Jornalista Andrade Junior

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NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

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sábado, 4 de julho de 2026

O que exatamente é “racismo”?

  Lew Rockwell


Gostaria de analisar duas palavras que o estado e seus apoiadores têm empregado com muito sucesso para justificar o aumento do poder governamental. Uma delas é racismo. A outra é igualdade.

O que exatamente é “racismo”? Quase nunca ouvimos uma definição. Duvido que alguém saiba realmente o que é. Se você estiver inclinado a contestar isso, pergunte-se por que, se o racismo é realmente algo claro e determinado, existe uma discordância tão incessante sobre quais pensamentos e comportamentos são “racistas” e quais não são?

Se colocada na saia justa, a pessoa comum provavelmente definiria o racismo nos moldes de como Murray N. Rothbard definiu o antissemitismo, envolvendo ódio e/ou a intenção de praticar violência, seja dirigida pelo estado ou não, contra o grupo desprezado:

Parece-me que existem apenas duas definições sustentáveis e defensáveis de antissemitismo: uma, centrada no estado mental subjetivo da pessoa, e a outra, “objetivamente”, nas ações que ela realiza ou nas políticas que defende. Para a primeira, a melhor definição de antissemitismo é simples e conclusiva: uma pessoa que odeia todos os judeus…

Como, a menos que sejamos amigos íntimos de alguém ou psiquiatras, podemos saber o que se passa no coração de uma pessoa? Talvez, então, o foco deva ser, não no estado do coração ou da mente do sujeito, mas em uma proposição que possa ser verificada por observadores que não conhecem a pessoa pessoalmente. Nesse caso, devemos nos concentrar no objetivo em vez do subjetivo, ou seja, nas ações ou defesas da pessoa. Bem, nesse caso, a única definição racional de um anti-semita é aquele que defende que sejam impostas restrições políticas, legais, econômicas ou sociais aos judeus (ou, é claro, que tenha participado de sua imposição).

Isso, então, parece razoável: (1) alguém é racista se odeia um determinado grupo racial, mas (2) como não podemos ler a mente das pessoas, e como acusar alguém de odiar um grupo inteiro de pessoas é uma acusação bastante grave, em vez de tentar em vão ler a mente do suspeito, devemos verificar se ele defende restrições especiais contra o grupo em questão.

De volta a Rothbard:

Mas será que não estou redefinindo o antissemitismo a ponto de fazê-lo desaparecer? Certamente que não. Quanto à definição subjetiva, pela própria natureza da situação, não conheço ninguém assim, e duvido que o Smear Bund conheça também. Na definição objetiva, onde pessoas de fora podem ter maior conhecimento, e deixando de lado os anti-semitas declarados do passado, existem na América moderna autênticos anti-semitas: grupos como o movimento Christian Identity, ou a Aryan Resistance, ou o autor do romance Turner’s Diaries. Mas esses são grupos marginais, diz você, sem importância e que não valem a pena se preocupar? Sim, amigo, e esse é precisamente o ponto.

Por outro lado, talvez um “racista” seja alguém que acredita que diferentes grupos tendem a ter características comuns, mesmo reconhecendo o ponto axiomático de que cada pessoa é única. Mas seja a estrutura familiar, uma propensão ao alcoolismo, uma reputação de trabalho árduo ou muitas outras qualidades, Thomas Sowell reuniu uma vasta obra mostrando que essas características não estão nem perto de ser distribuídas igualmente entre as populações.

Os chineses, por exemplo, ganharam reputação em países de todo o mundo por trabalharem intensamente, muitas vezes em condições particularmente difíceis. (Na verdade, essa é uma das razões pelas quais os sindicatos americanos desprezavam os trabalhadores chineses no século XIX.) Em meados do século XX, a minoria chinesa dominava os principais setores da economia da Malásia, embora fosse oficialmente discriminada pela Constituição do país, e ganhava o dobro da renda média dos malaios. Eles eram donos da grande maioria das usinas de arroz na Tailândia e nas Filipinas. Controlavam mais de 70% do comércio varejista na Tailândia, Indonésia, Camboja, Filipinas e Malásia.

