Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

O imposto do crime: quando o Estado perde o monopólio da proteção

  Isaías Fonseca


Em muitas comunidades brasileiras, comerciantes, moradores e prestadores de serviços convivem com uma realidade que desafia a própria ideia de Estado de Direito: além dos tributos legalmente instituídos, são obrigados a pagar cobranças impostas por traficantes e milicianos para continuar trabalhando, circulando ou simplesmente vivendo em segurança. Essas exações ilegais, frequentemente chamadas de “impostos do crime”, representam mais do que uma fonte de financiamento das organizações criminosas. Elas revelam a perda do monopólio legítimo da força pelo Estado e a substituição parcial da autoridade pública por estruturas de poder baseadas na violência.

Sob uma perspectiva liberal, esse fenômeno não resulta simplesmente da ausência do Estado. Em muitos desses territórios, o Estado está presente, mas de maneira fragmentada, ineficiente ou marcada pela captura por interesses ilícitos. Há escolas, postos de saúde e programas sociais; muitas vezes também há policiamento. O problema é que essa presença não consegue assegurar aquilo que constitui a função primordial de qualquer governo legítimo: garantir segurança, proteger a propriedade, assegurar o cumprimento da lei e preservar os direitos individuais. Quando essas funções deixam de ser exercidas de forma efetiva, organizações criminosas encontram espaço para disputar o controle territorial e impor sua própria ordem.

Essa distinção é importante. O problema não é simplesmente um Estado ausente, mas um Estado incapaz de exercer autoridade legítima e contínua. Em alguns locais, a corrupção, a violência policial, a baixa capacidade investigativa e a fragilidade institucional convivem com serviços públicos precários, produzindo um ambiente em que a população permanece formalmente sob a autoridade estatal, mas materialmente submetida ao poder de facções criminosas.

Essa realidade não transforma organizações criminosas em uma espécie de “Estado alternativo”. A comparação é útil apenas até certo ponto. Tanto o Estado quanto esses grupos arrecadam recursos, impõem regras e aplicam sanções, mas existe uma diferença fundamental entre ambos. O Estado democrático possui legitimidade jurídica, está submetido à Constituição e está submetido, ao menos em princípio, a mecanismos de controle institucional. Já traficantes e milicianos exercem poder exclusivamente por meio da intimidação, da violência e da ausência de qualquer responsabilidade perante a sociedade. O problema não é a existência do Estado, mas justamente a perda de seu monopólio legítimo da força, permitindo que agentes privados utilizem a coerção como instrumento permanente de dominação.

Sob esse aspecto, a tradição liberal oferece instrumentos analíticos importantes. John Locke afirmava que os indivíduos instituem governos para proteger a vida, a liberdade e a propriedade. Friedrich Hayek, por sua vez, enfatizava que uma sociedade livre depende do Estado de Direito, entendido como aplicação impessoal e previsível das leis. Quando essas funções deixam de ser desempenhadas, a liberdade deixa de ser garantida pela ordem jurídica e passa a depender da capacidade individual de negociar com quem controla a força em determinado território. É justamente isso que ocorre quando comerciantes são obrigados a pagar para manter seus estabelecimentos abertos, empresas distribuidoras precisam negociar o acesso a determinadas regiões ou moradores precisam adquirir produtos e serviços exclusivamente de fornecedores autorizados por organizações criminosas.

A metáfora do “imposto do crime” torna-se especialmente útil quando analisada sob a ótica econômica. Essas cobranças funcionam como uma tributação compulsória que não financia bens públicos nem produz qualquer benefício coletivo. Ao contrário, aumenta artificialmente os custos de produção e distribuição, eleva preços ao consumidor, reduz investimentos, desestimula novos empreendimentos e limita a concorrência. Além disso, comerciantes frequentemente são obrigados a contratar fornecedores controlados por milícias, utilizar determinados serviços de transporte ou aceitar condições comerciais impostas pela organização dominante. A liberdade contratual desaparece, substituída pela coerção. Pequenos empresários encerram atividades, investimentos deixam de ocorrer e trabalhadores perdem oportunidades de emprego não apenas pela violência direta, mas pela deterioração do ambiente econômico.

O resultado é uma economia local profundamente distorcida. A informalidade deixa de representar apenas uma estratégia de sobrevivência e passa, muitas vezes, a ser imposta pela própria insegurança. O custo da violência incorpora-se aos preços, reduz a produtividade e compromete o desenvolvimento das comunidades muito além das perdas patrimoniais imediatas.

