Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

A TECNOLOGIA DA INOCÊNCIA

 Texto do pensador Alex Pipkin


Há duas maneiras de atravessar um escândalo. A primeira é provar que não fez. A segunda, muito mais prática, é não saber de nada.
Lula, a alma mais pura deste planeta, especializou-se na segunda.
Depois de mais de dezessete anos de governos petistas, a ignorância deixou de ser deficiência e tornou-se salvo-conduto.
Lula sabe distribuir ministérios, escolher aliados, identificar inimigos, negociar cargos, aumentar impostos e explicar ao mundo aquilo que o mundo não lhe perguntou. Seu conhecimento é vasto. Termina exatamente na porta da responsabilidade.
A ética começa onde a desculpa termina. O petismo realizou a proeza inversa, transformando a desculpa num sistema de poder.
A psicologia moral empresta dois nomes ao milagre. Max Bazerman e Ann Tenbrunsel chamam de cegueira motivada a tendência de não perceber uma conduta imprópria quando reconhecê-la ameaça nossos interesses. Ann Tenbrunsel e David Messick descrevem o apagamento ético, processo pelo qual o conteúdo moral desaparece e o problema reaparece fantasiado de questão política, administrativa ou eleitoral.
A cegueira motivada seleciona o que não deve ser visto. O apagamento ético esteriliza aquilo que já apareceu. Uma fecha os olhos, o outro lava o fato.
Juntos, formam uma tecnologia de inocência.
Quando o mensalão terminou com figuras centrais do PT condenadas pelo Supremo, Lula declarou sentir-se traído por práticas das quais jamais tivera conhecimento. Era capaz de interpretar a alma do povo brasileiro, a fome dos pobres, a perversidade dos ricos e os destinos da humanidade. Só não sabia o que faziam os homens sentados ao seu lado.
Há uma geografia muito curiosa nessa ignorância. Os fatos acontecem sempre perto o suficiente para beneficiar o governo e longe o bastante para não alcançar o governante.
No sítio de Atibaia, Lula conhecia o caminho, frequentava a propriedade com a família e havia pedalinhos com os nomes dos netos. Não sabia quem fizera as reformas, quanto custaram nem por que empreiteiras decidiram melhorar a cozinha alheia. A intimidade pertencia à família. As despesas eram metafísicas.
Diante das apurações envolvendo a lobista Roberta Luchsinger, afirmou nunca tê-la visto. Existem ao menos doze fotografias dos dois juntos, publicadas entre 2018 e 2023.
Uma fotografia pode ser cortesia. Doze exigem fé e uma opinião bastante modesta sobre a inteligência dos brasileiros.
As redes sociais mentem diariamente. O arquivo digital, porém, possui um defeito desagradável. Ele se lembra.
Na mesma sabatina, Lula foi questionado sobre a dívida pública federal, que já encosta em R$ 8 trilhões, enquanto a dívida bruta ultrapassa 80% do PIB. A resposta veio com a serenidade de quem comenta a temperatura da água: “A mim, não preocupa a dívida pública”.
A evolução do método é admirável. Diante da corrupção, Lula não sabe. Diante da dívida, sabe e diz que não se preocupa.
A cegueira motivada protege do passado. O apagamento ético permite hipotecar o futuro. O endividamento deixa de significar juros, impostos, crédito caro e menos dinheiro para investir. Transforma-se numa porcentagem do PIB, dessas que cabem confortavelmente num gráfico e não perturbam o sono de ninguém no Palácio.
Dívida pública é imposto que ainda não disse seu nome. O governo gasta no presente, os juros fazem hora extra e a conta chega quando o autor da despesa já está escrevendo suas memórias.
É fácil conservar a serenidade diante de uma fatura que será, evidentemente, entregue aos outros.
O problema de Lula não é a falta de diploma universitário. Ausência de formação acadêmica não é pecado moral, assim como diploma nunca foi certificado de caráter. Algumas universidades demonstram isso com admirável regularidade. A Presidência não exige tese, exige responsabilidade.
Nenhum governante sabe tudo. Governar consiste em saber aquilo que não se tem o direito de ignorar. Se Lula não sabia, fracassou. Se sabia, mentiu. Se preferiu não saber, transformou a ignorância em proteção moral. Em nenhuma das hipóteses aparece um estadista. Apenas a pretensão abissal de sê-lo.
A grande inovação do petismo não foi a corrupção, que desembarcou no Brasil muito antes dele. Foi sua arquitetura moral. O poder sobe e se concentra. A culpa desce e se dissolve. No topo permanece o líder, eternamente surpreendido com o próprio governo e serenamente despreocupado com a conta que deixa.
Não saber o absolve do passado. Não se preocupar o dispensa do futuro. O presente, naturalmente, fica reservado ao poder.
A tecnologia funciona.
Lula fica com a inocência.
O Brasil, em especial os mais pobres, com a fatura.











