Jornalista Andrade Junior

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NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

ALINHAMENTO TOTALMENTE ERRADO

 PROFESSORCHRISTIAN/FACEBOOK


ALINHAMENTO TOTALMENTE ERRADO 



terça-feira, 31 de março de 2026

Quando a narrativa da esquerda entra em colapso

   Lucas Berlanza 


De um lado, Lula “cometeu” uma de suas falas histriônicas, muito indignado, como a alma mais honesta do país, bradando que o caso do banco Master é “o ovo da serpente de Bolsonaro e Roberto Campos Neto”.

Em mais um capítulo das notáveis mudanças de linha editorial, os comentaristas da Globo News foram os primeiros a desmentir essa insanidade, afinal, Bolsonaro criticou publicamente o Master em 2024 ao reclamar de uma demissão de gerentes da Caixa que emitiram parecer contrário a uma compra milionária de títulos do banco.

Em conversa por celular com a namorada, vê-se que Vorcaro chamou o ex-presidente de “beócio” e “idiota”. Como Bolsonaro poderia ser o líder dele?

Simultaneamente, militantes petistas divulgaram nas redes sociais uma montagem com uma discussão antiga, em sessão do STF entre André Mendonça e Alexandre de Moraes, em que Mendonça criticava a quebra generalizada de sigilos fiscais e bancários, como se o diálogo tivesse ocorrido há pouco, para fazer parecer que Mendonça estaria tentando “proteger” o Master enquanto Moraes estaria disposto a investigá-lo seriamente (que piada!).

O padrão se repete: diante de um fato incômodo, não se busca esclarecê-lo, mas sim reconstruí-lo narrativamente, selecionando trechos, distorcendo contextos e sugerindo conexões frágeis para sustentar uma tese previamente definida. Não é sobre descobrir o que ocorreu, mas sobre convencer o público de uma versão conveniente.

Por que tanto jogo sujo? Os petistas garantem estar absolutamente tranquilos, mas os sinais são muito fortes de que estão acometidos por muita ansiedade.









publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/quando-a-narrativa-da-esquerda-entra-em-colapso/

O governo Lula e o mito da economia aberta

   Adriano Dorta


O secretário da Secretaria de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços (SDIC), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Uallace Moreira, afirmou em vídeo publicado em seu perfil no X que “a economia brasileira não é fechada”.

Para sustentar essa tese, recorreu ao argumento de que a tarifa nominal média de importação, de cerca de 12,9%, não seria suficiente para caracterizar o Brasil como uma economia fechada. Segundo ele, o correto seria observar a tarifa efetivamente arrecadada, que cairia para algo em torno de 4,9% após a consideração de regimes especiais e benefícios como ex-tarifário, Rehidro, Repetro e Zonas Especiais. Acrescentou ainda que, entre os dez principais produtos norte-americanos importados pelo Brasil, oito teriam tarifa zero.

O argumento tem um problema. Se a tarifa nominal é elevada, mas o governo distribui exceções para setores, produtos ou empresas enquadradas em regimes especiais, isso não demonstra abertura econômica. Demonstra, na verdade, uma abertura administrada politicamente. Em outras palavras: o Estado mantém a barreira geral, mas escolhe quem poderá atravessá-la com custo reduzido.

Há aqui duas questões centrais. A primeira é: se o governo cria uma barreira artificial à entrada de produtos estrangeiros e, em seguida, concede tratamentos favorecidos a grupos específicos, isso não configura abertura comercial, mas discricionariedade estatal. A segunda é que a fala do secretário ignora justamente um dos principais elementos que explicam por que a economia brasileira continua relativamente fechada: as barreiras não tarifárias.

Barreiras não tarifárias podem assumir a forma de regras técnicas ou certificados complexos exigidos no ato da importação, licenciamento de importação com exigências administrativas, regras sanitárias e fitossanitárias, exigências de conteúdo local, burocracia aduaneira, restrições regulatórias para a entrada de firmas ou serviços etc.