Essa dinâmica evidencia que o crime organizado não se fortalece apenas pelo lucro extraordinário proporcionado por mercados ilícitos, como tráfico de drogas, armas e contrabando. Ele prospera também porque consegue transformar controle territorial em poder econômico permanente. Quanto mais frágil a capacidade estatal de garantir segurança e fazer cumprir contratos, maior o espaço para que organizações criminosas substituam mecanismos legais por relações baseadas no medo. Enfrentar esse problema exige compreender que segurança pública não se resume ao aumento do efetivo policial ou ao endurecimento das penas. A reconstrução da autoridade legítima do Estado depende de uma estratégia institucional muito mais ampla.

Em primeiro lugar, é indispensável ampliar a inteligência policial e a investigação patrimonial, concentrando esforços na descapitalização das organizações criminosas e no combate sistemático à lavagem de dinheiro. Enquanto suas estruturas financeiras permanecerem intactas, prisões isoladas terão impacto limitado. Também é fundamental recuperar o controle efetivo do sistema prisional, impedindo que presídios continuem funcionando como centros de comando e recrutamento das facções. A desarticulação dessas estruturas exige integração entre a inteligência penitenciária, as polícias e o sistema de justiça.

No plano territorial, a presença estatal precisa ser permanente e legítima. Não basta realizar operações esporádicas. É necessário garantir segurança contínua, proteger comerciantes contra extorsões, assegurar a prestação regular de serviços públicos e impedir que organizações criminosas assumam funções de mediação econômica ou social.

Sob a perspectiva econômica, reduzir barreiras à formalização, simplificar o ambiente de negócios e ampliar a segurança jurídica fortalece a atividade produtiva legítima e dificulta a captura econômica das comunidades por grupos armados. Essas medidas não significam ampliar indiscriminadamente o tamanho do Estado. Significam fortalecer justamente as funções que justificam sua existência: proteger direitos, garantir segurança, assegurar a aplicação imparcial da lei e preservar a liberdade dos cidadãos. O liberalismo clássico nunca defendeu um Estado ausente nessas funções. Ao contrário, sempre sustentou que somente uma autoridade legítima, limitada pela lei e responsável pela proteção dos direitos individuais, pode criar as condições necessárias para que a sociedade floresça por meio da cooperação voluntária e da livre iniciativa.

O chamado “imposto do crime” revela o que acontece quando essa missão fracassa. O cidadão continua pagando tributos ao Estado, mas precisa pagar novamente para obter aquilo que seus impostos deveriam garantir: segurança para trabalhar, empreender e viver em paz. No fim, essa talvez seja a imagem mais contundente da crise institucional brasileira. Onde o Estado deixa de proteger, a liberdade transforma-se em privilégio, e onde organizações criminosas conseguem tributar comunidades inteiras, homens e mulheres deixam de trabalhar para prosperar e passam a trabalhar apenas para sobreviver sob coerção.









publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/o-imposto-do-crime-quando-o-estado-perde-o-monopolio-da-protecao/

REPETIR O ERRO PODE CUSTAR TUDO

 gilbertosimõespires/pontocritico


PALESTRANTES...

Mais do que sabido, algumas entidades e/ou associações que reúnem sistematicamente profissionais que atuam nas mais variadas atividades, têm por hábito convidar palestrantes cujos currículos oferecem uma boa dimensão de suas experiências. Como tal, após as apresentações, a maioria, senão todos, se propõem a debater e/ou serem questionados sobre os temas desenvolvidos. 

SIM OU NÃO

Pois, com o nítido propósito de verificar e julgar o quanto foi proveitosa a apresentação, tão logo o palestrante se despede e sai de cena, a mesa diretora pede que cada participante do encontro assinale, através de -SIM- OU -NÃO-, se estaria disposto a -ENTREGAR A ADMINISTRAÇÃO DE SUA EMPRESA, DE SEUS BENS PESSOAIS E DE SEUS INVESTIMENTOS AO PALESTRANTE-.

ANTES DE DIGITAR OS VOTOS NA URNAS...