Poderíamos contar uma história semelhante sobre os armênios em várias partes do mundo, bem como sobre judeus e indianos. Os nipo-americanos passaram de uma situação de discriminação tão grave que foram confinados em campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial para atingir, em 1959, a mesma renda dos brancos e, dez anos mais tarde, registrar rendimentos um terço superiores.

O mesmo vale para os alemães, cuja reputação e realizações em artesanato, ciência e tecnologia têm sido evidentes não apenas na Alemanha, mas também entre os alemães nos EUA, no Brasil, na Austrália, na Tchecoslováquia e no Chile. Eles tinham fazendas mais prósperas do que os agricultores irlandeses na Irlanda do século XVIII, do que os agricultores brasileiros no Brasil, os agricultores russos na Rússia e os agricultores chilenos no Chile.

Os judeus têm renda mais alta do que os hispânicos nos EUA; isso, segundo nos dizem solenemente, é resultado de “discriminação”. Ah, é mesmo? Como Sowell aponta, como explicar, então, por que os judeus têm renda mais alta do que os hispânicos nos países hispânicos?

De acordo com as regras absurdas que regem a sociedade americana, Sowell, sendo ele próprio negro, tem permissão para discutir tais fenômenos, enquanto o resto de nós enfrenta demonização, carreiras destruídas e reputações arruinadas caso nos atrevamos a mencionar quaisquer desses fatos proibidos.

Para não ser suspeito de “racismo”, portanto, é preciso agir da forma mais cautelosa possível, pelo menos fingindo acreditar nas seguintes proposições:

  • as disparidades de renda entre os grupos são explicáveis inteiramente ou em grande parte pela “discriminação”;
  • se um grupo minoritário está “sub-representado” em uma determinada profissão, a causa deve ser o “racismo”;
  • se alunos de minorias são punidos de forma desproporcional na escola, a causa deve ser o “racismo”, mesmo quando os próprios professores envolvidos pertencem ao mesmo grupo minoritário;
  • se as notas das provas — tanto na escola quanto no setor privado — diferem por grupo racial, isso é evidência de que as provas têm viés cultural, mesmo que as questões que apresentam a maior disparidade tenham, por acaso, o menor conteúdo cultural.

Nenhuma dessas afirmações é defensável, nem é preciso dizer, mas todas elas devem ser acreditadas. Os céticos são, evidentemente, “racistas”.

Todas as opiniões ou proposições a seguir já foram declaradas “racistas” em algum momento, por alguma fonte:

  • a ação afirmativa é indesejável;
  • a legislação antidiscriminação constitui uma violação dos direitos de propriedade privada e da liberdade contratual;
  • o caso Brown v. Board of Education baseou-se em um raciocínio falho;
  • a extensão do racismo na sociedade americana é exagerada.

Há muitos fundamentos sobre os quais se poderia defender essas alegações. Mas, como, segundo sites populares de esquerda como o Daily Kos, o ThinkProgress e o Media Matters, é “racista” acreditar em qualquer um deles, não importa quais sejam seus argumentos. Você é um “racista”. Proteste o quanto quiser, mas quanto mais você tenta, mais os comissários o difamam e ridicularizam. Você pode fingir que tem razões logicamente sólidas e moralmente irrepreensíveis para suas opiniões, mas tudo isso não passa de uma cortina de fumaça para o “racismo”, na visão dos comissários. A única maneira de satisfazê-los agora é abandonando suas opiniões (e mesmo assim eles ainda questionarão sua sinceridade), mesmo que você não as defenda com base em argumentos questionáveis.

Assim, acusações de “racismo” quase sempre envolvem uma tentativa de ler mentes – por exemplo, aquela pessoa alega se opor à lei antidiscriminação por algum tipo de princípio, mas sabemos que é porque ela é racista.

