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domingo, 21 de junho de 2026

O mito do inevitável domínio chinês

 Aléxis Melo Nepomuceno


A China, desde a sua reabertura econômica em meados de 1980, se consolidou como a segunda maior economia do planeta e passou a ser apresentada por analistas e investidores como a sucessora natural dos Estados Unidos na liderança do comércio global. Tarifas, guerras comerciais, disputas tecnológicas e o avanço do yuan como alternativa ao dólar compõem o cenário de uma rivalidade que, para muitos, já está definida. Uma das vozes mais influentes dessa narrativa é o macro investidor Ray Dalio, que previu o declínio americano e sua substituição pela China com base em ciclos históricos de transição hegemônica. Este texto examina essa tese e questiona sua premissa central: a de que a ascensão chinesa é inevitável — argumentando que instituições, liberdade econômica e capacidade de inovação importam mais do que tamanho ou planejamento estatal.

O macro investidor Ray Dalio, em sua obra Princípios para a ordem mundial em transformação: Porque as nações prosperam e fracassam, previu o declínio do império norte-americano e sua substituição pela China, da mesma forma que “os holandeses perderam seu poder para os britânicos, que criaram um império maior e mais poderoso”, e os ingleses, posteriormente, perderam espaço para os americanos. “Esses grandes ciclos produziram mudanças na ordem mundial, em que novas potências substituíram antigas potências”, afirma o autor. Para Dalio, seria inevitável que a China substituísse os Estados Unidos no futuro próximo. O investidor relaciona os principais fatores que levaram os americanos a superar os ingleses após a Segunda Guerra Mundial; entre eles, destaca-se o fato de que “a libra esterlina foi substituída pelo dólar americano como principal moeda de reserva mundial”, em razão da confiabilidade institucional e da segurança jurídica existentes nos Estados Unidos.

Já a China não possui instituições capazes de garantir segurança jurídica plena, uma vez que permanece como um Estado despótico, que impõe diversos limites às liberdades individuais. Há, inclusive, crescente preocupação, amplamente documentada por analistas e observadores internacionais, de que Xi Jinping esteja se tornando mais autocrático do que Mao Zedong. O mundo escolheu o dólar como principal moeda de reserva justamente pela confiança nas instituições americanas e, segundo o próprio Dalio, ainda não existe outra moeda capaz de competir de forma real com o dólar diante da clara superioridade institucional dos Estados Unidos.

Outras características decisivas foram a educação, a competitividade, a inovação tecnológica, a capacidade produtiva, a participação no comércio mundial, a força militar e a posição dos EUA como principal centro financeiro global. Esses elementos consolidaram os americanos como protagonistas do progresso econômico mundial. O desenvolvimento econômico foi o principal motivo para a liderança americana no pós-guerra, e esse desenvolvimento decorreu da formação de instituições econômicas inclusivas, “que possibilitam e estimulam a participação da grande massa da população em atividades econômicas que façam o melhor uso possível de seus talentos e habilidades e permitam aos indivíduos fazer as escolhas que bem entenderem”. São instituições que garantem os direitos de propriedade, incentivam o empreendedorismo e criam um ambiente propício à inovação.

Segundo o laureado economista Douglass North, as instituições são as “regras do jogo”, responsáveis por assegurar estabilidade e continuidade ao ambiente econômico. Ao fornecer segurança ao empreendedor para inovar, essas instituições mantêm espaço aberto para a destruição criativa — processo de substituição tecnológica que impulsiona o desenvolvimento. Na visão dos premiados autores Daron Acemoglu e James A. Robinson, o crescimento chinês ocorreu de forma acelerada nas últimas décadas, mas “sob instituições políticas claramente extrativistas”, o que inevitavelmente impõe limites ao desenvolvimento sustentável. “O Partido Comunista Chinês controla rigidamente toda a vida política na China e dificilmente permitiria a destruição criativa em larga escala”, impossibilitando o pleno cálculo econômico. O dirigismo chinês permitiu um crescimento impulsionado pela adoção de tecnologias existentes e pela exportação de produtos manufaturados, mas isso não significa, necessariamente, crescimento sustentado no longo prazo.

