Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Previsões precipitadas sobre a cláusula de barreira em 2026

 Bernardo Santoro


Uma previsão muuuuito antecipada do que acho que acontecerá nas bancadas dos partidos após as eleições desse ano:

1 – PL sairá novamente como a maior bancada, com mais de 100 deputados eleitos.

2 – A federação PT-PCdoB-PV será a segunda maior bancada com mais de 80 deputados.

3 – O PSD perdeu a chance de ser uma terceira maior bancada clara, mas é a favorita nesse momento para isso, mesmo após errar a escolha do candidato a presidente.

Eduardo Leite era a escolha óbvia para fazer uma diferenciação entre lulismo e bolsonarismo e aumentar a bancada.

4 – A federação União Progressista, mesmo com todo o dinheiro do mundo, cairá para a quarta posição e fará menos de 50 deputados.

5 – MDB e REP passarão bem na cláusula, mas com menos de 40 deputados cada.

6 – PODE e PSDB-CID passarão na cláusula com menos de 30 deputados cada. CID será formalmente fundido ao PSDB.

7 – Fed. PSOL-REDE passa raspando na cláusula de barreira.

8 – NOVO passa raspando na cláusula de barreira se for com Flávio no primeiro turno. Se for de Zema não passa.

9 – PSB está no limite para não passar na cláusula. PDT não passa e haverá fusão desses dois partidos pós-eleição para passar.

10 – Fed. SD-PRD e Avante não passam na cláusula e se fundem para passar. Talvez seja necessário um ou dois pequenos complementando o número.

11 – A surpresa Renan Santos fará a Missão passar na cláusula pelo voto na legenda na risca, mesmo fazendo poucos deputados, se Renan focar muito em pedir votos na legenda.

12 – Nenhum outro pequeno chega sequer perto de passar na cláusula.










publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/previsoes-precipitadas-sobre-a-clausula-de-barreira-em-2026/

Remessa de Pix, ascensor para o cadafalso supremo

  Judiciário em Foco 


Já houve tempo em que a transferência pura e simples de valores a empresas de ônibus configurava apenas a contraprestação pecuniária de um contrato de transporte. Contudo, no país do autoritarismo salpicado de gotas de paranoia, a conduta, transformada em indício de “golpismo”, levou à imposição de uma estratosférica pena de prisão a um empreendedor septuagenário, também garfado em trinta milhões a título de imaginários danos morais coletivos. Após tantos anos de abolição consumada do estado de direito por parte daqueles que deveriam ser seus guardiões, em que medida essa recente monstruosidade travestida de decisão judicial ainda pode causar alguma surpresa?

A condenação marcou nova quebra de paradigma de segurança jurídica, pois Alexandre de Moraes foi ainda mais longe em sua nociva regressão ao infinito do universo de causas de um delito. Todos sabemos que não houve qualquer tentativa de golpe de estado em nossa história recente, e que todas as denúncias oferecidas pela PGR e as condenações impostas pelo pleno e pela 1ª Turma do STF não passaram de falácias talhadas à perseguição política. No entanto, ainda que tivesse havido ameaça armada e coordenada ao exercício dos poderes constituídos, o ente acusador teria tido o ônus de provar a organização e o funcionamento do suposto esquema delitivo, a prática, pelos acusados, de ações e/ou omissões passíveis de caracterizarem a conduta descrita nos tipos penais invocados, a relação de causalidade entre a conduta e o resultado dos crimes (alteração na realidade objetiva) e, sobretudo, a intenção dos agentes de incorrerem nos delitos em questão. Nos milhares de casos do “golpe de papel”, porém, nada disso foi feito, e indivíduos foram arrastados em baciada às masmorras e à insolvência perpétua por mero capricho de togados incompetentes e impedidos.

Não foi diferente no caso movido contra o Sr. Alcides Hahn, idoso desprovido de antecedentes criminais, sem suspeita de prática delitiva concreta e cujo “crime” residiu no singelo pagamento, via Pix, por assentos em ônibus que transportou 41 pessoas, dentre as quais uma única envolvida nos episódios do 08.01. Ainda que o único passageiro presente aos atos da Praça dos 3 Poderes tivesse promovido depredações naquele fatídico dia, seria possível responsabilizar criminalmente o Sr. Hahn pelo vandalismo? Sim, e tão somente por crime de dano ao patrimônio público, se e somente se a PGR tivesse comprovado a intenção direta do catarinense de promover as depredações e a contratação do indivíduo transportado para essa finalidade. Contudo, apesar da completa ausência de provas, Moraes não hesitou em aludir à compra da passagem como indício suficiente à condenação do empresário à reclusão perpétua e à quebra patrimonial, em autêntica autossuperação alexandrina em matéria de desumanidade e irreverência a princípios jurídicos.

