sábado, 8 de agosto de 2026
sexta-feira, 24 de julho de 2026
Soberania que sai caro
Alex Pipkin
Existe uma indústria que nunca conheceu recessão na América Latina. Ela não depende de inovação, produtividade nem investimento. Alimenta-se da mais abundante matéria-prima política da região: a impressionante capacidade de transformar responsabilidades próprias em culpas alheias.
No Brasil, essa indústria aperfeiçoou um de seus produtos mais rentáveis: o antiamericanismo. Não porque explique melhor a realidade, mas porque explica melhor os fracassos. Toda narrativa política precisa de um antagonista. É muito mais confortável governar contra um inimigo do que diante de um espelho.
Foi assim que os Estados Unidos deixaram de ser apenas um país. Tornaram-se um argumento. Quando a economia decepciona, quando o investimento recua ou quando uma negociação produz custos, Washington reaparece como personagem obrigatório. O culpado chega antes dos fatos.
Donald Trump negocia como quem derruba a mesa antes de começar a partida. Pressiona, ameaça, exagera, recua quando convém e volta a pressionar. Pode-se criticar seu método, mas existe uma diferença elementar entre uma potência e um país emergente. Uma pode desperdiçar oportunidades. O outro não. Foi exatamente essa lógica que levou governos de diferentes orientações ideológicas, como o do Reino Unido, notadamente “progressista”, a negociar com pragmatismo. Não porque concordassem com Washington, mas porque compreenderam que, na política externa, o interesse nacional vale mais do que a satisfação do ego governamental.
Na geopolítica, a realidade não negocia com o ego. É justamente aí que a retórica encontra seu limite. O governo brasileiro transformou a soberania em palavra de palanque. Pronuncia-se o termo com indignação, multiplica-se o conflito e espera-se que o discurso faça a realidade recuar. Mas soberania para quem? Para a empresa que perde mercado? Para o exportador que enfrenta novas barreiras? Para o trabalhador cuja renda depende da competitividade brasileira? Ou para quem transforma um impasse diplomático em ativo político?
Soberania não é colecionar confrontos. É ampliar mercados, atrair investimentos, proteger empregos e aumentar a liberdade de escolha de uma nação. A política vive de símbolos. A economia vive de incentivos. Confundir uma com a outra produz manchetes hoje e custos amanhã.
O maior paradoxo do antiamericanismo é que ele raramente altera o comportamento dos Estados Unidos. Em compensação, pode aumentar o custo das escolhas brasileiras. Ideologias escolhem inimigos. Estadistas escolhem prioridades. A realidade jamais perdeu uma negociação para uma ideologia.
publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/soberania-que-sai-caro/
quinta-feira, 23 de julho de 2026
Fim da era Maduro: A conta bilionária do petróleo venezuelano sob controle de Washington| 15 MINUTOS
15 MINUTOS/gazetadopovo
sábado, 4 de julho de 2026
sexta-feira, 3 de julho de 2026
O PT NÃO É CAUSA...É CONSEQUÊNCIA.
FERNAO LARA MESQUITA/YOUTUBE
O PT NÃO É CAUSA... É CONSEQUÊNCIACLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTAterça-feira, 16 de junho de 2026
Trump Media e Rumble: o processo que pode complicar Moraes -
SEM RODEIOS
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Moraes se Defende Hoje nos EUA: Veja os Argumentos!
andrémarsiglia/youtube
Moraes se Defende Hoje nos EUA: Veja os Argumentos!
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domingo, 3 de maio de 2026
A FARSA da ESQUERDA: o FUNK DESTRÓI MULHERES e eles APLAUDEM!
rubinhonunes/youtube
A FARSA da ESQUERDA: o FUNK DESTRÓI MULHERES e eles APLAUDEM!
sábado, 25 de abril de 2026
segunda-feira, 20 de abril de 2026
Adeus contas e vistos: a nova lei de Trump que asfixia o crime no Brasil
15 MINUTOS/YOUTUBE
Adeus contas e vistos: a nova lei de Trump que asfixia o crime no Brasil
sábado, 14 de março de 2026
Donald Trump e a Suprema Corte: a ambiguidade na decisão sobre as tarifas
Carlos Junior
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu pela ilegalidade das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump. Por seis votos a três, o entendimento da SCOTUS foi que a taxação sobre outros países com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) é ilegal caso não haja autorização expressa do Congresso.
O presidente Trump já reagiu à anulação e anunciou uma tarifa global de 15%. É uma resposta ao que se considera uma grande derrota, pois a política comercial compõe a espinha dorsal da plataforma de Trump e a Suprema Corte é composta por uma maioria de juízes conservadores. And by the way, a decisão final contou com votos de Neil Gorsuch e Amy Comey Barrett, dois indicados pelo atual mandatário – além de John Roberts, presidente da mais alta instância de justiça americana, um legalista da mesma corrente dos dois juízes citados.