publicadaemhttps://www.pontocritico.com/espaco-pensar-artigo/a-tecnologia-da-inocencia-310826

A TROPA DE CHOQUE NÚMERO 1 ENTROU EM AÇÃO

 gilbertosimõespires/pontocritico


AS MINHAS PREVISÕES SEGUEM FIRMES

Até o presente momento, conforme previ -no meu editorial -, o GRUPO DE BANDIDOS -UNIDOS E SOLIDÁRIOS- não demonstra mínima preocupação com o -CLARO, ESCANDALOSO E CRIMINOSO- envolvimento do -CAPO MORAES- no caso -BANCO MASTER-. 


TROPA DE CHOQUE NÚMERO UM

Como se viu, bem de acordo com as minhas previsões, a -TROPA DE CHOQUE NÚMERO UM DO BRASIL- comandada por -GONET, ALCOLUMBRE, FACHIN, E GILMAR MENDES- entrou em campo e, de forma COMBINADA E MUITO ORGANIZADA, partiu com tudo para cima do ministro ANDRÉ MENDONÇA, deixando a sociedade brasileira ainda mais convencida de que, no nosso empobrecido Brasil, quem MANDA e DESMANDA são os CRIMINOSOS. 


BOCA NA BOTIJA

Vejam que nem mesmo o FORTE E CERTEIRO TIROTEIO promovido pela MÍDIA, que até então não dava a mínima pelota para os explícitos ATOS TIRÂNICOS E CRIMINOSOS, praticados a todo momento pela maioria dos INTOCÁVEIS MINISTROS DO STF, se mostrou capaz para colocar os -AMIGOS DE VORCARO- com cara de quem foi flagrado com a -BOCA NA BOTIJA-


TOTAL DESRESPEITO AO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL

O que mais incomoda os POBRES ESPERANÇOSOS BRASILEIROS, como bem frisa o jornalista Felipe Vieira, é o -TOTAL DESRESPEITO AO ARTIGO 252 do Código de Processo Penal, onde se lê que O JUIZ NÃO PODERÁ EXERCER JURISDIÇÃO QUANDO ELE PRÓPRIO, SEU CÔNJUGE OU PARENTE FOR PARTE OU DIRETAMENTE INTERESSADO NO FEITO. E o artigo 258 estende, no que couber, as regras de impedimento aos integrantes do Ministério Público-.

Ora, diante das revelações envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master, a QUESTÃO É OBJETIVA: se estiver caracterizado interesse direto nos fatos examinados, Moraes e Toffoli não podem participar das decisões que os envolvam. A mesma regra alcança Paulo Gonet no âmbito do Ministério Público.


QUE LEI É ESTA?

Mais: segundo diz a LEI, que de resto não é respeitada por quem deveria garantir o seu cumprimento, isso não significa condenação antecipada. Todos têm direito à defesa, ao contraditório e à presunção de inocência. Mas ninguém pode participar da decisão sobre o destino de fatos que atingem seus próprios interesses quando presente uma hipótese legal de impedimento.

A régua vale para todos. Se surgir situação equivalente envolvendo André Mendonça, atual relator, ou qualquer outro ministro do STF, configurado o impedimento, também não poderá participar. A lei não tem nome nem sobrenome. O CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL não diz que seria “prudente” ou “recomendável” afastar-se. Diz: “NÃO PODERÁ”. Não é favor, portanto. Não é gesto de grandeza. Não é escolha. É LIMITE LEGAL e ninguém está (ou estaria) acima dele.




















