Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

O jurista: a tirania legitimada pela defesa do povo

 AMANDACAIXETA


Em nossa história moderna, certa vez, um jovem e notável jurista se destacou dentre muitos. Muito habilidoso, alcançou o máximo de poder que se poderia imaginar.

Autor. Teórico de sua época. Revolucionário promissor. Semblante duro e obstinado.

Defendeu, com sua eloquência e habilidade jurídica, o regime político que ajudara a criar em seu país – sob que preço? Vitória da democracia!

Se o tempo lhe permitisse, possivelmente se chamaria “defensor da democracia e do Estado Democrático de Direito”, contudo, passou para a história como o “incorruptível”. Todavia, bárbaro, tirano e ditador são adjetivos que lhe fazem mais jus.

O jovem jurista alcançou prestígio numa época em que certo povo se encontrava dividido entre dois grandes grupos políticos. Um apoiava o governante anterior, que, apesar dos vícios do sistema do qual era refém, se esforçara, aos trancos e barrancos, para reformar a nação. O outro era o regime vigente, que tomara o poder num misto de utopia ideológica e sangue. Aquela tal ideologia que prometera vestir-se de liberdade, igualdade e fraternidade se trajou de destruição.

Foi nesse cenário — e para evitar que os atos antidemocráticos de sua época trouxessem de volta o líder cujo maior pecado fora se render — que nosso ávido defensor da lei surgiu como um supremo iluminador. Influente, logo que o fez, se destacou entre os demais. Tornara-se aquele cujo nome dava arrepios, quase onipresente.

Se assim lhe aprouvesse, tinha autoridade para instaurar inquéritos que rasgavam ao meio o rigor da justiça. Poderia ser vítima, autor, juiz e executor da pena. Tudo, é claro, para garantir a ordem e o progresso daquele regime que prometia ser democrático. Viva a república!

Deu o tom de seu estilo monocromático, com todo o aparato do Estado a seu favor, ao inaugurar uma série de estratégias visando à garantia daquilo que hoje chamamos de democracia. Custasse o que fosse!

Tal jurista, àquela altura, já estabelecido como uma figura central para a manutenção do regime, apresentou ao povo um sistema que prometia livrá-lo do mal de qualquer atentado contra o seu Estado Democrático de Direito; da coisa terrível que era defender Deus ou a Igreja e, sobretudo, do infortúnio sem tamanho que era a ousadia de discordar do que quer que decidissem os novos supremos, ou pior, de defender o regime anterior.

A paz e a democracia eram necessárias a qualquer custo! Para tal manutenção, toda sorte de medidas fora lançada: censura; usurpação das instituições; criação de uma guarda paralela para perseguições e prisões — derivadas de sentenças questionáveis — contra opositores; eliminação, do debate público, da Igreja e de todos os cidadãos que representassem, de alguma forma, esperança de restauração do antigo capitão da nação. Eliminação no sentido literal da palavra. Sob terror, fora inaugurado o Comitê de Salvação Pública. Era preciso apenas admitir a “narrativa certa”.

Embora significativamente similar aos tempos atuais e a casos vigentes, aqui, do outro lado do Atlântico, este texto não é sobre um certo jurista do Brasil.

Este compilado de palavras é sobre a fonte de inspiração para outros tribunais sanguinários de exceção como aquele que se estabeleceu na Alemanha Nazista com as Leis de Proteção do Sangue e da Honra, que legitimaram o horror que conhecemos bem; e também aquele outro que, cumprindo a Lei da Restauração do Serviço Público e da Repressão a Elementos Antissoviéticos, garantiu o bom andamento do regime comunista — que custou mergulhar nações inteiras num mar de sangue tal como seu precursor o fizera na França, pátria daquele iluminado legista sobre quem estas linhas tratam. Tudo, “ora pois”, como diria, talvez, Olavo de Carvalho, em nome do “bem comum” ou da “defesa do Estado Democrático de Direito”, visando a alguma finalidade privativa do interesse de seus respectivos supremos.

