Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

O imposto do crime: quando o Estado perde o monopólio da proteção

  Isaías Fonseca


Em muitas comunidades brasileiras, comerciantes, moradores e prestadores de serviços convivem com uma realidade que desafia a própria ideia de Estado de Direito: além dos tributos legalmente instituídos, são obrigados a pagar cobranças impostas por traficantes e milicianos para continuar trabalhando, circulando ou simplesmente vivendo em segurança. Essas exações ilegais, frequentemente chamadas de “impostos do crime”, representam mais do que uma fonte de financiamento das organizações criminosas. Elas revelam a perda do monopólio legítimo da força pelo Estado e a substituição parcial da autoridade pública por estruturas de poder baseadas na violência.

Sob uma perspectiva liberal, esse fenômeno não resulta simplesmente da ausência do Estado. Em muitos desses territórios, o Estado está presente, mas de maneira fragmentada, ineficiente ou marcada pela captura por interesses ilícitos. Há escolas, postos de saúde e programas sociais; muitas vezes também há policiamento. O problema é que essa presença não consegue assegurar aquilo que constitui a função primordial de qualquer governo legítimo: garantir segurança, proteger a propriedade, assegurar o cumprimento da lei e preservar os direitos individuais. Quando essas funções deixam de ser exercidas de forma efetiva, organizações criminosas encontram espaço para disputar o controle territorial e impor sua própria ordem.

Essa distinção é importante. O problema não é simplesmente um Estado ausente, mas um Estado incapaz de exercer autoridade legítima e contínua. Em alguns locais, a corrupção, a violência policial, a baixa capacidade investigativa e a fragilidade institucional convivem com serviços públicos precários, produzindo um ambiente em que a população permanece formalmente sob a autoridade estatal, mas materialmente submetida ao poder de facções criminosas.

Essa realidade não transforma organizações criminosas em uma espécie de “Estado alternativo”. A comparação é útil apenas até certo ponto. Tanto o Estado quanto esses grupos arrecadam recursos, impõem regras e aplicam sanções, mas existe uma diferença fundamental entre ambos. O Estado democrático possui legitimidade jurídica, está submetido à Constituição e está submetido, ao menos em princípio, a mecanismos de controle institucional. Já traficantes e milicianos exercem poder exclusivamente por meio da intimidação, da violência e da ausência de qualquer responsabilidade perante a sociedade. O problema não é a existência do Estado, mas justamente a perda de seu monopólio legítimo da força, permitindo que agentes privados utilizem a coerção como instrumento permanente de dominação.

Sob esse aspecto, a tradição liberal oferece instrumentos analíticos importantes. John Locke afirmava que os indivíduos instituem governos para proteger a vida, a liberdade e a propriedade. Friedrich Hayek, por sua vez, enfatizava que uma sociedade livre depende do Estado de Direito, entendido como aplicação impessoal e previsível das leis. Quando essas funções deixam de ser desempenhadas, a liberdade deixa de ser garantida pela ordem jurídica e passa a depender da capacidade individual de negociar com quem controla a força em determinado território. É justamente isso que ocorre quando comerciantes são obrigados a pagar para manter seus estabelecimentos abertos, empresas distribuidoras precisam negociar o acesso a determinadas regiões ou moradores precisam adquirir produtos e serviços exclusivamente de fornecedores autorizados por organizações criminosas.

A metáfora do “imposto do crime” torna-se especialmente útil quando analisada sob a ótica econômica. Essas cobranças funcionam como uma tributação compulsória que não financia bens públicos nem produz qualquer benefício coletivo. Ao contrário, aumenta artificialmente os custos de produção e distribuição, eleva preços ao consumidor, reduz investimentos, desestimula novos empreendimentos e limita a concorrência. Além disso, comerciantes frequentemente são obrigados a contratar fornecedores controlados por milícias, utilizar determinados serviços de transporte ou aceitar condições comerciais impostas pela organização dominante. A liberdade contratual desaparece, substituída pela coerção. Pequenos empresários encerram atividades, investimentos deixam de ocorrer e trabalhadores perdem oportunidades de emprego não apenas pela violência direta, mas pela deterioração do ambiente econômico.

