Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

domingo, 23 de agosto de 2026

Afinal, o pouso na Lua foi uma farsa?

 Rainer Zitelmann


Após a missão Artemis II em abril, teorias afirmando que a aterrissagem na Lua em 1969 foi uma fraude e que tudo teria sido filmado em um estúdio de TV ganharam novo impulso.

Nas redes sociais, perguntas como estas têm sido levantadas com cada vez mais frequência:

  1. “Se conseguimos pousar na Lua em 1969 com a missão Apollo 11, por que hoje nem conseguimos repetir isso?”
  2. “Estranho que agora eles só orbitem a Lua — parece até que nunca dominaram de verdade a técnica de pousar lá.”
  3. “A tecnologia deveria ser melhor, mas agora voltamos a apenas voar ao redor da Lua em vez de pousar?”
  4. “Cinquenta anos atrás, supostamente fizeram isso com tecnologia menos avançada — agora, com supercomputadores, não conseguem?”
  5. “Por que precisam de foguetes e sistemas totalmente novos se tudo já funcionava antes?”
  6. “Se o programa Apollo foi real, pousar na Lua deveria ser rotina hoje — mas não é.”
  7. “Por que não existe um módulo lunar funcionando hoje se eles já tinham um naquela época?”
  8. “Para mim, parece que agora estão sendo cautelosos porque sabem que aquilo não aconteceu de verdade naquela época.”

Essas perguntas parecem plausíveis: por que, depois de mais de meio século, os seres humanos ainda não retornaram à Lua, e por que agora eles apenas voaram ao seu redor em vez de pousar? A tecnologia computacional avançou de forma tão dramática desde então que o que era possível naquela época deveria ser hoje muito, muito mais fácil.

As dúvidas sobre se o pouso na Lua teria sido filmado em um estúdio de TV existem há muito tempo. Céticos argumentaram, entre outras coisas: ‘Em várias sequências de vídeo, a bandeira tremula ao vento e, portanto, essas cenas devem ter sido gravadas na Terra.’ Como sabemos, não há vento na Lua, então, como uma bandeira poderia tremular ao vento? Thomas Eversberg, que analisa extensivamente esses argumentos em seu livro The Moon Hoax [em português, A Farsa da Lua], destaca: ‘…não existe uma única sequência em que a bandeira se mova sem que um dos astronautas toque a bandeira ou o mastro, ou a tenha tocado alguns segundos antes de ela se mover. Um movimento de ‘tremulação’ só pode ser observado quando a bandeira acabou de ser tocada ou está sendo tocada”.

Além disso: se o pouso na Lua tivesse sido filmado em um estúdio, de onde teria vindo o “vento” ali? Os céticos dizem: do sistema de ar‑condicionado. Eversberg também refuta outros argumentos em seu livro, por exemplo, por que nenhuma estrela pode ser vista no céu lunar.

Na década de 1960, União Soviética e Estados Unidos disputavam a corrida espacial. Cada lado queria vencer a qualquer custo para demonstrar a superioridade de seu sistema. Se o pouso na Lua realmente tivesse sido uma fraude, por que os soviéticos não a denunciaram imediatamente? Isso teria sido fácil de fazer — e eles teriam todos os motivos para expor isso.

Após o pouso na Lua em julho de 1969, outros cinco pousos lunares se seguiram. Por que alguém teria se dado ao trabalho de filmar mais cinco filmes adicionais em um estúdio de televisão, mesmo sabendo que cada nova farsa aumentaria a probabilidade de que a fraude fosse descoberta?

Ainda assim, a pergunta dos céticos é válida: se os seres humanos realmente chegaram à Lua naquela época, por que nada comparável aconteceu nos 50 anos seguintes? No meu livro New Space Capitalism, respondo a essa pergunta: é uma história sobre o fracasso dos voos espaciais conduzidos pelo Estado. O programa Apollo foi um sucesso extraordinário, mas o programa do Ônibus Espacial que veio depois foi um fracasso completo. Os custos de lançamento permaneceram estagnados durante décadas. Enquanto avanços rápidos aconteciam em todos os lugares na indústria privada (basta pensar nos computadores pessoais e nos celulares!), os voos espaciais liderados pelo Estado ficaram estagnados.

