Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

-

CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Ministros da facção do STF mantêm participação em 11 empresas privadas

  Magistrados possuem vínculos societários nos setores de agronegócio, educação e gestão imobiliária

Erich Mafra - Revista Oeste


Cinco magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF) mantêm vínculos ativos com um total de 11 companhias dos setores de educação, agronegócio, advocacia e gestão de imóveis. De acordo com uma investigação do portal UOL, baseada em dados da Receita Federal, os ministros Gilmar Mendes, André Mendonça, Nunes Marques, Cristiano Zanin e Flávio Dino integram quadros societários de diferentes empresas. Dois desses magistrados, Mendonça e Marques, constituíram as firmas depois de tomarem posse na Corte.

A revelação dos dados ocorre no momento em que o ministro Dias Toffoli defende publicamente a ideia de que juízes brasileiros possam ter fazendas e participar como sócios de empresas para receber dividendos. Toffoli deu a declaração na quarta-feira 4, em meio ao escrutínio público sobre a Corte e notícias sobre relações empresariais de parentes de ministros com bancos que possuem causas no tribunal. Conforme a apuração do portal UOL, a Lei Orgânica da Magistratura (Loman) permite a participação como sócio, mas proíbe que juízes atuem como administradores.


Detalhes das participações societárias 

O ministro Gilmar Mendes detém a estrutura empresarial mais robusta, com participação em quatro frentes. Por meio da Roxel Participações, holding com capital de R$ 9,8 milhões, ele integra o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e empresas do agronegócio em Mato Grosso, como a MT Crops e a GMF Agropecuária. Esta última dedica-se ao cultivo de soja em Alto Paraguai (MT).

Já os ministros André Mendonça e Nunes Marques abriram empresas de treinamento profissional e palestras recentemente. Mendonça fundou a Integre Cursos em 2022, meses depois de assumir sua cadeira no STF. Nunes Marques criou a Educacional e Capacitação Ltda em junho de 2025. Ambos utilizam familiares na gestão das companhias. O ministro Cristiano Zanin, por sua vez, aparece como sócio do Instituto Lawfare e da Attma Participações, embora afirme que já solicitou a exclusão de seu nome da entidade educacional.


Posicionamento oficial do STF 

O STF informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que os ministros respeitam rigorosamente a legislação vigente. O ministro Flávio Dino também se manifestou, ressaltando que fundou seu Instituto de Estudos Jurídicos (IDEJ) há mais de 20 anos. O debate sobre essas participações ganha força no Congresso, especialmente por causa do faturamento de alguns desses institutos com palestras e contratos públicos. 

A transparência sobre o patrimônio e as atividades paralelas dos ministros do STF visa a prevenir possíveis conflitos de interesse em julgamentos que envolvem grandes setores econômicos. Embora a legislação não aponte irregularidades na posse de quotas sociais, a sociedade civil e órgãos de controle acompanham a evolução dessas empresas e a relação dos magistrados com o mercado privado.


Erich Mafra - Revista Oeste

















publicadaemhttps://rota2014.blogspot.com/2026/02/ministros-da-faccao-do-stf-mantem.html

A pedagogia dos intocáveis

  Alex Pipkin 


Durante muito tempo repetiu-se, quase como uma questão de fé cívica, que a Justiça era cega. No Brasil, porém, a imagem foi discretamente atualizada. O que se vê — e o que não se vê — é que a Justiça vê muito bem, distinguindo quem pode de quem não pode e, quando convém, negociando com a serenidade de quem sabe que não será incomodado factualmente.

Fala-se em ditadura da toga; o rótulo seduz, mas acaba empobrecendo o fenômeno. Ditaduras supõem choque, resistência, atrito explícito entre quem manda e quem obedece. O que se consolidou no país é mais sofisticado e, por isso mesmo, mais eficaz. Existe um arranjo em que o poder judicial já não precisa se impor, porque os demais poderes aprenderam a recuar antes do confronto, a ler sinais, a respeitar limites implícitos. Não há conflito aberto, mas o que se configurou foi um adestramento institucional.

O Supremo não governa apenas por decisões. Governa por exemplo. Ensina, com paciência quase didática, que a lei não é fronteira, mas ferramenta, e que princípios comportam elasticidade moral. A sagrada Constituição funciona menos como pacto vinculante e mais como repertório retórico.

