Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

terça-feira, 16 de junho de 2026

Devemos sempre respeitar a opinião alheia?

   Gabriel Wilhelms 


Existe um lugar-comum nos diferentes debates da vida de que precisamos sempre respeitar a opinião alheia, mesmo que dela divirjamos. Há também uma provocação, que disso deriva, de que haveria uma contradição entre defender a liberdade de expressão e não demonstrar o respeito que se reputa devido às ideias e argumentos alheios. Comecemos pelo primeiro ponto, para obedecer a hierarquia da coisa.

Penso que um bom teste para verificar a veracidade de uma ideia é observar se ela é aplicável ou não no mundo real. Em se tratando de “sugestões” sobre como devemos nos comportar, o que podemos fazer é convidar o “conselheiro” a refletir sobre se ele estaria mesmo disposto a seguir seu próprio conselho.

Então você declara, não sem certa soberba moral, que devemos respeitar as opiniões alheias; talvez você faça isso como uma tentativa de apaziguar uma discussão acalorada ou até mesmo (muito comum) como uma forma de se defender de uma ofensiva retórica de um interlocutor que, por uma razão ou outra, lhe parece intratável. Pois bem, imagine então que um personagem insuspeito, posto que não carrega uma suástica no braço, se une à sua trupe de amigos, em uma mesa de bar e, em dado momento, depois de umas tantas doses, declara que Hitler estava certo e que é uma pena que não tenha logrado exterminar todos os judeus (poderia ser um neonazista confesso ou um simpatizante do Hamas, tanto faz). Você respeitaria tal opinião? Mudemos o rolê. Agora o diálogo é menos descontraído, já que se comenta a notícia de um estupro; em dado momento, alguém sugere que a vítima, uma moça de uns vinte e poucos anos, atacada quando saía de uma casa noturna, é culpada por seu próprio infortúnio, já que usava roupas curtas. Continuas a manter a serenidade diante de tal comentário? Um último exemplo, para não extrapolar a paciência do leitor. Você acabou de reencontrar um velho casal de amigos que já não via há muito tempo; de imediato, eles compartilham a novidade da gravidez, lembrando-se também de lhe mostrar a foto do Enzo, que você conheceu quando era um bebê e que já está com seis anos. Convidas seus amigos a tomar um café, para colocar o papo em dia, papo que, naturalmente, inclui a maternidade/paternidade. Qual sua surpresa quando estes pais dedicadíssimos dizem, com orgulho, que não vacinarão a criança vindoura, tal como nunca vacinaram o jovem Enzo (tanto faz se se tratam de hippies anti-indústrias farmacêuticas ou alt-right negacionistas). Ainda está convicto(a) de que, quando compartilhar a notícia do encontro com seu marido/esposa mais tarde, irá relatar tudo casualmente, reforçando o respeito à opinião antivacina dos amigos, e em nenhum momento os chamará de idiotas?

Resta evidente que a retórica de respeito incircunstancial à opinião alheia morre na praia diante da primeira bobagem proferida, o que significa, tão somente, que há sangue humano correndo por nossas veias e não de baratas. A priori, não há nada de “intolerante” em ficar irritado diante do proferimento de certas sandices. A face em brasa, o tom de voz elevado, talvez agudizado, as veias saltadas no pescoço, o coração acelerado, as pupilas dilatadas, o suor banhando a testa etc, tudo isso, desde que não se converta em violência (aí, sim, intolerância), é do jogo, do debate, da divergência, da democracia — parlamentos, aliás, só são “emocionalmente estáveis” quando são fantoches de ditaduras e existem apenas para corroborar, pois, em parlamentos democráticos, os ânimos se exaltam.

E aí temos o segundo ponto. Responda a um argumento com um pouco mais de acidez — às vezes, mero sarcasmo — e pode ser que algum inteligentinho apareça para dizer que você não está respeitando a liberdade de expressão. Pior ainda quando o ponto debatido é justamente a liberdade de expressão, hipótese na qual ele pode tentar apontar uma dita contradição de sua parte. Assinala-se aqui uma distinção fundamental, que foge à atenção e compreensão de muitos. Discordar de alguém, ou até mesmo xingar uma pessoa por sua opinião (sem recorrer à violência, evidentemente), pode soar desagradável para alguns, mas não cerceia a livre expressão dessa pessoa de nenhuma forma.  Se, digamos, alguém te chama de idiota por pensar ou dizer tal coisa, você continua sendo livre para pensar e dizer essa coisa. Nem aquele que te chamou de idiota tem, necessariamente, o desejo de te impedir de dizer o que pensa nem ele poderia lhe impor o silêncio, ainda que desejasse. Ser xingado não só não contradiz a liberdade de expressão como é um corolário dela: seu interlocutor tem tanto direito de te chamar de idiota quanto você tem de expressar o que pensa. Se você pensa, como os entusiastas da cultura woke pensam, que você tem o direito de não ser “ofendido”, o que desejas é o avesso da liberdade de expressão, que é sempre uma via de mão dupla — se ninguém pode te “ofender”, então você também não pode ofender ninguém e, aí, boa sorte para tecer a mais singela crítica, que sempre pode ser recebida como ofensa por gente melindrada – ou cínica.