O primeiro capítulo do meu livro se chama “O Fim do Futuro”. Nele, mostro por que, depois de 2011, os Estados Unidos já não eram sequer capazes de transportar seus próprios astronautas até a Estação Espacial Internacional usando seus próprios foguetes. Somente seis anos atrás Elon Musk conseguiu realizar isso novamente com seu foguete Falcon 9. Eu mostro como ele reduziu os custos de lançamento em 95% em comparação com o Ônibus Espacial. O Estado fracassou — mais uma vez!

Mas por que não há seres humanos na Lua desde 1972, muito menos em Marte? Porque nada no mundo acontece sem uma razão realmente poderosa. Na década de 1960, essa razão era a competição sistêmica entre a União Soviética e os Estados Unidos. Assim que essa competição foi decidida, simplesmente não restou uma razão forte o suficiente. Os Estados Unidos haviam vencido — o que mais havia para provar? Por que continuar gastando tanto dinheiro?

Somente agora os americanos estão correndo de volta para a Lua porque temem que os chineses possam chegar lá primeiro. Mas o prestígio nacional não será suficiente a longo prazo. Sem fortes motivos econômicos, o progresso futuro continuará muito abaixo do que seria possível de outra forma.

O problema é a ausência de incentivos econômicos. E isso, por sua vez, está ligado ao Tratado do Espaço Exterior de 1967. De acordo com o Artigo 2 desse tratado, as nações não têm permissão para possuir corpos celestes ou realizar pousos em corpos celestes. Se isso também se aplica a indivíduos privados é uma questão debatida entre especialistas em direito espacial. A situação jurídica incerta paralisa a iniciativa privada.

Após o pouso na Lua, o arquiteto do programa Apollo, Wernher von Braun, foi questionado sobre quais deveriam ser as prioridades para as viagens espaciais nos anos seguintes. Ele respondeu: “Temos que mostrar que os voos espaciais são úteis, e até mesmo lucrativos, para as pessoas na Terra. De fato, os projetos espaciais deveriam começar a se pagar por si mesmos.” Mas foi justamente isso que os voos espaciais conduzidos pelo Estado não conseguiram alcançar.

No momento em que se tornar possível adquirir propriedade privada na Lua, em Marte e em asteroides, começará a mais extraordinária história imobiliária da humanidade. Finalmente, haveria um poderoso motor econômico! Os mercados de ações experimentariam um boom de ações relacionadas a Marte e asteroides, os chamados Space-REITs.

Olhando para a história, sem o Homestead Act de 1862, a ocupação do oeste dos Estados Unidos teria avançado muito mais lentamente. Essa lei oferecia terras quase de graça a qualquer pessoa disposta a atender ao chamado de “Ir para o Oeste”. Todos os cidadãos adultos dos EUA e imigrantes podiam solicitar 160 acres de terra desde que concordassem em se estabelecer e cultivá-la por cinco anos. O resultado foi uma migração em massa dos estados do leste e da Europa para o Meio-Oeste, levando ao desenvolvimento de fazendas, povoados e infraestrutura, especialmente em conexão com a construção de ferrovias.

Nós precisamos de propriedade privada no espaço também. Sistemas sem propriedade privada não funcionaram na Terra. Incentivos econômicos são necessários para a próxima etapa da conquista do espaço.
















publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/historia/afinal-o-pouso-na-lua-foi-uma-farsa/

Saúde: Gasta como rico. Entrega como pobre.

   Claudio Apolinario


      O Brasil gasta em saúde quase o mesmo que países ricos — mas quem paga a diferença é o cidadão. Quem não tem plano espera 2 anos por uma cirurgia. Isso não é falta de recurso. É escolha.

O Brasil tem uma das maiores redes de saúde pública do mundo. E uma das maiores filas também.

Em 2024, mais de um milhão de brasileiros aguardavam na fila do SUS por cirurgias eletivas. Procedimentos que não são emergência — mas que doem, que limitam, que impedem de trabalhar. Essa fila cresceu 26% em relação a 2023. O tempo médio de espera é de 2 anos e 4 meses.

Dois anos e quatro meses esperando por uma cirurgia.

