Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

quarta-feira, 4 de março de 2026

Brasil: o cemitério de boas ideias

    Adriano Dorta


Estava rolando o Instagram quando me deparei com um perfil dedicado a mostrar, na prática, a tentativa de empreender no Brasil.

O perfil YuriClean é de um jovem do estado do Rio de Janeiro. Ele trabalhava numa empresa de higienização, foi demitido e decidiu que não queria mais ser CLT. Em vez de procurar outro emprego, resolveu competir com a antiga empresa.

Essa é a beleza de uma sociedade livre. Alguém com vontade, disposição e uma boa ideia deveria conseguir colocar um projeto em pé e enxergar uma chance de agregar valor à sociedade prestando um serviço pelo qual as pessoas queiram pagar.

Yuri fez tudo certo no que dependia dele. Comprou os equipamentos pela internet, mandou fazer uniforme e providenciou cartão de visitas. Mas o jovem sonhador se esqueceu de um detalhe: combinar com o Estado brasileiro.

Na primeira interação com as instituições, Yuri descobriu que nem tudo são flores. Ao ir ao órgão responsável pela abertura do MEI (Microempreendedor Individual), ouviu que o sistema não estava funcionando. Pode parecer um detalhe pequeno, mas é exatamente assim que a realidade empurra gente produtiva para o “jeitinho”.

Em certo momento do vídeo, o jovem de Volta Redonda conta que, para financiar o projeto, precisou entrar em contato com um agiota para conseguir continuar o sonho. No vídeo, ele disse que o empréstimo foi de R$ 5.000. Curioso, e sabendo como é a questão do crédito no Brasil, eu me perguntei quanto ele vai precisar pagar por ter tomado emprestado esse valor.

Entrei em contato com o Yuri. A resposta me chocou e provavelmente vai chocar vocês.

No total, para começar seu sonho, o rapaz vai ter que desembolsar pouco mais de R$ 10 mil.

O caso do Yuri não é o ponto do texto. Não estou aqui para julgar o indivíduo nem para transformar uma história em estatística. O que importa é que ele representa milhares, talvez milhões de inventores, empreendedores ou pessoas com uma boa ideia que poderiam adicionar algo à sociedade brasileira, mas acabam morrendo antes mesmo de nascer.

No Brasil, ter uma boa ideia raramente é suficiente. Não basta batalhar e correr atrás. Muitas vezes, o que decide quem prospera é o acesso ao poder político. Em termos simples, o Estado brasileiro beneficia os amigos do rei.

Yuri, assim como a maioria dos micro e médios empreendedores, não tem acesso ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), não tem acesso a lobbying em Brasília e não tem “contato especial”.

Isso significa que, ao contrário dos amigos do rei, essas pessoas não têm acesso a crédito subsidiado, isenção fiscal ou outros privilégios que o Estado oferece a empresários da Zona Franca de Manaus, do setor automobilístico ou do agronegócio. Por não terem acesso a esses privilégios, pessoas com boas ideias acabam tendo mais dificuldade de tirá-las do papel e concretizá-las. Isso significa menos inovações e, com menos inovações, crescimento menor.

A explicação mais confortável é colocar a culpa na “ganância” dos bancos ou numa “elite malvada”. Mas essa resposta ignora o principal. Juros são um preço, e preço é resultado de incentivos e instituições. Quando as regras do jogo aumentam risco e custos e quando reduzem concorrência, o preço do dinheiro sobe.

No Brasil, 40,9% do crédito é subsidiado por meio de bancos públicos ou programas que tentam desenvolver setores específicos da economia. O problema é que isso não cria crédito, apenas redistribui.

Quem tem acesso a essas linhas de crédito paga menos. Quem não tem fica com o crédito que sobra. Como o arranjo institucional cria escassez, o preço do dinheiro aumenta.

