Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

A esquerda “anti-fascista” tem muito em comum com os fascistas originais

 Antony Mueller 


As ideias anti-capitalistas são hoje propagadas de maneira mais colérica por integrantes de movimentos ditos progressistas e “anti-fascistas“.

Mas eis a grande ironia: embora estes auto-proclamados anti-capitalistas (e declarados “inimigos da direita”) se rotulem de “anti-fascistas”, a realidade é que, mais do que qualquer outra ideologia, o fascismo é exatamente o que caracteriza suas idéias.

Mas, afinal, o que é o fascismo e qual o conteúdo desta ideologia?

O “Manifesto Fascista”

O Manifesto Fascista foi proclamado em 1919 por Alceste De Ambris e Filippo Tommaso Marinetti.

Em seu panfleto, os autores defendiam a implantação de um salário mínimo estipulado pelo governo e de uma jornada de trabalho de apenas oito horas diárias (um valor pequeno à época). Defendiam também que os trabalhadores tivessem representantes no alto escalão administrativo das indústrias e que os sindicatos tivessem o mesmo poder decisório que os executivos do setor industrial e os funcionários públicos.

Os autores do Manifesto Fascista também exigiam um imposto de renda progressivo (alíquotas mais altas para quem ganhasse mais), seguro-invalidez bancado pelo estado, e outros tipos de benefícios sociais, além da redução da idade de aposentadoria.

Mais: o Manifesto exigia o confisco da propriedade de todas as instituições religiosas, bem como a estatização da indústria de armas.

E não parava por aí: os autores do Manifesto Fascista também defendiam a criação de um sistema corporativista de “Conselhos Nacionais” (semelhantes aos sovietes), os quais seriam formados por especialistas eleitos por suas respectivas organizações profissionais, os quais teriam poderes legislativos em suas respectivas áreas.

Finalmente, De Ambris e Marinetti exigiam um pesado imposto progressivo sobre os lucros e os ganhos de capital com o intuito de expropriar uma fatia de toda a riqueza dos capitalistas.

Em 1922, o socialista Benito Mussolini ascendeu ao poder na Itália sob o estandarte do fascismo, e prontamente colocou em prática grande parte deste programa fascista que havia sido proclamado no Manifesto alguns anos antes.

Comparado ao Manifesto Comunista

Uma comparação com o Manifesto do Partido Comunista, escrito por Marx e Engels, e publicado em 1848, revela a relação siamesa entre fascismo e comunismo.

O Manifesto Comunista de 170 anos atrás apresentava 10 medidas necessárias para que um país se tornasse socialista. Dentre elas:

  • Imposto de renda fortemente progressivo.
  • Centralização do crédito nas mãos do estado, por meio de um banco nacional com capital do estado usufruindo monopólio exclusivo.
  • Centralização, nas mãos do estado, de todos os meios de comunicação e transporte.
  • Unificação do trabalho agrícola e industrial com o objetivo de eliminar gradualmente o contraste cidade e campo.
  • Educação gratuita para todas as crianças nas escolas públicas, eliminação do trabalho infantil nas fábricas em sua forma atual, e unificação da educação com a produção industrial.

Todos estes itens foram implantados pelos fascistas.

Ainda de acordo com o Decálogo Comunista, os itens que faltavam para que o socialismo pleno fosse alcançado sob o fascismo eram:

  • Expropriação da propriedade sobre a terra e aplicação de toda a renda obtida com a terra nas despesas do Estado. (Item 1)
  • Confisco da propriedade de todos os emigrantes e rebeldes. (Item 4)
  • Trabalho obrigatório para todos. Criação de exércitos industriais, em especial para a agricultura. (Item 8)

Mas melhora. Tanto os comunistas quanto os fascistas serviram de inspiração aos nazistas, que copiaram suas idéias no programa oficial do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, lançado em 1920.

As exigências do Partido Nazista

O próprio Adolf Hitler em pessoa estava presente quando os 25 pontos do programa do Partido Nazista foram anunciados no dia 24 de fevereiro de 1920. O termo nazismo já dizia tudo: era a abreviação de NSDAP, que significa Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães).

Em 1925, a Assembléia Geral do NSDAP declarou que o programa lançado em 1920 era “imutável”. E, em 1941, Adolf Hitler determinou que todos os futuros líderes do Reich deveriam jurar obediência aos 25 pontos.

