Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

sábado, 18 de abril de 2026

Lei Injusta Não É Lei

  Ryan McMaken 


Nota da edição:

Completaram-se seis anos da declaração de pandemia pela OMS — e das desculpas que ela forneceu para governos ao redor do mundo agirem de forma despótica. Pensando nisso, republicamos este artigo de 2022 de mensagem claramente perene: moralidade e legalidade são coisas completamente distintas.


Tornou-se quase um hábito, tanto na mídia americana quanto na canadense, insistir que o protesto dos caminhoneiros canadenses contra a obrigatoriedade da vacina é um “protesto ilegal”. Trata-se de “protestos ilegais na fronteira”, proclama uma emissora de notícias americana. O jornal canadense National Post, obedientemente, refere-se aos protestos em suas manchetes como atos ilegais. O termo “ilegal” tem sido usado inúmeras vezes por políticos do Partido Liberal na Câmara dos Comuns. O primeiro-ministro de Ontário — um dos políticos mais histéricos do Canadá — não apenas retrata os protestos como ilegais, mas como um “cerco”. Outros oponentes dos protestos se referem a eles como uma “ocupação” e como uma “insurreição”.

“Infrator” como insulto político

Então, por que essa obsessão em rotular os protestos como ilegais? A ideia, é claro, é lançar suspeitas sobre eles e retratá-los como prejudiciais e moralmente ilegítimos. Podemos comparar a retórica em torno do protesto dos caminhoneiros com a dos protestos do Black Lives Matter. No caso dos protestos do BLM, os atos ilegais foram minimizados e ignorados, com um tumulto óbvio rotulado como um protesto “em grande parte pacífico”. Quando se trata de protestos e outros atos que o regime aprova, a legalidade nunca é um problema.

Os regimes do mundo, é claro, gostam de usar a legalidade como padrão para julgar o comportamento humano porque são eles que fazem as leis. Se as leis realmente têm ou não algo a ver com direitos humanos, propriedade privada ou apenas bom senso básico é outra questão totalmente diferente. Assim, a história está repleta de leis sem sentido, imorais e destrutivas. A escravidão foi legal durante grande parte da história da humanidade. A escravidão temporária — conhecida como alistamento militar — ainda é empregada por muitos regimes. Nos EUA, a prisão de cidadãos americanos pacíficos de ascendência japonesa era perfeitamente legal sob o regime americano durante a Segunda Guerra Mundial. Hoje, os empregadores podem enfrentar sanções devastadoras por contratar um trabalhador que não possua a documentação adequada. Em todo o mundo, as pessoas podem ser presas em muitas jurisdições por anos pelo “crime” de possuir uma planta ilegal.

Durante a pandemia de covid, a realidade da lei arbitrária ficou bem evidente quando burocratas da saúde não eleitos e executivos começaram a governar por decreto. Eles fecharam empresas, mantiveram as pessoas confinadas em suas casas e impuseram a obrigatoriedade da vacina e do uso de máscara. Aqueles que se recusam a cumprir essas regras — e as empresas que se recusam a aplicá-las — são condenados como infratores da lei e sujeitos a punições.

Os limites morais de “lei e ordem”

Todas essas disposições legais, leis e sanções representam uma afronta aos direitos naturais básicos, em vez de protegê-los. A noção de que as leis podem ser perversões da verdadeira justiça já é óbvia para muitos há muito tempo. Na verdade, a desconexão entre moralidade e legalidade é um aspecto fundamental da civilização ocidental. A noção básica é muito antiga, mas a perdurabilidade da ideia no Ocidente foi reforçada pelo fato de que o cristianismo começou como uma religião ilegal e os primeiros cristãos eram frequentemente considerados criminosos merecedores da pena de morte. Não deve ser surpresa, então, que Santo Agostinho tenha declarado que uma lei injusta não é lei alguma e comparado reis a piratas: os decretos dos piratas, é claro, não são dignos de obediência ou reverência. E se os reis são como piratas, os decretos reais têm a mesma respeitabilidade. Essa mesma tradição alimentou o apoio de São Tomás de Aquino ao regicídio (em certos casos). Desnecessário dizer que o regicídio sempre foi declarado ilegal, em todos os lugares, pelos que seriam seus alvos.

