Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

A vertigem que perdemos

  Alex Pipkin, PhD


Há poucos dias subi a um lugar muito alto. Instintivamente olhei para baixo. Meu corpo enrijeceu, as pernas balançaram e
senti aquela velha sensação de que a própria altura nos lembra de recuar. Quem estava comigo também olhou para baixo. Nenhum de nós conseguiu ignorar a altura.

Voltei para casa pensando que a natureza criou um mecanismo extraordinário. Quanto maior a altura, maior a cautela. A vertigem não existe para impedir que subamos. Existe para impedir que esqueçamos onde estamos.

Foi então que me ocorreu uma pergunta.

Por que esse mecanismo desativa justamente quando a altura deixa de ser física e passa a ser intelectual?

Já passei dos sessenta anos. Li milhares de páginas, lecionei por mais de trinta e cinco anos e continuo estudando todos os dias.

Se existe uma conclusão à qual todo esse tempo me conduziu, ela é quase um paradoxo.

O conhecimento não elimina a ignorância, apenas ilumina suas fronteiras. Cada resposta revela perguntas que antes sequer existiam. Aprender não é acumular certezas, mas ampliar, continuamente, a consciência daquilo que ainda desconhecemos.

Descobri também que estudar produz um efeito inesperado. Não nos transforma em proprietários da verdade. Apenas reduz nossa arrogância diante dela. Continuamos sem saber exatamente o que fazer em muitas situações, mas passamos a reconhecer, com muito mais clareza, aquilo que repetidamente não deveria ser feito. A maior utilidade do conhecimento não é eliminar a dúvida, mas impedir que deixemos de duvidar.

Talvez por isso as pessoas mais preparadas dificilmente são as sempre mais categóricas.

O curioso é que vivemos exatamente a época oposta.

Nunca foi tão fácil encontrar especialistas instantâneos. Pessoas que jamais estudaram geopolítica distribuem certezas sobre conflitos milenares. Quem nunca abriu um tratado de economia apresenta soluções definitivas para países inteiros. Jovens que mal começaram a viver falam da vida como quem já escreveu o último capítulo.

Quase ninguém demonstra a menor vertigem.

O conhecimento amplia o horizonte, e a inteligência nunca consistiu na ausência de dúvidas, mas na capacidade de conservar a vertigem diante daquilo que pensamos saber.








https://www.puggina.org/outros-autores-artigo/a-vertigem-que-perdemos__18709

FAUCI NÃO É O ÚNICO CRIMINOSO

 gilbertosimõespires/pontocritico


GESTÃO CRIMINOSA DA PANDEMIA

Na semana passada, o senador americano Ted Cruz, em entrevista que concedeu à Fox News Digital, ACUSOU o ex-principal assessor da Casa Branca para assuntos ligados à COVID-19, ANTONIO FAUCI, de ter MENTIDO DELIBERADAMENTE em diversas ocasiões sobre assuntos relacionados à PANDEMIA. Ted Cruz concluiu reafirmando a urgente necessidade de que FAUCI responda CRIMINALMENTE por suas ações, em um momento em que as discussões sobre a GESTÃO DA PANDEMIA E SUAS GRAVES CONSEQUÊNCIAS PERMANECEM EM PAUTA NA SOCIEDADE AMERICANA.

NEGACIONISTAS

Pois, nessa mesma toada de URGENTE -BUSCA DA JUSTIÇA-, FAZ-SE NECESSÁRIO QUE TODOS OS VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO DO BRASIL QUE INTEGRARAM O CRIMINOSO -CONSÓRCIO GENOCIDA-, criado em junho de 2020 pelo G1, O Globo, Extra, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, assim como seus CRIMINOSOS ÂNCORAS, REPÓRTERES E COMENTARISTAS -SEJAM EXEMPLARMENTE RESPONSABILIZADOS PELO FATO DE TEREM -MARCADO NA PALETA- DAQUELES QUE OUSASSEM SE MANIFESTAR CONTRÁRIOS ÀS VACINAS (na real não passavam de meros EXPERIMENTOS)- o  RÓTULO DE -NEGACIONISTAS-.

CALAR E INCRIMINAR

Como, por diversas vezes também fui alvo dos SAFADOS, que agiam com o DUPLO PROPÓSITO DE -CALAR e INCRIMINAR- quem exigia apenas e tão somente 1- o USO DA LIBERDADE DE OPINIÃO; e 2 - o DIREITO DE NÃO QUERER RECEBER A VACINA; MAIS DEVO ME ESFORÇAR NO SENTIDO DE QUE TODOS OS CRIMINOSOS, e não apenas o bandido -ANTONIO FAUCI- PAGUEM PELO QUE FIZERAM, AFIRMARAM E CONDENARAM. 