O Programa do Partido Nazista incluía demandas como:

  • Socialização de empresas monopolistas
  • Municipalização de grandes lojas de departamento
  • Expropriação de terras para propósitos caritativos
  • Proibição da especulação imobiliária
  • Expansão de todo o sistema educacional estatal
  • Um abrangente sistema de escolas públicas gratuitas, com generosos estipêndios e bolsas estudantis
  • Defesa do meio ambiente em conjunto com a promoção da saúde e do preparo físico da população

Em particular, o programa do Partido Nazista exigia:

  • abolição do “rentismo”, isto é, a renda fácil não-oriunda do trabalho (item 11)
  • confisco dos lucros oriundos de atividades de guerra (item 12)
  • estatização de todas as empresas monopolistas (item 13)
  • distribuição dos lucros das grandes empresas (item 14)
  • generosa expansão de pensões e aposentadorias (item 15)
  • criação de uma classe média saudável (item 16)
  • reforma agrária adaptada às necessidades nacionais; criação de uma lei para a livre expropriação de terras para propósitos caritativos. Abolição do consumo da terra e proibição de toda e qualquer especulação imobiliária (item 17)

No item 20, o programa do partido exigia que “o estado deve garantir que todo o nosso sistema educacional nacional seja completamente expandido” por meio de um amplo sistema de subsídios para a educação.

No item 21, o programa estipulava que “o estado tem o dever de ajudar a elevar o padrão da saúde nacional fornecendo centros de maternidade, proibindo o trabalho adolescente, aumentando a capacitação física por meio da introdução compulsória de jogos, olimpíadas e ginásticas, e encorajando ao máximo possível a formação de associações voltadas para a educação física dos jovens”.

Os nazistas defendiam a criação de um “Exército Popular” — nada diferente daquilo que, mais tarde, os socialistas implantariam na Ásia e no Leste Europeu.

Não há diferença

Essa seleção de demandas existentes nas plataformas dos socialistas, fascistas e nazistas mostra o alto grau de similaridade entre as linhas de pensamento dessas três ideologias.

Aquilo que os socialistas expressam em seu slogan ‘de cada qual, segundo suas capacidades; a cada qual, segundo suas necessidades‘ é igual à máxima nazista de que ‘o bem comum vem antes do bem privado'(‘Gemeinnutz vor Eigennutz’) e igual ao lema fascista do ‘tudo dentro do estado, nada fora do estado, nada contra o estado‘.

Não é surpresa nenhuma que governos socialistas, fascistas e nacional-socialistas tenham agido como regimes repressores que não geraram nem prosperidade e nem paz, mas sim miséria, supressão de direitos humanos básicos e guerras.

Os atuais movimentos socialistas, que se definem como progressistas e anti-fascistas, simplesmente utilizam uma falsa terminologia para esconder sua verdadeira agenda. Ao mesmo tempo em que se rotulam “anti-fascistas” e declaram que o fascismo é seu inimigo, esse movimento “anti-fascista” é, essencialmente, fascista. Seus membros não são oponentes do fascismo, mas sim seus genuínos representantes.

Conclusão

No final, comunismo, socialismo, nazismo e fascismo são rótulos que se unem sob o estandarte do anti-capitalismo e do anti-liberalismo. São contra o indivíduo, contra a propriedade privada, e contra a liberdade empreendedorial.

O movimento progressista “anti-fascista” é, em si mesmo, um movimento fascista. O inimigo desse movimento não é o fascismo, mas sim a liberdade, a paz e a prosperidade.




























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BANANA NOVA??? UMA OVA

 LOGICAMACAQUISTA


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O BRASIL AINDA LONGE DE ONDE OS AMERICANOS JÁ ESTAVAM 250 ANOS ATRÁS

 fernaolaramesquita


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Flávio ALERTA EUA: Sanções contra o Brasil vão virar munição eleitoral para Lula


