Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

O Brasil no mapa do colapso

   Claudio Apolinario

     Os números dizem onde estamos. A questão é se estamos dispostos a olhar.

Toda criança nasce com 100% do seu potencial. O Banco Mundial mede isso através do Índice de Capital Humano — um indicador que calcula quanto desse potencial será aproveitado quando ela chegar à vida adulta. No Brasil, esse número é 55%. Os outros 45% o sistema consome no decorrer da vida. Quando se acrescenta o desemprego a essa conta, o potencial humano desta criança cai para 33%. Esses dados não são de um instituto de oposição. São do Banco Mundial, publicados em 2024.

Se considerarmos os 33%, isso significa que o Brasil desperdiça dois terços do potencial de cada criança que nasce aqui. Não por falta de dinheiro — o país arrecada como nação rica. Não por falta de lei — a Constituição garante educação e saúde como direitos. Isso acontece por uma razão mais difícil de admitir: falha de caráter institucional — um Estado que cresceu para servir a si mesmo e parou de entregar para quem financia.

Isso tem um nome. Não é crise passageira. Não é uma fase difícil. É colapso institucional em câmera lenta — silencioso o suficiente para ser ignorado, mas visível o suficiente para quem quer enxergar.

Em 2024, o Brasil atingiu a pior nota da sua história no Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional: 34 pontos numa escala de 0 a 100 — onde 0 significa o país mais corrupto do mundo e 100 significa o mais íntegro. Em doze anos, o país caiu 38 posições e hoje ocupa a 107ª posição entre 180 países. A Dinamarca, considerada o país mais íntegro do mundo, pontua 90. A média global é 43. O Brasil está abaixo da média do mundo. Com 34 pontos, o país ficou a apenas 1 ponto da média dos países classificados pela Transparência Internacional como regimes autoritários.

Esse índice não mede o quanto se rouba. Mede o que especialistas, empresários e analistas pensam sobre a honestidade de quem governa o país. E o que percebem é um Estado que perdeu o limite entre servir ao cidadão e servir a si mesmo.

A confiança nas instituições segue o mesmo caminho. Uma pesquisa da Genial/Quaest com 12.150 pessoas, realizada em agosto de 2025, mostrou que a desconfiança cresceu nos últimos quatro anos em praticamente tudo: Congresso, partidos, STF, imprensa, polícia, forças armadas.

O Congresso foi o único que perdeu confiança em todos os grupos ao mesmo tempo — tanto entre quem votou no governo quanto entre quem votou na oposição. Ninguém está satisfeito. E esse é talvez o dado mais revelador de todos.

O Brasil está entre as 10 maiores economias do mundo. Tem mais de 200 milhões de habitantes, terra fértil, petróleo, minério e um dos maiores setores agrícolas do planeta.

Mas quando a pergunta muda — quando deixa de ser “quanto o país produz” e passa a ser “o que isso vale na vida do cidadão comum” — o Brasil some da lista dos 10 melhores países e vira um país que tem muito e entrega pouco.

Essa diferença importa. Um país pobre precisa de mais riqueza. Um país que desperdiça o que tem precisa de um choque de realidade. O Brasil é o segundo caso.

Um país que arrecada como rico e entrega como pobre não tem problema de recurso. Tem problema de caráter. De quem decide para onde o dinheiro vai. De quem deveria fiscalizar e não fiscaliza. De quem elege e não cobra.

Esses números não são acusação. São diagnóstico. E diagnóstico preciso é o primeiro passo de qualquer mudança real.

Cada um desses números, isolado, parece grave. Juntos, eles formam o mapa de um colapso. Não o colapso de um governo ou de um partido. O colapso de um país onde o Estado perdeu o limite moral e parou de trabalhar para o cidadão — e começou a trabalhar para quem está no poder.

Porque não se conserta o que não se consegue enxergar. E enxergar começa por admitir que o problema não está só em Brasília — está em cada escolha que fazemos como eleitores, como cidadãos e como pessoas.

*           O autor, Claudio Apolinario, é articulista e analista político.









publicadaemhttps://www.puggina.org/outros-autores-artigo/o-brasil-no-mapa-do-colapso__18701


Quem diz que a direita é contra as mulheres ignora a História

  Lucas Berlanza


É óbvio que os esquerdistas mentem quando sustentam que liberais e conservadores são “contra as mulheres”, como se “esquerda” e “defesa da dignidade feminina” fossem intrinsecamente ligadas. Os próprios esquerdistas comumente só se lembram de defender e valorizar mulheres quando elas não são de “direita”. Se forem, podem ser tratadas como lixo.