Ver libertários, que obviamente deveriam ter mais discernimento, aderindo à onda do controle do pensamento, ou fingindo que toda a questão se resume à liberdade de ser um idiota, é extremamente míope e muito lamentável. O estado usa o argumento do “racismo” como justificativa para ampliar ainda mais seu poder sobre a educação, o emprego, a redistribuição de riqueza e muitas outras áreas. Enquanto isso, silencia os críticos da violência estatal com sua palavra mágica e nunca definida, “racismo” — uma acusação que o crítico tem de passar o resto da vida tentando refutar, apenas para descobrir que os oportunistas raciais não vão retirar a maldição até que ele se humilhe completamente e repudie toda a sua filosofia.

Se ele tentar se defender alegando que tem amigos próximos que pertencem ao grupo que ele é acusado de odiar, será ridicularizado mais do que nunca. Eis Rothbard novamente:

Também gostaria de enfatizar um ponto: durante toda a minha vida, ouvi os anti-anti-semitas zombarem dos gentios que, ao se defenderem da acusação de anti-semitismo, protestam dizendo que “alguns dos meus melhores amigos são judeus”. Essa frase é sempre alvo de escárnio, como se o ridículo fácil fosse uma refutação do argumento. Mas me parece que o ridículo é habitualmente usado aqui, precisamente porque o argumento é conclusivo. Se alguns dos melhores amigos do Sr. X são de fato judeus, é absurdo e contraditório alegar que ele é antissemita. E isso deveria ser o suficiente.

É difícil contestar Rothbard nesse ponto. Se alguém fosse acusado de não gostar de carne moída, mas pudesse ser demonstrado que ele gostava muito de hambúrgueres e goulash, isso praticamente derrubaria a acusação, não é mesmo?

Não conheço ninguém que odeie grupos inteiros, e as pessoas que o fazem constituem uma minoria tão pequena que suas organizações são tanto lunáticas como informantes do FBI. Da mesma forma, não conheço ninguém que defenda o uso da violência oficial contra grupos específicos.

É claro que devemos querer tratar as pessoas com justiça e respeito. Qualquer pessoa decente pensa assim. Mas como e por que a “igualdade” entra em cena, exceto no sentido libertário trivial e óbvio de que todos devemos, igualmente, abster-nos de agredir uns aos outros?

O estado adora nada mais do que declarar guerra às drogas, ao terrorismo, à pobreza ou à “desigualdade”. O estado ama a “igualdade” como princípio organizador, porque ela nunca pode ser alcançada. Ao tentar alcançá-la, o estado adquire cada vez mais poder sobre cada vez mais práticas e instituições. Qualquer um que questione a premissa da igualdade é expulso da sociedade educada. É uma grande farsa, e certamente não é lugar para libertários.

Se é igualdade material que queremos, ela desapareceria no momento seguinte à sua conquista, assim que as pessoas retomassem seus padrões normais de consumo e os bens e serviços oferecidos por algumas pessoas fossem mais valorizados do que aqueles oferecidos por outras. Se for “igualdade de oportunidades”, então teríamos que abolir a família, como tantos esquemas socialistas já contemplaram seriamente, já que as condições no lar desempenham um papel tão importante no sucesso das crianças.

Sim, é claro que nos opomos à desigualdade resultante dos privilégios especiais concedidos pelo estado a certas pessoas e grupos. Mas a verdadeira questão aqui não é a desigualdade em si, e sim a justiça e a propriedade privada.