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André Mendonça Mudou o Jogo — E Agora Ninguém Pode Fingir Que Não Viu

 fernaolaramesquita/youtube


André Mendonça Mudou o Jogo — E Agora Ninguém Pode Fingir Que Não Viu

clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=9TRwcDup4Ms

TODOS MENTINDO CONTRA MENDONÇA

 DELTANDALLAGNOL//FACEBOOK


TODOS MENTINDO CONTRA MENDONÇA



GONET ESTÁ IMPEDIDO

 JOSEOFJUST/FACEBOOK


EX CORREGEDORA ELIANA CALMON É CLARA - PAULO GONET ESTÁ IMPEDIDO



COMPARTILHE PARA EXPOR A VERDADE

 BELLACARMELO/FACEBOOK


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NOVO HIT DO MOMENTO - QUEBRADEIRA

 MARGEMDIREITA/INSTA


NOVO HIT DO MOMENTO - QUEBRADEIRA



TRES HOMENS INVESTIGARAM O PODER NO BRASIL... DOIS JÁ SAÍRAM

 MARCELOTOLEDO/FACEBOOK


TRES HOMENS INVESTIGARAM O PODER NO BRASIL... DOIS JÁ SAÍRAM



Os Detalhes Secretos do Depoimento de Vorcaro!

 andremarsiglia/youtube


Os Detalhes Secretos do Depoimento de Vorcaro!


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https://www.youtube.com/watch?v=FXM8nZBpicU

COMO FUNCIONA A LAVAGEM DE DINHEIRO

 OZEEXPLICA/INSTAGRAM


COMO FUNCIONA A LAVAGEM DE DINHEIRO



O DOSSIÊ COMPLETO: tudo que a PF encontrou sobre Moraes e o Banco Master

 rubinhonunes/youtube


O DOSSIÊ COMPLETO: tudo que a PF encontrou sobre Moraes e o Banco Master


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https://www.youtube.com/watch?v=jN2Ct_eyR2g

VENCER NA VIDA OFENDE

 MARCELOTOLEDO/FACEBOOK


VENCER NA VIDA OFENDE



quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Eliana Calmon detona festas pagas por advogados a ministros: “Acho execrável”

 A ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Eliana Calmon é uma integrante do Judiciário que, ao contrário de seus pares, não tem papas na língua ao falar dos malfeitos do próprio Judiciário. Sua passagem pela Corregedoria do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) ficou marcada por denunciar, em 2011, a existência de “bandidos escondidos detrás […]

Cynara Menezes


A ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Eliana Calmon é uma integrante do Judiciário que, ao contrário de seus pares, não tem papas na língua ao falar dos malfeitos do próprio Judiciário. Sua passagem pela Corregedoria do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) ficou marcada por denunciar, em 2011, a existência de “bandidos escondidos detrás da toga”. Atualmente, Calmon está à frente da campanha pelas Diretas Já para a escolha dos presidentes e vice-presidentes dos tribunais estaduais, que seriam escolhidos pelos juízes de 1a. instância.

Em entrevista, Eliana Calmon, que não descarta um futuro político após a aposentadoria, aos 70 anos, em 2014, detona as relações promíscuas entre ministros do Supremo e advogados. “Acho absolutamente execrável”, critica a ministra, que relata, com picardia, os bastidores do mundo de festas da Corte judiciária em Brasília.

Desde que a sra. falou dos bandidos escondidos detrás da toga, em 2011, mais gente se juntou às suas críticas. Agora, o ministro Joaquim Barbosa tem atacado a promiscuidade entre juízes e advogados. A sra. acha que ele tem razão?

Acho. O ministro Joaquim Barbosa tem razão em todas as bandeiras que está levantando. Aliás, são bandeiras já conhecidas da Corregedoria, a novidade é um presidente do Supremo Tribunal Federal assumi-las. Talvez até por ter vindo do Ministério Público ele tenha esta visão. O juiz é um pouco ingênuo, fica na periferia, vendo processo. Mas quando se vem da carreira de MP se tem uma realidade muito mais dura. A gente começa a trabalhar com lixo, e quando a gente trabalha com lixo às vezes tem até de se resguardar, porque vê lixo em todo lugar. Antes de ser juíza, fui procuradora da República e vi muita coisa.

A sra. também é contra o aumento dos Tribunais Regionais Federais, como Barbosa?

Sim. Ele está muito preocupado com os gastos do Poder Judiciário e está batendo em cima. O outro aspecto é abrir um leque muito grande, deixando praticamente um tribunal em cada Estado, de forma que deixa esses tribunais muito vulneráveis às brigas políticas paroquianas. Como é um homem que tem uma cabeça muito voltada para o exterior, ele diz: ‘A Justiça brasileira foi criada à imagem e semelhança da Justiça americana. E um país como os EUA, quantos juízes e tribunais federais têm? Muito menos do que o Brasil. Nós estamos popularizando essa Justiça Federal, o que não é uma boa coisa para nós’. Essa é a visão dele.