No entanto, temos visto um excesso de comentários e posicionamentos boçais e totalmente inconsequentes vindos de quem deveria estar preocupado com as eleitoras no próximo pleito presidencial. Até INFLUENCIADORA defendendo que mulheres não deveriam votar! Essa estupidez não faz nenhum sentido e não nos ajuda em nada.

Por certo tempo, acreditava-se que, sustentada financeiramente pelo marido, a mulher deveria se recolher totalmente às questões domésticas, o que significaria que não teria o que fazer como cidadã nas questões públicas.

Lideranças políticas e intelectuais como a estadista conservadora britânica Margaret Thatcher (1925-2013); minha saudosa amiga Sandra Cavalcanti (1925-2022), grande liderança udenista; as inspiradoras do libertarianismo norte-americano Rose Wilder Lane (1886-1968) e Isabel Paterson (1886-1961); as girondinas e abolicionistas Olympe de Gouges (1748-1793) e Mary Wollstonecraft (1759-1797); a grande pensadora e romancista Madame de Staël (1766-1817) ou a grande parceira de John Stuart Mill (1806-1873), Harriet Taylor Mill (1807-1858), não teriam voz nem vez.

Esses exemplos ilustram a importância do indivíduo para o pensamento liberal. Sem prejuízo para os corpos intermediários da sociedade, como as famílias e associações, que são fundamentais, enfatizar o indivíduo é necessário. No começo, o pensamento liberal conviveu com a escravidão, o voto censitário e a exclusão da mulher do processo político-eleitoral propriamente dito. Maturadas, porém, as ideias liberais demonstram que o ser humano, dotado de razão e autonomia decisória, é digno em si mesmo, independentemente de sexo, riqueza ou cor de pele. Obviamente, mulheres e homens não são iguais em absoluto, mas nenhum argumento que os diferencie em direitos é admissível.









publicadamhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/historia/quem-diz-que-a-direita-e-contra-as-mulheres-ignora-a-historia/

A sutil e perigosa linha da galhofa

     Dartagnan da Silva Zanela


    O filósofo Cornelius Castoriadis dizia que a crença expressa pelas sociedades democráticas no poder do sufrágio universal seria similar à crença dos católicos na presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento.

Ao lermos essas palavras do referido filósofo, podemos ficar um tanto aturdidos com o seu viés anarquista e um tanto anticlerical; porém, suas observações são, no meu entender, de grande relevância para melhor compreendermos os assim chamados "ataques à democracia".

Dito isso, vem comigo: como todos nós sabemos, há muitíssimos casos de transubstanciação eucarística que foram cuidadosamente documentados, e o foram porque, antes de qualquer coisa, são submetidos a uma rigorosa série de exames. Aliás, este é o procedimento adotado pela Santa Sé quando o assunto são milagres. Trocando em miúdos, esse babado é levado muitíssimo a sério.

Agora, quando o assunto é a expressão cristalina da vontade popular através do sufrágio universal, nós podemos colocá-lo à prova? Podemos colocar em dúvida o poder dos votos dos cidadãos? Eis aí uma pergunta que há séculos é examinada por inúmeros filósofos, a partir dos mais variados prismas e pontos de vista.

Mas por que cargas d'água tantos filósofos questionaram — e questionam — a segurança da democracia? Ora, meu caro Watson, porque não são poucas as pontas soltas apresentadas pela história dos experimentos democráticos, e muitos são os descaminhos trilhados por tais experimentos; por isso, tais questionamentos não representam uma ameaça ao "Estado Democrático de Direito" — muito pelo contrário, eles são de fundamental importância para o seu aprimoramento.

Lembremo-nos: nenhuma instituição humana se fortalece se for mantida imune ao exame, em uma bolha asséptica.