QUESTIONAMENTO QUE SE FAZ NECESSÁRIO

Aliás, como bem questiona o jornalista Eugênio Esber, no seu artigo -A CAIXA-PRETA DA PANDEMIA- publicado na ZH de ontem, 02, 

1- POR QUE O MUNDO PERDEU TANTAS VIDAS NA PANDEMIA?

2- POR QUE TANTOS EMPREGOS E TANTOS NEGÓCIOS FORAM DESTRUÍDOS?

3- POR QUE TANTAS FAMÍLIAS FORAM TRANCAFIADAS EM CASA, SOB A MIRA DA POLÍCIA (e dos repórteres)?

4- QUAL A EFICÁCIA DAQUELAS MÁSCARAS?

5- POR QUE FECHAR ESCOLAS INDEFINIDAMENTE E CONFINAR CRIANÇAS E AVÓS?

6- POR QUE DETERMINAR O CANCELAMENTO DE CIRURGIAS E CONSULTAS?

7- POR QUE IMPOR UMA VACINA DESENVOLVIDA SEM A CONCLUSÃO DOS TESTES NECESSÁRIOS? 

8- POR QUE COLOCAR UM ALVO NAS COSTAS DE TODOS AQUELES QUE TINHAM ALGUM RECEIO EM SE VACINAR?

9- POR QUE PERSEGUIR GENTE DO POVO COM A AMEAÇA DE DEMISSÃO DO EMPREGO OU PROCESSO JUDICIAL OU ATÉ A PERDA DA GUARDA DOS FILHOS PELO CRIME DE TER DÚVIDAS?

10- E MÉDICOS, POR QUE PROIBI-LOS DE PRESCREVER TRATAMENTOS À BASE DE DROGAS REPOSICIONADAS, AINDA QUE ESTIVESSEM LASTREADOS EM EVIDÊNCIAS TEÓRICAS E EMPÍRICAS?

11- POR QUE TRATAR UM PACIENTE DEIXOU DE SER OBRIGAÇÃO E SE CONVERTEU EM CRIME? 










publicadaemhttps://www.pontocritico.com/artigo/fauci-nao-e-o-unico-criminoso

SE TA TUDO BEM PORQUE SOBRAM DIAS E FALTA O DINHEIRO?

 MARCELOTOLEDO/FACEBOOK


SE TA TUDO BEM PORQUE SOBRAM DIAS E FALTA O DINHEIRO?



O BRASIL QUE DEU CERTO EXISTE, E NÃO É O DO LULA

 claudiobranchieri/youtube


O BRASIL QUE DEU CERTO EXISTE, E NÃO É O DO LULA


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https://www.youtube.com/watch?v=Ph8A2cw-0E4

NEM QUEM VISITOU VORCARO VOCÊ PODERÁ SABER...

 TOMEABDUCH/YOUTUBE

NEM QUEM VISITOU VORCARO VOCÊ PODERÁ SABER...



Caso Master: família de Moraes perde ação contra Alessandro Vieira -

 

 SEM RODEIOS

Caso Master: família de Moraes perde ação contra Alessandro Vieira 

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A MATEMÁTICA DO BOULOS

 PROGRAMAPÂNICO/FACEBOOK


A MATEMÁTICA DO BOULOS



Jogo cada vez mais bruto

 percivalpuggina/yoputube



Jogo cada vez mais bruto


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https://www.youtube.com/watch?v=m3FdIltoLoQ

A vergonhosa queda do dr. Fauci

 caiocoppolla/youtube


A vergonhosa queda do dr. Fauci


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https://www.youtube.com/watch?v=T-wmaGm033Q

Se fosse o Bolsonaro, seria "coincidência"? A conta que a esquerda não quer pagar

 rubinhonunes/youtube


Se fosse o Bolsonaro, seria "coincidência"? A conta que a esquerda não quer pagar

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https://www.youtube.com/watch?v=GMwdmwk0IO0

Moraes é Derrotado e Humilhado na Justiça: Veja!

 andrémarsiglia/youtube


Moraes é Derrotado e Humilhado na Justiça: Veja!