Outro motivo é a dívida pública elevada. Com essa dívida, o Estado vira um grande tomador de empréstimos e compete pela poupança disponível. Quando a demanda por dinheiro aumenta, o preço também aumenta.

Vale salientar que não é só o tamanho da dívida que importa, mas a sua trajetória. O ponto é a capacidade que o Estado terá de pagar a dívida conforme ela aumenta.

Para economistas:

Se a dívida cresce mais rápido do que a capacidade do Estado de pagar, a percepção de risco aumenta. Quando essa percepção aumenta, o preço para emprestar dinheiro sobe.

O setor bancário é altamente regulado. Essa regulação, feita pelo governo, funciona como barreira à entrada de novos competidores e também como proteção para os grandes bancos já estabelecidos.

Quando entrar no mercado exige custos fixos altos, como compliance, exigências, autorizações e capital regulatório, e quando o ambiente favorece poucos grandes players, o resultado tende a ser menos competição por clientes. Com menos competição, os spreads tendem a ser maiores.

Fintechs ajudam, mas não eliminam o problema estrutural quando as regras continuam favorecendo o modelo tradicional e penalizando uma concorrência mais plena.

O caso do Yuri é triste, mas não é exceção. É regra. É sintoma, não causa.

Em um país com essas instituições, o empreendedor comum acaba empurrado para a informalidade e, às vezes, para a agiotagem. Quando boas ideias morrem antes de nascer, o resultado é menos inovação, menos produtividade e menos crescimento.

O Brasil não precisa de mais discursos sobre “empreendedorismo”. Precisa de regras que não transformem o empreendedor em inimigo e em que os vencedores sejam escolhidos pela sociedade, não pela conexão política.









publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/brasil-o-cemiterio-de-boas-ideias/

TOFFOLI É INFINITAMENTE PIOR DO QUE VORCARO

 gilbertosimõespires/pontocritico


CRIMES BRUTAIS

Hoje cedo, na medida em que devorava as notícias dando conta dos MOTIVOS QUE LEVARAM O MINISTRO ANDRÉ MENDONÇA A AUTORIZAR A PRISÃO DE DANIEL VORCARO, tida e havida como a PRIMEIRA AÇÃO AUTORIZADA DESDE QUE ASSUMIU A RELATORIA DO BANCO MASTER, fui acometido por SUCESSIVOS VÔMITOS provocados pela -CONFIRMAÇÃO INEQUÍVOCA DOS CRIMES BRUTAIS COMETIDO PELO MINISTRO DIAS TOFFOLI-, ao MANTER -SOB ABSOLUTO SIGILO- AS INÚMERAS FALCATRUAS E AMEAÇAS APONTADAS NAS INVESTIGAÇÕES FEITAS PELA POLÍCIA FEDERAL. 

A TURMA

Pois, dos motivos que levaram o ministro-relator ANDRÉ MENDONÇA a MANDAR PRENDER DANIEL VORCARO, todos SÃO MAIS DO QUE SUFICIENTES PARA COLOCAR NA PRISÃO O MINISTRO DIAS TOFFOLI, a considerar que -claramente- é o grande responsável pela OCULTAÇÃO DO CADÁVER BANCO MASTER. Vejam que no claro entender da Polícia Federal, havia QUATRO NÚCLEOS DE ATUAÇÃO, mais um GRUPO DE VIGILÂNCIA E COERÇÃO CHAMADO -A TURMA-.

QUATRO NÚCLEOS

Segundo a PF, com base nas investigações, os QUATRO NÚCLEOS DE ATUAÇÃO se dividem da seguinte forma:

1- NÚCLEO FINANCEIRO - responsável pela ESTRUTURAÇÃO DAS FRAUDES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO;

2- NÚCLEO DE CORRUPÇÃO INSTITUCIONAL, voltado à COOPTAÇÃO DE SERVIDORES PÚBLICOS DO BANCO CENTRAL;

3- NÚCLEO DE OCULTAÇÃO PATRIMONIAL E LAVAGEM DE DINHEIRO, COM UTILIZAÇÃO DE EMPRESAS INTERPOSTAS; e,

4- NÚCLEO DE INTIMIDAÇÃO E OBSTRUÇÃO DE JUSTIÇA, RESPONSÁVEL PELO MONITORAMENTO ILEGAL DE ADVERSÁRIOS, JORNALISTAS E AUTORIDADES. 

