Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Da “Minuta do golpe” ao “Relatório de inteligência”

   Percival Puggina


  Aprendi há muitos anos de um padre amigo esta singela expressão de lúcida sabedoria: “Ninguém dá o que não tem”. No mais deplorável momento da história do Poder Judiciário brasileiro, a sessão plenária do STF no dia 15 de setembro, a ministra Cármen Lúcia me fez lembrar dessa frase. Examinar a própria consciência e pedir perdão é conduta virtuosa que só pode ser  servida por quem tem.

Era um desses momentos que se definem pela expressão “Salve-se quem puder”, nos quais as pessoas costumam dar o melhor de si com vistas à própria salvação. Os olhos de milhões de brasileiros acompanhavam horrorizados o mal, em sua feiura, manipular instrumentos jurídicos com extrema belicosidade. Queriam impedir o julgamento de um membro da Corte.

Olhos nas telinhas da liberdade de expressão, parecia-me rever uma versão compacta, dos julgamentos do 8 de janeiro. Na condição de um entre 200 milhões de ditadorezinhos, assisti aquelas sessões com a impressão de que os ministros, de algum modo, eram parte interessada nas deliberações. Lembro que cheguei a usar a expressão “amicus curiae” para caracterizar o tom dado aos votos que emitiam. Para mim, era uma impressão que fazia sentido, pois os ministros precisavam proteger a própria narrativa sobre “o golpe”, numa unanimidade que resistiu por longos meses até surgirem as primeiras fissuras. 

Enfim, na tarde do dia 15, com a contribuição dos ministros indicados pelo atual governo Lula, para completar a terrível cena como eu a percebi, eis que ressurge, sob nova forma, um fantasma de janeiro de 2023. O papel então decisivo e supostamente devastador desempenhado pela tal Minuta do Golpe – uma minuta vadia de um decreto qualquer – agora é atribuído a um  incerto Relatório de Inteligência cuja serventia, ao que se diz, vem negada no próprio documento. 

Foi essa percepção que me levou a pensar sobre o que cada um tem para dar nos momentos decisivos. Ver que uns, são dados a estratagemas, outros a proteger seus mitos, outros a manipular o poder de que dispõem, outros a manter atitude corajosa, outros a fugir da cena, outros a mergulhar na própria consciência e pedir desculpas à nação. Que tais consciências, em algum momento, sirvam para a anistia dos presos do dia 8 de janeiro e para o triunfo da justiça como valor moral e como instituição para servir à sociedade.

Sirvam estes dias para que cada um, no ofertório dos votos em 4 de outubro, ofereça ao Brasil e seu povo o que de melhor esteve ao nosso alcance para a tarefa de separar o joio do trigo na democrática lavoura da representação popular.









publicadaemhttps://www.puggina.org/artigo/da-%E2%80%9Cminuta-do-golpe%E2%80%9D-ao-%E2%80%9Crelatorio-de-inteligencia%E2%80%9D__18222

Frete do voo de Alexandre de Moraes em jato de Vorcaro custaria cerca de R$350 mil

  Legacy 650 fez o trajeto entre São Paulo e Rio de Janeiro


Um voo em um jato Legacy 650, semelhante ao utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, tem custo estimado em R$350 mil. O valor consta em anúncio de uma plataforma de cotações de táxi aéreo.

Um vídeo divulgado no último domingo (20) mostra Moraes e a esposa desembarcando da aeronave no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.  A informação sobre o voo foi divulgada pelo jornal O Globo.

O Legacy 650 é o modelo mais luxuoso da Prime You, empresa de compartilhamento de bens que tinha Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, como sócio.

Segundo o jornal carioca, a plataforma Flapper possui um anúncio de voos em um Legacy 650 com imagens iguais às utilizadas no material da Prime You. Para o trecho SP–RJ, o valor indicado é de US$68,58 mil, aproximadamente R$350,4 mil na cotação considerada.

Em março, o gabinete de Moraes negou que o ministro tivesse utilizado aeronaves de empresas ligadas a Vorcaro. A manifestação ocorreu após reportagem da Folha de S.Paulo informar que o ministro havia viajado ao menos oito vezes com aeronaves do empresário.