O Brasil e os países ricos gastam no total percentuais parecidos em saúde — em torno de 9% da economia. A diferença está em quem paga essa conta. Nos países ricos, o Estado banca 70% do total gasto. No Brasil, o estado banca apenas 45%. A diferença é paga pelo cidadão — quem pode paga plano, quem não pode espera na fila. O Estado brasileiro entra com menos e transfere a diferença para o bolso do cidadão.

E o impacto é direto: o Brasil gasta apenas US$ 1.573 por pessoa em saúde por ano. Os países ricos gastam US$ 4.986. Menos de um terço.

Menos de 25% dos brasileiros têm plano de saúde — cerca de 53 milhões de pessoas. Os outros 160 milhões dependem exclusivamente do SUS.

No andar de cima, quem tem plano agenda consulta com especialista em dias, faz exame na semana, é operado em semanas. No andar de baixo, quem depende do SUS espera meses por uma consulta, meses por um exame, anos por uma cirurgia. São os mesmos impostos pagos. São resultados completamente diferentes.

E o custo dessa espera não aparece só na fila. Aparece no trabalhador que perde emprego enquanto aguarda uma cirurgia que poderia tê-lo recuperado em semanas. Aparece na criança que deixa de ir à escola porque a mãe não tem com quem deixá-la durante as consultas intermináveis. Aparece no idoso que piora enquanto espera o diagnóstico. A fila do SUS não é só inconveniente. É um gerador silencioso de pobreza.

Esse não é um problema sem comparação. Um estudo sobre eficiência dos sistemas de saúde na América Latina mostrou que o Brasil figurou de forma consistente entre os países menos eficientes da região — ao lado de países que gastam proporcionalmente menos e entregam mais. Chile e Colômbia, que investem percentuais menores do PIB em saúde pública, aparecem entre os sistemas mais eficientes da região. A diferença não está em quanto se gasta. Está em como se gasta — e em quem responde pelo resultado.

E não é um problema novo. O Estado brasileiro sempre transferiu para o cidadão uma fatia maior da conta do que os países desenvolvidos fazem. Não é de hoje.

ão décadas de escolhas orçamentárias que priorizaram outras despesas e deixaram o sistema público funcionando abaixo do que a população precisa.

Cada vez que um orçamento é aprovado com menos dinheiro para a saúde do que o necessário, alguém decide que a fila pode esperar. Cada vez que um gestor não é cobrado pelo resultado do sistema que administra, a fila cresce.

O Brasil não precisa de mais discurso sobre saúde. Precisa de menos tolerância com a fila. Quem tem voz — quem vota, quem debate, quem influencia — tem uma responsabilidade concreta: parar de aceitar 2 anos e 4 meses como resposta normal.

Quando uma espera absurda vira aceitável, ela vira permanente.

Porque 2 anos e 4 meses esperando por uma cirurgia não é inevitável. É consequência da escolha de quem controla o sistema.

*         O autor, Claudio Apolinario, é articulista e analista político.







publicadaemhttps://www.puggina.org/outros-autores-artigo/saude:-gasta-como-rico-entrega-como-pobre__18718

RECADO AOS CATÓLICOS

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Juristas criticam o ativismo do STF: 'Viola a Constituição quando lhe convém'

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Moraes Provoca Flávio Com Nova Decisão Cruel

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PROBLEMA DO BRASIL SÃO AS NARRATIVAS

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PROBLEMA DO BRASIL SÃO AS NARRATIVAS



“Só um vai sobreviver”: o duelo que pode decidir o futuro do Brasil

 praetorium/fernãolaramesquita/



KKKKKKKKKK NOVO SLOGAM DA ESQUERDA

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CERCO SE FECHANDO

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Eles DIZIAM que era AGORA a PROVA está no CELULAR

 RUBINHONUNES/YOUTUBE


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Encontro de Lula Com Trump Pode Acabar Mal: Veja!

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Encontro de Lula Com Trump Pode Acabar Mal: Veja!


