Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Santa Catarina como exemplo contra cotas identitárias

  Gabriel Wilhelms


A aprovação pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina de uma lei que veda cotas identitárias em universidades estaduais ou instituições privadas que recebam verbas do governo, já sancionada pelo governador do estado, Jorginho Mello (PL), tem gerado, como já era esperado, uma forte repercussão, tanto entre as hostes identitárias quanto no âmbito judiciário. Vale destacar que foram mantidas as chamadas cotas sociais por critério socioeconômico, bem como para deficientes: “Ficam excluídas desta proibição a reserva de vagas à Pessoas com Deficiência (PCD), a reserva de vagas baseada em critérios exclusivamente econômicos e a reserva de vagas para estudantes oriundos de instituições estaduais públicas de ensino médio”.

Dentre as reações jurídicas, até o momento em que escrevo este artigo, já tivemos uma determinação, por parte do ministro Gilmar Mendes, dando 48 horas para o governo estadual explicar a lei, no âmbito de uma ação protocolada pelo PSOL, o posicionamento da PGR e AGU pela imediata suspensa da lei, uma ação contrária à lei protocolada pela OAB no STF e a suspensão de forma limitar da lei pela desembargadora Maria do Rocio Luz Santa Ritta, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), também no âmbito de uma ação do PSOL.

Antes de tudo, é simplesmente falso o argumento de que a lei catarinense é inconstitucional. A Lei nº 12.711/2012, que trata das cotas, de forma clara e insofismável refere-se tão somente às universidades e institutos federais. Os estados não têm qualquer obrigação legal de oferecer cotas em instituições de ensino superior por eles mantidas. O fato de que o STF tenha considerado a referida Lei de Cotas constitucional não implica que sua aplicação em nível estadual seja compulsória. Além do mais, a obrigação de combater o racismo não significa a obrigatoriedade de implementação de cotas raciais, como se essa fosse a única ou a melhor forma de combatê-lo. Por fim, é simplesmente mentirosa a afirmação de que o estado de Santa Catarina teria acabado com as cotas. Como já assinalado, uma leitura da lei deixa claro que se mantém a reserva de vagas, mas eliminam-se critérios identitários (raça, sexo etc.), optando-se por critérios socioeconômicos, bem como preservando as vagas para deficientes. O que o Legislativo e o Executivo catarinense fizeram foi, com a legitimidade a eles conferida pelo voto dos catarinenses, bem como dentro da competência e autonomia do ente federativo, adotar critérios mais universais e não por isso menos inclusivos. Conforme manifestação da Procuradoria Geral do do Estado (PGE-SC): “ao priorizar critérios universais e impessoais, a legislação catarinense mantém-se em harmonia com o ordenamento jurídico, visto que a ausência de obrigatoriedade constitucional para a criação de cotas de raça ou gênero permite que o Estado redirecione suas políticas afirmativas conforme critérios que considere mais adequados.”

O caso catarinense será mais um teste para o nível de penetração identitária nas nossas instituições. Irá o Judiciário fazer mais uma investida ativista, adentrando, agora, contra a autonomia dos entes federativos? Como se não bastasse a incoerência em considerar a Lei de Cotas, francamente discriminatória (chamar de discriminação positiva ou ação afirmativa não a torna menos discriminatória), constitucional, o ativismo identitário e judicial pretende tornar a defesa de critérios universais um ato discriminatório.  De fato, é isso o que faz o advogado e professor de direito, Thiago Amparo, em uma coluna para a Folha intitulada “Santa Catarina legaliza racismo”. Vejam só, a preferência por critérios socioeconômicos em vez de identitários seria “racismo”. Por essa lógica, seriam também aqueles que se opõem às cotas raciais racistas? Há anos tenho visto essa exata afirmação vinda de ativistas. Não se admite nem que sejamos livres para questionar uma política pública (custeada com nosso dinheiro) ou mesmo defender uma política alternativa. Ou aceitamos todas as demandas a título de reparação história ou somos “racistas”. É uma forma leviana e intelectualmente desonesta de argumentação. Amparo afirma, ainda, que o único propósito da lei catarinense seria “dificultar o acesso de pessoas não brancas à educação superior”. Ora, o que no título poderia parecer provocação barata é confirmado no corpo do texto: os deputados da ALESC e o governador de SC seriam racistas mancomunados em um plano maquiavélico de tornar as universidades exclusivas para brancos.

