Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

-

CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Quem protege o trabalhador?

  Adriano Dorta


No Brasil, existe um mito de que as coisas só podem ser modificadas, melhoradas ou feitas por meio da aprovação de uma lei. Como consequência, a Constituição virou uma colcha de retalhos. Tudo que está errado precisa ser “consertado” com uma emenda, uma nova norma ou uma canetada.

O problema é que, quando a nova regra cria distorções ou efeitos colaterais, o Congresso ou o Executivo (quando não o Judiciário) corre para produzir outra regra que supostamente resolve o estrago anterior – e assim o país vai empilhando remendos. Isso acontece, inclusive, nas relações de trabalho.

Um exemplo atual é a discussão sobre a escala 6×1. A proposta da PEC 8/2025, idealizada pela esquerda¹, busca reduzir a jornada de trabalho no Brasil. É óbvio que todo mundo deseja trabalhar menos e ter mais tempo para lazer. Porém, diminuir a jornada de trabalho apenas remendando os reais problemas é o que apontamos como colcha de retalhos.

A jornada exaustiva está ligada a variáveis que os políticos preferem não encarar porque não rende voto. Nosso sistema tributário é um manicômio. A legislação trabalhista ainda carrega a lógica da Era Vargas. O sucesso econômico, em muitos setores, depende mais de proximidade com o poder político do que de produtividade e inovação. A liberdade econômica é igual a Wi-Fi de shopping. Até aparece que tem, mas não funciona quando você precisa.

Parte da classe política acredita que o uso da lei como forma de justiça social é o método mais eficiente para trazer melhorias para a sociedade. Podemos destacar, por exemplo, a defesa de que o governo e os sindicatos foram os verdadeiros responsáveis pela diminuição da carga horária dos trabalhadores.

Eli Vieira e o professor Cláudio Shikida mostram uma leitura mais realista. Os grandes motores dessa mudança foram inovação, produtividade, concorrência e crescimento econômico, não benevolência estatal.²

Isso deveria ser intuitivo. A inovação aumenta produtividade. Se um trabalho que exigia uma enxada passa a ser feito com trator, o mesmo resultado vem com menos esforço e menos horas.

O mesmo acontece com o salário. Governo e sindicatos são responsáveis pelo aumento do salário?  De certa forma, sim. Mas é só parte da verdade.

O trabalho é negociado em um mercado e, como qualquer mercado, responde a preços e incentivos. O trabalhador oferta o trabalho, e o empregador demanda o trabalho.

Quando o preço do trabalho aumenta, a quantidade demandada de mão de obra tende a cair. Em termos simples, se contratar fica mais caro, as empresas buscam contratar menos.


No gráfico, o ponto A mostra que: com um salário no valor de R$ 3.000,00, a quantidade de empregados contratados seria de 50. No ponto B: com um salário no valor de R$ 4.000,00, a quantidade de empregados contratados seria de 40. No ponto C: com um salário no valor de R$ 5.000,00, a quantidade de empregados contratados seria de 30.

Quando um sindicato consegue elevar salários no seu setor por meio de acordos ou pressão política, o efeito mais comum é o aumento do desemprego justamente naquele setor. Parte dos trabalhadores que antes estavam empregados deixa de ser contratada, e parte acaba sendo dispensada. Esses trabalhadores não desaparecem. Eles migram para outros setores da economia em busca de emprego.

A curva de oferta se desloca para a direita. Um aumento de 50 para 60 trabalhadores faz com que o salário diminua de R$ 3.000,00 para R$ 2.000,00.

O resultado é que o setor “vizinho” passa a receber uma oferta maior de mão de obra. Com mais gente procurando trabalho no mesmo setor, o salário tende a cair. Se antes havia 50 trabalhadores disputando vagas e agora há 60, a curva de oferta de trabalho se desloca para a direita, pressionando a remuneração para baixo. Na prática, o sindicato eleva o salário de um grupo específico, ao custo de mais desemprego naquele grupo e de salários menores em outros setores.

O leitor pode perguntar: e a empresa que não pode demitir, como faz? Se ela não consegue automatizar e não tem como cortar custos, sobra uma alternativa clássica: repassar o aumento ao consumidor. Em outras palavras, o produto fica mais caro.