A imputação ao idoso de delito de associação criminosa, sem uma única evidência de que ele efetivamente tenha se associado a outrem com o propósito específico de delinquir, demonstra torpeza e ignorância jurídica tanto por parte do procurador quanto do togado. O mesmo comentário se aplica à alegação de participação em tentativa de golpe e deposição de governo eleito, pois ambos os tipos penais pressupõem o emprego de violência física, por si ou por indivíduo contratado para tanto, o que nem de longe foi comprovado pelo aparato acusatório-judicante.

Em mais uma cópia da ladainha repetida desde 2023, o PGR se eximiu de individualizar as condutas do idoso e o togado rechaçou a necessidade de individualização sob a alegação de que, tendo em vista o caráter multitudinário dos crimes, a condenação dispensaria a descrição das condutas atribuídas ao réu e a própria perquirição do elemento subjetivo (dolo). Afirmação sem qualquer gota de credibilidade, pois, independentemente da natureza do delito, nenhum indivíduo pode ser privado do direito de conhecer os fatos a ele imputados de modo a poder exercer sua garantia constitucional à ampla defesa. No caso específico do Sr. Hahn, o mantra ganha contornos até anedóticos, já que, por definição, os delitos multitudinários, ou seja, praticados sob o calor das emoções da turba, pressupõem que todos os agentes se encontrem no mesmo local e no mesmo horário. Ora, se o empresário catarinense foi acusado e condenado tão somente por ter custeado um bilhete de ônibus (não tendo sido visto em Brasília no 08.01!), como poderia ele ter praticado um crime multitudinário em coautoria com indivíduo presente na capital federal naquela data?

Ademais, exatamente por serem movidos pela paixão da coletividade ao redor, delitos multitudinários costumam ser espontâneos, praticados sem planejamento prévio. Cenário oposto ao observado nas organizações delitivas, cujos membros primam pelo desenho meticuloso das estratégias a serem postas em prática. Portanto, condenar alguém por associação criminosa e crime multitudinário é contradição aberrante, própria a autocratas que não se sentem devedores de justificativas plausíveis sobre seus atos.

Enquanto empreendedores inocentes como o Sr. Hahn são vilipendiados em sua liberdade e em seu patrimônio por abusadores do naipe de Moraes e de seus pares, os togados seguem imperando absolutos, apesar da fumaça escura de suspeitas delitivas que pairam sobre suas relações nada republicanas com investigados abastados. Assim permanecerá até que políticos eleitos deixem a letargia e removam a toga e a liberdade daqueles que abusam despudoradamente de seu poder.

Em uma nação minimamente séria, um único caso como o do idoso catarinense já seria mais que suficiente para desencadear uma onda de providências duríssimas contra os violadores de direitos humanos. Mas quem disse que somos sérios?
















publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/justica/remessa-de-pix-ascensor-para-o-cadafalso-supremo/

MINISTÉRIO DA GASTONOMIA

 gilbertosimõespires/pontocritico


GASTONOMIA

A considerar que em matéria de -GASTO, DESPERDÍCIO E ENDIVIDAMENTO PÚBLICO- o GOVERNO LULA se supera cada dia, a sensação que paira em todos os cantos do nosso empobrecido Brasil é que -ECONOMIA- que estuda a produção, distribuição e consumo de bens e serviços, deu lugar à -GASTONOMIA-, que estuda, usa e abusa dos -RECURSOS PÚBLICOS OBTIDOS ATRAVÉS DE ESCORCHANTES E MALDITOS IMPOSTOS- com o nítido propósito de financiar -CORRUPÇÃO, DÉFICITS, POPULISMO-, e outras coisas do gênero. 


