Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

sábado, 11 de julho de 2026

Soberania sequestrada

   Lexum 


A notícia de que os Estados Unidos classificaram o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas mal acabou de circular e já provocava, entre nós, uma reação familiar. De vários cantos ergueu-se a bandeira da soberania, como se a medida americana fosse uma afronta ao Brasil, uma intromissão indevida em assuntos de uma nação que se governa sozinha. O impulso é compreensível. A premissa é falsa. E vale a pena, antes de discutir se a medida foi acertada ou não, perguntar uma coisa simples: de quem é, afinal, essa soberania que tantos invocam?

Há duas maneiras de entender essa palavra, e elas não cabem no mesmo lugar. A primeira nasceu na Europa cansada de guerras religiosas. Em 1648, na Paz de Westphalia, os príncipes combinaram que cada um seria senhor absoluto dentro das suas fronteiras, sem dever satisfação a ninguém de fora. Nessa tradição, quem é soberano é o Estado. O território. O poder que se exerce sobre uma população. O povo entra na conta como objeto, não como titular de direitos. Foi a linguagem dos tratados entre coroas, e foi também, convém lembrar, a linguagem predileta de todo regime que precisou se proteger do olhar alheio.

A segunda maneira tem outra origem. Veio de Philadelphia, em 1787, e antes dela da Declaração de Independência, que cravou em poucas linhas uma ideia feita para incomodar tiranos. Os homens têm direitos que existem antes do Estado, e os governos são criados justamente para protegê-los. Aqui a soberania não está no aparato. Está no indivíduo. O poder do Estado é emprestado, delegado, instrumental, e só se justifica enquanto serve ao fim que o antecede. Como Randy Barnett gosta de resumir, primeiro vêm os direitos, depois vem o governo. Hamilton já dizia o mesmo, à sua maneira, no Federalista nº 78.

Olhe para fora um instante, e a ideia de Philadelphia deixa de parecer uma extravagância americana. De lá para cá, grande parte do mundo livre escolheu esse caminho, o das democracias republicanas, fundadas na premissa de que o indivíduo vem antes do poder. Essa premissa, aliás, não nasceu apenas na América. Em 1789, do outro lado do Atlântico, a Declaração dos Direitos do Homem já afirmava que o fim de toda associação política é conservar os direitos naturais do homem, a liberdade, a propriedade, a segurança. Em 1948, ao redigir a Declaração Universal, as nações não inventaram direitos. Reconheceram a dignidade que já existe em cada pessoa, anterior a qualquer governo. A Declaração não aboliu o mundo dos Estados nem fingiu que as fronteiras deixariam de existir. Fez algo mais discreto e mais profundo. Alojou, dentro desse mundo, a convicção de que a pessoa vem antes do poder e de que há um limite que nenhum Estado pode atravessar, o dos direitos de cada um. Desde então, convivem a velha soberania de Westphalia e essa nova medida de legitimidade.

Tal é a herança de Philadelphia, e ela se espalhou não por haver derrotado a soberania estatal, mas por ter mudado o entendimento sobre quem, afinal, manda em quem. Toda nação, livre ou não, guarda as suas fronteiras e resiste à intromissão alheia, e nisso não há vício algum. O abuso aparece quando a soberania deixa de proteger o cidadão e passa a blindar o Estado contra ele, quando se torna um muro erguido para esconder do próprio povo o que se faz em seu nome. É esse uso, e não a guarda legítima das fronteiras, que costuma servir aos regimes que têm o que esconder. Não surpreende que a bandeira levantada entre nós contra a medida americana soe tão parecida com a que esses regimes agitam. A pergunta, no fim, não é quantas constituições escolheram Philadelphia, mas de que lado cada país decide viver.

Falta saber qual dessas duas tradições a nossa Constituição escolheu. E ela respondeu com todas as letras. Todo o poder emana do povo, diz o parágrafo único do artigo primeiro. O preâmbulo anuncia que o Estado se constitui para assegurar direitos. Repare na palavra: assegurar. Só se assegura o que já existe. Ninguém garante aquilo que inventa do nada; garante-se o que reconhece como anterior. Ao se propor a assegurar direitos, a Constituição confessa que esses direitos vêm antes dela, que são os direitos naturais de cada um — vida, liberdade, propriedade e os demais direitos que viabilizam o florescimento humano — e que a sua razão de ser está em protegê-los. A soberania que ela consagra é a de Philadelphia. É, na distinção de Barnett que tantas vezes invoco, a soberania da Constituição Republicana, aquela que reside nas pessoas como indivíduos, e não na vontade do grupo.