Sobre a questão da promiscuidade entre juízes e advogados, uma vez fiz uma reportagem e descobri um termo engraçado, os “embargos auriculares”, ou seja, a influência do advogado ao pé do ouvido de ministros. Como impedir os embargos auriculares?

Na medida em que você tem uma estrutura ética forte, eles nem vêm. Mas na medida que você começa a dar demonstração de que entra nesse jogo… Juiz é classe média, nós vivemos de salário. Aí, quando você chega num tribunal, começa a ter acesso a algumas coisas que nem sabia que existia. Hotel cinco estrelas, carro à disposição, ir a bons lugares, bons restaurantes… E você precisa ser forte para ver o seguinte: ‘Isso não está ao meu alcance porque eu continuo funcionário público. Sou ministro mas continuo funcionário público’. Mas é por aí que começa a sedução. É por isso que tem de começar a podar estes eventos. O fetiche são os resorts.

Para fazer o quê, convenções?

É, ‘vamos fazer uma reunião para reciclagem’. Aí faz duas palestras e o resto tudo é passeio. Estes advogados são tão safados que criam associações, as associações existem só para efeito de lobismo. Tinha um advogado em Brasília com uma associação com nome em francês, ‘association’… Sei que terminava com ‘fraternité’. Era sobre voluntários no combate às vítimas do terrorismo. A sede ficava na Suíça, e ele convidava os ministros para viagens, porque essa associação se reunia cada ano em um país.

É nessas ocasiões que os embargos auriculares rolam à solta.

Pronto.

O que a senhora acha de advogados oferecerem festas para ministros?

Acho absolutamente execrável. Quantas festas já ofereceram para você?

Nenhuma.

Então está respondido.

A pessoa quer vantagens em troca?

Isso vem dourado como se fosse uma amizade. Mas o que é mais deletério não é o que se gasta na festa nem a festa em si, mas o que mostra para os outros: ‘Eu, fulano de tal, sou da copa e da cozinha do ministro tal. Tanto que eu, na minha casa, estou oferecendo uma festa para ele’. E por aí começa a captação de clientela. O juiz, o ministro, pode não fazer nada, ficar lá como um bobo, como a maioria faz. Mas ele está ali cumprindo um papel. Ali é a bandeira: ‘Olhe, o meu gabinete está aberto ao advogado fulano de tal’. Houve uma festa de casamento… E a pessoa gastou milhões na festa. Os ministros estavam aqui num frisson danado, as mulheres. Aquele comichão, né? Aí na véspera uma mulher de ministro me ligou: ‘Você vai que dia?’ Eu respondi: ‘Não vou para uma festa onde vou ser exibida como um troféu. Você não compreendeu que o que querem é mostrar os ministros em fila indiana e que o dono da festa tem influência sobre os ministros?’ Porque é isso que acontece.

O que um ministro deve fazer ao receber um convite desses?

Bem, eu recebo estes convites, né? Agora recebo bem menos do que antes… Eu faço assim (escreve no papel): ‘Impossibilitada’. Aí ele (o assessor) bota um cartãozinho educado, dizendo: ‘Infelizmente tenho um compromisso, tal, tal’.

Essa promiscuidade entre o público e o privado não impede um ministro de criticar um político, por exemplo, por fazer o mesmo?

O que acontece é que isso está se tornando quase um lugar-comum. Muita gente faz. Por exemplo: o ministro toma posse e fazem uma festa. Isso é muito comum. E Brasília é um lugar onde se faz muita festa. Já vi muita festa feita por advogados ou escritórios de advocacia para determinados ministros. Muitas vezes o ministro não perde a independência por isso. Agora, eu acho que aos olhos de uma pessoa que tem um critério ético mais apurado, isso não está certo. Exemplo: o ministro Celso de Mello radicalizou de tal forma que chegou em Brasília e disse: ‘Não vou em lugar nenhum. Nem de colega, nem de filho de colega, nem dos meus amigos antigos, nada’. Não vai a nada. Por que? Porque aquelas 11 criaturas que pertencem ao Supremo Tribunal Federal são 11 criaturas muito, muito visadas. Rosa Weber também não aceita convites.