Recordemos o exemplo do parlamento. Quem deseja total estabilidade emocional nos debates (não estou falando do churrasco de família, quando essa estabilidade é mesmo preferível e falar de política é quase sempre um erro) quer uma apatia que não é compatível com a democracia. O que proponho é uma solução muito simples, ainda que mais sofisticada: o importante não é respeitar a opinião alheia, mas respeitar o direito de expressão da opinião alheia. Se, neste ponto, você pensa que as duas coisas são equivalentes, convido-o a reler o parágrafo anterior. A diferença não é nada sútil.

Quantos ditos progressistas há por aí, arautos da moderação, que bradam o quanto são tolerantes, que respeitam as opiniões alheias e essa coisa toda, mas que, neste exato momento, estão a defender a proscrição não só de ideias (o que já é uma temeridade) mas de grupos inteiros do mercado de ideias com o embuste dos “discursos de ódio”? Quantos há que subscrevem o banimento de palavras e expressões consideradas inadmissíveis pela seita woke (nem a nega maluca escapou)? Quantos, aquiescendo com aquela baboseira de que piadas matam, estão a aplaudir a perseguição a humoristas adeptos do humor negro? Quantos vivem a justificar os abusos da nossa suprema corte, que, no momento em que escrevo este artigo, acaba de impor censura prévia a mais uma revista? Quantos advogam que o Estado deveria se tornar o fiador da verdade e promover a censura da dita desinformação, ignorando, se ingênuos, ou celebrando, se autoritários, que inevitavelmente isso está e seguirá sendo usado para calar os que criticam os “donos do poder”?

Não se permita aliciar pelas víboras de fala mansa, que dizem respeitar a opinião alheia, mas que te baniriam das redes sociais, do debate e vida públicos, que até mesmo te mandariam para a prisão, por crime não outro que o de opinião, se pudessem. Não nos iludamos com as palavras macias nem nos assustemos com a veia saltada. Os verdadeiros moderados não são aqueles que meramente dizem respeitar a opinião alheia, mas aqueles que de fato respeitam e defendem o direito de expressão, não apenas de seus pares, mas daqueles que podem até desprezar, bem como das ideias que julgam as mais absurdas. O sujeito verbalmente exaltado não é, por causa disso, um intolerante. Ele pode assumir a defesa da expressão, mesmo de seus desafetos, com a mesma intensidade com que manifesta sua discordância. É com o sujeito que se diz moderado, esse charlatão ignóbil, que se regozija com a censura para os outros (até as peças do jogo mudarem de posição e ele se converter em vítima), que você deve se preocupar.

Não há magnanimidade alguma em vislumbrar um mundo cor-de-rosa, onde só se pode falar coisas “agradáveis”, onde a melodia deve sempre ser consonante e nunca destoar da harmonia oficial dos pseudoprogressitas. A grandeza moral está em aceitar o desagradável como legítima expressão, em não se espantar com a dissonância da harmonia, em contemplar que até mesmo o ruído e a distorção, se não belos para você, o são para outrem. De que vale falar em termos como “direito de existir” se a existência do outro como ser pensante, e de seu discurso como expressão do ser, não lhe parecem dignos de defesa?

Para finalizar, repito a fórmula, que deve ficar encravada na nossa mente se quisermos separar os moderados dos charlatões: o importante não é respeitar a opinião alheia, mas respeitar o direito de expressão da opinião alheia. De outra forma: o que importa não é papagaiar bom mocismo, mas defender a liberdade de expressão.








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A corrupção é sempre inevitável?

   Gabriel Wilhelms


Com frequência, sou confrontando com a afirmação de que, em absoluto, todos os políticos são ou se tornarão corruptos, não havendo escapatória. Segundo estes, a corrupção seria inevitável e indissociável da prática política. Comumente, vejo que as pessoas que fazem essa afirmação podem ser classificadas em um de dois grupos. No primeiro, estão aqueles que falam isso muitas vezes da boca para fora e quase sempre como uma artimanha para escapar de alguma discussão política e evitar desavenças incômodas. “Para que brigar por política, ou pior, por políticos, se todos eles são iguais e lhe roubarão da mesma forma?”, dirão os membros desse primeiro grupo. Já, no segundo, estão aqueles que, longe de querer fugir de discussões políticas, têm nessa afirmativa uma firme posição. Não raro, chegam mesmo a adotar uma postura um tanto quanto arrogante e taxam de ingênuos aqueles que demonstrem qualquer tipo de predileção política, partidária ou não, e que não advoguem o mesmo niilismo.

