Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Governo corrupto do ex-presidiário Lula já torrou mais de R$5 milhões em 472 viagens a Cuba

  Supostas "viagens de trabalho" são custeadas com dinheiro público


Enquanto arvora-se em vetar penduricalhos salariais como gesto de suposto rigor contra privilégios no serviço público, o presidente Lula (PT) já sangrou mais de R$ 5 milhões dos cofres da União, em seu atual governo, com pagamentos de 472 viagens para servidores federais irem a eventos em Havana e Varadero, em Cuba.

Segundo informações da coluna Radar, da revista Veja, as supostas “viagens de trabalho” duram em média de uma semana. Os principais pretextos para os vultosos gastos em diárias e passagens são eventos com pretensos debates a respeito de temas importantes como saúde pública, educação e ensino superior.

O Ministério da Educação, comandado pelo ex-governador cearense Camilo Santana (PT), figura nas primeira posições do ranking do fomento do turismo na ditadura bancado pelo dinheiro suado de impostos de trabalhadores do Brasil.

O colunista Robson Bonin ainda destaca que o orçamento geralmente apontado como insuficiente por gestores das universidades públicas federais é uma das principais origens da gastança com viagens de reitores e professores para Cuba.

Veja vídeos do Ministério do Turismo da ditadura de Cuba sobre os destinos preferidos do governo Lula em Cuba:



Davi Soares - Diário do Poder








publicadaemhttps://rota2014.blogspot.com/2026/02/governo-corrupto-do-ex-presidiario-lula.html

Em delação, ex-dirigentes do INSS entregam Lulinha e políticos, diz site

   Ex-servidores da Previdência relataram em depoimento o envolvimento de Fábio Luís Lula da Silva no escândalo

Yasmin Alencar - Revista Oeste


Acusações de corrupção no INSS ganham novos desdobramentos com o avanço de delações premiadas de dois ex-dirigentes do órgão federal. Os ex-servidores Virgílio Oliveira Filho e André Fidelis, ambos presos desde 13 de novembro, detalham em seus depoimentos o envolvimento do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT), e de diversos políticos, entre eles Flávia Péres (ex-Flávia Arruda), conforme divulgou o portal Metrópoles.

Segundo as investigações, Flávia Péres, que nunca havia tido seu nome ligado ao esquema, é casada com Augusto Lima, ex-executivo do Banco Master e ex-sócio do empresário Daniel Vorcaro. Os delatores apontam que ela teria atuado em articulações ilícitas no âmbito do INSS. As delações também citam repasses ilegais feitos por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, cuja família passou a ser alvo das apurações, levando-o a considerar colaborar com as autoridades. 


Detalhamento das acusações e valores envolvidos 

O, ex-procurador do INSS e servidor de carreira da Advocacia-Geral da União (AGU), é acusado pela Polícia Federal de receber R$ 11,9 milhões de empresas relacionadas a entidades que realizavam descontos indevidos em aposentadorias. Deste valor, R$ 7,5 milhões teriam origem em empresas de Careca do INSS, com parte dos recursos transferida para contas e empresas da esposa de Virgílio, a médica Thaisa Hoffmann Jonasson. 

André Fidelis, diretor de Benefícios do INSS nos anos de 2023 e 2024, teria recebido R$ 3,4 milhões em propinas para facilitar descontos automáticos na folha de pagamento dos aposentados. Durante sua gestão, 14 entidades foram habilitadas, promovendo descontos que somaram R$ 1,6 bilhão, conforme relatório do deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI do INSS. 


Desdobramentos judiciais e defesa dos acusados 

Além dos dois ex-dirigentes, outros envolvidos também enfrentam consequências na Justiça. Eric Fidelis, filho de André, foi preso durante a operação. Entre os bens adquiridos por Virgílio e sua mulher, estão um imóvel de R$ 5,3 milhões em Curitiba e a reserva de um apartamento de R$ 28 milhões em Balneário Camboriú. A defesa de Virgílio Oliveira Filho, representada pela advogada Izabella Borges, nega a existência de acordo de delação. 