O resultado é uma economia local profundamente distorcida. A informalidade deixa de representar apenas uma estratégia de sobrevivência e passa, muitas vezes, a ser imposta pela própria insegurança. O custo da violência incorpora-se aos preços, reduz a produtividade e compromete o desenvolvimento das comunidades muito além das perdas patrimoniais imediatas.

Essa dinâmica evidencia que o crime organizado não se fortalece apenas pelo lucro extraordinário proporcionado por mercados ilícitos, como tráfico de drogas, armas e contrabando. Ele prospera também porque consegue transformar controle territorial em poder econômico permanente. Quanto mais frágil a capacidade estatal de garantir segurança e fazer cumprir contratos, maior o espaço para que organizações criminosas substituam mecanismos legais por relações baseadas no medo. Enfrentar esse problema exige compreender que segurança pública não se resume ao aumento do efetivo policial ou ao endurecimento das penas. A reconstrução da autoridade legítima do Estado depende de uma estratégia institucional muito mais ampla.

Em primeiro lugar, é indispensável ampliar a inteligência policial e a investigação patrimonial, concentrando esforços na descapitalização das organizações criminosas e no combate sistemático à lavagem de dinheiro. Enquanto suas estruturas financeiras permanecerem intactas, prisões isoladas terão impacto limitado. Também é fundamental recuperar o controle efetivo do sistema prisional, impedindo que presídios continuem funcionando como centros de comando e recrutamento das facções. A desarticulação dessas estruturas exige integração entre a inteligência penitenciária, as polícias e o sistema de justiça.

No plano territorial, a presença estatal precisa ser permanente e legítima. Não basta realizar operações esporádicas. É necessário garantir segurança contínua, proteger comerciantes contra extorsões, assegurar a prestação regular de serviços públicos e impedir que organizações criminosas assumam funções de mediação econômica ou social.

Sob a perspectiva econômica, reduzir barreiras à formalização, simplificar o ambiente de negócios e ampliar a segurança jurídica fortalece a atividade produtiva legítima e dificulta a captura econômica das comunidades por grupos armados. Essas medidas não significam ampliar indiscriminadamente o tamanho do Estado. Significam fortalecer justamente as funções que justificam sua existência: proteger direitos, garantir segurança, assegurar a aplicação imparcial da lei e preservar a liberdade dos cidadãos. O liberalismo clássico nunca defendeu um Estado ausente nessas funções. Ao contrário, sempre sustentou que somente uma autoridade legítima, limitada pela lei e responsável pela proteção dos direitos individuais, pode criar as condições necessárias para que a sociedade floresça por meio da cooperação voluntária e da livre iniciativa.

O chamado “imposto do crime” revela o que acontece quando essa missão fracassa. O cidadão continua pagando tributos ao Estado, mas precisa pagar novamente para obter aquilo que seus impostos deveriam garantir: segurança para trabalhar, empreender e viver em paz. No fim, essa talvez seja a imagem mais contundente da crise institucional brasileira. Onde o Estado deixa de proteger, a liberdade transforma-se em privilégio, e onde organizações criminosas conseguem tributar comunidades inteiras, homens e mulheres deixam de trabalhar para prosperar e passam a trabalhar apenas para sobreviver sob coerção.









publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/o-imposto-do-crime-quando-o-estado-perde-o-monopolio-da-protecao/

Artemis II: os novos “recordes” da NASA não são convincentes

  Rainer Zitelmann

Fiquei satisfeito com a missão Artemis II, mas a propaganda da NASA ainda me incomoda. O fato é que estávamos mais avançados em 1969 do que estamos hoje. Naquela época, pousávamos; hoje, apenas passamos por lá. A NASA anunciou em alto e bom som que havia estabelecido “recordes” simplesmente porque a missão voou alguns milhares de quilômetros mais longe do que as da época. Não. O verdadeiro progresso ocorreu na exploração espacial privada. Os custos do sistema SLS são maiores e não menores, enquanto Musk reduziu os custos de lançamento em mais de 90%. O SLS continua sendo um foguete descartável, assim como o Saturn V da década de 1960.