Li e vi muitas reações à decisão da Suprema Corte dos mais variados ângulos ideológicos. De um lado, a credulidade da seita antitrumpista – o ódio juvenil ao presidente americano presente na imprensa e nas classes falantes é uma das coisas mais ridículas que já vi, e olha que a concorrência é forte – na infalibilidade da decisão ignora a letra da lei. Do outro, a histeria de Trump é motivada pelas razões erradas. Como explicar uma disparidade tão evidente?
Pois bem, a verdade acerca dos fatos mostra uma ambiguidade irreconhecível até para os ditos especialistas. Compreendê-la é vital para não estar perdido no meio da vigarice intelectual de ambos os lados. O voto de Clarence Thomas foi esclarecedor: a prerrogativa do presidente em taxar outras nações independe de qualquer autorização do Congresso por se tratar de uma questão de comércio exterior – e não uma tributação interna. Para criar ou aumentar impostos, o mandatário deve pedir autorização do Legislativo, o que não ocorre no caso das sobretaxas. Se tal atribuição não está explicitamente delegada ao Congresso, o presidente exercê-la não viola de maneira alguma a separação de poderes. O juiz Thomas fez uma interpretação originalista do texto constitucional e chegou à conclusão compartilhada por Samuel Alito e Brett Kavanaugh – ambos foram votos vencidos.
Aliás, o juiz Kavanaugh alertou para a insegurança jurídica da decisão ao recordar como ficaria a situação do valor arrecadado pelas tarifas por um simples fato: os EUA seriam obrigados a reembolsar os importadores? Seria o caos completo. Além disso, ele elencou três leis federais que conferem ao presidente americano a atribuição de impor tarifas globais. Em suma, a Suprema Corte fez uma interpretação bastante questionável da IEEPA e chegou a uma conclusão que jogou no lixo a própria Constituição. Não é a primeira vez, diga-se de passagem – até a elogiada SCOTUS comete seus deslizes jurídicos.
Críticos de Donald Trump na imprensa celebraram a decisão. A coisa tem lá a sua graça. Não foram eles que passaram um ano inteiro falando em fim da democracia e pintaram Trump como um autocrata típico de uma republiqueta? Nos jornais e no programa do sr. William Waack na CNN Brasil, os ditos especialistas não diziam outra coisa. Nem vou falar da hipocrisia destes senhores em apontar para uma suposta anomalia da democracia americana e não enxergar a metástase da brasileira. Concentro-me apenas no argumento arrebatador para a tese esdrúxula dos idiotas semiletrados: se os EUA viraram uma autocracia, como diabos as instituições infligem derrotas ao suposto tirano?
Passamos ao mérito puro e simples da questão. As taxações não fazem o menor sentido se analisadas sob um ponto de vista estritamente econômico. Ainda que com uma indústria forte e um mercado consumidor enorme, os EUA perdem em todos os aspectos ao sobretaxar produtos de outras nações. Eles chegam mais caros ao país e geram aumento na inflação – a mãe de todas as desgraças. Ora, se essa política econômica fosse boa de algum modo, o Terceiro Mundo anticapitalista seria uma potência, não? Esse tipo de ação sem muita lógica – e pouco bom senso – é parte do dogma desenvolvimentista que floresceu no capitalismo de compadrio, o exato oposto do regime laissez-faire americano.
Vejam, por exemplo, a taxação imposta ao Brasil. Qual a lógica em adicionar 50% de sobretaxa ao café – um item que não é produzido nos EUA? O povo americano foi o maior penalizado enquanto essa tarifa absurda estava em vigor, pois ele pagaria mais caro pelo produto. Mas a insanidade não se resume ao cidadão comum: os produtores também sofreram com o tarifaço, uma vez que os países afetados responderam no mesmo tom e taxaram os seus produtos, tornando-os menos competitivos – isso sem falar no aumento de custo da produção com o encarecimento dos insumos necessários para realizá-la. Em suma, não há uma única justificativa aceitável nas tarifas de Donald Trump.