O economista Joseph Schumpeter introduziu o conceito de destruição criativa como um processo de substituição tecnológica que modifica a “estrutura econômica de dentro para fora, destruindo continuamente a antiga e criando continuamente uma nova”. Um Estado fortemente centralizador, como o chinês, tende a limitar esse processo, pois a destruição criativa ameaça os detentores do poder político ao criar vencedores e perdedores e redistribuindo renda e influência econômica.

Para Schumpeter, o desenvolvimento depende diretamente da inovação e da destruição criativa. Já para Israel Kirzner, a inovação depende da atividade empresarial livre, resultado do cálculo econômico realizado pelo empreendedor em um sistema de instituições sólidas, capazes de garantir os direitos de propriedade e a liberdade econômica. A economia chinesa serve prioritariamente aos interesses do Partido Comunista, e não aos interesses espontâneos de empresários e consumidores. Segundo Ludwig von Mises, “onde não há mercado livre, não há mecanismo de preços; e sem um mecanismo de preços, não há cálculo econômico”. Sem esse cálculo, a economia passa a funcionar “como tatear no escuro”, tornando o crescimento econômico disfuncional, marcado pela má alocação de capital e pela produção desconectada das reais demandas dos consumidores. Um exemplo recente foi o estouro da bolha imobiliária na China, em 2021, cujos efeitos persistem até hoje diante do descompasso entre uma oferta artificialmente sustentada por estímulos estatais e a demanda real dos consumidores.

Outro problema da economia planejada, segundo Friedrich Hayek em seu discurso em memória de Alfred Nobel, em 1974, é que o conhecimento está disperso por toda a sociedade e “nunca existe de forma concentrada ou integrada, mas apenas como pedaços dispersos de conhecimento incompleto”, detidos por indivíduos separados. Como explica Jeffrey Tucker: “Nenhum planejador central, por mais inteligente que seja ou por mais potentes que sejam seus computadores, consegue processar a massa de informações locais e temporais que os indivíduos utilizam em suas decisões diárias”.

O planejamento chinês parte da pretensão de substituir a ordem espontânea do mercado por uma ordem projetada pelo Estado, conceito definido por Hayek como “arrogância fatal”. Para Tucker, ao explicar essa ideia, “o resultado não é a organização perfeita, mas o caos e o subdesenvolvimento”. Esses limites do planejamento central se tornam ainda mais evidentes quando observados na prática da política industrial chinesa. Enquanto a grande maioria das empresas americanas crescem de forma orgânica, conquistando mercado gradualmente, as montadoras chinesas são fortemente subsidiadas pelo governo. Desde 2009, Pequim já destinou cerca de US$ 231 bilhões diretamente ao setor. O subsídio estatal à indústria automobilística chinesa impacta toda a cadeia produtiva — considerada extensa pelo elevado número de materiais, peças e serviços especializados envolvidos — e cria um ambiente artificial de competitividade. Dessa forma, os veículos chegam ao consumidor por preços muito inferiores aos que teriam em um mercado sem a ingerência do Estado e sem a transferência indireta desses custos para toda a economia.

Para os autores Elias Jabbour e Alberto Gabriele, o Estado centralizado, sob “orientação socialista”, seria capaz de “acelerar o progresso das forças produtivas” e “controlar as instabilidades do mercado financeiro”. Já Ludwig von Mises e Friedrich Hayek refutam essa ideia ao argumentarem que nenhum órgão central possui conhecimento suficiente para coordenar racionalmente uma economia complexa. Para os austríacos, o planejamento estatal conduzido por “uma comissão de iluminados investida do poder de determinar tudo o que seria produzido e consumido” tende a gerar escassez generalizada, além de “fome e frustração em massa”, justamente porque substitui os sinais espontâneos do mercado por decisões burocráticas incapazes de refletir as reais necessidades da sociedade.

A teoria proposta por Jabbour e Gabriele sustenta que “um sistema socioeconômico nacional misto”, baseado em “planejamento e controle estatal direto”, seria “qualitativa e quantitativamente superior” ao modelo capitalista. A história, contudo, oferece resposta abundante a essa tese: existem inúmeros exemplos de países destruídos pela tentativa de substituir as decisões econômicas de indivíduos livres pela “sabedoria dos planejadores”. Até hoje não existem economias maduras e plenamente desenvolvidas organizadas sob esse sistema, sendo a China o principal — e talvez primeiro — grande experimento dessa proposta. Segundo a tradição austríaca, “quaisquer tentativas de se alocar eficientemente os recursos na ausência de propriedade privada dos meios de produção” e de preços formados livremente “irão necessariamente falhar”.