No entanto, infelizmente, declarar algo como “ilegal” continua sendo um insulto eficaz. Não faltam pessoas que se consideram orgulhosamente defensores cegos da “lei e da ordem” e que insistem que os “infratores da lei” estão, por definição, errados. Seu refrão simplista é “se você não gosta da lei, mude-a”, e muitas dessas pessoas acreditam ingenuamente que os atos dos legisladores e reguladores refletem, de alguma forma, “a vontade do povo” ou algum tipo de lei moral. Muitas vezes, a realidade é exatamente o oposto.

Felizmente, nos Estados Unidos, o valor da transgressão da lei está tão “enraizado” na narrativa histórica que é difícil ignorá-lo, mesmo nos dias de hoje. A Revolução Americana foi, em essência, uma série de atos ilegais. A Declaração da Independência foi pouco mais do que a proclamação de uma rebelião totalmente ilegal. Em resposta, o rei enviou homens às colônias para fazer valer a lei e a ordem. A resposta americana a essa tentativa de fazer cumprir a lei foi matar os agentes do governo. Atos menos violentos cometidos pelos rebeldes americanos foram igualmente criminosos, variando do Boston Tea Party a uma série de agressões contra coletores de impostos cometidas pelos Filhos da Liberdade de Samuel Adams.

Os defensores modernos do regime, sem surpresa, tentaram redefinir esse conflito como uma disputa pela democracia. “Aqueles revolucionários americanos lutaram pela democracia”, afirma-se. Assim, por definição deles, ninguém tem permissão para se rebelar em uma jurisdição que realiza eleições ocasionais. (A realidade é que a rebelião americana tratava da proteção dos direitos humanos. As eleições tiveram pouco a ver com isso.)

Felizmente, será preciso mais do que slogans baratos sobre democracia para desfazer o fato de que a história da origem americana trata do desprezo pelas leis dos próprios líderes políticos.

Em grande parte do mundo, no entanto, a rebelião contra leis injustas não é vista com o mesmo respeito. No Canadá, por exemplo, a história da formação do país gira em grande parte em torno do cumprimento das regras e do pedido educado de autonomia aos governantes. Isso inevitavelmente influencia a forma como se percebem os papéis da lei e da desobediência.

Muitas vezes, é prudente seguir leis injustas

Muitas vezes, é prudente seguir leis injustas

Isso não quer dizer que a rebelião aberta seja necessariamente sensata. Evitar atos ilegais é, muitas vezes — se não na maioria das vezes —, a atitude mais prudente a se tomar. Frequentemente, seguimos a lei simplesmente para não ir para a prisão e evitar chamar a atenção dos órgãos reguladores e das autoridades governamentais. Para aqueles que preferem passar tempo com suas famílias a passar tempo na prisão, isso faz todo o sentido. Além disso, desobedecer a leis injustas muitas vezes pode resultar em leis ainda mais injustas.

Uma coisa é seguir a lei por razões de prudência. Outra coisa totalmente diferente é presumir que a lei traz consigo algum tipo de imperativo moral. Poucas leis o fazem. Sim, existem leis contra o assassinato, mas o assassinato é apenas um caso em que a letra da lei por acaso costuma coincidir com o que é fundamentalmente moral e certo. Inúmeras leis carecem de tal fundamento sólido.

Quando ouvimos autoridades governamentais ou comentaristas da mídia se referirem a algo como “ilegal” ou ilícito, tudo o que isso realmente deveria fazer é nos levar a questionar se a defesa dessas leis é de fato prudente, moral ou necessária. Algumas leis têm fundamento sólido nas proteções básicas dos direitos de propriedade e de outros direitos humanos. Mas muitas leis nada mais são do que frutos de esquemas políticos para ajudar o regime a manter o poder ou para recompensar seus amigos às custas de outros.

Sempre podemos esperar que o regime e seus apoiadores tentem proibir aquilo de que não gostam. E, uma vez que tais coisas se tornem ilegais, ouviremos falar incessantemente dos males causados pelos “infratores” sempre que esses infratores ameaçarem o prestígio ou o poder do regime. (A violação da lei em benefício do regime, é claro, é sempre tolerada.) É um truque de grande sucesso que eles vêm usando há milhares de anos.

