar maioria com um ou dois outros partidos. Conquistou maioria absoluta em três cidades suburbanas ao redor de Reykjavík e em uma importante cidade pesqueira nas Ilhas Westman. O Partido do Centro também teve um bom desempenho. Apesar do nome, posiciona-se à direita do Partido da Independência. Na maioria dos locais onde o Partido da Independência não tem maioria absoluta, pode formar uma maioria local em conjunto com o Partido do Centro, exatamente como seus eleitores gostariam de ver. Os sociais-democratas da primeira-ministra Kristrún Frostadóttir tiveram um desempenho fraco em quase todo o país. O Partido da Reforma, da ministra das Relações Exteriores Thorgerdur K. Gunnarsdóttir não teve um resultado ruim, mas também não foi tão bem quanto esperava. Já para o terceiro parceiro da atual coalizão de governo, o Partido do Povo, liderado por Inga Sæland, as eleições foram um desastre. Após um fraco desempenho em Reykjavík, o partido ficou sem representação em qualquer município. Parece estar caindo no esquecimento.

O Partido da Independência se recupera

Embora fatores locais tenham desempenhado um papel importante, como ocorre em todas as eleições municipais, os resultados representaram uma forte guinada à direita. Desde sua fundação, em 1929, o Partido da Independência domina a política islandesa. Em 1933, por exemplo, sob a liderança de seu primeiro dirigente, o brilhante engenheiro e empresário Jón Thorláksson obteve 48% dos votos. O partido provavelmente atingiu seu auge sob a liderança de Davíd Oddsson, entre 1991 e 2005, quando liberalizou, estabilizou e desregulamentou a economia, reduziu impostos, fortaleceu os fundos de pensão e o lucrativo e sustentável sistema de cotas individuais transferíveis na pesca, privatizou muitas empresas públicas e utilizou a receita obtida para eliminar a dívida pública, ao mesmo tempo em que reafirmou o acordo de defesa da Islândia com os Estados Unidos – mas o colapso, em 2008, dos bancos islandeses excessivamente alavancados foi amplamente atribuído — talvez de forma injusta — ao então partido no governo, o Partido da Independência, que perdeu metade de seu eleitorado. Sua base eleitoral também ficou insatisfeita com o governo de coalizão de 2017 a 2024 com o partido Esquerda-Verde, contrário ao crescimento, e com a significativa imigração proveniente do Oriente Médio e do Norte da África, que provocou os mesmos problemas observados em outros lugares.

O Partido do Centro ganha terreno

A imigração proveniente do Oriente Médio e do Norte da África, o wokeísmo e a cultura do cancelamento têm criado oportunidades para o Partido do Centro, originalmente um partido dissidente do (em grande parte agrário) Partido Progressista, mas que agora busca principalmente o apoio de eleitores tradicionais do Partido da Independência. Seu fundador, Sigmundur Davíd Gunnlaugsson, tem tentado seguir um caminho semelhante ao de Davíd Oddsson, combinando políticas de livre mercado com nacionalismo e conservadorismo social. No entanto, na Islândia não é visto como algo incomum o fato de ele ser o único líder homem de um grande partido político, destacando-se entre as líderes mulheres dos três partidos do governo e de dois partidos da oposição, a líder do Partido da Independência, Gudrún Hafsteinsdóttir  (mostrada acima com a líder do partido em Reykjavík, Hildur Bjornsdóttir), e a líder do Partido Progressista, Lilja Alfredsdóttir. Resta saber quem se tornará o líder da esquerda radical, que agora tenta se reorganizar após um fracasso em 2024, mas que tradicionalmente recebe cerca de 10% a 15% dos votos.

O que acontece no referendo da UE?

A questão intrigante é o que essa guinada à direita significará para o referendo marcado para 29 de agosto de 2026 sobre a renovação da candidatura da Islândia à adesão à União Europeia, apresentada em 2009, e a retomada do processo de adaptação, interrompido em 2013. Os sociais-democratas e o Partido da Reforma são as únicas forças políticas favoráveis à adesão à UE. Todos os outros partidos são firmemente contrários, assim como a maioria dos líderes sindicais e empresariais — e, sobretudo, a comunidade pesqueira: ela teme que a enorme frota pesqueira espanhola esteja à espera de uma oportunidade para obter acesso às férteis áreas de pesca da Islândia. Se for o caso, o resultado das eleições municipais sugere que os islandeses votarão “não” à adesão à UE em agosto. Mas uma semana é muito tempo na política, e três meses também.









publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/islandia-uma-guinada-a-direita/

LULA PAGOU PARA VER

 gilbertosimoespires/pontocritico



LULA PAGOU PARA VER

CONSEQUÊNCIA

Antes que os desinformados, os analfabetos funcionais e petistas em geral acusem o presidente dos EUA, Donald Trump e a USTR - Agência do governo americano que desenvolve e promove a política de comércio exterior e negocia acordos internacionais em nome do país, pela imposição da TARIFA de 25% sobre milhares de produtos brasileiros exportados para aquele país, é importante que -saibam e entendam- que a medida precisa ser vista como -CONSEQUÊNCIA- e não -CAUSA- dos problemas que, inevitavelmente, serão sentidas nas nossas empresas. 