Até mesmo o velho ditado sobre a igualdade aos olhos de Deus não está totalmente correto. Erik von Kuehnelt-Leddihn, católico tradicional e liberal clássico, observou que Judas, que traiu Cristo, não era de forma alguma o “igual” do discípulo amado, e que as origens da “igualdade” residiam no desejo de Lúcifer de ser igual a Cristo. Ele acrescentou:

O igualitarismo, nas melhores circunstâncias, torna-se hipocrisia; se for sinceramente aceito e acreditado, sua ameaça é ainda maior. Então, todas as desigualdades reais parecem, sem exceção, injustas, imorais, intoleráveis. Ódio, infelicidade, tensão e um desajuste geral são o resultado. A situação é ainda pior quando se fazem esforços brutais para estabelecer a igualdade por meio de um processo de nivelamento artificial (“engenharia social”), que só pode ser feito pela força, restrições ou terror, e o resultado é uma perda completa da liberdade.

Se queremos ser livres, portanto, devemos evitar o estado, seus métodos e sua linguagem.

























publicadaemhttps://mises.org.br/artigos/20116/o-que-exatamente-e-racismo/

ORGANIZAÇÕES TERRORISTAS

 GILBERTOSIMOESPIRES/PONTOCRITICO



ORGANIZAÇÕES TERRORISTAS

RELATÓRIO DO SENAPPEN

Antes de tudo enganam-se redondamente aqueles que imaginam que apenas o PCC e o CV são reconhecidas como únicas ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS que atuam no nosso empobrecido Brasil. Na real, segundo informa o relatório da SENAPPEN - SECRETARIA NACIONAL DE POLÍTICAS PENAIS, órgão do governo federal vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, até o presente momento já foram identificadas 88 ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS QUE AGEM DA MESMA FORMA.

PODER FINANCEIRO INDEPENDENTE

Deste universo -horripilante-, 91% possuem PODER FINANCEIRO INDEPENDENTE (conseguem operar sem qualquer apoio) e 98% ESTÃO PRESENTES EM PELO MENOS UMA UNIDADE PRISIONAL. Nos últimos três anos, 72 destas ORGANIZAÇÕES atuaram apenas no ESTADO EM QUE ESTÃO SEDIADAS, e 14 CONSEGUIRAM EXPANDIR PARA ESTADO VIZINHOS, afirmou André Garcia, Secretário Nacional de Políticas Penais.

CV, PCC E TCP

Mais: o relatório aponta que -por ora- apenas duas, COMANDO VERMELHO (CV) e PRIMEIRO COMANDO DA CAPITAL (PCC) têm braços de OPERAÇÃO EM NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL. No Rio de Janeiro, o CV, que vive uma GUERRA TERRITORIAL COM O TERCEIRO COMANDO PURO (TCP) EM ALGUNS PONTOS DO ESTADO, expandiu seu braço de operação para ESTADOS DO AMAPÁ, PERNAMBUCO E ESPÍRITO SANTO. Atualmente, de acordo com o levantamento, CERCA DE 125 PAVILHÕES ESTÃO SOB O -DOMÍNIO TOTAL DO COMANDO VERMELHO -CV. 

SOBERANIA

O que o relatório não aponta, por razões óbvias de INTERESSE DO CHEFE LULA, é que as 72 ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS E TERRORISTAS obedecem as mesmas regras e princípios estabelecidos pela MÁFIA SICILIANA -COSA NOSTRA-. A diferença principal é que enquanto a MÁFIA SICILIANA tinha como alicerce o -OMERTÁ-, as -ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS E TERRORISTAS BRASILEIRAS- são PROTEGIDAS por uma INSTITUIÇÃO GOVERNAMENTAL PETISTA, batizada com o nome de -SOBERANIA-. Sob este GUARDA CHUVA, todas as ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS E TERRORISTAS QUE ATUAM E/OU PRETENDEM ATUAR NO BRASIL passam a GOZAR DE LIBERDADE PARA AGIR E PROGREDIR. Que tal?



















PUBLICADAEMhttps://www.pontocritico.com/artigo/organizacoes-terroristas

A ESQUERDA DESTRUIU O MEU PAÍS

 DANILEPORATI/X


A ESQUERDA DESTRUIU O MEU PAÍS



FILHO FEIO NINGUÉM QUER SER O PAI.

