Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

A prosperidade e a administração da pequenez

  Alex Pipkin


Confesso; já não suporto mais ler, ouvir ou assistir à encenação reiterada do chamado “pai dos pobres” e de seus devotos.

A mesma retórica inflada, a mesma impostação moral, a mesma eloquência que comove antes de esclarecer, evidentemente num português sofrível, e que, ao final, preserva exatamente aquilo que finge combater.

Fala-se como se fosse transformação; governa-se como se a pobreza fosse destino administrável.

Por trás dessa orgia verbal repousa uma ideia silenciosa e profundamente limitadora, a de que a miséria não precisa ser vencida, basta ser gerida.

Há nações que enfrentam a pobreza como uma tarefa histórica. Outras aprendem a conviver com ela, organizá-la e extrair dela utilidade política.

O Brasil “progressista”, há muito, deixou de tratá-la como urgência nacional e passou a aceitá-la como paisagem. Paisagens deixam de indignar; tornam-se pano de fundo.

Nada disso foi proclamado de maneira aberta. Instalou-se gradualmente, até adquirir a solidez do hábito. A escassez deixou de ser um escândalo coletivo para se transformar em variável de governo.

A cada ciclo, o ritual se repete. Benefícios pontuais são elevados à condição de marcos sociais, soluções emergenciais recebem o figurino de políticas estruturais. Agora, o vale-gás talvez seja o símbolo mais preciso desse arranjo. Sim, um alívio real, porém incapaz de alterar o curso de uma vida. Socorrer quem sofre é dever elementar de qualquer sociedade digna. Mas o desvio começa quando o socorro deixa de ser travessia e passa a ser morada; quando o provisório se converte em estratégia eleitoral.

Prosperidade nunca foi filha do favor. As sociedades que efetivamente enriqueceram escolheram um caminho menos sedutor e mais exigente.

Notadamente, a sagrada disciplina fiscal, instituições previsíveis e um Estado consciente de seus limites. Riqueza nasce onde o esforço encontra recompensa, o investimento não é tratado como suspeita e o desejo de prosperar não precisa pedir desculpas a ninguém.

Entre nós, firmou-se um dos mais confortáveis autoenganos coletivos na história desse país. Proclama-se proteção ao pobre enquanto se mantém uma engrenagem tributária que o comprime em silêncio. Ele paga em tudo, no alimento, no transporte, no essencial, e, pior, quase sempre sem perceber. Paga novamente quando os impostos desestimulam empresas, estreitam empregos e empurram a ascensão social para um amanhã que nunca chega. A injustiça mais duradoura raramente grita; ela se instala.

O dano maior, contudo, não é apenas material, é interior. Um Estado que se apresenta como provedor constante desloca o eixo da vida adulta. A autonomia passa a parecer risco; a dependência, prudência. A dignidade da conquista cede lugar à expectativa do amparo. Não se formam cidadãos livres, mas adultos habituados a esperar.

Ainda assim, algo começa a se mover. Já não é só a renda curta que inquieta, é a vida contida. Cresce a recusa em trocar grandeza por tutela, futuro por benefício, protagonismo por permissão. Ceifa-se a essencial liberdade.

As pessoas não querem favores. Querem espaço.
Nenhuma sociedade floresce ensinando seus cidadãos a viver de exceções. Nenhum povo descobre sua estatura enquanto se acostuma a se curvar ao grande Estado babá.

Prosperidade não vem do que o Estado dá. Vem do que ele para de tomar. Ponto.












publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/a-prosperidade-e-a-administracao-da-pequenez/

Ideias certas não morrem

   Jorge Simeira Jacob 


Entre as fragilidades humanas, destaca-se a nossa vulnerabilidade diante de movimentos envolventes. Eles se apresentam como ondas: as do mar, dos ciclones… e das modas. Independentemente de sua qualidade — favorável ou desfavorável —, espalham-se como pragas. Basta observar as tatuagens: uma moda de mau gosto que poupa poucos e heroicos resistentes.