Nessa república das bananas, aprende-se rápido que a regra vale para os distraídos; a exceção é prêmio para os bem relacionados. Eis a verdadeira inovação brasileira: a conquista da elevação da exceção à condição de norma pedagógica, transmitida sem alarde, mas com eficácia exemplar.

O Legislativo, que deveria encarnar a soberania popular, assimilou a lição não por corrupção vulgar, mas por cálculo frio de autopreservação. Legislar tornou-se atividade de risco. Mais ainda: reformar leis, impor freios, restabelecer limites, tudo pode ser reclassificado amanhã como desvio moral, ameaça institucional ou ataque abstrato à democracia. O Parlamento reage como todo organismo acuado, reduzindo movimentos, economizando energia e convertendo a omissão em estratégia de sobrevivência.

Nesse silêncio cuidadosamente cultivado, o Judiciário prospera. Não como árbitro, mas como vitrine de sucesso institucional. Demonstra, de forma bizarra, que poder sem vigilância não precisa se esconder; basta invocar valores elevados.

Pratica-se o velho novo sermão da “democracia, estabilidade, civilização”, enquanto o jogo real acontece em outra camada, distante do escrutínio e perigosamente próxima das conveniências.
O recado transmitido à sociedade é claro e corrosivo. A Justiça não combate a maracutaia; ela a profissionaliza. O velho jeitinho nacional sobe de patamar, ganha linguagem técnica, rito solene e aparência de virtude. A moral pública deixa de orientar comportamentos, passando a servir como ornamento discursivo.

O impacto econômico é imediato. Países não se arruínam proibindo investimentos, mas ensinando que nada é previsível. Investidores não discutem narrativas morais; calculam risco. Quando a lei depende menos do texto e mais do intérprete, o cálculo morre, morrendo com ele o futuro verde-amarelo.

Socialmente, a lição tupiniquim é ainda mais perversa. O incentivo perverso do aprendizado de que não existe certo ou errado, apenas forte e fraco; não existe legal ou ilegal, apenas protegido e exposto. Forma-se uma sociedade cínica, silenciosa, defensiva, não por convicção, mas por adaptação – e muita gente, da elite ao povaréu, chama isso de Estado de Direito. Claro, sem dúvida…

Não, claro que não. É apenas o país de Gerson com toga, juridiquês e carimbo atualizado. Pois os intocáveis não fogem mais. Eles se sentam na cátedra, distribuem lições de moral e exigem silêncio absoluto. Pior, eles ainda passam a lista de presença para garantir que todos aprenderam quem manda.















publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/a-pedagogia-dos-intocaveis/

O gigante acordou?

    Judiciário em Foco 


Em janeiro, um evento inusitado ganhou os holofotes da mídia, gerando êxtase em uma direita ávida por grandes façanhas e despeito em uma esquerda esvaziada de votos. No centro das atenções, o deputado Nikolas Ferreira, que havia partido sozinho e a pé de Paracatu (MG) rumo ao Distrito Federal e que, durante seis longos dias de caminhada sob as mais diversas intempéries climáticas, reuniu colegas e centenas de apoiadores em seu protesto verbalizado sob o lema “Acorda, Brasil”. Depois de vencidos os 240 km do trajeto e expondo o flagelo das bolhas nos pés e das câimbras, Nikolas subiu ao palanque na capital e lá manifestou sua revolta contra os principais escândalos nacionais. Contudo, o sacrifício físico de causar inveja a ultramaratonistas parece ter ficado aquém do que se esperaria de um político conhecido como ferrenho opositor aos arbítrios togados.

Enquanto Nikolas e seus seguidores marchavam, pululavam notícias sobre possíveis conexões patrimoniais entre um fundo ligado a Daniel Vorcaro, irmãos de Toffoli e o próprio togado, todos envoltos em participações societárias bem obscuras em um luxuoso resort no Paraná. Nas redes, acompanhávamos vídeos nos quais Toffoli se comportava como autêntico dono do empreendimento, com direito a recepção ao banqueiro André Esteves (outrora beneficiado por seu “anfitrião” em inquérito do período lavajatista) e ao desfrute de espaços exclusivos no local. No entanto, a despeito dos indícios gritantes de elos promíscuos entre o magistrado e o investigado Vorcaro, o Dr. Gonet teve a pachorra de arquivar os pedidos de suspeição contra Toffoli, chancelando a permanência deste na condução do processo contra o banqueiro. Como se não bastasse a postura conivente do “carimbador-geral”, Gilmar Mendes e Edson Fachin saíram da inércia institucional em apoio ao colega Toffoli, proferindo mensagens intimidatórias contra aqueles que ousassem acarretar “descrédito” ao judiciário.