Em 14 de dezembro de 1972, os últimos seres humanos deixaram a superfície da Lua. Levaria mais de meio século até que astronautas voltassem a se aproximar da Lua, voando novamente por suas proximidades. Para os teóricos da conspiração, que há muito afirmam que os seis pousos na Lua realizados entre 1969 e 1972 foram encenados em um estúdio de televisão, esse longo intervalo parecia confirmar suas alegações. No entanto, essas teorias já foram refutadas há muito tempo e, de qualquer forma, os soviéticos teriam desmascarado imediatamente qualquer fraude em 1969.

Por que esse meio século perdido?

Em segundo lugar, os esforços espaciais liderados pelo governo dos Estados Unidos nas décadas seguintes — que, no que diz respeito aos voos espaciais tripulados, se concentraram no programa do Ônibus Espacial — revelaram-se profundamente decepcionantes. Após o encerramento do programa, em 2011, os Estados Unidos já não eram sequer capazes de enviar seus próprios astronautas à Estação Espacial Internacional em foguetes americanos. Em vez disso, passaram a depender da envelhecida espaçonave Soyuz, da Rússia, enquanto Moscou cobrava caro por esse monopólio.

A grande mudança só veio com o surgimento de uma exploração espacial verdadeiramente privada. Desde 2020, foguetes americanos voltaram a levar astronautas americanos à órbita a partir de solo americano — desta vez, em veículos desenvolvidos e operados pela empresa privada SpaceX, de acordo com seu próprio projeto e modelo de negócios, em vez de sistemas projetados pelo governo e construídos por empresas contratadas sob a estreita supervisão da NASA.

A diferença é impressionante. Os custos de lançamento caíram cerca de 90% em comparação com os do Ônibus Espacial, em parte porque Musk foi o primeiro a desenvolver um foguete reutilizável.

O que vem a seguir? Uma nova corrida à Lua já começou, desta vez entre os Estados Unidos e a China. A próxima corrida — muito mais importante — também será entre essas duas potências: a corrida a Marte.

Mas o prestígio nacional e o desejo de vencer uma corrida não serão suficientes como motivações de longo prazo. Após o pouso na Lua, Wernher von Braun, o principal arquiteto do programa Apollo, foi questionado sobre o futuro da exploração espacial. Sua resposta foi clara: os voos espaciais precisam provar que são úteis — e até lucrativos — para as pessoas na Terra. Os projetos espaciais, argumentava ele, deveriam, em última análise, se pagar.

Sem incentivos econômicos, os próximos grandes passos na exploração espacial não acontecerão. Esses incentivos estão em grande parte ausentes hoje porque a questão dos direitos de propriedade no espaço continua sem solução. De acordo com o Tratado do Espaço Sideral, os Estados são proibidos de reivindicar soberania sobre corpos celestes ou sobre suas terras. Se essa restrição também se aplica a indivíduos e empresas privadas continua sendo uma questão debatida entre juristas especializados em direito espacial, já que o tratado não aborda explicitamente o assunto.

No entanto, sem a propriedade privada, não há nem o incentivo nem a estrutura financeira necessária para sustentar projetos como a construção de cidades na Lua ou até mesmo em Marte. Elon Musk falou sobre estabelecer uma população de um milhão de pessoas em Marte. Mas até mesmo a criação de uma comunidade com 1.000 ou 10.000 pessoas seria inconcebível se fosse financiada exclusivamente pelos contribuintes.

Na Terra, sistemas econômicos sem propriedade privada nunca tiveram sucesso. Por que seria diferente na Lua ou em Marte?