De mais a mais, todo aquele que tem um conhecimento minimamente razoável sobre a história sabe muitíssimo bem que o questionamento é a principal ferramenta desenvolvida pela humanidade para o aprimoramento dos indivíduos e das instituições edificadas por nossas mãos através dos séculos. Se não houvesse dúvidas (que em sua época eram consideradas indevidas e inapropriadas), talvez não tivéssemos nos tornado uma nação independente - e mais ou menos soberana - não é mesmo? Ou, quem sabe, as ditaduras que assombram a história republicana brasileira poderiam ter durado muito mais tempo.

Enfim, por essas e outras que, como nos lembra Sócrates, uma vida que não se permite ser examinada é uma vida indigna de ser vivida; e isso, caríssimo, vale também para as obras, ações e instituições humanas.

Se não levantarmos dúvidas sobre as nossas instituições e a respeito de nós mesmos, e se virmos a mera possibilidade de crítica como um ataque, uma ameaça ou algo que o valha, é sinal de que algo morreu em nossa alma e que, com o tempo, levará à bancarrota tudo aquilo de mais elevado que foi forjado por mãos humanas através dos séculos.

E, como diria Stanislaw Ponte Preta, é bom ultrapassarmos de tempos em tempos a sutil e perigosa linha da galhofa, porque tudo aquilo que não pode ser satirizado, definitivamente, não merece ser levado a sério — nem um pouco.

*         O autor, Dartagnan da Silva Zanela, é professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de "NAS ENTRANHAS DO LEVIATÃ", entre outros livros.













publicadaemhttps://www.puggina.org/outros-autores-artigo/a-sutil-e-perigosa-linha-da-galhofa__18700

Lula quebrou o Brasil

 Raphaela Ribas - Revista Oeste


O país está à beira de uma recessão, cenário parecido com o produzido por Dilma


Foto: Montagem Revista Oeste/IA 

S e quiser salvar o país da falência, quem assumir a Presidência em 1º de janeiro de 2027 terá de desarmar uma bomba. Nos últimos quatro anos, e especialmente neste, Lula torrou bilhões em programas sociais para dar a falsa ideia de que o Brasil está melhorando. Como ocorreu em 2015, no início do segundo mandato de Dilma Rousseff, a conta vai ficar, de novo, no vermelho. O roteiro é muito parecido com o que levou ao impeachment de Dilma. A incerteza fiscal abala a confiança dos investidores a respeito da capacidade de pagamento do governo. Esse receio faz com que o dólar fique mais caro, o que, por sua vez, encarece uma grande parte de produtos. O aumento de custos é repassado ao consumidor, resultando em uma inflação que aperta o bolso. Para segurar a inflação, o Banco Central eleva a taxa básica de juros, a chamada Selic, a qual serve de referência para contratos e empréstimos. Na prática, o dinheiro vale menos no mercado e o custo de vida aumenta. É um ciclo vicioso.


Nos últimos quatro anos, e especialmente neste, Lula torrou bilhões em programas sociais para dar a falsa ideia de que o Brasil está melhorando - Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil


“A falta de confiança fiscal acaba chegando à inflação, ao crédito e ao crescimento”, explica André Braz, economista da FGV Ibre. “O problema é que juros tão altos deixam as contas do dia a dia mais caras e sufocam muitas famílias que não conseguem pagar suas dívidas. Com isso, a inadimplência bate recordes e o consumo do brasileiro despenca”. Somente em 2026, Lula torrou mais de R$ 187 bilhões num pacote de “bondades” que inclui subsídios, expansão do Minha Casa Minha Vida, Desenrola e Pé de Meia, entre outros.




Números assustam A dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) vem crescendo nos últimos quatro anos. Em 2022, era 71,7%. Neste ano em que Lula tenta se reeleger, somente até maio, a dívida chegou a 81,1% e a projeção do mercado é que passe dos 86% em 2026. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), até 2028 a dívida bruta pode alcançar 90%, e até 2030, 94,1% do PIB. 

A relação entre a dívida do governo e o PIB é uma das principais medidas da situação fiscal porque mostra o tamanho da dívida em comparação com a capacidade de geração de renda do país. Ela reflete os déficits acumulados e o peso dos juros. Mas há outros dados que evidenciam a piora fiscal no país. O déficit primário atingiu R$ 92,3 bilhões em junho de 2026 — número dez vezes superior aos R$ 9,8 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. O crescimento espantoso ocorreu porque as despesas do governo tem aumentado em proporção bem maior do que a capacidade de arrecadação, embora ela seja altíssima. É como se um chefe de família gastasse sempre mais do que recebe de salário. 