SOB A COMPLACÊNCIA DE DIAS TOFFOLI...

Mais: o responsável pela AÇÃO CONTRA ADVERSÁRIOS era Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, mais conhecido como SICÁRIO. A PF anexou mensagens de VORCARO E OUTROS FUNCIONÁRIOS DO BANCO MASTER que mostram que o tal de SICÁRIO e o GRUPO QUE ATUAVA COM ELE RECEBIA CERCA DE R$ 1 MILHÃO PELOS TRABALHOS. Com um detalhe INFERNAL: TUDO ISSO E MUITO MAIS COM A INCRÍVEL COMPLACÊNCIA DO MAIS DO QUE COMPROMETIDO MINISTRO DIAS TOFFOLI, O ESCONDEDOR DE CADÁVERES. Pode? 






































































publicadaemhttps://www.pontocritico.com/artigo/toffoli-e-infinitamente-pior-do-que-vorcaro


O regime está sangrando

  Gabriel Wilhelms 


No momento em que escrevo este artigo, ventos de mudança sopram já com pouca reserva no Brasil. Não, não é que as coisas tenham mudado radicalmente ou que o regime juristocrático imposto pelo STF tenha ruído, mas mudaram, certamente, os ânimos daqueles que até ontem eram acólitos da corte em tudo o que levasse o semblante de “combate ao bolsonarismo”.

Ficou impossível até mesmo para veículos entusiastas da censura — a exemplo d’O Globo, que, durante o julgamento da constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil, defendeu uma restrição ainda maior da expressão nas redes do que o próprio Moraes (vejam o nível) estava pedindo — se prostrar aos pés dos deuses togados, como fizeram anos a fio, quando a podridão do caso Master exala para dentro da suprema corte.

Não vou repetir o que já escrevi em artigos anteriores, mas basta citar que, desde a última vez em que me debrucei sobre o tema neste espaço (quando Toffoli ainda era o relator do caso), revelaram-se troca de mensagens entre Vorcaro e Toffoli, troca de mensagens de Vorcaro citando Toffoli, ao menos uma dezena de encontros pessoais entre Vorcaro e Toffoli, ordens de pagamentos e transferências de dezenas de milhões de reais para a empresa que, agora sabemos, pela confissão forçada do próprio ministro, também é de Toffoli. Já do lado de Moraes, que segundo aliados estaria com “sangue nos olhos”, destaca-se sua investida contra servidores da Receita, supostamente responsáveis pelo vazamento dos dados de sua esposa, de onde teria vindo a público o contrato de R$ 129 milhões do escritório dela com o Banco Master, no âmbito, mais uma vez, do Inquérito das Fake News.

Neste cenário, não há sobrevida para a narrativa de salvamento da democracia, quando os dois principais artífices do regime atual estão claramente fazendo o possível para salvar a própria pele. Contudo, convém não cantar vitória antes da hora, pois isto é Brasil e tudo aqui é possível; não temos, afinal, um ex-presidiário condenado em três instâncias na presidência da República? O fato é que o regime está sangrando. Nosso trabalho é fazer com que, desta vez, diferentemente do que aconteceu nos Twitter Files ou na Vaza Toga, a ferida não sare. Urge mantê-la aberta, permitindo que o sangue vaze livremente até que esta bela hemorragia leve a óbito o nefando regime juristocrático, o qual não deve ser enterrado, mas incinerado, para que dele nada que possa germinar sobreviva.







publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/o-regime-esta-sangrando/