Então, quem deveria ter o direito de adquirir propriedade no espaço? A resposta é simples: aqueles que têm os recursos financeiros para alcançá-la, desenvolvê-la e utilizá-la. Se a SpaceX tiver sucesso em chegar a Marte e começar a construir comunidades permanentes, a propriedade das terras deveria inicialmente pertencer à empresa — não do planeta inteiro, é claro, mas de uma área administrável.

Tal estrutura também tornaria o financiamento possível. A SpaceX, por exemplo, poderia colocar terras marcianas em um fundo de investimento imobiliário, permitindo que as forças do mercado determinassem seu valor. Qualquer pessoa poderia se tornar acionista.

O mesmo princípio se aplica a futuras indústrias, como a mineração espacial, especialmente em asteroides. Se os corpos celestes não pertencerem a ninguém — ou, como alguns sugerem, a “toda a humanidade” —, então o espaço será utilizado de forma não mais produtiva do que a Antártida, onde a ausência de direitos de propriedade praticamente impediu o desenvolvimento econômico.

Precisamos deixar de encarar o espaço apenas como um objeto de curiosidade e pesquisa. Assim como os satélites já transformaram o espaço próximo à Terra em um domínio econômico, também devemos expandir a atividade econômica para regiões mais distantes do espaço, concretizando a visão que von Braun apresentou há mais de meio século.










publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/economia/artemis-ii-os-novos-recordes-da-nasa-nao-sao-convincentes/


O pacto dos desconhecidos

  Alex Pipkin 


Passei boa parte da vida acreditando que a riqueza de uma sociedade podia ser reconhecida pelas suas fábricas, pela tecnologia que desenvolvia, pelo capital que acumulava ou pelas empresas que criava. Hoje percebo que sempre estive olhando para a consequência, nunca para a causa. Tudo isso continua sendo importante. Apenas deixei de acreditar que seja o ponto de partida.

Hoje penso que existe uma riqueza muito maior, quase sempre invisível, da qual todas as outras dependem. Percebi isso numa manhã absolutamente comum. Antes do primeiro café, entreguei parte da minha vida a centenas de pessoas que jamais conhecerei. Confiei que a água sairia da torneira, que a energia chegaria às tomadas, que o pão teria sido entregue durante a madrugada, que o aplicativo exibiria corretamente o saldo da minha conta, que o elevador funcionaria e que o motorista que cruzasse o meu caminho permaneceria na sua faixa. Fiz tudo isso sem conhecer um único rosto.

Enquanto vivia essa rotina banal, ocorreu-me uma ideia que nunca antes me havia visitado. Passo muito mais tempo dependendo de desconhecidos do que das pessoas que conheço. Quanto mais pensava nisso, mais extraordinário o fenômeno me parecia.

Nenhum agricultor plantou pensando em mim. Nenhum caminhoneiro atravessou a noite por minha causa. Nenhum padeiro madrugou para que eu encontrasse pão fresco pela manhã. Nenhum engenheiro projetou um elevador imaginando que um dia eu o utilizaria. Ainda assim, todos participaram da minha rotina. Não por idealismo. Não por altruísmo. Não porque obedecessem a uma autoridade central. Nem porque soubessem da existência uns dos outros. Cada um perseguia os seus próprios interesses e, justamente por isso, acabava contribuindo para a vida de milhares de desconhecidos.

Foi então que compreendi que a pergunta mais importante talvez nunca tenha sido como uma sociedade produz riqueza, mas como consegue fazer com que milhões de pessoas, completamente estranhas entre si, cooperem diariamente sem que alguém precise coordenar cada um dos seus movimentos. A resposta não está nas fábricas. As fábricas já pertencem ao capítulo seguinte.

Ela está numa expectativa silenciosa, tão presente que quase se torna invisível; a expectativa de que amanhã continuará valendo a pena cumprir a palavra, produzir antes de receber, investir antes de conhecer o resultado, inovar antes de saber quem será beneficiado e confiar o suficiente para que outros façam o mesmo.

É esse pacto invisível que transforma interesses particulares em benefícios compartilhados, decisões independentes em coordenação espontânea e desconhecidos em colaboradores voluntários.