Em nome de salvar sua época ao alto custo de aniquilar quem ousasse pensar diferente, figuras como Hitler, Stalin, Mao, Fidel, Che Guevara e outros tiranos que vieram após, e inspirados por estes, promoveram grandes horrores ao longo dos séculos.

É possível esperar algo diferente de órgãos ou decisões “em defesa da democracia”? A História responde.

Esse tipo de política adotada, séculos atrás — pois mesmo que haja semelhanças, este texto, insisto, aborda outro período —, por Maximilien Robespierre, ele sim nosso iluminado jurista e um dos principais nomes da lastimosa tragédia que foi a Revolução Francesa, serviu e ainda serve, muito infelizmente, como bússola imoral para outros supremos que vieram após 1789. E o Brasil que o diga!

*Amanda Caixeta é jornalista, chefe-geral de comunicação e imprensa do deputado federal na Câmara dos Deputados e fellow do Amplifica.
















PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/historia/o-jurista-a-tirania-legitimada-pela-defesa-do-povo/

Tudo sobre o caso Ciro Nogueira e Banco Master

 brasilparalelo/youtube


Tudo sobre o caso Ciro Nogueira e Banco Master


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https://www.youtube.com/watch?v=S6oRgZsrnUc

Ciro Nogueira é a 1ª vítima de Mendonça no caso Master!

 andrémarsiglia/youtube


Ciro Nogueira é a 1ª vítima de Mendonça no caso Master!


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https://www.youtube.com/watch?v=HZgyFl7SI3I

TRANSTORNO DE ESTUPIDEZ OBSESSIVO-COMPULSIVO

 GILBERTOSIMOESPIRES/PONTOCRITICO


TRANSTORNO DE ESTUPIDEZ OBSESSIVO-COMPULSIVO

A julgar pelas ideias, propostas e decisões -geralmente desastrosas- que são nutridas e cultivadas a todo momento no funesto ambiente do -GOVERNO LULA PETISTA- com apoio praticamente irrestrito de seus apoiadores e/ou simpatizantes, incluindo aí a maioria dos ministros do STF, o DIAGNÓSTICO aponta que o presidente LULA e sua equipe -escolhida a dedo- sofrem de um avançado e preocupante -TRANSTORNO DE ESTUPIDEZ OBSESSIVO-COMPULSIVO-.


A PSICOLOGIA DA ESTUPIDEZ

A propósito, não por acaso, essa CONDIÇÃO PSICOLÓGICA, que se caracteriza por CONSTANTES E REPETITIVAS DECLARAÇÕES E COMPORTAMENTOS IMPULSIVOS E/OU RITUALÍSTICOS, que muito se assemelha ao comportamento da -ESQUERDA-PETISTA-, está bem definida no livro -A PSICOLOGIA DA ESTUPIDEZ-, organizado pelo psicólogo e jornalista científico e ex-redator-chefe da revista Le Cercle Psypor Jean-François Marmion. Mais: o referido livro tem como subtítulo “NÃO EXISTE UM MUNDO SEM IDIOTAS-. Como tal, LIDAR COM ELES É SEMPRE UM DESAFIO


A ERA DA TOLICE E DA IGNORÂNCIA

Na apresentação, intitulada -OS IMBECIS DO APOCALIPSE -, Jean-François se dirige aos -ESTÚPIDOS DE TODOS OS TIPOS E IMBECIS DE TODAS AS ESPÉCIES, CRETINOS DE TODO O MUNDO, ESTÚPIDOS DE TODA LAIA, PATETAS INSENSÍVEIS, IDIOTAS E PRESUNÇOSOS-, que -no livro- tem seu MOMENTO DE GLÓRIA. Já o filósofo e diretor da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais da França, Pascal Engel, publicou um artigo -DA BURRICE À TOLICE- afirmando que a PRODUÇÃO DA TOLICE E DA IGNORÂNCIA, que era ENDÊMICA NA IMPRENSA, tornou-se PANDÊMICA NAS MÍDIAS, NA INTERNET E NAS REDES SOCIAIS FAZ PARTE DO QUE PASSAMOS A CHAMAR DE -ERA DA PÓS-VERDADE-, a qual poderia muito bem ser apelidada de A ERA DA TOLICE: a produção de um tipo de discurso e de pensamento que não se preocupa mais em saber se há verdade no que foi dito, mas leva em consideração o efeito produzido. 