CAUSA

A -CAUSA- deste novo TARIFAÇO, é extraída pelo USTR através de uma profunda INVESTIGAÇÃO sob a -SEÇÃO 301- da -LEI DE COMÉRCIO DOS EUA-, que visa punir o BRASIL por PRÁTICAS QUE A AGÊNCIA AMERICANA CONSIDERA como INJUSTAS, incluindo DECISÕES JUDICIAIS contra PLATAFORMAS DIGITAIS AMERICANAS, RESTRIÇÕES AO PIX, DESMATAMENTO E REGRAS DESLEAIS PARA O ETANOL. 

AUDIÊNCIA PÚBLICA

Mais do que sabido, mas vale lembrar, o tarifaço de 25% imposto pelos EUA foi decidido com base no resultado direto da AUDIÊNCIA PÚBLICA realizada neste mês de julho, da qual foi apurado que o GOVERNO LULA-PETISTA é um PARCEIRO DESLEAL do tipo que além de tudo ainda faz questão de INSULTAR -DIA SIM DIA TAMBÉM-, não apenas o presidente Donald Trump, como seus apoiadores diretos.

PAGAR PARA VER

Mais: o ódio destilado por LULA e PETISTAS EM GERAL contra os EUA é algo simplesmente incontestável. Este sentimento aumentou dramaticamente quando Trump classificou o PCC e o CV como ORGANIZAÇÕES TERRORISTAS. A partir daí, LULA, vestiu o MANTO DA ARROGÂNCIA e resolveu PAGAR PARA VER. O resultado aí está: LULA -CAUSOU- UM PREJUÍZO INCALCULÁVEL para os EXPORTADORES BRASILEIROS atingidos pelo TARIFAÇO.





















publicadaemhttps://www.pontocritico.com/artigo/lula-pagou-para-ver

SABOR GASOLINA

 DOPLENÁRIO


PICARETAGEM DO GOVERNO QUE VAI PREJUDICAR OS CARROS MOVIDOS À GASOLIA E MANTER OS PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS. 

Gasolina fica 32% “batizada” a partir de agosto

A gasolina vendida nos postos brasileiros passará a conter uma concentração ainda maior de etanol anidro a partir de 1º de agosto. O percentual da mistura obrigatória sobe de 30% para 32%, elevando para praticamente um terço o volume de álcool presente no combustível.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nessa terça-feira (14) que a medida deverá reduzir o preço da gasolina em cerca de R$ 0,03 por litro. Segundo ele, a decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) faz parte da estratégia do governo para diminuir a dependência da importação de gasolina.

Silveira também indicou que o novo percentual poderá se tornar permanente e adiantou que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) continuará realizando estudos para avaliar misturas ainda maiores, como a E35, com 35% de etanol.

De acordo com o ministro, os testes realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia concluíram que a gasolina E32 não compromete o desempenho de veículos leves e motocicletas, inclusive modelos movidos exclusivamente a gasolina e sem tecnologia flex. O relatório técnico divulgado pelo Ministério de Minas e Energia afirma que, nos veículos avaliados, não foram constatados impactos relevantes sobre dirigibilidade, desempenho ou partidas a frio.

Apesar do otimismo do governo, a decisão está longe de ser consenso entre fabricantes de veículos e especialistas em engenharia automotiva.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e a Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) manifestaram preocupação com a adoção compulsória da gasolina E32. As entidades sustentam que não existem estudos suficientemente abrangentes para assegurar a compatibilidade de toda a frota brasileira com o novo combustível e defendem que a mudança seja precedida por avaliações de longa duração e testes específicos em diferentes tecnologias de motores.

A principal preocupação se concentra na enorme frota de veículos mais antigos, especialmente aqueles produzidos antes da popularização dos motores flex. Nesses modelos, o maior teor de etanol pode provocar aumento da corrosão em componentes metálicos, ressecamento prematuro de mangueiras, retentores e vedações de borracha, além de acelerar o desgaste de bombas de combustível, bicos injetores e outros elementos do sistema de alimentação. Especialistas também alertam para a maior absorção de umidade pelo etanol, característica que favorece processos corrosivos quando o veículo permanece longos períodos parado.