Se trago o supracitado exemplo como um padrão de narrativa militante, é importante também destacar o papel de parte da imprensa em, como eles gostam de dizer, desinformar. A população catarinense, da qual, orgulhosamente, faço parte, é, há anos, alvo de ataques xenofóbicos, sendo chamada de nazista para baixo. Não é por acaso, portanto, que lemos algumas manchetes por aí, redigidas por jornalistas mequetrefes, dizendo que, em resposta ao prazo dado por Gilmar Mendes para explicar a lei, o governo catarinense teria justificado a lei dizendo que Santa Catarina é o estado mais branco do país, como se fosse este o argumento. Basta ler a manifestação enviada ao ministro Gilmar Mendes para perceber a trapaça da imprensa. O que, inicialmente, o executivo catarinense afirma é o seguinte: “Como apontou a Redação do ND Mais (doc. anexo), o Estado de Santa Catarina ostenta a maior proporção de população branca do país, atingindo o patamar de 81,5% dos habitantes. Segundo dados do IBGE coligidos em 2021, a população preta e parda no Estado representa 18,1% do total, índice significativamente inferior à média nacional de 56,1%”. Percebam que a menção ao fato de ser o estado mais branco do país tem relevância contextual, já que se argumenta com base na realidade local, que se difere da realidade de outros estados. A partir daí, desenvolve-se o argumento pela preferência de critérios socioeconômicos, ao invés de identitários, dando destaque para o programa Universidade Gratuita, implementado em 2023. Tenho uma série de críticas ao programa, mas, fato é, que já tendo beneficiado quase 42 mil estudantes, com bolsas concedidas em percentuais progressivos de acordo com a renda (quanto menor a renda, maior o percentual), o programa, menina dos olhos do governador Jorginho Mello, desmonta a tese de que o governo catarinense nada estaria fazendo pela inclusão.

O que acontece é que não estamos lidando com uma discussão real sobre os problemas que afligem a população mais pobre deste país. As estatísticas apresentadas sempre são escolhidas a dedo e interpretadas de forma tendenciosa. Com exceção do racismo, que no Brasil é matéria criminal, e que pode, de forma anexa ser enfrentado também no plano cultural, não há uma única mazela social que possam apresentar, nenhuma disparidade socioeconômica, mesmo entre diferentes grupos raciais, que não seja passível de ser sanada com políticas públicas voltadas para os mais pobres. A pobreza no Brasil não é, nem nunca foi, exclusivamente negra, de forma que não se justifica o argumento de que há um abismo racial que só pode ser superado com políticas de recorte racial. O que o estado de Santa Catarina fez foi reconhecer isso e construir uma política de inclusão baseada em critérios mais universalistas. O que quero dizer com universalista? Diferente de critérios de identidade, que distinguem, a rigor, permanentemente, critérios socioeconômicos não violam a igualdade formal. Para que a lei trate todos como iguais, dada a comum condição humana, não pode haver distinção ou privilégio baseado em critérios que sejam inatos e imutáveis, pois isso equivaleria a inverter a lógica da igualdade formal e estabelecer uma “desigualdade no nascimento”. Diferenças de natureza econômica, por outro lado, não são inatas, podendo ser alteradas ao longo da vida. Ao reservar vagas em uma universidade pública para alunos de baixa renda, por exemplo, discrimina-se contra os que ganham mais, mas isso não contraria a igualdade formal, já que há mobilidade social, e quem hoje não atende ao critério pode vir a atender no futuro e vice-versa. A razão pela qual os identitários demonizam a igualdade formal e atacam o universalismo não é porque estão convencidos de que políticas públicas universalistas não são eficientes, mas sim porque têm fetiche por critérios de identidade. Um programa como o Bolsa Família, por exemplo, beneficia muito mais pessoas negras e pardas do que as cotas em universidades, mas isso nunca é dito, pois o Bolsa Família não tem recorte de raça. A educação pública, na mesma toada, deveria ser tida como a política pública mais importante no combate à desigualdade, mas pouco lhes importa que haja escolas às traças desde que os editais de universidade públicas tragam recortes de identidade.

Dado o fato de que não costuma haver nada mais permanente do que uma política “temporária”, dada a disseminação desenfreada das cotas para outros grupos – a exemplo dos trans, dado o patrocínio da própria suprema corte a políticas que contrariam frontalmente a igualdade formal estabelecida no artigo 5º da Constituição, a iniciativa do estado de Santa Catarina é um exemplo a ser seguido por outros estados. É preciso resgatar o universalismo, que é aquilo que historicamente sempre serviu como norte para combater toda sorte de discriminações, incluindo a racial.

Fontes:

https://leisestaduais.com.br/sc/lei-ordinaria-n-19722-2026-santa-catarina-dispoe-sobre-a-vedacao-da-adocao-de-cotas-e-outras-acoes-afirmativas-pelas-instituicoes-de-ensino-superior-publicas-ou-que-recebam-verbas-publicas-no-ambito-do-estado-de-santa-catarina

https://www.nsctotal.com.br/noticias/gilmar-mendes-da-48h-para-governo-de-sc-e-alesc-explicarem-lei-que-proibe-cotas-raciais

https://revistaoeste.com/no-ponto/oab-aciona-stf-contra-lei-de-santa-catarina-que-proibe-cotas-raciais/

https://www.portalinfosul.com.br/justica-de-santa-catarina-suspende-lei-que-proibe-cotas-raciais-no-estado/

https://www.metropoles.com/colunas/manoela-alcantara/pgr-defende-que-stf-suspenda-lei-de-sc-que-proibiu-cotas-raciais

https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/01/pgr-pede-ao-supremo-suspensao-imediata-de-lei-de-sc-que-proibiu-cotas-raciais.shtml

https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2012/lei-12711-29-agosto-2012-774113-publicacaooriginal-137498-pl.html

https://www.poder360.com.br/poder-brasil/constituicao-nao-obriga-a-criacao-de-cotas-diz-governo-de-sc/