FACULDADES DE GASTONOMIA

Diante desta absurda e gritante FORMA PETISTA DE GOVERNAR, as FACULDADES PÚBLICAS DE -ECONOMIA-, tipo USP (FEA), UNICAMP, UFRJ, UFMG, UFRGS e UnB, por exemplo, reúnem sobradas razões para que sejam definitivamente RENOMEADAS ou REBATIZADAS como FACULDADES DE GASTONOMIA.


ÂMBITO FAZENDÁRIO

Da mesma forma, no ÂMBITO FAZENDÁRIO, por conta das propostas e decisões tomadas por ESTÚPIDOS MINISTROS PETISTAS -AO LONGO DOS 16 ANOS DE GOVERNOS -LULA E DILMA E NOVAMENTE LULA-, o tal de -MINISTÉRIO DA FAZENDA- passou a atuar como UM VERDADEIRO -MINISTÉRIO DA GASTONOMIA-. Que tal?






















publicadaemhttps://www.pontocritico.com/artigo/ministerio-da-gastonomia


A RESPOSTA PARA O -ATÉ QUANDO?-

 gilbertosimõespires/pontocritico


ATÉ QUANDO?

Diante de tantas e repetidas notícias dando conta de INCONTÁVEIS ATOS DE CORRUPÇÃO, CORRIQUEIROS ASSALTOS AOS COFRES PÚBLICOS, DECISÕES SUPREMAS DITATORIAIS PREMIANDO A IMPUNIDADE, INCENTIVANDO O CRIME e PERSEGUINDO INOCENTES, o que mais leio e ouço nas REDES SOCIAIS E NAS MENSAGENS compartilhadas a todo momento em TOM DE IMPACIÊNCIA, URGÊNCIA e PROTESTO CONTRA A PASSIVIDADE é a expressão interrogativa -ATÉ QUANDO? 

A VOLTA DA DEMOCRACIA

Pois, na qualidade de quem figura na vasta lista de CIDADÃOS BRASILEIROS que -mais do que nunca- exige a IMEDIATA VOLTA DE DEMOCRACIA NO BRASIL, entendo que o LIMITE TEMPORAL para que ALGO CORRETO aconteça está entregue APENAS E TÃO SOMENTE À SOBERANA VONTADE DO POVO BRASILEIRO. Até porque, mais do que sabido, se tornou NULA toda e qualquer possibilidade de AÇÃO das -INSTITUIÇÕES PÚBLICAS CONSTITUÍDAS E DISCIPLINADAS PARA DAR PROTEÇÃO AOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DOS CIDADÃOS DO NOSSO EMPOBRECIDO BRASIL. 

FIM MELANCÓLICO

Isto significa, em BOM PORTUGUÊS, ou QUALQUER OUTRO IDIOMA, que todo e qualquer país onde DITADORES MANDAM E DESMANDAM AO SEU BEL PRAZER, a situação só pode ser revertida (mesmo cercadas de incertezas) por exclusivas AÇÕES FIRMES E DETERMINADAS DO POVO -INDIGNADO, INCONFORMADO E REVOLTADO-. Fora disso, infelizmente, o -ATÉ QUANDO?- não passa de uma EXPRESSÃO INTERROGATIVA VAZIA, SEM SENTIDO, SEM PRAZO, SEM RESPOSTA E COM UM FIM CADA VEZ MAIS MELANCÓLICO.

































publicadaemhttps://www.pontocritico.com/artigo/a-resposta-para-o-ate-quando-

'INTOCÁVEIS': Zema volta a criticar Gilmar Mendes e Moraes em novo vídeo sobre STF

 revistaoeste/youtube


'INTOCÁVEIS': Zema volta a criticar Gilmar Mendes e Moraes em novo vídeo sobre STF



Investigadores da PF e da PGR IRRITADOS com Vorcaro: veja o motivo

 andrémarsiglia/youtube


 Investigadores da PF e da PGR IRRITADOS com Vorcaro: veja o motivo

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https://www.youtube.com/watch?v=4ZwFWllT8ks

Família Moraes PERSEGUE senador com processo judicial!

 deltandallagnol/youtube


Família Moraes PERSEGUE senador com processo judicial!


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https://www.youtube.com/watch?v=aLY2sG5OIgk

EU ECONOMIZEI R$ 111 BILHÕES para SÃO PAULO e o SISTEMA me ODEIA!

 rubinhonunes/youtube


EU ECONOMIZEI R$ 111 BILHÕES para SÃO PAULO e o SISTEMA me ODEIA!