Em relação ao primeiro grupo, não há muito o que se dizer, exceto talvez que compreendo a pouca disposição em entrar em discussões políticas, especialmente com parentes, amigos, colegas de trabalho etc. A discussão política não é para todos e ninguém tem a obrigação de dela participar. Além do mais, há os ambientes adequados para isso e não creio que os churrascos de família sejam os melhores candidatos. Já em relação ao segundo grupo, como seu niilismo político não deixa de ser também uma posição política, dedico algumas reflexões pessoais sobre a afirmação de que a corrupção é inevitável na política.

Primeiramente, faço uma provocação que, como tentarei demonstrar, me parece uma consequência lógica: quem defende a indissociabilidade da corrupção com a prática política, por óbvio, deve advogar, ou ao menos concordar com o anarquismo. Vamos por partes.

Se você crê que ao menos uma parcela daquilo que é arrecadado pelo poder público será inevitavelmente escamoteado, que não há forma efetiva de enfrentar esse mal, que todos os que governam ou pretendem governar, mesmo aqueles que se elegem com uma plataforma anticorrupção, já foram ou serão corrompidos pelo poder, o que estais a declarar é, nada menos nada mais, que a corrupção, por inevitável, faz parte da natureza do Estado. Agora, admitindo essa consequência lógica, como defender a legitimidade da existência de algo que você crê que irá perpetuamente roubar, não só a você, mas a seus compatriotas do presente e futuro?

Se invocarmos o argumento contratualista, em que a existência do Estado se legitima para nos resgatar do Estado de Natureza, de guerra de todos contra todos, e nos permitir organizar em sociedade, garantindo a proteção contra agressões, dentre as quais se inclui a agressão contra a propriedade, como admitir que a mesma instituição criada para nossa proteção seja ela mesma vilipendiadora da propriedade?

Crer na indissociabilidade entre a prática política e a corrupção, em todas as suas manifestações, e rejeitar a lógica tendente ao anarquismo, é legitimar um mal, não muito diferente de outros. Poderia então alguém retorquir que, em que pese ser verdade que a corrupção faz parte da natureza do Estado, sendo a anarquia indesejável, a manutenção do Estado seguiria sendo conveniente. Ou ainda: os benefícios de sua existência transcenderiam os malefícios da corrupção.

Não é difícil invocar exemplos análogos que nos demonstrem que aceitar esse argumento para o Estado nos força a ter que aceitar também para outras instituições. Pensemos em uma milícia que, cobrando valores, tal como impostos, dos membros de uma certa comunidade, tenta se legitimar com o argumento de que proporcionam certos serviços que pode realmente oferecer, incluindo a proteção dos “associados”; é verdade que há o elemento da coerção, mas também não há coerção no caso do Estado? Outro exemplo seria o de alguém que aceita integrar uma organização criminosa, uma máfia, com todos os ônus envolvidos, na esperança de também gozar de proteção e outras “comodidades”. Nada menos do que a disposição para arriscar sua vida e liberdade lhe seria pedido, mas não poderiam o status e promessas de riqueza contrapor os riscos?

“Mas não há como comparar a qualidade dos benefícios oferecidos, e, além do mais, essas organizações promovem a segmentação da sociedade, beneficiando seus membros em detrimento de todo o resto, enquanto o Estado, apesar de suas vicissitudes, beneficia a todos”, alguém responderia. Comecemos pelo último argumento. O paralelo com uma milícia é possível por sua natureza criminosa, já que a corrupção, ainda que tida como inevitável, é também criminosa. Em ambos os casos, se admite a continuidade do crime como um preço a se pagar pela continuidade das referidas instituições (milícia e Estado). Agora, crimes só são dignos de ser qualificados como tal se causarem danos às pessoas. Tanto as atividades da milícia quanto a corrupção estatal causam danos inquestionáveis. A diferença pode ocorrer tão somente em grau e na natureza do dano, de modo que inevitavelmente caímos em um argumento utilitarista em que o foco é não a maximização da utilidade, mas a redução dos danos à felicidade geral, optando-se pela alternativa com menor dano, admitindo assim que haverá perdedores e que o Estado não beneficia a todos. Pior: se o crime é de alguma forma tolerado no caso do Estado, que legitimidade ele teria para punir outros crimes, em especial os análogos ao que ele mesmo comete? Se a manutenção do Estado é sustentada por quem crê em sua perpétua natureza cleptomaníaca, sabendo o efeito nocivo que isso terá sobre os membros da sociedade, não teriam outros a mesma prerrogativa de defender outras manifestações do crime, em especial se também em benefício de um maior número?

