Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

O Embate de Ideias como um Campeonato de Futebol

 Mises Brasil


No mundo atual, a única forma de promover mudanças em direção à liberdade é convencer um número substancial de pessoas das nossas ideias, a ponto de tornar impossível que os políticos votem contra nós. Com a chegada da Copa do Mundo, não há melhor momento para recorremos à analogia, criada pelo nosso fundador Helio Beltrão, do embate de ideias como um campeonato de futebol.

Nesse torneio existem vários times, e cada time é uma escola de pensamento. Um deles é o austro-libertário, o nosso. Competimos contra os socialistas, keynesianos, neoclássicos, conservadores, identitários, frankfurtianos e muitos outros. Durante muito tempo, estivemos relegados a uma posição de pouca ou nenhuma influência. Não participávamos da primeira divisão e quase não tínhamos torcida.

Mas como funciona essa analogia das diferentes escolas de pensamento como times de futebol?

O goleiro

O goleiro representa os grandes pensadores daquela doutrina no passado. No nosso caso, temos nomes como Carl Menger, Eugen von Böhm-Bawerk, Ludwig von Mises, Friedrich Hayek e Murray Rothbard. Estamos muito bem de goleiro.

Mas os outros times também têm goleiros importantes. O time marxista tem Karl Marx e Friedrich Engels. O time keynesiano tem John Maynard Keynes. O time da Escola de Frankfurt tem Theodor Adorno. Tem ainda outros goleiros, alguns deles muito bons para os seus times, como Adam Smith, Milton Friedman e Ayn Rand.

A defesa

A defesa é formada pelos doutores e acadêmicos que adaptam aquelas ideias originais às circunstâncias atuais. O professor Antony Mueller foi um grande exemplo, assim como os nossos outros dois mosqueteiros, os professores Fabio Barbieri e Ubiratan Iorio. De fato, os austro-libertários têm avançado na formação de uma boa defesa, galgando um espaço cada vez maior na Academia. Inclusive, o programa de Fellows do Mises Brasil é um grande passo nessa direção.

Apesar desse avanço e de grandes nomes, nossa defesa ainda é pequena quando comparada às dos demais times. Com relação a outras escolas de pensamento, temos pouca presença na academia. As universidades são amplamente dominadas pelos marxistas e pelos keynesianos. Nesse sentido, especialmente no Brasil, o time marxista tem, não a melhor, a mais numerosa defesa.

O meio de campo

O meio de campo é o centro de um time de futebol. É o que realmente faz o time ser melhor no fim do dia. Nesse campeonato de ideias, o meio de campo é formado por intelectuais, artistas, escritores, blogueiros e produtores de cultura, de maneira geral. Assim como os meias são responsáveis por carregar a bola da defesa para o ataque e encantar os torcedores, aqueles que difundem e popularizam as ideias têm o poder de influenciar opiniões.

Nós temos poucos jogadores nessa posição. Ainda há pouca gente escrevendo em jornais, produzindo entretenimento ou ocupando espaços culturais relevantes. Podemos citar Ron Paul como um grande nome do time austríaco. Mas a situação tem melhorado bastante, especialmente se considerarmos os avanços na mídia alternativa, que permitem uma difusão cada vez mais descentralizada das ideias.

No entanto, os nomes de grande alcance cultural seguem no outro time. Não temos um meio de campo comparável ao da esquerda em volume. Continuamos perdendo para eles.

Ataque

No ataque, estão os jogadores que esperam o meio de campo trabalhar a bola para empurrá-la para o gol. Mas eles só conseguem marcar se o time estiver coordenado, com uma boa defesa e, principalmente, com um meio de campo capaz de criar as oportunidades.

Os atacantes são aqueles indivíduos que, por meio da ação empreendedora, levam a cabo as ideias e as executam. O gol, na nossa analogia, é a materialização das ideias na coordenação social. Isso acontece a partir de ações voluntárias que influenciam os meios ao nosso redor. Nesse sentido, a vitória chega por meio de mudanças institucionais. Para o time austro-libertário, essa vitória está no avanço da liberdade e no respeito à propriedade privada.

As mudanças institucionais também podem acontecer dentro do aparato coercitivo. Mas os políticos estão longe de ser craques. Os políticos podem, no máximo, se aproximar de um atacante oportunista, que vive na banheira e, vez ou outra, empurra a bola para o gol. Na maioria das vezes, porém, o político é o jogador que perde gols feitos, perde pênaltis, fica impedido, atrapalha as jogadas e até mesmo marca gols contra. Pior do que isso, o político é o jogador marrento, que acredita ser o craque da equipe, digno de toda a glória, mas desestabiliza o vestiário e enfraquece o restante do time.