Este artigo foi originalmente publicado no Mises Institute. 

















publicadaemhttps://mises.org.br/artigos/18492/lei-injusta-nao-e-lei/

Em São Paulo, Flávio Bolsonaro tem 48,1% no 2º turno; Lula, 40,3%

  Senador também aparece em vantagem em um eventual cenário de primeiro turno

Rodrigo Vilela - Diário do Poder


Levantamento divulgado neste sábado pelo Paraná Pesquisas mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 48,1% das intenções de voto em um eventual segundo turno presidencial, à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que soma 40,3%.

No levantamento, 7,2% dos entrevistados afirmam que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 4,3% disseram não saber ou preferiram não opinar.

A mesma pesquisa também apresentou um cenário de primeiro turno em que há empate técnico entre os dois: Flávio Bolsonaro registra 39,3% das intenções de voto, contra 36% de Lula.

Metodologia

A Paraná Pesquisas entrevistou 1.600 eleitores paulistas, entre os dias 11 e 14 de abril, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi realizado com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08453/2026.

Rodrigo Vilela - Diário do Pode














publicadaemhttps://rota2014.blogspot.com/2026/04/em-sao-paulo-flavio-bolsonaro-tem-481.html

A NOTA, A CASCA E O CHEIRO QUE INSISTE

 Alex Pipkin, PhD em Administração


Milhões de brasileiros já não conseguem ignorar o teatro dantesco vermelho, verde-amarelo.
Uma encenação conduzida com a disciplina de um ritual que já não precisa convencer, apenas sobreviver. Não vivemos uma República no sentido clássico, mas uma coreografia institucional onde o gesto substitui o fato.
Quando a realidade escapa ao controle, e ela sempre escapa, não se abre investigação nem se aprofunda o debate. Acende-se o holofote sobre a nota. Escárnio.
Ela surge pontual, previsível, anestésica. Em vez de esclarecimento, ergue-se a voz em “defesa da democracia”, essa entidade elástica que, no Brasil, só se manifesta quando precisa ser protegida, nunca quando precisa ser explicada. 
O conteúdo das revelações torna-se acessório; o que importa é a reação coordenada. Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, peças de um mesmo automatismo institucional que transforma o incômodo em ofensa, a pergunta em ataque e a dúvida em risco sistêmico.
O deslocamento é engenhoso. Não se responde ao fato; redefine-se o ambiente. De repente, não discutimos mais relações promíscuas ou proximidades, mas a “salvaguarda das instituições”. Quem ousa retornar ao ponto inicial ocupa, automaticamente, o papel de agressor. É o triunfo da moldura sobre o quadro.
Na ausência de tensão real, o desgoverno lulo-petista prospera. Não por vigor próprio, mas por habitar uma institucionalidade que encena independência enquanto opera com a fluidez de balcões. Onde se esperaria fricção constitucional, encontra-se a conveniência administrativa. A democracia, nesse arranjo, deixa de ser luz e se transforma em escudo, um espelho retórico que devolve qualquer questionamento como um feixe hostil.
A imagem do ovo retorna, agora sem metáfora gentil. A casca não apenas protege; ela isola. É polida e defendida com fervor, enquanto o conteúdo permanece oculto, claro que não por ausência, mas pelo risco da confirmação.
O sistema sabe disso. Por isso a urgência em encerrar o assunto antes que ele deixe de ser narrativa e volte a ser fato. É, esse território incômodo onde versões precisam se sustentar. Não se trata de defesa institucional; trata-se de pura administração do dano.
A nota. Pois ela cumpre seu verdadeiro papel, o de preservar a casca a qualquer custo.
O problema é que, cedo ou tarde, o cheiro do que apodrece atravessa qualquer polimento, e aí já não há nota que contenha o ar.

























PUBLICASDAEMhttps://www.pontocritico.com/espaco-pensar-artigo/a-nota,-a-casca-e-o-cheiro-que-insiste-150426

A MÉDIA MENTE E A MÍDIA CONSENTE

 GILBERTOSIMÕESPIRES/PONTOCRITICO


ILUSÃO

Mais do que sabido, a cada vez que o IBGE divulga a TAXA DE DESEMPREGO NO BRASIL, a MÍDIA PROFISSIONAL, antes de REPASSAR A NOTÍCIA AOS SEUS -LEITORES, OUVINTES E TELESPECTADORES-, cuida sempre de EMBALAR O -PRODUTO- COM PAPEL DE PRESENTE, com o claro objetivo de ILUDIR O PÚBLICO EM GERAL. Na última divulgação feita pelo IBGE, por exemplo, ocorrida em fevereiro deste ano (2026), a MÍDIA PROFISSIONAL FESTEJOU a TAXA DE DESEMPREGO DE 5,8%, A MENOR PARA O PERÍODO TRIMESTRAL NA SÉRIE HISTÓRICA, sem ANALISAR as razões que levaram os pesquisadores a obter o referido percentual.