“Se a empresa não consegue pagar um salário digno, que feche”, muita gente dirá. É um pensamento honesto, mas isso cria uma consequência previsível. Empresas maiores, com mais acesso a crédito e mais poder de mercado, conseguem sobreviver ao aumento de custo com muito mais facilidade do que as menores. Por isso, não é raro ver grandes empresas cedendo e, em certos casos, até apoiando politicamente pautas sindicais. Salários mais altos impostos por lei podem funcionar como barreira contra concorrentes menores.

O efeito final é concentração. As pequenas quebram, as grandes ficam maiores e o mercado fica menos competitivo. Esse poder de mercado cria um filtro ainda mais duro contra trabalhadores menos produtivos, porque empresas podem se dar ao luxo de escolher sempre os “melhores”, deixando os demais desempregados. No fim, os menos produtivos acabam pagando o pato pela suposta vitória do sindicato.

Uma passagem de John L. Lewis: A Biography mostra como sindicatos, em certos contextos, atuavam em conjunto com grandes empresas para obter favores e eliminar concorrentes.³

Os sindicalistas garantiam que não haveria greves nessas empresas, prometiam evitar interferência governamental e buscavam eliminar minas não sindicalizadas sob o argumento de que a vida dos mineradores só melhoraria se a indústria prosperasse.4

Lewis chegou a dizer: “Nós encorajamos as principais empresas na indústria do carvão a recorrer à modernização para aumentar o padrão de vida e as condições de trabalho dos mineradores.”5

Ele entendeu que o aumento da produtividade elevaria a arrecadação do fundo de bem-estar e aposentadoria, pois ele era baseado em royalties por tonelada e não em um imposto sobre a folha de pagamento. Além disso, mesmo com menos mineradores empregados, o sindicato manteria controle sobre os empregos e a modernização não ameaçaria seu poder. O custo disso foi a exclusão de pequenos produtores e o descarte de trabalhadores fora do grupo privilegiado.

O sindicato não pensava nos não sindicalizados nem nos trabalhadores que seriam expulsos do mercado com o aumento do salário. Questionado sobre para onde iriam os desempregados, Lewis respondeu: “Do ponto de vista político, é irrelevante para nós se o sindicato tem um milhão ou meio milhão de membros.”6 Ele sabia que, para alguns prosperarem, outros teriam que sofrer.7

A melhor forma de proteger o trabalhador em uma economia de mercado não é criar cartel trabalhista e sim aumentar a quantidade de empregadores e aumentar a produtividade dos trabalhadores.

Em uma economia dinâmica, o empregador “poderoso” não consegue manter os salários abaixo do valor da produtividade marginal (incremental) dos trabalhadores por muito tempo. Outros empregadores são atraídos pela oportunidade de contratar mão de obra subvalorizada. Esses empregadores contratam os trabalhadores e, assim, pressionam os preços para cima. Mesmo que os empregadores tentem manter os salários deprimidos, isso faz com que a oferta de mão de obra diminua. À medida que os trabalhadores se deslocam, os preços passam a ser pressionados, obrigando as empresas a elevar os salários para atrair mão de obra.

A economia de mercado funciona como o melhor instrumento de correção de desequilíbrios e injustiças, desde que o Estado não impeça que a concorrência faça o seu papel.

Referências

1 BRASIL. Câmara dos Deputados. Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 8/2025. Disponível em: https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2485341. Acesso em: 26 jan. 2026.

2 VIEIRA, Eli; SHIKIDA, Cláudio. Não foram sindicatos que nos deram jornada de trabalho de 8 horas: foi desenvolvimento econômico. Gazeta do Povo.

3 – DUBOFSKY, Melvyn; VAN TINE, Warren R. John L. Lewis: A Biography. Urbana; Chicago: University of Illinois Press, 1986, p. 348–354.

4 – DUBOFSKY; VAN TINE, John L. Lewis, p. 355–356.

5 – DUBOFSKY; VAN TINE, John L. Lewis, p. 357.

6 – Ibid., p. 357.