A economia americana, apesar dos inúmeros desafios e crises que enfrentou ao longo de sua história, continua sustentada por instituições que favorecem a inovação, a descentralização do conhecimento e a liberdade empreendedora. É justamente essa capacidade de adaptação contínua — baseada em segurança jurídica, proteção aos direitos de propriedade e destruição criativa — que diferencia os Estados Unidos de economias excessivamente centralizadas.

Por isso, o futuro da liderança econômica mundial talvez dependa menos do tamanho do Estado ou da capacidade de planejamento central e mais da liberdade que uma sociedade oferece para que indivíduos inovem, concorram e transformem espontaneamente a própria economia. Afinal, grandes potências não se sustentam apenas pela capacidade de produzir riqueza, mas pela liberdade institucional que permite continuar criando riqueza.

*Aléxis Melo Nepomuceno é diretor de projetos do Instituto Atlantos.












publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/o-mito-do-inevitavel-dominio-chines/

TESTE DE PATERNIDADE: Sócio de Vorcaro expõe o DNA PETISTA no caso Master

  OUÇA ESSA/gazetadopovo


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O pai do Gorivaldo morreu e deixou casa, conta no banco e folhas. A família achou que tinha herdado. Aí chegou o inventário. Conta bloqueada. Bens travados. Advogado, ITCMD, cartório, certidão. No fim, 10% a 15% do patrimônio vai embora antes de qualquer herdeiro tocar em nada.



Banco Master, STF e corrupção: Aldo Rebelo comenta situação brasileira

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Banco Master, STF e corrupção: Aldo Rebelo comenta situação brasileira

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Criança em PARADA LGBT não pode ser normalizado

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Criança em PARADA LGBT não pode ser normalizado


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ELA SABE BEM O QUE ESTÁ FAZENDO

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ELA SABE BEM O QUE ESTÁ FAZENDO




A CONTA NÃO FECHA E O BOLSO É SEU.

 PANIGO/FACEBOOK


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NUNCA ESQUEÇA ESSA GRAVAÇÃO

 JEFERSONTEIXEIRA/TIKTOK


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A PF Achou o Caminho do Vorcaro Até o Lula: Vejam Quem É!

 deltandallagnol/youtube


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ANDRÉ MENDONÇA ROMPE O SILÊNCIO E MUDA O JOGO POLÍTICO NO BRASIL

 praetorium/youtube


ANDRÉ MENDONÇA ROMPE O SILÊNCIO E MUDA O JOGO POLÍTICO NO BRASIL


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PF Descobre o Canal Direto Que Ligava o Vorcaro a Lula: Veja!

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sábado, 20 de junho de 2026

Uma Constituição refém de si mesma

 Bruno Sperancetta


No ano de 1787, os “Founding Fathers” americanos escreveram um breve documento de sete artigos. Não prometeram saúde, moradia, lazer ou amplos “direitos sociais”. Prometeram, contudo, uma coisa: limitar o poder do Estado. A Constituição americana é uma arquitetura de freios e limitações, é um texto que desconfia do Estado com a mesma ou mais energia com que o institui.

Agora viajamos para 1988 e testemunhamos a promulgação da Carta Magna brasileira. Uma constituição que fez o caminho inverso da sua “prima” americana. A CF nasceu generosa, exaustiva e, em muitos sentidos, irrealista. Com 250 artigos originais e mais de cem emendas aprovadas desde então, o que temos de fato não é uma norma fundamental ou um instrumento limitador do Estado. Na verdade, o que temos é um programa de governo permanente, constitucionalizado e praticamente irreformável. E qual o resultado disso? Um Estado que deve tudo a todos, mas entrega pouco a quase ninguém.