Lourival Nascimento - 10:03 Demorou, mas antes tarde do que nunca da silva. ANTES QUE A PFL, A POLÍCIA FEDERAL DO LULA SAI PRENDENDO PESSOAS QUE DIZEM O QUE O PT É, LEMBREMOS À CORPORAÇÃO QUE AINDA HÁ UM TIQUINHO DE LEIS E JUÍZES QUE AS APLICAM, EM RESPEITO À COMBALIDA CONSTITUIÇÃO QUE O SUPREMO TAYAYÁ MASTER FEDERAL FINGE DEFENDER. “Justiça mantém post de Flávio que chama PT de “partido dos traficantes” Juiz suspende decisão que obrigada a plataforma X a remover publicação contra o partido até julgamento do recurso” “O TJ-DFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios) suspendeu a decisão que obrigava o X a retirar do ar uma publicação feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na qual associava a sigla PT (Partido dos Trabalhadores) à expressão “partido dos traficantes”, também já utilizada por congressistas como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Bia Kicis (PL-DF)” Para que não fiquem dúvidas, vamos a fundadores do PT. HÉLIO BICUDO: Jurista e um dos fundadores do PT, Bicudo foi um dos maiores críticos da “petização” do partido e dos escândalos de corrupção. Ele denunciou o enriquecimento de Lula e seus filhos, afirmando em entrevistas que “Lula se corrompeu e corrompe a sociedade” “CHICO OLIVEIRA: Sociólogo e fundador do PT e PSOL, ele foi contundente falta de democracia interna e pedindo uma “virada à esquerda” “Ex – petista vê Lula como “um FHC sem o real. UM ANO DE LULA Fundador do PT, CÉSAR BENJAMIN diz que conversão do partido agride a democracia e que governo ergue castelo de cartas” LULA sempre se sentiu dono do PT e seu protagonismo no MENSALÃO, PETROLÃO, APOSENTÃO, MASTERZÃO e a insidiosa relação com o STF, de quem prometeu abrir a caixa preta, foi apenas uma bazófia. No mundo real, LULA se complica a cada dia mais. “Ex-dirigentes do INSS fecham delação e entregam LULINHA e políticos. André Fidelis e Virgílio Filho do INSS delataram Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e políticos do Centrão. Estão presos desde novembro” “Ex-procurador do INSS Virgílio Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios da autarquia, André Fidelis, entregaram o filho mais velho do presidente Lula, FÁBIO LUIZ LULA DA SILVA, e detalharam o envolvimento de políticos no esquema” Some-se a isso, que Daniel Vorcaro do Banco Master e o CARECA do INSS estão em tratativas avançadas que podem expor com detalhes as indigências morais do LULA, PT, STF, Senadores e Deputados envolvidos na calhordice. Mesmo com o exagero retórico da VELHA IMPRENSA a mando e soldo do LULA tentando maquiar a realidade, com a mesma facilidade que Márcio Pochmann maquia dados da Economia e muitos outros indicadores, há polvorosa entre os ratos nos esgotos de Brasília. “Por que a ‘The Economist’ lançou alerta ao mundo contra o abrasileiramento” A VELHA IMPRENSA bate bumbo dizendo que o Brasil está uma maravilha, mesmo sabendo que não está. O Brasil tem um grande problema: juros altíssimos. A ‘The Economist’ destaca que a taxa básica de juros foi fixada pelo Banco Central brasileiro em 15% ao ano. Com isso, o governo precisará tomar emprestado cerca de 8% do PIB por ano para pagar juros” LULA já tirou dos esfolados pagadores de impostos 1 TRILHÃO DE REAIS para pagar juros, LULA continua sendo o PAI dos banqueiros, PADRASTO dos pobres, uma espécie de ROBIN HOOD ao contrário. Piora para o LULA que a audiência de Maduro e esposa sobre narcóticos e Foro de São Paulo será no dia 26 de março, e que Carvajal, EL Chapito, Cliver Alcalá, Alex Saab já têm DELAÇÕES prontas para apresentar à Justiça dos Estados Unidos. Definitivamente, o mar não está para MOLUSCOS!

Yasmin Alencar - Revista Oeste











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Revista ‘The Economist’ cita ‘enorme escândalo’ do STF, parceiro do ex-presidiário, com Vorcaro

  Revista britânica cita Toffoli e Moraes e questiona conduta de ministros

Lucas Soares - Diário do Poder


A revista britânica The Economist afirmou, em artigo publicado na terça-feira (24), que o Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta um “enorme escândalo” após a divulgação de informações sobre a relação de magistrados da Corte com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Segundo a publicação, as revelações provocaram debates sobre a conduta de integrantes do mais alto órgão do Judiciário brasileiro e podem ganhar relevância política, especialmente diante das eleições de outubro. O texto aponta que a direita, crítica ao STF por sua atuação no processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, pode ampliar sua base no Senado e avançar com pedidos de impeachment contra ministros.