Outro ponto frequentemente citado é que o etanol possui menor poder calorífico do que a gasolina pura. Isso significa que o motorista tende a percorrer uma distância menor com o mesmo volume de combustível, podendo haver aumento do consumo para compensar a menor quantidade de energia disponível na mistura. Dependendo do veículo e das condições de uso, a pequena redução anunciada no preço da bomba poderá ser neutralizada pelo aumento do consumo.

Oficinas especializadas também alertam para possíveis reflexos nos custos de manutenção ao longo do tempo. Ainda que eventuais danos não apareçam imediatamente, o desgaste acelerado de componentes do sistema de alimentação pode elevar as despesas com reparos, especialmente em automóveis com muitos anos de uso ou baixa frequência de manutenção preventiva.

As montadoras observam ainda que veículos importados, desenvolvidos para mercados onde a gasolina contém percentuais significativamente menores de etanol, poderão exigir adaptações técnicas futuras ou enfrentar limitações de garantia caso ocorram problemas relacionados ao combustível. Segundo a Abeifa, diversas fabricantes terão de negociar com suas matrizes estudos específicos para adequar motores à nova realidade brasileira.

Embora o governo afirme que os testes laboratoriais demonstraram segurança técnica para a adoção da mistura E32, especialistas lembram que ensaios realizados em ambiente controlado não substituem a observação do comportamento da frota ao longo de vários anos de uso, sob diferentes condições climáticas, de manutenção e de conservação dos veículos.

Enquanto o Executivo aposta na redução da dependência externa de combustíveis fósseis e no fortalecimento da indústria nacional de biocombustíveis, críticos da medida afirmam que o consumidor poderá acabar financiando esse objetivo por meio de maior consumo de combustível e de custos adicionais de manutenção, sobretudo os proprietários de veículos mais antigos e de modelos importados. O debate, portanto, permanece aberto entre os supostos benefícios econômicos anunciados pelo governo e as incertezas técnicas apontadas pelo setor automotivo.







Lula se Descontrola e Dá Soco na Mesa: Guerra no PT!

 deltandallagnol/youtube


Lula se Descontrola e Dá Soco na Mesa: Guerra no PT!


clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=NfdJVwdqY9U

DESTRUINDO O FUTURO DOS SEUS FILHOS E NETOS

 LUIZANTÔNIO/FACEBOOK


DESTRUINDO O FUTURO DOS SEUS FILHOS E NETOS



ATÉ O INDICE DE INFLAÇÃO ELES MENTEM PARA VOCÊ

 EDUARDOFELDEBERG/FACEBOOK


ATÉ O INDICE DE INFLAÇÃO ELES MENTEM PARA VOCÊ



A JUSTIÇA SÓ PENDE DE UM LADO

 FACEBOOK


A JUSTIÇA SÓ PENDE DE UM LADO



Meu projeto que arrebenta o CPF de quem organiza baile funk ilegal

 rubinhonunes/youtube


Meu projeto que arrebenta o CPF de quem organiza baile funk ilegal


clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=StSXA1tLgig

Filhos de Bolsonaro Desconfiam da Michelle, Mas a Armadilha é do Moraes!

 andrémarsiglia/youtube


Filhos de Bolsonaro Desconfiam da Michelle, Mas a Armadilha é do Moraes!


clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=L4B4PmQuRjo

DIESEL JÁ ESTÁ A OITO REAIS... FAZ U ÉLI

APAVORADORES/FACEBOOK


DIESEL JÁ ESTÁ A OITO REAIS... FAZ U ÉLI



FAMÍLIAS SE ENDIVIDANDO PARA COLOCAR COMIDA NA MESA

 CLAUDIOBRANCHIERI/FACEBOOK


FAMÍLIAS SE ENDIVIDANDO PARA COLOCAR COMIDA NA MESA



quinta-feira, 16 de julho de 2026

O Estado que cresce e a economia que não cresce

 Mateus Vitória Oliveira


O aumento do gasto público não se revela, por si só, como uma questão urgente nas estatísticas econômicas. Frequentemente, ele vem acompanhado de crescimento do PIB, aumento de transferências e expansão dos serviços estatais. Entretanto, quando se observa, em termos de produtividade e crescimento sustentável, o permanente aumento do tamanho do Estado, nota-se um custo estrutural significativo.