'Não se intimide, ministro'

 Sérgio Augusto -Para livrar o Brasil da ditadura, Mendonça só precisa cumprir a lei


ibuições do Legislativo e do Executivo. Em 2022 e 2023, em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a bancada majoritária do Pretório Excelso passou a conjugar compulsivamente os verbos prender, proibir, censurar e punir, garantiu a vitória de Lula na eleição presidencial e intensificou a perseguição aos que ousaram exercer o direito de discordar. “Nós derrotamos o bolsonarismo”, gabou-se o então ministro Luís Roberto Barroso num minicomício do Partido Comunista do Brasil. Prisões em massa, castigos medievais e a disseminação do medo pelo território nacional comunicaram o encerramento dos trabalhos de parto da ditadura do Judiciário. 

Nascida e criada sob os cuidados de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, a versão togada do Ato Institucional nº 5 (13 de dezembro de 1969 a 1º de janeiro de 1979) ainda parecia, no começo do ano passado, suficientemente musculosa para ultrapassar o tempo de vida do modelo adotado pelo regime militar. Neste fevereiro, sem ter completado a infância, o horizonte que se contempla do STF escureceu subitamente. O monstrengo está morrendo de velhice, de ganância e de amadorismo. Certos de que estavam condenados à eterna impunidade, os doutores desprezaram a lição reiterada desde 2002: é impossível conviver com o PT no poder mais de três meses sem se tornar testemunha ou praticante de algum ato criminoso. E ignoraram a advertência de Tancredo Neves: “A esperteza, quando é muita, fica grande e come o dono”.

“Os idiotas perderam o pudor e estão por toda parte”, informou Nelson Rodrigues nos anos 1970. Imbecil é o que nunca faltou no País do Carnaval, mas a espécie nunca foi tão prolífica (nem tão rara a figura do brasileiro capaz de caminhar e chupar sorvete ao mesmo tempo). As coisas pioraram extraordinariamente com a mudança da capital para Brasília. No Rio, o prédio do Congresso no fim da Avenida Rio Branco estava exposto à oscilação dos humores do eleitorado. Previsivelmente, o arquiteto comunista Oscar Niemeyer desenhou uma cidade pouco gentil com multidões. 

Brasília não tem esquinas. Sem esquina, não existe o bar da esquina. Sem bar da esquina, não há povo. Sem povo vigiando, a ladroagem é livre. Pelo menos nos primeiros anos no Planalto Central, a Câmara e o Senado continuaram sob o comando dos “cardeais”, que decidiam o que seria aprovado pelo “baixo clero”. 

Na maior parte dos anos 1960, por exemplo, o Congresso foi presidido pelo senador Auro Soares de Moura Andrade. Filho da aristocracia rural paulista, formado em Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco, um dos mais influentes comandantes do Partido Social Democrático (PSD), ele seguia em situações de perigo a lição enunciada na República Velha pelo senador gaúcho Pinheiro Machado. 

Num início de tarde, o motorista de Pinheiro Machado avistou uma manifestação hostil ao senador e perguntou-lhe o que deveria fazer. Resposta: “Continue epressa que pareça medo”. Em 1961, ao receber de um emissário de Jânio Quadros o bilhete que comunicava a renúncia à Presidência, Auro precisou de alguns segundos para oficializar a vacância do cargo. “A renúncia é um ato unilateral de vontade”, informou a voz de tenor. Portanto, não comportava discussões. Em seguida, promoveu a presidente interino o deputado Ranieri Mazzilli, presidente da Câmara, e juntou-se ao grupo que, uma semana depois, implantaria o regime parlamentarista incluído pelos chefes militares entre as pré-condições para a entrega da Presidência a João Goulart, vice de Jânio. Em 1964, Goulart ainda estava no Rio Grande do Sul quando Auro declarou a vacância do cargo “porque o presidente havia abandonado o cargo”.

