Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

domingo, 31 de maio de 2026

Os donos do poder: a estrutura do poder no Brasil patrimonialista

   Ricardo Vélez-Rodríguez 


A obra de Raimundo Faoro intitulada: Os donos do poder (1ª edição, Porto Alegre: Globo, 1958, 2 vol.) constituiu uma novidade na literatura sociológica brasileira, porque, ao contrário da tradicional dicotomia opressor-oprimido com que a sociologia marxista tinha caracterizado a realidade brasileira, escolhia uma nova tipologia, a decorrente da análise weberiana, em torno aos modelos que acompanharam o surgimento do Estado Moderno. Tais modelos eram o contratualista e o patrimonialista.

O modelo contratualista concretizou-se naquelas sociedades, como as encontradiças nas Ilhas Britânicas e na Europa Ocidental, nas quais tinha vingado, ao longo da Idade Média, um modelo de diversificação social que deu ensejo ao surgimento de classes que lutavam pela posse do poder, em decorrência da vigência, nelas, do contrato de vassalagem. Não tendo conseguido se eliminar mutuamente, as classes que lutavam pela posse do poder negociaram a participação no mesmo, tendo dado ensejo ao “contratualismo” moderno. O Estado se consolidou como pacto entre as classes beligerantes, originando o modelo parlamentarista e a democracia representativa, vigente primeiro nas Ilhas Britânicas, mas que se estendeu ao resto do Continente, com exceção daqueles países situados nos confins da Ilha Européia, a Rússia, no leste e a Península Ibérica, no oeste.

O modelo patrimonialista concretizou-se ali onde um poder patriarcal original alargou a sua dominação doméstica sobre territórios, pessoas e coisas extrapatrimoniais, passando a administrá-los como propriedade familiar ou patrimonial. A característica marcante de tais sociedades foi a ausência de diversificação entre interesses diferentes, que teriam consolidado classes sociais. Tudo foi organizado ao redor do poder patriarcal predominante, que passou a agir como “dono do poder”, sendo a cooptação a forma de aproximação dele. Tal modelo vingou nos confins da Ilha Européia, na Rússia e na Península Ibérica, por força da influência que sobre esses territórios exerceu o modelo de despotismo oriental praticado pelos mongóis (que influiu na Rússia) e pelos califas árabes (que marcaram o surgimento do Estado moderno em Portugal e na Espanha, na luta de oito séculos entre os cristãos – tributários da tradição feudal – e os sarracenos – influenciados pelo despotismo asiático. Os primeiros, para vencer os segundos, copiaram os seus procedimentos administrativos despóticos, que anularam a influência da tradição medieval européia).

O Brasil formatou a sua organização política no seio dessa ampla tipologia do Patrimonialismo. A empresa do rei, no período colonial, e a organização do Estado como propriedade do soberano, após a Independência, foram elementos marcantes da nossa organização sócio-política. Nem o Império, no século XIX, nem a República, no século XX, conseguiram mudar esse tipo de poder concentrado no vértice da pirâmide social, que se relacionava com a sociedade mediante a cooptação da mesma pelo centripetismo monárquico ou presidencialista.

No seio das reformas protagonizadas pela Segunda Geração Castilhista, com Getúlio Vargas à frente, no longo período que se estende de 1930 até 1945, a sociedade brasileira terminou se diversificando não ao redor de interesses protagonizados pelas classes sociais que lutavam pela posse do poder, mas ao redor dos sindicatos organizados pelo Estado autoritário, como peças estamentais da engrenagem de cooptação dos novos donos do poder sobre a sociedade.

Esse processo de dominação patrimonialista via sindicatos foi muito bem estudado pelo saudoso amigo Francisco Martins de Sousa (1925-2023), na sua tese de doutoramento defendida na Universidade Gama Filho, em 1985. Os partidos políticos do ciclo getuliano acompanharam tal processo de extensão dos tentáculos do poder patrimonial via sindicatos, no interior do organismo social, sempre agindo como vasos comunicantes da cooptação do Centro do poder sobre a periferia social. A situação não mudou essencialmente com a chegada do regime militar. A cooptação dos sindicatos mediante os partidos políticos continuou ao longo dos vinte anos dos militares no poder, que expurgaram os líderes de esquerda, deixando intocada a estrutura sindical herdada do getulismo. Nem a Constituição de 1988 conseguiu se ver livre da fascista/leninista herança trabalhista (fascista pela inspiração corporativista dos sindicatos; leninista, porque o getulismo adotou o modelo leninista do sindicato único por categoria).