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/thiago-amparo/2026/01/santa-catarina-legaliza-racismo.shtml

https://drive.google.com/file/d/1i5VGgcEo3eme-JMZjmvXmV8SjpzU1bSl/view

https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/01/santa-catarina-justifica-ao-stf-fim-das-cotas-raciais-dizendo-ser-o-estado-mais-branco-do-pais.shtml

https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/01/29/santa-catarina-alega-ser-o-estado-mais-branco-do-brasil-para-justificar-ao-stf-lei-contra-cotas-raciais.ghtml

https://www.radiopampa.com.br/santa-catarina-justifica-ao-supremo-fim-das-cotas-raciais-por-ser-o-estado-mais-branco-do-pais/














publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/santa-catarina-como-exemplo-contra-cotas-identitarias/

Para Lula, ladrão condenado a mais de 30 nos de cadeia, ‘auxiliar’ não pode contaminar o patrão

 Com informações do Diário do Poder


Lula (PT) tem dito, segundo assessores, que Dias Toffoli deveria também “sair do STF para não contaminar o governo”. A frase reveladora não é crítica ao ministro, mas a confissão de que, para ele, o STF não é Poder independente, mas uma espécie de departamento do Planalto, órgão auxiliar, que não pode “contaminar” o governo com suas malfeitorias. Sem respeitar a separação de poderes, Lula passou a querer a vaga de Toffoli como se fosse cargo de confiança, demissível a qualquer tempo.


Assessoria a postos


Lula trata o STF como braço estendido do Executivo, convocando seus ministros para reuniões, almoços e jantares excluídos da agenda oficial.


Braço estendido


A oposição diz que essas reuniões discutem da blindagem de aliados ao Código de Conduta, passando por iniciativas contra adversários de Lula.


Só no pé do ouvido


No Consórcio nada consta nas agendas oficiais, tudo é combinado nos bastidores, longe de celulares, de holofotes e do escrutínio da sociedade.


Olho nas eleições


Lula impõe aos parças o modelo de governabilidade em que o Judiciário não julga, acompanha. Tampouco interpreta a lei e sim a conveniência.


Com informações do Diário do Poder









publicadaemhttps://rota2014.blogspot.com/2026/02/para-lula-ladrao-condenado-mais-de-30.html


Transparência Internacional: 'A degradação que emana do STF é a maior ameaça à democracia'

   ONG afirma que nota da Corte em defesa de Dias Toffoli 'choca o país'

Revista Oeste


A ONG Transparência Internacional publicou uma dura nota sobre a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), que rejeitou a suspeição de Dias Toffoli para o caso Master, validar todos os seus atos e, ainda, elogiar o ministro.


Trata-se de uma reação da ONG à nota do STF divulgada na quintafeira 12, depois de reunião secreta entre os 10 magistrados. Todos os ministros assinaram o texto, no qual a Corte informa ter rejeitado uma arguição de suspeição feita pela Polícia Federal. 


A corporação encontrou, em celular periciado de Daniel Vorcaro, dono do Master, mensagens que comprometem Toffoli. Além de conversas, há indicativos de pagamento de R$ 20 milhões ao Tayayá Resort, empreendimento do qual o ministro admitiu ter sido sócio. 


Degradação institucional do STF Para a Transparência Internacional, a degradação institucional atinge toda a Corte e isso é, “de longe, a maior ameaça à democracia”. “A nota do STF aprofundou, diante do país e do mundo, a degradação institucional brasileira”. “O que começou como a degradação moral de alguns ministros transformou-se em metástase que hoje contamina o tribunal e todo o sistema de Justiça“.




Transparência Internacional - Brasil - Ontem, a nota do STF aprofundou, diante do país e do mundo, a degradação institucional brasileira. O que começou como a degradação moral de alguns ministros transformou-se em metástase que hoje contamina o tribunal e todo o sistema de Justiça. A decisão anunciada ontem expôs um Mostrar mais




A ONG também destaca o fato de que a nota foi assinada por toda a Corte. “A minoria de ministros que ainda preserva a estatura moral de juízes constitucionais, ao assinar a nota, deu sinais inequívocos de que está subjugada”. 


Em outro trecho, a Transparência Internacional diz que decisão do STF de não reconhecer a suspeição de Toffoli para o caso “choca o país” e amplia o conceito de suspeição. “Agora, a nota choca o país — e chocará a comunidade internacional — ao afirmar inexistir impedimento ou suspeição na relatoria do ministro Dias Toffoli no caso Master. Um juiz presidindo investigação que, se conduzida com técnica, independência e legalidade, deverá alcançar sua família e, muito provavelmente, ele próprio”, afirma a ONG.




“Com isso, o STF promoveu um rebaixamento abissal dos critérios de suspeição aplicáveis a todos os juízes do Brasil — e, junto, flexibilizou o princípio da indeclinabilidade, agora condicionado à conveniência política. São as novas diretrizes para as escolas da magistratura e para as faculdades de direito. Em nome de “altos interesses institucionais”.




