Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

-

CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

domingo, 8 de março de 2026

Estamos sustentando um Estado gigante… para colher miséria?

   Og Leme


Uma das mais preciosas lições da história nos ensina que a prosperidade dos povos depende sobretudo da existência de instituições capazes de tornar eficazes os direitos humanos e de criar uma atmosfera social de confiança recíproca entre as pessoas, de modo a minimizar a imprevisibilidade bem-sucedida; vale a palavra dada, o contrato livremente pactuado entre os agentes econômicos, e o sistema judiciário é eficaz.

Se contrastarmos a realidade brasileira com a ordem ideal descrita no parágrafo anterior, não escapamos da desoladora conclusão de que ainda estamos muito longe do nível de prosperidade e bem-estar que desejamos e de fato poderíamos conseguir. Continuamos atolados na “maldição” do país do futuro que tem tudo para dar certo, menos as instituições e o comportamento das pessoas…

A vocação para o mal é atributo humano e não há como eliminá-la; o que se pode fazer é diminuir o seu dano social potencial, limitando os poderes delegados às autoridades.

É lamentável, mas não se pode deixar de reconhecer que nosso país passa por grave crise de desorganização social, com a presença de todos as manifestações clássicas de patologia.

Razão para desespero? Não, razão para esperança. Esperança de que a continuação do agravamento da crise em que nos encontramos nos leve a repensar o papel do setor público e do processo político, e o consequente resgate das duas grandes instituições que vêm sendo degradadas no Brasil: o Estado de Direito e a Economia de Mercado.

É indispensável que nos lembremos sempre de que a vocação para o mal é atributo humano e não há como eliminá-la; o que se pode fazer é diminuir o seu dano social potencial, limitando os poderes delegados às autoridades que detêm os poderes coercitivos do Estado. O Estado mínimo minimiza a corrupção. E é o que se pode fazer, pois acabar com ela parece impossível.

*Artigo publicado originalmente com o título “Por que precisamos de um Estado mínimo?”.
















PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/teoria-economica/estamos-sustentando-um-estado-gigante-para-colher-miseria/

O FIM DA INFÂMIA E O RESGATE DA REPÚBLICA

 Por Alex Pipkin, PhD em Administração


O Brasil não atravessa uma crise; o país atravessa um sequestro institucional.
Chegou a hora de rasgar o véu do "juridiquês" elegante que, na prática, serve apenas como a luva de pelica que esconde o soco de uma máfia.
O que vemos de forma cristalina hoje é a metamorfose do Estado em um labirinto de conveniências, em que a toga se confunde com o escudo e a lei se torna o esconderijo dos gângsters.
Não estamos mais falando de meros desvios financeiros ou burocracia lenta. Estamos assistindo e falando de um sistema que convive com métodos de barbárie enquanto encastela figuras de olhar enviesado e protegidos das cortes. Onde está o "fiscal da lei"? A Procuradoria foi reduzida a um "caramelo" institucional, pronto para latir apenas sob comando, enquanto o país sangra em insegurança jurídica.
A verdade nua e crua é devastadora, pois a lei sem a coerção é apenas um conselho que os poderosos ignoram com o cinismo de quem murmura, de maneira singela, “fazemos o que queremos".
Para romper essa infâmia, a resposta não virá de uma reforma tímida, mas de um choque terminal de virtude.
Precisamos de senadores que não temam a "gaveta" de ministros, mas que temam a história. É preciso coragem legislativa para extinguir a vitaliciedade e impor mandatos fixos no STF, garantindo que ninguém se sinta dono do destino da nação por décadas. É urgente implodir o absolutismo das decisões monocráticas e exigir a responsabilização real de quem transforma a justiça em balcão de negócios.
Mas o Congresso só terá espinha dorsal se sentir o hálito da indignação popular nas nucas de Brasília. As redes sociais são o pavio, mas o transbordamento das ruas é o fogo que purifica.
A autoridade da Justiça não nasce de normas frias, mas do solo sagrado da confiança pública. Sem ela, os tribunais são apenas prédios caros habitados por sombras.
Salvar a Justiça de sua própria estrutura não é um ataque; é um ato de legítima defesa da República.
Definitivamente, é o grito final de uma nação que recusa ser governada pelo arbítrio disfarçado de processo.
Não há mais como procrastinar, ou restauramos o império da lei com a força da coragem, ou entregamos nossas chaves aos sicários do sistema.
O Brasil não espera mais prudência. O Brasil exige justiça.
















