Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

terça-feira, 19 de maio de 2026

Por que o PT é o queridinho dos ricos?

 Adriano Dorta 


A Atlas/Bloomberg divulgou nesta semana uma pesquisa de avaliação do governo em abril de 2026. Os dados acerca da renda dos eleitores afastam a narrativa de que a rejeição ao PT vem principalmente dos ricos. A maior rejeição aparece nas faixas intermediárias, enquanto as faixas superiores apresentam saldo mais favorável ao governo. Noventa por cento dos brasileiros ganham menos de R$ 3,5 mil, sendo que a maior rejeição ao governo (-33,4% saldo da aprovação) vem das faixas de renda familiar entre R$ 2 mil e R$ 3 mil.

Já nas faixas superiores, o quadro se inverte: entre quem ganha de R$ 5 mil a R$ 10 mil, a aprovação supera a rejeição, e, entre os que ganham acima de R$10 mil, o governo registra o melhor saldo positivo, com 48,5% de “ótimo/bom” contra 42,1% de “ruim/péssimo”. Além disso, quem ganha R$ 10 mil está entre os 5% mais ricos do Brasil.

Isso mostra que é falsa a narrativa de que a rejeição do PT é entre os ricos. Na eleição para a Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (Psol), candidato apoiado pelo PT, teve desempenho relevante em áreas de maior renda. No segundo turno, por exemplo, venceu em apenas três das 57 zonas eleitorais da cidade, e sua maior votação porcentual foi no Bela Vista (um bairro de alto padrão), onde obteve 55,24% contra 44,76% de Ricardo Nunes (MDB).

Por que ricos podem ter uma visão positiva de governos que os menos abastados não têm? A aparente contradição de ricos apoiarem a esquerda desaparece quando abandonamos a ideia ingênua de que a política é movida apenas por altruísmo ou por conflito simples entre ricos e pobres.

Muitas pautas associadas à esquerda — protecionismo, política industrial, expansão estatal, regulação, estatais, controle das redes e redistribuição — não prejudicam igualmente todos os ricos. Pelo contrário, frequentemente beneficiam elites conectadas, setores protegidos, burocracias, grandes empresas reguladas e profissionais de alta renda que sabem operar dentro do Estado. Isso significa que, para o rico, votar na esquerda tem um custo baixo na sua vida. Quer dizer, votar na esquerda por ideologia, ou por pertencimento de grupo (pertencer ao grupo que realmente se diz preocupado com os mais pobres), por sinalização de virtude ou por convicção não vai afetá-lo tanto.

Quando o governo amplia suas atividades no fornecimento de serviços, isso não afeta diretamente o rico. Os indivíduos menos abastados precisam utilizar serviços estatais por necessidade. Já o rico usa por opção.

Se a qualidade da escola estatal for ruim, o rico consegue pagar uma mensalidade em uma escola privada. Se você gasta horas em filas de hospitais estatais, o rico pode pagar uma consulta em um hospital particular.

Ricos podem defender a desmilitarização da Polícia Militar: moram em bairros seguros e com bastante policiamento ou muitas vezes em condomínios com muros altos, seguranças privados e câmeras vinte e quatro horas. O pobre depende exclusivamente da segurança pública.

O aumento da inflação não pesa a mesma coisa para todos. Se a inflação faz o valor da compra do mês no mercado subir de R$ 800 para R$ 900, esses R$ 100 reais de aumento significam 6,7% da renda de uma pessoa que recebe R$ 1.500 reais — enquanto, para a pessoa que recebe R$ 10 mil, o aumento é de 1%. A inflação machuca muito mais o pobre.

Além disso, os ricos podem comprar títulos públicos que são baseados na inflação, podem mandar seu dinheiro para outros países ou investir em empresas que os retornos são maiores que a inflação. Já o pobre só tem o trabalho. Se ele não pode se mudar de país, ele fica preso e indefeso contra a inflação.

Funcionários públicos também estão inclinados a votar em candidatos que têm simpatia ou prometem manter ou expandir o setor público. Isso significa que seus empregos estão assegurados. No Brasil, é muito mais atraente trabalhar no setor público. Pessoas com mesma escolaridade e funções semelhantes, recebem 72% a mais que um trabalhador do setor privado. Os salários também crescem muito mais no setor público.