Quando esse pacto enfraquece, não desaparecem apenas investimentos, empresas ou empregos. Desaparece algo muito mais precioso. Aos poucos, as pessoas deixam de acreditar que vale a pena construir antes de colher, arriscar antes de ter garantias e confiar antes de conhecer.

A cooperação cede lugar à desconfiança, a iniciativa recua diante da burocracia e a esperança passa a depender daquilo que antes nascia espontaneamente entre pessoas livres. Talvez seja por isso que algumas sociedades consigam transformar escassez em prosperidade enquanto outras permanecem aprisionadas ao mesmo ponto de partida. A diferença raramente começa nas riquezas que podemos contar. Começa naquela que quase ninguém consegue enxergar.

O patrimônio mais valioso de uma sociedade não é aquilo que ela produz, mas aquilo que torna toda produção possível. É o pacto silencioso que leva milhões de pessoas a descobrir, todos os dias, que a melhor maneira de realizar os próprios interesses é contribuir, ainda que jamais se encontrem, para a realização dos interesses de milhões de outros desconhecidos. Essa é  uma das riquezas mais extraordinárias que uma sociedade pode construir. Não a capacidade de produzir bens, mas a capacidade de transformar estranhos em parceiros de um futuro comum.






publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/economia/o-pacto-dos-desconhecidos/

REPETIR O ERRO PODE CUSTAR TUDO

 gilbertosimõespires/pontocritico


PALESTRANTES...

Mais do que sabido, algumas entidades e/ou associações que reúnem sistematicamente profissionais que atuam nas mais variadas atividades, têm por hábito convidar palestrantes cujos currículos oferecem uma boa dimensão de suas experiências. Como tal, após as apresentações, a maioria, senão todos, se propõem a debater e/ou serem questionados sobre os temas desenvolvidos. 

SIM OU NÃO

Pois, com o nítido propósito de verificar e julgar o quanto foi proveitosa a apresentação, tão logo o palestrante se despede e sai de cena, a mesa diretora pede que cada participante do encontro assinale, através de -SIM- OU -NÃO-, se estaria disposto a -ENTREGAR A ADMINISTRAÇÃO DE SUA EMPRESA, DE SEUS BENS PESSOAIS E DE SEUS INVESTIMENTOS AO PALESTRANTE-.

ANTES DE DIGITAR OS VOTOS NA URNAS...

Como estamos em plena campanha eleitoral, onde todos os candidatos falam, falam e falam -sem parar- sobre projetos e propostas que pretendem defender -caso sejam eleitos-, bom seria que todos os eleitores do nosso empobrecido Brasil, antes de digitar os votos nas urnas eletrônicas, respondessem para si, para os seus familiares e para os amigos a mesma pergunta: - VOCÊ ESTÁ DISPOSTO A ENTREGAR A ADMINISTRAÇÃO DE SUA VIDA, DE SEUS NEGÓCIOS, DE SEUS BENS E DE SEUS INVESTIMENTOS PARA OS CANDIDATOS QUE ESCOLHEU?

REPETIR O ERRO VAI CUSTAR TUDO

Ora, a considerar as TRAGÉDIAS COMETIDAS -DE FORMA ABSOLUTAMENTE INTENCIONAL E CRIMINOSA APENAS NESSES ÚLTIMOS QUATRO ANOS DE GOVERNO, isso pressupõe que a MAIORIA DOS ELEITORES ACHOU POR BEM, EM 2022, ENTREGAR SUAS VIDAS, SEU PAÍS, SEUS NEGÓCIOS E SEUS INVESTIMENTOS PARA SEREM ADMINISTRADOS PELO PRESIDENTE LULA-PETISTA E SEUS ALIADOS.

COMO TAL, SE VOLTAREM A REPETIR O MESMO ERRO NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES, DE ANTEMÃO PRECISAM SABER QUE -NÃO TERÃO MUITA COISA PARA SER ADMINISTRADA-... 



