publicadaemhttps://www.pontocritico.com/espaco-pensar-artigo/o-fim-da-infamia-e-o-resgate-da-republica-050326

O BRASIL E O BEIJO NO CARRASCO

 Por Alex Pipkin, PhD em Administração


Desde 1979, o regime iraniano não deixa margem para dúvidas. “Morte à América” e “Morte a Israel” não são figuras de linguagem. São metas explícitas.
O que opera em Teerã não é uma diplomacia convencional; é uma patologia teocrática que pendura dissidentes em guindastes, açoita mulheres e terceiriza o sadismo para grupos terroristas como o Hamas.
Eu me pergunto: como chegamos ao ponto de ignorar o óbvio “lulante”? O financiamento do terror e a negação do Holocausto não são “detalhes” de percurso; são a espinha dorsal de um projeto de aniquilação. E é aqui que a nossa diplomacia mergulha na infâmia.
Ao condenar Israel e os EUA por tentarem frear o arsenal nuclear iraniano, o governo brasileiro faz uma escolha sórdida. Invoca-se a “soberania” como se ela fosse um salvo-conduto para tiranos que juram riscar o Estado de Israel do mapa. Transforma-se o Direito Internacional em um biombo de conveniência para esconder a face nua de um regime que odeia tudo o que o Ocidente representa.
Existe um padrão de cegueira deliberada no Itamaraty. Sempre que o tabuleiro opõe democracias imperfeitas a ditaduras absolutas, o Brasil se inclina com uma mesura servil em direção aos carrascos. É o velho e mofado “anti-imperialismo” de quem prefere abraçar déspotas a admitir que a liberdade dói, mas é o único caminho a seguir.
Lula não apenas se omite; ele escolhe. Ao flertar com a narrativa do Hamas após o massacre de 7 de outubro e retirar o Brasil da IHRA, ele tripudia sobre a tradição humanista brasileira. Sinto que, se o mal absoluto ressurgisse hoje sob uma bandeira “anti-hegemônica”, este governo o batizaria de “resistência”.
O sectarismo produz essa paralisia moral. O Brasil não está sendo independente. Está sendo pequeno, covarde e cúmplice.
A história não tem amnésia. Ela não perdoa quem disfarça o alinhamento ideológico com o verniz da prudência diplomática.
Ao se postar como advogado do abismo, o Brasil abandona sua grandeza para ser o conselheiro do eixo que quer ver o mundo em chamas, o eixo do mal.
É cristalino. É vergonhoso.
O rastro de sangue dessa escolha não será apagado por nenhuma nota oficial emitida de dentro de gabinetes vermelhos, verde-amarelos refrigerados.
O silêncio diante do mal é a assinatura da própria queda.
E lembrem. A história não perdoa quem estende o tapete vermelho para carrascos.















publicadaemhttps://www.pontocritico.com/espaco-pensar-artigo/o-brasil-e-o-beijo-no-carrasco-020326

NINE GASTA MAIS POR MÊS QUE BOLSONARO EM 4 ANOS

 RUBINHONUNES/X


NINE GASTA MAIS POR MÊS QUE BOLSONARO EM 4 ANOS



O QUE LEVA AS PESSOAS A ACREDITRAM NOS SEUS POLITICOS DE ESTIMAÇÃO?

 HENIOZI/FACEBOOK


O QUE LEVA AS PESSOAS A ACREDITRAM NOS SEUS POLITICOS DE ESTIMAÇÃO?