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https://www.youtube.com/watch?v=AH1u_aqUH90


Moraes e Família Sofrem Derrota Gigante na Justiça!

 deltandallgnol/youtube


Moraes e Família Sofrem Derrota Gigante na Justiça!


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https://www.youtube.com/watch?v=9u4MXUETh5M

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

O “Pork Barrel” nos bastidores da política

   Luan Sperandio


Na arena política, onde as estratégias de influência, a busca por apoio eleitoral e a tomada de decisões moldam o cenário governamental, há um conceito na literatura da Ciência Política que simboliza a interseção entre interesses públicos e privados: o “pork barrel”. Esse termo, derivado de uma prática histórica de distribuição de carne de porco para conquistar votos, agora se refere a qualquer projeto e despesa governamental que serve como moeda de troca para garantir o apoio de grupos, categorias e indivíduos. Embora possa ser criticado por promover clientelismo e desperdício, o “pork barrel” também oferece um vislumbre valioso sobre o funcionamento prático da política contemporânea.

A história do “pork barrel” remonta a um período em que a política era frequentemente um jogo de interesses locais e regionais, e as alianças eram forjadas por meio de favores e recompensas. A distribuição literal de carne de porco para ganhar votos pode parecer antiquada, mas a essência desse conceito persiste nos dias de hoje, o que pode se manifestar como a inclusão de projetos específicos, muitas vezes sem uma justificativa clara de interesse público, em orçamentos ou legislações, com o objetivo de agradar a determinados eleitores ou grupos de pressão.

Esse conceito lança luz sobre a complexa dança da política, em que decisões pragmáticas muitas vezes se sobrepõem a motivações ideológicas. Os políticos, ao buscarem consolidar seus apoios e se manter no poder, muitas vezes recorrem a esse tipo de estratégia para agradar seus eleitores e garantir a reeleição. Ao destinar recursos para projetos que aparentemente beneficiam diretamente suas bases de apoio, eles conseguem construir lealdade e assegurar um ciclo contínuo de votos.

No entanto, a prática do “pork barrel” também é uma faca de dois gumes. Enquanto pode ser eficaz em curto prazo para fortalecer alianças políticas, ela pode mitigar a eficiência governamental e a alocação justa de recursos, bem como prejudicar em longo prazo o mandato do próprio parlamentar.

Vale ressaltar que, embora o “pork barrel” seja um fenômeno complexo e frequentemente associado a aspectos negativos da política, não se pode negar que também existe um espaço legítimo para alocar recursos com base em necessidades locais e regionais. Ao contrário de utilizar fatos associados ao pork barrel para “demonizar a política”, é preciso entendê-lo como este funciona e atuar para mitigar os potenciais efeitos prejudiciais do “pork barrel”.

De forma resumida, a literatura aponta que a melhor alocação do orçamento público se dá por meio de maior transparência e prestação de contas de forma correta por parte do orçamento público, bem como a fiscalização adequada destes por meio de imprensa e sociedade civil organizada. Um caminho a ser buscado na melhoria institucional do país.












publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/o-pork-barrel-nos-bastidores-d-politica/

Lula Acabou de Lançar a Pior Campanha da Vida Dele!

 deltandallagnol/youtube


Lula Acabou de Lançar a Pior Campanha da Vida Dele!

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https://www.youtube.com/watch?v=VK_oU3rdgno

a maior quebradeira da história da indústria brasileira

 ALEXANDRESOBREIRA/INSTAGRAM


a maior quebradeira da história da indústria brasileira.  Carro chinês: 30% mais barato de produzir e 70% das peças próprias . E o Brasil ainda deu isenção de imposto 



COPPOLLA DESTROI MAIS UMA NARRATIVA DO NINE

 CAIOCOPPOLLA/FACEBOOK


COPPOLLA DESTROI MAIS UMA NARRATIVA DO NINE



A CENSURA ESTÁ DE VOLTA...

 FERNANDOHOLIDAY;/FACEBOOK


A CENSURA ESTÁ DE VOLTA...



Haddad, o PSDB e o mito da oposição civilizada

   Lucas Berlanza


Entrevistado no programa “Direto ao Ponto”, da Jovem Pan, Fernando Haddad, que agora pretende pleitear o governo de São Paulo, afirmou lamentar o enfraquecimento do PSDB. Segundo ele, o PT sempre teve divergências ideológicas com os tucanos, mas reconheceu a presença de “referências éticas e de valores” no partido.