O desconforto começa aqui. A soberania que muitos levantaram contra a medida americana não foi a do brasileiro de carne e osso, aquele cujos direitos o PCC e o Comando Vermelho violam todos os dias. Foi a soberania do Estado como entidade abstrata, ciosa das suas fronteiras e surda a qualquer juízo vindo de fora. É a velha soberania de Westphalia vestida de patriotismo. E é exatamente o mesmo deslocamento que critiquei no meu livro quando uma Ministra do Supremo afirmou, da tribuna, que soberano é o Brasil, soberano é o Direito brasileiro. Naquele caso, como neste, a soberania foi tirada do povo e entregue a uma abstração, a nação, o Estado, o Direito. O cidadão, que deveria ser a origem do poder, vira alvo. A liberdade, que deveria ser protegida contra o Estado, passa a ser filtrada por ele.

Essa escolha de palavras tem algo de melancólico, porque foi esse mesmo vocabulário que os militares cultivaram durante a ditadura, quando a soberania nacional servia menos para proteger o cidadão e mais para proteger o governo do cidadão. Brasil, ame-o ou deixe-o era a soberania de Westphalia reduzida a slogan. Confundia-se o país com quem o governava, e convidava-se o cidadão a calar em nome de uma grandeza que não era dele.

Convém repor as coisas no lugar. O soberano primeiro é o indivíduo, dono de direitos que o Estado não inventou e não pode suprimir. A soberania da nação diante das outras vem depois, como consequência, e não como causa. Um país é soberano lá fora na medida em que é, primeiro, a casa de cidadãos soberanos cá dentro, gente cujos direitos encontram amparo de verdade. A projeção externa da soberania se apoia na soberania interna do indivíduo, e quando esta se esvazia, aquela perde o chão. Um Estado que não protege os seus não tem como exigir, de cabeça erguida, que respeitem a sua autonomia. Estaria pedindo que respeitem na fronteira o que ele próprio desrespeita dentro de casa.

Não me cabe aqui dizer se a medida americana foi sábia ou oportuna, pois isso merece análise própria e cada um a fará pelos seus efeitos. Insustentável é o argumento de que ela fere a soberania brasileira. Se a função primeira de uma democracia republicana é proteger os direitos dos seus cidadãos contra quem os ameaça, e se essas duas facções são, há muito tempo, ameaça concreta a esses direitos, qualquer providência que as enfraqueça conversa com o propósito mais profundo da nossa própria Constituição. Bem entendida, a soberania brasileira não tem nada a temer de medidas que atinjam quem aterroriza o brasileiro. Quem deveria temê-las são as facções, não o cidadão de bem que vive sob o jugo delas.

A soberania de uma república democrática é patrimônio do indivíduo, e existe para que ele viva livre e seguro sob a guarda daquilo que chamamos de Estado. Devolver essa palavra ao seu dono legítimo, o cidadão comum cujos direitos vêm antes de qualquer governo, talvez seja a tarefa mais republicana que se possa imaginar. As facções que aterrorizam esse cidadão não merecem o abrigo da bandeira que é dele. E, como lembra a própria Constituição, só há soberania legítima quando exercida pelo povo, e nunca contra ele.

*Leonardo Corrêa — sócio de 3C LAW | Corrêa & Conforti Advogados, com LL.M pela University of Pennsylvania, Cofundador e Presidente da Lexum e autor do livro A República e o Intérprete — Notas para um Constitucionalismo Republicano em Tempos de Juízes Legisladores.











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Quem decide o que seu filho aprende

   Claudio Apolinario


 O que entra na sala de aula não é neutro. Nunca foi. E no Brasil alguém decidiu o que seu filho deve pensar e você não foi consultado.

Pergunte a qualquer pai o que seu filho aprendeu na escola sobre livre mercado. Depois pergunte o que aprendeu sobre racismo estrutural. A diferença entre as duas respostas não é acaso. É currículo.

O currículo escolar não é neutro. Nunca foi em nenhum país do mundo. É sempre uma escolha — sobre o que importa, o que forma, o que o jovem deve pensar ao sair da escola. A questão não é se o currículo tem direção. É quem decide essa direção e com qual critério.