7 – DUBOFSKY; VAN TINE, John L. Lewis, p. 358.












publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/quem-protege-o-trabalhador/

'O dilema da toga'  

Augusto Nunes e Moraes terá de escolher entre o antigo professor e o pior aluno da classe


Q uando o ministro Alexandre de Moraes desanda numa discurseira de improviso, mesmo amparada por anotações e trechos grifados de livros, convém que a Justiça se refugie em ruínas gregas ou romanas, que o idioma nacional se esconda na embaixada de Portugal e que a verdade se faça de morta no porão do Supremo Tribunal Federal. Foi assim neste 4 de fevereiro, quando a toga, sempre à beira do chilique, entrou em ação no, como direi?, Pretório Excelso. Previsivelmente, foram submetidas a outra medonha sessão de tortura a Lei, a língua portuguesa e os fatos. Surpreendente foi o esforço do ministro para cair fora do pântano gerado pelo Caso Master.


O Brasil que pensa e presta vê com justificada estranheza o contrato firmado entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e a advogada Viviane Barci de Moraes, mulher de Moraes. Ela não foi designada pelo golpista falido para cuidar de algum caso específico. A partir de janeiro de 2024, deveria atuar pelos três anos seguintes “onde for necessário”. Ainda mais estranhos são os valores. O trabalho renderia a Viviane R$ 129 milhões (isso mesmo: cento e vinte e nove milhões de reais), distribuídos em parcelas mensais de R$ 3,6 milhões. Até que o Banco Central fechasse a usina de espertezas, quanto foi pago a Viviane? Que serviços foram prestados pela advogada? Ela se aconselhou com o marido antes de assinar o contrato que deixaria em êxtase o mais caro advogado de filme de tribunal? 


Como o caso foi transferido para o STF por ordem do onipresente Dias Toffoli, como se comportará o marido ministro? Ousaria condenar o cliente de Viviane, impedindo a própria mulher de embolsar a fortuna? Em dezembro, num único dia, Moraes telefonou seis vezes para o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Quem demonstra tamanha insistência precisa decerto tratar com urgência de assuntos relevantes. Quais foram? Buscava algum tipo de salvação para o banqueiro vigarista? Queria apenas cumprimentar Galípolo? O ministro Dias Toffoli sequestrou o caso Master, enjaulou-o no STF e resolveu manter sob sigilo todas as informações, provas e evidências resultantes das investigações da Polícia Federal. Moraes acha que o parceiro agiu corretamente? Enfim, pretende participar de um julgamento que terá sua própria mulher entre os defensores de uma das partes? 

Subitamente, entrou no assunto que efetivamente interessa ao país:


 “O magistrado não pode ter ligação com o processo que julga. (…) E aí volta a má fé de muitas pessoas que querem prejudicá o Poder Judiciário e o Supremo Tribunal Federal dizendo, e não se dão trabalho que seja pelo menos uma má fé honesta, se é que isso existe, dizendo que este tribunal autorizouos magistrados a julgarem casos onde seus parentes são advogados. (…). Essa mentira absurda vem sendo repetida, dizendo que um determinado ministro possa julgá um casoque sua mulher ingressô, em que seu filho ingressô”. 


Em novembro de 2024, Moraes fez muito mais que isso: ao autorizar uma operação da Polícia Federal destinada a prender um grupo acusado de tramar o assassinato do presidente Lula, do vice Geraldo Alckmin e do próprio ministro, o relator Moraes referiu-se 44 vezes ao “monitoramento do ministro Alexandre de Moraes”. Quem acredita em milagres talvez se anime a acreditar que o antigo professor de Direito Constitucional reencarnou no corpo que já possuiu. Mas o que anda fazendo há seis anos adverte aos gritos que Moraes não perderá um minuto de sono caso resolva convencer os colegas e até os capinhas de que a mulher defende a causa certa. Poderá até declararse impedido de votar, mas só depois de garantido o recebimento dos R$ 129 milhões.











publicadaemhttps://rota2014.blogspot.com/2026/02/augusto-nune-e-o-dilema-da-toga.html

PT QUER PROIBIR FALAR MAL DO GOVERNO...

 GUSTAVOVITORINO/X


PT QUER PROIBIR FALAR MAL DO GOVERNO...



Não tenho medo de falar a verdade

 brazukka/x


Não tenho medo de falar a verdade



Pânico em Brasília: Vorcaro apagou mensagens do celular, mas a PF recuperou!

 deltandallagnol/youtube


Pânico em Brasília: Vorcaro apagou mensagens do celular, mas a PF recuperou!


clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=VuBKTovvHOs

 RUBINHONUNES/YOUTUBE


LULA DESESPERADO: O "Pacote Eleitoral" para tentar Sobreviver!

CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA

E CHAMAM ISSO DE "NAÇÃO SOBERANA"

 FACEBOOK


E CHAMAM ISSO DE "NAÇÃO SOBERANA"



Silêncios e mentiras

 percivalpuggina/youtube


Silêncios e mentiras


clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=B3GSiWkXMjg

PARA APRENDER FINANÇAS E INVESTIMENTOS

 DINHEIROFALANTE/FACEBOOK


PARA APRENDER FINANÇAS E INVESTIMENTOS



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Sobre taxar fortemente o andar de cima

  Jorge Simeira Jacob 


Como se tivesse descoberto a pólvora, o governo anuncia, eufórico, o fim das desigualdades econômicas. Segundo a narrativa oficial, é um absurdo que trabalhadores paguem mais impostos do que os ricos. A solução “genial” seria taxar o andar de cima — termo pejorativo para designar os mais abastados — em benefício do andar de baixo, os pobres.

Ninguém dotado de um mínimo senso de justiça pode defender uma desigualdade tributária caso ela correspondesse à realidade. O problema é que essa comparação restringe-se apenas ao imposto sobre salários e dividendos. Não considera a carga de outras contribuições que incidem mais pesadamente sobre os que possuem patrimônio.

Do mesmo modo, ninguém com um mínimo de solidariedade consegue permanecer indiferente ao enorme contingente de brasileiros vivendo na pobreza. Além de entristecer, essa miséria cria um ambiente inseguro: é difícil manter a convivência pacífica quando se está cercado de pessoas carentes.

A fome dói — e a fome de um filho revolta. É essa revolta que torna tantos desamparados presas fáceis de populistas que prosperam politicamente na existência da pobreza. Como não pretendem nem têm competência para eliminar a miséria, desviam o foco da discussão: atribuem todos os males à desigualdade e semeiam o ressentimento. Inveja, afinal, é colheita certa de votos.

Nos países ricos, onde a desigualdade também existe, as classes menos favorecidas possuem condições de vida decentes. Em vez de invejar o rico, enxergam nele um modelo a ser alcançado. Assim, a sociedade inteira se mobiliza num mutirão silencioso para enriquecer — e o resultado coletivo é o aumento da riqueza nacional.

A ideia de taxar fortemente a riqueza não é nova. Foi tentada em vários países (França, Dinamarca, Holanda) e, sem exceção, todas as experiências fracassaram. Acabaram revogadas após a fuga de investidores e capitais. Mesmo assim, não faltam políticos “brilhantes” para redescobrir a pólvora.

No último dia 30 de novembro, os suíços rejeitaram de forma esmagadora — 78% dos votos — uma proposta de imposto sobre a riqueza apresentada pelos sociais-democratas. Os críticos alertavam que a medida poderia provocar a saída de pessoas ricas, reduzindo a arrecadação. O próprio governo recomendou sua rejeição, lembrando que o país vive da estabilidade e da previsibilidade que oferece a quem investe e aloja seu patrimônio ali.

Frédéric Rochat, sócio do banco privado Lombard Odier, resumiu o resultado: prevaleceu o bom senso. Os suíços sabem que, mesmo sendo uma das nações mais prósperas do mundo, não podem abrir mão das fortunas que ajudam a sustentar seu padrão de vida.

A lição é evidente: o dinheiro vai para onde é respeitado. E a história mostra que, onde se decide sobretaxar as fortunas, os andares de cima invariavelmente ficam vazios. Em um edifício só com andares de baixo, a desigualdade fica menor, mas aumenta a pobreza.


















publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/sobre-taxar-fortemente-o-andar-de-cima/

Desgoverno do ex-presidiário Lula atinge maior gasto com diárias e passagens em 11 anos

  Despesas da União com deslocamentos somaram R$ 3,88 bilhões em 2025

Com informações de Erich Mafra - Revista Oeste


O desgoverno do ex-presidiário Lula registrou o maior gasto com diárias, passagens e locomoção da administração federal nos últimos 11 anos. De acordo com um levantamento do portal Poder360, a União desembolsou R$ 3,88 bilhões para essas finalidades em 2025. O montante representa uma alta real de 3,7% na comparação com 2024, quando as despesas somaram R$ 3,74 bilhões (valores corrigidos pela inflação). 