Na ocasião, o gabinete classificou como “falsas” as informações e afirmou que Moraes “jamais viajou em nenhum avião de Vorcaro ou em sua companhia e de Zettel”. A afirmação foi desmentida pelo vídeo divulgado no fim de semana.

Lucas Soares - Diário do Poder














PUBLICADAEMhttps://rota2014.blogspot.com/2026/09/frete-do-voo-de-alexandre-de-moraes-em.html

Governo leva mais de 70 pessoas com Lula para a Assembleia da ONU

Lista inclui ministros, assessores e servidores; número total de brasileiros enviados a Nova York pode ser maior 

Matheus Santos- Revista Oeste


A comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a estrutura mobilizada pelo governo federal para a passagem do presidente por Nova York envolvem dezenas de pessoas. Pelo menos 73 integrantes do Executivo receberam autorização para viajar à cidade durante a 81ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e eventos realizados no mesmo período.

O número consta de levantamento feito a partir de atos publicados no Diário Oficial da União (DOU) até a sexta-feira 18. A relação reúne ministros, assessores, servidores e integrantes de diferentes órgãos do governo federal.

O contingente, contudo, pode ser maior. Dois despachos autorizam o deslocamento de funcionários do Gabinete Pessoal da Presidência da República e da Assessoria Especial sem informar quantos servidores viajaram. Novas autorizações também podem ser publicadas.

Os 73 nomes não representam necessariamente pessoas que acompanham diretamente o presidente. Parte dos servidores enviados a Nova York participa da Semana do Clima, realizada paralelamente à programação da Assembleia-Geral da ONU. A primeira-dama Janja da Silva também viajou aos Estados Unidos.


Quatro ministros integram a comitiva de Lula 

O Ministério das Relações Exteriores confirmou quatro ministros como integrantes da comitiva de Lula: Mauro Vieira, das Relações Exteriores; Esther Dweck, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos; Luiz Eloy Terena, dos Povos Indígenas; e Rachel Barros, da Igualdade Racial. 

Outros integrantes do primeiro escalão também estão em Nova York para compromissos relacionados à Assembleia-Geral, mas não necessariamente como integrantes do grupo que acompanha diretamente o presidente.

É o caso do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias. Segundo o ministério, Dias participa de agendas em Nova York de 21 a 23 de setembro.

Neste ano, os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não acompanham Lula. Governadores também ficaram de fora do grupo presidencial. 

Em 2025, seis ministros e dois governadores acompanharam o presidente durante a passagem por Nova York. 


Lula fica dois dias em Nova York

Lula desembarcou em Nova York no domingo 20. A passagem do presidente pelos Estados Unidos será curta. A previsão é que ele deixe o país na terça-feira 22, depois de participar da abertura do debate geral da Assembleia-Geral. Nesta segunda-feira 21, Lula cumpriu uma série de compromissos políticos na cidade. A agenda incluiu e

Encontros com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, que se apresenta como comunista e muçulmano; o senador norte-americano Bernie Sanders; e o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi. 

Na terça-feira, Lula deve se reunir com o secretário-geral da ONU, António Guterres, antes da abertura do debate geral.

Por tradição diplomática, o Brasil é o primeiro país a discursar na Assembleia-Geral. Lula fará o pronunciamento brasileiro e será sucedido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Entre os assuntos previstos para o discurso estão multilateralismo, soberania, conflitos internacionais, combate ao crime organizado e mudanças na estrutura das Nações Unidas, especialmente no Conselho de Segurança. 


Parte da delegação permanece nos EUA 

A saída de Lula não encerra a participação brasileira nos eventos em Nova York. Mauro Vieira permanecerá na cidade para uma sequência de reuniões multilaterais. 

O chanceler participa de encontros de grupos e organismos dos quais o Brasil faz parte. Na quarta-feira 23, Vieira tem prevista participação em reunião da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Na quinta-feira 24, deve presidir uma reunião ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul.