DESMISTIFICAÇÃO

Pois, enquanto a MÍDIA PROFISSIONAL mais parece uma FÁBRICA DE ILUSÕES construídas à base de -NARRATIVAS CALCULADAS-, alguns comunicadores da MÍDIA AMADORA, fazendo uso ilimitado das esclarecedoras REDES SOCIAIS, não raro tratam de -DESMISTIFICARINFORMAÇÕES FORNECEDIDAS POR JORNALISTAS PREGUIÇOSOS, OU MAL INTENCIONADOS. É o caso, por exemplo, do analista e estrategista em política, economia e tecnologia, Roberto Reis, que mostra em artigo recente, a resultante da TAXA DE DESEMPREGO de 5,8%. Eis: 

PLANILHA ESCLARECEDORA

O governo Lula pode apontar um número GRANDE, VISTOSO, VENDAVEL ao dizer que entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025, o Brasil ABRIU MAIS DE 4 MILHÕES DE EMPREGOS FORMAIS. O problema começa quando essa planilha é aberta: QUASE TODA A CRIAÇÃO LÍQUIDA FICOU CONCENTRADA NAS FAIXAS MAIS BAIXAS. 

1- a faixa de 1 até 1,5 salário mínimo, sozinha, ABSORVEU 3.976.438 vagas

2- a faixa de até 1 salário mínimo SOMOU MAIS 963.035 vagas

Dali para cima, a paisagem muda de forma brutal:

- Entre 1,5 e 2 salários mínimos, o saldo foi NEGATIVO em 113.187 vagas

- Entre 2 e 3 salários mínimos, a PERDA CHEGOU a 336.585

- Entre 3 e 5, 162.654 NEGATIVOS 

- Entre 5 e 10, 111.215 NEGATIVOS 

- Acima de 10 salários mínimos, 70.391 NEGATIVOS

A CLASSE MÉDIA -CLT- ACABOU

Estes indiscutíveis números deixam bem claro que a CLASSE MÉDIA CLT simplesmente ACABOU. Restaram só os FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS. O Brasil segue gerando ocupação, mas a ocupação que mais cresce está ENCOSTADA NO PISO. A escada que levava o trabalhador do emprego de entrada para um padrão de vida de classe média ficou praticamente inexistente. Quando se soma o triênio, o desenho fica ainda mais claro: cerca de 5,16 milhões de vagas líquidas até 1,5 salário mínimo e destruição líquida de aproximadamente 790 mil acima disso. Ou seja, O PAÍS LOTOU A BASE E ESVAZIOU O MEIO. A tese fica mais forte quando se olha a porta de entrada. Em fevereiro de 2026, o salário médio real de admissão foi de R$ 2.346,97. Com o salário mínimo em R$ 1.518,00 em 2025 e R$ 1.621,00 em 2026, isso significa que a vaga média nova gira em torno de 1,4 a 1,6 salário mínimo. Isso ajuda a DESMONTAR A PROPAGANDA FÁCIL DO PLENO EMPREGO. 

O Brasil pode ter desemprego baixo e, ao mesmo tempo, destruir mobilidade social. A PNAD registrou taxa anual de desocupação de 5,6% em 2025, população ocupada recorde de 103 milhões e rendimento médio real habitual de R$ 3.560. Tudo isso convive, sem contradição alguma, com um mercado em que 35,3% dos trabalhadores recebem até 1 salário mínimo e apenas 7,6% passam de 5 salários mínimos.

A MÉDIA MENTE

Outro detalhe melhora muito a leitura do quadro: a média conta uma história otimista demais. A mediana conta a história real. Na RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) do setor privado, a REMUNERAÇO MÉDIA REAL em dezembro de 2023 foi de R$ 3.514,24. A MEDIANA foi de R$ 2.290. A diferença é enorme. -A média sobe puxada pelo topo. A mediana mostra o trabalhador típico. O diploma perdeu força. A erosão chega ao coração da promessa da classe média. O ensino superior perdeu parte importante de seu prêmio salarial. O rendimento real médio de trabalhadores com diploma caiu de R$ 7.495,00 por mês em 2012 para R$ 6.619,00 em 2024, queda real de 11,7%.