 CAIOCOPPOLLA/FACEBOOK


QUAL O VERDADEIRO MOTIVO PARA A MUDANÇA??



LULA MENTIU PARA OS MOTORISTAS DE UBER? AS PROVAS ESTÃO AQUI

 claudiobranchieri/youtube


LULA MENTIU PARA OS MOTORISTAS DE UBER? AS PROVAS ESTÃO AQUI


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https://www.youtube.com/watch?v=Q5faIY_QAf8

OLHA O QUE FIZERAM COM O JUMENTINHO...

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É CERTO QUE O JUMENTINHO NÃO MERECE... 



Moraes Quebra as Pernas da Campanha de Flávio!

 deltandallagnol/youtube


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PF Acha o Vazador do Master, Mas Isso Pode Destruir Tudo!

 andrémarsiglia/youtube


PF Acha o Vazador do Master, Mas Isso Pode Destruir Tudo

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CARGA TRIBUTÁRIA ATINGIU RECORDE HISTÓRICO

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A pergunta sobre o destino dos impostos no Brasil é uma das buscas de maior volume e alta intenção de pesquisa (keyword research) no país, impulsionada pela alta carga tributária e a percepção de baixo retorno em serviços públicos. Em 2025, a carga tributária brasileira atingiu um recorde histórico 



A petição secreta aos EUA para travar o tarifaço de Trump

  GAZETA AGORA/youtube


A petição secreta aos EUA para travar o tarifaço de Trump | 
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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Não à reforma das escolas públicas: a dicotomia entre reforma e abolição

 Marina Rocha 


A liberdade educacional no Brasil está cada vez mais ameaçada. Recentemente um casal em Jales no interior de São Paulo foi condenado a 50 dias de prisão por educarem as filhas em casa, com o “argumento” para considerá-los criminosos sendo ainda mais absurdo: as meninas não tinham acesso a músicas como funk e sertanejo como também não tinham aulas de gênero (apesar de lerem uma média de 30 livros anuais). Além deste caso, várias outras famílias homeschoolers também foram denunciadas e obrigadas a matricular seus filhos no sistema de doutrinação estatal. Com esse cenário em mente, o artigo a seguir, originalmente publicado em abril de 2024, visa mostrar os problemas por trás da educação estatal e como ela foi pensada desde sempre como um instrumento de lavagem cerebral pró governo.


Atualmente, mais pessoas parecem estar acordando para o estado das instituições de ensino. As denúncias de doutrinação nas escolas por parte de pais e professores têm aumentado no debate público nos últimos anos, com diversas discussões relacionadas a temas como teoria crítica da raça e ideologia de gênero.

Além da doutrinação política, questões como a queda na proficiência em leitura e matemática e políticas de fechamento prolongado de escolas durante os lockdowns da Covid também contribuíram para essa insatisfação. Como alternativas, mais estados aprovaram políticas que permitem a escolha da escola em 2023, e o número de crianças educadas por meio do homeschooling cresceu mais de 60% entre 2020 e 2022.

No entanto, o terrível cenário educacional de hoje não é incompreensível para os libertários, especialmente para o economista e teórico libertário Murray Rothbard. Em seus livros Por uma Nova Liberdade e Educação: Livre e Obrigatória, o autor mostra o verdadeiro papel da educação pública ao longo da história e como ela divergiu de seus objetivos declarados. Esses livros, juntamente com outros conceitos da teoria libertária e da Escola Austríaca de Economia, podem ser aplicados hoje para garantir a verdadeira liberdade educacional, como discutiremos a seguir.

 

A história por trás da educação pública

Ao longo de sua obra, Rothbard mostrou como a educação pública obrigatória sempre foi usada como forma de reprimir minorias dissidentes, sejam elas políticas, étnicas ou religiosas. Líderes religiosos da Reforma Protestante, como Martinho Lutero e João Calvino, viam a educação estatal obrigatória como uma arma de guerra religiosa contra religiões que não seguiam suas doutrinas.