As ondas manifestam-se ao longo da história não apenas como movimentos físicos ou de costumes, mas sobretudo como fenômenos culturais. Estes talvez sejam os mais penetrantes e duradouros. A virgindade feminina, por exemplo, transformou-se em tabu aceito até mesmo pelas vítimas — as próprias mulheres. As ideologias, por sua vez, tomaram conta de milhões, que sofreram com o comunismo, o nazismo, o fascismo.

Passado o tempo — e ponha-se tempo em algumas ondas —, a consciência do absurdo surpreende até as vítimas. Com o predomínio de uma visão crítica, a reação costuma ser a perplexidade: como um povo civilizado, culto e politicamente engajado pôde permitir as loucuras de Hitler?

A resposta encontra-se na onda cultural. São ideias disseminadas com eloquência, revestidas de lógica aparente e coerência interna, propagadas por líderes carismáticos que atraem as massas. O homem comum raramente pensa por si mesmo; consome o prato pronto. Sair de uma onda cultural é quase um milagre. É mais natural ceder à moda da tatuagem do que resistir à regressão simbólica aos tempos primitivos.

As ideias que mais profundamente penetram na psique humana são aquelas que atendem às nossas conveniências. São as que respondem aos nossos anseios, medos e esperanças. O medo da morte alimenta as religiões que dão sentido à vida; a inveja e a insegurança num mundo competitivo alimentam o socialismo, que substitui a figura paterna; o esnobismo (do italiano sensa nobilità) concede um status social pretendido que eleva a autoestima. Assim se formam crenças que perduram até que uma força maior se imponha.

A força das ideias desencadeadas por lideranças carismáticas molda o mundo. Cristo, com sua pregação em favor dos pobres, da caridade e da fraternidade, atravessa dois mil anos — mesmo tendo seus ideais sido frequentemente abandonados por seus seguidores. Sua mensagem sobreviveu aos escândalos dos Bórgias, à Inquisição e até à institucionalização da pedofilia. Uma crença cuja prestação de contas se realiza após a morte tem longa vida: ninguém retorna para desmenti-la.

Já as crenças cujos resultados podem ser comprovados no plano terreno, como o socialismo ou o populismo peronista, não sobreviveram a um século sem desgaste. Nada indica que ressuscitarão como as tatuagens, estas limitadas à aparência e à autoestima. O socialismo, ao contrário, matando nas prisões e pela fome, acabou desmoralizado, sobrevivendo só dos seus beneficiados.

Os resultados demoram, mas se impõem. O capitalismo, desenvolvido na Holanda no século XVIII, impulsionou a revolução cultural do Iluminismo, criou a classe média e tornou poderosas nações como Inglaterra e Estados Unidos. Por suprema ironia, enriquece hoje até a ditadura comunista chinesa.

As ideias vencedoras são como a videira: podadas, retornam com frutas melhores. O interregno socialista podou o capitalismo. Algumas reações  ocorreram com Reagan e Thatcher, mas foram insuficientes para transformar o mundo. Uma nova revolução cultural está em curso: a retomada da onda capitalista. Por isso, menos do que uma redescoberta intelectual, essa ressurgência decorre de uma razão simples e pura: é a única crença que, na prática, reduziu a pobreza, fortaleceu nações e o respeito à dignidade humana.

As ideias certas não morrem — simplesmente hibernam para voltarem mais fortes.















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A denúncia contra Zambelli na Itália teve efeito reverso contra o deputado de esquerda

 SEM RODEIOS/gazetadopovo/youtube


A denúncia contra Zambelli na Itália teve efeito reverso contra o deputado de esquerda


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Vergonha! Esposa de Moraes é premiada com contrato de sócio de Vorcaro!

 andrémarsiglia/youtube


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Gravíssimo! O alerta dado ao STF no caso Master agora que o celular de Vorcaro foi aberto!

 deltandallagnol/youtube


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A HISTÓRIA DO NINE QUE A ESQUERDA NÃO TE CONTA....