Mas tem ministros lá que aceitam.

Sim, e não acham nada demais. Eu me dou muito bem com o ministro Gilmar Mendes. Gilmar não tem o mínimo complexo, ele vai a todos os lugares. Acho interessante que vai na festa de um funcionário furreca do mesmo jeito que vai para uma festa boa. Oferecem um jantar para ele, ele vai. Não é nem uma coisa camuflada, porque tem muita gente que faz camuflado. Mas tem uns que se abrem e dizem: ‘Eu não tenho problema. Vou a festas, vou a jantares’. Até digo para eles: ‘Não sei como vocês dão conta de ir em tanto lugar’. Porque se eu vou numa festa, no outro dia, para trabalhar fico, assim, à meia marcha.

A sra. então acompanhou a história do advogado Sérgio Bermudes oferecer um jantar de aniversário para o ministro Luiz Fux, que acabou desistindo depois que foi noticiado.

O que ficou horrível, né? Ficou feio oferecer, como ficou feio não aceitar. Este convite eu recebi. ‘Impossibilitada’ (risos).

E como a sra. viu essa história das idas e vindas entre Fux e José Dirceu?

Eu não sei. Me dou muito com Fux, ele é um colega muito diferenciado para mim, veio aqui para o tribunal, fiz campanha para ele. É brilhante, inteligente, preparado. O que eu acho? Fux é muito vaidoso. E essa vaidade dele às vezes faz com que ultrapasse alguns limites.

Em tese, um candidato ao cargo de ministro do Supremo se encontrar com um réu já não é apropriado, não é, ministra?

É meio esquisito, né? Essas histórias terminam ficando complicadas. Agora, o sistema é este. Ou você ignora que quase todos os ministros para serem ministros passaram a cuia entre os políticos? E os que a gente não sabe? Meus colegas mesmo me disseram, quando declinei que fui indicada por Antonio Carlos Magalhães e Jader Barbalho: ‘Eliana, padrinho político a gente não diz’. Significa que é tudo atrás da cortina. O Fux veio à baila porque contrariou um interesse e José Dirceu botou a boca no trombone. Mas quantos foram a José Dirceu? Ou você acha que tem gente aqui que não foi a José Dirceu? Zé Dirceu dava as cartas? Então foi. Conheço gente que foi a José Dirceu até para conseguir apartamento funcional. Isso deixa a presidente, o presidente, qualquer que seja, muito mal, porque significa que atendeu à indicação.

E o que a sra. acha de a mulher de Gilmar Mendes e a filha de Fux trabalharem no escritório do advogado Sérgio Bermudes, que tem questões no Supremo? Não é ruim?

É. Eu acho complicado. Mesmo que seja um filho imbecil, bota num estandarte: ‘O filho do ministro tal trabalha no escritório’. Olha a ponte! E quem quer perder uma causa?

A sra. pretende se lançar à política?

Não planejei fazer nada fora da Justiça ainda. De repente surge essa possibilidade de entrar na política, e eu não me vejo política. Tenho um pouco de dificuldade de me dimensionar como política. Pode até ser, mas para 2014, não.















PUBLICADAEhttps://www.socialistamorena.com.br/eliana-calmon-detona-festas-pagas-por-advogados-a-ministros-acho-execravel/

Por que jornalistas defendem Alexandre de Moraes e Flávio Dino?

   Adriano Dorta


Os tiranos de toga Alexandre de Moraes e Flávio Dino declararam no último dia 18 que a decisão de 2009 sobre a dispensa de diploma para jornalistas foi um erro. Dino afirmou que “há uma decisão do Supremo, a qual respeito, obviamente, e quem sabe um dia será debatida novamente, quanto à dispensa do diploma de jornalista para o exercício da profissão”. Alexandre de Moraes argumentou que “talvez seja realmente o momento de refletirmos, com uma regra de transição para aqueles que já exercem seriamente a profissão, mas, como qualquer outra profissão no Brasil, [sobre] uma regulamentação”.