USO SISTEMÁTICO DA MENTIRA

Em relação à POLÍTICA, por exemplo, a IGNORÂNCIA tem contribuído para APOIAR e/ou ELEGER TIRANOS, POPULISTAS E DEMAGOGOS. E o -modus operandi- que os identificam é o -USO SISTEMÁTICO DA MENTIRA-. E neste particular, o TRANSTORNO DE ESTUPIDEZ OBSESSIVO-COMPULSIVO tem sido o motor da DESGRAÇA POPULISTA DO NOSSO EMPOBRECIDO BRASIL.





















PUBLICADAEMhttps://www.pontocritico.com/artigo/transtorno-de-estupidez-obsessivo-compulsivo

SERÁ QUE É PERSEGUIÇÃO?

 LUCIANOHANG/YOUTUBE


SERÁ QUE É PERSEGUIÇÃO?


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https://www.youtube.com/watch?v=S_PT2dB5Q5g

Onde entra Paulo Freire no caos da alfabetização brasileira?

 BRASILPARALELO/YOUTUBE


Onde entra Paulo Freire no caos da alfabetização brasileira?


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https://www.youtube.com/watch?v=OEQSsVGQuno

Acordo sobre facções está por trás da viagem de Lula aos EUA, revela 'O Globo'

 REVISTAOESTE/YOUTUBE


Acordo sobre facções está por trás da viagem de Lula aos EUA, revela 'O Globo'


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https://www.youtube.com/watch?v=EEWXZ5-0Z2I

ESSA É A SOLUÇÃO PARA O BRASIL..

 Luiz Philippe de Orleans e Bragança


ESSA É A SOLUÇÃO PARA O BRASIL..


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https://www.youtube.com/watch?v=s35KTFFwxQk

O FIM da MISÉRIA! como a DIREITA vai quebrar o SISTEMA do PT!

 rubinhonunes/youtube


O FIM da MISÉRIA! como a DIREITA vai quebrar o SISTEMA do PT!

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https://www.youtube.com/watch?v=OHc8QlRAUiE

BOMBA! Vorcaro ADMITE CRIMES com Moraes em contrato de R$ 129 milhões!

 Deltan Dallagnol



BOMBA! Vorcaro ADMITE CRIMES com Moraes em contrato de R$ 129 milhões!