A dívida pública federal alcançou cerca de R$ 9 trilhões em maio de 2026. Nos cinco primeiros meses do ano, a arrecadação já havia chegado a R$ 3,3 trilhões. “O que vemos hoje é um cenário igual ou pior do que a tragédia com Dilma, a qual nos levou para a pior recessão do país, com crescimento desenfreado de gastos, tributos e dívida”, avalia Marina Helena, economista e ex-diretora do Ministério da Economia. “Tem que cortar de maneira geral, como os supersalários e verbas de municípios”, sugere. 

Os principais indicadores da economia vão mal. Nos últimos quatro anos, o PIB vem caindo, enquanto as taxas de juros e a inflação sobem. O dólar está baixando depois de chegar a R$ 6,19 em 2024 — a cotação mais alta em dez anos. A moeda também está vulnerável à pressão externa, com o preço do petróleo subindo por causa da guerra entre Estados Unidos e Irã — cerca de 20% da produção mundial passa pelo Estreito de Ormuz. 

Para piorar, “o tarifaço dos Estados Unidos vai afetar as exportações brasileiras, o crescimento econômico e a geração de emprego, o que atinge o orçamento das famílias, principalmente as mais pobres”, analisa Claudio Felisoni, professor da FIA Business School.








A dívida da dívida 

É aí que o nó da situação fiscal brasileira aperta. Uma das formas de o governo financiar seus gastos é com a venda de títulos públicos. Quando aumenta sua dívida em relação ao PIB, precisa vender mais títulos para ter fôlego financeiro. Mas, quando a dívida do país se torna muito grande e a previsão de estabilidade é turva, os investidores, receosos, exigem juros mais altos para emprestar dinheiro ao país.

Por isso, o Tesouro Direto oferece atualmente rentabilidade indexada à inflação oficial mais 8% de ganho real fixo todo ano (o IPCA+8%). A oferta é considerada uma rara oportunidade para quem investe. Já o mercado enxerga que o governo está gastando mais do que arrecada para compensar o risco de um calote ou de descontrole econômico. Além disso, é um dinheiro que vai para pagamento de dívida e não para investimentos. “Não por acaso, o Tesouro Nacional enfrenta dificuldade para vender títulos da dívida pública brasileira”, observa o comentarista de economia Carlo Cauti. “Bancos e corretoras preveem  uma alta forçada dos juros até o fim do ano para conter os preços.” 

No mercado financeiro, é difícil encontrar alguém que acredite que a meta de inflação de 3% será cumprida — com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. O próprio governo admitiu, ao subir a projeção para 5%. “O arcabouço fiscal perdeu força, enfrentando pressões por emendas parlamentares sem punições reais e sem compromisso do governo atual com o controle de despesas”, afirma Cauti, que ressalta outro ponto: as exceções. 

Para se blindar de não incorrer em nenhum crime fiscal, como aconteceu com Dilma, Lula vem conseguindo gastar mais com a ajuda do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso Nacional para validar grandes manobras econômicas fora do limite de despesa. Um exemplo recente é a decisão do STF de derrubar a idade mínima para aposentadoria especial de trabalhadores expostos a agentes nocivos à saúde. Isso pode elevar as despesas da União em R$ 7,8 bilhões até 2030. 




Carga pesada sem retorno 

Renato Opice, gestor de recursos financeiros e sócio da Rafter Investimentos, alerta que o impacto fiscal chega também ao comércio, à indústria e ao mercado de trabalho: “Se os juros não caírem, muitas empresas vão quebrar”, diz. “Ou faz uma reforma ou quebra, está insustentável, há enorme quantidade de empresas pedindo concordata, o dinheiro está caro.” Segundo Opice, o ambiente de negócios desfavorável tem levado companhias brasileiras a investir em outros países. A Lupo, por exemplo, expandiu sua produção no Paraguai para fugir dos altos custos operacionais no Brasil.

Opice e Marina Helena salientam que, além de o brasileiro pagar muito imposto, não tem retorno. O Brasil ocupa a última posição (30º) no ranking do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), que mede a conversão da carga tributária em serviços essenciais para a população. 