BRASIL PODE ESTAR ENTRANDO EM UMA GUERRA QUE NÃO É NOSSA

 PROFESSORCUCABR/FACEBOOK


BRASIL PODE ESTAR ENTRANDO EM UMA GUERRA QUE NÃO É NOSSA




O ERRO FATAL DO IMPÉRIO BRITANICO

 ISSOÉAVERDADE/FACEBOOK


O ERRO FATAL DO IMPÉRIO BRITANICO




ESSA É A REALIDADE

MACACOLÂNDIA/INSTAGRAM


ESSA É A REALIDADE



SOMOS ROUBADOS ATÉ NA FORMA COMO ELES INFORMAM O IMPOSTO PARA NÓS

 FINCLASS/FACEBOOK


SOMOS ROUBADOS ATÉ NA FORMA COMO ELES INFORMAM O IMPOSTO PARA NÓS




PAINHO ME TIROU DA POBREZA...

 ZEJUMENCIO/INSTAGRA


PAINHO ME TIROU DA POBREZA...



sábado, 7 de março de 2026

As digitais do autoritarismo e do socialismo no Código Florestal brasileiro

 MARCOSARAUJO


Você já se perguntou por que o Brasil é o único país do mundo a adotar um Código Florestal tão intervencionista e com severas restrições ao uso da propriedade rural? Para compreendermos essa peculiaridade, precisamos examinar a origem dessa legislação à luz do contexto sociopolítico e cultural brasileiro. Analisaremos essa questão sob três perspectivas: 1) Bases científicas para o código florestal; 2) Influência autoritária; e 3) Influência socialista.

1. Bases científicas para o código florestal

Grande parte do debate promovido pelos conservacionistas brasileiros sobre a necessidade de uma legislação florestal teve como fundamento a chamada “teoria do dessecamento”. Segundo essa teoria, surgida no final do século XVIII, a destruição da vegetação nativa levaria à redução da umidade do ar, à diminuição das chuvas e, consequentemente, à escassez dos mananciais hídricos. No final do século XIX, a expansão da cafeicultura promoveu o desmatamento em vastas áreas do Sudeste brasileiro, intensificando os temores de que poderia haver alterações climáticas locais
que levariam à desertificação, especialmente, na região sudeste do Brasil.

Alguns estados, motivados por essas preocupações, criaram legislações florestais próprias. O Rio Grande do Sul promulgou, em 1901, um regulamento sobre o Regime Florestal Estadual que estabelecia áreas de florestas protetoras. O Paraná seguiu em 1907, com um Código Florestal que também previa tais áreas como sendo de utilidade pública. Já Sergipe adotou seu código em 1913. Mas estas legislações não foram efetivas.

Em âmbito federal, a iniciativa só avançou em 1912, quando a Câmara dos Deputados instituiu uma comissão para discutir um possível Código Florestal. No entanto, deputados alheios ao movimento conservacionista consideravam a proposta impraticável para um país com as dimensões e a realidade socioeconômica e ambiental do Brasil. Assim, o resultado destas discussões foi o Decreto nº 4.421/1921, que criou o Serviço Florestal do Brasil e plantou algumas sementes para o futuro código.

Somente em 1934 foi promulgado o primeiro Código Florestal brasileiro. Posteriormente, surgiriam as versões de 1965 e de 2012. A partir da década de 1980, a teoria da Biogeografia de Ilhas e os princípios da Biologia da Conservação passaram a substituir a teoria do dessecamento como base científica para o aprimoramento do Código Florestal. O temor de que o desmatamento da Amazônia poderia afetar os denominados “rios voadores” representa um requentamento da teoria do dessecamento.

2. A digital do autoritarismo no código florestal

O forte viés intervencionista do Código Florestal pode ser compreendido à luz da influência do Positivismo de Augusto Comte, que ganhou destaque no Brasil no final do século XIX. Segundo Ricardo Vélez Rodríguez, um dos pilares dessa filosofia é a crença de que a sociedade deve caminhar, de forma inevitável, rumo a uma estrutura racional. Para isso, haveria duas possibilidades: investir massivamente na educação da população para que essa racionalidade emergisse espontaneamente ou, alternativamente, impor essa estrutura racional por meio da ação de uma elite
esclarecida.

No Rio Grande do Sul, prevaleceu a segunda via, consolidada pelas gestões de Júlio de Castilhos e Borges de Medeiros. Como aponta Antônio Paim, o castilhismo, “em síntese, eliminava o Poder Legislativo. A elaboração das leis passava a ser função do Executivo. Elegia-se uma Assembleia com a exclusiva atribuição de elaborar o orçamento e fiscalizar sua execução. Graças a isso, instaurou-se no Rio Grande uma autêntica República Positivista”.