Participei com muita honra, à frente do Ministério da Educação, em 2019, de luta do Presidente Bolsonaro pela expulsão da corja lulopetista e da sua substituição por um governo de transição que tentou sanear a economia oficial, bastante machucada pela imprevidência petralha. Deparamo-nos, para variar, com os tais sindicatos e com os costumeiros partidos políticos da esquerda, polarizados ao redor do PT, que agiam, como agora, à maneira de engrenagens estamentais da força centrípeta de cooptação dos donos do poder sobre a máquina pública e sobre a sociedade como um todo. Guindado fantasmagoricamente ao poder em 2022, após descondenado pela dupla STF/TSE, Lula reforçou brutalmente o poder dos sindicatos, ao libertá-los da prestação de contas do farto dinheiro que, pela via fascista do imposto sindical, os alimentava tradicionalmente. E os partidos se viram amarrados à intrincada maranha corruptora que a engenharia política petista teceu ao seu redor com o dinheiro auferido das empreiteiras pela via transversa da corrupção, que tinha passado a alimentar as cúpulas partidárias, já a partir do Mensalão e do Petrolão.

Façamos um rápido balanço, como diriam os escolásticos, do “status quaestionis” da problemática da quebradeira geral que hodiernamente nos amarga. Falemos primeiro dos sindicatos, cujo número, em 2017, já tinha ultrapassado a fantástica cifra dos 17 mil e duzentos. Em setembro de 2015, antes de a Dilma ter sido escorraçada do Planalto, o total já chegava a impressionantes 15 mil e 900 entidades. Quando Lula foi “reeleito”, informava o jornalista Claudio Humberto na sua coluna, “o Brasil virou campeão no número de sindicatos, com mais de 90% do total mundial. Nos governos petistas de Lula e Dilma, entre 2002 e 2018, tinha sido autorizada a criação de 9.382 sindicatos em 2006, mais da metade dos 17.289 de hoje” (Folha de Londrina, 21/08/2017, p. 3). Informações do Ministério do Trabalho confirmavam que nesse ano foi autorizada a criação de mais 112 sindicatos, de um total de 391 solicitações. Resultado: o Brasil conta hoje com mais sindicatos do que profissões: 11.867 sindicatos de trabalhadores e 5.408 de empregadores. Isso sem contar federações, centrais, associações, conselhos de classe, etc., segundo informava o citado jornalista. A realidade é que o Brasil conta com muito mais sindicatos do que o resto do mundo. Os Estados Unidos, por exemplo, a economia mais poderosa do Planeta, contam com apenas 190 sindicatos; o Reino Unido, 16; a Dinamarca, 164 e a Argentina, 91. A disparidade com os nossos 17 mil e mais sindicatos é gritante.

Os sindicatos brasileiros, informava Claudio Humberto, “tiraram compulsoriamente de trabalhadores e empregadores (…) mais de 3,5 bilhões de reais, apenas em 2016”, soma equivalente, aliás, à astronômica quantia de 3,6 bilhões que a classe política previa tungar do tesouro para financiar as campanhas das 35 e tantas legendas através do tal fundo partidário. Ou seja: entre sindicatos e partidos políticos, os espertalhões se apropriavam de boa soma do nosso Produto Interno Bruto, algo em torno aos 7 bilhões de reais por ano. Cifra fantástica que estava já a revelar como está vivo o Modelito Patrimonialista entre nós e quem são os donos efetivos do poder.

Voltemos a 2017. O governo Temer partiu para uma corajosa política de privatizações, que fez reviver os melhores tempos de políticas antipatrimonialistas postas em execução, há trinta anos, pela dupla PSDB-PFL. Gozado como os gatos gordos que se sentavam à mesa diretiva das estatais a serem privatizadas, alegavam que “estão a acabar com o patrimônio da Nação”. Cantilena semelhante foi levantada pelos sindicalistas quando foi apresentado o projeto de fim do imposto sindical. Ora, ora, o governo Temer já não tinha nada a perder com os seus críticos. Logo: privatização neles! Nos idos de 2017, um desses nefelibáticos burocratas improdutivos ligado à área da aviação civil, afirmando que o prejuízo com a extinção possível da estatal na qual estava acomodado seria muito séria para o país e que era necessário injetar na quebrada empresa bilhões de reais, “para que o Brasil não perdesse o seu patrimônio”. Bom: o patrimônio já tinha sido perdido havia muito tempo! Era melhor lhe estender o certificado de defunção antes de que os cidadãos continuassem a pagar pela vida-morta das estatais improdutivas!