No Brasil, essa decisão foi sendo tomada ao longo de décadas, longe dos pais, longe do debate público e longe de qualquer cobrança de resultado. E o produto dessa decisão está em sala de aula hoje.

Segundo o Anuário Brasileiro da Educação Básica, nos anos finais do Ensino Fundamental, quase 40% das turmas não possuem professores com formação compatível para lecionar em suas disciplinas. Quase 4 em cada 10 turmas estão sendo ensinadas por professores sem formação específica na matéria que lecionam. Um professor de história ensinando ciências. Um pedagogo cobrindo matemática. Não por má vontade — por falta de profissionais formados nas áreas certas.

Porque as áreas certas não eram a prioridade.

Em Singapura — país que ocupa o primeiro lugar no PISA 2022 nas três disciplinas — apenas um em cada oito candidatos é aprovado para a carreira docente. Os aprovados passam por formação rigorosa, recebem salários competitivos e têm grande valorização social. O currículo tem ênfase intensa em matemática, ciências e tecnologia — conteúdo objetivo, mensurável, com cobrança de resultado.

O Brasil fez escolhas diferentes. A Pedagogia brasileira reserva espaço central para filosofia da educação, sociologia, antropologia e correntes pedagógicas — disciplinas que formam a visão de mundo do professor antes de formar o especialista na disciplina que vai ensinar.

Isso não é crítica à teoria. É crítica ao desequilíbrio. Um professor que domina a filosofia da educação mas não domina o conteúdo da disciplina que leciona não falha por falta de esforço. Falha porque foi formado com outra prioridade.

Em 2023, um Projeto de Lei apresentado no Senado Federal propôs proibir questões com viés ideológico no ENEM, alegando que a prova passou a trazer conteúdo que "condiciona o que é ensinado nas escolas para os anos seguintes, colocando em risco todo o sistema educacional."

O projeto revelou o que já era visível para quem olhava: o principal exame de acesso ao ensino superior tornou-se campo de disputa entre o que se ensina e o que se quer que o jovem pense.

O mecanismo é direto. O ENEM define o que as escolas ensinam. O que cai no ENEM é o que quem controla a prova prioriza. O que é priorizado entra no currículo. E o currículo, por sua vez, reflete as escolhas de quem decide o que o ENEM deve medir. É um ciclo fechado — e quem está dentro dele define o produto final.

Estudos comparativos entre Brasil, Singapura e Finlândia identificam com precisão o que diferencia sistemas educacionais de alto desempenho dos demais: foco em conhecimentos essenciais, sequência lógica, base científica e ligação íntima entre currículo, material didático, formação de professores e avaliação. Nos países que lideram o ranking, o que o aluno aprende e como isso é medido são decisões técnicas, não políticas.

No Brasil, essa fronteira foi sendo apagada — deliberadamente. Quando o critério de seleção de conteúdo deixa de ser "o aluno precisa saber isso para pensar com autonomia" e passa a ser "o aluno precisa pensar dessa forma", o ensino muda de natureza. Não forma quem pensa. Forma quem concorda.

O produto final não é mistério. É o jovem que sai da escola sem conseguir interpretar um texto simples, sem calcular o troco, sem entender uma bula de remédio — mas que domina os termos que alguém decidiu que ele precisava conhecer.

Isso não é falha. É escolha. E a pergunta é: quem escolheu?

A pergunta que cada pai deveria fazer não é "meu filho passou de ano?" É mais simples e mais importante: "o que ele está aprendendo a pensar — e quem decidiu isso?"

Porque quem forma o que uma geração pensa, forma o país que essa geração vai construir.

*             O autor, Claudio Apolinario, é articulista e analista político.









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SALVAR O BRASIL

 gilbertosimõespires/pontocritico



PRODUZIR CONTEÚDOS

SALVAR O BRASIL

Gostem ou não, acreditem ou não, o FATO é que a maioria das pesquisas de intenção de voto aponta para uma vitória do presidente LULA nas próximas eleições. Entretanto, antes que alguém resolva JOGAR A TOALHA por conta da -sistemática- vantagem que LULA leva sobre os demais competidores, o que cabe a todos aqueles que querem SALVAR O BRASIL do -COMUNISMO PETISTA- é produzir, produzir e produzir conteúdos do tipo que sejam capazes de, no tempo que resta até o dia 4 de outubro (primeiro turno) e/ou 25 de outubro (segundo turno), ABRIR A MENTE de boa parte dos eleitores que se mostram dispostos a reeleger o presidente LULA. 