O Brasil aumentou de forma consistente sua carga de gasto público nas últimas décadas. De acordo com dados do Tesouro Nacional, a despesa primária do governo geral aumentou de cerca de 25% do PIB na década de 1990 para níveis próximos ou acima de 35% do PIB nos últimos anos. Isso representa um aumento considerável para uma nação de renda média de R$ 3.679.
Esse movimento não foi seguido por um aumento proporcional da produtividade. A produtividade total dos fatores (PTF), que é o principal indicador de eficiência econômica, mostra um estancamento que perdura há décadas no Brasil. Isso quer dizer que o Brasil cresce mais pela adição de insumos, trabalho e capital do que pela melhoria na eficiência.

Não se trata de uma coincidência estatística a relação entre esses dois fenômenos. O aumento do gasto público muda a distribuição de recursos na economia. Uma parte significativa do capital que está disponível começa a ser utilizada para financiar o Estado, seja por meio de impostos altos ou de endividamento público. Esse fenômeno caracteriza o chamado efeito crowding out. À medida que o setor público amplia sua demanda por recursos, reduz-se a disponibilidade de capital para o investimento privado. Em contextos de expansão acelerada do Estado, o investimento produtivo tende a ser comprimido.

No Brasil, a taxa de investimento permanece estruturalmente baixa, oscilando em torno de 17% a 19% do PIB, patamar insuficiente para sustentar ciclos robustos de crescimento. Economias emergentes que conseguiram acelerar sua renda per capita operam com taxas superiores.

Há também um impacto qualitativo na alocação de recursos, além do efeito quantitativo. O setor público, por sua própria natureza, não é guiado pelos mesmos incentivos de eficiência que caracterizam o setor privado. Gastos são decididos com base em critérios políticos, orçamentos rígidos e baixa pressão competitiva. Isso gera um retorno marginal do capital investido menor. Em outras palavras, cada real que o Estado gasta tende a produzir menos crescimento do que o mesmo real investido em atividades produtivas guiadas pelo mercado.

Outro aspecto importante é como o gasto é distribuído. O Brasil tem uma grande parte do seu orçamento comprometida com despesas obrigatórias, como a folha de pagamento e a previdência. Esses gastos têm uma baixa capacidade de gerar aumentos de produtividade no curto e médio prazo. Ao mesmo tempo, investimentos públicos que poderiam criar externalidades benéficas, como os de infraestrutura, seguem restritos. O que se observa é uma estrutura de gastos que se expande em volume, mas com pouca capacidade de alterar a base produtiva da economia.

O impacto reflete também no ambiente empresarial. Para manter um nível alto de despesas, o Estado impõe uma carga tributária elevada e uma complexidade fiscal considerável. O Brasil está entre os países que têm o maior custo de conformidade tributária do mundo, com milhares de horas por ano que as empresas gastam apenas para atender às obrigações acessórias.

Esse contexto mina a eficiência operacional das empresas, desencoraja a formalização e prejudica a competitividade no mercado internacional. Não é apenas a carga tributária, mas a previsibilidade e a qualidade do sistema. É a constante elevação do gasto público, sem aumento correspondente na produtividade, que aperta o laço do endividamento, em uma visão macroeconômica. O crescimento da dívida pública aumenta o risco fiscal, afeta as expectativas e altera o custo de capital da economia.

Estruturalmente, juros altos fazem investimentos de longo prazo parecerem menos viáveis, o que diminui ainda mais o investimento produtivo. É formado um ciclo em que o crescimento do Estado gera condições que inibem o crescimento da economia.

É fundamental ressaltar que a questão não reside na existência do Estado, mas sim em sua eficiência e tamanho em comparação. Estados fortes existem em economias desenvolvidas, mas lá operam com mais qualidade institucional, previsibilidade regulatória e alocação de recursos. O problema brasileiro reside menos no “quanto” se gasta e mais no “como” e “com que retorno” esse gasto ocorre. Sem melhorias na eficiência, o crescimento do tamanho do Estado geralmente resulta em retornos cada vez menores.

Essa dinâmica, com o tempo, impede que o crescimento potencial ocorra. A economia começa a funcionar com uma capacidade reduzida, resultando em baixa produtividade, escassez de investimentos e uma geração de renda menor. Crescimento sustentável não é sinônimo de aumento de gastos, mas sim de transformação de recursos em valor econômico. Quando essa mudança não se concretiza, a expansão do Estado deixa de ser um motor de progresso e se torna uma causa de estagnação.

*Mateus Vitória Oliveira é associado do Instituto Líderes do Amanhã. 


























publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/economia/o-estado-que-cresce-e-a-economia-que-nao-cresce/

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More