Gastos da comitiva de Lula ainda não estão consolidados 

O número de integrantes mobilizados pelo governo abre outra frente sobre a viagem: o custo da missão brasileira em Nova York. 

Os registros públicos de viagens internacionais podem envolver passagens, diárias e pagamentos distribuídos entre diferentes órgãos da administração federal. Outras despesas da operação presidencial também podem aparecer em bases distintas. 

Como a missão ainda está em andamento, os dados disponíveis neste momento não permitem estabelecer o custo final da presença do governo brasileiro em Nova York. 

O Portal da Transparência disponibiliza informações sobre viagens a serviço do governo federal, incluindo pagamentos, passagens, trechos e períodos de afastamento. 

A consolidação desses registros depois do encerramento da missão permitirá dimensionar quanto foi desembolsado pelos cofres públicos. Até o momento, os atos publicados no Diário Oficial mostram pelo menos 73 pessoas nominalmente autorizadas a viajar para Nova York durante o período da Assembleia-Geral e de eventos paralelos. 

Como há autorizações que não especificam o número de servidores envolvidos, o contingente total pode ser maior.

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato co


Matheus Santos- Revista Oeste

A DITADURA PERFEITA

 GILBERTOSIMOESPIRES/PONTOCRITICO


A DITADURA PERFEITA

O texto -A DITADURA PERFEITA -AS ELEIÇÕES ACONTECIAM NA DATA MARCADA, OS VOTOS ERAM CONTADOS E A CONSTITUIÇÃO ERA CITADA COM REVERÊNCIA-, escrito pelo ex-presidente da Federação Interamericana de Advogados, André de Almeida, publicado no jornal O Globo de ontem, 20/9,  precisa ser lido, relido e compartilhado. Eis:

FERRAMENTA JURÍDICA ELÁSTICA

Houve um país em que ninguém precisou fechar o Congresso. As eleições aconteciam na data marcada, os votos eram contados, e a Constituição era citada com reverência em cada discurso oficial. Havia oposição, jornais, sindicatos e uma Suprema Corte. Visto de fora, era uma democracia. Visto de dentro, era outra coisa.

Um escritor estrangeiro, num debate transmitido pela televisão desse país, disse em voz alta o que muitos sussurravam: aquilo era uma “ditadura perfeita”. Perfeita porque não parecia ditadura. Não precisava de tanques nas ruas; bastava controlar as instituições que deveriam controlá-la.

Toda DITADURA PERFEITA precisa de uma ferramenta jurídica elástica. Nesse país, ela chamava de criminoso quem difundisse ideias que, a juízo das autoridades, perturbassem a ordem pública. Ninguém sabia onde terminava a opinião e começava o delito, e essa era a virtude da norma. Com base nela, um grande líder da oposição foi preso. Questionada, a Suprema Corte declarou a lei constitucional. O governo não perseguia opositores: protegia a ordem.

O tipo penal vago não precisa ser aplicado a todos. Basta que todos saibam que pode ser.

FALEI DO MÉXICO

A comissão que organizava as eleições era presidida por um ministro do governo, e os resultados eram validados pelos próprios eleitos. O partido governante disputava a eleição, apitava o jogo e homologava o placar. Quando alguém reclamava, a resposta vinha pronta: as instituições estavam funcionando normalmente. E estavam, exatamente como haviam sido desenhadas.

Não havia censura declarada. As verbas de publicidade oficial irrigavam as redações amigas. Partidos de oposição existiam, mas viviam do que o governo lhes concedia: registro, cadeiras e dinheiro público. A oposição não era ameaça. Era álibi. A Suprema Corte tinha ministros togados e sessões solenes, mas, nas questões que importavam ao poder, não decidia contra o governo.

Havia jantares de bilionários, em que o presidente e seus ministros pediam aos banqueiros o financiamento da campanha do partido. Um deles esvaziou os bancos que comprou na privatização para financiar o partido, e o rombo foi pago com dinheiro público.

Sindicatos, pessoas humildes e servidores foram organizados em setores ligados ao partido, em troca de cargos, verbas e benefícios. Um líder sindical ficou décadas no comando do país. Tudo se fazia em nome da democracia, palavra inscrita no lema oficial do partido. Quem criticava a Justiça e o governo atacava a democracia, suas conquistas e a própria nação.