Quanto ao outro argumento, ele pode ser muito bem combinado com outro, que revela a contradição de muitos destes niilistas políticos. Não é raro que os mesmos que digam que “todos nos roubarão” também estejam entre os que, além de defender a conveniência do Estado, enaltecem de forma até bastante emocional os serviços públicos oferecidos por este a ponto de pretender que não só o que entregamos em impostos é adequado como deveríamos entregar ainda mais com o objetivo de melhorar a qualidade desses serviços. Ou ainda, confrontados com exemplos de ineficiência do Estado e cientes dos argumentos deste de que lhe faltam recursos e de que necessita de mais receitas, aquiescem em entregar ainda mais, sem sequer questionar a origem da escassez de recursos ou pretender uma redução do tamanho e custo da máquina pública.

Imagine então que você viva em um condomínio onde, apesar de pagar taxas muito acima da média do mercado, você é obrigado a conviver com indicativos de total desordem e descaso. Os corredores são imundos, o lixo é espalhado pelas partes externas, a piscina é inutilizável – bem como demais áreas comuns, as reformas tardam a começar e, quando começam, nunca são concluídas, causando transtornos diários aos moradores etc. A empresa que administra o condomínio, apesar de ser muito bem remunerada para tal, não tem qualquer transparência ou boa vontade em lidar com as demandas dos moradores. Imagine então que, pressionado pelos moradores, o síndico agendou uma reunião destes com representantes da empresa gestora para que eles pudessem expor todos os problemas. Então, um desses gestores, engravatado, explica que, para a resolução de todos os problemas, seja a melhoria da limpeza, a revitalização das áreas comuns, a conclusão das reformas — para as quais recursos adicionais já foram previamente levantados junto aos moradores —, seria necessário o pagamento de taxas adicionais. Agora, qual seria a sua reação diante do fato de que, pagando taxas acima do mercado, pagando valores adicionais para reformas nunca concluídas, e ainda assim vivendo praticamente em um chiqueiro, os mesmos que já haviam dado mostras de total incompetência e não faziam qualquer prestação de contas para as vultosas somas recebidas estivessem lhe pedindo que a solução estivesse em entregar-lhes ainda mais dinheiro? Não tendo “sangue de barata”, sua reação certamente seria de indignação. Qual então é o sentido de adotar um comportamento diferente para o Estado, sobretudo quando se crê que a corrupção faz parte da sua natureza? Não soa ridículo dizer algo como “Eles nos roubam, mas devemos entregar nosso dinheiro de bom grado”, ou ainda “Devemos entregar ainda mais, pois, apesar de nos roubarem, eles nos oferecem serviços públicos”?

Como não creem que haja solução para a corrupção, nossos niilistas não podem se escorar naquele argumento, também lugar-comum, de que “o problema é a corrupção e, se não fosse por ela, seríamos ricos” e variantes. Fazendo uma escolha em legitimar a entrega de seus suados recursos a quem acredita ser basicamente uma máfia, esse tipo de niilista político adota o papel de tolo. Tampouco pode argumentar que entrega por coerção, já que faz uma justificativa moral e utilitarista da continuidade da existência de seu explorador; mas não só isso: eles pretendem que outros devem também ser compelidos a adotar o mesmo papel de tolo. Todos deveriam ficar felizes em ser roubados para “fins nobres”, sendo que os que a isso se opõem não passam de pessoas egoístas e que devem mesmo ser punidas se ousarem ocultar seu quinhão. Sonegar, portanto, também lhes é inadmissível, tal como lhes deve parecer absurdo ocultar a carteira temendo a figura encapuzada que lhes espreita.

Notem que a necessidade lógica do anarquismo (sendo a alternativa o papel de tolo) como consequência dessa forma de niilismo político é diferente da abolição do Estado defendida por anarcocapitalistas, por exemplo. No primeiro caso, não é a tributação a priori que pode ser considerada um roubo. A ilegitimidade do Estado surge por crer-se que a corrupção faz parte de sua natureza, violando a própria justificação da sua existência. Depreende-se, portanto, que, se fosse possível combater efetivamente a corrupção (algo não admitido aqui), não só o Estado, mas a própria cobrança de impostos seria legítima. Já os anarcocapitalistas veem tudo sobre o Estado como ilegítimo. Não só a corrupção faria parte de sua natureza, mas sua essência seria desde o princípio a pilhagem. Com ou sem corrupção, não se admite a existência do Estado e nem de nenhuma forma de tributação.