OLHA O ROUBO QUE FAZEM DIARIAMENTE

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Desabafo de um brasileiro

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Domingo, o Brasil perdeu para a Noruega no futebol.
Era uma possibilidade real. Talvez até um resultado esperado, embora a esperança fosse grande. O time vinha jogando bem, convencendo, animando o torcedor. Mas perdeu. Perdeu para uma seleção forte, física, organizada, fria e bem preparada.
À noite, desliguei a televisão.
Não havia como suportar aqueles jornalistas esportivos em estado de histeria, como se o país tivesse desabado por causa de uma bola que entrou ou deixou de entrar. Em poucos minutos, começou o festival de cretinices: a culpa era do Ancelotti, dos jogadores, do esquema tático, da CBF, da convocação, da não convocação do Pedro, da política, do governo, da oposição, do passado, do futuro e, se deixassem, até do clima da Escandinávia.
Nada do que eles próprios haviam dito antes do jogo valia mais. Os elogios desapareceram. As certezas mudaram de lado. As análises anteriores foram jogadas no lixo. E, com a maior cara de pau, passaram a falar como se sempre tivessem previsto o desastre.
Esse talvez seja um dos retratos mais claros do nosso subdesenvolvimento: a incapacidade de pensar com profundidade. Tudo vira escândalo. Tudo vira culpado. Tudo vira gritaria. Tudo vira tribunal.
Perdemos um jogo de futebol, mas o país reagiu como se tivesse perdido uma guerra.
E os jornalistas, que deveriam ajudar a organizar o pensamento público, fazem exatamente o contrário. Alimentam a histeria, exploram a frustração, inflamam a ignorância e depois chamam isso de análise esportiva.
Ninguém parece disposto a olhar para o que realmente existe por trás de certas derrotas. Somos um país de terceiro mundo, marcado pela falta de oportunidades, pela educação precária, pela pobreza administrada como projeto político e por uma juventude que, muitas vezes, enxerga no futebol a única porta de saída da miséria.
Para muitos meninos brasileiros, jogar bola não é apenas sonho. É fuga. É sobrevivência. É a chance de tirar os pais da pobreza, ajudar os irmãos, socorrer os amigos, escapar de uma vida sem horizonte. O futebol no Brasil carrega um peso social que poucos países desenvolvidos conseguem compreender.
Do outro lado estava a Noruega: país rico, organizado, educado, estratégico, com um fundo soberano de trilhões de dólares, instituições sólidas e uma população que não depende de um gol para sentir que ainda tem futuro.
A Noruega entrou em campo com onze jogadores. Mas entrou também com método, disciplina, preparo físico, equilíbrio emocional e uma cultura de planejamento. Nós entramos com talento, esperança, pressão, improviso e um país inteiro pendurado no resultado.
Foi triste ver alguns cruzamentos do Brasil na área adversária. Os noruegueses cortavam bolas sem sequer precisar pular. Ali não havia apenas diferença de jogada. Havia diferença de estrutura, de porte físico, de formação, de preparo, de alimentação, de escola, de sociedade.
Somos, em muitos aspectos, um povo diminuído pelas consequências do atraso. Um país que se acostumou a chamar assistência de solução definitiva. Um país onde se comemora tirar milhões da pobreza colocando-os na dependência permanente do Estado, como se isso fosse emancipação.
Não é.
Aliviar a fome é obrigação moral. Mas transformar a dependência em projeto nacional é a confissão mais clara do fracasso.
Imagine se, no Brasil, um atacante da seleção ficasse cinquenta ou sessenta minutos praticamente parado, esperando o jogo chegar até ele. A torcida já estaria vaiando. Os comentaristas já estariam gritando: “não está fazendo nada”. Pediriam substituição imediata.
Mas Haaland fez exatamente isso. Recolheu-se, esperou, economizou energia, leu o jogo. Passou grande parte da partida quase invisível. E, quando a oportunidade chegou, bastaram poucas bolas para decidir.
Isso, caros jornalistas histéricos, não é sorte. É estratégia.
Ele sabe quem é. Sabe o tamanho que tem. Sabe a força que possui. Sabe que não precisa participar de todas as jogadas para ser decisivo. Tem quase dois metros, porte de lutador, talento de gênio e frieza de jogador formado em uma cultura que não confunde ansiedade com intensidade.
Enquanto isso, no Brasil, qualquer pausa vira suspeita. Qualquer recuo vira covardia. Qualquer derrota vira caça às bruxas.
O Brasil não jogou mal. Teve chances. Poderia ter vencido. Mas nos momentos decisivos, faltou estrutura emocional. Faltou a frieza que separa o bom jogador do jogador decisivo.
Na cobrança do pênalti, Guimarães parecia carregar o peso de duzentas milhões de pessoas nas costas. Antes mesmo de bater, o corpo já denunciava o nervosismo. Parecia quase tremendo. Tudo indicava que poderia perder. E perdeu.
A culpa, portanto, não é simplesmente dele. Nem de Ancelotti. Nem da convocação. Nem da CBF. Nem de uma substituição feita ou não feita.
A culpa é mais profunda.
A culpa é do subdesenvolvimento que nos acompanha há gerações. Subdesenvolvimento econômico, educacional, cultural, emocional e, sobretudo, mental. Um subdesenvolvimento que se revela até mesmo na forma como reagimos a uma derrota esportiva.
Perder para a Noruega deveria ser apenas isso: perder um jogo para uma seleção forte. Mas no Brasil vira crise nacional. Vira espetáculo. Vira choradeira coletiva. Vira combustível para jornalistas que vivem de transformar frustração popular em audiência.
E assim passarão dias, talvez semanas, discutindo uma derrota insignificante como se ela explicasse o destino da humanidade.
Enquanto isso, as verdadeiras derrotas continuarão quase invisíveis: a escola ruim, a pobreza hereditária, a falta de oportunidades, a dependência política, a baixa produtividade, a deseducação do povo, a mediocridade do debate público.
Essas derrotas não rendem tanto quanto um pênalti perdido.
Por isso desliguei a televisão.
Não por causa da derrota do Brasil.
Mas porque a reação à derrota foi muito mais deprimente do que o jogo.
Como pensa um brasileiro.


