Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

domingo, 16 de agosto de 2026

A fuga de empresas brasileiras para o Paraguai: o que a migração industrial revela sobre a competitividade do Brasil

   Isaías Fonseca 


Nos últimos anos, diversas empresas brasileiras passaram a transferir parte de suas operações industriais para o Paraguai, sobretudo nos setores têxtil, de confecção, autopeças e bens de consumo. Entre os casos mais conhecidos está o da Lupo, tradicional fabricante brasileira de meias e roupas íntimas, que anunciou investimentos industriais no Paraguai, justificando a decisão pela busca de um ambiente produtivo mais competitivo. Embora cada empresa possua motivações específicas, o caso da Lupo ilustra uma tendência mais ampla. A decisão de produzir fora do Brasil não decorre, em regra, da falta de compromisso com o país, mas de uma comparação entre custos, riscos e perspectivas de retorno do investimento. A migração de parte da atividade industrial evidencia problemas estruturais da economia brasileira, relacionados não apenas ao nível da tributação, mas também à complexidade regulatória, à insegurança jurídica e ao elevado custo de produzir no país.

O Brasil possui uma das estruturas tributárias mais complexas do mundo para o setor produtivo. Mais relevante do que o percentual nominal de impostos é o chamado custo fiscal total da atividade econômica. Ao longo da cadeia produtiva incidem diversos tributos federais, estaduais e municipais, além das contribuições sobre a folha de pagamento e outros encargos que elevam o custo final da produção. Dependendo do setor, do regime tributário e da estrutura da cadeia produtiva, a tributação indireta pode representar parcela significativa do preço final dos produtos. Por isso, empresas industriais frequentemente apontam o sistema tributário brasileiro como um fator de perda de competitividade internacional.

A elevada carga tributária não é o único problema. O sistema brasileiro exige que as empresas cumpram milhares de normas tributárias, realizem inúmeras obrigações acessórias e acompanhem constantes alterações legislativas. Essa complexidade aumenta o custo de conformidade, exige equipes especializadas e reduz a produtividade administrativa das empresas. Em outras palavras, muitas empresas não gastam apenas para pagar tributos, mas também para conseguir calculá-los corretamente.

Outro fator relevante é a insegurança jurídica. Interpretações divergentes entre órgãos fiscais, mudanças frequentes na legislação e elevado número de litígios tributários dificultam o planejamento empresarial. Quando o empresário não consegue prever com segurança quais regras serão aplicadas ao longo dos próximos anos, o investimento se torna mais arriscado. Essa imprevisibilidade pesa especialmente em projetos industriais, cujo retorno costuma ocorrer no longo prazo.

O Paraguai tornou-se uma alternativa para parte da indústria brasileira por reunir algumas condições competitivas importantes. Entre elas, destacam-se:

  • menor tributação sobre a atividade empresarial;
  • regime de maquila, que reduz custos para empresas voltadas à exportação;
  • energia elétrica de baixo custo;
  • legislação trabalhista relativamente mais simples;
  • menor burocracia para instalação de operações industriais.

O Paraguai possui um mercado consumidor significativamente menor do que o brasileiro, enfrenta desafios de infraestrutura em determinadas regiões, apresenta elevados níveis de informalidade e parte de sua competitividade depende de regimes específicos, como a maquila e as zonas francas. Ainda assim, para empresas cuja produção é destinada principalmente à exportação ou ao mercado brasileiro, essas limitações podem ser compensadas pelos menores custos operacionais.

A decisão de produzir no Paraguai revela que muitas empresas avaliam constantemente qual ambiente oferece a melhor combinação de custo, previsibilidade e condições de investimento. Quando esses fatores não estão presentes no país de origem, torna-se economicamente racional deslocar parte da produção para outro ambiente de negócios. Nesse contexto, o problema não está apenas na diferença entre Brasil e Paraguai, mas na perda relativa da competitividade brasileira.