A organização que trabalha no combate à corrupção também lembrou que a Corte, em 2023, estendeu os limites legais para impedir juízes de atuar em casos envolvendo escritórios de parentes. “O Parlamento eleito viu impedimento; o STF viu discriminação contra seus familiares. No conflito entre o interesse constitucional e o interesse dos ministros, venceram os ministros”, destacou. Agora, a decisão do STF de proteger Toffoli “expôs um STF agora unido em dar mais um largo passo no caminho já trilhado: o da submissão da Constituição a interesses corporativistas e privados”, diz a Transparência.




Leia a íntegra da nota da Transparência Internacional sobre o STF 


Ontem [quinta-feira 12], a nota do STF aprofundou, diante do país e do mundo, a degradação institucional brasileira. 


O que começou como a degradação moral de alguns ministros transformouse em metástase que hoje contamina o tribunal e todo o sistema de Justiça. 


A decisão anunciada ontem [quinta-feira 12] expôs um STF agora unido em dar mais um largo passo no caminho já trilhado: o da submissão da Constituição a interesses corporativistas e privados. O tribunal já havia derrubado dispositivo legal aprovado pelo Congresso que impedia juízes de atuar em casos envolvendo escritórios de parentes. O Parlamento eleito viu impedimento; o STF viu discriminação contra seus familiares. No conflito entre o interesse constitucional e o interesse dos ministros, venceram os ministros. 


Agora, a nota choca o país — e chocará a comunidade internacional — ao afirmar inexistir impedimento ou suspeição na relatoria do ministro Dias Tof oli no caso Master. Um juiz presidindo investigação que, se conduzida com técnica, independência e legalidade, deverá alcançar sua família e, muito provavelmente, ele próprio. 


Há semanas, a imprensa revelou negócios altamente suspeitos envolvendo fundo registrado em endereço de fachada, controladores sem respaldo patrimonial e beneficiário final oculto — tudo isso ligando irmãos do juiz a parente do investigado. No dia da própria nota, o ministro relator admitiu que ele também é sócio — até então oculto — do negócio. Apesar disso, o Supremo comunica ao país que não há qualquer suspeição. 


Não há suspeição, mas, politicamente, decidiram que a solução mais conveniente seria afastar o relator e publicar um desagravo. 


Com isso, o STF promoveu um rebaixamento abissal dos critérios de suspeição aplicáveis a todos os juízes do Brasil — e, junto, flexibilizou o princípio da indeclinabilidade, agora condicionado à conveniência política. São as novas diretrizes para as escolas da magistratura e para as faculdades de direito. Em nome de “altos interesses institucionais”.


A degradação que hoje emana do STF já é, de longe, a maior ameaça à democracia. Em pleno ano eleitoral, o Supremo alimenta feras, estimula o extremismo autoritário e dá razão a quem despreza a razão. 


A minoria de ministros que ainda preserva a estatura moral de juízes constitucionais, ao assinar a nota, deu sinais inequívocos de que está subjugada. O resgate da instituição terá de vir de forças democráticas dos outros Poderes e, sobretudo, da sociedade. 


O Brasil precisa se unir na defesa da Justiça e da democracia.




Revista Oeste











publicadaemhttps://rota2014.blogspot.com/2026/02/transparencia-internacional-degradacao.html

ANTES DE PERTENCER -PENSE

 Por Alex Pipkin, PhD em Administração


O maior empobrecimento intelectual do nosso tempo não é a falta de informação, é o excesso de certezas baratas.

Nunca tivemos tanto acesso ao conhecimento e, ainda assim, tornou-se raro encontrar quem esteja disposto ao trabalho mais exigente que existe; o de pensar por conta própria. Pensar, no sentido pleno, é um ato de coragem, porque quase sempre nos afasta do conforto das maiorias, e das respectivas certezas “da massa”.

As redes sociais prometeram ampliar horizontes, mas, silenciosamente, estreitaram muitos deles. Criaram ambientes onde quase tudo confirma o que já acreditamos. O contraditório passou a soar como afronta; a dúvida, como fraqueza. Pertencer aquece, já pensar expõe. E, pouco a pouco, o conforto emocional passou a valer mais do que a verdade, nua e crua.

Sigmund Freud, ao estudar a psicologia das massas, observou que o indivíduo, quando imerso no coletivo, tende a abdicar do próprio julgamento. A massa não pensa no sentido rigoroso; ela absorve, repete e amplifica. Não porque seja composta por pessoas incapazes, mas porque o pertencimento produz uma espécie de anestesia crítica. Pensar dá trabalho; seguir a corrente oferece alívio imediato.

Faz pouco ouvi um jovem universitário repetir, com firmeza inabalável, um slogan político sobre um dos conflitos mais complexos do mundo. Havia convicção em sua voz embargada… verdadeiramente, a solidez enganosa das certezas nunca examinadas. Cantava “do rio ao mar” como quem enxerga a realidade com clareza absoluta. Perguntei, sem ironia: que rio? que mar? Ele não soube responder.

Não era ignorância no sentido comum. Era algo mais sutil. Era a substituição da compreensão pelo pertencimento.

Os jovens sempre desejaram melhorar o mundo, e há grandeza nesse impulso. O risco começa quando o idealismo perde a curiosidade; quando a causa chega antes da pergunta e a resposta antecede o entendimento. Nesse instante, a mente deixa de ser um território de descoberta e passa a funcionar apenas como um eco.