Brasil Perde e PT Fez Jogada Perigosa Para Dominar O Senado!

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Bolsonaro Autorizou o Vídeo de Michelle Contra Flávio?

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ECONOMIA DO CRIME

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Lei 14.789 foi a CANETADA que AFUNDOU as INDUSTRIAS brasileiras

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A BOMBA VAI ESTOURAR

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SOMOS ROUBADOS ATÉ NA FORMA COMO NOS INFORMAM

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sou de direita, conservador.

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movimento para baixar os salários...

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domingo, 5 de julho de 2026

Quem decide o que pode ser dito no Brasil?

 Daniela Araque Rodríguez


A liberdade de expressão não é apenas mais um direito civil. Ela constitui o limite fundamental que impede o poder de decidir quais ideias podem existir no espaço público. Sem esse limite, a distinção entre democracia e arbítrio começa a se desfazer.

No Brasil, esse princípio segue no centro do debate em pleno ano eleitoral de 2026. Decisões contínuas do Supremo Tribunal Federal (STF) têm determinado o bloqueio de contas e a remoção de conteúdos sob a justificativa de conter a desinformação e prevenir ameaças institucionais. O que inicialmente foi apresentado como uma medida de exceção para estabilizar o país consolidou-se rapidamente em uma jurisprudência permanente e opaca de controle do discurso digital.

Do ponto de vista institucional, o argumento é claro: proteger a democracia. Mas o problema liberal nunca esteve apenas nos fins, e sim nos meios e, sobretudo, nos precedentes que esses meios criam.

Quando o estado passa a intervir diretamente no conteúdo do discurso, o critério deixa de ser objetivo e passa a depender da interpretação de autoridades. É exatamente aí que reside o risco.

Para John Stuart Mill, em Sobre a Liberdade, a defesa do domínio íntimo da consciência exige a liberdade no seu sentido mais amplo, abrangendo a associação, o pensamento e a “absoluta liberdade de opinião e sentimento sobre todos os temas, práticos ou especulativos, científicos, morais ou teológicos” (Mill, 2018, p. 96)[1]. Silenciar uma opinião é privar a sociedade da possibilidade de confrontar ideias, uma vez que “deve existir plena liberdade para afirmar e discutir, como matéria de convicção ética, qualquer doutrina, por mais imoral que pudesse ser considerada” (Mill, 2018, p. 96). A exigência de proteger o debate público baseia-se muito mais em sua importância estrutural para a sociedade do que na veracidade prévia de qualquer premissa. A verdade não é decretada, ela emerge da abertura ao conflito entre posições divergentes.

A escola austríaca aprofunda esse argumento. Para Ludwig von Mises, a verdadeira liberdade consiste na capacidade do indivíduo de organizar a sua própria vida e escolher os seus objetivos. Sem ela, não há coordenação social baseada em escolhas individuais, mas adaptação forçada a diretrizes centrais. Mises alerta que, quando as autoridades assumem o controle e impõem as suas decisões através da coerção e da violência policial, essa liberdade é totalmente destruída e substituída pela opressão.

Já Murray Rothbard adverte que o estado procura sempre dominar os meios de comunicação e a educação para moldar as mentes dos cidadãos e garantir a sua obediência. Essa intervenção estrutural ignora que cada indivíduo possui um direito absoluto de propriedade sobre o seu próprio conhecimento, sendo ele o único que pode decidir livremente se deseja divulgar as suas ideias ou mantê-las em silêncio. Consequentemente, o poder de restringir discursos raramente permanece limitado: uma vez estabelecido, tende a se expandir, sempre em nome de novos objetivos considerados urgentes. O caso brasileiro reflete exatamente esse movimento.

Termos amplos como “desinformação” ou “atos antidemocráticos” permitem interpretações elásticas, ampliando a margem de discricionariedade e reduzindo a previsibilidade das regras. Na prática, o que era exceção pode se tornar rotina.