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https://www.youtube.com/watch?v=AjcQ8LG9ubA

POLÍTICAS DE COTAS VIOLENTAM A ESSÊNCIA DA DEMOCRACIA

 fernãolaramesquita/youtube


POLÍTICAS DE COTAS VIOLENTAM A ESSÊNCIA DA DEMOCRACIA


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https://www.youtube.com/watch?v=HJ4wrF70nbY

875 mil brasileiros desistiram de procurar emprego.

DEP.PROFCLÁUDIOBRANCHIERI 


O PT comemora o menor desemprego da história. Mas esconde que 875 mil brasileiros desistiram de procurar emprego. Se essas pessoas estivessem na conta, o desemprego não seria 5,8%. Seria 6,6%. O desemprego caiu no papel. 



terça-feira, 28 de abril de 2026

A tirania do imposto sobre a renda – e por que um imposto sobre o consumo é tão ruim quanto,

 por Lew Rockwell


 Embora todos os meses tenhamos de lidar com o monstro “retendo na fonte” uma considerável fatia da nossa renda, é no final do mês de abril que o imposto de renda se torna uma forma de espoliação ainda mais explícita e ainda mais insultuosa para o cidadão, que é obrigado a entregar ao governo — tal qual um cidadão da Alemanha Oriental perante o STASI — um relato minucioso de todas as suas movimentações e fontes de renda.

A declaração do imposto de renda tanto de pessoa física quanto de pessoa jurídica é um exercício que mostra perfeitamente por que somos duplamente escravos do governo: além de termos de entregar parte da nossa renda para os burocratas, o governo ainda nos força a fazer todo o trabalho de declaração gratuitamente, sob ameaça de encarceramento caso algum detalhe seja esquecido.

Como disse Hans-Hermann Hoppe nesta entrevista não- publicada concedida a uma revista francesa:

Impostos nunca são, em qualquer nível de tributação, consistentes com a liberdade individual e com os direitos de propriedade.  Impostos são pura e simplesmente um roubo, um assalto. Os ladrões — o estado e seus funcionários e aliados — tentam fazer o melhor possível para esconder esse fato, é claro, mas simplesmente não há como fazê-lo.  

 

Obviamente, impostos não podem ser considerados pagamentos normais e voluntários por bens e serviços, pois você não tem a permissão de parar de pagá-los caso não esteja satisfeito com o produto que lhe é entregue. 

Você não é punido caso pare de comprar carros da Renault ou perfumes Chanel, mas irá para a cadeia caso pare de pagar por universidades e escolas estatais, bem como caso não esteja mais a fim de sustentar o senhor Sarkozy e sua pompa. 

[…]

Tributar é um ato de roubar e extorquir; ato esse por meio do qual um segmento da população, a classe dominante ligada ao estado, enriquece a si própria à custa da classe restante, os dominados.

Exatamente por isso, é compreensível que alguns economistas pró-livre mercado defendam a abolição de todas as formas de imposto sobre a renda, substituindo essa modalidade de espoliação por um imposto sobre o consumo, algo supostamente menos tirânico.  Afinal, com um imposto sobre o consumo, diz o argumento, você pelo menos pode evitar a tributação: basta não consumir determinado produto.

Só que a alternância de impostos é justamente um dos truques favoritos do governo.  Sendo assim, economistas que defendem esta política estão atuando exatamente como o governo deseja. 

Quando incorre neste engodo, o governo se utiliza do prospecto de reduzir um determinado tipo de imposto para ganhar apoio popular para elevar outro tipo de imposto.  Frequentemente, ele reduz alguns impostos sobre o consumo com o intuito de elevar outros impostos sobre a renda do cidadão e a receita das empresas [no Brasil, há o truque de reduzir o IPI, a CIDE e o IOF e elevar a COFINS e a CSLL, como fez atual o governo]. 

Mas há também exemplos da medida inversa: uma redução de impostos sobre a renda do cidadão e a receita das empresas e uma subsequente elevação de impostos que incidem sobre o valor final dos bens de consumo.   [Como quando o governo concede uma redução da contribuição para o INSS, ou uma redução das alíquotas do imposto de renda de pessoa jurídica ou alguma outra isenção fiscal para um determinado setor em troca de um aumento do IPI e da CIDE em outros setores].