A quem chegou neste ponto imaginando que faço uma defesa apaixonada do anarquismo, lembro que não é esse o caso; apenas o vejo como uma consequência lógica da afirmação de que a corrupção é indissociável da política. Como não concordo com essa afirmação, tampouco advogo o anarquismo, em qualquer de suas variantes (incluindo o anarcocapitalismo).

Dizer que a corrupção não é sempre inevitável é muito diferente de dizer que acredito no fim definitivo da corrupção. As duas afirmações até podem ser similares, mas têm uma diferença fundamental. De um lado, há a crença de que todos os políticos são e sempre serão corruptos. De outro, há a de que um grande número e possivelmente até a maioria esmagadora é de fato corrupta, mas não todos. Distinguimos uma evidente variação em grau, pois, se, em um caso, a corrupção varia tão somente em sua forma, mas segue permanente, no outro, há variação de grau e pode mesmo ser reduzida — ainda que se admita que não extinta, tal como a extinção de outras manifestações de crime não parece plausível.

O niilismo político a que se chega vendo a prática política sempre como criminosa entra, como vimos, em flagrante contradição com a defesa da continuidade do Estado e o endosso ao roubo oficial. Por outro lado, é uma visão condizente com uma postura antissistema que se traduz em uma indiferença em relação à política e quase sempre em voto nulo (não que todo voto nulo seja um voto antissistema). Por óbvio, eu não subscrevo essa posição antissistema, mas é preciso admitir que ao menos há nexo entre demonizar a prática política e não querer ter parte com o que dela resulte. Contudo, isso resulta em uma apatia que não posso deixar de ver como lamentável e que não faz sentido a quem, de uma forma ou de outra, tal como este simples articulista, se dedica ao debate público. Quem participa da prática política, seja com ideias, tecendo críticas aqui, levantando bandeiras lá, não é alguém tão desesperançado a ponto de não querer ter parte alguma com a política e não ansiar, ainda que da forma mais infinitesimalmente modesta, influir nos seus resultados.

Isso nada tem a ver com fé, que pode ser algo muito bom e próprio para a esfera religiosa e privada, mas que na política é sempre desastrosa. Não devemos ter fé em político algum. Contudo, confiança, dada sua condicionalidade, é algo diferente. A confiança pode ser dada, bem como retirada, sendo assim objeto de merecimento. Não cabe aqui o culto à personalidade ou quejandos, o que pode ser outra manifestação do niilismo político, onde, ao invés da conclusão anarquista, busca-se uma conclusão de força, acreditando extirpar o mal tolhendo a política em si (ao menos em sua forma democrática).

Seja o anarquismo, que, não admitindo espaços para a manifestação de vicissitudes públicas, também não admite para a manifestação de virtudes, ou a opção não democrática, onde a força tem primazia sobre a virtude, estamos diante da apatia ou desesperança. Não há homens públicos a serem admirados e uma visão algo cínica nos diz que esforços em os produzir serão sempre vãos.

Não é que eu não veja a desconfiança como salutar. Desconfiar da política, de políticos, do Estado etc, é muito apropriado e deveria ser inclusive mais encorajado. É que o caminho niilista nos deixa sem ação e dá uma ilusão de liberdade. Como você sinceramente crê que a corrupção é inevitável e que você está um passo à frente de todos aqueles que ingenuamente nutrem um mínimo de esperança de que as coisas podem ser diferentes, conclui que, pela ciência daquilo que a maioria cisma em ignorar, você é mais livre. Mas que liberdade é essa que admite o roubo e preconiza a inação? O desgosto que, com razão, sentimos muitas vezes pelo Estado, sendo a corrupção uma, mas não a única razão para esse desgosto, ao contrário de admitir essa apatia, é sim um convite à ação, ação no sentido de não aceitar o leque de absurdos que engloba a corrupção – e é o exercício dessa ação, em suas diferentes possibilidades, o que entendo por liberdade política, à qual não podemos renunciar, sob risco de sacrificar também nossas demais liberdades. Portanto, se entendemos a liberdade política como importante e relevante, não podemos admitir a afirmação de que a corrupção é sempre inevitável.

Talvez seja desnecessário dizer o óbvio de que acreditar na possibilidade de fazer política com princípios não significa que todos ou a maioria o farão, ou que a corrupção seja algum dia extinta por completo. Nosso país convive, infelizmente, com níveis alarmantes de corrupção, e não acredito em passe de mágica que resolva isso. Ocorre que há gente honesta, interessada e genuinamente preocupada com os problemas do Brasil. Há também, apesar de todos os achaques, gente comprometida e disposta a defender hoje e amanhã a liberdade. Se falo em liberdade, é porque entendo que as duas coisas estão de certa forma conectadas: a corrupção, no sentido vulgar e independente de tecnicismos penais, é também um ataque à liberdade, pois trai o próprio contrato social que em tese justificaria a existência do Estado em defesa de nossa liberdade. É importante desfazermo-nos de romantismos pueris, mas também é importante não ficarmos tão desesperançados a ponto de acreditar que não há liberdade pela qual valha a pena lutar.