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TEMPORADA DE PROMESSAS VAZIAS

 EDUARDOOINEGUE/FACEBOOK


TEMPORADA DE PROMESSAS VAZIAS



Nine afirma confiança na reeleição: "Não há motivo para não votar em mim" | CAFÉ COM A GAZETA

  CAFÉ COM A GAZETA


Nine afirma confiança na reeleição: "Não há motivo para não votar em mim"

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A GRANDE QUADRILHA

THEREADS


A GRANDE QUADRILHA 



Bandido com arma ilegal, vítima desarmada: a política de segurança da esquerda

 rubinhonunes/youtube


Bandido com arma ilegal, vítima desarmada: a política de segurança da esquerda



DEVERIA ENSINAR, MAS FOI TRANSFORMADO EM COMITÊ POLÍTICO

 TOMÉABDUCH/FACEBOOK


DEVERIA ENSINAR, MAS FOI TRANSFORMADO EM COMITÊ POLÍTICO



PF Fecha Caso Master: Veja os Indiciados!

 deltandallagnol/youtube


PF Fecha Caso Master: Veja os Indiciados!



SE FOR O GOVERNO PODE TER CERTEZA QUE É LEGAL...

 LA DO SERJÃO/TIKTOK


SE FOR O GOVERNO PODE TER CERTEZA QUE É LEGAL...



SE TODOS TIVESSEM CORAGEM DE FALAR A VERDADE

 BRUNOZAMBELLI/FACEBOOK


SE TODOS TIVESSEM CORAGEM DE FALAR A VERDADE



Moraes Confessou Em Jantar Secreto Com Lula

 andremarsiglia/youtube


Moraes Confessou Em Jantar Secreto Com Lula


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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

A oficialização do juiz-massa

    Judiciário em Foco


A massificação dos serviços judiciários está longe de ser um fenômeno recente entre nós. Na terra onde as partes tendem a substituir a arte do diálogo pela terceirização de seus conflitos a juízes estatais, a confecção de petições e decisões padronizadas se torna a tônica dominante de uma justiça que tarda e falha na resolução satisfatória dos litígios a ela submetidos. Ao assumir seu atual viés autoritário, o poder não-eleito vem deixando de tratar os jurisdicionados como indivíduos em busca de prestações jurisdicionais específicas, para enxergá-los como membros de supostos coletivos “dignos” de empatia ou antipatia. Apenas a título ilustrativo, tenhamos em mente a situação dos envolvidos no 08.01, vistos não mais como humanos e sim como “golpistas”, de muitos empregadores que, em canetadas da justiça do trabalho, são rotulados como pseudo-opressores de vulneráveis, ou até mesmo dos homens em relação aos quais certos magistrados têm instituído uma “presunção de violência” contra mulheres.

De uns anos para cá, a hipertrofia do judiciário passou a afetar não apenas as partes, mas também os próprios magistrados de instâncias inferiores, mantidos sob a rédea curta da cúpula. Em resoluções e portarias de índole indevidamente legislativa, o CNJ tem imposto a juízes parâmetros alheios aos ditames da legalidade estrita, determinando, por exemplo, que julgamentos venham a ser necessariamente proferidos sob perspectivas de gênero e raça, seja lá o que isso signifique. Nessa toada, acaba de ser publicada a portaria 142/26, mediante a qual o conselho, em vez de se restringir ao seu dever constitucional de fiscalizar a magistratura, criou uma rede nacional de magistrados supostamente destinada a apoiar o combate à criminalidade organizada. Teria sido esta uma iniciativa minimamente útil?

Não creio. Afinal, o país é repleto de varas criminais e de execuções penais, de forças policiais estaduais e federais, de promotores e procuradores, e, sempre que exigido pela complexidade do esquema delitivo sob investigação, esses quadros se reúnem em grupos de trabalho ou forças-tarefa capazes de render bons frutos, como se viu durante a Operação Lava-Jato. Na contramão dessas atuações espontâneas por parte dos profissionais envolvidos diária e diretamente na apreciação dos fatos e das provas relevantes, a portaria centraliza poderes nas mãos de magistrados nomeados pelas presidências dos tribunais locais, pelo próprio CNJ e pela corregedoria de justiça – não se sabe mediante quais critérios -, e lhes confere atribuições descritas em termos vagos e não previstas em nossa legislação. É incompreensível, por exemplo, que burocratas indicados por figurões brasilienses venham a elaborar planos de trabalho, promovendo reuniões e visitas técnicas (art. 5), quando o dever de um juiz se restringe ao “prosaico” exercício da jurisdição, cabendo-lhe apenas dizer o direito dentro de um certo arcabouço normativo.