Essas barreiras dificultam ou encarecem a importação sem necessariamente aparecerem como imposto de importação. Por isso, não entram diretamente no cálculo da tarifa nominal média (de 12,9%), mas continuam funcionando como obstáculo real ao comércio internacional.

Um exemplo real está nas exigências de produção local vinculadas a regimes especiais. No caso da Zona Franca de Manaus, os Processos Produtivos Básicos (PPB) estabelecem etapas mínimas de fabricação que precisam ser realizadas no país para que a empresa tenha acesso ao tratamento tributário favorecido. Em 2024, o MDIC abriu consulta pública específica para o PPB de bicicletas com câmbio e sem câmbio, e há normas semelhantes para veículos leves eletrificados e seus componentes.

Na prática, isso significa que uma empresa pode até importar componentes estrangeiros para montar uma bicicleta elétrica no Brasil, mas, se não se enquadrar nas exigências do regime, perde acesso aos benefícios fiscais e passa a operar com custo mais elevado. Portanto, não se trata de uma proibição absoluta à importação, mas de uma estrutura de incentivos que favorece artificialmente a produção dentro do território brasileiro – ainda que signifique ter que usar peças de pior qualidade.

Não é crível tratar esse tipo de barreira como se fosse um detalhe desconhecido do governo. A SDIC, chefiada por Uallace Moreira, publicou consulta pública justamente sobre regras de Processo Produtivo Básico. Em outras palavras, o secretário critica o diagnóstico de fechamento econômico ao mesmo tempo em que sua própria estrutura administrativa opera mecanismos que fecham ainda mais a economia.

Esse ponto é importante porque desmonta a ideia de que basta olhar para a tarifa efetiva média para concluir que a economia brasileira é aberta.

Mesmo quando regimes especiais reduzem a carga incidente sobre determinados agentes, a estrutura geral continua sendo de proteção, seletividade e discricionariedade. Os privilégios tributários estão ligados a conexão política e não a abertura comercial.

O secretário usou uma estatística conveniente e deixou de contar quem recebe os benefícios tarifários. Uma economia não se torna aberta porque o Estado concede exceções a setores selecionados. Ela se torna aberta quando a regra geral é a concorrência e não a proteção.













publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/economia/o-governo-lula-e-o-mito-da-economia-aberta/

NÃO SE ENGANE! PARA A DITADURA ESSA PARADA É DE VIDA OU MORTE: A SUA

 fernãolaramesquita/youtube


NÃO SE ENGANE! PARA A DITADURA ESSA PARADA É DE VIDA OU MORTE: A SUA


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https://www.youtube.com/watch?v=QCNS0yucanE

“Deixa o Lula trabalhar”: slogan do PT em 06 vira slogan da oposição em 26

 caiocoppolla/youtube


“Deixa o Lula trabalhar”: slogan do PT em 06 vira slogan da oposição em 26


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https://www.youtube.com/watch?v=cdyyxwq6I_w

Relatora do PL da Misoginia faz falsa acusação de estupro sem provas: “não tenho que provar”

 deltandallagnol/youtube


Relatora do PL da Misoginia faz falsa acusação de estupro sem provas: “não tenho que provar”


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https://www.youtube.com/watch?v=lxt7EXqwGO0

METADADOS EXPÕEM TUDO? Envolvimento da família de Moraes levanta suspeitas graves

 SEM RODEIOS

METADADOS EXPÕEM TUDO? Envolvimento da família de Moraes levanta suspeitas graves 

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FARRA ELEITORAL: R$ 400 bilhões despejados enquanto o rombo cresce!

 rubinhonunes/youtube


FARRA ELEITORAL: R$ 400 bilhões despejados enquanto o rombo cresce!


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COMO A ESQUERDA MANIPULA A MINORIA EM TROCA DE VOTOS

 RONYGABRIEL/FACEBOOK


COMO A ESQUERDA MANIPULA A MINORIA EM TROCA DE VOTOS




PRONTO PARA O DEBATE

 RONALDOCAIADO/FACEBOOK


PRONTO PARA O DEBATE






São mentiras atrás de mentiras!