O custo atual é o mais elevado desde 2014, período em que o Brasil estava sob o comando de Dilma Rousseff e os gastos atingiram R$ 4,52 bilhões. 

A análise dos dados revela que a União gastou R$ 1,63 bilhão exclusivamente com passagens e locomoção no ano passado, o que significa um aumento de 9% ante o exercício anterior. Já as despesas com diárias avançaram 0,2%, totalizando R$ 2,25 bilhões.

Expansão da máquina no Governo Lula 

O aumento no número de ministérios, que subiu de 23 para 38 no início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, explica parte da trajetória crescente desses custos. A estrutura ministerial mais robusta exige maior volume de viagens e pagamentos de diárias para servidores e autoridades. No geral, os gastos totais com a administração pública federal alcançaram R$ 72,7 bilhões em 2025, uma alta real de 11,6% em relação ao ano anterior. 

Este patamar de despesas administrativas é o maior observado desde 2016, quando o valor chegou a R$ 77,7 bilhões. O portal Poder360 destaca que a conta de diárias e passagens é um componente central nesse avanço dos custos operacionais do governo. O crescimento das despesas ocorre em um momento de pressão sobre o Orçamento público e debates sobre o controle dos gastos da máquina federal.

A série histórica mostra que a atual gestão mantém uma tendência de elevação nos custos de deslocamento desde a posse, em 2023. Enquanto governos anteriores buscaram reduzir o volume de viagens por causa da digitalização de processos e reuniões remotas, o governo Lula retomou a rotina de agendas presenciais intensas. A manutenção de 38 pastas ministeriais continua sendo o principal fator de pressão sobre a rubrica de passagens e diárias da Esplanada.



Com informações de Erich Mafra - Revista Oeste





















publicadaemhttps://rota2014.blogspot.com/2026/02/desgoverno-do-ex-presidiario-lula.html

'O patrocinador da imprensa velha',

 por Anderson Scardoelli  Apesar da queda de leitores, jornais e revistas têm no governo do PT um aliado generoso


U m fato une aqueles que já foram os grandes jornais brasileiros: a fuga de leitores. Em 2015, os 14 maiores diários impressos do país somavam 1,3 milhão de exemplares. Em 2024, a tiragem caiu para menos de 385 mil, segundo dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC) e da consultoria PwC. Retração de 70% em nove anos. Mas, enquanto a circulação cai, os gastos do governo federal com anúncios em jornais aumentam. 


Nos três primeiros anos do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os repasses publicitários da Secretaria de Comunicação Social (Secom) para esse tipo de publicação somam R$ 24,3 milhões, quantia que supera em aproximadamente 50% os R$ 16,3 milhões gastos durante todo o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. 




Anúncios do governo federal em jornais impressos




Com revistas impressas, o roteiro é semelhante. A circulação despenca, mas as ações publicitárias voltam a subir com o PT no poder. Na parte de tiragem, há, inclusive, carência de informações. Os últimos dados públicos auditados pelo IVC são de 2021, quando, juntas, sete publicações registraram média semanal de 220 mil exemplares. Recuo de 30% em relação ao ano anterior. 


A queda foi de quase 90% na comparação com 2015, quando  a tiragem foi de 1,75 milhão. Apesar da ausência de levantamentos recentes, a tendência é de manutenção na curva de queda na circulação. Afinal, um dos títulos acompanhados pelo IVC, a revista Época, deixou de ser impresso em maio de 2021. 


Segundo o instituto auditor, a publicação, que era mantida pelo Grupo Globo, deixou o mercado com tiragem semanal média de 30 mil exemplares. Os dados que mostram o encolhimento das revistas impressas no Brasil não têm, entretanto, sinergia com a estratégia adotada pela Secom no governo Lula 3. Desde 2022, o Executivo distribuiu R$ 10,3 milhões em anúncios publicados por veículos de comunicação desse formato de mídia. Assim como no caso dos jornais, os gastos ultrapassam o valor somado durante a administração Bolsonaro. De 2019 a 2022, o montante repassado foi de R$ 7,2 milhões, 30% menos em relação à atual gestão federal.