Havia eleições, que o partido não podia perder. Havia imprensa, e havia o custo de exercê-la. Havia juízes, e havia a previsibilidade de suas sentenças. Havia leis, elásticas quando o alvo era o adversário. E havia a palavra democracia, pronunciada mais do que em qualquer outro lugar. Se o leitor pensou no Brasil, enganou-se. Falei do México.

QUALQUER SEMELHANÇA É MERA COINCIDÊNCIA

O país foi governado pelo mesmo partido de 1929 a 2000, o PRI a partir de 1946. A expressão “DITADURA PERFEITA” é de Mario Vargas Llosa, em 1990. O crime de dissolução social vigorou de 1941 a 1970, e o líder preso foi o dirigente ferroviário Demetrio Vallejo. A Comissão Federal Eleitoral era presidida pelo secretário de Governo. Em 1976, José López Portillo foi o único candidato presidencial registrado. A Suprema Corte validou o artigo 145 em 1960, no caso do muralista Siqueiros. O banqueiro é Carlos Cabal Peniche. O lema do PRI é “Democracia e justiça social”.

O regime caiu em 2000, quando o PRI perdeu, pela primeira vez, uma eleição presidencial, para Vicente Fox. Qualquer semelhança é mera coincidência. E, se não for, talvez valha perguntar por quê.























PUBLICADAEMhttps://www.pontocritico.com/artigo/a-ditadura-perfeita

SITIO DE ATIBAIA VOLTA A ASSOMBRAR O NINE

 DELTANDALLAGNOL/FACEBOOK


SITIO DE ATIBAIA VOLTA A ASSOMBRAR O NINE



"Caneta Grátis" do Lula: A Manchete Chegou Antes da Política Pública

 RUBINHONUNES/YOUTUBE


"Caneta Grátis" do Lula: A Manchete Chegou Antes da Política Pública

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https://www.youtube.com/watch?v=ap2YSdtJFDI

MORAES, GILMAR, GONET E O QUE VEIO À TONA EM QUATRO DIAS

 LUISERNESTOLACOMBE/YOUTUBE


MORAES, GILMAR, GONET E O QUE VEIO À TONA EM QUATRO DIAS


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https://www.youtube.com/watch?v=hT1WSHsGRZk

Advogado de Tagliaferro alerta: Gonet e Moraes podem sair ilesos -

 

 SEM RODEIOS

Advogado de Tagliaferro alerta: Gonet e Moraes podem sair ilesos - SEM RODEIOS
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ESQUERDA TENTANDO TE MANIPULAR

 PLANTAOPERNAMBUCO


ESQUERDA TENTANDO TE MANIPULAR



R$ 427 Milhões: Contrato da 'Turma do KN' Expõe Relações Com Vorcaro!

 ANDRÉMARSIGLIA/YOUTUBE


R$ 427 Milhões: Contrato da 'Turma do KN' Expõe Relações Com Vorcaro! 


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O ENCONTRO SECRETO DE LULA COM VORCARO: o que foi discutido no Planalto? | ELEIÇÕES

 PAULOPOLZONOFFJR/GAZETADOPOVO


O ENCONTRO SECRETO DE LULA COM VORCARO: o que foi discutido no Planalto?


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https://www.youtube.com/watch?v=A-WrCod4aOk

Governo e mercado: onde termina a liberdade individual?

    Og Leme


1. O governo e o mercado

Uma das maneiras mais simples de se entender as diferenças entre as funções do governo e as do mercado ou entre o processo político da democracia e uma ordem liberal decorre da resposta à seguinte pergunta: por que alguns problemas não podem ser adequadamente solucionados pelos indivíduos, isoladamente, e devem ser então delegados às soluções coletivas do processo político? Não seria mais simples e menos custoso deixar tudo a cargo dos agentes particulares, livrando-nos assim do processo político, sabidamente lento, ineficiente e às vezes corrupto? É claro que sim, e estaríamos então realizando o sonho dos anarquistas, um sonho tão compreensível quanto impossível. Compreensível porque governo representa sempre ameaça à liberdade; impossível porque sem governo a liberdade fenece.