Em 1967, o aliado dos articuladores do golpe de Estado incomodou-se com a arrogância exibida por um chefe militar no trato com assuntos parlamentares. “Japona não é toga”, resumiu. Com apenas quatro palavras, o grande orador ensinou que não cabia a um oficial das Forças Armadas agir como se fosse ministro do Supremo Tribunal Federal — seria algo tão absurdo quanto instalar um magistrado no comando de uma divisão de infantaria. Se ainda estivesse em ação, Auro hoje inverteria a advertência antes de remetê-la aos Alexandres e Toffolis, que andam fazendo o diabo na Praça dos Três Poderes: “Toga não é japona”.

Já não existem cardeais no Parlamento — e estão em falta até sacerdotes do baixo clero minimamente conhecidos. O Congresso está sob o domínio do centrão, esse gelatinoso agrupamento de medíocres que, a cada dois anos, sacramenta a nulidade que vai comandá-lo. Ressalvadas algumas elogiáveis exceções, todo senador tem cara de Alcolumbre. Também é desprezível a distância que separa um Hugo Motta de qualquer deputado recém-chegado de alguma Câmara de Vereadores sertaneja. A mediocridade reina no Congresso, há um ladrão no principal gabinete do Planalto e o ministério é um dos piores da história. Mas, pela primeira vez, o Judiciário entrou na disputa por melhores colocações no ranking da roubalheira. 

Embora seja essencialmente um desinformado, o brasileiro é provido de uma sabedoria subjacente que lhe permite distinguir com nitidez um gatuno de um inocente. Convencidos de que vivem acima da lei, os larápios da classe executiva nem se dão ao trabalho de esboçar álibis que os ajudem a tentar justificar o injustificável. Toffoli, por exemplo, tem de gaguejar alguma explicação para as quantias movimentadas no estranhíssimo caso do Tayayá Resort. Também precisa encontrar razões que justifiquem a devolução aos bandidos das fortunas que prometeram pagar nos acordos de leniência. 

Como não recitou nem mesmo desculpas esfarrapadas para os R$ 129 milhões pagos à sua mulher, Viviane Barci, advogada incumbida de garantir o socorro do marido caso o naufrágio do Master se tornasse iminente, Alexandre de Moraes faz o de sempre: persegue quem denuncia os abusos que coleciona há mais de seis anos, repete que ainda há muita gente a engaiolar e segue percorrendo a rota do abismo. Para livrar o Brasil destes tempos soturnos, André Mendonça só precisa cumprir a lei e respeitar a Constituição. Não se intimide, ministro

 

Sérgio Augusto - Revista Oeste











publicadaemhttps://rota2014.blogspot.com/2026/02/sergio-augusto-nao-se-intimide-ministro.html

A Crise da Paternidade. Isso Não é Acidente.

      Claudio Apolinario


Por que o desaparecimento do homem é o epicentro silencioso da desestrutura social

           Mais de 5 milhões de crianças brasileiras não têm sequer o nome do pai na certidão de nascimento e 7,8 milhões de mulheres criam filhos sozinhas. Não é descuido burocrático. É o retrato mais cru de uma ausência que o Brasil aprendeu a normalizar — e que está custando mais do que qualquer escândalo em Brasília.

Nos Estados Unidos — o país mais rico do mundo — 23% das crianças vivem sem pai ou mãe presente, segundo o Pew Research Center. O maior índice do planeta. Essa ausência não é uma crise brasileira. É uma crise civilizatória. E o Ocidente está perdendo essa batalha.

Não é abandono silencioso — é abandono documentado, institucionalizado, tolerado. Uma revisão sistemática publicada no periódico científico Psychology, Crime & Law, em 2020, analisou 48 estudos e confirmou: crescer em família com apenas um dos pais aumenta o risco de envolvimento com crime na adolescência. O efeito é mais pronunciado entre meninos e em bairros violentos — exatamente o perfil da maioria das periferias brasileiras.