*Artigo publicado originalmente no site do autor
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É evolução mesmo?

  Afonso Pires Farias


Nos primórdios da humanidade, os homens buscavam na natureza e na caça apenas o necessário para a própria sobrevivência. Com o tempo, essa busca passou a incluir também o sustento da família, evoluindo da coleta e caça para o cultivo da terra. O que faltava a um, ele adquiria de outro através da troca direta de mercadorias — o conhecido escambo.

No entanto, com a diversificação dos produtos e a dificuldade de mensurar o valor de cada item, surgiu a moeda. Inicialmente, um único bem serviu como base de valor para todas as transações, até que a própria moeda oficial foi adotada.

O trabalho passou a ser especializado e remunerado. O carpinteiro produzia a madeira e recebia por isso; o construtor erguia as estruturas; o artista demonstrava sua arte em troca de donativos. Quando o trabalho exigia um espaço mais adequado, o dono de um estabelecimento cedia o local e, em troca, ficava com uma porcentagem do lucro gerado. Tudo funcionava de maneira orgânica e autônoma, e eventuais desavenças eram resolvidas naturalmente com o passar do tempo.

Mas eis que surgiu uma "brilhante" ideia: a criação de um ente que regulasse tudo e todos. O objetivo era evitar conflitos decorrentes do descumprimento de regras. Assim, criou-se o Estado, encarregado de ditar comportamentos, trocas e relações sociais. A partir desse momento, tudo passou a depender do crivo estatal.

O Estado prometeu justiça e segurança — coisas que antes não havia necessidade de imposição e que, no fim, ele falhou em entregar. Prometeu também equidade, para que ninguém fosse lesado. Contudo, para que o sistema funcionasse sob suas regras, tudo passou a ser subordinado ao aparato governamental. Quanto mais o Estado atuava, mais cobrava por isso e menos entregava como resultado.

Hoje, nada pode ser feito livremente sem a chancela deste "leviatã". Estamos entregando nossa liberdade em troca de uma segurança que não possuímos, mas que somos obrigados a pagar de qualquer forma. O fruto de toda essa arrecadação é distribuído de maneira conveniente àqueles que estão no poder. O que antes era fruto de livre negociação, hoje só se concretiza mediante autorização estatal — um processo que muitas vezes só favorece quem possui vínculos políticos ou quem recorre a favores dentro da própria entidade fiscalizadora.

Com isso, criaram-se duas castas distintas, diferenciadas por sua proximidade ou alinhamento com o aparato estatal: aos amigos do rei, os favores da lei; aos opositores, os rigores dela.












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Investir no Paraguai: sugestões sedutoras

 gilbertosimõespires


MAIS SOBRE INVESTIR NO PARAGUAI

Face ao interesse manifestado por inúmeros leitores quanto às sugestivas declarações feitas pelo ministro de Indústria e Comércio do Paraguai, Marco Riquelme, em recente evento do grupo Mercado&Opinião, em São Paulo, com pedidos de mais informações sobre as reais vantagens de INVESTIR NO PARAGUAI, que foram alvos do editorial de ontem, 25 , com o título - PARAGUAI - A PASÁRGADA LATINO-AMERICANA-, eis aí o que o governo do nosso país vizinho está oferecendo, por exemplo, às pessoas físicas:  

INVESTOR PASS

 

Para começar, como bem refere Rafael Balago, repórter internacional da Exame, em abril o PARAGUAI lançou NOVAS MODALIDADES DE VISTO DE RESIDÊNCIA PARA INVESTIDORES. Neste modelo, chamado de INVESTOR PASS, quem abrir um negócio ou investir no país GANHA DIREITO A UM DOCUMENTO DE RESIDENTE PERMANENTE, O QUE PERMITE PAGAR MENOS IMPOSTOS. O programa possui QUATRO CATEGORIAS DE INVESTIMENTO, que exigem A PARTIR de US$ 70 mil (R$ 350 mil na cotação atual).