 BIAKICIS/INSTAGRAM


São mentiras atrás de mentiras! O povo não aguenta mais tanta mentira!



PESOS E MEDIDAS DISTINTAS

 ANAMARIARODRIGUES/INSTAGRAM


PESOS E MEDIDAS DISTINTAS



segunda-feira, 30 de março de 2026

Ela é uma brasa, mora?...

 Rubem Sabino Machado


PRA FRENTE, BRASIL!!!

        Não sei por que, justamente esta semana, lembrei daquela que, de fato,  “é uma brasa, mora?!”: sabem de quem eu falo, né? Claro, da Jovem Guarda!  Pensaram que eu iria falar de futebol?! Nada a ver! Prossigo falando de música, que tem uma memória afetiva ainda maior que o Escrete Nacional!

Que lembranças, que vozes!  Ah, aquela franja da Wanderléa e de outros brotinhos, em um tempo de alegria, muito antes da Rivotril. Em um tempo em que o carro é que era vermelho, fosse Cadillac ou calhambeque e em que eu não usava “espelho pra me pentear”, mesmo tendo muito mais cabelo que hoje...  Um tempo em que mandar tudo pro inferno era força de expressão, não uma intenção satânica.

O programa não chegou a ver o Tricampeonato da Seleção, durou só 3 anos, mas seus participantes viram e se imortalizaram em nossas memórias, também nas décadas seguintes, especialmente seu Rei: se o futebol tinha um Rei, que reinava absoluto, a Jovem guarda tinha o seu.  Nenhum dos dois jamais seria deixado de lado: ainda que um 22 ou outro quisesse afastá-los questionando sua visão,  ninguém seria tantã de fazer um programa ou uma Copa sem eles... 

Um tempo em que, pasmem,  o 13 era sorte, até nas sextas-feiras: o 13 do Zagallo.  “Zagallo eterno” e “Brasil campeão” tinham 13 letras, como o número favorito do jogador que venceu duas copas e que, como treinador, o adotou, vencendo mais duas Copas na comissão técnica: o único tetracampeão mundial, saudoso Lobo! 

80 milhões em ação, pra frente BRASIL, salve a Seleção.” Dizia a canção que não era da Jovem Guarda, mas que até poderíamos dizer – mas nunca dissemos –  que “era uma brasa, mora?!”, gíria que podemos usar até hoje, mas que nunca alterou o jeito de chamarmos nosso time nacional: Seleção, Brasil, Escrete (não Scratch,) Canarinho (não Canary).  “Pra frente, Brasil! Salve a Seleção”:  “Brasil, Brasil, Brasil”, se recuarmos mais, para Lamartine em 1950,  ano da tragédia do Maracanaço...  Nem como adjetivo, essa gíria famosa, eu vi alguém usar sobre a Seleção.  Era mais sobre os brotinhos de então...

Mas voltemos à Jovem Guarda: estamos em um tempo em que o saudosismo se impõe não pela nostalgia, mas pela qualidade.  Como não pensar, com o que temos visto ultimamente, em versos como  “Pobre menina, não tem ninguém”, “Por favor, pare agora!!!  Senhor Juiz, pare, agora”!  Ou, diante de um mundo cada vez pior: “Estou guardando o que há de bom em mim”!  Tempo em que havia mais biquinis de bolinha amarelinha e menos camisões escuros.  Como esquecer de Roberto e de seu amigo Erasmo, de Celly Campelo, de Leno e Lilian, Os Vips, Martinha, Jerry Adriani?!...

Hoje, só posso ter saudade de um tempo de boa música em que, a cada dia,   surgiam mais belas canções... Tempo em que, em cada show ou jogo,  um Rei dava show.  Que saudade! “E por falar em saudade, onde anda você?” dizia a bela canção que não era da Jovem Guarda, que essa sim era uma brasa,  enquanto nosso Escrete sempre foi o Brasil!  Salve a Seleção!!!