Há, evidentemente, um problema real. A circulação massiva de informações falsas e a mobilização digital em contextos de instabilidade institucional são desafios concretos. A arquitetura das redes sociais, impulsionada por algoritmos que privilegiam o engajamento, acelera a propagação de narrativas fabricadas e facilita a coordenação de grupos extremistas em uma velocidade inédita, tensionando os mecanismos de resposta das instituições democráticas. Ignorar o impacto prático dessa dinâmica na estabilidade política seria ingênuo. No entanto, reconhecer a gravidade do sintoma não transforma a coerção estatal na cura adequada. O argumento liberal alerta que conferir ao Judiciário ou a burocratas o poder de arbitrar a verdade transfere o risco do mercado de ideias para o topo da hierarquia estatal. Agentes do estado não são observadores neutros; eles possuem incentivos políticos próprios para proteger narrativas oficiais e classificar críticas inconvenientes como desinformação. Ao tentar higienizar o debate público por meio da força, o estado não elimina a falsidade, mas monopoliza a capacidade de defini-la. A questão central, portanto, não é se a mentira é nociva, mas o perigo de entregar a uma autoridade central o monopólio sobre o que é aceitável dizer.

Organizações internacionais já mapearam essa assimetria. A Human Rights Watch, em análise específica sobre o Brasil, alertou de forma contundente para os riscos das decisões do Supremo Tribunal Federal, apontando para uma ameaça direta à independência judicial e à liberdade de expressão no país, ao permitir bloqueios opacos e excessivamente abrangentes. Esse cenário se agravou, como aponta o Informe Mundial 2026 da mesma organização, que adverte que as recentes decisões sobre o regime de responsabilidade das plataformas criam incentivos perigosos para “censurar discursos legítimos para evitar possíveis multas” (Human Rights Watch, 2026). O alerta contínuo da entidade confirma a tese de que regular sem sufocar e proteger sem concentrar poder constitui um equilíbrio estruturalmente negligenciado em favor de soluções de força.

Além disso, há um efeito menos visível, mas igualmente relevante. Quando plataformas passam a cumprir ordens amplas de remoção, o impacto não se limita ao conteúdo diretamente atingido. Ele altera o comportamento de todos os usuários, criando incentivos à autocensura.

Como observou Friedrich A. Hayek, “a característica que mais claramente distingue um país livre de um país submetido a um governo arbitrário é a observância, no primeiro, dos grandes princípios conhecidos como o Estado de Direito”, o qual exige que “todas as ações do governo são regidas por normas previamente estabelecidas e divulgadas” (Hayek, 1990, p. 86)[2]. O crescimento da coerção administrativa arbitrária leva à progressiva destruição deste fundamento. Hayek alerta que, quando o controle efetivo da opinião se limita apenas ao que é aprovado pela autoridade oficial, o poder do estado torna-se “muito maior do que o exercido por qualquer governo absolutista dos séculos XVII e XVIII” (Hayek, 1990, p. 106). E liberdade efetiva não é o direito abstrato de falar, é a possibilidade concreta de fazê-lo sem o medo difuso de punição arbitrária.

O perigo dessa dinâmica não se restringe à esfera digital, pois ele afeta o próprio equilíbrio da República. Quando o Judiciário assume o papel de árbitro proativo da verdade, ele ultrapassa a sua função contramajoritária e converte-se em um agente político com poder de veto sobre o debate público. Essa concentração de prerrogativas fragiliza o sistema de freios e contrapesos, subordinando a liberdade civil à discricionariedade de um único poder. A história do pensamento liberal demonstra que a segurança das instituições não se garante através do silenciamento das vozes dissonantes, mas sim pela descentralização da autoridade.

O debate brasileiro, portanto, não é apenas jurídico, é estrutural. Trata-se de definir se a ordem política será baseada na confiança nos indivíduos ou na autoridade de quem decide os limites do discurso.

Quando o combate à desinformação passa a justificar limites amplos e mal definidos, o problema deixa de ser circunstancial e se torna um precedente. E precedentes, uma vez estabelecidos, raramente recuam. No fim, a questão não é apenas o que está sendo silenciado hoje, mas quem terá o poder de decidir o que poderá ser dito amanhã.


[1] Mill, J. S. (2018). Sobre a liberdade (X. L. Barreiro Rivas, Trad.). Universidade de Santiago de Compostela; Fundación BBVA. (Obra original publicada em 1859).

[2] Hayek, F. A. (1990). O caminho da servidão (A. M. Capovilla, J. Í. Stelle e L. de Morais Ribeiro, Trads.; 5.ª ed.). Instituto Liberal. (Obra original publicada em 1944).