Anúncios do governo federal em revistas impressas




Lucas Berlanza, diretor-presidente do Instituto Liberal, não encontra explicações válidas para o aumento da publicidade em jornais e revistas. Para ele, esse tipo de gasto só serve aos interesses de autoridades que buscam manter boas relações com empresários de comunicação. “Um governo não é uma empresa, não concorre no mercado para atrair clientes, pois detém monopólio de suas funções”, diz. “O que ocorre é o uso de dinheiro público para fazer propaganda de si mesmo.” 


O deputado federal Evair de Melo (PP-ES) destaca que os dados referentes a anúncios são sintomas de uma equipe gastadora e ineficaz. “O governo argumenta que precisa divulgar políticas públicas”, afirma. “O problema é a desproporcionalidade e a prioridade orçamentária”. O parlamentar lembra o cenário de déficit fiscal elevado, pressão sobre serviços públicos essenciais e aumento da carga tributária. 


“Nesse contexto, ampliar gastos com comunicação levanta dúvidas legítimas sobre eficiência e razoabilidade.” Gastos multimídia A gastança do governo Lula como anunciante também se faz presente no ambiente online. De 2023 a 2025, foram injetados mais de R$ 480 milhões em campanhas publicitárias na internet, o que inclui blogs, sites e plataformas de redes sociais. Cifra acima dos menos de R$ 400 milhões repassados nos quatro anos em que Bolsonaro esteve à frente do Palácio do Planalto. 




Anúncios do governo federal na internet


Professor de jornalismo e mestre em comunicação, Jorge Tarquini ressalta que parte dessa verba teve como destino os cofres de big techs, como a Meta (controladora de Instagram, WhatsApp e Facebook) e a Alphabet (dona do Google e do YouTube). De acordo com ele, a parceria comercial entre grupos de comunicação e o governo de plantão se dá, cada vez mais, de forma multimídia, com acertos que envolvem mais de uma plataforma. Tarquini entende que é, inclusive, uma forma para a mídia em papel ganhar algum fôlego. “Os veículos impressos, apesar da queda impressionante da sua circulação, hoje negociam pacotes que incluem não a penas páginas de publicidade, mas tudo o que o veículo possui, versão online, redes sociais e apps.” 


Dinheiro para cinema, rádio e TV 


Fora os valores absolutos em jornais, revistas e internet, o governo Lula 3 supera a administração anterior na média anual de gastos com anúncios em outros quatro tipos de mídia: cinema, mídia exterior digital (totens, painéis digitais e aparelhos de TV corporativa), rádio e televisão. A era Bolsonaro só aparece na liderança em mídia exterior (outdoors, banners e painéis físicos). 


Em cinema, o governo Bolsonaro gastou R$ 15,6 milhões em ações de publicidade, o que dá a média anual de R$ 3,9 milhões, valor inferior aos R$ 4,4 milhões desembolsados pela Secom de Lula na média nos três primeiros anos da atual administração — com total parcial na casa dos R$ 13,2 milhões. 




Anúncios do governo federal em cinema 


Lula 3 também vence Bolsonaro na proporção de gastos com mídia exterior digital. Enquanto o liberal entregou, na média anual, R$ 79,1 milhões em anúncios no setor, o petista aparece como responsável por liberar, também na média por ano, R$ 80,6 milhões.




Anúncios do governo federal em mídia exterior digital 


Na conta ano a ano, o atual governo também vence o confronto com a gestão anterior no critério dinheiro entregue a emissoras de rádio. Bolsonaro fechou seus quatro anos com média anual de R$ 62,3 milhões. Lula aparece com mais de R$ 10 milhões de vantagem. Afinal, em três anos, ele distribuiu R$ 218 milhões em virtude de campanhas de publicidade veiculadas em estações radiofônicas espalhadas pelo país, o que dá a média anual de R$ 72,7 milhões.  




Anúncios do governo federal em rádio


Quando o assunto é anúncio em canais de televisão, incluindo tanto TV aberta quanto TV por assinatura, Bolsonaro aparece à frente na soma total: R$ 1 bilhão gastos em anúncios durante todo o seu mandato, contra R$ 910 milhões contabilizados pela Secom de Lula em três anos de governo. Dessa forma, o petista supera o liberal na média anual: R$ 303,2 milhões versus R$ 250,7 milhões.