Ao recordar,

eu não acredito,

que sofrendo assim,

eu vá viver,

você se foi...

(Leno e Lilian)

 

* O autor, Rubem Sabino Machado, é cronista fictício e dizem que é uma Brasa, mora?!  PRA FRENTE, BRASIL!!!

 

In God we trust!












publicadaemhttps://www.puggina.org/outros-autores-artigo/ela-e-uma-brasa,-mora+__18637

Entre o que se sabe e o que se esconde

    Lucas Berlanza


Prossegue a esculhambação dos “recadinhos” mandados via imprensa — sem que haja o escândalo correspondente ao absurdo da ideia ventilada.

Os ministros do STF já fizeram isso várias vezes por meio de colunas. Agora é a vez de Daniel Vorcaro, o cretino que operava as fraudes bilionárias do banco Master.

Segundo coluna de Mônica Bergamo, Vorcaro “relatou a interlocutores” que não pretende atingir ministros do STF em sua delação premiada, apenas “se for inevitável”. É lógica básica que, se há a possibilidade de isso ser “inevitável”, é porque existe algo a ser “evitado”, ou seja, ele tem o que entregar sobre os togados.

Sabemos que, notadamente, a dupla dinâmica formada por Dias Toffoli e Alexandre de Moraes tem fornecido fartas razões de “suspeitas”, para dizer o mínimo. Mais nauseante é o registro da coluna de Mário Sabino, no Metrópoles, relatando que, antes da troca da equipe de defesa de Vorcaro, advogados chegaram a propor a André Mendonça, relator do caso, uma delação pela metade que atingisse um ministro do STF e poupasse o outro (!).

Cabe ao relator e à Polícia Federal deixar claro que não se trata de uma espécie de leilão e que a obrigação de Vorcaro é entregar tudo ou receber nada. Se o fizerem, têm grandes chances de garantir um nobre lugar na História — o que, a essa altura, depende apenas do cumprimento do dever, artigo raríssimo em nossas autoridades contemporâneas.










publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/entre-o-que-se-sabe-e-o-que-se-esconde/

O foro nada íntimo de Toffoli

 kátiamagalhães/institutoliberal


Dizem que as diferenças entre remédios e venenos consistem apenas em seu modo de administração e em sua dosagem. O mesmo raciocínio pode ser aplicado às normas jurídicas, essenciais à vida ordeira em sociedade, mas transformadas em ferramentas de legitimação de malfeitos se e quando pervertidas por intérpretes de má fé.

Dias Toffoli se deu por suspeito para apreciar o mandado de segurança de um parlamentar que se insurgia contra a omissão de Hugo Motta e pleiteava ao Supremo Tribunal Federal (STF) a determinação de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre as irregularidades no Banco Master. O togado, por incrível que pareça, “sorteado” para a relatoria da medida, se recusou a conduzir o caso, mediante a invocação da própria suspeição por razões de foro íntimo, com base no artigo 145 da lei processual. E sim, caro leitor, antes que você exerça o seu legítimo direito à dúvida, posso assegurar que o referido dispositivo do Código de Processo Civil permite ao julgador declarar-se suspeito sem ter de especificar seus motivos para tanto. Sendo assim, qual a necessidade de gastar essas linhas com o assunto?

As circunstâncias, ora bolas! Como todos acompanhamos junto à grande mídia, Toffoli, agora assumidamente suspeito para dirimir um litígio sobre a criação de uma comissão destinada à investigação das lambanças do Master, foi o mesmo togado que, por quase dois meses seguidos, “relatou” o inquérito acerca dos robustos indícios delitivos envolvendo o dono do banco e seu entorno.