Ao abordar o chamado “caso Master”, a revista destaca a atuação do ministro Dias Toffoli, inicialmente relator do processo relacionado ao banco. O artigo menciona uma viagem em jatinho particular ao lado do advogado Augusto de Arruda Botelho, que representa um dos diretores do Master, e cita a participação societária de Toffoli no resort Tayayá, empreendimento que recebeu aportes de fundo ligado ao banco.

De acordo com a Economist, Toffoli nega irregularidades e sustenta que eventuais pagamentos referem-se à venda de ações do resort, declarados às autoridades fiscais. Após pressão, ele deixou a relatoria do caso.

A publicação também analisa a atuação do ministro Alexandre de Moraes, mencionando contrato firmado entre o Banco Master e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado. O texto cita ainda decisão de Moraes para investigar servidores da Receita Federal no âmbito do inquérito das fake news, cuja tramitação ocorre sob sigilo.

Para a revista, é difícil conciliar o uso desse inquérito para apurar condutas de fiscais da Receita, considerando a justificativa original de enfrentar ameaças à democracia.

O artigo registra também a iniciativa do presidente do STF, Edson Fachin, de propor a criação de um código de ética para a Corte. Segundo a publicação, Toffoli e Moraes afirmaram nunca ter atuado em casos com conflito de interesses e consideram desnecessária a adoção de novas regras.


Lucas Soares - Diário do Poder











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GOVERNO QUER CRIAR UM NOVO IMPOSTO

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GOVERNO QUER CRIAR UM NOVO IMPOSTO



Seu celular vai ficar mais caro... faz u éli

 revistaoeste/youtube


FARRA TRIBUTÁRIA: Lula aumenta impostos e prejudica o povo


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Vergonha mundial: STF é humilhado por revista internacional!

 deltandallagnol/youtube


Vergonha mundial: STF é humilhado por revista internacional!


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https://www.youtube.com/watch?v=JPjShLOou88

HIPOCRISIA REVELADA: A fatura bilionária que a Globo não te mostra

 rubinhonunes/youtube


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Derrota humilhante mostra que Moraes e Toffoli perderam poder e enfraqueceram! Veja!

 andrémarsiglia/youtube


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https://www.youtube.com/watch?v=g9tsPuFjxRk

FIM DA JORNADA 6 X 1

 PROFESSORCHRISTIAN


FIM DA JORNADA 6 X 1



A FESTA ESCANDALOSA DA MINISTRA

 ESTUDIO5ELEMENTO


A FESTA ESCANDALOSA DA MINISTRA



OS INTOCÁVEIS

 GOV.ZEMA/FACEBOOK


OS INTOCÁVEIS 



OLHA A PEGADINHA

 CORONELALBERTOFEITOSA/INSTAGRAM


OLHA A PEGADINHA



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

O teto constitucional precisa ser respeitado. O teto da jurisdição também

  Lexum 


O Brasil tem um problema antigo e, a essa altura, indecente, representado pelos chamados “penduricalhos” no serviço público. A cada ano, novos nomes aparecem para designar parcelas que, no papel, seriam indenizatórias; mas que, no plano concreto, funcionam como remuneração paralela. O resultado é conhecido: o teto constitucional vira peça decorativa.

Por isso, a liminar do ministro Flávio Dino, suspendendo penduricalhos dos três poderes e reafirmando a limitação remuneratória ao teto do art. 37, XI, da Constituição trouxe uma sensação de alívio imediato a uma população exaurida de bancar um erário tão dispendioso. Apesar de assumidamente comunista, o togado, contrariando a postura da maioria de seus pares, havia adotado uma medida de austeridade nas contas públicas. Será mesmo?

O que brilhava como encantador em um primeiro olhar não passava de canelada em um princípio fundamental de qualquer estado de direito: o necessário respeito da magistratura aos limites do pedido formulado pela parte. Afinal o processo, longe de constituir um fim em si mesmo, serve tão somente como meio para viabilizar o acesso dos indivíduos ao judiciário, permitindo a cada um pleitear o que entenda lhe ser devido. Contudo, Dino desrespeitou seu dever funcional de contenção, e abandonou a inércia da magistratura para definir, a seu critério exclusivo, a finalidade de um caso submetido à sua apreciação.

A ação em questão possuía um objeto delimitado e tecnicamente claro. Na origem, a controvérsia girava em torno dos honorários de sucumbência destinados aos Procuradores Municipais de Praia Grande (SP), pois uma associação de procuradores, em litígio proposto contra a prefeitura, discutia a natureza remuneratória e a incidência do teto constitucional à verba sucumbencial. Em grau de recurso, os autos chegaram às mãos de Dino, de quem se esperava uma decisão tão somente em relação à remuneração dos ditos procuradores.