A história nos lembra, com frequência espartana, que erros persistentes raramente nascem da maldade. Nascem, quase sempre, de convicções apressadas protegidas pela sensação de virtude.

Existe uma sedução poderosa em terceirizar o próprio julgamento. Aderir é fácil; pensar exige coragem e disciplina. Aderir oferece segurança imediata; pensar, muitas vezes, exige suportar a solidão. Mas é justamente nessa solidão que a autonomia se forma. Quem não tolera ficar intelectualmente só dificilmente descobrirá se suas ideias são realmente suas.

Precisamos reaprender o valor de uma pausa séria. Esse é quase um ato de responsabilidade intelectual. Antes de compartilhar uma “certeza”, investigue. Antes de defender uma ideia, conceda espaço à dúvida. Antes de pertencer, pergunte a si mesmo se houve realmente um pensamento embasado em conhecimento, lógica e fatos, ou se trata apenas da aceitação confortável de uma narrativa enlatada.

Talvez a divisão mais profunda do nosso tempo não esteja entre ideologias opostas, mas entre duas posturas diante da vida. Sim, entre aqueles que examinam o que acreditam e os que apenas repetem o que ouviram, no estilo do velho e errático “telefone sem fio”.

Pensem, pensem nisso. Porque liberdade intelectual não é dizer o que se pensa.

É, antes de tudo, ter pensado, com rigor e coerência, antes de dizer.






















https://www.pontocritico.com/espaco-pensar-artigo/antes-de-pertencer-pense--100226

Vaza suspeita de que reunião no STF foi gravada! Veja falas dos ministros!

 andrémarsiglia/youtube


vaza suspeita de que reunião no STF foi gravada! Veja falas dos ministros!



Toffoli caiu. Moraes é o próximo! PF prepara novo relatório explosivo!

 deltandallagnol/youtube


Toffoli caiu. Moraes é o próximo! PF prepara novo relatório explosivo!


clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=KLlEmIoRuww

FRAUDE NO FGTS

 @NOVAKREIS/X


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MÁFIA DOS CARTÓRIOS

 FRANZNOVAK/FACEBOOK


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COMO UMA VEIA PODE SER DESOBSTRUIDA

 ministrodaeducação/facebook


COMO UMA VEIA PODE SER DESOBSTRUIDA




sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Fim do carro popular: Carros novos duram menos e custam mais para manter

 Leandro Ávila 


Você já se perguntou por que um carro popular hoje custa o dobro do que custava há dez anos, mesmo considerando a inflação?

A resposta está nas regulações governamentais que transformaram o automóvel simples e durável em uma máquina complexa, cara de manter e programada para a obsolescência.

O que vendem como progresso ambiental está, na prática, corroendo o patrimônio das famílias brasileiras e destruindo a possibilidade de mobilidade individual acessível.

O preço invisível das regulações

Cada sistema de controle de emissões instalado em um carro moderno representa uma camada adicional de custos que recai sobre você.

O DPF (filtro de partículas diesel), o EGR (recirculação de gases de escape) e o SCR (redução catalítica seletiva) existem porque regulações europeias e depois brasileiras determinaram limites cada vez mais restritivos para emissões atmosféricas.

Nenhum desses sistemas melhora o desempenho do veículo, aumenta sua durabilidade ou facilita sua manutenção, pelo contrário.

Um SUV diesel equipado com DPF que circula apenas em trânsito urbano (condição comum para milhões de brasileiros) acumula partículas no filtro porque o motor nunca atinge a temperatura necessária para a regeneração automática.

O proprietário então precisa levar o veículo à oficina especializada para descarbonização do filtro, procedimento que pode custar entre R$ 800 e R$ 2.000, dependendo do modelo.

Quando a carbonização é severa, a substituição do DPF pode chegar a R$ 8.000 ou mais. Um carro sem esse sistema simplesmente não teria esse problema nem esse custo.

A válvula EGR, outro dispositivo de controle de emissões, carboniza com o uso normal do motor diesel. A limpeza ou substituição dessa peça custa entre R$ 1.500 e R$ 4.000 na maioria dos modelos de marcas europeias vendidas no Brasil.

O sistema SCR, presente em carros diesels, adiciona ainda mais pontos de falha com suas válvulas de injeção de ureia, sensores e bomba de pressão. Cada componente representa uma futura visita à oficina e um novo impacto no orçamento familiar.

Vou listar e comentar alguns exemplos de tecnologias caras, muitas delas impostas pelos políticos, que retiraram de circulação muitos veículos populares do Brasil. Somente entre 2021-2022, foram descontinuados 59 modelos e 15 motores de uma só vez devido à entrada em vigor de leis relacionadas a tecnologias que vou citar a seguir (Proconve L7). Esta foi provavelmente a maior descontinuação simultânea da história do mercado automotivo brasileiro. Ela extinguiu carros com motores: Volkswagen 1.6 EA111 (motor que equipava Gol, Voyage, Saveiro, Fox), Fiat Fire 1.0 e 1.4, Stellantis 1.8 E.torQ, Renault F4R e Chevrolet 1.0 SPE/4 que estavam em 59 veículos diferentes. Em 2025 ocorreu a segunda onda de destruição (Proconve L7). A Toyota descontinuou as versões GR-Sport da Hilux e SW4 porque o motor 2.8 turbodiesel não tinha compatibilidade com o sistema exigido pelo governo brasileiro Outros modelos afetados em 2024-2025: Renault Logan (após 17 anos), Toyota Yaris Sedã, Hyundai Creta Action, Nissan Leaf, Chevrolet Bolt, Peugeot e-208 e diversos outros. Esse processo de interferência do governo nos carros ainda não terminou e tudo indique vai piorar gradualmente até 2029, promovendo a definitiva extinção do carro popular.