A saída de empresas industriais produz efeitos que vão além da perda imediata de empregos. Ela reduz a arrecadação futura, diminui investimentos produtivos e enfraquece cadeias industriais inteiras. Quando uma fábrica encerra ou transfere parte de sua produção, fornecedores locais também perdem demanda, empresas prestadoras de serviços reduzem suas atividades e municípios deixam de arrecadar recursos. Além disso, ocorre perda de conhecimento produtivo, menor difusão tecnológica e redução do adensamento das cadeias industriais nacionais. No longo prazo, esses efeitos comprometem a capacidade de inovação, reduzem a produtividade da economia e aumentam a dependência de produtos fabricados no exterior. Assim, a migração industrial deixa de ser apenas um problema empresarial e passa a representar um desafio para o desenvolvimento econômico do país.

Para reverter esse processo, são necessárias políticas públicas voltadas para tornar o ambiente de negócios mais previsível e eficiente. Entre as principais medidas, destacam-se:

  • simplificação efetiva das obrigações acessórias do sistema tributário;
  • redução da litigiosidade fiscal por meio de maior segurança jurídica;
  • estabilidade das regras tributárias e regulatórias;
  • diminuição do custo da contratação formal de trabalhadores;
  • modernização administrativa para reduzir burocracia;
  • maior previsibilidade para investimentos industriais de longo prazo.

Mais importante do que criar novos incentivos, o desafio é reduzir os obstáculos que hoje tornam a produção nacional menos competitiva.

O caso da Lupo e de outras empresas que decidiram ampliar suas operações no Paraguai demonstra que decisões empresariais são guiadas, sobretudo, por critérios econômicos. Custos, previsibilidade regulatória, segurança jurídica e condições de investimento pesam mais do que fatores simbólicos ou nacionalistas. Isso não significa que o Paraguai seja um ambiente isento de problemas. O país possui limitações estruturais importantes, mas, em determinados segmentos industriais, consegue oferecer condições mais favoráveis do que as encontradas atualmente no Brasil. Por essa razão, o debate não deve concentrar-se apenas nas vantagens competitivas do país vizinho, mas principalmente nos fatores internos que reduzem a competitividade brasileira. Em última análise, o desafio não é impedir que outros países sejam atrativos para investir, mas construir um ambiente em que produzir no Brasil volte a ser economicamente vantajoso. O problema não é o Paraguai ser atrativo demais, mas o Brasil ter se tornado caro, complexo e imprevisível para quem deseja produzir.









publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/a-fuga-de-empresas-brasileiras-para-o-paraguai-o-que-a-migracao-industrial-revela-sobre-a-competitividade-do-brasil/

BOLSAS SÃO ESPELHOS DO QUE SE ESPERA DA ECONOMIA

 gilbertosimõespires/pontocritico


MERCADO DE AÇÕES

Há quem diga, de forma equivocada, que operar no MERCADO DE AÇÕES é para PROFISSIONAIS. Na real, qualquer pessoa física pode abrir conta em uma corretora e a partir daí está apto a COMPRAR E VENDER ativos negociados em BOLSA DE VALORES, correndo, de antemão, os RISCOS DE FLUTUAÇÃO DE PREÇOS QUE O MERCADO OFERECE. 

BOLSA DE VALORES SÃO ESPELHOS

O que todos os investidores precisam saber, independente do quanto estão dispostos a INVESTIR NO MERCADO DE AÇÕES é que as BOLSAS DE VALORES são ESPELHOS que refletem o ESTADO EM QUE A ECONOMIA DE CADA PAÍS APRESENTA e, antes de tudo, ANTECIPA AS BOAS E MÁS OPORTUNIDADES QUE OS ANALISTAS ESPERAM E ENXERGAM NO MÉDIO E LONGO PRAZO. 