Para os megaempresários, isso também é benéfico, visto que a esquerda os protege da concorrência nacional e internacional. Já para o pobre, proteger empresas significa que ele vai ter acesso a menos produtos e produtos mais caros.

Proteger significa menor concorrência, menor concorrência significa maiores lucros para essas empresas em setores protegidos. Os empresários empregam muitas pessoas, e uma falência pode custar muitos votos dos trabalhadores revoltados com seus empregos perdidos.

Não à toa, um dos maiores oligarcas do Brasil, Rubens Ometto, tentou aproximação com o presidente Lula depois de sua vitória em 2022. Uma garrafa de vinho de R$ 5 mil reais junto com um cartão escrito à mão: “Caro Presidente, conforme prometido, espero que goste!!! Abraços”.

Ometto é dono de uma fortuna estimada em R$ 45 bilhões e é um dos maiores oligarcas do Brasil. Diferentemente de mim, de você, eleitor, e de uma pessoa que recebe R$ 2 mil, Ometto depende muito mais da aproximação política. A concorrência é muito danosa para os seus grandes lucros. Quanto maior o poder do Estado de regular, tributar, subsidiar, proteger, contratar e punir, maior o incentivo para grupos tentarem capturar esse poder. Isso significa que o Estado se torna uma arena em que quem tem mais recursos tende a jogar melhor o jogo.

O apoio de parte dos mais ricos à esquerda não é uma contradição. Ele pode ser explicado pelo fato de que elites econômicas, culturais e burocráticas conseguem capturar benefícios do Estado ou se proteger dos custos das políticas que defendem. Já os mais pobres e a classe média baixa vivem diretamente os efeitos de inflação, serviços públicos ruins, insegurança e baixa mobilidade socioeconômica.

*Artigo publicado originalmente na Revista Oeste.

















publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/por-que-o-pt-e-o-queridinho-dos-ricos/

Jorge Messias e a Dosimetria: quando o Congresso é vilão

    Carlos Junior


O fato político mais relevante foi a rejeição pelo Senado da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Por 42 votos contrários a 32 favoráveis, o advogado-geral da União viu o seu nome barrado para a mais alta instância do Judiciário brasileiro – fato que não ocorre desde 1894. A surpresa foi enorme: além de o fato ser incomum, ainda se vendia – com muita gente disposta a comprar – a imagem do presidente Lula como articulador infalível. De nada adiantou.

Mal se tinha o resultado e já havia quem apontasse o pai da criança. Muitos apontam para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UNIÃO-AP); outros falam no ministro do STF, Alexandre de Moraes. Seja lá quem for, o que me parece algo patente é que o governo sofreu um abalo com potencial de virar terremoto. Ter um nome rejeitado para o Supremo é sinal inequívoco de fraqueza, e, com uma eleição batendo à porta, não haveria momento pior.

A derrota de Messias não estava no radar, ao contrário da derrubada do veto ao PL da Dosimetria. Pedra cantada pelo meio político, a reação do Congresso ao Planalto foi entendida pelas esquerdas como uma traição imperdoável, pois a nossa pujante democracia precisa colocar idosas com Bíblia na mão na cadeia por quase – ou mais de – duas décadas. Essas mesmas pessoas que gritam “Sem Anistia” pertencem a uma corrente política que foi generosamente beneficiada pela Anistia de 1979 – sem falar que o Brasil é um país com tradição pacífica por já ter concedido 48 anistias em sua história.

Coerência não é – e nunca foi – o ponto forte das esquerdas. Espinafrar o Congresso Nacional exemplifica mais uma das suas várias contradições.

Recordo que as manifestações no começo do Governo Bolsonaro pediam a aprovação das reformas – previdência, administrativa e pacote anticrime – e criticavam duramente o Congresso na figura do então presidente da Câmara Rodrigo Maia. O que fez a esquerda? Saiu em defesa de Maia e do resto da classe política, tratando crítica como ataque e semeando as bases da narrativa que desaguou nos supremos inquéritos intermináveis. Unida ao establishment quase de forma siamesa, seus acólitos trataram o único movimento político antissistema – ao menos até então – como golpista e antidemocrático por desempenhar o mesmo papel dos militantes petistas da década de 1990 na famigerada campanha ‘’Ética na Política’’ – ela não passava de um engodo desmascarado por Olavo de Carvalho em O Jardim das Aflições, enquanto a primeira é a variante brasileira de um fenômeno mundial: a revolta do homem comum contra as elites do Deep State.