Esse espírito autoritário marcou também a formulação do Código Florestal. As discussões no Congresso Nacional não avançaram até a Revolução de 1930, quando o Congresso foi fechado, os governadores depostos e a Constituição de 1891 revogada. O Poder Executivo passou a concentrar toda a atividade legislativa. Getúlio Vargas, influenciado pelo castilhismo, introduziu uma novidade importante à doutrina: o esforço de transformar questões políticas em problemas técnicos. Em 1931, criou uma subcomissão no Ministério da Justiça para elaborar uma proposta de Código Florestal. A proposta foi publicada no Diário Oficial ainda naquele ano, abrindo espaço para contribuições de diversos cientistas. O debate se estendeu até 1934, quando o primeiro Código Florestal foi finalmente promulgado.

Importa destacar que esse código — assim como outros diplomas ambientais da época — não foi fruto do processo legislativo parlamentar, mas da atuação de um grupo técnico que impôs sua visão de mundo à sociedade. Por isso, podemos qualificá-lo como produto de uma lógica autoritária.

3. A digital do socialismo no código florestal

A digital do socialismo no Código Florestal se evidencia na concepção de que os recursos naturais, como as florestas, devem estar submetidos a um controle coletivo exercido pelo Estado, substituindo a lógica da propriedade privada pela ideia de tutela pública do meio ambiente. Ela também se manifesta na lógica de centralização tecnocrática do planejamento territorial, típica dos regimes socialistas. O código florestal promoveu uma organização rígida do território rural, baseada em métricas padronizadas de preservação ambiental, que desprezam a autonomia regional e local e reforçam o papel do Estado como único planejador legítimo do uso da terra.

A digital socialista foi pavimentada pela forte intervenção estatal na propriedade privada que se iniciou com o Código Florestal de 1934 através do princípio da função social da propriedade. Pedro Cantisano nos ajuda a entendê-lo. O Código Civil de 1916 consagrava a ideia de propriedade “plena”, assegurando ao proprietário os direitos de “usar, gozar e dispor” de seus bens. Contudo, essa concepção já vinha sendo questionada. Em 1908, Lourenço Baeta Neves já defendia a função social da propriedade rural durante o XVI Congresso Nacional de Irrigação dos Estados Unidos. Em 1911, o jurista francês Léon Duguit propôs a definição da propriedade como uma “função social”, ou seja, a propriedade perderia sua legitimidade se não fosse usada em prol do bem comum. O termo “função social” também não era estranho ao contexto brasileiro: havia sido utilizado por Augusto Comte em 1851 e já estava incorporado ao vocabulário jurídico nacional como justificativa para o papel das instituições jurídicas na preservação da ordem social.

Devido à falta de capacidade institucional dos sucessivos governos, o Código Florestal de 1934 teve pouco efeito prático na contenção do desmatamento. Na década de 1950, iniciaram-se as discussões para sua revisão. Em 1961, o ministro da Agricultura criou um grupo de trabalho para elaborar um anteprojeto de novo Código Florestal que deu origem ao Projeto de Lei nº 4.494/1962. O grupo foi presidido pelo Desembargador Osny Duarte Pereira, um intelectual brilhante, mas com forte visão antiliberal, intervencionista, nacionalista e grande admirador da doutrina socialista marxista e da União Soviética. A atuação do Desembargador Osny consolidou a digital do socialismo sobre o código florestal brasileiro.

Duarte Pereira publicou, em 1950, o livro Direito Florestal Brasileiro, no qual analisou o direito florestal comparado e a evolução das instituições de proteção às florestas no Brasil. A obra expressa uma visão apocalíptica quanto ao futuro das florestas brasileiras, influenciada pela teoria do dessecamento, além de conter severas críticas ao modelo fundiário vigente. Em 1958, proferiu uma conferência sobre a relação entre problemas ambientais e reforma agrária, na qual defendia o fim dos latifúndios, uma ampla reforma agrária e a estatização das florestas com vistas a assegurar a proteção dos mananciais, do clima, da fertilidade do solo e garantir uma exploração racional da madeira. A proposta de métricas precisas para a delimitação das Áreas de Preservação Permanente (APPs) no corpo do Código Florestal de 1965 se deveu diretamente à sua atuação.