Ainda na semana da caminhada, o servil PGR endossou a prisão de Filipe Martins, devolvido à masmorra por Alexandre de Moraes logo no alvorecer deste ano, por uma suposta visita a rede social que sequer ocorreu, como demonstrado pela defesa. Já em outro braço de desmandos togados, o TSE seguiu anunciando minutas de resoluções, muitas delas de cunho censor e usurpadoras da prerrogativa parlamentar exclusiva de legislar. Diante de tantos acintes à liberdade e à justiça, seria de se esperar que, ao final de sua ultramaratona atlética, Nikolas e demais congressistas caminhantes anunciassem a tomada de medidas legislativas concretas em prol do resgate dos valores sob cuja inspiração marcharam.

Porém, o anúncio não veio. Nenhuma fala sobre projetos de leis de abolição dos tipos penais do “golpe”, sobre anistia, sobre decretos legislativos para a derrubada de deliberações judiciais de natureza legiferante, sobre a retomada da tão necessária PEC do Fim do Foro Privilegiado e, muito menos, sobre impeachment de ministros e procurador abusadores. Nem mesmo se ouviu uma única frase acerca de pressões políticas a serem exercidas sobre o presidente da câmara, Hugo Motta, e/ou sobre seu vice, Altineu Cortês, ambos eleitos também com votos da bancada oposicionista, incluindo Nikolas, mediante a promessa vã de libertação dos presos políticos.

No lugar de medidas necessárias à pronta soltura de indivíduos privados do devido processo legal, o deputado se mostrou obstinado em aprovar a tal “dosimetria”, inocuidade gestada pelos próprios togados violadores. Em vez de providências prementes à reconstrução da própria autonomia legislativa, Nikolas inflamou apoiadores com a perspectiva de comissões de inquérito que, sob o autoritarismo judicial vigente, vêm produzindo efeitos medíocres. Afinal, quem não oscila entre o tédio e a revolta ao deparar com figuras sabidamente corruptas, mas que, blindadas por togados, permanecem em liberdade e em silêncio durante longas inquirições em sessões parlamentares quase teatrais?

No Antigo Testamento, o icônico Davi, ainda coadjuvante na corte israelita, derrotou o filisteu Golias, munido apenas de uma pedra e de sua determinação. Antes de ser investido de poder político, o jovem hebreu, então humilde harpista na corte do rei Saul, ousou enfrentar o gigante do qual experientes soldados fugiam. Davi não despertou o povo de Israel para a ameaça constante do jugo dos vizinhos filisteus, pois esse risco já era bem conhecido por todos; em vez disso, partiu para a ação e agiu com heroísmo ao fazer uso profícuo do instrumento de que dispunha para defesa própria e de seu povo.

No Brasil atual, estamos todos “acordados” para a sequência de abusos praticados por aqueles que deveriam ser os mais fiéis intérpretes do nosso ordenamento jurídico. Precisamos mesmo é de políticos que voltem a ser políticos e que, nessa condição, lancem mão de todas as ferramentas constitucionais disponíveis para fazerem com que juízes voltem a ser juízes. Se nossas lideranças permanecerem no mero terreno da retórica, carentes de musculatura para exigirem o cumprimento da Constituição e a retomada da institucionalidade, a republiqueta do Tayayá seguirá “inabalada”, e nossas liberdades continuarão a perigo.















PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/justica/o-gigante-acordou/

CPMI do INSS votará convocação da esposa de Moraes, Lulinha e irmão de Lula para depor

 Deputado questiona contrato de R$129 milhões com o Banco Master

Mael Vale - Diário do Poder


Na retomada dos trabalhos da CPMI do INSS após o recesso, nesta quinta-feira (5), o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) anunciou haver apresentado requerimento para convocar Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, assim como o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da comissão, confirmou que colocará na pauta também as convocações de Fábio Luiz, o Lulinha, filho de Lula (PT), e do irmão do chefe de governo, Frei Chico, vice-presidente do Sindinapi, que diz representar os inativos, um dos sindicatos mais beneficiados pelo roubo do INSS. de acordo com o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).