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PROMETEU PICANHA E ENTREGA INFLAÇÃO NO PRATO

 GUSTAVOVICTORINO/FACEBOOK


PROMETEU PICANHA E ENTREGA INFLAÇÃO NO PRATO



quarta-feira, 6 de maio de 2026

O PREÇO DA CEGUEIRA VOLUNTÁRIA

 Por Alex Pipkin, PhD em Administração


Governos costumam morrer no calendário, mas este está morrendo na realidade, porque a vida de quem produz já não aceita o palanque.
O atual ciclo lulopetista, longe de padecer de um desgaste comum, revela uma falência completa de premissas.
A cada novo episódio, como o de ontem, o padrão se repete: eleva-se o tom, amplia-se o ruído, como se fosse possível abafar, no grito, o som das engrenagens travando.
O erro aqui não é pontual, é integral: falta técnica, sobra arrogância.
Estamos diante de um modelo assumidamente perdulário que confunde o caixa do Estado com herança e populismo com solução, fazendo da incompetência não um desvio ocasional, mas a própria estratégia de “desgoverno”.
Persiste em Brasília a fantasia de que o Estado é o motor do mundo, quando, na prática, ele opera como um freio de mão puxado por quem jamais precisou assinar uma folha de pagamento.
Cada vez que um burocrata decide onde o capital deve estar, a inovação é sufocada ainda no berço.
O resultado é um país que passa a tropeçar em regulações desenhadas para proteger o topo e asfixiar a base.
Sob o pretexto de cuidar, o Estado vigia, e, em nome do social, tributa até a esperança, até que o lucro vire pecado e investir se torne um ato de resistência.
Não se trata apenas de ideologia, mas de uma lógica elementar, porque não se faz um avião voar aumentando o peso da carga e cortando o combustível.
Prosperidade jamais foi concessão governamental, mas consequência direta de um ambiente em que o governo não atrapalha.
Razão pela qual a liberdade econômica deixa de ser privilégio de poucos para se revelar como o oxigênio indispensável de quem acorda cedo para manter o país em pé enquanto o próprio Estado insiste em dificultar.
O próximo ciclo político não pode se resumir a uma troca de cadeiras, pois ou se encara o diagnóstico sem anestesia, com a seriedade que a realidade impõe, ou continuaremos presos à velha caricatura de um país do futuro que nunca chega.
Enquanto isso, o país se deteriora no presente, o que exige menos tutela, mais responsabilidade, menos imposto asfixiante e mais espaço para quem cria valor sem pedir licença.
Persistir no erro, com o abismo já visível no horizonte, deixou de ser ignorância para se transformar em projeto.
O preço, como sempre, não cai sobre a caneta que assina o decreto, mas sobre o lombo de quem carrega o piano.
















publicadaemhttps://www.pontocritico.com/espaco-pensar-artigo/o-preco-da-cegueira-voluntaria-300426

Carta aberta aos congressistas de oposição

  Judiciário em Foco 


Deputados federais e senadores brasileiros, é com grande inquietação que me dirijo aos senhores após a escalada, sob os holofotes midiáticos, de um autoritarismo togado que nem mais se envergonha de dizer seu nome. As investidas do Sr. Gilmar Mendes contra o ex-governador Zema, “candidato” à inclusão em inquérito por manifestações satíricas, assim como as exaustivas aparições do mesmo magistrado em nossos principais veículos, exigem respostas bem mais incisivas e eficazes que meras postagens de repúdio nas redes sociais.

Em sua avalanche de entrevistas na semana passada, Gilmar conseguiu a proeza de produzir contra si inúmeras provas de autoria de crimes de responsabilidade nas mais diversas modalidades. Ao zombar do acento regional de Zema, chegando a incorporar às suas bravatas as insinuações de homossexualidade e ladroagem – e, mais grave ainda, equiparando ambas as práticas! –, Gilmar quebrou parâmetros mínimos de decoro e dignidade esperados de qualquer juiz. Não satisfeito, tornou a atacar o ex-governador, por ele acusado de ter se “socorrido” do Supremo e, em seguida, de ter “sapateado” sobre a imagem da corte, em conduta rotulada por Gilmar como “eticamente incorreta”. Em ótimo português, revelou que suas decisões acerca da dívida de Minas Gerais para com a União não foram tomadas com base em fundamentos constitucionais e legais, tendo sido confeccionadas para impedir o político litigante de vir a criticar o modus operandi do tribunal. Pode ter havido confissão mais escrachada de atividade político-partidária por parte de autoridade não-eleita, incumbida tão somente de funções técnico-jurídicas?

Talvez. Durante as entrevistas, Gilmar opinou sobre as pessoas e facções que, no seu entender, deveriam ter sido indiciadas pelo senador Alessandro Vieira na CPI do Crime Organizado, e ainda pontificou que, em caso de pretensas irregularidades, o Supremo poderia vir a impedir o curso de processos de impeachment contra membros do tribunal. Na mesma diarreia verbal, colocou por terra a autonomia parlamentar na condução das comissões de inquérito (art. 58, parágrafo 3º da CF), assim como a prerrogativa exclusiva do senado de processar e julgar togados por crimes de responsabilidade (art. 52, II da CF). Sem qualquer pudor, trocou a toga pelo exercício da política!