QUATRO CATEGORIAS DE INVESTIMENTOS

 

1- INVESTIMENTO EM NEGÓCIOS COMERCIAIS OU INDUSTRIAIS - Para tanto se faz necessário empregar ao menos cinco cidadãos paraguaios.

2- INVESTIMENTO FINANCEIRO - O interessado precisa investir ao menos US$ 200 mil (R$ 1 milhão) no mercado de ações do Paraguai, ou em outros tipos de investimento financeiro, e manter o dinheiro nele ao menos por DOIS ANOS. 

3- INVESTIMENTO EM IMÓVEIS - É preciso investir ao menos US$ 200 mil (R$ 1 milhão) em um projeto imobiliário, como a compra, a construção ou a operação do imóvel, que não pode ser para uso pessoal.

4- INVESTIMENTO EM TURISMO - O estrangeiro deve investir ao menos US$ 150 mil em serviços, infraestrutura ou atividades relacionadas ao turismo. O Paraguai tem interesse especial em desenvolver o turismo em Ciudad del Este, vizinha de Foz do Iguaçu. A região já recebe fluxo intenso de turistas e compradores, e o país quer oferecer mais opções a eles, bem como aumentar seu faturamento no setor.

DIREITO OFERECIDO PELO INVESTOR PASS

 

Em caso de aprovação, o estrangeiro recebe um VISTO DE RESIDÊNCIA PERMANENTE -VÁLIDO POR DEZ ANOS- QUE PODE SER RENOVADO. O documento dá direito a trabalhar no país e a pagar menos impostos, na comparação com estrangeiros que não possuem o visto. A taxação de dividendos cai de 15% para 8%. A permissão vale apenas para o aplicante. Outros membros da família precisam fazer pedidos de residência temporária separadamente. Após dois anos, eles também podem pedir a residência permanente.

REQUISITOS

DETALHE: O RESIDENTE NÃO PRECISA MORAR NO PAÍS PARA MANTER O DOCUMENTO. Basta comparecer para retirar o documento. A solicitação pode ser feita online. O interessado precisa apresentar certidões de antecedentes criminais, declarar a origem dos recursos e, depois, demonstrar o andamento dos investimentos para o governo paraguaio. De acordo com o governo paraguaio, os pedidos de residência passaram de 28.000 para 47.000 em 2025, com a expectativa de atingir 80.000 em 2026. A maioria deles vem do Brasil.












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Governo corrupto do ex-presidiário Nine leva um dia para reagir, não explica omissão e ataca família Bolsonaro

  Nota do desgoverno petista evita criticar o governo dos EUA que, afinal, tomou a decisão


O governo Lula (PT) levou um dia inteiro elaborando uma nota de resposta, divulgada nesta sexta-feira (29), sobre a decisão do governo dos Estados Unidos de classificarem como organizações terroristas a facções criminosas PCC e Comando Vermelho. A resposta, meramente político-eleitoral, reforça a impressão geral de que o governo segue passando pano para criminosos.

Em vez de responder ao ao governo dos EUA, donos da decisão, o Palácio do Planalto preferiu atacar a família Bolsonaro e seus apoiadores, acusando-os de estimular interferência estrangeira no Brasil. A classificação se destina a dar instrumentos efetivos ao governo norte-americano de combater esses criminosos, que motivam quantias impressionantes de dinher.

Somente a operação policial nesta quinta-feira (28) investiga a movimentação de mais de R$26 bilhões do PCC por meio de fintechs e outras instituições financeiras.

Na nota, o governo mistura defesa da soberania nacional com ataques diretos à oposição, chamando aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de “traidores”, como se o Brasil estivesse em guerra contra os EUA, e de “falsos patriotas”, sem explicar aos brasileiros sua relutância em enfrentar essas organizações criminosas, inclusive apoiando mudanças legislativas de aumento das pena e de redução da maioridade penal, única alternativa para proteger os jovens do assédio dessas organizações criminosas ou terroristas.

A nota do governo Lula também não explicou por que o governo brasileiro recusou convite para se unir a uma aliança de 12 países das Américas para enfrentar organizações terroristas e de tráfico internacional de drogas. Lula (PT) preferiu se associar a outro esquerdista, o colombiano Gustavo Petro, para a atitude estudantil de “marcar posição” contra os EUA.