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Gonet muda de posição no momento mais delicado do caso Lulinha -

 ÚLTIMA ANÁLISE/GAZETADOPOVO/YOUTUBE


sábado, 22 de agosto de 2026

A sabedoria de Nelson Rodrigues

   João Luiz Mauad 


Nelson Rodrigues nasceu em Recife, no dia 23 de agosto de 1912, e morreu no Rio de Janeiro, onde passou a maior parte da vida, em 21 de dezembro de 1980. Nelson é considerado por muitos o maior dramaturgo brasileiro, mas destacou-se também como jornalista, romancista, folhetinista e cronista dos costumes e do futebol brasileiro. Escreveu 17 peças, centenas de contos e nove romances. Além disso, fanático torcedor do Fluminense, foi um dos maiores cronistas esportivos de todos os tempos. Como jornalista, trabalhou em todos os grandes jornais do Rio. Impressionava pela capacidade de criar histórias fantásticas sobre os fatos mais corriqueiros.

Para alguns, um conservador asqueroso que o Brasil deveria colocar no paredão de fuzilamento; para outros, simplesmente um gênio.

“A liberdade é mais importante do que o pão.”

“Nada mais cretino e mais cretinizante do que a paixão política. É a única paixão sem grandeza, a única que é capaz de imbecilizar o homem.”

“Eu sou um anticomunista que se declara anticomunista. Geralmente, o anticomunista diz que não é. Mas eu sou e confesso. E por quê? Porque a experiência comunista inventou a antipessoa, o anti-homem. Conhecíamos o canalha, o mentiroso. Mas, todos os pulhas de todos os tempos e de todos os idiomas, ainda assim, homens. O comunismo, porém, inventou alguém que não é homem. Para o comunista, o que nós chamamos de dignidade é um preconceito burguês.”

“Diz o dr. Alceu que a Revolução Russa é “o maior acontecimento do século”. Como se engana o velho mestre! O “maior acontecimento do século” é o fracasso dessa mesma revolução.”

“O dr. Alceu fala a toda hora na marcha irreversível para o socialismo. Afirma que a Revolução Russa também é irreversível. Em primeiro lugar, acho admirável a simplicidade com que o mestre administra a História, sem dar satisfações a ninguém, e muito menos à própria História. Não lhe faria mal nenhum um pouco mais de modéstia. De mais a mais, quem lhe disse que a Revolução Russa é irreversível?”

“Outrora, o remador de Bem-Hur era um escravo, mas furioso. Remava as 24 horas por dia, porque não havia outro remédio e por causa das chicotadas. Mas, se pudesse, botaria formicida no café dos tiranos. Em nosso tempo, o socialismo inventou outra forma de escravidão: — a escravidão consentida e até agradecida.”

“O padre de passeata é hoje, uma ordem tão definida, tão caracterizada como a dos beneditinos, dos franciscanos, dos dominicanos e qualquer outra. E está a serviço do ódio.”

“O tempo das passeatas acabou, mas o padre de passeata continua, inexpugnável no seu terno da Ducal e vibrando, como um estandarte, um Cristo também de passeata.”

“No Brasil, só se é intelectual, artista, cineasta, arquiteto, ciclista ou mata-mosquito com a aquiescência, com o aval das esquerdas.”

“Não há ninguém mais bobo do que um esquerdista sincero. Ele não sabe nada. Apenas aceita o que meia dúzia de imbecis lhe dão para dizer.”

“Na velha Rússia, dizia um possesso dostoievskiano: — “Se Deus não existe tudo é permitido”. Hoje, a coisa não se coloca em termos sobrenaturais. Não mais. Tudo agora é permitido se houver uma ideologia.”

“Antigamente, o silêncio era dos imbecis; hoje, são os melhores que emudecem. O grito, a ênfase, o gesto, o punho cerrado, estão com os idiotas de ambos os sexos.”

“Eu amo a juventude como tal. O que eu abomino é o jovem idiota, o jovem inepto, que escreve nas paredes “É proibido proibir” e carrega cartazes de Lenin, Mao, Guevara e Fidel, autores de proibições mais brutais.”

“Com o tempo e o uso, todas as palavras se degradam. Por exemplo: — liberdade. Outrora nobilíssima, passou por todas as objeções. Os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade.”

“Ainda ontem dizia o Otto Lara Resende: — “O cinema é uma maneira fácil de ser intelectual sem ler e sem pensar”. Mas não só o cinema dá uma carteirinha de intelectual profundo. Também o socialismo. Sim, o socialismo é outra maneira facílima de ser intelectual sem ligar duas ideias.”