CORRIDA CONTRA O TEMPO

Pois, nesta CORRIDA CONTRA O TEMPO, abro espaço para conteúdos que tenham como propósito ABRIR MENTES POLUÍDAS PELO DESTRUIDOR POPULISMO. É caso, por exemplo, do texto -O CEO QUE FALIU O BRASIL- produzido pelo CEO da AZ Quest, Walter Maciel, no qual afirma que o GOVERNO APROFUNDOU A EXPANSÃO DOS GASTOS PÚBLICO E EMPURROU SEUS EFEITOS PARA O FUTURO. Eis: 

- Vou dizer o que precisa ser dito. Há pouco mais de um ano chamei LULA de -CEO QUE FALIU O BRASIL- e muita gente achou exagero. Hoje eu preciso atualizar o diagnóstico, e desta vez não estou sozinho. Eu disse, naquele momento, que ele era o homem que implementou o PROJETO QUE QUEBROU O PAÍS. Ele olhou para o abismo à frente, sabendo exatamente o que tem lá, e decidiu acelerar. Não freou. Não desviou. Olhou para o precipício e pisou fundo. Com todas as letras, e me perdoem a franqueza: ele olhou para o abismo e disse “dane-se”.


BTD, XP E BRAZIL JOURNAL

E não sou eu dizendo. Nestas últimas semanas,

1- o BTG, dos economistas Mansueto Almeida e Samuel Pessôa, cravou que a despesa primária do governo central cresceu 14% em termos reais no primeiro quadrimestre, e chamou o que está acontecendo de reedição da desastrosa Nova Matriz Econômica;

2- a XP estimou a conta das medidas fiscais e parafiscais em pelo menos R$ 200 bilhões; e

3- o BRAZIL JOURNAL, que é lido por quem faz o PIB, usou a mesma palavra que eu, como gestor regulado, vou deixar na boca deles: -PEDALADAS-

Quando o mercado inteiro diz a mesma coisa no mesmo dia, não é mais opinião. É consenso. E o consenso é sombrio.


IMPEACHMENT

Existe um gráfico que conta essa história melhor do que qualquer discurso. Ele mede o CRESCIMENTO REAL DO GASTO PÚBLICO EM CADA GOVERNO DESDE FERNANDO HENRIQUE, e o que ele mostra é uma ASSINATURA. Os três maiores crescimentos de toda a série carregam o mesmo nome: Lula 1, Lula 2, Lula 3. No segundo mandato, o gasto cresceu quase 10% ao ano. Mas preste atenção em quem pagou a conta, porque é aqui que está a engenhosidade do esquema. NÃO FOI ELE. Lula gastou, e na hora de enfrentar o estrago escolheu uma SUCESSORA que julgava controlar, certo de que voltaria por cima dela. E aqui é preciso ser justo com a história: DILMA NÃO FOI VÍTIMA DE NADA. Foi ela quem inaugurou o método que Lula hoje aperfeiçoa.

As pedaladas fiscais de 2014, que o TCU classificou como operação de crédito ilegal e que se tornaram o coração jurídico do impeachment, foram exatamente isto: atrasar de propósito os repasses do Tesouro à Caixa, ao Banco do Brasil e ao BNDES, para que os bancos públicos bancassem os programas do governo com o próprio dinheiro e a despesa sumisse das contas oficiais. O procurador foi cirúrgico ao descrever a intenção: melhorar artificialmente as contas públicas em ano eleitoral. Leia de novo, porque é a mesma frase que se aplica hoje. Dilma armou a bomba, ganhou a eleição com ela, e foi no colo dela que a bomba explodiu. Veio o impeachment.


PEDALADA AINDA MAIOR

E quem teve que fazer o TRABALHO SUJO, segurar o crescimento real das despesas a níveis próximos de zero, foram Michel Temer e depois o ministro da Economia Paulo Guedes, durante o governo de Jair Bolsonaro. De novo: depois da explosão de gastos dos governos Lula e Dilma I, Temer e Bolsonaro governaram sob um dos períodos de maior contenção fiscal de toda a série. Esse é o padrão, e ele é mais frio do que parece. Lula gasta. Outro paga. Lula volta. Não estamos diante de um homem que não entende as consequências.