Anúncios do governo federal em televisão


Até o momento, levando-se em consideração que a Secom ainda não divulgou todos os gastos com publicidade em 2025 e que Lula ainda terá quase todo um ano pela frente para patrocinar veículos de comunicação, o governo Bolsonaro supera o seu sucessor tanto em cifras totais quanto na média anual na divisão de mídia exterior. Em quatro anos, Bolsonaro gastou R$ 143,7 milhões com empresas do setor, média de R$ 35,9 milhões a cada ano. Por ora, o integrante do PT contabiliza R$ 92,2 milhões (total) e R$ 30,7 milhões (média anual).




Anúncios do governo federal em mídia exterior


No geral, com todo um ano de mandato pela frente e com gastos com campanhas publicitárias de 2025 ainda a serem divulgados, Lula 3 já se aproxima dos R$ 2 bilhões entregues a veículos de comunicação. Na soma de seus quatro anos de governo, Bolsonaro usou R$ 2,1 bilhões para o mesmo tipo de ação.




Anúncios do governo federal (soma em todas as mídias)




Parceria comercial e editorial 


A dinheirada que sai dos cofres públicos diretamente para as contas de veículos de comunicação põe em xeque a independência jornalística. Lucas Berlanza, Evair de Melo e Jorge Tarquini concordam que a dependência comercial pode afetar a liberdade da imprensa. 


“Infelizmente, a relação entre os grandes veículos de imprensa e o Estado é um problema antigo no Brasil, comprometendo a tarefa de nosso jornalismo”, diz Berlanza, jornalista por formação. “Daí a grande importância de veículos independentes de verba estatal.”


Para o deputado federal, a parceria na parte de conteúdo não é perceptível ao grande público, que, por vezes, acaba influenciado sem ter a real dimensão disso. “O problema é mais sutil: pode haver autocontenção editorial, suavização de críticas, seleção mais cautelosa de pautas ou redução de espaço para questionamentos mais duros ao governo, que financia parte significativa da receita”, avalia Melo. “O dinheiro é público. Não pode se transformar em mecanismo de alinhamento editorial nem em instrumento de fortalecimento político.” 


Com mais de 30 anos dedicados a pesquisas na área da comunicação, Tarquini tem opinião similar. “Seria ingenuidade acreditar que o governo utiliza e distribui essas verbas de modo desinteressado, sem a expectativa de algum retorno sob a forma, se não de apoio, de um olhar mais suave para seus erros e outros problemas”, afirma.


Para exemplificar, ele faz analogia à cobertura esportiva. “Manchetes em que se abusa das adversativas, criando ressalvas ou para desmerecer algo positivo ou para fazer parecer bom algo ruim: tal time ganhou o jogo, mas jogou mal, ou o contrário: perdeu o jogo, mas jogou bem”. Por falar em jornalismo político, a expressão “follow the money” (“siga o dinheiro”) ficou famosa durante a cobertura do escândalo conhecido como Watergate, que resultou na renúncia de Richard Nixon à presidência dos Estados Unidos, em 1974. 


No Brasil, para compreender a linha editorial adotada por certos veículos de comunicação, talvez seja preciso “seguir o dinheiro” oriundo da publicidade estatal. Longe do caso Watergate, o jornalista J. R. Guzzo (10/7/1943 – 2/8/2025), um dos fundadores de Oeste e diretor perpétuo da publicação digital, definiu anúncios bancados por órgãos públicos como “aberração” brasileira. “O certo, no fim de todas as contas, é que o governo não deveria pagar um único tostão para a mídia publicar sua propaganda”, ensinou Guzzo, em artigo publicado na revista Veja em junho de 2012. 


“Eis aí mais uma coisa que nos separa, por exemplo, de um país como a Alemanha, onde publicidade oficial não existe. É que a Alemanha, coitada, é apenas a Alemanha. Já o Brasil é o Brasil — aqui há dinheiro de sobra para o governo jogar pela janela.”

Anderson Scardoelli -  Revista Oeste










































publicadaemhttps://rota2014.blogspot.com/2026/02/o-patrocinador-da-imprensa-velha-por.html

Padre expulsa fiéis da missa, ataca Nikolas e é repreendido pela Igreja Católica!

 DELTANDALLAGNOL/YOUTUBE


Padre expulsa fiéis da missa, ataca Nikolas e é repreendido pela Igreja Católica!


CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA

https://www.youtube.com/watch?v=XWcVVPprMZU

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More