Este texto não é uma crítica à redemocratização e seus processos. O contexto de 1988 importa e muito: o país havia acabado de sair de vinte anos de ditadura, com feridas abertas e uma sociedade com sede de garantias. A inclusão dos ditos “direitos sociais” no texto constitucional tinha uma lógica política compreensível para a época. O problema é que a lógica política situacional e a lógica jurídico-constitucional são coisas bem diferentes. Nossos constituintes, na contramão de seus pares americanos ou dos alemães, que, em 1949, também reconstruíram um Estado após um trauma e produziram uma Lei Fundamental enxuta e centrada na dignidade humana como limite ao poder, confundiram os conceitos e geraram um custo alto e extensivo.

O constitucionalismo liberal clássico, que fundou boa parte dos Estados ocidentais bem-sucedidos, parte de uma premissa que a CF/88 ignorou: constituições devem estabelecer o que o Estado não pode fazer e não o que ele promete fazer. Os chamados direitos negativos são pré-políticos e precedem ao Estado: as liberdades de expressão, de propriedade, de ir e vir, de não ser preso arbitrariamente. Todos são exigíveis porque dependem apenas da abstenção do poder público. Na contramão, direitos positivos constitucionalizados criam obrigações que o Estado frequentemente não tem capacidade fiscal ou operacional de honrar, gerando uma espécie de “meta” que sempre será almejada, mas raramente alcançada, e cujo custo, invariavelmente, é repassado a toda a sociedade.

Esse é o ponto que o debate jurídico frequentemente ignora: direitos positivos constitucionalizados não são gratuitos. Cada promessa inscrita na Carta tem um preço, e esse preço é cobrado de contribuintes, empresas e gerações futuras sob a forma de carga tributária elevada, rigidez orçamentária e endividamento estrutural. Hoje, mais de 90% do orçamento federal brasileiro é vinculado ou obrigatório, grande parte por determinação constitucional. O Estado praticamente não governa, apenas administra compromissos que ele mesmo se impôs. O sintoma mais grave dessa hipertrofia é exatamente esse: a captura do Estado por si mesmo. Um governo que constitucionaliza gastos, vincula receitas e engessa a administração pública em incontáveis obrigações específicas perde a capacidade de governar com flexibilidade, responsabilidade e visão de longo prazo. A constituição tornou estrutural o fardo que toda a sociedade carrega.

Ao contrário do que alguns defendem, o antídoto não é uma ruptura constitucional. A história nos mostrou que buscar atalhos autoritários, em nome do “pragmatismo”, tem um custo histórico alto demais. Mas reconhecer isso não significa aceitar o status quo. A reforma necessária é profunda e começa pelo texto: enxuto, centrado na separação real de poderes e nos direitos fundamentais como limites ao poder, não como cheques em branco ao eleitor. Uma constituição que proteja liberdades em vez de administrar expectativas.

Reforma do texto, porém, não basta. Uma constituição vale o que valem as instituições que a interpretam e aplicam. No Brasil, essas instituições acumulam falhas e defeitos. O Supremo Tribunal Federal, que deveria ser o guardião dos limites constitucionais, tornou-se frequentemente um ator político. Passou a legislar por omissão do Congresso, expandindo o alcance de direitos além do texto e ocupando espaços que não lhe pertencem. Um tribunal constitucional liberal (aqui utilizado no sentido jurídico e não somente ideológico) não cria direitos, mas sim protege os que existem contra o arbítrio do poder. Do outro lado, o Congresso transformou o poder constituinte derivado em moeda de troca: emendas constitucionais viram instrumentos rotineiros, aprovadas não por necessidade jurídica, mas por conveniência política. Uma constituição que pode ser emendada a qualquer momento, por qualquer maioria com interesse suficiente, deixa de ser uma norma fundamental e passa a ser apenas mais uma lei como qualquer outra, sempre disponível ao poder de plantão.

O Brasil sobreviveu às suas últimas décadas de turbulência, instabilidade e enfraquecimento institucional, mas sobreviver não basta. Nosso país precisa prosperar. Resistir apesar das instituições não é o mesmo que ser protegido por elas. Enquanto a Constituição seguir sendo um documento que promete tudo e consegue pouco, continuaremos dependendo da sorte e não de nós mesmos.