Não podemos esperar que os políticos tenham um grande “amor pela camisa”. E a situação no mundo político, assim como em uma partida de futebol, pode mudar muito rápido. Os gols que marcamos durante um determinado período, quando perdemos coordenação no restante do time, podem ser rapidamente superados pelos gols dos adversários.

Treinador

Treinar um time de futebol é crucial. Institutos de produção intelectual, como o Instituto Mises Brasil, são os equivalentes aos treinadores desse time. Eles funcionam como centros de formação e ensino e fornecem a estrutura necessária para que as ideias sejam trabalhadas, dos goleiros aos atacantes, passando pela defesa e pelo meio de campo, levando-as a cada vez mais pessoas e, assim, fazendo crescer a torcida.

Assim, bons treinadores são aqueles que oferecem produção intelectual de alta qualidade. Sem dúvida, por termos as ideias corretas, nós tendemos a ter os melhores treinadores. Enquanto isso, os outros times patinam na qualidade das ideias, mas avançam na quantidade de jogadores.

Uma visão do campeonato

No Brasil de hoje, a esquerda ainda ocupa as primeiras posições e os conservadores vêm logo em seguida. Nós austro-libertários tivemos uma melhora significativa nos últimos anos e já estamos na primeira divisão. Porém, infelizmente, ainda não conquistamos o campeonato.

É importante ressaltar que o campeonato não tem fim. Mesmo que se consigam vitórias importantes, sempre pode haver um revés quase instantâneo na direção da tirania. Em junho de 1914, por exemplo, o Arquiduque Franz Ferdinand foi assassinado e o mundo mergulhou em uma guerra que marcou o fim da era de prosperidade e otimismo geral. A guerra durou quatro anos e deixou sequelas para uma civilização inteira até os dias atuais.

Mais recentemente, em março de 2020, governos de todo o mundo alardearam uma pandemia global e impuseram lockdowns. Com apoio de uma parte significativa da população, medidas draconianas em nome da segurança tiraram nossa liberdade e relativizaram nossa propriedade.

Alguns poderiam argumentar que tanto a esquerda quanto os conservadores possuem tendências populistas. Sem dúvida. No entanto, a esquerda é muito mais nefasta aos princípios que nos são fundamentais: vida, liberdade e propriedade. Quando analisamos tema por tema, especialmente no que diz respeito à propriedade privada, a esquerda produziu resultados piores do que os conservadores – e isso está muito claro nesses últimos anos.

Mantendo o olho na bola

De todo modo, o foco não deve estar em políticos nem em partidos. Não devemos ser escravos mentais de um político. Não temos político de estimação nem partido de estimação. Nós temos a nossa doutrina de pensamento, as nossas ideias.

Quando se trata do ataque, nós devemos manter sempre o olho na bola. A medida está indo na nossa direção? Ela avança a vida, a liberdade e a propriedade, ou não? Se avança, devemos apoiar. Se não avança, devemos rejeitar e criticar.

Se quisermos vencer, precisamos nos preparar desde já para quando tivermos a oportunidade. E isso está muito mais próximo do que parecia há uma ou duas décadas.

Para isso, porém, é preciso manter nossa independência. O fusionismo não funciona. Alguns até podem argumentar: “Se os conservadores são menos prejudiciais em determinados aspectos, não deveríamos nos aliar a eles?”. E a resposta é um sonoro não. Cada assunto deve ser analisado separadamente. Devemos manter o olho na bola: se a medida avança a liberdade, apoie-a. Isso não significa uma aliança. Significa apenas que, naquele tema, houve uma coincidência de posições.

Então, como lidar com esses populismos? A resposta é simples: rejeite qualquer forma de populismo e qualquer intervenção governamental na sociedade ou nos mercados. Defenda sempre o livre mercado, as trocas voluntárias e a propriedade privada.

Mantenha o foco nesses princípios. Não tire os olhos deles. Em alguns momentos, seremos criticados pela esquerda; em outros, pelos conservadores. É assim que deve ser. Se isso estiver acontecendo, provavelmente estamos no lugar certo. Se recebemos críticas apenas de um lado, talvez valha a pena reexaminar nossas posições.

Em caso de dúvida, retorne aos princípios. Em um tema específico, pergunte-se: isso está ampliando a liberdade ou restringindo-a? Está respeitando a propriedade privada ou violando-a? É tão simples quanto isso.

O que devemos fazer então?