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A Inteligência Artificial é o último prego no caixão de Karl Marx

 Andy Fischer


Karl Marx acreditava que as máquinas acabariam transformando os trabalhadores em algo descartável. Em O Manifesto Comunista, Marx e Engels escreveram que o trabalho industrial já havia reduzido o trabalhador a “um mero apêndice da máquina”. Em O Capital, Marx argumentou que o maquinário criaria um permanente “exército industrial de reserva” de trabalhadores desempregados. À medida que a automação avançasse, os trabalhadores perderiam poder de barganha enquanto o capital consolidaria seu controle. O proletariado se tornaria mais pobre e mais desesperado.

A partir dessa condição, Marx acreditava que a revolução inevitavelmente aconteceria. Essa previsão ocupa o centro de toda a sua estrutura teórica. Mas a história seguiu na direção oposta.

Por mais de dois séculos, a automação não destruiu o valor do trabalho; ela o multiplicou. As máquinas permitiram que um único trabalhador produzisse muito mais do que trabalhadores de épocas anteriores. Em vez de se tornarem obsoletos, os trabalhadores se tornaram dramaticamente mais produtivos.

O resultado foi uma das maiores expansões de prosperidade que o mundo já viu. O padrão de vida aumentou, a produtividade disparou, e os trabalhadores não se tornaram apêndices impotentes das máquinas; eles se tornaram operadores de ferramentas cada vez mais poderosas. Em outras palavras, a previsão de Marx de que a automação degradaria o trabalho já fracassou. Curiosamente, outro economista antecipou algo muito diferente.

Quase um século antes de Marx escrever O Capital, Adam Smith descreveu como ferramentas e máquinas ampliam o poder produtivo do trabalho. Em A Riqueza das Nações, Smith explicou que melhorias no maquinário permitem que um único trabalhador realize um trabalho que antes exigia muitos. Seu exemplo mais famoso foi o da fábrica de alfinetes. Um pequeno grupo de trabalhadores usando ferramentas especializadas podia produzir milhares de alfinetes por dia. Sem essas ferramentas, um trabalhador talvez tivesse dificuldade para produzir algumas dezenas. A máquina não substituiu o trabalhador. Ela multiplicou sua produção.

A história seguiu muito mais o modelo de Smith do que o de Marx. O maquinário industrial, a eletricidade, os computadores e a internet não criaram uma classe trabalhadora permanentemente desempregada. Eles criaram uma classe trabalhadora muito mais produtiva. Cada onda tecnológica ampliou aquilo que os indivíduos eram capazes de produzir.

Mas a inteligência artificial introduz algo ainda mais devastador para a teoria de Marx. Ela rompe a sequência da qual todo o seu argumento depende. Marx acreditava que a automação atingiria primeiro a classe trabalhadora. As máquinas substituiriam trabalhadores braçais e operários industriais. À medida que esses trabalhadores perdessem seu valor econômico, uma grande massa de mão de obra deslocada formaria a força revolucionária que acabaria desafiando o capitalismo. Essa ordem dos acontecimentos importa; na verdade, ela é fundamental.

A teoria de Marx depende de o proletariado ser o primeiro grupo deixado de lado pelas máquinas. A inteligência artificial está se desenvolvendo na direção oposta. A IA não está substituindo principalmente o trabalho braçal, nem está substituindo principalmente trabalhadores de nível mais baixo que executam tarefas rotineiras. As primeiras rupturas estão surgindo nos níveis mais altos da hierarquia.

Os sistemas de IA estão se tornando cada vez mais capazes de executar trabalhos que antes pertenciam a executivos, estrategistas, consultores e lideranças organizacionais. Trata-se de funções estruturadas em torno da síntese de informações, formulação de estratégias, elaboração de planos, coordenação de equipes e tomada de decisões de alto nível — o trabalho da classe gerencial e estratégica.

Isso já não é mais hipotético. Pesquisadores já começaram a testar essa ideia. Em um experimento recente descrito na Harvard Business Review, pesquisadores simularam um ambiente corporativo competitivo e pediram que participantes humanos e um sistema de IA administrassem uma empresa virtual. A IA tomou decisões estratégicas sobre preços, design de produtos e posicionamento de mercado usando as mesmas informações disponíveis para os participantes humanos. Em muitos casos, a IA superou os humanos em lucratividade e otimização estratégica.

Enquanto isso, grandes empresas de tecnologia estão desenvolvendo ativamente agentes autônomos de IA projetados para planejar, agir e executar tarefas empresariais complexas com supervisão mínima. Na conferência AWS re de 2025, a Amazon apresentou uma nova classe de “agentes de fronteira” capazes de conduzir projetos complexos por horas ou até dias sem intervenção humana.