Não se pode, lamentavelmente, deixar de lado o processo político de decisões coletivas porque algumas decisões e ações individuais têm consequências sociais (isto é, sobre outros indivíduos), consequências positivas e negativas, favoráveis e desfavoráveis. Isto é, às vezes, quando um agente particular toma uma decisão, o custo da sua ação incide sobre terceiros ou, então, os benefícios dela premiam outras pessoas, criando diferenças entre custos pessoais e sociais, entre benefícios particulares e coletivos. Essas situações assimétricas geram injustiças e ineficiências. São conhecidas pelos economistas como externalidades (positivas e negativas). Uma das consequências indesejáveis das externalidades é a possibilidade de elas produzirem mais de algo que a sociedade normalmente não quer – por exemplo, poluição – ou impedirem que se tenha mais de algo tão valorizado como são saúde pública e educação básica. Uma sociedade que não oferece aquilo que a sua população espera é uma sociedade ineficiente, e as externalidades podem comprometer em parte a eficiência econômica.

Mas podem aumentar também as injustiças. Quando alguém não é remunerado por uma descoberta, uma invenção ou uma obra de arte valorizada socialmente, está sendo vítima de uma injustiça, pois o merecido benefício lhe foi negado. Quando isso ocorre, o benefício social supera o benefício individual, desestimulando o agente prejudicado a continuar a sua atitude.

Há outras situações em que o suprimento de certos bens ou serviços não pode ser ajustado à quantidade desejada individualmente, de modo que se torna praticamente impossível cobrar de cada usuário o preço que lhe corresponde. Surgem, aqui também, os problemas das diferenças entre o indivíduo e o social, tanto em termos de custos como de benefícios. Essas situações são conhecidas na linguagem dos economistas como bens públicos. Exemplos: segurança interna e defesa contra agressões internas.

Sem a presença do governo, fica difícil para a sociedade decidir quanto produzir de segurança e defesa ou como cobrar de cada cidadão a quantidade desses serviços que ele deseja. A solução, então, tem sido a definição de metas globais para toda a sociedade pelas autoridades, que financiam seu suprimento com a receita de impostos.








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A ‘PF Paralela’, denunciada por Fux e Mendonça, revelou uma parte do deep state brasileiro?

 CAIOCOPPOLLA/YOUTUBE


A ‘PF Paralela’, denunciada por Fux e Mendonça, revelou uma parte do deep state brasileiro?


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https://www.youtube.com/watch?v=6MbkTMpOb4E

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

O custo de não ser confiável: porque o Brasil não é a primeira opção para datacenters no mundo

 PEDRO AVILA


O Brasil costuma gostar de se enxergar como um país de potencial ilimitado, especialmente quando o assunto é tecnologia. Energia relativamente abundante, território amplo, mercado consumidor relevante, posição geográfica estratégica. No papel, parece o cenário ideal para receber grandes investimentos em data centers, que hoje são a espinha dorsal da economia digital. Mas, na prática, o país segue fora do radar principal das gigantes globais. E não é por acaso.

Antes de qualquer coisa, vale entender o que está em jogo. Data centers não são apenas prédios cheios de servidores. Eles exigem previsibilidade, escala, estabilidade e, acima de tudo, confiança. Estamos falando de investimentos bilionários que precisam operar 24 horas por dia, com altíssima eficiência e risco mínimo. Nesse tipo de decisão, o “talvez funcione” simplesmente não entra na conta.

O primeiro problema do Brasil é a insegurança regulatória. Regras que mudam com frequência, interpretações diferentes dependendo do órgão, decisões judiciais imprevisíveis. Para uma empresa global, isso é veneno. Não adianta oferecer incentivos pontuais se o ambiente como um todo é instável. O investidor olha para o longo prazo, e o Brasil ainda passa a sensação de que o jogo pode mudar no meio da partida.