Utilizada pelo bolsonarismo, a antipatia ao estamento burocrático era malquista por quem tanto a estimulou. Empreendida pelo adversário, foi demonizada. Os mesmos políticos do Centrão que foram tachados de golpistas por votarem pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff viraram fiadores da democracia. Ou alguém esqueceu o simbólico apoio petista à candidatura do deputado Baleia Rossi (MDB-SP) à presidência da Câmara? Um parlamentar do partido algoz em 2016 virou sinônimo de defesa da democracia e das instituições em menos de cinco anos, numa metamorfose no mínimo curiosa.

Nessa época, uma das pautas dominantes do debate público era a questão do voto impresso. A ideia consistia em dar mais transparência ao processo de votação ao ser emitido um comprovante após a votação, garantindo de forma inconteste a lisura do sistema eleitoral ao permitir possíveis recontagens nos moldes de qualquer democracia liberal típica do Ocidente. Pois bem, após suprema pressão, a iniciativa foi derrubada na Câmara – mesmo com apelo popular da base bolsonarista. Não vi ninguém das esquerdas espinafrar o trabalho dos deputados, falar em ‘’Congresso inimigo do povo’’ e gritar palavras de ordem contra parlamentares. Quando interessa, o Parlamento é bom. Eis a síndrome de Haddad.

A verdade é que a esquerda nunca conviveu harmonicamente com a democracia. Enquanto clandestina e aceitando alguma participação eleitoral no antigo PTB, tentou tomar o poder através das guerrilhas – quem disser que elas foram uma resposta ao golpe militar está mentindo, pois os documentos apresentados no livro 1964: o Elo Perdido comprovam a existência de braços armados do PCB antes do golpe empreendido pelos militares. Uma vez estabelecida a Nova República, aplicou ipsis litteris a estratégia gramsciana de ocupação de espaços e reinou sozinha até o primeiro grande tombo: o impeachment da ex-presidente Dilma, quando o povo tomou as ruas e expressou de forma inequívoca a sua rejeição ao esquerdismo hegemônico.

Antes disso, houve o Mensalão, esse sim um golpe mortal ao regime democrático. Petistas de primeiro escalão negociaram a compra de apoio parlamentar para a aprovação de projetos do interesse do governo, colocando o Congresso de joelhos. Veja só: através da barganha financeira, corromperam um dos três poderes da República – mesmo expediente utilizado no Petrolão. E agora querem posar de defensores da democracia. Tenha dó.

A revolta da esquerda que se quer vender como moralista contra o Congresso não é contra práticas execráveis, mas pelos recentes resultados. É a mesma lógica observada na ladainha contra as emendas de relator: eram ruins no Governo Bolsonaro e agora, quando o Congresso vota contra o presidente Lula, mas não se dá um pio contra elas na hora das vitórias parlamentares da atual administração. Fosse outra a sorte de Jorge Messias, nem lembrariam dos R$ 12 bilhões liberados antes da votação.












publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/jorge-messias-e-a-dosimetria-quando-o-congresso-e-vilao/






A ESQUERDA ARTICULADA E A DIREITA TORTA

 gilbertosimõespires/pontocritico



A ESQUERDA ARTICULADA E A DIREITA TORTA

DIFERENÇA BÁSICA ENTRE ESQUERDA E DIREITA NO BRASIL

Mais do que sabido, enquanto a ESQUERDA BRASILEIRA, de forma estratégica, se mostra sempre muito ARTICULADA, defendendo suas IDEIAS assim como seus LÍDERES, independente dos partidos políticos que integram e representam, a DIREITA BRASILEIRA, por incrível que possa parecer, não por acaso se mostra, de forma intencional e direta, como -DIREITA TORTA-, do tipo que concentra suas IDEIAS, AÇÕES E INTENÇÕES no sentido da -AUTODESTRUIÇÃO-.