Em primeiro lugar, devemos estudar ideias e manter esses princípios sempre em mente. Mas também é preciso sair da torre de marfim e discutir os problemas concretos que afligem os brasileiros. Nós temos nossa plataforma, e precisamos exercitá-la. Precisamos mostrar, na prática, por que as intervenções do governo tendem ao fracasso. Mostrar que elas deram errado, dão errado e continuarão dando errado. Mais do que isso, precisamos mostrar que a coerção estatal é nefasta. É por isso que devemos defender a liberdade. A agressão à vida, propriedade e liberdade iniciada contra pessoas pacíficas, seja por indivíduos ou pelo governo, é errada. Esse deve ser o nosso foco permanente.



Mises Brasil





Quando a identidade política substitui a identidade econômica e cultural

   Bernardo Santoro


Para Marx, indivíduos não formavam uma classe apenas por possuírem renda semelhante ou ocuparem posição parecida no processo produtivo. 

O Brasil parece ter produzido, nos últimos anos, um fenômeno curioso: milhões de pessoas deixaram de possuir preferências políticas para passar a possuir identidades políticas. Pessoas começaram a enxergar a si mesmas como integrantes permanentes de comunidades ligadas a símbolos, líderes, narrativas e inimigos comuns em vez de meros apoiadores políticos sazonais.

Isso ajuda a explicar a relativização social recorrente de erros praticados pelo próprio grupo enquanto se condenam a condutas idênticas quando realizadas pelo adversário; indivíduos que abandonam antigas convicções para adequar-se à posição dominante de sua comunidade; militantes que tratam críticas internas como traição.

Talvez exista um instrumento teórico clássico que, embora não pensado para essa realidade, seja capaz de explicar esse fenômeno contemporâneo. E ele vem justamente de Karl Marx, não porque sua teoria econômica tenha triunfado — pelo contrário, não triunfou —, mas pela percepção de haver uma irrefreável tendência de indivíduos subordinarem sua identidade à necessidade psicológica de pertencimento coletivo.

O que Marx entendia por consciência de classe

Para Marx, indivíduos não formavam uma classe apenas por possuírem renda semelhante ou ocuparem posição parecida no processo produtivo. Era necessária a passagem de uma condição objetiva para uma percepção subjetiva compartilhada.

A chamada classe em si representava uma situação material comum, qual seja: ter relativamente o mesmo estado econômico de outras pessoas. Já a classe para si surgiria quando indivíduos passassem a perceber interesses, dificuldades e objetivos históricos comuns.

Nesse momento, deixariam de agir apenas como indivíduos isolados para agir como membros de uma entidade maior. A consciência individual seria progressivamente absorvida por uma consciência coletiva.

A revolução proletária universal não ocorreu como Marx previa, e o capitalismo demonstrou capacidade de adaptação gigantesca a diversas realidades socioeconômicas, se mostrando, tanto no lado da produção quanto da distribuição de bens e serviços na sociedade, um modelo muito superior ao modelo centralizador e burocrático imaginado por Marx, mas a parte da sua análise dessa necessidade de absorção da consciência individual pelo coletivo merece uma releitura moderna.

Da economia para a identidade tribal

O mecanismo descrito por Marx parece ter sobrevivido, mas deslocou-se para outro campo. O que antes era construído a partir da posição econômica hoje parece surgir cada vez mais a partir de identidades políticas e culturais.

No Brasil atual, petistas frequentemente não são apenas eleitores do PT, assim como bolsonaristas muitas vezes não são apenas apoiadores de Bolsonaro. O mesmo ocorre com diversos grupos menores. A adesão deixa de ser mera preferência política e passa a adquirir contornos existenciais.

O sujeito contemporâneo deixa gradualmente de perguntar: “o que penso sobre determinado tema?”; para perguntar: “o que o meu grupo pensa sobre determinado tema?”

Em vez de opiniões produzirem pertencimento, o pertencimento passa a produzir opiniões.

Posições sobre economia, costumes, segurança pública ou política internacional deixam de surgir exclusivamente de reflexão individual e passam a funcionar como sinais de pertencimento. A política deixa de ser apenas um conjunto de ideias sobre o Estado e transforma-se em marcador social, manifestando-se na linguagem, nos símbolos, nos memes, nas referências culturais e até na definição de aliados e inimigos.

A antiga consciência de classe econômica parece então ceder espaço a uma consciência comunitária fundada menos na posição material dos indivíduos e mais na necessidade humana de pertencimento simbólico.

A nova consciência comunitária

Marx imaginava uma solidariedade construída sobre condições materiais objetivas. Hoje, a solidariedade política frequentemente surge por outros fundamentos, como identidade, pertencimento, vínculos afetivos e rejeição ao grupo adversário.