Van Hattem destacou que apresentou um requerimento para que ela explique o contrato de R$129 milhões firmado por seu escritório de advocacia com o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro envolvida em fraudes que roubaram ao menos R$7 bilhões de aposentados e pensionistas.

Segundo o parlamentar, embora a esposa do ministro não figure diretamente nos processos, a imprensa revelou que houve atuação de lobby do escritório dela para a compra do Banco de Brasília (BRB) pelo Banco Master.

“Que espécie de contrato era esse, então? Era de advocacia ou de lobby?”, questionou Van Hattem.

O deputado reafirmou o compromisso da CPMI em investigar a fundo possíveis irregularidades: “A CPMI do INSS reiniciou os trabalhos e vamos até o fim em busca da verdade, doa a quem doer”.

A convocação ainda precisará ser aprovada pelos membros da comissão antes que a esposa de Moraes seja oficialmente chamada para depor.










publicadaemhttps://rota2014.blogspot.com/2026/02/cpmi-do-inss-votara-convocacao-da.html

Bolsonaro tem chance de ganhar julgamento para não ser expulso do Exército: veja!

 deltandallagnol/youtube


Bolsonaro tem chance de ganhar julgamento para não ser expulso do Exército: veja!


clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=YdzqVm2fExM

BILHÕES do INSS no RALO e o "FILHO DO HOMEM" PROTEGIDO pelo SISTEMA

 rubinhonunes/youtube


BILHÕES do INSS no RALO e o "FILHO DO HOMEM" PROTEGIDO pelo SISTEMA

clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=jhRQmd2XNNo

Dino suspende penduricalhos no Brasil todo, mas decisão tem razão oculta! Veja a pegadinha

 andrémarsiglia/youtube


Dino suspende penduricalhos no Brasil todo, mas decisão tem razão oculta! Veja a pegadinha


clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=OSndHQjhqXs

UM POUCO DE HISTÓRIA QUE NÃO TE CONTAM

 HISTÓRIASDEGUERRA/FACEBOOK


UM POUCO DE HISTÓRIA QUE NÃO TE CONTAM 



MARCAS QUE VÃO ALÉM DO QUE OS OLHOS ALCANÇAM

 alguém_tem_que_dizer/x


MARCAS QUE VÃO ALÉM DO QUE OS OLHOS ALCANÇAM



MENTIRAS, GAFES E ERROS: Coletânea apresenta o melhor do pior de Lula

 REVISTAOESTE/YOUTUBE


MENTIRAS, GAFES E ERROS: Coletânea apresenta o melhor do pior de Lula


CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA

https://www.youtube.com/watch?v=bXTVcUHqmTM

DICAS SUPER ÚTEIS

 DICAS/FACEBOOK


DICAS SUPER ÚTEIS



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

A hipnose do lulopetismo  

   Alex Pipkin, PhD     


 Eu não sou cinéfilo. Não estudo cinema, não escrevo sobre enquadramentos nem faço reverência a teorias narrativas. Quem me lê, porém, sabe: eu amo o cinema. Amo porque, quando acerta, ele funciona como um espelho moral, desses que deformam o rosto para revelar o caráter. A arte serve para dizer verdades que a vida real prefere esconder atrás de discursos moralmente edificantes e consagrados pelo aplauso social automático.


O cinema sempre foi válvula de escape e laboratório social. Talvez por isso, em tempos de delírio coletivo, a ficção tenha começado a parecer menos imaginação e mais ensaio geral. Há filmes que envelhecem mal; outros envelhecem rápido demais. O Amor é Cego pertence à segunda categoria porque se transformou num diagnóstico exato da realidade vermelho-verde-amarela de 2026.


À primeira vista, é uma comédia romântica leve. Jack Black interpreta um sujeito raso, obcecado por padrões estéticos que jamais alcança. Então surge o guru — sempre surge — oferecendo iluminação instantânea. O truque é singelo. O protagonista passa a enxergar apenas a “beleza interior”. O efeito é cômico. Ele se apaixona por uma mulher que, no mundo real, não corresponde ao ideal que ele dizia cultuar. Para ele, porém, ela é perfeita. Não porque ela mudou, mas porque a realidade foi suspensa.