O segredo para entender o real objetivo desta trapaça é saber que o governo está sempre atrás de mais dinheiro, e ele irá conseguir este dinheiro adicional de um jeito ou de outro.  Fazer um zigue-zague entre um método e outro não altera a realidade.  Mas é indiscutivelmente um método que pode enganar os mais tolos.  E pode também arrancar uma substancial quantia de dinheiro dos grupos afetados durante o período de transição.

Uma maneira particularmente útil de entender esse processo é imaginando um ladrão que promete que irá parar de arrombar a sua casa pela porta da frente se você deixar aberta a porta dos fundos.  Quando o estado promete reduzir a tributação da sua renda em troca de um aumento da tributação do seu consumo, ele está agindo de maneira idêntica a este assaltante.  A questão não é o método do assalto, mas sim a quantia auferida pelo roubo.

E os resultados são semelhantes.

Suponha que eu queira contratar você para consertar meu computador. Ter este serviço feito vale $ 200 para mim, e efetuar tal serviço vale $ 200 para você.  A transação ocorre porque nós temos esta coincidência de desejos, e porque voluntariamente concordamos que tal transação melhorará nossa situação. 

Agora, suponha que o governo imponha uma alíquota de 30% de imposto (seja ele na forma de imposto sobre sua renda ou na forma de um imposto indireto que incide sobre o preço final do seu serviço). 

Se o imposto for sobre a renda, o que ocorrerá é que, se você consertar meu computador, você não mais receberá $ 200 — que era o que valia para você fazer o serviço –, mas somente $ 140 após os impostos.  Se o imposto for sobre o preço, o valor final cobrado será de $ 260, valor esse que não mais me interessa, pois ficou caro demais.  O serviço de reparação valia $200 para mim, e não $ 260.

Sendo assim, em ambos os casos, a transação deixa de ser interessante para as partes envolvidas.  Ela só irá ocorrer se ao menos um dos lados consentir em sofrer perdas, o que diminui enormemente a satisfação da transação.

Este exemplo simples demonstra que um dos efeitos dos impostos é o de destruir as transações — e, por conseguinte, os empregos e a renda.  Na mais branda das hipóteses, impostos encarecem o valor final para o consumidor e reduzem a renda total do trabalhador. 

Este exemplo, por si só, mostra que substituir um imposto sobre a renda por um imposto sobre o consumo não altera a tirania do arranjo.  Mas, ainda assim, há economistas liberais que preferem o segundo arranjo.

O argumento desses economistas em prol de os impostos incidirem majoritariamente sobre o consumo em vez de sobre a renda dos indivíduos e das empresas se baseia nestas cinco alegações:

1. O imposto sobre o consumo ao menos é voluntário: só paga quem consome

Embora a afirmação seja verdadeira, o fato é que um imposto sobre o consumo é tão coercivo quanto qualquer outro imposto.  Com um imposto sobre a renda, se eu tenho uma receita e não pago o imposto sobre ela, posso ser multado e encarcerado.  Com um imposto sobre o consumo, se eu consumir um item tributado e o comerciante não pagar o tributo, ele será multado e encarcerado. Em ambos os casos, um cidadão está sendo punido pelo estado.

É verdade que eu posso optar por não consumir aquele item.  Mas, pelo mesmo raciocínio, com um imposto sobre a renda, eu posso optar por não ter renda nenhuma.

O fato é que nada é voluntário se eu não posso me eximir de participar.  Não existe esse negócio de ‘imposto voluntário’.  Se existisse, seria chamado por algum outro nome.  [No Brasil, país em que o governo é mais avançado, o termo ‘contribuição’ já é corriqueiro, o que mostra que a população caiu no engodo do governo].

2. Impostos sobre o consumo não oneram a produção.

Falso. Oneram sim.  As empresas — principalmente as pequenas, que operam em ambiente concorrencial — não determinam seus próprios preços, o que significa que elas não podem simplesmente repassar integralmente o imposto sobre o consumo para o consumidor.  Se elas pudessem aumentar seus preços sem que isso afetasse seus lucros, elas já teriam feito isso; não seria necessário utilizar a desculpa do imposto para encarecer seus produtos.