Como estamos em plena campanha eleitoral, onde todos os candidatos falam, falam e falam -sem parar- sobre projetos e propostas que pretendem defender -caso sejam eleitos-, bom seria que todos os eleitores do nosso empobrecido Brasil, antes de digitar os votos nas urnas eletrônicas, respondessem para si, para os seus familiares e para os amigos a mesma pergunta: - VOCÊ ESTÁ DISPOSTO A ENTREGAR A ADMINISTRAÇÃO DE SUA VIDA, DE SEUS NEGÓCIOS, DE SEUS BENS E DE SEUS INVESTIMENTOS PARA OS CANDIDATOS QUE ESCOLHEU?

REPETIR O ERRO VAI CUSTAR TUDO

Ora, a considerar as TRAGÉDIAS COMETIDAS -DE FORMA ABSOLUTAMENTE INTENCIONAL E CRIMINOSA APENAS NESSES ÚLTIMOS QUATRO ANOS DE GOVERNO, isso pressupõe que a MAIORIA DOS ELEITORES ACHOU POR BEM, EM 2022, ENTREGAR SUAS VIDAS, SEU PAÍS, SEUS NEGÓCIOS E SEUS INVESTIMENTOS PARA SEREM ADMINISTRADOS PELO PRESIDENTE LULA-PETISTA E SEUS ALIADOS.

COMO TAL, SE VOLTAREM A REPETIR O MESMO ERRO NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES, DE ANTEMÃO PRECISAM SABER QUE -NÃO TERÃO MUITA COISA PARA SER ADMINISTRADA-... 



























publicadaemhttps://www.pontocritico.com/artigo/repetir-o-erro-pode-custar-tudo

sábado, 1 de agosto de 2026

PIMENTA NOS OLHOS DOS OUTROS....

 MARCELOTOLEDO/FACEBOOK


PIMENTA NOS OLHOS DOS OUTROS....




quinta-feira, 30 de julho de 2026

Flávio usa colete à prova de balas e aciona o STF contra fala de Lula

 JORNAL GAZETA AGORA


Flávio usa colete à prova de balas e aciona o STF contra fala de Lula 
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DINHEIRO DOS RESPIRADORES APARECEU....

 REGIMARTINS/FACEBOOK


DINHEIRO DOS RESPIRADORES APARECEU....



sábado, 25 de julho de 2026

Fatos e Falácias da Economia Segundo Thomas Sowell

  Luan Sperandio


Quanto maior o consumo de margarina no estado americano do Maine, mais indivíduos se divorciam naquela região. Deveríamos desestimular o consumo do laticínio a fim de preservar o relacionamento dos casais?

Quanto mais Nicolas Cage lança filmes em um ano, menos pessoas morrem em acidentes de helicóptero. Deveríamos subsidiar filmes do ator norte-americano para evitar mortes?

Quanto maior a despesa governamental dos Estados Unidos com pesquisa tecnológica espacial, menor a taxa de suicídios. Deveríamos despender maiores recursos enviando humanos para a lua a fim de desenvolver maior saúde mental da população e salvar vidas?

As três inferências acima são levantamentos do site Spurious Correlations e ajudam a evidenciar, de forma jocosa, uma máxima da literatura das Ciências Econômicas de que uma correlação não implica em causalidade.

Contudo, a despeito disso, muitas falácias são vendidas no debate público como fatos que, por definição, tendem a ser algo cuja contestação é complexa. Isso se dá tanto por ignorância científica quanto por narrativas populistas de políticos ou grupos de interesses que manipulam a opinião pública ou parlamentar em busca de rent-seeking — conceito da Ciência Política que define a busca por renda política.

Naturalmente, dados e evidências são melhores insumos para uma tomada de decisão do que meros achismos; contudo, eles precisam ser analisados de forma adequada, buscando “observar mais profundamente as coisas que, num dado momento, parecem boas na superfície.”

É este o propósito de Fatos e Falácias da Economia, do economista norte-americano Thomas Sowell, um dos intelectuais mais subestimados de todos os tempos, segundo Steven Pinker.

Não obstante a origem pobre, Sowell conseguiu graduar-se pelas universidades de Harvard, Columbia e Chicago. Ganhou notabilidade no debate público global ao escrever obras com perspectiva histórica e econômica, sendo conhecido por transformar questões complexas em análises recheadas de evidências e com linguagem acessível para leigos. Todas essas virtudes estão presentes na obra.