Em 2009, o STF decidiu que não seria necessário ter diploma para exercer a profissão de jornalista. Porém, é óbvio que a preocupação não é com a qualidade e veracidade do profissional. Menos ainda é a preocupação com quem consome os produtos desses profissionais. Essas declarações aconteceram porque o jornalista Luís Pablo, autor das denúncias sobre o suposto uso irregular de carros oficiais blindados do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) por Flávio Dino, para fins particulares, não possui diploma. É interessante que após 17 anos da decisão, isso só tenha se tornado um problema para Dino justamente agora. É bom frisar o “suposto”, porque não tenho formação superior em jornalismo e tampouco quero perder meu réu primário sob o pretexto de imputar crime a um ministro que se ofende quando o chamam de “gordola”.

Após as declarações dos ministros, a FENAJ – através do seu perfil no Instagram – publicou uma defesa da revisão da dispensa de diploma para jornalistas.[i] Através de um vídeo, a porta voz Samira de Castro, que se identifica como “uma jornalista, feminista, antirracista, antimanicomial, abolicionista penal, a favor da liberação da maconha para uso medicinal e recreativo” [ii], concordou com as falas dos ministros. Também é bom destacar que, dias antes, a FENAJ repudiou as medidas anticonstitucionais sobre quebra de sigilo ao jornalista Luís Pablo.

Por que a FENAJ defende o uso do diploma?


Ao contrário do que muitos pensam, os mega empresários não são os únicos rent-seekers. Sindicatos, associações profissionais, ONGs e funcionários públicos também podem brigar por privilégios. Se você não sabe o que é rent seeking, leia o artigo aqui no Instituto Liberal antes de prosseguir neste texto.

A busca pela exigência de diplomas não passa de uma retórica que serve para o apelo à emoção. O principal motivo da exigência de diplomas e licenças para exercer uma atividade profissional é controlar a oferta de trabalhadores. Esse tipo de prática não é novidade. Isso já era feito pelas guildas. As guildas eram poderosas porque recebiam monopólios concedidos pelo rei. Esses monopólios eram usados para exigir que o Estado prendesse ou confiscasse de quem tentasse trabalhar fora da guilda.

Para entrar em uma guilda e obter o direito legal de trabalhar, o candidato precisava passar por um processo longo, burocrático e altamente excludente. O processo variava de guilda para guilda. Em algumas guildas, o candidato precisava pagar uma taxa. Embora as organizações modernas justifiquem suas regras pela “defesa da sociedade” e pela “segurança técnica”, a forma de entrar e pertencer a elas guarda semelhanças estruturais nítidas com o funcionamento das guildas mercantilistas.

Para fazer parte da OAB, CRM, CREA ou CREF, exigem-se diploma, pagamento de taxa e, no caso da OAB, a qualidade do candidato é testada, podendo ser proibido de exercer a função caso não passe no teste. Se o profissional deixar de pagar a taxa, ele perde a licença e passa a exercer a profissão de forma ilegal, podendo ser processado criminalmente por exercício ilegal da profissão. Essas organizações não estão sendo malvadas. Os indivíduos que estão no controle dessas organizações só têm amor próprio.

Uma vez que o trabalhador precisa cumprir uma exigência para exercer sua função (como exames, diploma, licenças), ele vê o seu custo de transação aumentar. Na economia, custos de transação são todos os custos necessários para se realizar uma troca no mercado — o tempo, o dinheiro e o esforço gastos para buscar informações ou negociar contratos. Quando você trabalha de jornalista, está trocando seu trabalho por renda. Quando o custo para exercer uma função aumenta, a quantidade de trabalhadores naquela área diminui. “Ficar mais caro” não significa apenas em termos monetários, mas de tempo ou burocráticos.

Ao diminuir a oferta de jornalistas de forma artificial através do aumento do custo de transação, os jornais ou veículos de notícias passam a disputar menos trabalhadores. Essa diminuição na competição aumenta os salários dos que podem exercer a função. A justificativa oficial dessas organizações para criar barreiras (exigir diplomas, licenças e exames) é que elas estão reduzindo os custos de transação para o consumidor. No entanto, o efeito prático é o oposto: elas apenas transferem e aumentam esses custos na sociedade.