“[Até o século XIX] o idiota era apenas o idiota e como tal se comportava. E o primeiro a saber-se idiota era o próprio idiota. Não tinha ilusões. Julgando-se um inepto nato e hereditário, jamais se atreveu a mover uma palha, ou tirar um cadeira do lugar. Em 50, 100 ou 200 mil anos, nunca um idiota ousou questionar os valores da vida. Simplesmente, não pensava. Os “melhores” pensavam por ele, sentiam por ele, decidiam por ele. Deve-se a Marx o formidável despertar dos idiotas. Estes descobriram que são em maior número e sentiram a embriaguez da onipotência numérica. E, então, aquele sujeito que, há 500 mil anos, limitava-se a babar na gravata, passou a existir socialmente, economicamente, politicamente, culturalmente etc. houve, em toda parte, a explosão triunfal dos idiotas.”

“Outrora, os melhores pensavam pelos idiotas; hoje, os idiotas pensam pelos melhores. Criou-se uma situação realmente trágica: — ou o sujeito se submete ao idiota ou o idiota o extermina.”

“Como a nossa burguesia é marxista! E não só a alta burguesia. Por toda parte só esbarramos, só tropeçamos em marxistas. Um turista que por aqui passasse havia de anotar em seu caderninho: — “O Brasil tem 100 milhões de marxistas”.”

“Hoje, o não-marxista sente-se marginalizado, uma espécie de leproso político, ideológico, cultural etc etc. Só um herói, ou um santo, ou um louco, ousaria confessar publicamente: — “Meus senhores e minhas senhoras, eu não sou marxista, nunca fui marxista. E mais: — considero os marxistas de minhas relações uns débeis mentais de babar na gravata”.

No Brasil, o marxismo adquiriu uma forma difusa, volatizada, atmosférica. É-se marxista sem estudar, sem pensar, sem ler, sem escrever, apenas respirando.”

“Marx roubou-nos a vida eterna, a minha e a do Otto Lara Resende. Pois exigimos que ele nos devolva a nossa alma imortal.”

“As cartas de Marx mostram que ele era imperialista, colonialista, racista, genocida, que queria a destruição dos povos miseráveis e “sem história”, os quais chama de “piolhentos”, de “anões”, de “suínos” e que não mereciam existir. Esse é o Marx de verdade, não o da nossa fantasia, não o do nosso delírio, mas o sem retoque, o Marx tragicamente autêntico.”

“A Rússia, a China e Cuba são nações que assassinaram todas as liberdades, todos os direitos humanos, que desumanizaram o homem e o transformaram no anti-homem, na antipessoa. A história socialista é um gigantesco mural de sangue e excremento.”

“Tão parecidos, Stalin e Hitler, tão gêmeos, tão construídos de ódio. Ninguém mais Stalin do que Hitler, ninguém mais Hitler do que Stalin.”

“Vocês se lembram da fotografia de Stalin e Ribbentropp assinando o pacto nazi-comunista. Ninguém pode esquecer o riso recíproco e obsceno. Se faltou alguém em Nuremberg — foi Stalin.”

“Havia, aqui, por toda parte, “amantes espirituais de Stalin”. Eram jornalistas, intelectuais, poetas, romancistas. Outros punham nas paredes retratos de Stalin. Era uma pederastia idealizada, utópica e fotográfica.”

“Em muitos casos, a raiva contra o subdesenvolvimento é profissional. Uns morrem de fome, outros vivem dela, com generosa abundância.”

“O povo é um débil mental. Digo isso sem nenhuma crueldade. Foi sempre assim e assim será, eternamente.”

“A ideologia que “absolve e justifica os canalhas” é apenas o ópio dos intelectuais.”

“Se o homem, de uma maneira geral, tem vocação para a escravidão, o jovem tem uma vocação ainda maior. O jovem, justamente por ser mais agressivo e ter uma potencialidade mais generosa, é muito suscetível ao totalitarismo. A vocação do jovem para o totalitarismo, para a intolerância é enorme. Eu recomendo aos jovens: envelheçam depressa, deixem de ser jovens o mais depressa possível, isto é um azar, uma infelicidade.”