Entre essas referências éticas, Haddad relacionou Mário Covas, Fernando Henrique Cardoso e, claro, Geraldo Alckmin (não por acaso, agora vice de Lula). Lamentou ainda que o PSDB tenha sido substituído como principal força de oposição ao petismo por figuras sem compromisso com a verdade, a democracia e a luta contra a violência.

Entre essas pessoas amantes da mentira, antidemocráticas e violentas, Haddad incluiu Romeu Zema, Tarcísio de Freitas e Cláudio Castro.

São duas as mentiras contadas por Haddad. A primeira é a de que o PT fazia uma disputa programática, mas respeitosa com os tucanos, nos quais reconheceria valores éticos. O PT nunca foi magnânimo, nem no governo nem na oposição. Sempre demonizou seus adversários. Todos. Até não muito tempo atrás, Fernando Henrique, esse grande bastião ético, que comemorou passagem de faixa para Lula e aplaudiu sua volta ao poder em defesa da “democracia” era culpado por todo o mal sobre a Terra. Só deixou de ser porque surgiram Temer e Bolsonaro.

A segunda é justamente que sua preocupação é com uma direita violenta e antidemocrática. Primeiro, porque o PT nunca foi realmente democrático e segue morrendo de amores pela censura. Segundo, porque, por mais críticas que se possa fazer à direita atual, o que está implícito na fala de Haddad, mas também de alguns ditos “centristas” contemporâneos, é uma nostalgia absurda do total domínio do “consenso social democrata”, em que a janela de Overton não podia ser empurrada jamais para o liberalismo ou o conservadorismo.

É verdade que uma direita que promete gratuidades para mulheres está muito longe do ideal, mas não podemos lamentar que a redoma tenha sido furada. A social democracia não pode ser a única alternativa do Brasil.














publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/haddad-o-psdb-e-o-mito-da-oposicao-civilizada/

COMO É MESMO A HISTÓRIA DE GENOCIDA???

 PAULOSANTANA/YOUTUBE


COMO É MESMO A HISTÓRIA DE GENOCIDA???



Desesperado, Advogado de Lulinha Xinga Inquérito de Mendonça!

 andrémarsiglia/youtube


Desesperado, Advogado de Lulinha Xinga Inquérito de Mendonça!


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41 visitas sem registro: O escândalo de Lulinha e a lobista no governo

 revistaoeste/youtube


41 visitas sem registro: O escândalo de Lulinha e a lobista no governo


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https://www.youtube.com/watch?v=zvROgBb9AF0

O NOVO escândalo de Lulinha no Ministério da Saúde | CAFÉ COM A GAZETA

  CAFÉ COM A GAZETA


O NOVO escândalo de Lulinha no Ministério da Saúde 

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A RESPOSTA SERIA FAZ Ú ÉLLI...

 ABÍLIOBRUNINI/FACEBOOK


A RESPOSTA SERIA FAZ Ú ÉLLI...



BRASIL SEMPRE PERDENDO OPORTUNIDADES

CAROLSPONZA/FACEBOOK 


BRASIL SEMPRE PERDENDO OPORTUNIDADES



'FAZ O L': Nando Reis escancara drama na carreira após 'lacrar o 13' contra Bolsonaro

revistaoeste/youtube 


'FAZ O L': Nando Reis escancara drama na carreira após 'lacrar o 13' contra Bolsonaro


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A verdade que o PSOL esconde sobre o pancadão e a narcocultura

 rubinhonunes/youtube


A verdade que o PSOL esconde sobre o pancadão e a narcocultura


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https://www.youtube.com/watch?v=duuLo7zBXRI

domingo, 2 de agosto de 2026

Prestar contas sem curvar a toga

    Lexum 


Para um brasileiro habituado ao nosso arranjo institucional, a cena que se desenrolou ontem no Congresso dos Estados Unidos beira o inverossímil. As Justices Elena Kagan e Amy Coney Barrett compareceram primeiro à Câmara dos Representantes e depois ao Senado, sentaram-se diante dos parlamentares e responderam a perguntas por horas a fio, na primeira vez em que Justices da mais alta Corte depunham perante o Congresso desde 2019. Não foram ali defender um voto, justificar uma decisão ou submeter-se a uma sabatina. Foram discutir o orçamento da própria instituição, e o fizeram de forma voluntária, sem qualquer obrigação legal de estar presentes. Vários congressistas fizeram questão de agradecer a presença das Justices e de sublinhar que elas sequer eram obrigadas a comparecer, o que emprestou ao gesto uma eloquência bem maior do que a de uma prestação de contas rotineira.