Após intenso debate no Congresso, foi apresentado um substitutivo que aproveitou grande parte do texto proposto pelo grupo de trabalho. O Projeto de Lei resultante foi aprovado com diversas adaptações e convertido no novo Código Florestal. Por sua vez, o Código Florestal de 2012 foi debatido no Congresso por cerca de 13 anos. Mesmo assim, não conseguiu superar a digital do socialismo.

Portanto, a influência socialista no Código Florestal brasileiro se expressa não apenas na retórica da função social da propriedade, mas também na tentativa de suprimir a liberdade individual em nome de um ideal coletivo, impondo um modelo de controle estatal que substitui a confiança no cidadão por regras rígidas, centralizadas e tecnocráticas.

4 – Haveria uma opção liberal para a gestão florestal?

Ao longo da história da gestão ambiental brasileira, identificamos apenas um conservacionista de viés liberal, que foi Edmundo Navarro de Andrade, agrônomo e pai da silvicultura de eucalipto no país. Em 1911, ele publicou um artigo que deixa clara sua opção liberal para a gestão florestal. Para ele, a educação e o estímulo a uma gestão florestal responsável eram o caminho. Assim se posicionou sobre a elaboração de um código florestal:

“Tem-se falado muito, ultimamente, na devastação das nossas matas e, entre os protestos que surgiram contra a derrubada que há anos se vem fazendo, conta-se uma representação da Sociedade Paulista de Agricultura, dirigida à Câmara dos Deputados, pedindo que seja decretada uma lei regulamentando a exploração das florestas do Estado. Como consequência desse clamor, foi o governo autorizado a proceder a elaboração de um código florestal. De todos os remédios de que podiam lançar mão, é este, incontestavelmente, o menos eficaz e o mais doloso. O nosso código florestal será, sem dúvida, uma obra feita, muito bem-acabada, compilação admirável do que de melhor houver nos países da Europa e da América do Norte; mas nunca será uma medida de alcance prático. Código lembra leis, posturas, e estas só servem para cercear, restringir a liberdade, sendo, no caso presente, talvez um atentado ao direito de propriedade. Se é fácil e cômodo cortar abusos proibindo, muito mais digno e nobre é suprimi-los ensinando, educando. Vale muito mais, em geral, o exemplo de uma vida honesta e austera do que todos os conselhos morais juntos”.

*Marcos A. R. Araujo é biólogo, mestre e doutor em Ecologia, Conservação e Manejo de Vida Silvestre pela UFMG. Especialista em gestão ambiental com foco em inovação, resultados e transformação institucional, atua há mais de 20 anos na implantação da gestão por resultados em órgãos ambientais públicos e empresas privadas, com destaque para o governo federal e a Amazônia Legal. Foi consultor em projetos de conservação e modernização ambiental da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento (GIZ), do Banco Mundial e do banco alemão KfW. Atualmente, é CEO da startup Piagam, dedicada ao desenvolvimento de soluções digitais para a gestão ambiental. Entre os sistemas desenvolvidos, destacam-se o Sistema de Gestão de Dados de Recursos Hídricos para o setor mineral e o CLIC – Sistema de Gestão de Condicionantes Ambientais, em parceria com a Fundação Estadual do Meio Ambiente de Minas Gerais (FEAM), com apoio da FAPEMIG. Como estudioso da governança ambiental no Brasil, é autor de quatro livros: Unidades de Conservação no Brasil: da República à Gestão de Classe Mundial (2007); Unidades de Conservação no Brasil: o Caminho da Gestão para Resultados (2012); Repensando a Gestão Ambiental Pública no Brasil (2016); e Ecologia Liberal – uma poderosa doutrina para a gestão ambiental no Brasil (2022).











PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/ecologia/as-digitais-do-autoritarismo-e-do-socialismo-no-codigo-florestal-brasileiro/

'O segregacionismo do governo Lula', por Victor Gonzaga

 Victor Gonzaga - Mises Brasil


A democracia, frequentemente celebrada como um sistema de representação igualitária e busca pelo bem comum, cada vez mais tem mostrado sua verdadeira face como um mecanismo para intensificar conflitos sociais. Essa visão, enraizada na tradição liberal clássica e na Escola Austríaca de Economia, argumenta que o regime democrático não elimina a exploração, mas a redistribui por meio de coerção estatal sancionada pelo voto.