Esse aumento nos salários dos profissionais não veio de um ganho de produtividade, mas de uma lei que gera poder de mercado para um menor número de jornalistas. Para os membros de um sindicato ou conselho profissional, a aprovação de uma reserva de mercado significa um aumento direto em seus salários. Por isso, esse grupo específico tem todo o incentivo do mundo para se organizar, contratar lobistas, fazer greves, doar para campanhas políticas a fim de exigir essa proteção. No vídeo postados pela própria FENAJ há dez semanas atrás, por exemplo, a presidente Samira e o vice Moacy foram ao encontro do ministro da AGU Jorge Messias e posteriormente do ministro do STF Cristiano Zanin para tentar fazer lobby pela sua causa.[iii]

Já o custo difuso fica para os consumidores de jornais e veículos de comunicação que passarão a pagar mais caro pelo que consomem devido ao aumento do custo que as empresas terão. Como é dito no vídeo da FENAJ, “a sociedade tem direito à informação de qualidade” e “jornalismo não é simplesmente produzir conteúdo. É uma profissão que exige formação específica, responsabilidade, compromisso ético e preparo técnico para apurar, checar e informar”.

Bom, por que é que não exigimos apenas políticos que se formem em um curso específico para exercer sua função? Foi por falta de diploma que o atual presidente teve falta de “compromisso ético” e participou de um mega esquema de corrupção? Por que nosso ex-ministro da Fazenda, que tem diploma em Economia, não transformou o Brasil na Suíça?

Jornalismo não é uma área do conhecimento. Você pode aprender algumas técnicas na faculdade, mas diploma nenhum no mundo garante ética, honra ou responsabilidade. Basta olhar para o STF e ver se é mentira. A denúncia de Luís Pablo pode ser verdadeira ou falsa. Seu diploma, ou a ausência dele, não altera a veracidade do uso de um carro oficial. Um jornalista diplomado pode mentir; um jornalista sem diploma pode descobrir a verdade.

Ao invés de discutirmos a veracidade da informação, estamos discutindo quem tem a permissão de publicá-la.

[i] FEDERAÇÃO NACIONAL DOS JORNALISTAS (FENAJ). Publicação no Instagram. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DcMotrcKQ3b/. Acesso em: 19 ago. 2026.

[ii] CASTRO, Samira. Perfil no Instagram. Disponível em: https://www.instagram.com/samirahcastro/. Acesso em: 19 ago. 2026.

[iii] FEDERAÇÃO NACIONAL DOS JORNALISTAS (FENAJ). Publicação no Instagram. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DZGuogjuYcT/. Acesso em: 19 ago. 2026.










publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/justica/por-que-jornalistas-defendem-alexandre-de-moraes-e-flavio-dino/

O dever indeclinável do Senado

  Lexum 


A Constituição de 1988 não erigiu o Supremo Tribunal Federal em poder soberano, imune a controle. Ao contrário: inscreveu-o no sistema de freios e contrapesos e confiou ao Senado Federal, como competência privativa, o julgamento de seus ministros por crimes de responsabilidade. Dispõe o art. 52, II: “Compete privativamente ao Senado Federal: (…) II – processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal (…) nos crimes de responsabilidade”. E o parágrafo único: “Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis”.

Não se trata de revisar o mérito de decisões judiciais, tampouco de intimidar a jurisdição. Crime de responsabilidade é infração de índole jurídico-política: sanciona a atuação arbitrária, o abuso manifesto de poder — por excesso ou por desvio de finalidade. É o caso de decisões que violem o núcleo essencial do devido processo legal e das garantias que lhe são ínsitas, asseguradas no art. 5º — a começar pela garantia do juiz natural e pela vedação de juízo ou tribunal de exceção: “XXXVII – não haverá juízo ou tribunal de exceção”; “LIII – ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente”; “LIV – ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal”; “LV – aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes”. É o caso, ainda, de medidas coercitivas que perpetrem perseguição política, censura prévia ou agressão às liberdades de expressão, de informação e ao livre exercício do jornalismo, tuteladas pelo art. 5º, IV (”é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”) e IX (”é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”), e pelo art. 220: “A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição”, sendo “vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística” (§ 2º).

Quem julga os juízes do último grau? A resposta da Constituição é: o Senado. Tal competência não é faculdade sujeita a conveniências de ocasião; é dever irrenunciável e indeclinável, o único remédio que a ordem constitucional previu contra o arbítrio togado. O que reduz o Senado à insignificância não é exercê-la — é abdicar dela. A Casa que se omite diante do abuso manifesto não modera: capitula. E entrega a República precisamente à tirania que toda constituição sadia existe para coibir.

*Saul Emmanuel Ferreira Alves – Advogado, mestre em Direito pela Universidade Federal do Piauí, membro da Lexum.














PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/justica/o-dever-indeclinavel-do-senado/

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