Esses sistemas fazem parte de uma mudança mais ampla em direção ao que os pesquisadores chamam de “IA com agência” — sistemas autônomos de software capazes de perceber ambientes, raciocinar sobre objetivos e tomar ações em nome dos seres humanos.

A tendência é clara. Os sistemas de IA estão indo além da simples automação e avançando para funções que envolvem planejamento, análise e tomada de decisões dentro das organizações. Em outras palavras, a máquina está começando a comprimir justamente a camada da sociedade que tradicionalmente se encontra acima do trabalhador. Enquanto isso, o eletricista continua instalando fiação, o encanador continua consertando tubulações, o mecânico continua reparando motores. Habilidades físicas em ambientes complexos continuam sendo difíceis de automatizar. Isso é o oposto do que Marx esperava.

Marx acreditava que as máquinas começariam substituindo a força física. O que estamos vendo, em vez disso, são máquinas começando a substituir o pensamento estruturado nos níveis intermediários das organizações. Essa diferença importa.

A estrutura teórica de Marx pressupõe que o proletariado se torne a primeira vítima do progresso tecnológico. Seu deslocamento cria a pressão econômica compartilhada que alimenta o conflito de classes. O trabalhador se torna o centro da narrativa política porque é o primeiro a ser deixado de lado. Mas, se a automação começa comprimindo a classe gerencial e estratégica, essa dinâmica entra em colapso. A primeira ruptura não está acontecendo na base da hierarquia. Ela está ocorrendo entre os níveis intermediários e superiores.

E esse problema não termina em Marx. Muitos pensadores posteriores construíram preocupações semelhantes sobre o capitalismo com base na suposição de que a automação deslocaria principalmente o trabalho e gradualmente concentraria o poder para longe dos trabalhadores. John Kenneth Galbraith argumentava que os sistemas industriais modernos concentrariam poder em grandes estruturas corporativas administradas por elites tecnocráticas. Mas a inteligência artificial está começando a automatizar justamente as funções gerenciais que Galbraith acreditava que dominariam a economia.

Herbert Marcuse ofereceu um alerta diferente. Em One-Dimensional Man [O Homem Unidimensional], ele argumentou que a sociedade tecnológica aprisionaria os indivíduos dentro de enormes sistemas de controle industrial.

Mais recentemente, economistas como Paul Krugman levantaram preocupações semelhantes sobre os efeitos de longo prazo da tecnologia sobre o trabalho. Krugman argumentou que a mudança tecnológica pode enfraquecer o poder de barganha dos trabalhadores e contribuir para o aumento da desigualdade, alertando que a automação pode substituir cada vez mais o trabalho humano em grandes parcelas da economia. A inteligência artificial pode empurrar essa dinâmica na direção oposta.

Ao reduzir drasticamente o custo de análise, coordenação e produção, a IA permite que indivíduos realizem trabalhos que antes exigiam organizações inteiras. Um único empreendedor — equipado com ferramentas poderosas de IA — pode cada vez mais projetar produtos, analisar mercados, escrever softwares e administrar negócios com muito pouca infraestrutura institucional. Em vez de aprisionar indivíduos dentro de grandes sistemas, a IA pode permitir que muito mais pessoas construam os seus próprios negócios.

Ao longo desses diferentes pensadores, uma suposição permaneceu notavelmente consistente. A automação deveria ameaçar primeiro os trabalhadores. A inteligência artificial complica essa crença.

A primeira ruptura significativa não está surgindo onde Marx e muitos de seus descendentes intelectuais esperavam. Ela está aparecendo justamente nas camadas de análise, coordenação e estratégia que antes pareciam imunes à mecanização.

A máquina deveria começar substituindo o trabalhador. A inteligência artificial está começando substituindo as pessoas que ocupam os níveis intermediários e superiores das organizações, decidindo o que os trabalhadores devem fazer. Essa inversão não é apenas uma modificação da previsão de Marx. Ela é o golpe final em seu sistema de pensamento.

Este artigo foi originalmente publicado no Mises Institute



























publkicadaemhttps://mises.org.br/artigos/20148/a-inteligencia-artificial-e-o-ultimo-prego-no-caixao-de-karl-marx/


Nós, o povo. Mas que povo?

     Lexum 


O jurista Leonardo Corrêa, presidente da Lexum, publicou recentemente neste Substack o artigo “Soberania Sequestrada”. O texto provoca importante reflexão acerca da reação brasileira à decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Em meio às críticas de setores políticos, acadêmicos e institucionais que enxergaram na medida uma suposta afronta à soberania nacional, o autor sustentou argumento diverso: a verdadeira soberania, numa concepção republicana fundada nos direitos naturais, pertence primariamente à pessoa humana, e não ao aparato estatal abstratamente considerado.