A genialidade do filme está aí. Não se trata de aprender a ver melhor, mas de aprender a não ver. A hipnose não cria virtude; cria cegueira. Mas quando a cegueira deixa de ser acidente e se transforma em estratégia, ela abandona a ingenuidade e se converte num projeto evidente de poder.


É preciso chamar as coisas pelo nome. Desde Karl Marx, o grande formulador da ideologia do fracasso, a moral é tratada como um incômodo descartável. Para ele, ética é superestrutura: um artifício criado para legitimar relações econômicas. Não existe bem ou mal em si; existe o projeto. Os meios são irrelevantes, desde que o fim seja proclamado como justo. A corrupção, nesse esquema mental, não é um problema moral, é apenas uma ferramenta. Se serve ao projeto, absolve-se. Se escandaliza, relativiza-se. A moral não limita o poder; ela é sacrificada em nome dele.


Por isso o filme é atualíssimo. Basta olhar ao redor para enxergar uma sociedade submetida ao mesmo transe. Não por um guru excêntrico num elevador, mas por uma ideologia inteira que promete redenção enquanto suspende qualquer critério de realidade.


O resultado é a obscenidade normalizada. Ou não? Aposentados roubados no INSS tratados como “falhas técnicas”, Correios afundados sem culpados, escândalos financeiros como no caso Master escancarados recebidos com indiferença moral. A corrupção deixou de se esconder; perdeu o pudor e ganhou, como sempre, narrativas.


O mais espantoso não é a existência do encantador de burros — toda época produz o seu. O espantoso é a multidão disposta a manter os olhos fechados mesmo depois de revelado o velho novo truque.


Enxergar exige responsabilidade, a de admissão do engano. Impõe o “acordar-se”.


Bem, talvez algo esteja mudando. Pesquisa recente indica um dado incômodo para o “hipnotizador de burros”. Até parte dos sustentados pelo assistencialismo tupiniquim começa a rejeitar o encanto. Não é lucidez plena, mas já é um espasmo de consciência no país hipnotizado pela farsa lulopetista.


No filme, a hipnose acaba. Na vida real, ela costuma durar mais, porque rende cargos, discursos, dinheiro sujo, e a confortável cumplicidade dos que fingem não ver. Nenhuma ilusão, porém, resiste eternamente à realidade. Quando o transe se desfaz, o encantador desaparece, o truque fica evidente e sobra apenas o essencial.


Oxalá o país comece a se olhar no espelho e se pergunte, sem anestesia, como aceitou chamar cegueira de virtude, e farsa e ruína de “governo do povo”.










publicadaemhttps://www.puggina.org/outros-autores-artigo/a-hipnose-do-lulopetismo__18612

Como políticos usam a economia para ganhar eleições

   Adriano Dorta 


Os políticos, como mostra a teoria da Escolha Pública, não são santos nem heróis. Pelo contrário, são pessoas como qualquer outra, que respondem a incentivos e pensam nos próprios interesses. Para a surpresa de zero pessoas, o maior interesse de um político é se manter no poder.

O Ciclo Político-Econômico nasce dessa lógica. Ele aplica ferramentas da economia para entender como governos se comportam perto das eleições em democracias. A ideia básica é simples. Como políticas econômicas afetam a vida das pessoas, elas também afetam votos. Por isso, quando a eleição se aproxima, cresce o incentivo para adotar medidas que gerem alívio ou sensação de melhora no curto prazo, mesmo que criem custos no médio e longo prazo.

O sistema democrático recompensa políticos por comportamentos assim. Em ano eleitoral, é comum ver aumentos de gastos que estimulam a atividade e reduzem o desemprego no curto prazo. O problema é que esse tipo de estímulo tende a pressionar a inflação e piorar as contas públicas.

A teoria do ciclo político-econômico nos ensina que, perto das eleições, os políticos que estão ocupando cargos tendem a gastar mais. Esse gasto aparece em forma de obras, aumento ou criação de benefícios, eventos, concursos com a intenção de criar sensação de prosperidade e aumentar a aprovação do governo.

Isso acontece porque eleitores, na maioria das vezes, responsabilizam o governo quando as coisas vão mal. Quanto pior a economia, menor a aprovação e, consequentemente, menores as chances de vitória.