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PT É MERCADORIA VENCIDA

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sábado, 7 de fevereiro de 2026

Patriotismo não é licença para censura

   Jorge Simeira Jacob 


O recente episódio do ministro alemão comparando pejorativamente Belém do Pará com a Alemanha causou um alvoroço, um mal estar nacional. Ninguém pode obrigar um estranho a ter sentimentos de aprovação ao nosso rincão nem à nossa cultura. Isso seria uma violência à natureza humana. Como também não podemos  impedir, ainda que com uma censura informal, que as opiniões contrárias às nossas sejam vocalizadas. Mesmo sendo inoportunas como foram.

Certamente, o ministro alemão foi indelicado com os seus anfitriões; poderia, por diplomacia, ter reservado a sua critica a seus círculos íntimos. As autoridades brasileiras, com o mesmo direito à liberdade de expressão, perderam uma oportunidade de reagir diplomaticamente ao invés de passar o recibo de uma grosseria com outra.

A indignação não contribui para defender a imagem de uma nação que se apresenta como civilizada. Ao contrário, a fuga da racionalidade põe a descoberto um primitivo bairrismo. O bairrismo — esse apego forte, às vezes irracional, ao lugar onde nascemos ou vivemos — é um fenômeno profundamente humano. Fazemos do  lugar onde nascemos um espelho de quem somos.

O ser humano precisa de um ponto de referência para construir sua identidade. O bairro, a cidade ou a terra natal oferecem, na cultura comum, memórias afetivas, um sentimento de “nós”, que reforça a noção de pertencimento. Criticar o lugar que amamos soa como crítica pessoal, uma ofensa. É um ataque que usualmente é rebatido com a emoção, pois é visto como uma ameaça ao lugar que nos deu segurança ao longo da vida.

O bairrismo é, em parte, essa antiga lógica tribal projetada sobre espaços modernos. O local vira símbolo de um paraíso emocional — que queremos proteger. A devoção aos valores de um bairro, cidade ou região raramente nasce de um juízo racional sobre se são bons ou ruins.

Na verdade, nasce de:

  • hábito
  • tradição
  • desejo de pertencimento
  • medo da dissolução da própria identidade

A pessoa sente que, se criticar os valores do lugar, estará perdendo parte de si mesma. Por isso, o sentimento pode ser tão forte quanto fé religiosa: ele toca na essência simbólica do indivíduo. O infeliz comentário do ministro alemão, em vez de ser aceito como uma opinião entre tantas, é visto como ofensa pessoal.

Se aceita com racionalidade, o ministro provocaria uma análise crítica, e as mazelas, que sempre existem, mereceriam correções para serem melhor avaliadas em outras oportunidades. Com emoção, reforça um falso patriotismo.















publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/patriotismo-nao-e-licenca-para-censura/

Entre a razão e a indignação

  Jorge Simeira Jacob 


Há acontecimentos que ultrapassam o nosso treino de analisar os fatos com racionalidade. Não se trata apenas da conhecida supremacia das emoções sobre a razão; quando as nossas paixões são diretamente ameaçadas, a racionalidade tende a ocupar um papel secundário.

A recente ameaça de Donald Trump de anexar a Groenlândia — “pelo caminho fácil ou pelo difícil” — viola frontalmente a soberania de um aliado histórico como a Dinamarca e fere princípios elementares do convívio entre nações civilizadas. Trata-se de uma declaração que causa perplexidade e indignação em qualquer pessoa que ainda leve a sério o direito internacional e a ética diplomática.

No meu caso, a reação não é apenas política, mas também pessoal. Tenho laços familiares profundos com a Dinamarca. A mãe dos meus filhos é filha de dinamarqueses, e parte da nossa família vive naquele país. As frequentes visitas ao longo dos anos consolidaram em mim uma admiração sincera pela cultura escandinava.