Em paralelo, a informalidade entre trabalhadores com ensino superior cresceu, a presença de pejotizados avançou em setores qualificados e mais de um terço dos diplomados passou a atuar em ocupações abaixo da qualificação adquirida. Esse é um dos dados mais devastadores de todo o quadro, porque atinge o pacto psicológico da classe média. Durante décadas, a mensagem foi clara: estudar, acumular credenciais e entrar no mercado formal geraria estabilidade, progressão e previsibilidade. O mês seguinte virou problema. A Renda não é o único ponto. Previsibilidade também virou luxo. A taxa ajustada de rotatividade do emprego bateu 33,64% em 2025. (1/3). Isso ajuda a explicar por que tanta gente olha para o noticiário econômico, vê celebração oficial e sente irritação. O saldo líquido pode ser positivo no papel e, ainda assim, a vida concreta piorar. Rotatividade alta, faixa salarial apertada, crédito caro e horizonte curto produzem um trabalhador empregado, mas inseguro. E insegurança continuada corrói a sensação de futuro e joga a favor de alternância de governo.

Enquanto o setor privado aperta, o Estado preserva ilhas muito mais protegidas. O Censo 2022 registrou rendimento médio de R$ 4.131,00 no setor público, contra R$ 2.406,00 no privado, diferença de 71,7%. Em outro recorte citado nos materiais, servidores federais recebem prêmio salarial de 96% sobre trabalhadores privados com qualificação equivalente.

É aqui que o modelo lulista fica exposto:

- O pobre está assistido por transferência e valorização da base

- O rico se protege com patrimônio, capital e renda financeira

- O topo estatal conserva remuneração, estabilidade corporativa

- O trabalhador privado de classe média fica no corredor do meio, pagando imposto alto, endividado, comprando escola e saúde no mercado e vendo sua posição material derreter aos poucos.

A MÁQUINA TRAVOU. Esse esvaziamento do meio não nasce só de vontade política. Ele também decorre de uma economia travada. *A produtividade do trabalho brasileiro cresceu apenas 0,6% ao ano nas últimas quatro décadas. A Selic chegou a 15% em 2025. Os juros reais ficaram entre os maiores do planeta. Esse ponto também precisa de honestidade analítica. A origem do problema antecede Lula, mas é ele que vai pagar a conta. A desindustrialização de décadas e a estagnação produtiva já vinham empurrando o mercado para baixo. A crítica séria ao lulismo é outra. Lula não inventou a doença. Lula governou dentro dela, conviveu com ela e não fez nada. O Brasil de Lula 3 gerou muito emprego. Gerou, sobretudo, emprego de entrada. A base foi alimentada. O meio foi abandonado por esse governo. A classe média privada perdeu renda relativa, perdeu proteção, se endividou, perdeu prêmio educacional e perdeu previsibilidade. Ela continuou trabalhando, continuou pagando a conta e continuou afundando. Lula chutou de vez todas as escadas de ascensão da classe média.*







































PUBLICADAEMhttps://www.pontocritico.com/artigo/a-media-mente-e-a-midia-consente


BRASIL NO VERMELHO

 dep.profclaudiobranchieri/youtube


BRASIL NO VERMELHO


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ENTENDA A OPERAÇÃO NARCO FLUXO E A PRISÃO DOS MCS

 brasilparalelo/youtube


ENTENDA A OPERAÇÃO NARCO FLUXO E A PRISÃO DOS MCS

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Moraes é DESTRUÍDO pela Defensoria em ação contra Tagliaferro!

 andrémarsiglia/youtube


Moraes é DESTRUÍDO pela Defensoria em ação contra Tagliaferro!

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Homem das PROPINAS de Vorcaro é preso! PÂNICO em Brasília!

 deltandallagnol/youtube


Homem das PROPINAS de Vorcaro é preso! PÂNICO em Brasília!


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Adeus contas e vistos: a nova lei de Trump que asfixia o crime no Brasil

  15 MINUTOS /gazetadopovo


DÉBORA do BATOM: o RELATO que a DITADURA da TOGA tentou ESCONDER!

 rubinhonunes/youtube



TURILÂNDIA, NO MARANHÃO...