O indivíduo deixa de enxergar a si próprio apenas como alguém que possui opiniões específicas e passa a compreender sua identidade através da comunidade à qual pertence.

A antiga lógica da mobilização coletiva talvez não tenha desaparecido; apenas mudou de forma. O chamado marxista “proletários do mundo, uni-vos” parece ter sido substituído por algo menos econômico e mais tribal: “lulistas do Brasil, uni-vos contra os bolsonaristas”, e vice-versa.

Da economia à cultura e da cultura à política

Essa migração do econômico para o cultural não passou despercebida ao longo do século XX. Em certa medida, diversos autores já perceberam que a previsão clássica de Marx não havia se concretizado da forma imaginada. A revolução proletária não ocorreu nas sociedades capitalistas avançadas e o capitalismo absorveu trabalhadores ao sistema através do crescimento econômico, do consumo e da expansão das classes médias.

Décadas antes de a Escola de Frankfurt aprofundar a análise sobre o papel da cultura na formação da consciência política, Antonio Gramsci já havia percebido que a manutenção de uma ordem social não dependia apenas da economia ou da força estatal. Ela também dependeria da capacidade de produzir consensos morais, intelectuais e culturais.

Posteriormente, autores ligados à Escola de Frankfurt desenvolveriam essa percepção ao sugerir que a disputa política não ocorria apenas no ambiente produtivo, mas também no campo da cultura, da linguagem, da comunicação e da formação social de comportamentos.

Em certo sentido, perceberam que a fábrica deixava de ser o único espaço de construção da consciência coletiva.

Talvez, porém, o fenômeno contemporâneo tenha avançado ainda mais. Talvez a mudança não tenha ocorrido apenas da economia para a cultura, mas da cultura para a identidade.

A cultura ainda pressupõe algum grau de elaboração racional. Pessoas podem consumir determinados valores, discutir ideias e eventualmente modificá-las. Identidades políticas comunitárias parecem operar em outro plano, mais emocional, psicológico e existencial.

A questão deixa então de ser apenas o que as pessoas pensam e passa a ser quem elas acreditam ser.

Isso ajuda a explicar por que muitos debates atuais parecem escapar à lógica tradicional da persuasão racional. Quando uma opinião está ligada a uma ideia específica, ela pode ser modificada, mas, quando está ligada à própria identidade do indivíduo, abandoná-la pode significar algo muito mais profundo: abandonar a si próprio.

Talvez Marx tenha percebido a força das identidades econômicas. Talvez Gramsci e Frankfurt tenham percebido a força das identidades culturais. Mas o século XXI parece estar revelando a gigantesca força das identidades políticas funcionando como comunidades emocionais permanentes.

Redes sociais como aceleradoras

Se a consciência de classe imaginada por Marx dependia de fábricas, sindicatos e organizações partidárias, o mundo contemporâneo encontrou mecanismos muito mais eficientes para produzir vínculos coletivos.

As redes sociais reforçam identidades, criam linguagens próprias e estabelecem sentimentos permanentes de pertencimento, mas fazem isso com intensidade muito superior às antigas estruturas.

Opiniões alinhadas ao grupo são frequentemente recompensadas por aprovação social e engajamento; divergências internas geram isolamento e punições simbólicas. A conformidade recebe incentivos permanentes enquanto a dissidência torna-se mais custosa.

Os algoritmos aprofundam esse processo ao aproximar pessoas com padrões semelhantes de comportamento e preferências, criando bolhas que reforçam a sensação de pertencimento e transformam opiniões em aparentes consensos morais universais.

O perigo democrático

Democracias liberais foram construídas sobre a premissa de que indivíduos relativamente autônomos, capazes de formar opiniões próprias, costumam revisar posições e reconhecer legitimidade em seus adversários.

Democracias sempre conviveram com conflitos intensos. O problema não surge quando pessoas discordam, mas quando deixam de enxergar a si próprios como cidadãos e passam a existir exclusivamente como membros de comunidades políticas fechadas.

Nos últimos anos, o Brasil talvez tenha oferecido exemplos claros desse processo através do lulismo e do bolsonarismo. Em muitos casos, ambos ultrapassaram a condição de simples movimentos eleitorais para assumir características típicas de identidades comunitárias.

Isso ajuda a explicar por que erros de lideranças passam a ser relativizados, críticas internas tornam-se deslealdade e mudanças de posição antes inaceitáveis tornam-se aceitáveis quando praticadas pelo próprio grupo. O adversário político deixa de ser alguém com interpretações diferentes da realidade para tornar-se uma ameaça existencial. Nesse ambiente, divergências tornam-se heresias, adversários tornam-se inimigos e a crítica interna desaparece.