Além da doutrinação religiosa, a educação patrocinada pelo governo era frequentemente usada como uma ferramenta para criar uma população obediente ao estado governante. Como apontado por Rothbard, para os primeiros defensores da educação patrocinada pelo estado nos Estados Unidos, como Calvin Stowe, a escola pública deveria ser vista como uma questão de segurança nacional, e os pais que não matriculassem seus filhos em tal sistema precisavam ser considerados uma ameaça ao público de maneira semelhante aos espiões ou invasores internacionais.

A conexão entre doutrinação para a guerra e modelos de educação pública também pode ser encontrada no sistema escolar prussiano e suas consequências para a participação da Alemanha na Primeira Guerra Mundial. Estabelecido durante o início do século XIX pelo então rei Frederico Guilherme III e seu ministro da educação Karl vom Stein, o sistema educacional prussiano era um complexo educacional centralizado de frequência obrigatória com inspirações militares visando a unidade nacional. O militarismo e a rígida disciplina do sistema educacional buscavam construir uma identidade nacional na qual a escola pública fosse um exército formado pelo povo, perspectiva que ajudou a moldar os desejos belicosos durante o período da Primeira Guerra Mundial.

 

Da história da educação pública no passado à religião progressista atual

Os exemplos dados por Rothbard mostram como, historicamente, a educação tem sido usada como ferramenta para controlar o que crianças e jovens aprendem, de acordo com as ideologias que o estado queira favorecer. Se, no passado, as ideologias eram religiosas ou tratavam de construir uma identidade nacional às custas da supressão de outras culturas/nacionalidades dissidentes que coexistiam no mesmo estado, hoje um novo tipo de religião progressista está sendo ensinado nas escolas.

Em outubro de 2022, uma pesquisa do Manhattan Institute mostrou como as teorias de justiça social estão sendo expostas nas escolas americanas como verdades absolutas. De acordo com a pesquisa encomendada pelos autores do artigo, Eric Kaufmann e Zachary Goldberg, 80% dos alunos entrevistados aprenderam pelo menos um conceito de teoria crítica da raça em uma sala de aula do ensino médio, e 54% aprenderam pelo menos um conceito pertencente à ideologia de gênero. Além disso, apenas 32% dos alunos relataram que conceitos opostos foram ensinados como sendo igualmente respeitáveis, o que indica doutrinação em vez de uma mera exposição de diferentes visões sobre temas controversos.

Esse desenvolvimento faz sentido e poderia ser citado como consequência direta das ideias que os defensores da educação pública costumavam ter. Desde o seu início com pensadores como John Dewey, a ideologia de esquerda foi vista como admirável, e até mesmo a educação de estilo soviético foi elogiada. Além disso, dado que a educação historicamente serviu como uma ferramenta das elites dominantes, e os progressistas são agora a nova elite dominante, a conclusão lógica é que o progressismo está sendo ensinado tanto em escolas públicas quanto em escolas privadas fortemente reguladas pelo estado.

 

Maus incentivos econômicos e violação de direitos naturais

Além da história pouco positiva da educação pública como projeto de doutrinação desde o início, é importante mencionar também as contradições teóricas e os incentivos perversos de uma educação estatal centralizada a partir de um arcabouço austrolibertário. Em primeiro lugar, ao ter que educar um grande número de alunos e não saber que tipo de educação cada um deles quer, a escola pública é incapaz de levar em conta as diferentes escalas de valor que cada família e aluno tem quando se trata de educação.

Sem sinais de mercado e propriedade privada dos meios de produção no sistema estatal, não é possível tomar as decisões empresariais mais adequadas em relação ao que é valorizado pelo público em geral e economizar recursos escassos da maneira mais lucrativa. Portanto, como na maioria dos experimentos socialistas, há o problema do cálculo econômico aplicado à educação quando ela está nas mãos de agentes estatais.