No fim, um governo acaba sendo formado por indivíduos auto interessados tentando encontrar a combinação de inflação e desemprego que rende o maior número de votos possível. Depois que a eleição passa, chega o momento de “apagar o fogo”. Gastos são cortados, juros sobem para conter a inflação, a economia esfria e a inflação cede, mas o desemprego volta a subir. O ciclo se repete porque o incentivo político continua o mesmo.

A democracia tem uma concentração de interesses heterogêneos. A própria população que vota se contradiz. Como pagadores de impostos, todos querem pagar pouco, mas, quando são beneficiários, a mesma população apoia qualquer tipo de privilégio.

Por conta dessa dinâmica, os políticos têm grandes incentivos para manipular a política fiscal com gastos em coisas inúteis – como estradas que não levam a lugar nenhum – ou transferências de renda que vão aumentar a demanda e aquecer a economia para instrumentalizar a votação ao seu favor.

Vamos analisar algumas eleições no Brasil:

Em 2002, a disputa foi entre Lula (PT) e José Serra (PSDB).


*Segundo turno: 27/10/2002

Em 2010, a disputa foi entre Dilma (PT) e José Serra (PSDB).


*Segundo turno: 31/10/2010 Fonte: Banco Central e IBGE

O governo é, em grande medida, responsável pela inflação e tem contribuído fortemente para a sua alta. Seus gastos influenciam o nível de atividade e o desemprego. Os impostos interferem diretamente nas decisões privadas de milhões de pessoas.

Basta lembrar que tributos mudam preços relativos, encarecendo alguns bens e barateando outros. Ao escolher quem paga mais e quem paga menos, o Estado usa o sistema tributário para manipular preços e distribuir vantagens. Tudo depende de qual setor garante mais votos.

O governo também interfere no comércio internacional, criando regras e barreiras para favorecer setores nacionais. O resultado disso é você pagando mais caro e o governo recebendo mais apoio dos grupos beneficiados.

No Brasil, a grande jogada é inaugurar obras. Como o político federal controla grande parte do orçamento, ele usa esse recurso para comprar apoio político local. Deputados e senadores conseguem direcionar dinheiro por meio de emendas parlamentares, seja individual, de bancada ou de comissão.

O parlamentar escolhe um município onde ele já tem uma base sólida ou onde quer construir uma. Quase sempre, isso depende de um aliado fundamental: o prefeito. É o prefeito quem tem as secretarias, a equipe e o poder de executar a verba. No fim, é ele quem transforma o orçamento em marketing, e o marketing em voto.

O vereador entra como a linha de frente. Ele faz a política de bairro, conhece as pessoas, visita as famílias, mobiliza a comunidade e organiza o evento de inauguração. É ele quem garante que a obra “tenha dono” na cabeça do eleitor.

A inauguração vira o grande momento eleitoral. O prefeito e os vereadores agradecem o deputado que mandou a verba e repetem o roteiro de sempre: “sem ele, isso não seria possível”. O deputado aparece como salvador da cidade, retribui os elogios e tira a foto que vai render votos.

Na prática, são indivíduos reagindo aos incentivos. Eles calculam o caminho mais eficiente para manter apoio, ganhar eleição e sustentar poder. Por isso, eleger “as pessoas certas” não resolve o problema de verdade. O sistema premia quem faz o processo político funcionar – e reformar a natureza humana é impossível.

Na próxima eleição, faça um experimento simples. Observe os indicadores alguns meses antes. Veja gastos, inflação, crédito, impostos e promessas. Depois, compare quais medidas o governo vai tomar após uma eleição vitoriosa.

Referências

DOWNS, Anthony. Uma Teoria Econômica da Democracia. Editora da Universidade de Sao Paulo.

NORDHAUS, William D. The political business cycle. Review of Economic Studies, Oxford, v. 42, n. 2, p. 169‑190, 1975.

Buchanan , James ; Tullock, Gordon . O Cálculo Do Consenso: Fundamentos Lógicos Da Democracia Constitucional. Rio de Janeiro: Instituto Liberal, 2021.

MUELLER, Dennis C. Public choice III. Cambridge: Cambridge University Press, 2003.








PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/como-politicos-usam-a-economia-para-ganhar-eleicoes/

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More