Outro ponto crítico é o custo Brasil, que não é um conceito abstrato, ele é bem concreto na planilha. Equipamentos importados sofrem com carga tributária elevada e burocracia alfandegária. A instalação de um data center depende de uma cadeia logística eficiente, e aí entramos em outro gargalo, infraestrutura. Portos lentos, estradas deficientes em várias regiões e um sistema que encarece e atrasa tudo. Tempo, nesse setor, é dinheiro em escala global.

A energia elétrica, que poderia ser um trunfo, vira um fator ambíguo. O Brasil tem uma matriz relativamente limpa, o que é ótimo, mas o custo ainda é alto e a previsibilidade nem sempre acompanha. Data centers consomem quantidades gigantescas de energia, e empresas desse setor buscam contratos estáveis, de longo prazo e com preços competitivos. Países que conseguem oferecer isso com clareza saem na frente.

Além disso, há a questão tributária, que talvez seja uma das mais decisivas. O sistema brasileiro é complexo, fragmentado e caro de administrar. Não se trata apenas de pagar impostos, mas de entender como pagá-los. Isso exige equipes especializadas, gera litígios e aumenta o risco. Para quem pode escolher entre vários países, a tendência é ir para onde a regra é simples e previsível.

Tem também o fator conectividade. Embora o Brasil tenha avançado nos últimos anos, ainda há limitações importantes na infraestrutura de rede, principalmente quando comparado a hubs globais. Latência, redundância e integração com outros mercados são pontos chave. Data centers não funcionam isolados, eles fazem parte de uma rede global, e o país ainda não é um dos nós centrais dessa rede.

Não dá para ignorar o ambiente político. Não se trata de ideologia, mas de estabilidade. Mudanças bruscas de direção, discursos que geram incerteza econômica e conflitos institucionais acabam pesando. Investidor internacional não gosta de ruído. Ele prefere ambientes onde as regras são claras e a condução econômica é previsível, independentemente de quem esteja no poder.

Enquanto isso, outros países jogam o jogo com mais estratégia. Oferecem incentivos consistentes, simplificam processos, garantem segurança jurídica e investem pesado em infraestrutura. Não é que o Brasil não tenha potencial, ele tem, mas potencial sozinho não atrai bilhões. O que atrai é execução.

Talvez o maior erro seja achar que basta “querer atrair tecnologia”. Não basta. É preciso criar um ambiente onde o investimento faça sentido racional. Isso passa por reformas estruturais, menos burocracia, mais segurança jurídica e uma visão de longo prazo que vá além de governos.

O Brasil não está fora do jogo, mas também não está liderando. Nesse setor, ficar no meio do caminho significa perder oportunidades gigantescas. A economia digital não espera. Ou o país se torna competitivo de verdade ou continuará assistindo de longe enquanto outros ocupam esse espaço.

*Pedro Avila é coordenador do Instituto Atlantos.









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Patocracia, o regime onde tomates são sempre vermelhos

   Judiciário em Foco


Qual a origem do mal? Como surgem, nas diversas coletividades humanas de todos os tempos, personalidades psicopáticas que, não satisfeitas em prejudicarem o próximo em seu microcosmo, anseiam pela chegada ou tomada do poder político com vistas à disseminação de suas práticas malévolas em âmbito macrossocial? Haveria formas aceitáveis e úteis de cortar o mal pela raiz, evitando a chegada de perfis patológicos a postos de mando e prevenindo assim o advento de gulags, holocaustos e outras manifestações de injustiça massificada que assolam sociedades inteiras? Essas são algumas das provocações trazidas na obra Ponerologia: psicopatas no poder, de autoria do psiquiatra polonês Andrew Lobaczewski, que se debruçou sobre o estudo do mal (“poneros”, em grego) como traço distintivo imposto por dirigentes despóticos a todos os seus sujeitos.