DIREITA TORTA

Esta incrível AUTODESTRUIÇÃO se verifica, claramente, através de ATAQUES -COMBINADOS OU NÃO- que os grupos da -DIREITA TORTA BRASILEIRA- trocam constantemente- CONTRA POLÍTICOS DE PARTIDOS admitidos como -ALIADOS-. Assim, o que menos acontece nesse NEFASTO SISTEMA DE AUTODESTRUIÇÃO são ações e manifestações em DEFESA DA -LIBERDADE ECONÔMICA, DA VALORIZAÇÃO DO INDIVÍDUO, DA PROPRIEDADE PRIVADA, DA PRESERVAÇÃO DE TRADIÇÕES E VALORES MORAIS, DO LIVRE MERCADO E DA REDUÇÃO DO TAMANHO E DA INTERFERÊNCIA DO ESTADO NA SOCIEDADE-, que caracterizam o legitimo papel da -DIREITA- NO MUNDO TODO.  

CONSELHEIROS DO BANCO MASTER

Vejam que enquanto a ESQUERDA BRASILEIRA se mantem UNA, CONFIANTE e ARTICULADA apontando que o conteúdo das mensagens que envolvem o PATROCÍNIO DO FILME/DOCUMENTÁRIO SOBRE A VIDA DO EX-PRESIDENTE JAIR BOLSONARO, é ATO CRIMINOSO, a DIREITA TORTA  não consegue se UNIR EM DEFESA -UNÍSSONA- DAQUILO QUE REALMENTE SE IMPÕE, qual seja, de APONTAR QUE A BUSCA DE PATROCÍNIOS PARA A REALIZAÇÃO DE QUALQUER TIPO DE OBRA OU PROJETO, NOTADAMENTE JUNTO À INICIATIVA PRIVADA, ALÉM DE LÍCITO, passou pelo crivo do CONSELHO DO BANCO MASTER, onde a maioria dos seus integrantes era formada por ex-ministros do GOVERNO LULA, como é o caso de -GUIDO MANTEGA, RICARDO LEWANDOWSKI, HENRIQUE MEIRELLES, GUSTAVO LOYOLA e GERALDO MAGELA, por exemplo, onde TODOS DERAM  AVAL INCONDICIONAL ÀS INÚMERAS SAFADEZAS COMETIDAS.

FALEMOS, ENTÃO, SOBRE ESCÂNDALOS

A propósito, eis a opinião do pensador Percival Puggina, FALEMOS, ENTÃO, SOBRE ESCÂNDALOS.


Na semana passada, um surto moralista acometeu parcela significativa da sociedade brasileira. Emergências lotadas reportavam casos graves de hipertensão arterial, dispneia, taquicardia, sudorese, distúrbio de sono e por aí vai. A imaculada esquerda brasileira sente-se mal perante a simples menção à palavra escândalo, seja de quem for. Todo fiel da seita criada pelo monge de Garanhuns tem esse compromisso com a santidade e horror a toda forma de pecado.
 
Se o Brasil tem uma dívida com Lula e seu partido é a régua moral proporcionada por uma vida franciscana, partilhada no convívio seleto com os bons entre os melhores, no Brasil e pelo mundo afora.
 
Agora, bem..., agora falemos sério. Só há um motivo para a esquerda brasileira se dedicar com tal intensidade à infamante tarefa de destruir a reputação de seus adversários sempre que há uma campanha eleitoral. E eu já acompanhei muitas e posso assegurar, sem medo de errar, que o motivo é este: eles sabem que o eleitor conservador, de direita, diferentemente do eleitor de esquerda, é intransigente com a corrupção. Como regra geral, abalada a confiança, arranhado o cristal, vão-se o vinho, a taça e os votos. Com Lula, passa-se o oposto. Ele só é presidente pela terceira vez e postula a quarta eleição por ser de esquerda. Fosse de direita teria encerrado atividades em 2006.
 
Flávio Bolsonaro não disse que não está falando com jornalistas e não procurou se blindar. Antes, cobra investigação. Tenho certeza de que, neste caso, não haverá pacotes lacrados nem investigações proibidas, mas muita transparência e muito barulho. Perceberam? Viveríamos numa democracia se fosse sempre assim!
 