Diferentemente de nações desenvolvidas com carga tributária similar, o país não reverte os tributos em retornos efetivos para a sociedade. Ambos lembram do choque fiscal que Javier Milei aplicou na Argentina em 2023. Entre as ações que tiraram o país do vermelho, o governo eliminou repasses estatais que barateavam artificialmente as contas de luz, gás e água, paralisou obras e cortou ministérios.


A Lupo, por exemplo, expandiu sua produção no Paraguai para fugir dos altos custos operacionais no Brasil - Foto: Divulgação 


Há solução

O futuro presidente, no entendimento de muitos economistas, terá de ser muito claro a respeito de sua política econômica: se continuará gastando ou fará cortes e reajustes. Alguns defendem a ideia de rever planos na Educação, Saúde e Previdência e desvincular essas áreas do orçamento público. Outros, como o ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida, são contra mexer nas aposentadorias. Em entrevista à Oeste, Sachsida afirmou que uma equipe experiente consegue reverter o cenário atual em cerca de um ano e meio. O ex-ministro elaborou, com um grupo de cerca de 100 especialistas, um projeto com propostas legislativas focadas em crescimento, produtividade e inclusão social, que será entregue ao próximo presidente.

Para não mexer nos benefícios, será necessário promover um imediato enxugamento da máquina pública. Outra forma de melhorar a arrecadação do governo sem aumentar impostos seria a venda ou concessão de ativos da União, com os recursos direcionados à redução do endividamento. Na visão desses economistas, um programa fiscal consistente e de longo prazo ajudaria a reduzir a percepção de risco, estimular a entrada de investimentos, melhorar gradualmente a trajetória da dívida em relação ao PIB e reduzir os juros. 

Seja qual for o caminho escolhido pelo próximo presidente, o essencial é reconstruir a previsibilidade. “O país precisa mostrar que consegue controlar a dívida sem paralisar a economia e promover crescimento sem reacender a inflação”, afirma Braz. De outro modo, continuaremos presos a uma combinação conhecida: juros altos, câmbio vulnerável e crescimento abaixo do potencial.


Raphaela Ribas - Revista Oeste













publicadaemhttps://rota2014.blogspot.com/2026/07/lula-quebrou-o-brasil.html

MUDANÇAS NO APLICATIVO WHATSAPP - FIQUE POR DENTRO

 60+DIGITAL/FACEBOOK


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QUAL É A MAIOR FACÇÃO CRIMINOSA DO BRASIL?

 BRUNOFALCHETE/FACEBOOK


QUAL É A MAIOR FACÇÃO CRIMINOSA DO BRASIL?



Fachin Ataca Milei Após Xingamento Contra Moraes!

 andrémarsiglia/youtube


Fachin Ataca Milei Após Xingamento Contra Moraes!


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Lula Cria Crise Diplomática Com Argentina Para Defender Moraes!

 deltandallagnol/youtube


Lula Cria Crise Diplomática Com Argentina Para Defender Moraes!



Por que um deputado do PSOL defendeu uma condenada por ass*ss!nat0?

 rubinhonunes/youtube


Por que um deputado do PSOL defendeu uma condenada por ass*ss!nat0?


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"É UMA VERGONHA": Ministros do STJ são investigados por VENDA DE SENTENÇA

 / ALEXANDRE GARCIA/gazetadopovo


"É UMA VERGONHA": Ministros do STJ são investigados por VENDA DE SENTENÇA 

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domingo, 26 de julho de 2026

Devolva a toga, ministro -

 por Auigusto Nunes  Moraes não está preparado para arbitrar uma briga de galo 


No fim de 1967, arquivei a ideia de virar jornalista profissional. Aos 18 anos, baixei no Rio de Janeiro decidido a cursar a Faculdade Nacional de Direito, ingressar no Instituto Rio Branco e desfrutar da boa vida de diplomata, de preferência como embaixador em Paris. O projeto começou a fazer água em junho de 1968, quando fui eleito 2º vice-presidente do Centro Acadêmico Cândido de Oliveira, o CACO Livre. Passei a dividir meu tempo entre as obrigações de estudante e as atribuições de militante do movimento estudantil. Durante três meses, consegui aumentar a milhagem em passeatas sem deixar de aparecer de segunda a sexta na sala de aulas, ministradas por professores que esbanjavam saber jurídico.