Nessas circunstâncias, é premente o protocolo de pedido de impedimento contra esse togado. Urge não apenas protocolá-lo, mas também e sobretudo dar andamento regular ao processo, como dispõe a Lei de Impeachment (Lei 1079/50) em pleno vigor. Afinal, contrariamente ao que se diz por aí, a abertura e o desenrolar das fases iniciais desse tipo de processo não dependem de qualquer juízo da presidência do Senado; antes, trata-se de movimentações automáticas, pois não condicionadas à boa vontade do político de plantão. Tanto assim que, uma vez assinada com firma reconhecida e acompanhada da documentação pertinente, a denúncia será lida na sessão seguinte e despachada a uma comissão especial, eleita para opinar sobre a petição (art. 44 da Lei de Impeachment). Portanto, se os caciques envolvidos deixarem de ler a petição ou se recusarem a fazê-lo, estarão em flagrante de crime de prevaricação por descumprimento do dever de ofício, sujeitando-se à voz de prisão por seus pares. Assim sendo, caros senadores, o que os senhores esperam para levar adiante processos de impeachment contra violadores de toga como Gilmar, com pleno amparo na lei aplicável?

Na toada dos arbítrios, foi igualmente assombrosa a fala do togado à imprensa sobre o inquérito das fake news, por ele classificado como instrumento necessário à preservação da pseudo-institucionalidade e que, nas suas palavras, deve perdurar “pelo menos até as eleições”. A menção à corrida eleitoral deste ano como eventual termo final é prova de que a instauração do inquérito jamais se destinou à investigação de indícios de delitos, senão apenas à intimidação aos críticos do sistema judiciário e de seus integrantes. Novo reconhecimento de que o judiciário “legislou” para a criação do crime de opinião inexistente em nosso ordenamento e de que o fez para tolher o exercício da legítima liberdade de expressão, em atentado a uma garantia individual elencada entre as cláusulas pétreas da nossa Constituição.

Após mais de sete anos de letargia, os senhores, parlamentares eleitos, têm a obrigação de anular o inquérito por meio de decreto legislativo (DL), lançando mão da sua prerrogativa exclusiva de legislar para extinguir, de uma vez por todas, a maior abominação jurídica e humanitária da nossa história recente. Não cedam à tentação do argumento cômodo de que o DL seria aplicável tão somente face a atos do executivo, pois a própria CF, em seu art. 49, XI, atribui aos senhores o poder-dever de zelar por sua competência exclusiva diante dos demais poderes (no plural!). Como a norma jurídica não contém palavras inúteis, os senhores dispõem de plena atribuição para a derrubada do tal inquérito do fim do mundo, bem como de todas as decisões por meio das quais a cúpula judiciária tenha “legislado”, como foi o caso, por exemplo, do julgamento sobre o Marco Civil da Internet.

A Constituição vigente, ainda que muito criticável sob inúmeros aspectos, conferiu aos senhores a musculatura necessária para manter de pé a própria atuação legislativa e para garantir as nossas liberdades individuais. Se, no entanto, apesar de empoderados pelo voto popular, os senhores continuarem optando pela atrofia dos últimos tempos, a interminável hipertrofia do poder não-eleito acabará por esmagar toda a estrutura legislativa, reduzindo-a à completa insignificância ou talvez até ao fechamento, como se viu na Venezuela de Maduro.

O período que antecede a disputa eleitoral será decisivo para separar os meninos dos homens, os politiqueiros dos estadistas e os astros tuiteiros dos verdadeiros tomadores de decisões. A reconstrução do estado de direito dependerá da coragem daqueles que “ousarem” exercer suas funções constitucionais para fazerem cessar os abusos e promoverem a ampla responsabilização dos envolvidos. Grande parte de uma população iletrada poderá até cair na lábia de oportunistas, mas será aos estadistas que as gerações vindouras deverão a retomada das liberdades e a perspectiva de desenvolvimento. Pensem nelas e partam para a ação hoje mesmo. Caso contrário, é bem possível que o nosso amanhã seja marcado por uma disrupção sombria e indesejável a todos.













publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/justica/carta-aberta-aos-congressistas-de-oposicao/

Por que precisamos urgentemente impor limites ao governo?