FISCAL E ELEIÇÕES

Ontem, por exemplo, saiu uma péssima notícia que DÁ O TOM DO MAU CAMINHO DA NOSSA ECONOMIA: OS INVESTIDORES ESTRANGEIROS retiraram quase R$ 12 BILHÕES DA BOLSA DE VALORES DO PAÍS (B3) EM AGOSTO, por conta da:

1- INCERTEZA QUE RONDA O MERCADO DOMÉSTICO NO que diz respeito ao grave PROBLEMA FISCAL; e

2- PROXIMIDADE DAS ELEIÇÕES, a considerar que todas as pesquisas apontam que LULA TEM GRANDE POSSIBILIDADE DE SER REELEITO.

A SAÍDA DE RECURSOS DÁ O TOM DA ECONOMIA BRASILEIRA

Em sete pregões ATÉ O DIA 11 DE AGOSTO a saída de RECURSOS ESTRANGEIROS DA B-3, CONTABILIZOU R$ 12 BILHÕES, sem considerar aportes em IPOs e follow-ons, segundo dados da Elos Ayta divulgados ontem, 13. Atenção:

1- os dados prévios colocam agosto como o SEGUNDO MÊS COM MAIOR SAÍDA DE DINHEIRO ESTRANGEIROS DA BOLSA BRASILEIRA, ATRÁS APENAS DE MAIO, QUANDO A RETIRADA FOI DE R$ 14,91 BILHÕES.

2- ATÉ O DIA 11, A SAÍDA JÁ REPRESENTA O EQUIVALENTE A 80% DO TOTAL RETIRADO EM MAIO.

Que tal? 















publicadaemhttps://www.pontocritico.com/artigo/bolsas-sao-espelhos-do-que-se-espera-da-economia

7 soldados e 25 coronéis... mais caciques que índios

 soberaniaviva/thereadster


7 soldados e 25 coronéis... mais caciques que índios



O SISTEMA QUE MANDA NO BRASIL — E QUASE NINGUÉM EXPLICA

 praetorium/fernaolaramesquita/youtube


O SISTEMA QUE MANDA NO BRASIL — E QUASE NINGUÉM EXPLICA


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https://www.youtube.com/watch?v=wEdIVpudITQ

Teste genético no vôlei: o fim da farsa na categoria feminina

 rubinhonunes/youtube


Teste genético no vôlei: o fim da farsa na categoria feminina

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https://www.youtube.com/watch?v=wAlkrAltBK0

FORMAS ANTIÉTICAS DE GANHAR DINHEIRO

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FORMAS ANTIÉTICAS DE GANHAR DINHEIRO 



Alcolumbre Atende Lula e Faz Estrago Eleitoral!

 andrémarsiglia/youtube



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A CONTA CHEGOU

 SOBERANIAVIVA/THREADSTER


A CONTA CHEGOU



O PREÇO DA CRUELDADE

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O PREÇO DA CRUELDADE



Haddad é Desmascarado: Veja o Vexame!

 deltandallagnol/youtube


Haddad é Desmascarado: Veja o Vexame!

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O SINAL DO CELULAR

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O SINAL DO CELULAR



sábado, 15 de agosto de 2026

Os perigos de um Brasil governado pelo Judiciário: uma perspectiva liberal

  Isaías Fonseca


A afirmação de que o Brasil estaria sendo “governado pelo Judiciário” costuma provocar reações imediatas. Para alguns, trata-se de um exagero retórico; para outros, da descrição de uma transformação institucional em curso. Uma análise liberal exige abandonar tanto o alarmismo quanto a complacência e perguntar, antes de tudo, o que exatamente significa essa expressão. Não se trata de afirmar que o Poder Judiciário tenha substituído formalmente o Executivo ou o Legislativo. O fenômeno é mais sutil. Refere-se à crescente transferência de decisões políticas para os tribunais, especialmente para o Supremo Tribunal Federal, seja pela judicialização de conflitos que antes eram resolvidos pelo Parlamento, seja pela ampliação do espaço interpretativo conferido à Constituição, seja pela omissão dos demais poderes em enfrentar temas politicamente sensíveis. Esse deslocamento de poder não decorre de um único fator. Ele resulta da combinação entre uma Constituição extensa, um sistema de controle de constitucionalidade robusto, frequentes omissões legislativas e uma jurisprudência que, em determinadas situações, adota interpretações expansivas dos princípios constitucionais. A preocupação liberal não é a existência desse fenômeno em si, mas seus limites institucionais e seus efeitos sobre a separação dos poderes.