Vamos aos exemplos.

O start-stop e a multiplicação oculta de custos

O sistema start-stop (desligamento automático do motor em paradas) foi imposto por regulações de eficiência energética na Europa por volta de 2010. A promessa era reduzir consumo e emissões em trânsito urbano. O custo real dessa “economia” recai sobre três áreas que você paga caro.

Primeiro, as baterias. Aquela bateria de chumbo convencional de R$ 400 que durava cinco anos foi substituída por uma bateria AGM que custa R$ 1.200 ou mais. Alguns modelos alemães usam duas baterias (uma principal e uma auxiliar), dobrando o custo de manutenção. Carros mais novos já vêm com baterias de lítio de 12V que custam R$ 30.000 (não é erro de digitação) e exigem programação eletrônica para substituição.

Segundo, os componentes internos do motor. Um motor convencional dá duas partidas por dia (manhã e tarde). Um motor com start-stop dá 200 partidas por dia em uso urbano. Para compensar o desgaste multiplicado por cem, fabricantes tiveram que usar revestimentos especiais em bronzinas, pistões grafitados, camisas com tratamento de molibdênio e outros materiais caros. Quando esses componentes falham após a garantia, o custo de reparo pode exceder o valor de mercado do veículo.

Terceiro, você ganha uma ilusão de economia no dia a dia (talvez 5% de combustível) enquanto compromete a durabilidade de longo prazo do veículo. A conta não fecha quando você considera o custo total de propriedade.

A armadilha dos motores turbo e injeção direta

As regulações de emissões também forçaram a substituição de motores aspirados simples por motores turbocomprimidos com injeção direta. O discurso oficial fala em “downsizing” (motor menor, mais eficiente). A realidade mecânica mostra um aumento exponencial de complexidade e custos.

Um motor aspirado 1.6 de injeção indireta tinha componentes simples. A bomba de combustível elétrica no tanque custava R$ 300 para substituir. Os bicos injetores de plástico custavam R$ 100 cada. O sistema não tinha intercooler, não tinha bomba de alta pressão, não tinha válvula wastegate, não tinha atuador eletrônico de turbo. Quando algo quebrava, o diagnóstico era direto e o reparo, acessível.

Compare com um motor 1.0 turbo de três cilindros com injeção direta. A bomba de alta pressão (feita de aço inoxidável para suportar 200 bar) custa entre R$ 3.000 e R$ 5.000. Os injetores piezoelétricos custam R$ 800 a R$ 1.500 cada. O turbocompressor custa entre R$ 4.000 e R$ 8.000. Quando o turbo quebra por falta de troca de óleo (comum após a garantia, quando manutenção é negligenciada), a falha pode contaminar todo o sistema de lubrificação e condenar o motor inteiro. O custo de um motor novo pode chegar a R$ 25.000 ou mais em alguns modelos.

A ironia é que fabricantes vendem esses motores como “modernos” e “eficientes” quando na verdade são bombas-relógio financeiras para quem pretende manter o carro por mais de cinco anos. Motores aspirados dos anos 2000 rodavam tranquilamente 300.000 km com manutenção básica. Motores turbo de injeção direta começam a apresentar problemas sérios após 100.000 km, especialmente quando saem da garantia.

Câmbios automatizados e o fim da durabilidade

Outro exemplo de regulação que destrói patrimônio está nos câmbios de dupla embreagem. Legislações europeias de 2010 exigiram melhorias de eficiência que tornaram câmbios manuais “inadequados” do ponto de vista regulatório. A solução da indústria foi adotar câmbios robotizados (dupla embreagem) que teoricamente entregam 3% a 5% mais eficiência que um automático convencional.

O câmbio manual de cinco marchas custava R$ 2.000 para reconstruir completamente em uma oficina independente. Durava facilmente 300.000 km quando bem operado. O câmbio de dupla embreagem tem uma peça chamada mecatrônica que integra funções hidráulicas, eletrônicas e mecânicas em um único módulo. Quando a mecatrônica falha, o custo de substituição varia entre R$ 8.000 e R$ 25.000, dependendo do modelo. Em alguns casos, esse valor representa 40% do valor de mercado do carro usado.

Oficinas especializadas relatam que mecatrônicas começam a apresentar problemas após 80.000 km em uso urbano severo (trânsito pesado, arranques constantes). O proprietário descobre que aquele câmbio “moderno” e “eficiente” custará mais para consertar do que o carro inteiro valia no início dos problemas. A tendência é descartar o veículo e comprar outro, perpetuando o ciclo de consumo e endividamento.