De acordo com a teoria libertária, os direitos naturais são constantemente violados com a criação de escolas públicas supostamente gratuitas para a população em geral. Em primeiro lugar, como a tributação é uma tomada coercitiva pelo estado de recursos derivados do trabalho produtivo dos indivíduos, e como as escolas estatais são financiadas por meio de impostos (por meio de impostos diretos ou via inflação), não é possível afirmar que são instituições que foram criadas voluntariamente.

Na situação atual, pessoas tais como jovens adultos sem filhos, idosos e pais que pagam por estabelecimentos de ensino privados para seus filhos são forçados a pagar por um sistema que não usam. Além disso, eles também podem estar financiando a disseminação de ideologias com as quais não concordam. Com isso, é possível perceber como a educação viola tanto a propriedade quanto os direitos humanos.

 

O que deve ser feito

Com todas as considerações sobre como a educação estatal é uma má ideia em termos históricos, ideológicos, econômicos e de direitos naturais, muitas pessoas têm se perguntado sobre possíveis soluções para garantir mais liberdade educacional. Duas dessas soluções podem ser descritas entre a dicotomia reforma e abolição, presente em tantos debates libertários atuais.

O economista Milton Friedman promoveu vouchers educacionais para reduzir a burocracia de um sistema educacional controlado pelo estado. De acordo com essa política, chamada de “escolha da escola” por seus defensores, o financiamento público para a educação ainda existiria, mas em vez dos recursos pagarem toda a estrutura/burocracia escolar, o dinheiro seria depositado para cada aluno que pudesse utilizá-lo em escolas particulares.

Apesar de ser uma medida muito popular entre conservadores e libertários, o uso de vouchers também tem problemas, o que Rothbard apontou. Em primeiro lugar, a violação dos direitos de propriedade continuaria a estar presente num sistema de vouchers, uma vez que o financiamento governamental (através de impostos coercitivos) não seria abolido, mas apenas transferido das escolas públicas para as privadas.

Além disso, mesmo com os pais podendo decidir onde seus filhos vão à escola, os agentes do governo teriam que determinar quais escolas seriam consideradas para o programa e quais não. Essas decisões podem trazer incentivos para o aumento da fiscalização e regulação governamental das instituições privadas de ensino, uma vez que o sistema de vouchers traria mais recursos públicos para o sistema privado e também poderia elevar os preços das mensalidades no ensino privado.

A outra proposição, por outro lado, oferece alternativas que visam à abolição completa de qualquer interferência na educação. Assim como houve uma separação entre religião e estado no passado para evitar a interferência do estado na forma como os indivíduos praticavam sua religião, uma separação completa entre educação e estado é necessária.

A abolição deve ocorrer em todos os níveis, desde o jardim de infância, passando pelo ensino médio, até as universidades, para que a formação intelectual dos indivíduos não esteja sujeita aos interesses ideológicos da classe dominante. Para tanto, é necessário exigir uma grande redução das regulamentações impostas às instituições privadas de ensino, uma privatização completa das instituições públicas e o fim de quaisquer subsídios existentes para o sistema educacional, como defendido por Rothbard.

Exemplos concretos de medidas a tomar incluem a descentralização máxima do sistema escolar, com decisões a serem tomadas a nível local, incentivos a alternativas à educação formal tradicional, com uma crescente rejeição do sistema atual por mais famílias (o que já está a acontecer, dado o crescimento do número de alunos em iniciativas de homeschooling) e com a criação de novas instituições privadas com diferentes abordagens de educação, dando aos alunos mais escolha. Depois de entender os problemas de nossa educação, o libertário não deve apenas almejar pequenas reformas, mas lutar para desmantelar totalmente o sistema atual.

 

*Este artigo foi originalmente publicado em Mises Institute.


























publicadaemhttps://mises.org.br/artigos/3316/naoareformadasescolaspublicasadicotomiaentrereformaeabolicao/

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