Estamos diante de um homem que já viu as consequências acontecerem, que assistiu de camarote ao impeachment da sua própria sucessora, e que descobriu a única coisa que precisava descobrir: que a fatura nunca chega no endereço dele.

Dilma pagou. Temer e Bolsonaro administraram os anos seguintes tentando conter os efeitos. O próximo presidente está sendo preparado para receber essa herança. E pode ser ele mesmo.

Agora veja como a conta é escondida, porque é aqui que mora a desonestidade, e é aqui que Lula prova que aprendeu a lição de 2014. Segundo Marcos Mendes, pesquisador do Insper, graças às manobras orçamentárias apenas 4% dessas despesas têm impacto direto no resultado primário. 4%.

Os outros 96% ficam fora dos limites do arcabouço fiscal. Leia de novo: de cada R$ 100 dessa farra, R$ 96 somem do indicador que o governo exibe para dizer que está tudo sob controle. O crédito subsidiado entra na conta financeira e não conta como gasto, mas a dívida bruta engorda do mesmo jeito. É a pedalada de Dilma, agora industrializada. O BTG calcula que o estoque desse crédito subsidiado cresceu cerca de R$ 275 bilhões, perto de 2% do PIB. É a contabilidade criativa elevada a política de Estado. É a maquiagem antes da foto.

Impostos maiores, dívida maior. E para sustentar tudo isso só existe um caminho: extrair mais. A carga tributária bateu o recorde histórico em 2025, 32,4% do PIB, o maior nível desde que a série existe, com arrecadação federal recorde de quase R$ 2,9 trilhões. E mesmo assim o déficit cresce.

Entenda, porque é a falência da tese inteira: nem a maior tributação da história fecha a conta, porque o gasto corre na frente. O imposto recorde não tapa o buraco. Ele só transfere o oxigênio da economia produtiva para dentro da fogueira.

E o resultado dessa asfixia tem nome e número. Em 2025 o Brasil bateu o recorde histórico de empresas em recuperação judicial: 2.466 companhias, o pior desde que se mede. Havia ainda 8,7 milhões de CNPJs negativados em janeiro. As famílias em níveis recordes de endividamento, afundando no rotativo.


CAUSA

E a CAUSA apontada por boa parte dos analistas é a mesma: JUROS NAS ALTURAS, O CUSTO BRUTAL DE FINANCIAR UMA DÍVIDA QUE ESTE GOVERNO ENGORDA TODO DIA. Os juros futuros já estão no maior patamar desde 2015, o ano da crise de Dilma. O mercado não esqueceu o que esse filme significa.

O empresário que fecha as portas, a família que não paga o cartão, o produtor que não rola a safra. Esses são os pagadores. São eles que estão financiando a reeleição. Tudo o que está sendo feito agora tem um único objetivo, e não é o desenvolvimento, não é o pobre, não é a justiça social. É o poder. É a reeleição. As próprias casas de análise apontam que parte dessas bondades mira justamente grupos nos quais o PT enfrenta maior resistência eleitoral. Isenção de imposto que custa hoje e se compensa só depois da urna. Subsídio em combustível e gás que já soma mais de R$ 20 bilhões e vale até dezembro, com o tributo voltando em janeiro. Crédito empurrado para dentro de famílias que já comprometem metade da renda.


A CONTA JÁ CHEGOU

E a bomba mais cínica de todas, a nova tributação de dividendos, desenhada com requinte: retém 10% na fonte sobre o valor total quando a distribuição mensal passa de R$ 50 mil, infla o caixa de 2026, e parte vira crédito que o próximo governo terá que restituir em 2027.

Nessa medida específica, não há programa social direto. Não há pobre na ponta. Há apenas antecipação de caixa. As outras medidas você pode chamar de populismo. Essa é a confissão. O benefício chega antes do voto, a conta chega depois, e a conta nunca é endereçada a quem gastou. E onde estão os fiscais? Fazendo vista grossa. O TCU chegou a abrir auditoria sobre o uso desses fundos, mas até aqui não produziu uma resposta capaz de interromper a engrenagem. As instituições que deveriam acender o alarme escolheram o silêncio no ano em que ele é mais conveniente. É a mesma omissão que, lá atrás, deixou as pedaladas crescerem até virarem impeachment. E o que mais me indigna não é nem a irresponsabilidade. É a indiferença. É um homem que não dá a mínima para a geração que vai herdar essa dívida, não dá a mínima para o pobre que ele usa como bandeira e abandona como estatística, não dá a mínima para o país que ele já quebrou uma vez. Ele se importa com uma coisa só, e essa coisa tem data: outubro de 2026. Tudo o mais é paisagem.