Nem o clima rigoroso diminui o encanto da civilidade, das lindas cidades, da culinária refinada, do elevado nível educacional da população e da divina beleza das mulheres. O que mais impressiona, no entanto, é a honestidade cotidiana, incorporada de forma quase natural ao modo de viver do povo dinamarquês.

Meu sogro, após décadas vivendo no Brasil, jamais conseguiu compreender o que aqui se convencionou chamar de “flexibilidade moral”. Morreu sem entender como alguém poderia tentar se aproveitar do outro. A chamada “Lei de Gérson” simplesmente não encontra abrigo na Dinamarca.

Guardo um episódio emblemático dessa retidão moral. Ao comprar um canivete, o vendedor pediu um preço inferior ao que ele havia visto no dia anterior em outra loja. Sua reação imediata foi questionar se aquele valor estava correto, pois não desejava se beneficiar de um possível erro. O que, a muitos, poderia parecer ingenuidade, para ele, era apenas a obrigação ética de não tirar vantagem indevida.

Não por acaso, a Dinamarca figura consistentemente no primeiro lugar entre os países mais bem colocados no Índice de Percepção da Corrupção (CPI), publicado anualmente pela Transparency International, sendo reconhecida mundialmente pela integridade de suas instituições públicas. Na Dinamarca, até mesmo o welfare state funciona como deveria: o abuso de benefícios sociais é moralmente reprovado pela própria sociedade. Diante disso, soa quase ofensiva qualquer tentativa de equiparar a organização política, econômica e institucional dinamarquesa à de países marcados por fragilidades estruturais e tolerância histórica com desvios éticos.

A honestidade e a solidariedade humana parecem fazer parte do DNA coletivo daquele povo. Durante a ocupação nazista, os dinamarqueses protegeram seus cidadãos judeus de forma exemplar, protagonizando uma das mais notáveis ações humanitárias da Europa na Segunda Guerra Mundial, ao se recusarem a colaborar com a perseguição e ao resgatarem a imensa maioria da população judaica para a segurança da Suécia.

Também não é incomum ver membros da família real dinamarquesa circulando de bicicleta pelas ruas de Copenhague, indo ao mercado ou cumprindo compromissos cotidianos. Vivem com a simplicidade de uma classe média brasileira — e, longe de críticas, despertam admiração e respeito. É de se esperar que a comunidade judaica, em reconhecimento à coragem moral e à dignidade histórica do povo dinamarquês, levante alto a bandeira da Dinamarca para demonstrar ter  merecido ter sido salva dos nazistas.

É por tudo isso que a ameaça à soberania dinamarquesa não pode ser tratada como mera bravata retórica. Quando a força tenta se impor sobre o direito, não é apenas um território que está em jogo, mas valores fundamentais da civilização. Os dinamarqueses, por sua história, merecem ser tratados com respeito. Enfrentaram o barbarismo nazista e honraram princípios universais de humanidade. Está na hora de o mundo, por razão e por indignação, levantar-se em defesa da soberania da Dinamarca.













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A fábrica de militantes disfarçada de escola

  Claudio Apolinario


Como a esquerda transformou a educação em doutrinação — e quando percebemos o estrago estava feito.

 

          Durante décadas, o Brasil assistiu à transformação metódica de escolas em células de doutrinação. A esquerda chama isso de "democratização do ensino". Eu chamo pelo óbvio: aparelhamento ideológico.

Gramsci ensinou que revolução não se faz com fuzis, mas com livros didáticos. Ele entendeu que a conquista do poder passa pela conquista da cultura. Controlar escolas e universidades significa controlar o imaginário das próximas gerações. É guerra de posicionamento, não de movimento.