As coisas mudaram em outubro: foram presos em São Paulo todos os participantes do congresso da União Nacional dos Estudantes. A maioria dos diretores do CACO estava entre os quase mil engaiolados. O presidente do centro acadêmico escapou porque não fora ao encontro, mas achou melhor manter distância da faculdade e sumiu de vez com a decretação do Ato Institucional número 5 em 13 de dezembro. O 1º vice também saiu de cena. Continuaram em circulação o secretário e o 2º vice-presidente. Coube a mim manter acesa a chama da revolução com falatórios diários no restaurante da faculdade.

Em abril de 1969, com pena da plateia castigada por discurseiras redundantes, reapareci na sala de aula. Tarde demais. No fim de 1969, o diretor da faculdade avisou-me que deveria escolher entre duas opções: se não mudasse de faculdade, seria expulso em dezembro. Resolvi perseguir o diploma em São Paulo. Desisti no fim do 3º ano e mergulhei de vez no jornalismo. A paixão pelo Direito e pela Justiça nunca arrefeceu. 

Há seis anos, comecei a desconfiar que meu diminuto saber jurídico é bem maior que o existente na cabeça do ministro Alexandre de Moraes. Aprendi, por exemplo, que ninguém pode ser preso em flagrante por ter criticado duramente ministros do Supremo num vídeo na internet. Sei que nenhum senador ou deputado pode ser punido por quaisquer opiniões, palavras ou votos. Sei que nenhum inquérito pode estender-se por anos. Sei que a Constituição garante a liberdade de expressão e proíbe a censura.

 Essas verdades elementares, ratificadas pelo professor Alexandre de Moraes no livro Direito Constitucional, foram mandadas às favas pelo ministro na perseguição ao deputado Daniel Silveira. Ou o autor do calhamaço é um homônimo do juiz togado ou Moraes protagonizou uma conversão mais amalucada que a sofrida pelo agora socialista Geraldo Alckmin. É só mais um caso entre milhares.

Para atormentar Daniel Silveira, o perseguidor patológico criou o flagrante perpétuo: se a prova do crime não sumiu das telinhas, continua valendo. Pensei nisso ao tropeçar num vídeo em que Moraes jura que nenhum integrante do Pretório Excelso se meteu em processos de que parentes participam como advogados. Transcrevo sem correções nem retoques uma prova definitiva de que Moraes difunde fake news, tortura a língua portuguesa, mente mais que Dilma Rousseff e não pode ser autorizado a arbitrar a mais bisonha briga de galo.

“Magistrado não pode ter ligação com o processo que julga. E um magistrado, todos os magistrados, inclusive os magistrados desta Suprema Corte, não julgam nunca nenhum caso em que tem ligação. E aí, presidente, volta a má fé. Porque aqui não se pode dizê nem que é má interpretação. Há má fé. Muitas pessoas, que querem prejudicá o Poder Judiciário e o Supremo Tribunal Federal, dizendo… e não se dão nem ao trabalho que seja pelo menos uma má fé honesta, se é que isso existe… de tentá disfarçá a ementa do julgamento, dizendo que este tribunal autorizô os magistrados a julgarem casos onde seus parentes são advogados. Essa mentira absurda vem sendo repetida, por ignorância, por má fé, por outros interesses econômicos escusos de prejudicá esse tribunal. “

Num concurso de oratória de improviso, Moraes não escaparia do zero com louvor. Transcrito, o palavrório deixaria ruborizado o pior aluno do Jardim da Infância. As ligações entre Daniel Vorcaro, Moraes e sua mulher advogada escancaram as falsidades que emergem de cada linha. Moraes fez mais que defender um cliente da doutora Viviane. Cobrado por Vorcaro, também tentou bloquear a prisão do banqueiro-bandido. 

Por essas e outras, o presidente Edson Fachin tem 48 horas — e, além dos aqui citados, outros 129 milhões de motivos — para exigir de Moraes o encerramento do Inquérito do Fim do Mundo, a desativação da fábrica de tornozeleiras eletrônicas, a imediata matrícula num cursinho intensivo de língua portuguesa e a devolução da toga. Não pode continuar no STF quem sabe muito menos que um advogado interrompido.


Augusto Nunes - Rvista Oeste















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CazéTV, Globo, bets e a sociedade brasileira mercantilista

   Adriano Dorta 


O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) emitiu uma medida liminar contra as propagandas de casas de apostas, as chamadas bets, no canal CazéTV, do youtuber Casimiro Miguel, o Cazé. O objetivo da medida liminar é suspender provisoriamente as propagandas até o julgamento final do caso.