No processo civil brasileiro, impõe-se ao juiz a obrigação de proferir decisões restritas ao escopo do que lhe foi pedido. O respeito à natureza, à quantidade e ao feitio do pedido não se destina a atravancar o judiciário, mas a prover segurança jurídica às partes em litígio. Trata-se de um imperativo a qualquer sistema de justiça civilizado, onde o órgão julgador seja provocado a examinar a pretensão assestada pelo autor e a deliberar, com base nas provas produzidas nos autos, se o pedido é procedente no todo, ou em parte. Essa é a função prosaica de qualquer juiz digno da toga em um Estado de Direito.

O Código de Processo Civil é cristalino. O art. 141 determina que o juiz deve decidir o mérito “nos limites propostos pelas partes”. O art. 492 proíbe decisão em objeto diverso, em quantidade superior ou fora do que foi demandado. O art. 2º consagra a inércia: a jurisdição só se exerce mediante provocação. E o art. 10 veda a decisão surpresa, exigindo contraditório efetivo.

Em linguagem simples: o pedido não é burocracia, e sim limite ao exercício do poder.

É o pedido que impede que o magistrado deixe de ser árbitro para se tornar autor do processo. Desrespeitado esse limite, perde-se a noção de jurisdição; em vez de dizer o direito, o magistrado passa à postura aberrantemente ativa de escolher o tema a ser julgado, e de definir o alcance da decisão, inclusive para muito além da relação processual triangular autor-juiz-réu!

Porém, Dino, desconfortável com os limites impostos pela Constituição e pela lei processual, optou por um artifício retórico para justificar o inaceitável. Inventou uma pretensa “vocação metaindividual” para um processo que se restringia ao embate específico entre o município paulista e os procuradores locais, e lançou mão do processo que lhe caiu sobre o colo para impor uma obrigação aos três poderes, todos eles estranhos à ação. Precedente institucionalmente perigoso, que autoriza qualquer magistrado a transformar qualquer caso individual em pretensa “ação coletiva”, de modo a fazer valer seus desejos. Tudo fora dos ritos, e em completo menosprezo à iniciativa das partes.

Flávio Dino pode ter acertado ao embarreirar supersalários. Porém, a forma como o fez pavimentou a trilha para que togados venham a ditar políticas públicas, e a criar quaisquer outras obrigações para quaisquer indivíduos ou entidades, ainda que estranhas ao caso concreto.

Os resultados produzidos por magistrados não são medidos apenas pela natureza das decisões, mas sobretudo pela obediência às formas previstas em lei para a submissão e o desenrolar dos litígios perante o braço judicante do estado. Trata-se da única forma conhecida de contenção do poder de quem decide, e de segurança às partes afetadas pela decisão.

Sergio Bermudes resume bem o tema ao afirmar que o pedido delimita a atividade do juiz, que não pode julgar ultra petita, extra petita ou citra petita. José Carlos Barbosa Moreira, na mesma linha, descreve a correlação entre pedido e sentença como regra estrutural do processo, afastável apenas por exceção legal expressa. Ou seja: não se trata de uma discussão de estilo. Trata-se de dogmática elementar.

A ironia é amarga. O Supremo combate um abuso — o drible ao teto constitucional — com um método que tensiona outro limite: o de alargar a jurisdição para além do que foi pedido, como se fosse legítimo converter um caso concreto em plataforma para reorganização nacional.

Nós não defendemos penduricalhos. Não defendemos supersalários. Não defendemos artifícios para contornar o teto.

Mas também não aceitamos a lógica de que “o fim justifica o meio” quando o meio é a erosão progressiva dos limites processuais. Porque quando esses limites caem, quem perde não é o privilegiado. É o cidadão comum. É o jurisdicionado que depende de previsibilidade, contraditório e controle do poder.

O teto constitucional precisa ser respeitado, na mesma medida que o teto da jurisdição.

Ontem, Dino ofertou ao país uma cesta de frutas lindas e suculentas, mas venenosas. Os venenos da insegurança jurídica e do coletivismo contaminam o próprio sistema de jurisdição estatal, cada vez mais desacreditado aos olhos da população, assim como os interesses legítimos de todas as partes em ações judiciais. Estamos diante de mais um jogo de perde-perde, onde os únicos pseudo-vencedores são oportunistas de plantão. Vitória de Pirro no exercício abusivo do poder em um país cada vez mais inseguro e quebrado.