A reação ocorre justamente após autoridades americanas endurecerem o discurso contra organizações criminosas brasileiras, tratadas cada vez mais como grupos de alcance transnacional e potencial terrorista. Em vez de aproveitar o momento para reforçar alinhamento estratégico com os EUA no combate ao crime organizado, o governo preferiu transformar a crise em mais um embate político interno.

Outro ponto que chamou atenção foi a tentativa do Planalto de relativizar a classificação das facções como organizações terroristas. O governo argumenta que PCC e CV atuam motivados por lucro e tráfico de drogas, e não por razões ideológicas ou religiosas, como ocorre no terrorismo internacional.

A nota também levanta preocupação com possíveis impactos econômicos de medidas unilaterais estrangeiras, chegando a citar riscos ao sistema financeiro brasileiro e até ao PIX.

Veja abaixo a nota na íntegra:

“O Brasil é uma nação soberana que tem travado combate permanente contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as demais facções e milícias que praticam o terrorismo nos territórios em que vivem milhões de famílias. Enfrentar essas organizações criminosas com firmeza é, e continuará sendo, prioridade do Estado brasileiro.

O terror causado por essas organizações em comunidades busca obter lucro através do crime, especialmente pelo tráfico de drogas e armas, e não pode ser confundido com o tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional.

A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros.

É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país.

Aprovamos recentemente uma lei de combate às facções e milícias com penas que chegam a até 80 anos de prisão – a maior prevista em toda a legislação brasileira. O Governo do Brasil conduz o programa “Brasil contra o Crime Organizado”, que combate as facções e milícias desde o seu braço armado nas esquinas até o seu andar de cima.

O crime organizado não respeita fronteiras e seu combate exige ação conjunta. Construímos, ao longo de décadas, parcerias com vários países, inclusive com os Estados Unidos. O Brasil apresentou em 16 de abril deste ano, ao Departamento de Estado dos EUA, uma proposta focada na inteligência e na cooperação internacional que inclui ampliação dos controles sobre a lavagem de dinheiro praticada no exterior e sobre o tráfico de armas enviadas ao Brasil.

Qualquer colaboração internacional para o combate às facções será bem-vinda. Seguimos dispostos a construir soluções conjuntas benéficas aos países envolvidos. Mas não aceitaremos o uso de medidas arbitrárias vindas do estrangeiro como pretexto para atacar a nossa soberania e a nossa economia.

Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime. Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros.

Em resumo, trata-se de possível retrocesso no combate ao crime, risco à vida das pessoas e prejuízos econômicos ao país.

A soberania nacional é inegociável. O Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos. Quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança”.

Mael Vale - Diário do Poder















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Exposição Infantil Na Parada LGBT: O Dano Psicológico Que Ninguém Quer Admitir

 rubinhonunes/youtube


Exposição Infantil Na Parada LGBT: O Dano Psicológico Que Ninguém Quer Admitir

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ALERTA AOS TRABALHADORES: O QUE NÃO TE CONTARAM SOBRE O FIM DA ESCALA 6X1

 dep.claudiobranchieri


ALERTA AOS TRABALHADORES: O QUE NÃO TE CONTARAM SOBRE O FIM DA ESCALA 6X1


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https://www.youtube.com/watch?v=lTSSzaX2w6E

Trump esperou a HORA CERTA para PUNIR FALATÓRIO de Lula

 OUÇA ESSA/gazetadopovo/youtube


A Manobra Absurda De Lula Para Colocar Messias no STF!

deltandallagnol/youtube


A Manobra Absurda De Lula Para Colocar Messias no STF!


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https://www.youtube.com/watch?v=XuhKHVqxK-I

O time de Lula foi escalado há tempos

 partidoliberal/instagram


O time de Lula foi escalado há tempos e nem precisava ser vidente para saber o desastre que essa partida ia ser. Porque mentira tem perna curta, jogador esquerdista também. Ou o Brasil ganha ou fecha com o PT... quem escolhe é você!



Nepotismo?! Namorada de Toffoli Ganha Cargo no TSE!

 andrémarsiglia/youtube


Nepotismo?! Namorada de Toffoli Ganha Cargo no TSE!


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https://www.youtube.com/watch?v=ss4JxhDwqTE

sábado, 30 de maio de 2026

“O Ocaso do Império” e a missão dos brasileiros de hoje

   Lucas Berlanza


O fluminense Oliveira Viana, embora um autor clássico, não era, certamente, um liberal – ter servido de inspiração para o regime ditatorial de Getúlio Vargas e ensejar ao chamado “autoritarismo instrumental” como única forma de superar a falta de idealismo e sentimento de pertença cidadã dos brasileiros demonstram isso. Também ficou conhecido pela sua adesão às teses racistas então ainda muito em voga, em um tom oposto acerca do tema ao que seria adotado, por exemplo, por Gilberto Freyre e sua ênfase à miscigenação.