A contradição fundamental da sustentabilidade forçada

Aqui está o ponto que ninguém menciona quando defende regulações ambientais cada vez mais rígidas para automóveis: essas mesmas regulações estão tornando carros descartáveis. Um GM Classic 1.0 de 2010, com motor aspirado, injeção indireta e câmbio manual, ainda roda perfeitamente hoje com manutenção básica. Muitos desses carros completaram 200.000 km e continuam servindo famílias. O custo de manutenção anual fica entre R$ 1.500 e R$ 2.500 (óleo, filtros, pastilhas, pneus).

Um carro 2020 equipado com motor turbo, injeção direta, câmbio automatizado, sistema start-stop, DPF, EGR e toda a parafernália regulatória começa a apresentar problemas caros após 100.000 km. O proprietário enfrenta um dilema: gastar R$ 15.000 a R$ 30.000 em reparos de um carro que vale R$ 50.000 no mercado, ou descartar e comprar outro. A maioria escolhe descartar.

O resultado prático é que regulações “ambientais” estão reduzindo drasticamente a vida útil dos automóveis. Carros que poderiam durar 20 anos com engenharia simples agora duram 10 anos ou menos antes de se tornarem economicamente inviáveis de manter. Isso significa mais carros descartados, mais recursos naturais consumidos na fabricação de veículos novos, mais energia gasta em fundições e montadoras. A pegada ambiental total aumenta enquanto o discurso fala em sustentabilidade. Por outro lado, as oficinas ficam lotadas de clientes. A indústria produz e vende mais peças e mais carros para repor os que serão jogados no lixo. O discurso é uma grande armadilha.

Veículos elétricos e a próxima onda de obsolescência programada

O próximo capítulo dessa história envolve veículos elétricos sendo empurrados por regulações cada vez mais restritivas para motores a combustão. Muitos países europeus já anunciaram proibição de venda de carros novos a combustão entre 2030 e 2035. No Brasil, incentivos fiscais e pressões regulatórias caminham na mesma direção.

O carro elétrico mais barato disponível hoje no Brasil custa cerca de R$ 100.000 (após reduções recentes forçadas pela concorrência chinesa). Compare com um Chevrolet Classic que custava R$ 30.000 em 2010, equivalente a cerca de R$ 50.000 corrigidos pela inflação até hoje. O carro elétrico custa o dobro para fazer o mesmo trabalho básico: transportar quatro pessoas e alguma carga.

A autonomia real de 160 km limita severamente o uso prático. A bateria (componente mais caro do veículo) degrada com o tempo e o custo de substituição após 8 a 10 anos pode chegar a R$ 50.000 ou mais, dependendo do modelo. Oficinas independentes não conseguem fazer manutenção porque fabricantes controlam ferramentas de diagnóstico e peças. O proprietário fica refém da rede autorizada enquanto o carro mantiver algum valor.

Aqui está a questão crucial: fabricantes chineses dominam a produção de veículos elétricos populares porque aplicam a mesma filosofia de produtos eletrônicos de consumo. Smartphones, tablets e notebooks chineses são baratos, funcionais por dois ou três anos e depois são descartados. Baterias não são substituíveis ou custam quase o preço de um aparelho novo. A lógica é vender volume, não durabilidade. Essa mentalidade já está contaminando o mercado automotivo através dos veículos elétricos.

O caminho japonês versus o caminho europeu versus a armadilha chinesa

Fabricantes japoneses sempre priorizaram simplicidade mecânica e durabilidade, talvez por ser algo cultural. Motores aspirados, câmbios automáticos convencionais (não robotizados), componentes padronizados, manutenção descomplicada. Um Toyota Corolla ou Honda Civic de 15 anos ainda é um carro confiável e economicamente viável de manter. Peças são abundantes, oficinas independentes conseguem fazer serviço, custos são previsíveis.

Fabricantes europeus adotaram o caminho oposto. Engenharia complexa, motores turbo, câmbios robotizados, sistemas eletrônicos integrados, componentes proprietários. Um Volkswagen Golf ou Peugeot 308 de 10 anos começa a dar problemas caros. Oficinas independentes têm dificuldade com diagnóstico porque fabricantes trancam acesso a ferramentas. Peças são caras e muitas vezes só disponíveis na rede autorizada. O carro se torna um passivo financeiro.

Fabricantes chineses seguem a lógica de produtos descartáveis. Preços iniciais baixos (subsidiados), componentes integrados que não permitem reparo parcial, ausência de rede de peças e serviços de longo prazo. Um carro elétrico chines, como os vendidos no Brasil, pode funcionar bem nos primeiros anos, mas o que acontece após 10 anos quando a bateria degrada e componentes eletrônicos falham? Não sabemos porque esses carros ainda não têm histórico. A experiência com eletrônicos chineses sugere descartabilidade.

A mobilidade como serviço e o confisco silencioso da propriedade

O Fórum Econômico Mundial promove uma visão de futuro onde “você não terá nada e será feliz“. Parte dessa visão envolve substituir propriedade de automóveis por “mobilidade como serviço”. Aplicativos de transporte, carros compartilhados, aluguel por assinatura, transporte público. A ideia é que você não precisa possuir um carro, apenas ter acesso temporário quando necessário.