À primeira vista há uma contradição a resolver. Como pode uma Corte verdadeiramente independente ir ao Legislativo explicar quanto gasta e por quê? A resposta apareceu logo na abertura do Senado, pela voz do presidente do subcomitê, e vale mais do que qualquer comentário meu. A Suprema Corte, disse ele, não é criatura do Congresso, e sim da própria Constituição, igual em dignidade ao Legislativo e ao Executivo, dotada daquilo que Alexander Hamilton, no Federalista nº 78, chamou de um poder que não dispõe nem da força nem da vontade, apenas do juízo. Esse poder que só julga é, ainda nas palavras de Hamilton, a melhor garantia de uma administração das leis firme, reta e imparcial. A mesma Constituição, porém, confiou ao Congresso o power of the purse, que não é simples prerrogativa de autorizar despesas, mas o encargo de financiar cada parte do governo, a Corte inclusive. Nenhum centavo sai do Tesouro sem aval do Legislativo, de modo que o tribunal apresenta suas necessidades, justifica seus números e responde ao que lhe perguntam. Existe ali uma linha que ninguém se dispõe a cruzar, e ela separa com nitidez a administração da instituição daquilo que ela decide.

Os números ajudam a dimensionar a sobriedade do pedido. A Corte solicitou cerca de duzentos e vinte e oito milhões de dólares para o exercício de 2027, dos quais pouco mais de catorze milhões correspondem a dinheiro novo, um acréscimo de aproximadamente sete por cento sobre o ano anterior, e fez questão de lembrar que seu orçamento representa apenas dois por cento do que se destina a todo o Poder Judiciário federal, o que por sua vez equivale a um décimo de um por cento do orçamento da União. Kagan observou que a instituição já devolveu recursos ao Tesouro em anos anteriores, algo que um senador classificou, com bom humor, como coisa raríssima naquela casa. Descontada a inflação, quase todo esse acréscimo foi para segurança.

E foi justamente na segurança que a distinção entre administrar e julgar se mostrou mais reveladora. Senadores e deputados perguntaram sobre quase tudo, dos vazamentos internos ao Shadow Docket, do código de ética à inteligência artificial, da confiança pública no tribunal ao peso dos precedentes formados em decisões de urgência. As Justices responderam com franqueza a cada um desses temas. Sempre que a pergunta descia ao mérito de um caso concreto ou tentava devassar as deliberações internas, contudo, a resposta era invariavelmente a mesma, a de que sobre aquilo a Corte não se manifesta. Quando um deputado quis discutir a aferição do dano irreparável em liminares que atingiam servidores federais demitidos, Barrett expôs os fatores públicos que a Corte aplica em qualquer caso, os chamados fatores do precedente Nken v. Holder, e recusou-se com elegância a revelar o raciocínio de ordens específicas, porque fazê-lo exporia o foro íntimo da deliberação. É a tradução prática de uma ideia da qual não me canso de repetir a de que a atribuição e dever do Judiciário é dizer o que a lei é, não o que ela deveria ser. A Corte que se recusa a legislar da cadeira recusa-se também a comentar, a antecipar e a opinar sobre o que a lei deveria ser, e essa contenção é a face visível de sua independência.

A dimensão humana dessa insegurança apareceu em relatos que dispensam retórica. Barrett contou que, pouco depois do vazamento da minuta de Dobbs, quando as ameaças à sua vida se intensificaram, levou para casa um colete à prova de balas, atirou-o sobre a cama e, ao se virar, deu com o filho de doze anos parado à porta, perguntando o que era aquilo. Ao aceitar o cargo, disse ela, não imaginava que teria de explicar a uma criança o que é um colete à prova de balas e por que a mãe precisava de um. Relatou ainda o episódio de Swatting de poucas semanas atrás, quando uma falsa denúncia de disparos encheu sua rua de policiais no exato momento em que um dos filhos adolescentes saía de casa. Mencionou, também, as entregas anônimas que chegam à residência de magistrados por todo o país, muitas delas despachadas em nome do filho assassinado de uma juíza Federal, um recado cuja crueldade dispensa tradução. Kagan lembrou que a ameaça se agravou de forma dramática após Dobbs, culminando na tentativa de assassinato do JusticeKavanaugh, e informou que a polícia da Corte projeta um aumento de trinta e oito por cento nas ameaças só neste ano, ao passo que os ataques cibernéticos já ultrapassam duzentos milhões de tentativas de invasão anuais, número que deve praticamente dobrar. Os pedidos, no entanto, foram sempre da mesma natureza, mais agentes, mais tecnologia, mais especialistas em cibersegurança, jamais mais poder.