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A epidemia do eu

  Alex Pipkin 


Percebo uma diferença importante entre cuidar de si mesmo e transformar a própria existência num projeto permanente de contemplação do umbigo. Tenho a impressão de que parte da nossa cultura cruzou essa linha. Nunca se falou tanto em autoconhecimento, e nunca houve tanta gente perdida.

Nunca se discutiu tanto saúde mental. Nunca tantos jovens pareceram tão frágeis diante dos desafios mais comuns da vida. Uma geração inteira foi ensinada a enxergar o mundo através das lentes da opressão, da injustiça e da vitimização. O problema não é reconhecer que essas coisas existem. Elas existem. O problema é acreditar que elas explicam tudo.

Quando isso acontece, o mundo deixa de ser um campo de possibilidades e passa a ser um campo de ameaças. O desconhecido assusta, e o contraditório ofende. A rejeição traumatiza, e o fracasso paralisa. O outro deixa de ser um potencial amigo, parceiro, namorado, mentor ou colaborador. Torna-se um risco. O resultado é uma geração que passa mais tempo administrando medos do que construindo experiências.

Uma parcela significativa dos jovens de hoje bebem menos, fumam menos, transam menos e se arriscam menos. Em compensação, acumulam recordes de ansiedade, depressão e solidão. Nunca houve uma geração tão protegida e tão amedrontada. As redes sociais completaram a obra. Prometiam conexão, mas também entregaram confinamento. Trancaram-se em pequenas cavernas mentais e bolhas digitais, onde suas certezas jamais são desafiadas, seus medos jamais são contrariados e suas indignações de apartamento são permanentemente recompensadas.

Mas a vida acontece fora da cabeça. Ela está na conversa que desafia nossas convicções, no amor que nos expõe ao risco, na amizade que exige concessões, no trabalho que impõe responsabilidades e na realidade que insiste em não obedecer às nossas teorias “modernosas”. Seguramente, uma das grandes epidemias do nosso tempo não é a falta de autoestima. É o excesso dela.

Nunca houve tantas pessoas ocupadas consigo mesmas e tão poucas verdadeiramente conectadas aos outros. Quanto mais uma sociedade ensina seus jovens a se observarem, mais corre o risco de impedi-los de viver. Afinal, ninguém encontra a si mesmo passando a vida inteira procurando por si mesmo.













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JOGANDO ÁGUA NO VULCÃO DO MASTER, A IMPRENSA MANTÉM FLÁVIO CONGELADO

 fernãolaramesquita/yhoutube


JOGANDO ÁGUA NO VULCÃO DO MASTER, A IMPRENSA MANTÉM FLÁVIO CONGELADO


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MAIS UMA NARRATIVA DO ANÃO DIPLOMÁTICO

 EDUARDOOINEGUE


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Até a Folha Admite: Antidemocrático é o STF!

 deltandallagnol/youtube


Até a Folha Admite: Antidemocrático é o STF!


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Trump Media e Rumble: o processo que pode complicar Moraes -

 SEM RODEIOS

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Confrontei ao Vivo a Esquerda Que Nunca Trabalhou 6x1 na Vida

 rubinhonunes/youtube


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Moraes se Defende Hoje nos EUA: Veja os Argumentos!

 andrémarsiglia/youtube


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TRÊS DADOS E TODOS ERRADOS...

 SAITOJUNIOR/THREADS


TRÊS DADOS E TODOS ERRADOS... 



DESIGUALDADE vs POBREZA

 depcláudiobranchieri/youtube


DESIGUALDADE vs POBREZA


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Escândalo! 100 milhões de litros de nafta da Petrobras para o PCC sem rastreador?

 revistaoeste/youtube


Escândalo! 100 milhões de litros de nafta da Petrobras para o PCC sem rastreador?


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segunda-feira, 15 de junho de 2026

O Embate de Ideias como um Campeonato de Futebol

 Mises Brasil


No mundo atual, a única forma de promover mudanças em direção à liberdade é convencer um número substancial de pessoas das nossas ideias, a ponto de tornar impossível que os políticos votem contra nós. Com a chegada da Copa do Mundo, não há melhor momento para recorremos à analogia, criada pelo nosso fundador Helio Beltrão, do embate de ideias como um campeonato de futebol.