Tampouco se pode conceber a estipulação de um rol de atribuições à tal rede, dentre as quais as de mapear juízos criminais, consolidar protocolos sobre cautelares, sigilo de dados e cadeia de custódia de provas, e, pasme você, até de propor indicadores e painéis de monitoramento (art. 6). Em meio ao floreio de seus alegados bons propósitos, a portaria sugere uma nítida violação à autonomia de magistrados, expondo-os ao risco de mapeamentos apriorísticos e aleatórios. Também causa espécie que os dignitários de confiança do CNJ possam vir a rascunhar e a impor a juízes a adoção de protocolos sobre figuras jurídicas (como, por exemplo, as cautelares em matéria penal) contempladas em nosso ordenamento e cujo tratamento teria de seguir tão somente as estritas previsões legais, sem possibilidade de inovações por togados desprovidos de voto popular.

Contudo, a magistratura nacional silencia diante desse novo despropósito do CNJ e tolera a possibilidade de transformação de boa parte de seus quadros em simples carimbadores de determinações de cúpula. Pela vontade de alguns, profissionais que deveriam honrar as responsabilidades inerentes à toga aceitam ser convertidos em “massa” ou, na clássica definição de Ortega y Gasset, “(n)aquele que não se dá valor – bom ou mau – por motivos especiais, que se sente “como todo mundo” e, no entanto, não se angustia, e gosta de se sentir idêntico aos demais[1]. Note, caro leitor, que o sentir-se “como todo mundo” não reside, aqui, na consciência da igualdade formal entre todos nós, brasileiros, mas na perda da percepção de ser um indivíduo. E, em regimes de exceção como o nosso, qualquer magistrado que ousar questionar as determinações do conselho e retomar assim a individualidade perdida, poderá ser banido do próprio estamento sob as alegações mais estapafúrdias. Afinal, “quem não for como todo o mundo, quem não pensar como todo o mundo, corre o risco de ser eliminado[2].

A atuação medíocre e irracional de juízes-massa tem sido fator determinante na asfixia da tentativa de implantação de uma democracia liberal, por nós ensaiada aos trancos e barrancos desde o final da ditadura militar. Os caprichos da massa de toga em ascensão – ou seria em rebelião? – são incompatíveis com os pilares da civilização e do liberalismo, pois, como acentuado por Gasset, o homem-massa repudia a generosidade liberal de admitir “deixar espaço no Estado em que impera para que possam viver os que não pensam nem sentem como ele.[3]” A exemplo do tipo descrito pelo pensador espanhol, togados-massa não vislumbram a possibilidade de convívio com indivíduos por eles tidos como inimigos, muito menos à luz de parâmetros de legalidade, justiça ou razoabilidade. Ora, “conviver com o inimigo! Governar com a oposição! Já não começa a ser incompreensível semelhante ternura?[4] são exclamações que bem se ajustariam aos lábios cerrados de figuras midiáticas da massa de toga.

Em meio ao vácuo de normas às quais recorrer com alguma perspectiva de êxito e de princípios de legalidade aos quais apelar, não sobra cultura ou civilização, mas tão somente barbárie. E, por óbvio, a egolatria destrutiva de juízes-massa sem qualquer freio institucional.

[1]A Rebelião das Massas”, Vide Editorial, 2016, pg. 81

[2] Idem, pg. 85

[3] Idem, pg. 149

[4] Idem, pg. 149







publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/justica/a-oficializacao-do-juiz-massa/

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