Inspirados em pensadores como Ludwig von Mises, críticos como Ralph Raico destacam como o estado democrático se torna um campo de batalha, onde grupos organizados capturam o poder para transferir recursos e privilégios, fomentando antagonismos entre classes, ideologias e setores sociais. No Brasil contemporâneo, sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), essa dinâmica se manifesta de forma evidente, com o uso de narrativas políticas e culturais para dividir a população, promovendo uma polarização que beneficia o poder estabelecido às custas da coesão social.

Para entender como a democracia pode alavancar divisões, é essencial distinguir a perspectiva liberal do conflito social da visão marxista tradicional. Enquanto o marxismo foca na luta entre burguesia e proletariado baseada na propriedade dos meios de produção, liberais clássicos como Charles Comte, Charles Dunoyer e Augustin Thierry identificam o verdadeiro embate entre produtores – aqueles que geram riqueza por meio de trocas voluntárias no mercado – e políticos, que se apropriam coercitivamente através do poder do estado.

No âmbito democrático, o sufrágio universal e o estado de bem-estar ampliam essa predação: decisões majoritárias, cobertas por um véu de legitimidade eleitoral, permitem a supressão de direitos individuais em nome de “benefícios sociais”. Como observa o professor Hoppe em Democracia, o Deus que falhou, o estado democrático incentiva grupos a maximizarem ganhos às custas dos outros, transformando a política em uma “pilhagem legalizada”.

No Brasil, essa crítica ganha contornos práticos com confete e enredos de samba. O governo Lula, em vez de promover harmonia, políticas e comunicações oficiais exacerbam antagonismos entre classes econômicas, grupos religiosos e ideologias políticas, criando uma sociedade fragmentada onde o “nós contra eles” sustenta o poder.

Um caso ilustrativo ocorreu em fevereiro de 2026, quando o perfil oficial da Casa Civil da Presidência da República no X (antigo Twitter) publicou um meme baseado em diálogos do reality show Big Brother Brasil. A postagem ironizava cidadãos com renda mensal superior a R$ 5 mil, rotulando-os como meros “playboys”, enquanto exaltava aqueles com rendas inferiores como possuidores de “carisma alto”, já que agora não mais precisariam pagar imposto de renda. Essa narrativa não apenas simplifica a complexidade econômica – ignorando que muitos “playboys” são trabalhadores que sustentam famílias e pagam impostos elevados –, mas reforça um conflito entre classes aos moldes marxistas.

O último episódio que pode ilustrar essa situação ocorreu durante o Carnaval de 2026, no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. Financiado parcialmente com verbas públicas – o que levanta questões sobre uso eleitoral de recursos estatais –, o desfile incluiu uma ala chamada “Neoconservadores em Conserva”, retratando evangélicos, representantes do agronegócio, defensores de valores tradicionais e críticos do governo dentro de latas de conserva. Essa sátira, vista por muitos como deboche à fé cristã e ao conservadorismo, provocou reações imediatas de parlamentares e lideranças religiosas, que acusaram a encenação de ultrapassar a sátira para o preconceito.

Como argumenta a tradição austríaca, isso não apenas gera ressentimento – entre pagadores de impostos e beneficiários, ou entre grupos religiosos e seculares –, mas compromete a base produtiva da sociedade. Ao contrário da narrativa de que a democracia mitiga o conflito de classes, ela o perpetua no Brasil, transformando cidadãos em “inimigos” a serem combatidos e segregando a população entre “bons e maus” (dentro das considerações do governo atual). Como alerta Raico, a democracia moderna não promove justiça, mas um campo de antagonismo permanente. No fim, o povo dividido é um povo mais fácil de governar – uma lição que os governos aplicam com maestria.


Victor Gonzaga - Mises Brasil













publicadaemhttps://rota2014.blogspot.com/2026/03/o-segregacionismo-do-governo-lula-por.html

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More