Quando o governo impõe um novo tributo sobre os produtos de uma empresa, tudo o mais constante, essa empresa terá de absorver em suas operações o custo deste novo imposto.  Desta forma, o imposto sobre o consumo é um imposto sobre a produção, sobre os salários, sobre o investimento, sobre a pesquisa e sobre todos os outros aspectos da vida econômica.

3. O imposto sobre o consumo é mais simples e menos oneroso para ser coletado

Supondo que isso seja verdade, por que isso seria algo bom?  Um imposto difícil de ser coletado significa que a tentação para se elevá-lo é menor. 

No que mais, um imposto sobre o consumo pode ser fácil de ser coletado a uma alíquota de 1%.  No entanto, substituir o imposto de renda por um imposto nacional sobre o consumo exigiria uma alíquota acima de 20%.  Isso jogaria os mercados no caos e criaria da noite para o dia um mercado paralelo em absolutamente todos os bens e serviços, o que daria ao governo uma perfeita desculpa para aumentar maciçamente seu despotismo e seus controles, o que certamente levaria à imposição de um registro compulsório de informações de transações.

4. Um imposto sobre o consumo não tributa a poupança

No geral, isso é verdade.  Mas o governo não tem de assumir para si o papel de incitar a população a um determinado padrão de consumo e de poupança. Isso cabe a cada indivíduo decidir para si próprio.  Poupar é ótimo quando tal ato reflete uma preferência individual.  O mesmo pode ser dito para o consumo.  Mas não há como saber a priori qual deve ser a proporção correta entre poupança e consumo.

E vale a pena refletir o seguinte: o grau em que um imposto sobre o consumo desestimula o consumo é o mesmo em que ele reduz as receitas do governo.  Como é que um governo ávido por arrecadação vai lidar com esse paradoxo?

5. O imposto sobre o consumo, quaisquer que sejam seus problemas, ao menos não é progressivo.

Muito barulho é feito com essa questão das alíquotas progressivas do imposto de renda, de modo que vários economistas liberais se dizem a favor de uma alíquota única para o imposto de renda.  Mas pense desta forma: você preferiria pagar um imposto de renda com uma alíquota única de 40% ou preferiria tentar encontrar brechas em um sistema que possuísse 20 alíquotas diferentes indo de 1% a 39% (tudo o mais constante)?  Se você soubesse que pagaria menos sob um sistema progressivo, é este que você iria preferir.

Conclusão

Os defensores do imposto sobre o consumo, principalmente aqueles que alegam defender o livre mercado, devem urgentemente redirecionar suas energias: esqueçam o método da tributação e concentrem-se no nível da tributação.  Adotem aquele princípio geral e universal que diz que, quaisquer que sejam os impostos existentes, eles têm de ser reduzidos. 

Voltando àquela analogia do assaltante de residências, o sistema ideal é aquele que deixaria todas as portas e janelas completamente lacradas.  E, voltando ao exemplo do computador, fica então uma pergunta: você e eu, bem como todo o país, estaríamos em melhor situação se você consertasse meu computador e eu lhe pagasse $ 200 em dinheiro vivo e nós dois concordássemos em não declarar a transação para a Receita Federal? 

A resposta é sim e não.  Sim, pois haveria mais transações, mais empregos e mais riqueza.  Não, pois seríamos tratados como criminosos caso os burocratas descobrissem nossa transação voluntária, e poderíamos ir para a cadeia.

Impostos são sagrados para políticos.  É com impostos que eles mantêm suas mordomias e é com impostos que eles distribuem agrados para a sua base eleitoral.  Os efeitos econômicos dos impostos sobre os reais trabalhadores são um fenômeno pra lá de secundário nos cálculos desta gente.

Defensores da liberdade e do livre mercado não devem querer reformar impostos.  Nossa batalha deve se concentrar na redução — e posterior eliminação — de todos eles, começando pelo imposto de renda.  Isso não é nada irrealista. Uma abolição do imposto de renda de pessoa física e jurídica deixaria o governo com a mesma arrecadação total de 2006.  Por acaso o governo era tão intoleravelmente pequeno naquela época?




Lew Rockwell - Mises Brasil

















publicadaemhttps://rota2014.blogspot.com/2026/04/a-tirania-do-imposto-sobre-renda-e-por.html

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