    Og Leme


O economista inglês Arthur Seldon, do Institute of Economic Affairs (IEA) de Londres, conceitua o capitalismo como o sistema de organização econômica que faz tão pouco uso do processo político quanto necessário e tanto uso do mercado quanto possível. À luz dessa ideia, impera no Brasil o anticapitalismo, pois praticamos exatamente o inverso: somos pródigos no uso do processo político de decisões coletivas e economizamos avarentamente na utilização do processo de mercado de decisões individuais para a solução dos nossos problemas econômicos. Isto é, politizamos desnecessariamente, e com elevados custos, a solução dos nossos problemas econômicos. Nosso setor público e o nosso processo político padecem de acromegalia, se agigantaram com o passar dos anos, comprimindo anatomicamente e comprometendo fisiologicamente o processo de mercado de decisões individuais. Nossa economia funciona mal porque, além de não ter espaço, sofre de engessamento e disfunções impostos pelo setor público. Perdemos, os cidadãos, em liberdade, eficiência e dignidade. Gera enorme perplexidade constatar que, a despeito de ser o processo político o mais incompetente dos processos sociais e, entre eles, o mais inclinado à corrupção, que exatamente a ele tenhamos delegado tantos desnecessários poderes em detrimento da autonomia, da responsabilidade e da eficiência individuais.

Essa alienação de direitos individuais – contrapartida do crescimento da maquinaria estatal e sua intervenção no mercado – decorreu de várias causas, entre as quais, e para os efeitos desta nota, vale a pena destacar: 1. a suposição de que o mercado tem falhas e, portanto, devem elas ser reparadas pela ação compensatória governamental; 2. a iniciativa pública pode conduzir o crescimento econômico nacional, levando-nos de volta ao paraíso perdido, onde a escassez é desconhecida.

Que o mercado tem falhas, é indiscutível; ele é imperfeito, fruto que é da imperfeita ação humana. Ocorre, porém, que o processo político também é um produto dessa mesma imperfeição e, portanto, tem falhas e estas são muito piores que as de mercado. Além disso, grande parte das chamadas falhas de mercado não passa de perversões induzidas ou diretamente produzidas pelas autoridades públicas.

Com relação à iniciativa pública na condução do processo de crescimento econômico, parece-me importante considerar-se o seguinte; a prosperidade das nações tem sido o fruto, não da ação estatal, mas da livre interação de agentes particulares responsáveis no seio do mercado, cada um deles na busca de seus próprios interesses pessoais. O progresso e o desenvolvimento dos povos têm sido o subproduto da ação humana, mas não de uma ação humana deliberada que se delineia numa prancheta de apenas algumas pessoas, que acabam impondo suas decisões às demais. O progresso da humanidade tem resultado de fato do exercício autônomo da liberdade individual, num ambiente institucional respeitador dos direitos humanos e dos contratos autonomamente pactuados por indivíduos responsáveis; tem resultado também do respeito ao princípio da igualdade de todos diante da lei; da eficácia da justiça, que impede a impunidade e facilita o acesso aos tribunais; tem resultado, finalmente, da qualificação do agente humano, pela melhoria da sua saúde e educação. Em síntese, a prosperidade das nações (Adam Smith, 1776) resulta da eficácia de duas instituições: Estado de Direito e Economia de Mercado; e de uma condição: a da saúde e educação das pessoas.

A intervenção estatal na economia brasileira perverteu aquelas instituições, e a essa ação demolidora foram dedicados tanto tempo e recursos que pouco restou para a educação e a saúde. A solução da crise brasileira está na devolução, ao processo de mercado de decisões individuais, da solução dos problemas que foram delegados à política.





















PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/pensadores/por-que-precisamos-impor-limites-no-governo2/

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