Então, de escândalos em escândalos, chegamos ao que considero o maior da história republicana brasileira. Refiro-me ao que a esquerda fez com nossas instituições! Isso, realmente, causa hipertensão arterial, dispneia, taquicardia, sudorese, distúrbio de sono, indignação, emigração ou êxodo, e por aí vai. O Brasil esquerdista está fazendo, em 24 anos, o que Cuba levou 67 anos para produzir, tornando-se um país em pandarecos. Nada escapa às consequências do aparelhamento pela esquerda! Veja a OAB, a ABI, a ABL, a CNBB. Olhe a Câmara dos Deputados, o Senado Federal, o governo da União, o STF, o TSE.  Por fim, observe para quem a corrupção bilionária distribui suas merrecas em forma de milionárias mesadas.

























publicadaemhttps://www.pontocritico.com/artigo/a-esquerda-articulada-e-a-direita-torta

QUANDO UM MINISTRO CAÍA POR US$ 830.

 Carlos Alberto Sardenberg

Hoje, a cada dia que passa, temos a sensação de que a corrupção tomou conta do país…

Hoje, quando apanhado, o corrupto se declara vítima. Quando não tem mais jeito de negar, vai para a delação premiada


Estamos em 1993, o presidente da República é Itamar Franco, e seu ministro da Fazenda é Eliseu Resende. Vaza a informação de que Resende recebera vantagens impróprias de uma empreiteira durante viagem a Nova York. Itamar o demite. A empreiteira era a Andrade Gutierrez, que pagara uma conta de hotel de Resende. Valor: US$ 830!


Reparem. O ministro, técnico respeitado, caiu por aceitar uma cortesia de míseros US$ 830. E mais: a viagem havia sido feita antes de Resende assumir o Ministério da Fazenda. Em dinheiro de hoje, esse valor paga uma diária no hotel Península de Londres, onde algumas autoridades se hospedaram por alguns dias, comeram e beberam por conta de Daniel Vorcaro. E acharam tudo muito normal. 


Outra do Itamar. Seu ministro-chefe da Casa Civil era Henrique Hargreaves, amigo de absoluta confiança. No Congresso, estava em andamento a CPI do Orçamento, e ali apareceram denúncias de que Hargreaves recebia dinheiro “por fora”. Eram suspeitas, mas Itamar resolveu afastá-lo até que se provasse sua inocência. O golpe foi tão pesado que Hargreaves sofreu um infarto. Sobreviveu, provou-se a inocência, e ele voltou ao cargo.


Há duas lições aqui. 


Primeira, a suspeita ou, como alguns diriam, a “simples” suspeita é, sim, causa de afastamento do serviço público. 


Segunda, um homem honrado pode literalmente morrer de vergonha quando envolvido em denúncias de corrupção. Hoje, quando apanhado, o corrupto imediatamente se declara inocente, vítima de injustiças e perseguições. Quando não tem mais jeito de negar, vai para a delação premiada. Entrega, confessa, mas para salvar alguns trocados que garantam uma boa vida e — quem sabe? — a volta aos negócios. 


Já aconteceu com muitos que foram apanhados pela Operação Lava-Jato e hoje estão por aí, na boa, negociando com governos.Itamar sucedia a Fernando Collor, que sofrera impeachment por causa de grossa corrupção. Ainda assim, na casa dos milhões. 


Na Lava-Jato, os valores do dinheiro roubado chegaram aos bilhões. 


No caso Vorcaro, dezenas de bilhões. Pode-se dizer que foram em vão os exemplos deixados por Itamar Franco. No público, a impressão é que a roubalheira é generalizada em todos os governos, de Brasília aos municípios.


A cada dia que passa, temos a sensação de que a corrupção tomou conta do país; não há o que fazer: sofremos de uma doença incurável — escreveu na revista Veja a economista Maria Cristina Pinotti, sem dúvida a maior autoridade no estudo dos impactos da corrupção na sociedade.Para ela, entretanto, a doença não é incurável. A cura é difícil, mas absolutamente necessária para que o país escape dessa situação de baixo crescimento e enorme desigualdade. 


A sensaçao de roubalheira geral é disruptiva. 


Imagine o cidadão comum, que entrega em dia sua declaração de IR, paga os impostos e todo dia toma conhecimento de algum episódio de roubo de dinheiro público, o dinheiro que ele pagou. Por que pagar de novo?


O empresário honesto se vê numa competição desleal. O concorrente ganha os contratos não por ser mais eficiente, mas por dispor dos melhores contatos nos governos. As obras são feitas e os serviços prestados não para buscar o bem comum, mas porque dão mais dinheiro para alguns. 