No Brasil, essa estratégia foi aplicada com precisão cirúrgica. O Ministério da Educação foi aparelhado e virou laboratório gramsciano. Nos governos de esquerda, as nomeações políticas substituíram critérios técnicos. O conteúdo curricular passou por filtro ideológico. Professores viraram agentes de transformação social — máscara retórica elegante para militantes de sala de aula.

O cavalo de Troia perfeito foi a pedagogia de Paulo Freire. Sob o pretexto de "educação libertadora", introduziu-se a ideia de que todo conhecimento é político e que o professor deve "conscientizar" o aluno — eufemismo para doutrinação marxista. Freire virou patrono da educação brasileira por lei federal em 2012. Não por acaso, a educação brasileira é um desastre absoluto.

A ironia é brutal: enquanto países asiáticos focavam em matemática, ciências e conteúdo objetivo, o Brasil abraçou pedagogias construtivistas que priorizavam "consciência crítica" sobre conhecimento factual. As consequências são claras: gerações inteiras que decoram slogans de esquerda, mas não sabem interpretar um texto. Sabem protestar, mas não sabem pensar.

O resultado? O país que celebra esse método como gênio pedagógico ocupa as últimas posições em leitura e matemática no PISA 2022, entre 81 países avaliados. Mas para a esquerda, isso não é falha — é método. Afinal, o objetivo nunca foi educar e sim formar militantes.

Veja o ENEM. Prova que deveria medir conhecimento virou teste de alinhamento ideológico. Questões sobre desigualdade social, racismo estrutural e gênero aparecem sistematicamente, enquanto conteúdos factuais de História e Geografia ficam em segundo plano. Matemática e ciências seguem o mesmo destino. A mensagem é clara: importa mais saber a narrativa progressista correta do que dominar conteúdo objetivo.

As universidades federais completaram o projeto. Transformaram-se em feudos ideológicos onde discordância é heresia. Casos de perseguição a professores conservadores são recorrentes, mas raramente ganham visibilidade. Alunos de direita são hostilizados. Currículos privilegiam pensamento crítico de esquerda, vitimismo histórico e relativismo moral — jargões sofisticados para um marxismo requentado.

O mais perverso? Tudo financiado com dinheiro público. O contribuinte que mal terminou o ensino médio paga para formar militantes que o desprezam. E quando questiona o sistema, é taxado de fascista.

A esquerda domina institucionalmente, mas há resistência silenciosa de professores conservadores que, intimidados, não se posicionam. Enquanto a direita discutia currículo e meritocracia, a esquerda construiu, silenciosamente, seu domínio cultural.

Quando os pais conservadores perceberam a captura institucional, já era tarde. Seus filhos estavam doutrinados. As universidades tomadas. A narrativa estabelecida.

A arquitetura desse fracasso educacional foi planejada, sistemática e devastadoramente eficaz. Porque criar cidadãos pensantes é perigoso. Formar militantes obedientes é estratégico.

E assim, o Brasil segue produzindo analfabetos funcionais que repetem bordões revolucionários. A esquerda comemora. Afinal, eles não queriam educação de qualidade. Queriam controle de mentes. E conseguiram.

A pergunta que fica é incômoda: quando a direita vai perceber que batalha cultural não se vence com propostas técnicas, mas com conservadores dispostos a lecionar, a enfrentar hostilidade acadêmica e a não abrir mão de formar a próxima geração?

A esquerda venceu porque executou um plano deliberado de aparelhamento — enquanto a direita, distraída com economia e eleições, nem percebeu o controle institucional acontecendo. Quando finalmente acordou, o estrago estava feito. Hoje, conservadores fogem da educação por medo de hostilidade ou desprezo acadêmico, e a esquerda forma militantes sem oposição. É preciso voltar às salas de aula — não para doutrinar, mas para formar cidadãos pensantes.

É hora de acordar — ou a próxima geração já estará perdida.

*      O autor, Claudio Apolinario, é pastor, vereador em S. José dos Campos, articulista e analista político.










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