Além do Conar, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão federal vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, abriu investigação contra a CazéTV após uma ação movida pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). Esse acontecimento mostra como a sociedade brasileira é mais parecida com uma sociedade mercantilista do que com uma sociedade capitalista.

O youtuber Cazé ficou famoso com suas lives sobre futebol. Com sua ascensão, criou uma base de espectadores nesse segmento. Cazé atingiu o auge dessa trajetória ao conseguir transmitir alguns jogos da Copa do Mundo de 2022. Antes disso, a emissora Globo tinha a exclusividade da transmissão do evento. Neste ano, o canal do youtuber conseguiu ir além: atingiu 18,3 milhões de dispositivos conectados simultaneamente contra 22,8 milhões da TV Globo. Um youtuber que começou fazendo lives no quarto de sua casa conseguiu rivalizar com o maior canal de televisão do país.

Para isso, o canal buscou recursos por meio de patrocinadores. O modelo é basicamente o mesmo usado por empresas como o Google. O acesso ao Google é gratuito; isso significa que você não paga diretamente pelo serviço. O lucro do Google vem dos patrocinadores, que pagam para ter sua marca divulgada nas páginas da empresa. Quanto maior o acesso, maior é o preço que o Google pode cobrar das empresas para anunciá-las.

Cazé fez a mesma estratégia. Ele e sua equipe foram em busca de patrocinadores que pagariam para ter suas marcas anunciadas nas propagandas do canal. Entre essas marcas, estão as bets.

Esse caso da CazéTV só aumenta a percepção de que a sociedade brasileira vive muito mais em um sistema mercantilista do que em um sistema capitalista. O argumento utilizado para que o Estado brasileiro fosse acionado contra a CazéTV foi o uso de propagandas de bets. Porém, a emissora que disputa audiência com o canal do YouTube apresentou o programa Big Brother Brasil entre 12 de janeiro e 21 de abril de 2026, e era possível ver propagandas de bets, mas nada aconteceu.

Também é possível ver propagandas de apostas em jogos do Campeonato Brasileiro, o Brasileirão, no canal Premiere — um canal que pertence ao Grupo Globo.

Para piorar a situação, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) proibiu a CazéTV de disputar os direitos de transmissão da Copa do Brasil. O problema é que a organização, a regulamentação e a negociação das cotas de televisão, dos patrocinadores e dos naming rights são responsabilidades da CBF, e o nome oficial do torneio neste ano é Copa Betano do Brasil, em referência a uma casa de apostas. Além disso, o campeonato conta com mais duas casas de apostas como patrocinadoras: a Betnacional e a Superbet.

Este texto não tem a intenção de expressar a minha opinião sobre as casas de apostas e suas propagandas na televisão. O objetivo é refletir sobre por que agentes públicos, políticos e a entidade privada que organiza o futebol no Brasil reagiram dessa forma contra um simples canal de YouTube. A CBF alega que a CazéTV não atende aos critérios financeiros. Porém, o canal conseguiu acesso a um evento muito maior, que é a Copa do Mundo, mas não passou nos critérios da CBF.

Em uma sociedade capitalista saudável, a regra deve ser geral, previsível e aplicada de maneira igual a todos os participantes do setor. Se propaganda de apostas é considerada abusiva, ela deve ser fiscalizada em todos os veículos, em todos os campeonatos e contra todos os agentes econômicos envolvidos. O problema está em usar a regulação de forma seletiva, especialmente quando o alvo é um novo concorrente que ameaça estruturas já estabelecidas. É nesse ponto que o Brasil se aproxima mais de uma sociedade mercantilista do que de uma sociedade genuinamente capitalista.

No capitalismo, empresas competem para conquistar consumidores. No mercantilismo, empresas competem para conquistar proteção, autorização, privilégio e tolerância do poder político. Em uma ordem capitalista, o sucesso da CazéTV deveria ser medido pela capacidade de atrair audiência, patrocinadores e entregar um produto que o público deseja consumir. Em uma ordem mercantilista, o sucesso passa a depender também da capacidade de sobreviver ao emaranhado de regras, pressões, órgãos, entidades e decisões que controlam o acesso ao mercado.