O dado não surpreende quem trabalha com formação de caráter. Surpreende quem insiste em tratar a ausência paterna como dado neutro — como se uma criança criada sem pai produzisse os mesmos resultados sociais que uma criança criada com estrutura afetiva e de autoridade.

A psicologia do desenvolvimento e as estatísticas de violência dizem o contrário. O psicólogo clínico Geison Isidro é direto: "A falta de um pai vai gerar problemas na estrutura psicológica e emocional. Há tendência maior à transgressão, insegurança diante da vida, aumento de agressividade — especialmente em meninos que, com muito medo, usam a agressividade como compensação à insegurança."

Mas há uma dimensão desse problema que raramente aparece no debate público. O homem não desapareceu apenas porque quis. Ele foi sistematicamente desconstruído como figura moral.

Durante décadas, a narrativa cultural dominante tratou a masculinidade como problema a ser corrigido — não como força a ser direcionada. Autoridade paterna virou sinônimo de autoritarismo. Liderança masculina virou suspeita de dominação. O resultado foi previsível: uma geração de homens forçada a desaparecer. Não por fraqueza biológica, mas porque esvaziaram o significado de ser pai antes que ele pudesse ser exercido.

Um homem ensinado sistematicamente a pedir desculpas por existir não desenvolve coragem. Desenvolve vergonha. E homens com vergonha não lideram famílias. Fogem delas.

Há ainda uma terceira causa — a mais silenciosa de todas. O homem não apenas foi desconstruído culturalmente. Ele foi substituído. Não por algo melhor, mas por um Estado que passou a se apresentar como provedor alternativo — não de oportunidades, mas de dependência.

Quando o Estado assume o papel que o pai deveria ocupar, ele não liberta a família. Ele a captura. Cria vínculos de lealdade com quem distribui benefícios, não com quem exige responsabilidade. Engenharia social aplicada à célula mais básica da civilização.

Convém dizer com clareza o que o debate público evita: isso não é julgamento sobre mães solo — que carregam um fardo desproporcional com dignidade extraordinária. O problema não começa na mãe solo. Começa no homem que desapareceu antes dela precisar ser solo. Começa na cultura que ensinou esse homem a fugir em vez de ficar. Começa no sistema que recompensou a fuga e puniu a presença.

A proporção de famílias chefiadas por mulheres sem cônjuge e com filhos cresceu 16,38% de 2000 para 2022 — e a aceleração desse índice nos últimos anos indica que a tendência não está se revertendo. Está se aprofundando.

Uma meta-análise publicada na revista Urban Education em 2014, que reuniu dezenas de estudos, confirmou: o envolvimento do pai está diretamente relacionado ao desempenho acadêmico dos filhos — e sua ausência, à maior probabilidade de evasão escolar e problemas disciplinares. Isso não é ideologia. São dados.

A restauração do Brasil não começa em Brasília. Começa no homem que decide ficar. Que assume responsabilidade. Que lidera com serviço, não com domínio. Que forma filhos com identidade, disciplina e senso de limite — porque nenhuma política pública, programa social ou decreto legislativo substitui o que um pai presente constrói no cotidiano silencioso da vida doméstica.

A crise institucional que assistimos tem raízes mais profundas do que partidos, governos ou escândalos financeiros. Ela tem raízes na família. E a família tem raízes no homem.

Uma nação de homens que fugiram do limite não produz filhos livres. Produz órfãos com pai vivo.

*      O autor, Claudio Apolinario, é pastor, vereador em S. José dos Campos, articulista e analista político.








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Lulinha comete traição: tal pai tal filho! Veja!

 deltandallagnol/youtube


Lulinha comete traição: tal pai tal filho! Veja!

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Filipe Martins corre risco de vida por culpa de Moraes! Veja!

 andrémarsiglia/youtube


Filipe Martins corre risco de vida por culpa de Moraes! Veja!


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