Como escapar dessa situação? Pela atuação civil das pessoas honestas, pelo trabalho de instituições sérias e pelo apoio a políticos e servidores sérios. Pinotti sugere o caminho. 


Primeiro, avaliar o tamanho da corrupção — tarefa obviamente difícil, mas que pode ser cumprida por boas pesquisas e análises dos gastos públicos. A partir daí, é necessário reformar a legislação penal, para redefinir o crime de corrupção e as penalidades. Para isso, claro, precisamos do Poder Legislativo. E, para aplicar uma nova legislação, precisamos da ação do Judiciário.Imagino a sensação de desânimo do leitor... mas é nesses Poderes que encontramos corrupção. 


Pois é. Ninguém disse que é fácil. Mas a Itália conseguiu. E sempre temos o voto. Quem sabe nos aparece um novo Itamar.













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ACABOU O RESPEITO!

 Luiz Philippe de Orleans e Bragança


ACABOU O RESPEITO!


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A VERSÃO SEMPRE GRITA MAIS ALTO QUE O FATO

 GILBERTONASCIMENTO/FACEBOOK


A VERSÃO SEMPRE GRITA MAIS ALTO QUE O FATO



Moraes Pode Cair Antes de Vorcaro Delatar: Veja Como!

 andrémarsiglia/youtube


Moraes Pode Cair Antes de Vorcaro Delatar: Veja Como!


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Intercept USA JORNALISMO para fazer VENDETA: O interesse por trás da matéria contra FLÁVIO

 rubinhonunes/youtube


Intercept USA JORNALISMO para fazer VENDETA: O interesse por trás da matéria contra FLÁVIO


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Lula Sem Saída: Esse Problema Ele Não Resolve!

 deltandallagnol/youtube


Lula Sem Saída: Esse Problema Ele Não Resolve!


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Falemos, então, sobre escândalos

  Percival Puggina


  Na semana passada, um surto moralista acometeu parcela significativa da sociedade brasileira. Emergências lotadas reportavam casos graves de hipertensão arterial, dispneia, taquicardia, sudorese, distúrbio de sono e por aí vai. A imaculada esquerda brasileira sente-se mal perante a simples menção à palavra escândalo, seja de quem for. Todo fiel da seita criada pelo monge de Garanhuns tem esse compromisso com a santidade e horror a toda forma de pecado.

Se o Brasil tem uma dívida com Lula e seu partido é a régua moral proporcionada por uma vida franciscana, partilhada no convívio seleto com os bons entre os melhores, no Brasil e pelo mundo afora.

Agora, bem..., agora falemos sério. Só há um motivo para a esquerda brasileira se dedicar com tal intensidade à infamante tarefa de destruir a reputação de seus adversários sempre que há uma campanha eleitoral. E eu já acompanhei muitas e posso assegurar, sem medo de errar, que o motivo é este: eles sabem que o eleitor conservador, de direita, diferentemente do eleitor de esquerda, é intransigente com a corrupção. Como regra geral, abalada a confiança, arranhado o cristal, vão-se o vinho, a taça e os votos. Com Lula, passa-se o oposto. Ele só é presidente pela terceira vez e postula a quarta eleição por ser de esquerda. Fosse de direita teria encerrado atividades em 2006.

Flávio Bolsonaro não disse que não está falando com jornalistas e não procurou se blindar. Antes, cobra investigação. Tenho certeza de que, neste caso, não haverá pacotes lacrados nem investigações proibidas, mas muita transparência e muito barulho. Perceberam? Viveríamos numa democracia se fosse sempre assim!

Então, de escândalos em escândalos, chegamos ao que considero o maior da história republicana brasileira. Refiro-me ao que a esquerda fez com nossas instituições! Isso, realmente, causa hipertensão arterial, dispneia, taquicardia, sudorese, distúrbio de sono, indignação, emigração ou êxodo, e por aí vai. O Brasil esquerdista está fazendo, em 24 anos, o que Cuba levou 67 anos para produzir, tornando-se um país em pandarecos. Nada escapa às consequências do aparelhamento pela esquerda! Veja a OAB, a ABI, a ABL, a CNBB. Olhe a Câmara dos Deputados, o Senado Federal, o governo da União, o STF, o TSE.  Por fim, observe para quem a corrupção bilionária distribui suas merrecas em forma de milionárias mesadas.