Médico combatente nas trincheiras antinazistas e, no pós-guerra, submetido aos horrores do império soviético, o autor contou com amplas amostras de líderes psicopáticos, que ele teve de estudar em sigilo, entre entradas e saídas de prisões políticas. Em seu livro recheado de alusões a figuras históricas como Lênin, Stalin e Marx, todas diagnosticadas por ele como portadoras de transtornos psiquiátricos, Lobaczewski sugere sua tese sobre o modo de formação das patocracias. Tais regimes doentios, sob o comando de indivíduos dotados de características psicopáticas, costumam repousar sobre os pilares de ideologias concebidas por doutrinários esquizoides (!) e reformuladas pelos poderosos sob a forma de propaganda ativa. Além de justificativa para o próprio modus operandi do aparato estatal, as ideologias, segundo o autor, ainda desempenham papel crucial no engajamento de portadores de outras patologias que, sob a batuta das lideranças e com o passar do tempo, vão construindo uma autêntica “caricatura patológica de sua ideologia original[1].”

Sob circunstâncias patocráticas, todas as posições de comando têm de ser ocupadas por indivíduos psicologicamente desviados – ou que cinicamente finjam tal condição -, pois a presença de um único ser normal comprometeria as cadeias de arbítrios, desde a tomada de decisões esdrúxulas pelos membros do partido patocrático, passando por ordens judiciais emanadas de psicopatas até a execução dos comandos pelas forças policiais. Assim, como bem enfatizado pelo autor, “nenhuma área da vida social pode se desenvolver normalmente, seja a economia, a cultura, ciência, tecnologia, administração, etc.”, pois “a patocracia pouco a pouco em tudo se intromete e a tudo estupidifica[2].”

Assim, como se sentem as pessoas lúcidas que o acaso tiver forçado a viverem sob a chibata patocrática? Em um dos exercícios intelectuais mais notáveis da obra, Lobaczewski nos convida a pensar nas agruras experimentadas por indivíduos de visão normal sob o comando patocrático de lideranças daltônicas que, incapazes de distinguir cores, tenham proibido seus sujeitos de fazê-lo. Nessa hipótese, o regime inviabilizaria, por exemplo, a diferenciação entre tomates verdes e maduros e, para fazer cumprir os caprichos dos déspotas, encarregaria seus inspetores de privar os consumidores da escolha dos legumes pela sua cor. Tal fiscalização, por óbvio,  só poderia ser realizada por pessoas capazes de diferenciar o verde do vermelho, mas que, ainda assim, distorceriam propositadamente sua percepção natural para pertencer “ao grupo de pessoas que se enervassem rapidamente em vista de qualquer distinção sobre cores[3].

Sob patocracias, o verde pode ter de ser necessariamente referido como vermelho, da mesma forma como prisões fora do devido processo legal, encarceramento torturante em virtude de viagem jamais feita, ordens de censura, de bloqueios de bens de terceiros estranhos aos autos, de violação ao sigilo da fonte jornalística e até de suspensão de campanhas eleitorais podem ter de ser aludidos como atos de exercício de jurisdição. Em regimes onde os sentidos e a intelecção dos indivíduos são propositadamente castrados para a satisfação dos caprichos dos poderosos, a lucidez e a retidão moral se tornam “velharias” em desuso, enquanto o crime e o sadismo são convertidos em regra, merecendo encorajamento e até aplausos de uma opinião pública avessa aos frios de uma ordem constitucional.

Será que, nas palavras de Lobaczewski, as questões psicológicas serão tão relevantes para o destino das nações quanto o são as políticas públicas e o desenvolvimento de armas de destruição em massa? Só o futuro dirá. O que se sabe no hoje é que, até mesmo para a formulação de práticas eficazes à prevenção de danos causados pela psicopatia no macrocosmo, é necessário pensar, ou seja, conjugar um verbo que descreve uma conduta de risco em patocracias. Na ausência de instituições que impeçam o exercício ilegítimo do poder, tomates verdes serão sempre vermelhos, e os poucos indivíduos saudáveis terão de apostar no molho da salada para distingui-los. Como nem os patocratas mais cruéis conseguem tolher a criatividade de espíritos livres, um singelo tempero de molho pode ser indicativo da subversão lúcida a um sistema doente.

[1]Ponerologia: psicopatas no poder”, 2ª edição, Vide Editorial, 2024, página 201

[2] Idem, página 205

[3] Idem, página 241























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