Nesse torneio existem vários times, e cada time é uma escola de pensamento. Um deles é o austro-libertário, o nosso. Competimos contra os socialistas, keynesianos, neoclássicos, conservadores, identitários, frankfurtianos e muitos outros. Durante muito tempo, estivemos relegados a uma posição de pouca ou nenhuma influência. Não participávamos da primeira divisão e quase não tínhamos torcida.

Mas como funciona essa analogia das diferentes escolas de pensamento como times de futebol?

O goleiro

O goleiro representa os grandes pensadores daquela doutrina no passado. No nosso caso, temos nomes como Carl Menger, Eugen von Böhm-Bawerk, Ludwig von Mises, Friedrich Hayek e Murray Rothbard. Estamos muito bem de goleiro.

Mas os outros times também têm goleiros importantes. O time marxista tem Karl Marx e Friedrich Engels. O time keynesiano tem John Maynard Keynes. O time da Escola de Frankfurt tem Theodor Adorno. Tem ainda outros goleiros, alguns deles muito bons para os seus times, como Adam Smith, Milton Friedman e Ayn Rand.

A defesa

A defesa é formada pelos doutores e acadêmicos que adaptam aquelas ideias originais às circunstâncias atuais. O professor Antony Mueller foi um grande exemplo, assim como os nossos outros dois mosqueteiros, os professores Fabio Barbieri e Ubiratan Iorio. De fato, os austro-libertários têm avançado na formação de uma boa defesa, galgando um espaço cada vez maior na Academia. Inclusive, o programa de Fellows do Mises Brasil é um grande passo nessa direção.

Apesar desse avanço e de grandes nomes, nossa defesa ainda é pequena quando comparada às dos demais times. Com relação a outras escolas de pensamento, temos pouca presença na academia. As universidades são amplamente dominadas pelos marxistas e pelos keynesianos. Nesse sentido, especialmente no Brasil, o time marxista tem, não a melhor, a mais numerosa defesa.

O meio de campo

O meio de campo é o centro de um time de futebol. É o que realmente faz o time ser melhor no fim do dia. Nesse campeonato de ideias, o meio de campo é formado por intelectuais, artistas, escritores, blogueiros e produtores de cultura, de maneira geral. Assim como os meias são responsáveis por carregar a bola da defesa para o ataque e encantar os torcedores, aqueles que difundem e popularizam as ideias têm o poder de influenciar opiniões.

Nós temos poucos jogadores nessa posição. Ainda há pouca gente escrevendo em jornais, produzindo entretenimento ou ocupando espaços culturais relevantes. Podemos citar Ron Paul como um grande nome do time austríaco. Mas a situação tem melhorado bastante, especialmente se considerarmos os avanços na mídia alternativa, que permitem uma difusão cada vez mais descentralizada das ideias.

No entanto, os nomes de grande alcance cultural seguem no outro time. Não temos um meio de campo comparável ao da esquerda em volume. Continuamos perdendo para eles.

Ataque

No ataque, estão os jogadores que esperam o meio de campo trabalhar a bola para empurrá-la para o gol. Mas eles só conseguem marcar se o time estiver coordenado, com uma boa defesa e, principalmente, com um meio de campo capaz de criar as oportunidades.

Os atacantes são aqueles indivíduos que, por meio da ação empreendedora, levam a cabo as ideias e as executam. O gol, na nossa analogia, é a materialização das ideias na coordenação social. Isso acontece a partir de ações voluntárias que influenciam os meios ao nosso redor. Nesse sentido, a vitória chega por meio de mudanças institucionais. Para o time austro-libertário, essa vitória está no avanço da liberdade e no respeito à propriedade privada.

As mudanças institucionais também podem acontecer dentro do aparato coercitivo. Mas os políticos estão longe de ser craques. Os políticos podem, no máximo, se aproximar de um atacante oportunista, que vive na banheira e, vez ou outra, empurra a bola para o gol. Na maioria das vezes, porém, o político é o jogador que perde gols feitos, perde pênaltis, fica impedido, atrapalha as jogadas e até mesmo marca gols contra. Pior do que isso, o político é o jogador marrento, que acredita ser o craque da equipe, digno de toda a glória, mas desestabiliza o vestiário e enfraquece o restante do time.

Não podemos esperar que os políticos tenham um grande “amor pela camisa”. E a situação no mundo político, assim como em uma partida de futebol, pode mudar muito rápido. Os gols que marcamos durante um determinado período, quando perdemos coordenação no restante do time, podem ser rapidamente superados pelos gols dos adversários.