Para introduzir o livro, o autor fala dos quatro tipos de falácias mais comuns: a da soma zero (negligenciando a possibilidade de relação de ganho mútuo), a da composição (ignorar as alterações entre os grupos estatísticos), das peças de xadrez (a falsa premissa de que os líderes podem planejar e colocar ordem como bem quiserem na sociedade) e a falácia do infindável (extrapola a partir de dados limitados). Na sequência, Sowell as apresenta na prática ao discutir temas como urbanização, gênero, igualdade, educação, raça, renda e desenvolvimento econômico.

Falácias da urbanização

Enquanto críticos da arquitetura reclamam da expansão urbana, da feiúra dos subúrbios e tratam com saudosismo o período em que a maior parte da humanidade estava no campo, os críticos sociais reclamam da falta de habitação na cidade e apontam a alta densidade dos bairros como a causa da criminalidade. Outros críticos são líderes comunitários, que condenam o grande deslocamento necessário para que as pessoas transitem pela cidade para poder trabalhar.

Contudo, a história do desenvolvimento urbano aponta que há vantagens econômicas para a formação das cidades. Afinal, são lugares onde os habitantes se reúnem para realizar negócios e criar uma cultura compartilhada, usufruindo de infraestruturas dispendiosas de serem construídas, como energia, saneamento básico e telecomunicações.

Por conseguinte, a densidade ou regiões periféricas não são questões ruins per si, pois é preciso que as pessoas vivam em algum lugar. Além disso, intervenções governamentais a fim de restringir esse processo podem resultar em distorções econômicas, como a partir do controle de preços de aluguéis.

Falácias sobre gênero

As mulheres sofrem injustiças no mercado de trabalho e possuem salários menores por preconceito e machismo estrutural. Para combater isso, é necessária a aprovação de legislações anti-discriminação.

Essa é a narrativa comum no debate público. Contudo, o fato de mulheres ganharem menos do que os homens pode ter contribuições e pesos maiores do que uma discriminação generalizada e do preconceito contra elas. Sowell discorre diversos estudos que isolam variáveis e apontam que salários maiores a homens de carreiras similares decorrem de maiores horas dispendidas trabalhadas.

Outros estudos marcantes da obra apontam que um percentual relevante de mulheres deixa o mercado de trabalho formal em algum momento de suas carreiras, o que contribui para um desnível salarial posterior. Esse período comumente está associado à gestação e obrigações maternas.

Como esse padrão se mostra de forma repetida, a responsável por grande parte da diferença na renda entre gêneros tende a estar mais amparada na escolha, e não na discriminação.

Falácias na educação

Há um abismo entre as universidades e as empresas. Em larga medida, por questões ideológicas de que entidades sem fins lucrativos precisam ser motivadas por ideais mais elevados do que o dinheiro.

Contudo, por que os interesses dos clientes dessas instituições (os alunos) não são priorizados? Há incentivos políticos perversos que contribuem para esse panorama, como a estabilidade dos profissionais, gestão controlada por membros do corpo docente e promoções baseadas em prestígio e tempo de serviço, e não com base em qualidade de pesquisas publicadas e ensino.

Falácias sobre a renda

Os ricos estão ficando mais ricos e os pobres mais pobres? A classe média está encolhendo? A renda de altos executivos e CEOs é díspare com o retorno dos acionistas ou o salário médio de funcionários? São algumas das principais narrativas presentes sobre renda.

Muitos dos números que fundamentam essas informações são interpretados de forma ideológica e equivocada. Entre os exemplos, está o fato de afirmar que a renda familiar da última geração dos Estados Unidos está estagnada, contudo, omite-se que a quantidade de membros das famílias diminuiu. Outro exemplo comum citado pelo autor é negligenciar auxílios governamentais ao expor a renda dos mais pobres.

Falácias raciais

A principal razão da diferença atual dos rendimentos entre negros e brancos deriva de fatos históricos da escravidão e do racismo?

A narrativa progressista afirma que discriminação e racismo são correlacionados. Todavia, ao menos na amostragem dos Estados Unidos analisada por Sowell, usar exclusivamente a raça como um classificador pode esconder outras diferenças importantes entre os grupos, como a idade. No caso do país, a idade média dos afro-americanos é cinco anos mais jovem do que a da população em geral, o que contribui para a renda ser menor, pois indivíduos mais jovens tendem a ganhar menos por possuírem menos escolaridade e experiência.

O autor aponta que outros grupos raciais também são mais jovens do que a idade média dos EUA, como asiáticos, também tendendo a ter em média renda menor do que o restante da população do país.