Desde Montesquieu, a tradição liberal sustenta que a liberdade depende da distribuição do poder entre instituições capazes de limitar-se mutuamente. A separação dos poderes não foi concebida apenas para organizar o Estado, mas para impedir sua concentração. Nesse contexto, o Poder Judiciário exerce uma função indispensável: proteger direitos, resolver conflitos e assegurar a supremacia da Constituição. Isso inclui, inevitavelmente, interpretar normas constitucionais frequentemente abertas e abstratas. O problema, portanto, não está na interpretação constitucional. Nenhuma corte constitucional poderia cumprir sua função sem interpretar conceitos como dignidade da pessoa humana, igualdade, proporcionalidade ou devido processo legal. A questão surge quando essa interpretação deixa de buscar o significado constitucional mais consistente e passa a substituir escolhas próprias do processo político democrático. Em outras palavras, o risco aparece quando o Judiciário deixa de exercer controle de constitucionalidade para ocupar, ainda que parcialmente, o espaço reservado ao legislador. Sob uma perspectiva liberal, o princípio da autocontenção judicial é tão importante quanto a independência dos magistrados. Cortes constitucionais devem proteger a Constituição, mas também reconhecer que muitas decisões pertencem legitimamente ao debate parlamentar.

John Locke concebia o governo como instrumento criado para proteger direitos naturais, não para exercer poder ilimitado. Nenhuma autoridade, independentemente de sua legitimidade, poderia atuar sem estar submetida às leis. Essa reflexão permanece atual. Quando questões essencialmente políticas passam a depender predominantemente da interpretação judicial, surge uma tensão entre legitimidade democrática e legitimidade constitucional. O voto popular não desaparece, mas parte significativa das decisões coletivas deixa de ser construída pelo processo legislativo para depender da atuação dos tribunais. Isso não significa que toda decisão judicial sobre políticas públicas seja inadequada. Existem situações em que a proteção de direitos fundamentais exige atuação jurisdicional, especialmente diante de omissões inconstitucionais do Estado. O desafio consiste em distinguir a proteção legítima dos direitos da substituição permanente das escolhas políticas feitas pelos representantes eleitos.

Para Hayek, o Estado de Direito depende da existência de normas gerais, previsíveis e impessoais. A segurança jurídica não decorre apenas da qualidade das leis, mas também da estabilidade dos critérios utilizados para aplicá-las. Quando interpretações constitucionais se tornam excessivamente abertas ou variam conforme circunstâncias políticas específicas, aumenta a incerteza jurídica. Cidadãos, empresas e agentes públicos passam a ter maior dificuldade para prever quais condutas serão consideradas compatíveis com a Constituição. O problema liberal, portanto, não reside na criatividade intelectual dos tribunais, mas na redução da previsibilidade institucional. Quanto maior a discricionariedade interpretativa, maior tende a ser a concentração de poder decisório.