Nada disso, naturalmente, merece de nossa parte qualquer simpatia, ainda mais hoje quando, em um país com um aumento exorbitante no número de habitantes e muito mais urbanizado, nos esforçamos tanto por produzir valorosas iniciativas na sociedade civil para sanear o ambiente do nosso pensar político. Contudo, no pequeno volume O Ocaso do Império, de 1925, encontramos algumas avaliações bastante interessantes do cenário que antecedeu a derrubada do regime monárquico brasileiro. Não há, é verdade, tantos elementos que fujam ao que corriqueiramente se comenta; entre as influências está, por exemplo, a abolição da escravatura, que muito se aponta ainda hoje como causa da derrubada da Família Imperial.

Viana oferece uma descrição do movimento abolicionista, que “acentuou o sentimento de irritação” contra as instituições monárquicas ao conquistar o sucesso pretendido sem ofertar indenizações aos proprietários de escravos. “Esse ideal teve (…) um ambiente de dramaticidade vibrante, o mais próprio para fazer palpitar e comover um povo tão exuberantemente sensível e imaginativo como é o nosso”, de modo que, segundo o autor, “nenhum” dos grandes ideais que circularam no Brasil no Segundo Reinado “foi mais difuso, mais geral, mais popular do que este”. De tal modo, acreditava Viana, que em dado momento, pouco se acreditava que seria possível evitar o seu triunfo. Ele narra inclusive um episódio muito interessante, em que, no dia do advento da Lei Áurea, a Princesa Isabel se movia apressada para o Paço e Paulino, o Visconde de Uruguai, que “podia embaraçar o projeto”, desistiu “com fina elegância, em expressões que são um modelo de polidez, aticismo e ironia, declarando que, tendo cumprido o seu dever de cidadão, ia agora cumprir o seu dever de cavalheiro, ‘não fazendo esperar uma dama de tão alta jerarquia”.

O sociólogo elencou também o descrédito em que, aos olhos de muitos, as instituições monárquicas caíram, por diversificadas razões. Uma delas, a de que, diante da velhice e doença de D. Pedro II, antipáticos ao Conde D`Eu, marido da princesa, ou céticos quanto aos príncipes então jovens, os brasileiros da elite política e intelectual – que, lembremos, para Viana, estão sempre muito separados da “massa”, porque esta, (mal) educada em séculos de regime arquetipicamente “feudal” e patrimonialista, não teria construído qualquer senso de espírito público e cidadania capaz de sustentar plenamente uma democracia liberal – não enxergavam a monarquia subsistindo para um Terceiro Reinado.

A segunda seria o fato de que as lideranças dos grandes partidos – os liberais e conservadores, luzias e saquaremas, em cujos programas Viana também enxerga poucas diferenças práticas, a ponto de se servirem de retóricas e instrumentos, no governo, que combatiam e identificavam com o partido adversário, na oposição – começavam a se mostrar incomodadas demais com as intervenções do monarca. D. Pedro, é sabido, podia dissolver os Gabinetes ministeriais, ou poderiam ser convocadas eleições para o Parlamento, a fim de que ambos, Executivo e Legislativo, se harmonizassem; o Parlamentarismo sem opinião pública efetiva tornava “todos os atos políticos e administrativos” dependentes do Gabinete, que então montava “a ‘máquina’ do seu partido – pelos mesmos processos usados atualmente”, isto é, na República Velha, em que Viana vivia, “pelos oligarcas estaduais”.

Por isso, Viana acreditava que D. Pedro, usando do Poder Moderador, incumbia de “organizar o novo gabinete um prócer do partido oposto”, de tempos em tempos, a fim de “tanto quanto possível corrigir estes processos, impedir a montagem dessas ‘máquinas’”, e foi isso que teria garantido a estabilidade do regime por tantas décadas. A mesma prática, porém, – sobretudo, diz o autor, a partir da intervenção no gabinete Zacarias de Góes e Vasconcelos para substituí-lo, contra a maioria do Parlamento, pelo gabinete conservador de Itaboraí, em 1868 -, acabou levando à indisposição política de setores barulhentos contra o seu papel institucional. Seria, ele supunha, tal como alguns conservadores monárquicos supuseram ao defender o Poder Moderador que o Brasil apresentava na prática, a única maneira, à época, de conter o mandonismo e a ausência de legalidade nas províncias e regiões.