Esse é, para mim, o ponto que um leitor brasileiro não deveria deixar passar. Diante de ameaças reais e crescentes, a resposta da Suprema Corte americana foi pedir coletes, muros, escoltas efirewalls. Em momento algum sugeriu ampliar a própria competência, relativizar garantias processuais ou avocar para si poderes de investigação. Quando um senador perguntou sobre a origem das ameaças, as Justices remeteram o assunto às autoridades policiais e ao Departamento de Justiça, lembrando que a Corte não tem, e não deseja ter, poder de investigar ou processar. A resposta foi administrativa, e assim permaneceu do começo ao fim. O contraste com o debate brasileiro em torno das ameaças ao Supremo Tribunal Federal desde o chamado Inquérito das Fake News se impõe por si só, e prefiro deixá-lo à reflexão de cada um, notando apenas que dois tribunais, diante de inquietações semelhantes, escolheram caminhos bastante distintos, um pedindo mais proteção e o outro se munindo de mais jurisdição.

Houve um instante que resume, melhor do que qualquer teoria, a delicadeza desse arranjo. O relator democrata do subcomitê observou que a Corte, depois de obter uma dotação de vinte e oito milhões de dólares pelos canais ordinários, buscara mais trinta milhões por vias menos formais, e pediu que dali em diante tudo passasse pelo rito habitual. Kagan não se irritou nem ergueu a independência do Judiciário como escudo. Pediu desculpas. Explicou que a Corte fora surpreendida pela retirada antecipada da proteção residencial que cabia aos Marshals e precisara correr atrás de recursos para cobrir a lacuna, e que, se houvera algo de irregular no procedimento, lamentava. O senador respondeu que a segurança das Justices valia mais do que formalidades. Uma Corte que se desculpa por um deslize orçamentário e um Legislativo que dispensa a desculpa em nome da segurança alheia dizem, sem precisar dizê-lo, o que significa respeito institucional.

Outro traço mereceu registro. Kagan e Barrett, indicadas por presidentes de partidos opostos, falaram quase a uma só voz sempre que o assunto era a instituição, divergindo com civilidade em pontos como a criação de um mecanismo de fiscalização do Código de Ética, que Kagan defende e Barrett ainda vê com reservas. Sobre as críticas ao tribunal, Kagan foi direta ao afirmar que criticar é parte legítima da vida pública, que a Corte faz muita coisa passível de crítica e que quem ocupa aquele lugar está sujeito a toda sorte de reparos. O problema começa quando a crítica se converte em intimidação, quando figuras públicas tentam constranger juízes a decidir do modo que lhes agrada. E ela fez questão de acrescentar que isso vale venha de onde vier. Ao longo das audiências, os exemplos de intimidação lembrados pelos próprios parlamentares vieram de todos os lados do espectro, do presidente da República que chamou a Corte de organização política armada e injusta ao senador que se postou diante do prédio do tribunal e nomeou dois de seus integrantes advertindo que pagariam o preço. A independência judicial, nesse desenho, não tem cor partidária, porque não protege esta ou aquela decisão, protege a própria possibilidade de decidir.

O que fica ao final não é a imagem de um Judiciário diminuído por explicar-se ao Legislativo, e sim o seu exato oposto, o de uma Corte segura o bastante da própria independência para abrir os livros, responder ao que é difícil e reconhecer as próprias fragilidades, sem jamais admitir que alguém lhe dite como julgar. Barrett resumiu o espírito da coisa ao dizer que os juízes se esforçam por divergir bem quando divergem, e Kagan confessou apreciar quando um colega lhe telefona para pedir que retire da minuta uma linha mais áspera do que precisava ser. Talvez seja essa a lição que as audiências desta terça-feira oferecem a quem quiser recebê-la. A independência não reclama isolamento. Reclama apenas que cada Poder saiba, com exatidão, onde termina o seu direito de perguntar e onde começa o seu dever de não interferir.

*Leonardo Corrêa — sócio de 3C LAW | Corrêa & Conforti Advogados, com LL.M pela University of Pennsylvania, Cofundador e Presidente da Lexum e autor do livro “A República e o Intérprete — Notas para um Constitucionalismo Republicano em Tempos de Juízes Legisladores”.

*Artigo publicado originalmente no site do autor.









publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/justica/prestar-contas-sem-curvar-a-toga/

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