Nas últimas décadas, o Supremo Tribunal Federal passou a decidir questões relacionadas à organização do processo eleitoral, políticas ambientais, matérias fiscais, competências federativas e diversos temas envolvendo políticas públicas. Essa expansão possui múltiplas causas. Em alguns casos, decorre da própria Constituição de 1988, que constitucionalizou inúmeras matérias anteriormente reservadas ao legislador ordinário. Em outros, resulta da incapacidade do Congresso Nacional de deliberar sobre temas altamente polarizados, levando diferentes grupos políticos a buscar solução judicial para impasses legislativos. Também existem situações em que o próprio desenho institucional brasileiro incentiva a judicialização, permitindo amplo acesso ao controle concentrado de constitucionalidade. Esses fatores demonstram que a expansão do protagonismo judicial não pode ser atribuída exclusivamente aos tribunais. Ela também reflete escolhas constitucionais e dificuldades do sistema político. Ainda assim, uma vez provocado, o Judiciário precisa definir cuidadosamente os limites de sua atuação para evitar que a excepcionalidade se transforme em regra.

Uma democracia constitucional depende de um Judiciário forte e independente. Sem independência judicial, direitos fundamentais tornam-se vulneráveis à vontade circunstancial das maiorias políticas. Entretanto, independência não equivale à ausência de limites institucionais. O liberalismo sempre desconfiou da concentração de poder, independentemente de quem o exerça. O risco não desaparece quando o poder é exercido por magistrados em vez de governantes eleitos. Expressões como “tirania de toga” ou “supremocracia” procuram chamar atenção para esse fenômeno, mas possuem maior força quando aparecem como conclusão de uma análise institucional consistente e não como ponto de partida. A preocupação central não deve ser identificar culpados, mas preservar mecanismos capazes de impedir que qualquer poder concentre competências incompatíveis com seu papel constitucional.

Se o problema consiste na expansão excessiva do protagonismo judicial, a solução também deve ser institucional. Entre as medidas frequentemente discutidas destacam-se o fortalecimento das decisões colegiadas em detrimento de decisões monocráticas em matérias de grande impacto institucional, maior deferência judicial às escolhas legítimas do Legislativo quando inexistir violação evidente da Constituição, critérios mais transparentes para fundamentação das decisões, redução da imprevisibilidade jurisprudencial, aperfeiçoamento das regras processuais relativas ao controle concentrado de constitucionalidade e fortalecimento da capacidade deliberativa do Congresso Nacional. Nenhuma dessas medidas enfraquece o Poder Judiciário. Ao contrário, reforçam sua legitimidade ao preservar sua função essencial de guardião da Constituição sem convertê-lo em protagonista permanente das escolhas políticas.

O debate sobre o papel do Judiciário não deve opor independência judicial e democracia representativa como se fossem valores incompatíveis. Ambos são pilares do constitucionalismo liberal. O verdadeiro desafio consiste em preservar um equilíbrio no qual o Judiciário proteja direitos fundamentais e controle a constitucionalidade das leis sem substituir sistematicamente o espaço próprio da deliberação democrática. Montesquieu recorda que a liberdade depende da separação dos poderes; Locke demonstra que todo poder precisa ser limitado pelas leis; Hayek adverte que a segurança jurídica exige normas gerais, impessoais e previsíveis. Lidas em conjunto, essas ideias oferecem um critério útil para avaliar o cenário brasileiro: quanto maior a concentração de funções em qualquer instituição, maior deve ser a preocupação com mecanismos de contenção recíproca. Uma democracia constitucional sólida não depende de um Judiciário fraco nem de um Judiciário soberano. Depende de instituições capazes de exercer suas competências com independência, autocontenção e respeito às atribuições dos demais poderes. É nesse equilíbrio, e não na supremacia de qualquer deles, que reside a tradição liberal do Estado de Direito.










publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/os-perigos-de-um-brasil-governado-pelo-judiciario-uma-perspectiva-liberal/