*Bruno Sperancetta é presidente do movimento estudantil JL (Juventude Livre), estudante de Direito na PUCPR, voluntário SFLB e Líder Livres. Bruno é fellow do Instituto Amplifica.









publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/uma-constituicao-refem-de-si-mesma/

Os esforços do Estado para cobrar impostos

    Luan Sperandio 


A Muralha da China é um símbolo imponente de fortificação para defesa e utilização em guerras, com mais de 21 mil quilômetros de extensão. Sua construção foi iniciada em 220 a.C. e foi finalizada apenas no século XVI, na dinastia Ming, levando centenas de anos para ser definitivamente concluída.

Durante muito tempo, pensou-se que a Grande Muralha teria sido construída apenas para proteger o Império Chinês contra eventuais invasões. Contudo, recentemente um estudo da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, publicado na Antiquity, mostrou que, na verdade, uma parte da muralha havia sido construída para monitorar a passagem de pessoas e, com base nisso, taxar as transações.

O estudo foi coordenado pelo arqueólogo Gideon Shelach-Lavi e mapeou um trecho de 740 km da chamada Linha do Norte, também conhecida como Muralha de Genghis Khan — em referência ao lendário conquistador mongol — e foi construída entre os séculos XI e XIII. Ao analisar as características da construção naquele local, perceberam que essa parte era muito mais baixa do que o restante da Muralha, sendo ineficiente ao se tratar de funções militares.

Com isso, por meio do uso de drones, imagens de satélite e ferramentas arqueológicas, concluiu-se que a finalidade principal naquela localidade seria, provavelmente, monitorar ou bloquear o movimento de pessoas. O intuito? taxá-las!

Ou seja, construiu-se uma obra que dá para ver até na lua, a 384 mil quilômetros de distância, para cobrar um imposto sobre importações e exportações.

Além disso, serviria como uma barreira para a imigração, tendo em vista que muitos povos ao norte da Muralha buscavam se abrigar no lado do Império Chinês no período do inverno.

Os antigos despendiam muito tempo e recursos para se dedicar à cobrança de impostos, ao ponto de construir uma parte da muralha apenas para isso. Contudo, hoje não é muito diferente, os governos continuam gastando recursos e uma grande estrutura apenas para poderem arrecadar recursos.

No Brasil, com toda a tecnologia disponível em pleno século XXI, havia cerca de 7.733 auditores somente da Receita Federal em 2021, segundo dados do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco), desconsiderando os auditores estaduais dos 26 entes federativos que a possuem.

Além disso, há que se levar em consideração o custo para as empresas. Em 2020, apenas o contencioso tributário, que representa a soma de todas as discussões tributárias do país, alcançou R$ 5,4 trilhões, de acordo com o estudo “Contencioso Tributário no Brasil”, produzido pelo Insper. Este valor representa sozinho o equivalente a 75% do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo o advogado tributarista Vinícius Leôncio — famoso por ter feito um livro que compilava toda a legislação tributária brasileira, que pesava 7,5 toneladas — o Brasil gasta mais de 3% do PIB somente para cobrar os 36% de carga tributária — 10 vezes mais do que países desenvolvidos.

Seja na antiguidade ou na contemporaneidade, há uma muralha construída pelo Estado para cobrar impostos de você. Como dizia o escritor Millôr Fernandes, “e ainda te chamam de contribuinte”.










publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/historia/os-esforcos-do-estado-para-cobrar-impostos/

EUA mandam recado e Moraes fica no centro da crise -

  SEM RODEIOS/gazetadopovo

EUA mandam recado e Moraes fica no centro da crise -

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QUAL MÉDICO DE SUA PREFERÊNCIA?

 romeuzema/facebook


Você prefere ser atendido por um médico indígena, trans ou branco?




ESTÁ FUNCIONANDO QUE É UMA BELEZA

 MARINAGRECHI


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Ataque Hacker Aterroriza o Brasil de Madrugada: Veja a Tragédia!

 deltandallagnol/youtube


Ataque Hacker Aterroriza o Brasil de Madrugada: Veja a Tragédia!


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Operação Compliance Zero: Por Que o PT ESCONDE a CPI do MASTER

 rubinhonunes/youtube


Operação Compliance Zero: Por Que o PT ESCONDE a CPI do MASTER


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ESCÂNDALO: Lula Mexe na PF Para Esvaziar o Caso Master!

 andrémarsiglia/youtube


ESCÂNDALO: Lula Mexe na PF Para Esvaziar o Caso Master!

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