Adotar políticas fracassadas típicas de países como o nosso não pode gerar bons resultados. A Suprema Corte fez um favor a Trump com a supracitada decisão, mas pelo jeito errado. E o próprio já fez questão de decretar outra tarifa tão logo a SCOTUS decidiu pela ilegalidade do tarifaço. O ruim não é errar. É ter uma vontade obstinada em continuar errando.
publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/donald-trump-e-a-suprema-corte-a-ambiguidade-na-decisao-sobre-as-tarifas/
domingo, 1 de março de 2026
Ex-presidiário Lula taxa mais os brasileiros que Trump e impõe carga tributária sem precedentes
Diário do Poder
Enquanto Donald Trump impõe tarifa adicional de 10% (15% em alguns casos) sobre parte dos produtos brasileiros, isenta 46% dos embarques (US$17,5 bilhões) e reduz a alíquota média sobre produtos brasileiros para cerca de 12,77%, tornando o País um dos mais beneficiados, o governo Lula (PT) transforma o pagador de impostos no maior alvo de uma escalada tributária sem precedentes. Desde sua posse, em 2023, Lula criou ou aumentou impostos em cerca de três dezenas de ocasiões.
Lula impôs nova taxação a cada 37 dias, em média: ressuscitou a Cide, aumentou PIS/Cofins, IOF, IPI, taxou investimentos e dividendos etc. etc.
Ele fez a carga tributária bruta saltar para 32,32% em 2024 (dados do Tesouro e Receita), maior patamar em 22 anos, e segue aumentando.
Na calada da noite, esta semana, por mera Resolução, Lula elevou o Imposto de Importação em até 25% sobre 1.252 produtos, até celulares.
A alegação cara-de-pau: “proteger a indústria nacional”. Como se o Brasil fabricasse iPhones, celulares Android, laptop, jogos eletrônicos.
Diário do Poder
PUBLICADAEMhttps://rota2014.blogspot.com/2026/02/ex-presidiario-lula-taxa-mais-os.html
sábado, 21 de fevereiro de 2026
REFORMA APROVADA: O plano de Milei para a Argentina ultrapassar de vez o Brasil!
rubinhonunes/youtube
REFORMA APROVADA: O plano de Milei para a Argentina ultrapassar de vez o Brasil!
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
AMERICA FIRST na PRÁTICA: o PLANO de TRUMP para BLINDAR os ESTADOS UNIDOS
rubinhonunes/youtube
AMERICA FIRST na PRÁTICA: o PLANO de TRUMP para BLINDAR os ESTADOS UNIDOS
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terça-feira, 27 de janeiro de 2026
domingo, 25 de janeiro de 2026
Timing é legitimidade: a falha estratégica dos EUA na Venezuela e no Brasil
Bernardo Santoro
O erro não foi em intervir. O erro foi perder o momento, na Venezuela e no Brasil.
Há algo que a geopolítica ensina de forma implacável: o tempo importa e define a legitimidade. E, quando uma potência hesita, ela transforma ações potencialmente defensáveis em precedentes perigosos ou, pior, em sinais de fraqueza.
No caso da Venezuela, houve um momento claro em que uma intervenção internacional poderia ter sido politicamente e juridicamente defensável: em 2024, quando a fraude eleitoral se tornou evidente e o golpe de Maduro ainda estava em curso. Ali, a força poderia ser apresentada como reação à quebra da ordem democrática, não como simples troca de regime.
Essa janela foi perdida. Dois anos depois, qualquer invasão passa a ser lida como uso tardio e arbitrário da força, com enorme custo geopolítico.
Esse mesmo erro de timing estratégico aparece também no caso do Brasil.
O governo Donald Trump desperdiçou capital político ao atacar primeiro o Brasil como país, por meio de sanções difusas e mal calibradas, antes de atingir os agentes responsáveis pela erosão democrática. Quando finalmente recorreu à Lei Magnitsky, o fez de forma comedida, tímida e seletiva, muito aquém do que o quadro institucional exigia.
Ao recuar posteriormente da Magnitsky, Washington transmitiu ao mundo a mensagem mais nociva possível: a de que pressiona, mas não sustenta. O resultado foi se mostrar fraco diante de um regime cada vez mais autoritário e antidemocrático, consolidado na aliança informal entre o Partido dos Trabalhadores e o Supremo Tribunal Federal.
Uma invasão tardia na Venezuela hoje legitimou o uso da força em nível internacional, como fez a Rússia na Ucrânia (que sempre contou com simpatia de Trump, diga-se), acua a União Europeia e abre caminho para a China em Taiwan.
Uma política errática em relação ao Brasil legitima investimento do Irã em movimentos terroristas xiitas e antiisraelenses no Oriente Médio enquanto, paradoxalmente, enterra a solução de dois estados no Levante.
Na geopolítica, errar o tempo pode ser pior que errar a ação, e estou curioso para ver quais as repercussões desse erro de timing dos EUA junto à Sociedade Internacional neste porvir.
publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/timing-e-legitimidade-a-falha-estrategica-dos-eua-na-venezuela-e-no-brasil/





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