A ARROGÂNCIA DAS EXCEÇÕES

ALEXPIPKIM/


Segundo o correto pensador Alex Pipkin, a PROSPERIDADE nunca foi uma demonstração de INTELIGÊNCIA. Sempre foi uma demonstração de HUMILDADE. Da humildade de reconhecer que existem leis às quais nem o poder, por mais sedutor que seja, consegue impor exceções.
Nenhum agricultor persuade a terra a produzir sem plantar; nenhum empresário convence clientes a comprar indefinidamente aquilo que não entrega valor, e nenhuma família consegue gastar para sempre mais do que ganha. Essas limitações não pertencem ao campo da ideologia. São imanentes à própria realidade.
É justamente por isso que a política se transformou no único ambiente em que ainda se acredita que consequências possam ser revogadas. Gastar passou a parecer mais nobre do que produzir, endividar-se mais virtuoso do que poupar, tributar mais simples do que reformar e prometer mais confortável do que explicar quem pagará a conta.
A riqueza deixou de ser consequência do trabalho, do investimento e da segurança jurídica para tornar-se uma expectativa criada pelo poder da canetada.
Existe uma forma particularmente dispendiosa de arrogância intelectual. É a convicção de que finalmente seremos a primeira sociedade da história a enriquecer ignorando exatamente os princípios que enriqueceram todas as outras. Como se existisse uma matemática nacional, uma física tropical ou uma economia disposta a suspender relações de causa e efeito apenas porque nossas intenções parecem moralmente superiores.
Foi assim que compreendi que a decadência de uma sociedade não começa quando a dívida cresce, quando a economia perde dinamismo ou quando as contas públicas entram no vermelho. Tudo isso pertence ao último capítulo.
O verdadeiro declínio começa muito antes, no momento em que uma sociedade deixa de acreditar que a realidade estabelece limites e passa a imaginar que esses limites podem ser reescritos pela “arte da política”.
A economia nunca foi uma ideologia. Sempre foi a caligrafia da realidade. Ela apenas registra, com a serenidade dos fatos, aquilo que governos insistem em apagar.
As sociedades dificilmente empobrecem por desconhecer o caminho da prosperidade. Elas escolhem a estrada da pobreza quando acreditam que serão a primeira exceção da história.
A realidade nunca precisou vencer governo algum. Bastou continuar sendo realidade. Ela tem o péssimo hábito de não ler decretos.









PUBLICADAEMhttps://www.pontocritico.com/espaco-pensar-artigo/a-arrogancia-das-excecoes-060826


Estão PROIBINDO campanha da direita na periferia de SP

 rubinhonunes/youtube


Estão PROIBINDO campanha da direita na periferia de SP



Vice de Flávio estreia em grande estilo: Alfredo Gaspar faz petista suar frio | COMENTÁRIO SECRETO

  COMENTÁRIO SECRETO

Vice de Flávio estreia em grande estilo: Alfredo Gaspar faz petista suar frio 

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ENQUANTO O TRABALHADOR RALA...

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ENQUANTO O TRABALHADOR RALA...



O QUE PODE ACONTECER COM MORAES AGORA?

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O QUE PODE ACONTECER COM MORAES AGORA?

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SEM PREPARO E SEM FREIO

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O deputado entrou num debate econômico sem assessor, sem preparo e sem freio. Eu tentei salvar ele dele mesmo. Avisei. Ele não ouviu. E tomou pau ao vivo na frente de todo mundo. Assessor existe pra isso. Use-os, deputado. Por favor. Milei recebeu a Argentina com dívida quase o dobro da do Brasil. ...



SIMPLIFICADA? SERÁ MESMO?

 PROF. CHRISTIAN/FACEBOOK


SIMPLIFICADA? SERÁ MESMO?



NÃO CAIA NO MESMO CONTO OUTRA VEZ...

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Promessa em época de eleição é fácil. Difícil é entregar depois. Tem político que vende sonho, fantasia e até banquete imaginário. Mas Osasco já sabe: propaganda enche o ouvido, não enche a mesa. Não caia no mesmo conto outra vez



A Decisão Radical do TSE Após Fraude Contra Flávio!

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A Decisão Radical do TSE Após Fraude Contra Flávio!


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Moraes Se Descontrola e Dobra a Aposta no STF!

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Moraes Se Descontrola e Dobra a Aposta no STF!