 LUCIAFAM/FACEBOOK


TURILÂNDIA, NO MARANHÃO...




sexta-feira, 17 de abril de 2026

A SUPREMA CORTE E OS DOIS PROBLEMAS DO BRASIL

Por Roberto Motta - Gazeta do Povo


 "O Brasil tinha um problema grave. Depois surgiu outro gravíssimo. Agora, os dois se fundiram em um desafio existencial. Sou otimista, mas não consigo enxergar uma solução.

O problema original era o ativismo judicial descontrolado, autorizado pela Constituição de 1988. Esse é o problema “A”. Os constituintes brasileiros, ao contrário dos constituintes americanos, não enxergavam a constituição como uma ferramenta de limitação do poder estatal. Ao contrário; para os legisladores brasileiros a Constituição deveria ser uma lista de tarefas para o Estado. Nas palavras do imortal Roberto Campos, a sétima constituição brasileira é uma mistura de “dicionário de utopias com catalogação minuciosa do efêmero”.

Uma das consequências foi a hipertrofia da corte suprema, que deveria ser uma corte constitucional (como acontece em quase todas as democracias). Como o Estado ficou encarregado de resolver todos os problemas da sociedade, no Brasil qualquer questão é potencialmente um problema constitucional. Hoje é possível enxergar com clareza a consequência da escolha desastrosa feita pelos constituintes: nada pode ser resolvido definitivamente no país sem uma sentença da suprema corte.

Os onze ministros se tornaram os decisores de última instância sobre todos os assuntos. Essa responsabilidade lhes conferiu um poder extraordinário, amplificado por mecanismos como a criação de turmas e a possibilidade de decisões monocráticas, tomadas por um único ministro.

Foi questão de tempo até que os ministros se dessem conta do poder que possuíam e decidissem exercê-lo plenamente. O primeiro sinal pode ter sido o “fatiamento” do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Mas o marco definitivo foi o inquérito das fake news, aberto de ofício em 2019 e ainda em andamento.

O mesmo grupo de juristas estatais controla o processo eleitoral, através da Justiça Eleitoral, e os níveis inferiores do Judiciário, através do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A corte assumiu a gestão do país e passou a tutelar os políticos.

Esse é o problema A. Então surgiu o problema “B” – B de Banco Master.

Antes do escândalo do Banco Master, a suprema corte já enfrentava uma longa lista de queixas: violação da inércia do Judiciário, do princípio do juiz natural, da neutralidade do juiz, do sistema acusatório e do devido processo legal. Traduzindo em português corrente: os juízes abandonaram seu papel de guardiões da lei e passaram a criar leis segundo seus próprios desejos e crenças.

Depois do Master, uma questão de natureza diferente veio se somar a essa lista: a suspeita de envolvimento com o maior escândalo de corrupção já registrado.

A grande mídia, que redescobriu seu papel de crítica dos poderosos, está denunciando apenas esse segundo problema. Mas ele é uma consequência esperada do primeiro, a tomada do poder pelos ministros. Como Lord Acton já tinha avisado, o poder absoluto corrompe absolutamente.

Juízes que usurpam o poder político são um problema em todo o Ocidente. O Brasil representa um caso extremo. A consequência é a degeneração da democracia e das instituições republicanas. Mas a suspeita de envolvimento com um multibilionário esquema de corrupção não tem paralelo. A consequência é a falência múltipla das instituições.

Não há solução visível para essa crise porque a constituição “cidadã” de 1988 determina que a corte julgue a si mesma. Além disso, a efetiva tomada do poder político blindou os ministros contra qualquer tentativa parlamentar de removê-los.

O país assiste então a um espetáculo incomum: juristas estatais supremamente poderosos, que deveriam ser o símbolo máximo da retidão, acumulam suspeitas graves, sem que isso os impeça de manter os cargos, as responsabilidades e os poderes. Como se nada estivesse acontecendo.

O país se pergunta: em que momento essa charada será resolvida? Em que ponto o custo da desonra será tão alto, mesmo para aqueles que respiram o ar rarefeito do poder, que a correção será inevitável – e que correção será essa?

É isso que o país inteiro espera para ver."


































PUBLICADAEMhttps://www.pontocritico.com/espaco-pensar-artigo/a-suprema-corte-e-os-dois-problemas-do-brasil-140426

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