Regulações cada vez mais severas para automóveis particulares ajudam a empurrar essa agenda. Quando um carro popular custa R$ 100.000, quando a manutenção após garantia consome 20% do valor do veículo, quando a desvalorização é brutal, quando estacionamento se torna proibitivo, quando impostos sobre combustível explodem, a posse de automóvel deixa de fazer sentido econômico para muitas famílias.

O resultado é perda de autonomia. Você não decide mais quando sair, para onde ir, que desvios fazer, quantas pessoas levar, quanto tempo ficar. Você depende de disponibilidade de serviço, de tarifas variáveis, de privacidade zero (toda viagem é rastreada e registrada). Você perde liberdade real enquanto ganha “conveniência” controlada.

Essa transformação representa um empobrecimento genuíno. Quando você perde a capacidade de comprar um bem durável que serve sua família por décadas, os políticos chamam isso de “progresso” e “sustentabilidade”. Isso é uma regressão disfarçada de modernidade.

Como proteger seu patrimônio nesse cenário

A primeira medida de proteção é reconhecer a realidade: carros estão sendo transformados em passivos financeiros através de regulações que aumentam complexidade e reduzem durabilidade. Sua estratégia deve considerar esse contexto.

Se você tem um carro simples e durável (motor aspirado, câmbio manual ou automático convencional, poucas eletrônicas), mantenha-o funcionando o máximo possível. Invista em manutenção preventiva rigorosa. Um carro de 15 anos bem mantido custa muito menos do que um carro novo complexo, mesmo somando todos os gastos de manutenção.

Se você precisa comprar carro, priorize simplicidade sobre “modernidade”. Motores aspirados ainda existem em alguns modelos. Câmbios manuais ainda são oferecidos. Evite primeiras gerações de tecnologias complexas (deixe outros pagarem para serem cobaias). Considere marcas japonesas que mantêm filosofia de durabilidade. Desconfie de veículos elétricos baratos de fabricantes sem histórico de longo prazo.

Calcule custo total de propriedade, não apenas preço inicial. Aquele carro R$ 10.000 mais barato pode custar R$ 50.000 a mais em manutenção ao longo de 10 anos. Pesquise histórico de confiabilidade, custos de peças, disponibilidade de serviço em oficinas independentes. Faça contas considerando que você vai manter o carro por 10 ou 15 anos, não trocá-lo a cada três.

Mantenha reserva financeira para manutenção. Carros complexos têm reparos caros e imprevisíveis. Se você não tem R$ 10.000 a R$ 15.000 guardados especificamente para emergências do carro, você não tem margem de segurança. Preste atenção em comportamentos anormais (ruídos, vibrações, luzes de advertência) e resolva problemas cedo, antes que se tornem catastróficos.

A batalha pela mobilidade individual

Regulações ambientais apresentadas como “progresso” estão destruindo a possibilidade de famílias comuns possuírem automóveis duráveis e acessíveis. Sistemas complexos impostos por lei aumentam custos, reduzem confiabilidade e transformam carros em bens descartáveis. O resultado prático é empobrecimento: mais dinheiro gasto em depreciação e manutenção, menos patrimônio acumulado, menor liberdade de movimento.

A contradição é evidente. Regulações que alegam proteger o ambiente estão multiplicando o descarte de veículos, aumentando o consumo de recursos naturais para fabricar carros novos e concentrando poder em fabricantes e governos que controlam padrões técnicos. Famílias perdem enquanto o discurso sustentável avança.

Você não é obrigado a aceitar passivamente essa transformação. Pode escolher simplicidade em vez de complexidade, durabilidade em vez de novidade, autonomia em vez de dependência. Pode manter seu carro funcionando por décadas se ele for mecanicamente simples. Pode recusar a narrativa de que veículos descartáveis representam progresso. Pode não votar em políticos que defendem esses erros.

A liberdade de ir e vir depende da capacidade de possuir meios de transporte que você controla. Quando isso se torna economicamente inviável para a maioria, liberdade se transforma em privilégio. Seu bolso e sua autonomia estão em jogo nessa batalha disfarçada.

Este artigo traz informações técnicas sobre mecânica automotiva baseadas em vídeo. O vídeo é de um mecânico que alerta sobre como as regulações dos políticos estão encarecendo a manutenção dos carros, embora ele mesmo declare estar satisfeito com sua oficina cheia de carros que precisam de reparos complexos e caros.

Oficinas mecânicas, indústrias de peças e veículos, bancos e políticos (que cobram mais impostos) ficam muito felizes quando você apoia essas ideologias e tecnologias caras que obrigam você a trabalhar mais, gastar mais, se endividar mais e pagar mais impostos. O resultado ambiental, porém, será milhões de toneladas de lixo automotivo espalhado pelo planeta todos os meses, material que vai exigir mais impostos, mais regulações, mais poder e dinheiro para os políticos.

Este artigo foi originalmente publicado no site Clube dos Poupadores












publicadaemhttps://mises.org.br/artigos/17547/fim-do-carro-popular-carros-novos-duram-menos-e-custam-mais-para-manter/.

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