Treinador

Treinar um time de futebol é crucial. Institutos de produção intelectual, como o Instituto Mises Brasil, são os equivalentes aos treinadores desse time. Eles funcionam como centros de formação e ensino e fornecem a estrutura necessária para que as ideias sejam trabalhadas, dos goleiros aos atacantes, passando pela defesa e pelo meio de campo, levando-as a cada vez mais pessoas e, assim, fazendo crescer a torcida.

Assim, bons treinadores são aqueles que oferecem produção intelectual de alta qualidade. Sem dúvida, por termos as ideias corretas, nós tendemos a ter os melhores treinadores. Enquanto isso, os outros times patinam na qualidade das ideias, mas avançam na quantidade de jogadores.

Uma visão do campeonato

No Brasil de hoje, a esquerda ainda ocupa as primeiras posições e os conservadores vêm logo em seguida. Nós austro-libertários tivemos uma melhora significativa nos últimos anos e já estamos na primeira divisão. Porém, infelizmente, ainda não conquistamos o campeonato.

É importante ressaltar que o campeonato não tem fim. Mesmo que se consigam vitórias importantes, sempre pode haver um revés quase instantâneo na direção da tirania. Em junho de 1914, por exemplo, o Arquiduque Franz Ferdinand foi assassinado e o mundo mergulhou em uma guerra que marcou o fim da era de prosperidade e otimismo geral. A guerra durou quatro anos e deixou sequelas para uma civilização inteira até os dias atuais.

Mais recentemente, em março de 2020, governos de todo o mundo alardearam uma pandemia global e impuseram lockdowns. Com apoio de uma parte significativa da população, medidas draconianas em nome da segurança tiraram nossa liberdade e relativizaram nossa propriedade.

Alguns poderiam argumentar que tanto a esquerda quanto os conservadores possuem tendências populistas. Sem dúvida. No entanto, a esquerda é muito mais nefasta aos princípios que nos são fundamentais: vida, liberdade e propriedade. Quando analisamos tema por tema, especialmente no que diz respeito à propriedade privada, a esquerda produziu resultados piores do que os conservadores – e isso está muito claro nesses últimos anos.

Mantendo o olho na bola

De todo modo, o foco não deve estar em políticos nem em partidos. Não devemos ser escravos mentais de um político. Não temos político de estimação nem partido de estimação. Nós temos a nossa doutrina de pensamento, as nossas ideias.

Quando se trata do ataque, nós devemos manter sempre o olho na bola. A medida está indo na nossa direção? Ela avança a vida, a liberdade e a propriedade, ou não? Se avança, devemos apoiar. Se não avança, devemos rejeitar e criticar.

Se quisermos vencer, precisamos nos preparar desde já para quando tivermos a oportunidade. E isso está muito mais próximo do que parecia há uma ou duas décadas.

Para isso, porém, é preciso manter nossa independência. O fusionismo não funciona. Alguns até podem argumentar: “Se os conservadores são menos prejudiciais em determinados aspectos, não deveríamos nos aliar a eles?”. E a resposta é um sonoro não. Cada assunto deve ser analisado separadamente. Devemos manter o olho na bola: se a medida avança a liberdade, apoie-a. Isso não significa uma aliança. Significa apenas que, naquele tema, houve uma coincidência de posições.

Então, como lidar com esses populismos? A resposta é simples: rejeite qualquer forma de populismo e qualquer intervenção governamental na sociedade ou nos mercados. Defenda sempre o livre mercado, as trocas voluntárias e a propriedade privada.

Mantenha o foco nesses princípios. Não tire os olhos deles. Em alguns momentos, seremos criticados pela esquerda; em outros, pelos conservadores. É assim que deve ser. Se isso estiver acontecendo, provavelmente estamos no lugar certo. Se recebemos críticas apenas de um lado, talvez valha a pena reexaminar nossas posições.

Em caso de dúvida, retorne aos princípios. Em um tema específico, pergunte-se: isso está ampliando a liberdade ou restringindo-a? Está respeitando a propriedade privada ou violando-a? É tão simples quanto isso.

O que devemos fazer então?

Em primeiro lugar, devemos estudar ideias e manter esses princípios sempre em mente. Mas também é preciso sair da torre de marfim e discutir os problemas concretos que afligem os brasileiros. Nós temos nossa plataforma, e precisamos exercitá-la. Precisamos mostrar, na prática, por que as intervenções do governo tendem ao fracasso. Mostrar que elas deram errado, dão errado e continuarão dando errado. Mais do que isso, precisamos mostrar que a coerção estatal é nefasta. É por isso que devemos defender a liberdade. A agressão à vida, propriedade e liberdade iniciada contra pessoas pacíficas, seja por indivíduos ou pelo governo, é errada. Esse deve ser o nosso foco permanente.



Mises Brasil





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