Apesar da notória viagem em jatinho de advogado do Master e de todas as possíveis conexões patrimoniais entre Vorcaro e o resort de sua propriedade, Toffoli agendou audiência com o banqueiro, redigiu as questões a serem a ele formuladas pela delegada e direcionou a custódia e a produção das provas em harmonia com seus desejos, mas em violação aos ritos legais. A dissintonia entre o togado ora suspeito para deliberar acerca de uma CPI sobre supostos delitos de Vorcaro e o togado outrora insuspeito para conduzir investigação sobre a mesma parte e o mesmo objeto foi muito além de uma eventual fragmentação de personalidade: antes, foi prova da má fé de quem agiu contra fato próprio com a finalidade inequívoca de tumultuar a devida apuração de fatos envolvendo seu círculo próximo.

A contradição de Toffoli

A confusão, diga-se de passagem, não residiu apenas na contradição entre as condutas do Toffoli de hoje e de meses atrás. O embaralhamento se fez notar logo no início da autodeclaração de suspeição, na qual o togado enfatizou que “foram definitivamente afastadas, por decisão transitada em julgado, quaisquer hipóteses de suspeição ou de impedimento da minha atuação nos processos da chamada Operação Compliance Zero.

A tal “decisão” definitiva referida por Toffoli, longe de ter sido uma deliberação judicial provocada por partes em um processo, consistiu na notinha unânime emitida por uma corte bananeira — e assinada pelo próprio togado em questão! — mediante a qual o STF rechaçou a suspeição do magistrado, mas, ainda assim, “apoiou” sua deliberação de afastar-se do inquérito sobre Vorcaro. Afinal, Toffoli é ou não suspeito para os assuntos relativos à lambança do Master?

Pelo visto, a resposta oscilará ao sabor das conveniências dos nossos senhores e de seus asseclas. A declaração de suspeição de ontem poderá vir a ser maliciosamente suscitada pelas defesas do banqueiro e dos demais envolvidos em tentativas de anulação de todos os atos anteriores.

Se nossa cúpula togada ainda desfrutasse de alguma credibilidade na consistência jurídica em suas decisões, seria possível antever o fracasso dos defensores de Vorcaro em tal empreitada, pois, de acordo com entendimento firmado em diversos precedentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ), “a declaração pelo magistrado de suspeição por motivo superveniente não tem efeitos retroativos, não importando em nulidade dos atos processuais praticados em momento anterior ao fato ensejador da suspeição” (STJ, AgRg no AResp n. 763.510/SP, ministro Mauro Campbell Marques, 5/11/2015). Contudo, no mar de imprevisibilidade criado pela atuação abusiva das cortes superiores, sob a chancela de um procurador-geral conivente com toda a espécie de arbítrios, seria pueril tentar prever o amanhã de Vorcaro e do inquérito indevidamente atribuído a um tribunal incompetente para o julgamento de indivíduos sem foro privilegiado.

Se o sócio do Tayayá já atuou tanto como insuspeito quanto como suspeito no mesmo assunto, poderá adotar qualquer desses “trajes” amanhã, ao sabor de pressões midiáticas, políticas e/ou provenientes do círculo de seus próprios pares.

Longe de ter decorrido de razões de foro íntimo, a suspeição do togado não passou de estratégia tosca de preservação de sua imagem enlameada. A ferramenta empregada por Toffoli foi uma norma concebida para guardar a intimidade de magistrados cumpridores de seus deveres, mas que, em mãos sujas, só veio a servir ao fomento de insegurança. Enquanto os principais intérpretes do nosso ordenamento não forem contidos em seus abusos, as normas jurídicas entre nós permanecerão sujeitas à triste sorte do desuso ou do aviltamento.

*Artigo publicado originalmente na Revista Oeste.









*Katia Magalhães é advogada formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com MBA em Direito da Concorrência e do Consumidor pela Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro. Autora da Atualização do Tomo XVII do Tratado de Direito Privado, de Pontes de Miranda. É criadora e realizadora do Canal Katia Magalhães Chá com Debate, no YouTube, e colaboradora do Instituto Liberal.












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