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PALAVRAS NÃO SÃO RACISMO

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HISTORIADOR ANTÔNIO RISÉRIO DESTROI O ATIVISMO LINGUÍSTICO SEM BASE HISTÓRICA 



sexta-feira, 14 de agosto de 2026

O Real salvou o Brasil, mas o Brasil abandonou o plano

 samuelbonna


A geração atual não consegue (ou não quer) se lembrar de que o Brasil foi um país em que a moeda não tinha valor. O período de hiperinflação (inflação acima de 100% ao ano) que marcou o final do regime militar e o início da redemocratização durou “exatos 182 meses, entre abril de 1980 e maio de 1995”, acumulando uma inflação de aproximadamente 20.759.903.275.651%.

Um dos formuladores do Plano Real, Gustavo Franco, que dedicou sua vida ao estudo da inflação, explica no livro A moeda e a lei: Uma história monetária brasileira, 1933-2013 que os planos anteriores fracassaram devido a uma teoria equivocada: o uso do congelamento de preços, uma “espécie de arapuca, a compressão temporária de uma mola que, quando solta, devolve com sobras a pressão artificiosa a que esteve submetida”.

Os economistas heterodoxos praticaram o princípio da contraindução: “uma experiência que dá errado várias vezes deve ser repetida até que dê certo”. Diferentemente dos planos anteriores, o Plano Real partiu de uma premissa ortodoxa (o controle das contas públicas) que buscava trazer modernidade ao Estado brasileiro, com um projeto de reformas institucionais e fortalecimento das estruturas econômicas.

O Plano Real não foi apenas uma substituição monetária do moribundo Cruzado Real. O plano de estabilização inaugurou um novo modelo econômico baseado no chamado “Tripé Macroeconômico”: “sistema de metas para a inflação, em conjunto com um regime de flutuação cambial e, finalmente, na presença tão longamente desejada de um superávit primário”. O Plano Real iniciou um período de maior responsabilidade fiscal, moeda estável e integração do Brasil à economia global.

O controle da inflação foi desenvolvido em diversas frentes. Primeiro, ocorreu a retirada do orçamento monetário dos bancos estaduais, que funcionavam “como se fossem bancos centrais de seus estados”, criando crédito para financiar suas próprias dívidas. Posteriormente, esses bancos foram privatizados, extintos ou transformados em instituições de fomento.

A chamada conta movimento do Tesouro era outro mecanismo que alimentava a inflação, permitindo que o Banco Central emitisse moeda para financiar a dívida pública por meio do chamado orçamento monetário. Como explica Gustavo Franco, “o Brasil havia institucionalizado, em termos práticos, a incontinência orçamentária, e não sua restrição”. O país havia criado um “gigantesco orçamento parafiscal”, que contribuiu para reduzir o crescimento econômico até sua extinção.

Edward Chancellor, em O Preço do Tempo, explica os efeitos perversos da expansão monetária. Para o autor, o “‘dinheiro fácil’ gera distorções econômicas e tende a estimular empreendimentos altamente especulativos, cuja continuidade vincula-se umbilicalmente às condições artificiais que lhes deram origem”. Essa lógica ajuda a explicar por que o Brasil apresenta dificuldades em construir um crescimento sustentável de longo prazo.

Segundo Marcos Lisboa, “além de crescer pouco para um emergente, o Brasil tem muita crise. Nesses 40 anos, tivemos 14 crises — e as crises, quando vêm, são bastante sérias. (…) Os países ricos tiveram, em média, 3 crises nesse período. Quem teve muita crise teve 7”. Como demonstram os gráficos apresentados, os períodos de crescimento positivo representam acumulação de capital fixo, enquanto os períodos negativos indicam deterioração da estrutura produtiva ao longo da última década.