*Arthur Bezerra de Souza Junior – Advogado, Economista e Cientista Político. Doutor em Direito Político e Econômico pelo Mackenzie com estágios de pós doutorado pela UERJ e Usu. Professor Universitário. É o atual Secretário de Assuntos Jurídicos de Araçatuba-SP.

*Katia Magalhães – advogada e comentarista jurídica, fundadora do Canal Katia Magalhães no YouTube, e autora da atualização do Tomo XVII do Tratado de Direito Privado de Pontes de Miranda.

*Artigo publicado originalmente no site da Lexum.















publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/justica/o-teto-constitucional-precisa-ser-respeitado-o-teto-da-jurisdicao-tambem/

Confete e palanque da estrela vermelha

 Alex Pipkin 


O Rio de Janeiro transformou o Carnaval, essa liturgia pagã da irreverência, em ata partidária com plumas. A sátira foi transformada em obediência, e o deboche em devoção ensaiada. A avenida, que já zombou e provocou, hoje desfila de mãos dadas com o poder, aplaudindo quem governa e ridicularizando quem ousa se opor.

O enredo exaltou a trajetória presidencial com a precisão de um release institucional. O puxador entoava versos como quem lê nota oficial. Componentes faziam o tenebroso “L” quase militarmente, num gesto sincronizado, televisionado, repetido em close. O samba declarado da ideologia do embuste e do fracasso. Que espontaneidade que nada! O “detalhe” mais eloquente é o de que o dirigente da escola é filiado ao Partido dos Trabalhadores; presidente de honra, vereador do PT. A política não apenas inspirando o desfile, mas o dirigindo. Não, não é coincidência estética, é coerência orgânica.

Como se não bastasse, a escola incluiu alegorias impossíveis de ignorar, tais como um palhaço vestido de preso, tornozeleira eletrônica e grades, interpretado por todos como o ex-presidente Jair Bolsonaro; “neoconservadores em lata de conserva”, escárnio deliberado; e zombaria explícita aos evangélicos, num ato claro de preconceito religioso. Não é sutileza; é caricatura oficial, zombaria televisionada.

O Carnaval abraça carinhosamente o governo de turno e escarnece adversários e a fé alheia. Mas não há nada que não possa piorar. Espetáculo do horror pago pelo próprio contribuinte. Somos todos nós, espectadores, obrigados a bater palma, enquanto a moral pública desaparece entre confetes e o “L”.

Não há pedido explícito de voto. Não há palavras mágicas que acionem a “lei tupiniquim”. Mas todos sabemos de que lado está essa “justiça”. E quanto ao “pai dos pobres”? Evidente, lei nenhuma o constrange. Ele não respeita limites, protocolos ou adversários. Foi até a pista cumprimentar mestre-sala e porta-bandeira da escola, sorrindo como se fosse o dono do mundo. Que horror! O poder, para ele, é espetáculo pessoal; a responsabilidade, um detalhe que não o toca.

Houve tempos em que a Justiça Eleitoral via propaganda em tudo; nos outdoors, gestos, mensagens subliminares. Hoje, diante de coreografias televisionadas, aplausos pagos, palhaços que lembram inimigos políticos e zombarias religiosas, a lente parece menos sensível. A jurisprudência também aparenta aprender a sambar conforme o clima.

O mundo observa o Brasil exportar não apenas alegria, mas alinhamento festivo, da esquerda festiva. A cultura, que deveria ser território de liberdade, transforma-se em extensão simbólica do poder de turno. A avenida se conformando em palanque e o samba em trilha institucional. O confete dissolve a fronteira entre arte e estratégia eleitoral.

O Rio continua lindo, dizem. Talvez. Mas há algo profundamente constrangedor quando a maior festa popular do país deixa de ser irreverência coletiva e se converte em celebração coreografada do governo vigente, com direção partidária na comissão de frente, militância ritmada no refrão, palhaços que lembram adversários e escárnio religioso espalhado pela avenida. Claro que não é Carnaval. É marketing político escrachado com tamborim.

Mas quando o palanque aprende a sambar, o povo continua apenas batendo palma, ou quem sabe olhando para o vazio, sem respirar, sentindo o peso do próprio dinheiro financiar a própria zombaria. Que país é esse? O do óbvio “lulante”: o de que a fantasia da estrela vermelha petista não se restringe ao Carnaval, mas aos 360 dias tupiniquins.

























publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/confete-e-palanque-da-estrela-vermelha/

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