A dívida brasileira não é uma fatalidade. Não é a guerra lá fora, não é a herança maldita, não é o azar. Ela é uma construção. Tem autor, tem projeto, tem assinatura.

É o monumento que esse projeto de poder ergue toda vez que chega perto do cofre, tijolo por tijolo, e deixa de presente para quem tiver a coragem de governar depois. O legado não são as obras, ou os programas sociais, é o boleto que chega.

Quando a conta volta para quem gastou

E há uma ironia final que esse projeto de poder finge não enxergar. Durante toda a sua história, o segredo do CEO foi um só: gastar e entregar a fatura para o sucessor. Dilma pagou. Temer pagou. Bolsonaro pagou.

Mas existe um único cenário em que essa engrenagem trava, em que o incendiário é obrigado a ficar dentro da casa em chamas. Esse cenário é a reeleição. Se ele vencer em outubro, pela primeira vez será o próprio Lula a herdar a bomba que ele mesmo armou.

Pela primeira vez, o endereço da conta é o mesmo do responsável. E aí não vai ter sucessor para varrer o estrago. Vai ter só ele, e o estrago.

Lembram do Aston Martin do James Bond, na época de Sean Connery? Tinha um botão escondido no câmbio que ejetava o passageiro pelo teto, e o agente seguia dirigindo, intacto, enquanto o problema era arremessado para longe. Foi assim que esse governo dirigiu o Brasil a vida inteira.

Acelera no precipício, aperta o botão, e ejeta o sucessor para que ele caia com o estrago enquanto o motorista escapa. Dilma foi ejetada. Temer foi ejetado. Bolsonaro foi ejetado. O detalhe que ninguém contou a ele é que o botão só funciona quando há um passageiro no banco ao lado.

Se Lula se reeleger, não haverá sucessor para ejetar. Haverá só ele, sozinho no carro, em alta velocidade, em direção ao mesmo abismo de sempre, e desta vez sem o assento de ejeção, porque ele nunca fez, nunca fará e não tem a menor intenção de fazer o ajuste fiscal que seguraria o carro. A conta já chegou. A única dúvida é se, finalmente, o motorista estará dentro do veículo na hora da batida.












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QUEM DE FATO TE REPRESENTA?

 PANICO/FACEBOOK


QUEM DE FATO TE REPRESENTA?



Dino Dá Decisão e Usa Valdemar Para Atacar Flávio!

 andrémarsiglia/youtube


Dino Dá Decisão e Usa Valdemar Para Atacar Flávio! 


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https://www.youtube.com/watch?v=YqLZZE-CkdQ

MUDANÇAS CLIMÁTICAS NÃO TEM QUALQUER AÇÃO DO HOMEM

 ACRIMAT/FACEBOOK


climatologista Luiz Carlos Molion. Com décadas de experiência em meteorologia e clima, Molion traz uma visão crítica e fundamentada sobre mudanças climáticas



Vorcaro Espionou o Maior Inimigo de Moraes, e Não é Bolsonaro!

deltandallagnol/youtube


Vorcaro Espionou o Maior Inimigo de Moraes, e Não é Bolsonaro!


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https://www.youtube.com/watch?v=KDcgMk-GzAc

TERRA DOS INTOCÁVEIS

 ROMEU ZEMA/FACEBOOK


TERRA DOS INTOCÁVEIS



A esquerda caviar DECIDE o que é liberdade!

 rubinhonunes/youtube


A esquerda caviar DECIDE o que é liberdade!


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sexta-feira, 10 de julho de 2026

O Fórum da Liberdade de 2026 em Porto Alegre

  Hannes Gissurarson


A palavra “liberal” tem um sentido diferente no Brasil em relação aos Estados Unidos. No Brasil, ela se refere à tradição articulada por John Locke, David Hume e Adam Smith: governo limitado, propriedade privada e livre comércio. Nos Estados Unidos, no entanto, a palavra foi apropriada por socialistas moderados e basicamente significa alguém favorável à intervenção econômica, um intrometido.