Porém, nem isso, nem a própria ideologia republicana em si, que Viana demonstra, com dados numéricos, inclusive revelando a quantidade diminuta de periódicos em sua defesa, não ter sido tão penetrante, seriam os fatores mais interessantes apontados pelo autor na obra. O fator prioritário seria a agitação militar; sem isso, o golpe de 1889 não se daria e, mesmo que a monarquia viesse a cair, teria sido possível que isso ocorresse apenas após a morte de D. Pedro.

Viana descreve a dimensão comportamental e psicológica dos militares como algo diferenciado da psicologia política e partidária; os militares teriam um forte espírito coorporativo, e, por obra da instigação dos próprios civis, sua inserção passional e exacerbada nas discussões e contendas políticas teria criado o monstro que devoraria o próprio regime. Teria havido um “grande programa de exploração sistemática das Forças Armadas, desenvolvido” no Brasil “desde 1870, com inegável habilidade, pela classe dos políticos civis”, visando “preparar um conjunto de circunstâncias, um ambiente apto a constituir como que um campo de atritos entre as suscetibilidades conhecidas da classe militar e as atitudes políticas dos gabinetes ou de uma dada situação partidária”. Foi isso que acabou sepultando o Império; o movimento de 1889 era lido, de início, como uma desarticulação do gabinete do Visconde de Ouro Preto, contra o qual se indispunham certas alas militares, mas acabou desembocando no desmantelamento de todo o sistema e o triste exílio imposto ao monarca.

A insatisfação com a realidade, que hoje inclusive também nos domina, pode levar ao cultivo de ideias revolucionárias, ao ímpeto de destruir o edifício do passado e implantar a absoluta novidade pela força. Nosso golpe republicano, a partir do qual destratamos de maneira tão vexatória um dos nossos governantes mais admiráveis, é um demonstrativo disso. Parece-nos que a própria evolução do regime ao longo do tempo, desde 1824 até então, evolução da qual participa até o figurino “parlamentarista” que veio a assumir, indica que tínhamos alternativa a simplesmente destruir tudo. Inclusive, no seio do monarquismo, reformas já eram discutidas e propostas. No entanto, a paciência e a prudência raramente prevalecem por aqui; tendo isso em mente, vejamos o que dizia, em carta confidencial de 1887 transcrita por Oliveira Viana, portanto alguns anos antes da República, o famigerado marechal e presidente Floriano Peixoto:

“Vi a solução da questão da classe, excedeu sem dúvida a expectativa de todos. Fato único, que prova exuberantemente a podridão que vai por este pobre país e, portanto, a necessidade da ditadura militar para expurgá-la. Como liberal que sou, não posso querer para meu país o governo da espada; mas não há quem desconheça, e aí estão os exemplos, de que é ele o que sabe purificar o sangue do corpo social, que, como o nosso, está corrompido”.

O próprio Oliveira Viana acreditou na força violenta de Vargas para equacionar os dramas nacionais. Contudo, qualquer que seja o valor de suas apreciações e de suas atitudes, apenas o levantamento desse pequeno documento já vale a leitura do livro. Floriano expressa muito da nossa falta de senso de orientação cíclica, que nos deixa prontos a querer resolver tudo com um absoluto revolver de todas as instituições e de toda a conexão com um passado histórico e uma continuidade, em busca de uma unidade armada que possa solucionar a nossa cultura cidadã invertebrada.

Quero crer, contra Oliveira Viana, que, quando muito por vivermos hoje um outro momento, podemos fazer melhor do que isso. Podemos fazer algo diferente do que fizeram os republicanos golpistas, ao escorraçar indignamente do Brasil um dos seus maiores homens de bem, ou do que fizeram os próceres do Estado Novo varguista, como o próprio Viana, após a Revolução de 1930. Quero crer que é possível semear as boas ideias e construir um espírito de autonomia e cidadania a partir de nossa sociedade civil. É a missão que movimentos, think tanks e intelectuais liberais e conservadores precisam trabalhar para cumprir hoje e construir um melhor amanhã.




















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