“O mundo só se tornou viável porque antigamente as nossas leis, a nossa moral, a nossa conduta eram regidas pelos melhores. Agora a gente tem a impressão de que são os canalhas que estão fazendo a nossa vida, os nossos costumes, as nossas ideias. Ou são os canalhas, ou são os imbecis, e eu não sei dizer o que é pior. Porque você sabe que são milhões de imbecis para dez sujeitos formidáveis.”

“As feministas querem reduzir a mulher a um macho mal-acabado.”

“Toda unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar.”

“O brasileiro não está preparado para ser o maior do mundo em coisa nenhuma. Ser o maior do mundo em qualquer coisa, mesmo em cuspe à distância, implica uma grave, pesada e sufocante responsabilidade.”

“Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta.”

“Subdesenvolvimento não se improvisa; é obra de séculos”

“Invejo a burrice, porque é eterna.”

“Toda a unanimidade é burra”

“O dinheiro compra até o amor verdadeiro.”

“No Brasil, quem não é canalha na véspera é canalha no dia seguinte.”

“Geralmente, o puxa-saco dá um marido e tanto.”

“Os defeitos existem dentro de nós, ativos e militantes, mas inconfessos…”

“Em nosso século, o grande homem pode ser ao mesmo tempo, uma besta!”

“Existem situações em que até os idiotas perdem a modéstia.”

“A Igreja está ameaçada pelos padres de passeata, pelas freiras de minissaia e pelos cristãos sem Cristo.”

“Só o inimigo não trai nunca.”

“Não se apresse em perdoar. A misericórdia também corrompe.”

“Criou-se uma situação realmente trágica: ou o sujeito se submete ao idiota ou o idiota o extermina.”

“O brasileiro, quando não é canalha na véspera, é canalha no dia seguinte.”

“O brasileiro é um feriado.”

“A companhia de um paulista é a pior forma de solidão.”

“O mineiro só é solidário no câncer.”

“Só os profetas enxergam o óbvio.”

“O jovem tem todos os defeitos do adulto e mais um: – o da imaturidade.”

“O homem só é feliz pelo supérfluo. No comunismo, só se tem o essencial. Que coisa abominável e ridícula!”

“Nós, da imprensa, somos uns criminosos do adjetivo. Com a mais eufórica das irresponsabilidades, chamamos de ilustre, de insigne, de formidável, qualquer borra-botas.”

“Quando os amigos deixam de jantar com os amigos, é porque o país está maduro para a carnificina.”

“A grande vaia é mil vezes mais forte, mais poderosa, mais nobre do que a grande apoteose. Os admiradores corrompem.”

“Desconfio muito dos veementes. Via de regra, o sujeito que esbraveja está a um milímetro do erro e da obtusidade.”

“No Brasil é a imprensa que descobre os crimes!”

“Qualquer indivíduo é mais importante do que a Via Láctea.”

“Só acredito nas pessoas que ainda se ruborizam”

“Hoje é muito difícil não ser canalha. Todas as pressões trabalham para o nosso aviltamento pessoal e coletivo.”

“Se todos conhecessem a intimidade sexual uns dos outros, ninguém cumprimentaria ninguém.”

“A mais tola das virtudes é a idade. Que significa ter quinze, dezessete, dezoito ou vinte anos? Há pulhas, há imbecis, há santos, há gênios de todas as idades.”

“Enquanto um sábio negro não puder ser nosso embaixador em Paris,nós seremos o pré Brasil.”

“Toda autocrítica tem a imodéstia de um necrológio redigido pelo próprio defunto”

“Perfeição é coisa de menininha, tocadora de piano.”

A burrice é diferente da ignorância. A ignorância é o desconhecimento dos fatos e das possibilidades. A burrice é uma força da natureza.

“Não acredito em honestidade sem acidez, sem dieta e sem úlcera.”

“O homem não nasceu para ser grande. Um mínimo de grandeza já o desumaniza. Por exemplo: um ministro. Não é nada, dirão. Mas o fato de ser ministro já o empalha. É como se ele tivesse algodão por dentro, e não entranhas vivas.”

“Chegou às redações a notícia da minha morte. E os bons colegas trataram de fazer a notícia. Se é verdade o que de mim disseram os necrológios, com a generosa abundância de todos os necrológios, sou de fato um bom sujeito.”







publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/pensadores/a-sabedoria-em-nelson-rodrigues/

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