No Brasil, os liberais no sentido clássico têm se reunido desde 1988, no período da Páscoa, em Porto Alegre, no Fórum da Liberdade, organizado por uma associação de jovens empresários e investidores de capital de risco, o Instituto de Estudos Empresariais. Eu falei três vezes no Fórum da Liberdade, em 2007, 2013 e agora em 2026, quando ele foi realizado nos dias 9 e 10 de abril.

Em 2007, eu descrevi o capitalismo verde, ou como proteger o meio ambiente definindo direitos de propriedade privada sobre os recursos naturais. Em 2013, eu defini a principal tarefa dos liberais clássicos: tornar visível a mão invisível, explicar como a ordem pode se desenvolver sem comandos. Agora apresentei um livro que será publicado, Conservative-Liberal Thought in the Nordic Countries: An Anthology [em português, Pensamento Liberal-conservador nos Países Nórdicos: Uma Antologia], que editei e escrevi a introdução, e que é editado pelo think tank de Bruxelas New Direction.

A tradição nórdica da liberdade

Em minha palestra, afirmei que, ao lado da conhecida tradição liberal da Grã-Bretanha, desenvolveu-se nos países nórdicos uma tradição semelhante, poderosa, mas negligenciada. O cronista islandês Snorri Sturluson havia, na década de 1220, invocado os dois antigos princípios germânicos do governo pelo consentimento e do direito de rebelião. O pastor e político finlandês Anders Chydenius já havia, em 1765, antecipado o argumento de Adam Smith em favor do livre comércio. O pastor e poeta dinamarquês N. F. S. Grundtvig ensinou, no século XIX, que a transferência de poder do príncipe para o povo exigia uma disciplina social espontânea, adquirida em escolas privadas e em associações de livre formação. Dois economistas suecos, Gustav Cassel e Eli F. Heckscher, haviam, na década de 1930, utilizado argumentos semelhantes contra o planejamento econômico centralizado aos de Friedrich A. von Hayek em seu livro seminal de 1944, O Caminho da Servidão.

Paulo Guedes e quatro candidatos à Presidência 

O Fórum da Liberdade 2026 contou com a presença de mais de cinco mil pessoas. Muitos pensadores e personalidades de destaque discursaram no evento, incluindo o economista brasileiro Paulo Guedes. Com doutorado pela Universidade de Chicago, onde estudou com Milton Friedman, Guedes foi ministro da Economia durante a presidência de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2023, implementando um ambicioso programa de liberalização, privatização e simplificação do sistema tributário. Em sua fala, Guedes destacou o fato de que, nos últimos cinquenta anos, o planeta Terra conseguiu alimentar quatro bilhões de recém-chegados. Isso só foi possível porque a humanidade se beneficiou dos enormes poderes criativos de uma ordem livre e competitiva. Guedes instou conservadores políticos e liberais econômicos no Brasil a se unirem contra o socialismo. Se assim o fizessem, ele demonstrou otimismo em relação ao futuro. “O Brasil não tem inimigos naturais. Nosso único problema somos nós mesmos”, disse ele. Quatro candidatos na próxima eleição presidencial também discursaram no Fórum da Liberdade: Romeu Zema, do Novo; Ronaldo Caiado, do PSD; Aldo Rebelo, dos Democratas Cristãos; e Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (de direita). Zema e Bolsonaro concordaram que dois problemas urgentes precisavam ser resolvidos no Brasil: segurança pessoal e ativismo judicial.

O aristocrata inglês e o cowboy americano

Vi muitos rostos familiares em Porto Alegre. Tomando uma xícara de café, a economista americana Deirdre McCloskey me contou uma piada sobre um aristocrata inglês que estava viajando pelo Velho Oeste. Ele perguntou a um cowboy: “Quem é o seu senhor?” O cowboy respondeu: “Ele ainda não viu a luz do dia.” Contei a ela que isso me lembrava a história de Dudo de Saint-Quentin sobre o viking norueguês Rollo. Quando ele e seus homens chegaram à França em 885, um emissário do rei francês quis encontrar o seu chefe. Eles responderam: “Não temos chefe, porque somos todos iguais”.










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