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segunda-feira, 18 de maio de 2026

Democracia, o Deus que não deve ser cultuado

  Adriano Dorta 


A democracia é criticada por figuras que vão desde Hans-Hermann Hoppe – representando os anarcoindividualistas –, até Karl Marx e Bakunin – representando os comunistas e anarquistas.

No outro extremo, temos o que eu chamo de democratas radicais. Esse grupo é composto por indivíduos que consideram que a democracia é um sistema político com um fim em si mesmo. Para esse grupo, a democracia deve ser defendida a qualquer custo – inclusive atos antidemocráticos podem ser usados –, porque, de outra forma, não valeria a pena viver. Os fins justificam os meios quando é pela defesa da democracia.

Em nome da democracia, passam a ser toleradas investigações prolongadas, sigilosas, de escopo amplo e conduzidas por autoridades que acumulam funções de vítima, investigador e julgador. Se a defesa da democracia exige a suspensão de garantias liberais básicas, aquilo que se pretende proteger começa a ser corroído pelos próprios meios escolhidos para defendê-lo.

É verdade que a democracia foi importante para ajudar na consolidação de grandes conquistas para os indivíduos em sociedades onde ela foi implementada. Isso significa que devemos usar quaisquer meios para preservá-la?

Além disso, é importante ressaltar que a democracia, sozinha, não significa nada. Democracia sozinha se resumiria a eleições? Não vamos esquecer que Hitler chegou ao poder respeitando o procedimento democrático.

A democracia só faz sentido com uma constituição liberal: direitos individuais, Estado de direito, propriedade privada, participação política, devido processo legal, igualdade perante a lei, separação de poderes e limitação do escopo de ação do Estado.

A primeira constituição liberal do mundo, nos EUA, foi feita pelos pais fundadores pensando em como proteger a sociedade americana de grupos que pudessem alcançar o poder e oprimi-la. A Segunda Emenda não foi pensada apenas como proteção individual contra criminosos comuns, embora também possa cumprir essa função. Seu sentido constitucional original estava ligado à desconfiança liberal em relação ao poder concentrado do Estado e à ideia de que uma população armada poderia funcionar como barreira contra a tirania.

Não é que eu não demande nada da democracia. Na verdade, esse grupo de democratas radicais acredita que o processo democrático produzirá demais. Para alguns, a democracia é “o Deus que falhou”. Para outros, tornou-se simplesmente “o Deus”.

O erro dos democratas radicais é confundir decisão coletiva com decisão pública. Uma decisão é pública quando envolve externalidades reais, bens públicos ou efeitos inevitavelmente compartilhados. Já uma decisão coletiva pode ser apenas a transferência de uma escolha individual para a vontade da maioria. Nesse caso, o fato de muitos decidirem não torna a decisão mais legítima; pode apenas transformar preferência majoritária em coerção.

Alguns leitores podem me acusar de ser elitista ou de estar advogando por um sistema antidemocrático. Isso é falso. Descrever como a democracia funciona e o que ela produz não é o mesmo que advogar por outro sistema. É entender os limites que a democracia, como sistema político, tem.

Muitos assuntos foram atribuídos à democracia para que ela os resolvesse. Conflitos e políticas públicas são feitos com base na pressão popular. Olhemos para o debate ao redor do fim da escala 6×1.

O debate atual ocorre dentro de um arranjo constitucional e trabalhista que fixa limites para a jornada semanal de até 44 horas e o repouso semanal remunerado. Historicamente, reduções sustentáveis da jornada de trabalho dependem, antes de tudo, de ganhos de produtividade. A lei pode proibir determinados arranjos, mas não pode aumentar a produtividade.

Quando a redução da jornada vem sem aumento correspondente de produtividade, o custo aparece em algum lugar: preços maiores, salários menores, informalidade, menor contratação ou reorganização forçada das empresas.

No Brasil, a produtividade e a jornada de trabalho, antes de mais nada, são resultados de um ambiente de negócios ruim, de uma carga tributária que, além de alta, é complexa; de leis trabalhistas que não conseguem regular as novas dinâmicas das relações de trabalho; de baixa estabilidade jurídica; e de uma cultura que abomina o enriquecimento e a prosperidade. A maneira encontrada para resolver o problema foi mais do mesmo: cria-se uma lei que proíba que o problema exista.