O artigo de Corrêa recoloca o debate sobre soberania em seu eixo civilizacional correto: a centralidade da pessoa diante do poder político. Em tempos de hipertrofia institucional e crescente abstração do discurso jurídico, recordar que o Estado existe para servir à sociedade, e não para converter-se em sujeito autônomo de prerrogativas metafísicas, representa contribuição intelectual relevante ao debate público. A crítica à inversão conceitual corrente, pela qual a soberania deixa de pertencer concretamente ao povo e passa a ser tratada como patrimônio do aparato estatal, é pertinente e merece reflexão.

Todavia, o debate talvez comporte uma nuance adicional. Há um elemento contemporâneo ainda a ser estudado com profundidade nas democracias ocidentais, especialmente no Brasil: a transformação gradual da sociedade em razão da expansão contínua do assistencialismo estatal como programa permanente. O governo federal informa que cerca de 18 milhões de famílias recebem auxílios federais[1]. Somando-se os benefícios estaduais e municipais, o número de beneficiados pode chegar próximo de 100 milhões de pessoas.

Não se trata aqui de negar a legitimidade de políticas públicas voltadas à proteção dos vulneráveis, nem de ignorar a existência real da pobreza no Brasil. A questão institucional é outra. O problema surge quando mecanismos emergenciais de proteção social se convertem em modelo político duradouro de dependência econômica, desestímulo à autonomia produtiva e mediação permanente entre indivíduo e Estado. Nesse cenário, forma-se uma cidadania progressivamente desvinculada da responsabilidade econômica, da autonomia privada e da própria capacidade de participação política independente.

Com efeito, há o risco aqui de uma alteração qualitativa silenciosa no próprio conceito de povo. Em vez de uma sociedade composta majoritariamente por cidadãos economicamente ativos, integrados às estruturas produtivas e relativamente autônomos em relação ao poder político, passa gradualmente a existir uma massa de pessoas dependentes da administração estatal para sua subsistência material imediata. O vínculo político deixa então de se fundar prioritariamente na cidadania e passa a organizar-se em torno da dependência econômica da burocracia estatal.

Essa transformação possui implicações institucionais relevantes. Populações excessivamente dependentes do Estado tendem a apresentar maior suscetibilidade à manipulação política, menor capacidade de resistência cívica e reduzida autonomia crítica diante do poder. O cidadão deixa de perceber o Estado como instrumento limitado pela ordem constitucional e passa a concebê-lo como fonte primária de proteção existencial. O resultado é uma erosão gradual das mediações naturais da vida social: família, associações comunitárias, iniciativa privada, religião, trabalho autônomo e vínculos orgânicos de solidariedade.

Regimes livres dependem da existência de cidadãos capazes de exercer responsabilidades, assumir riscos, produzir riqueza, formar juízo independente e resistir à captura integral da vida social pela política. Uma sociedade composta predominantemente por indivíduos materialmente subordinados ao Estado tende inevitavelmente à concentração de poder administrativo e à redução prática das liberdades civis, ainda que formalmente preservadas no texto constitucional.

Sob esse aspecto, o artigo de Leonardo Corrêa toca num ponto decisivo ao recordar que as verdadeiras ameaças à soberania concreta das pessoas frequentemente não vêm de declarações diplomáticas estrangeiras, mas da incapacidade interna de preservar as condições reais de liberdade civil. E entre essas condições está precisamente a existência de uma sociedade forte o suficiente para não depender integralmente do Estado para sobreviver.

Quando o poder público passa a administrar também a subsistência econômica e social do povo, cria-se um ambiente propício à infantilização política da sociedade. O cidadão transforma-se em administrado e a própria soberania popular corre o risco de tornar-se mera fórmula retórica legitimadora de estruturas de poder com pretensões totalitárias.

No fundo, talvez a questão não seja apenas quem exerce formalmente a soberania, mas que tipo de povo ainda possui condições morais, sociais e econômicas de exercê-la efetivamente.

*Fernando Borges de Moraes – Advogado formado pela UFPR, especialista em Direito do Trabalho pela UNISC/ENA, pós-graduando em Filosofia Tomista pela Universidade Católica de Santa Catarina, sócio de Moraes & Freitas Sociedade de Advogados, membro da Lexum.

*Artigo publicado originalmente no site da Lexum.


[1]https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-05/em-2025-227-das-familias-receberam-algum-auxilio-do-governo























publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/nos-o-povo-mas-que-povo/

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