Marx certamente errou sobre a economia, sobre a revolução e sobre o destino do capitalismo, mas talvez tenha acertado sobre o homem possuir uma tendência permanente a abrir mão de parte de sua individualidade em troca do conforto psicológico do pertencimento coletivo.

Nesse cenário, a consciência de classe talvez não tenha desaparecido, tendo apenas mudado de roupa e, no processo, transformado-se em algo ainda mais poderoso e perigoso: uma inconsciência coletiva tribal política profundamente irracional.

*Artigo publicado originalmente na Revista Oeste.









publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/quando-a-identidade-politica-substitui-a-identidade-economica-e-cultural/

Manual da mentira: Janones revela táticas do PT para vencer eleições

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BRASIL VIVE A UBERIZAÇÃO

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TENTEI explicar um CONCEITO - MAS ela PARECE ter QI MENOR que TEMPERATURA AMBIENTE.

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Romeu Zema resolveu o problema fiscal de Minas Gerais?

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Lula e STF Vão Se Vingar de Nunes Marques: Veja!

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Uma conversa entre gerações

 percivalpuggina/yotuube



Delegado Que Investigou Bolsonaro Tem Destino Surpreendente!

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domingo, 14 de junho de 2026

Ex-presidiário Lula gera rombo de R$137,1 bilhões em 1 ano, mas se queixa de ‘pauta-bomba’ do Senado

 Governo petista consegue gastar sem cobertura mais que o ano da pandemia


O Senado Federal ignorou as pressões do governo Lula (PT), principalmente do ministro da Fazenda, Dario Duringan, que se envolveu pessoalmente na tentativa de impedir o que acabou aprovado na quarta-feira (10): um projeto de renegociação de dívidas de produtores rurais.

O projeto vem sendo chamado de “pauta-bomba” pelo govrno que tem superado todos os recordes de gastos sem cobertura, registrando um rombo superior àquele verificado durante a pandemia, em 2020, sem que a população esteja enfrentando tragédia semelhante,

A chama “equipe econômica” estima que essa “pauta-bomba” produzirá impacto fiscal de R$ 817 bilhões para a União nos próximos 13 anos. O rombo nas contas públicas, no governo Lula, ultrapassou R$137,1 bilhões nos últimos doze meses.

A votação ocorreu no mesmo dia em que comissões do Senado aprovaram uma PEC que afrouxa regras de aposentadoria para agentes de saúde e um projeto que eleva o piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas.

Diário do Poder 

Brasil fura teto com a maior inflação em 5 anos para o mês de maio

  Alta foi de 0,58% no IPCA, contribui com acúmulo de 3,20% neste ano eleitoral de 2026 e de 4,72% nos últimos doze meses

Davi Soares - Diário do Poder


O Brasil furou o teto da meta de controle de preços, ao registrar a maior inflação em 5 anos para o mês de maio, com alta de 0,58% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O patamar é 0,09 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de 0,67% registrada em abril. Em maio do ano passado, a alta de preços foi de 0,26%.

O indicador da inflação oficial acumula alta de 3,20% neste ano eleitoral de 2026. E, nos últimos doze meses, atingiu 4,72%, percentual acima dos 4,39% dos 12 meses imediatamente anteriores.

A meta a ser perseguida pelo Banco Central, é de 3% de inflação, com tolerância de 1,5 ponto percentual definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com gestores indicados pelo presidente Lula (PT). O limite tolerado para o indicador oficial dos preços no Brasil admite variação entre um limite inferior de 1,5% e um superior de 4,5%.

A alta de preços de maio foi puxada pela variação de 1,33% no grupo de Alimentação e bebidas, com o maior impacto de 0,29 ponto. A Habitação teve a segunda maior alta, com 1,22% de variação e 0,18 ponto de impacto. A Saúde e cuidados pessoais cresceu 0,90% e com 0,12 ponto.

“Os demais grupos apresentaram variações entre o -0,46% observado em Transportes, único grupo com variação negativa, e o 0,62% de Vestuário”, informou o IBGE.

Responsável pela metade da inflação de maio, o grupo Alimentação e bebidas teve variação de 1,65%, puxado pelas altas da batata-inglesa (44,69%), do tomate (20,62%), da cebola (16,80%), e das carnes (1,39%). No lado das quedas destacam-se o café moído (-2,38%) e as frutas (-0,70%).

A alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,49% com o lanche saindo de 0,71% em abril para 0,49% em maio e a refeição de 0,54% para 0,51% no mesmo período.

Veja mais detalhes da publicação do IBGE sobre o IPCA de maio:

Davi Soares - Diário do Poder

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