No meu texto “Quem protege o trabalhador?” – que você pode ler aqui no site do Instituto Liberal –, eu escrevi: “No Brasil, existe um mito de que as coisas só podem ser modificadas, melhoradas ou feitas por meio da aprovação de uma lei. Como consequência, a Constituição virou uma colcha de retalhos. Tudo que está errado precisa ser ‘consertado’ com uma emenda, uma nova norma ou uma canetada.”

Época de eleição, somada a uma sociedade insatisfeita com a estagnação da produtividade e a um país que cresce pouco, é um prato cheio para que problemas complexos sejam resolvidos de maneiras simplistas. Eleitores comuns têm pouco incentivo para se informar profundamente sobre todos os temas votados no processo político. Isso acontece por conta do cálculo econômico. O custo de se informar é alto, enquanto a chance de um voto individual alterar o resultado é mínima.

Além disso, é um mito que o eleitor seja sempre racional. Como as demandas podem ser feitas por meio da emoção, da crença ou da ideologia, o custo individual de estar errado é baixo, visto que esse custo acaba sendo diluído na sociedade. Nem toda decisão coletiva é uma decisão realmente pública, ou seja, o fato de uma maioria votar sobre algo não significa que aquele assunto deveria estar nas mãos da maioria.

O problema da escala 6×1 é real para muitos trabalhadores. A questão é se a melhor resposta é proibir arranjos contratuais por lei ou atacar as causas que tornam jornadas longas economicamente necessárias: baixa produtividade, baixa acumulação de capital, ambiente de negócios ruim, insegurança jurídica e custo elevado da formalização. Discutem-se as decisões coletivas: decidimos que todos têm que trabalhar nesses termos.

Adultos não podem negociar livremente seus contratos, mesmo quando prefeririam trocar mais horas de trabalho por maior renda, experiência ou flexibilidade. Não! Decidiu o coletivo.

Quando levamos nossos problemas, como sociedade, para o Estado resolver, trocamos a cooperação por uma alternativa coercitiva. Quanto mais problemas precisamos resolver por meio do Estado, maior é o escopo de coerção nas interações sociais.

No outro extremo da democracia, está um exemplo real do porquê de, às vezes, menos democracia ser melhor: o Banco Central. Quanto mais independente do processo político o Banco Central é, mais eficiente ele se torna. Independência do processo político significa ser antidemocrático.

Por antidemocrático, quero dizer que, quanto menor for a influência dos eleitores nas decisões do Banco Central, melhor será para a economia. As decisões do presidente e dos diretores do Banco Central independem diretamente da vontade da maioria.

Imaginem se as taxas de juros fossem baseadas na decisão coletiva. Decisões coletivas são tomadas sem refletir as preferências individuais. A carga tributária paga por cada contribuinte não é prova de que estou errado. Isso só mostra que o contribuinte prefere pagar os impostos a ir para a prisão.

Isso altera os incentivos dos tomadores de decisão governamentais. Fica impossível conter a predação pública, e a política se torna um exercício de domínio entre grupos.

Dentro desse nosso arranjo institucional, na política, podemos entender por que indivíduos buscando seu próprio interesse resultam em tragédias e tensões sociais. Continuaremos fracassando em evoluir como sociedade enquanto continuarmos nos afastando da cooperação e nos engajando nesse mito da democracia como sacrossanto.

Quando toda demanda social é convertida em pauta legislativa, toda frustração vira justificativa para coerção e toda maioria se sente autorizada a redesenhar a vida dos indivíduos, a democracia deixa de ser um instrumento de liberdade e se torna um mecanismo de dominação coletiva. Uma sociedade livre não depende apenas de votar. Depende, sobretudo, de saber o que não deve ser votado. Direitos individuais, contratos, propriedade, devido processo legal, liberdade de associação e limites ao poder estatal não existem para atrapalhar a democracia. Existem para impedir que a democracia destrua a liberdade em nome dela mesma.

A democracia e a liberdade são ferramentas, não um fim em si mesmas.



















publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/democracia-o-deus-que-nao-deve-ser-cultuado/

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