A comparação dos gráficos da formação bruta de capital fixo demonstra essa diferença estrutural: os Estados Unidos tiveram, nos últimos dez anos, seis trimestres de deterioração do capital, enquanto o Brasil acumulou 16 semestres de deterioração. O investimento líquido em capital fixo (investimento bruto descontado o capital necessário para reposição) é uma das bases do desenvolvimento econômico. Quanto maior a estrutura produtiva de uma economia, maior tende a ser sua produtividade, como explica Jesús Huerta de Soto no livro Moeda, Crédito Bancário e Ciclos Econômicos.

A hiperinflação afetava principalmente os mais pobres, pois “a inflação funcionava como um imposto invisível que incidia especialmente sobre quem não tinha conta bancária ou acesso a mecanismos de correção monetária para proteger seu dinheiro”. O plano de estabilização da moeda, portanto, beneficiou principalmente a população de menor renda, dependente de salários e com pouca exposição a ativos reais.

Além disso, segundo Gustavo Franco, Pedro Malan e Edmar Bacha, a “proporção de pobres no país diminuiu em 25% nos três primeiros anos de vida” do Real. Os “salários reais cresceram quase 20% no mesmo período”, o custo da cesta básica caiu “30%” e o salário mínimo, medido em dólares, quase dobrou. Os autores continuam:

“Tivemos, como se sabe, crescimento notável no número de lares servidos por televisões, refrigeradores, fogões e máquinas de lavar, bem como incontáveis relatos de coisas, de há muito sonhadas, adquiridas pela primeira vez graças aos ganhos de renda real produzidos pelo Real.”

O governo Lula e o Partido dos Trabalhadores conseguiram manter sua popularidade justamente em razão das conquistas econômicas proporcionadas pelo Plano Real, apesar de o partido ter se declarado contrário ao plano desde 1994 e ter integrado o grupo dos chamados “Amigos da Inflação” e “adversários da ortodoxia”. O presidente manteve a estabilidade econômica construída anteriormente e conseguiu se reeleger diante da melhora das condições econômicas vividas pelo país, resultado direto das conquistas do maior plano de estabilização monetária da história brasileira.

A oposição ao plano “fazia o possível e o impossível, no Legislativo, na imprensa, nos bastidores e nos tribunais, para atrapalhar a estabilização”. Os formuladores e participantes do Plano Real registraram que o PT “não quis negociar e simplesmente votou contra o Plano Real”, mesmo afirmando defender a classe trabalhadora, justamente a parcela da população mais prejudicada pelo processo inflacionário. O partido se posicionou ao lado de setores financeiros contrários ao plano, incluindo grandes instituições bancárias da época, como Garantia e Multiplic.

Mais de 30 anos após a conquista da estabilidade monetária, o Brasil parece ter escolhido abandonar os fundamentos que permitiram superar a hiperinflação. O país deixou de avançar no processo de reformas institucionais, responsabilidade fiscal e fortalecimento da moeda que sustentavam o Plano Real.

O problema brasileiro não está apenas na ausência de crescimento econômico, mas na dificuldade de preservar as instituições que permitem o desenvolvimento de longo prazo. A estabilidade monetária foi uma conquista histórica, mas ela não garante, sozinha, prosperidade permanente. É necessário manter regras previsíveis, controle dos gastos públicos, segurança jurídica e um ambiente favorável ao investimento e à acumulação de capital.

O Plano Real demonstrou que o Brasil é capaz de resolver grandes problemas quando enfrenta suas causas estruturais. No entanto, ao abandonar gradualmente seus princípios fundamentais, o país voltou a conviver com antigos problemas: baixo crescimento, baixa produtividade, crises recorrentes e deterioração das condições necessárias para o desenvolvimento econômico.

A maior lição do Real é que moedas fortes não são construídas apenas por decretos, mas por instituições fortes. A estabilidade conquistada em 1994 salvou o Brasil da hiperinflação; resta saber se o país terá disposição para preservar as bases que permitiram essa transformação.

*Samuel Bonna Boschetti Sousa é coordenador do Instituto Atlantos e colunista do Economia Capixaba.







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