Uma ruptura na transmissão

A CazéTV representa justamente uma ruptura nesse setor. Um canal que começou na internet, com linguagem própria, mais leve e um orçamento muito menor conseguiu competir com empresas tradicionais que dominaram a transmissão esportiva no Brasil por décadas. Isso é capitalismo em sua forma mais clara: um novo entrante usando tecnologia, inovação e preferência do consumidor para desafiar incumbentes. Mas a reação das instituições ao crescimento desse novo competidor revela uma realidade diferente.

Quando o novo entrante cresce, incomoda e começa a disputar audiência, direitos de transmissão e dinheiro publicitário, o jogo deixa de ser apenas econômico e passa a ser político-regulatório. De repente, aquilo que era tolerado em vários espaços do futebol brasileiro passa a ser tratado como um problema urgente quando aparece no canal que ameaça a velha estrutura. A Globo é a emissora que mais recebe repasses do orçamento de publicidade do governo. Sob o governo Lula, a Globo recebeu R$ 270 milhões, o que representa 25,6% do total do orçamento entre 2023 e junho de 2026.

Para fins de comparação, o valor recebido pela Globo é 118% maior que o da Record, que recebeu R$ 122 milhões e é a segunda maior recebedora de recursos de publicidade da Presidência da República. A revista Oeste divulgou que a emissora já teria recebido R$ 10,2 bilhões entre 2000 e 2016. A contradição é evidente. O futebol brasileiro está profundamente financiado por casas de apostas. Há bets nos nomes dos campeonatos, nas placas de publicidade, nas transmissões, nos uniformes e nos intervalos. Mas, quando a CazéTV usa esse mesmo mercado publicitário para viabilizar sua transmissão gratuita e competir com gigantes tradicionais, surge uma pressão regulatória e institucional.

Um caso de poder

No mercantilismo clássico, reis concediam monopólios, licenças e privilégios a grupos próximos ao poder. O comerciante bem-sucedido não era necessariamente aquele que produzia melhor, mas aquele que conseguia comprar essas concessões dos reis. No Brasil atual, a lógica é parecida. A disputa econômica muitas vezes não é decidida pelo consumidor, mas por órgãos reguladores, decisões administrativas ou judiciais e relações políticas.

Em vez de ser punida pelos consumidores, a CazéTV foi vítima do sistema mercantilista contemporâneo brasileiro – a estrutura que pune quem quer ser o “getting ahead” para proteger os que são “staying ahead”. O grupo do staying ahead é composto por empresas e empresários que já estão no topo. Trata-se de uma elite econômica consolidada, cuja sobrevivência depende, em grande medida, de lucros e ganhos derivados de rent seeking. Para esse grupo, a concorrência deixa de ser oportunidade e passa a ser ameaça; por isso, seus membros tendem a usar o poder político para erguer barreiras à entrada, proteger mercados e a ordem existente excluindo ou barrando novos concorrentes.

Já o grupo do getting ahead é formado por aqueles que querem “chegar lá”: empreendedores inovadores que, em geral, não têm acesso direto ao poder político. Para eles, a única via legítima de ascensão é a inovação, a criação de valor, a expansão da oferta de bens e serviços que melhoram a vida das pessoas. O espírito empreendedor é, por natureza, criativo o suficiente para driblar barreiras e encontrar brechas — desde que essas barreiras não sejam institucionalmente intransponíveis. Uma sociedade mais livre é aquela em que esse segundo grupo consegue desafiar o primeiro em vez de ser bloqueado por uma muralha de privilégios legais.

Por isso, o caso CazéTV não é apenas sobre bets. É sobre privilégio e poder. É sobre um sistema econômico em que novos entrantes podem até crescer, desde que não cresçam demais. Porque, quando crescem a ponto de ameaçar os donos tradicionais do setor, descobrem que, no Brasil, o sucesso depende da aproximação com os “reis”. Enquanto, em uma sociedade capitalista, a eliminação dos concorrentes depende da decisão dos consumidores, no mercantilismo contemporâneo, essa eliminação ocorre por meio do uso seletivo das regras pelos donos do poder regulador, político ou judicial.

*Artigo publicado originalmente na revista Oeste.








publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/cazetv-globo-bets-e-a-sociedade-brasileira-mercantilista/

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