Países em desenvolvimento

O nível de desenvolvimento de um país muitas vezes é atribuído a questões relacionadas à colonização, geografia, questões climáticas ou à falta de auxílio econômico de países mais ricos.

Todavia, o principal fator é institucional, relacionado à tradição de lei e ordem, responsável pelo maior peso do desenvolvimento econômico.

Considerações finais

Sowell defende que questões como gênero, raça, renda, desenvolvimento econômico, entre outras, não podem ser analisadas sob a luz de emoções, a despeito de quão sensíveis ou complexas elas sejam.

Mesmo que algo seja apresentado como um fato, é necessário ter uma postura cética — tendo o princípio da prudência, como apontado por Russell Kirk em A Mentalidade Conservadora —, algo próprio também do método científico.

Fatos e Falácias da Economia é um conjunto de Sowell recheado com centenas de pesquisas, papers e trabalhos acadêmicos empíricos que podem desafiar a sua opinião sobre alguns dos temas contemporâneos mais sensíveis.








publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/fatos-e-falacias-da-economia-segundo-thomas-sowell/

sexta-feira, 24 de julho de 2026

BRASIL SOBERANO: A estratégia de Lula e o risco do colapso econômico | CAFÉ COM A GAZETA

  CAFÉ COM A GAZETA/youtube

BRASIL SOBERANO: A estratégia de Lula e o risco do colapso econômico | 


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https://www.youtube.com/watch?v=ds7kSvmq8Y4


segunda-feira, 20 de julho de 2026

NÃO PODE TRABALHAR PORQUE RECEBE O BOLSA FAMÍLIA

ANIMAÇÃODOJOSÉ/FACEBOOK 


NÃO PODE TRABALHAR PORQUE RECEBE O BOLSA FAMÍLIA



sexta-feira, 17 de julho de 2026

FAMÍLIAS SE ENDIVIDANDO PARA COLOCAR COMIDA NA MESA

 CLAUDIOBRANCHIERI/FACEBOOK


FAMÍLIAS SE ENDIVIDANDO PARA COLOCAR COMIDA NA MESA



quinta-feira, 16 de julho de 2026

SEGREDOS DA PSICOLOGIA

 PSICOPOWERS/INSTAGRAM


SEGREDOS DA PSICOLOGIA



quarta-feira, 15 de julho de 2026

Paraíso do Caos e o verdadeiro Mata-Mata

  Francisco Carneiro Junior


 Já estávamos sem pão. Agora terminou o circo…

Já perdemos copas antes. Várias vezes. Choramos no Maracanã em 1950 como se o mundo tivesse desabado, e o mundo, generoso, continuou — porque ainda havia o que chorar. Tínhamos alma. Sim, o verbo está no pretérito, e é essa mudança de tempo verbal que condena o presente: a derrota de ontem só expunha o que éramos; a de hoje revela, sem anestesia, o que deixamos de ser. Chamam isso de desclassificação, palavra pobre para um desastre rico. Desclassificação é sair de um torneio, acidente de calendário que se repete a cada quatro anos sem doer muito. Há uma queda mais funda, e essa não sai em súmula: a de um povo que deixa de ser reconhecido pelo traço que o definia.

E o traço, convém dizer com todas as letras, foi trocado por outro sem que ninguém nos consultasse.

O futebol brasileiro adotou um cotismo estrutural que decide escalação por critério de cota e não de talento, e vestiu esse critério com o verniz respeitável do wokeísmo, como se rebaixar a meritocracia fosse sinal de evolução moral e não de covardia técnica.A meritocracia, que escolhia o craque pela categoria, foi substituída por um cálculo de conveniências. E o pior: ninguém no comando teve a coragem de chamar a substituição pelo nome. Culpa, todo mundo tem um pouco — o cartola, o dirigente, o comentarista que aplaude qualquer coisa para não ser chamado de imbecil. Mas falhamos mesmo foi no conceito, na ideia matriz, na definição do que deveríamos ser em campo. Não foi um jogador que errou o pênalti decisivo; foi um projeto inteiro que errou o objetivo antes da bola rolar.

O técnico italiano, contratado por milhões para nos ensinar o que já sabíamos fazer melhor que qualquer escola europeia, deu-nos de presente um futebol que não é nosso. É europeu. Organizado, previsível, elegante como um funeral bem produzido. Deixamos de jogar o nosso futebol para aceitar jogar um futebol global, genérico, sem sotaque, o mesmo em Londres, em Milão ou em Madri. O Brasil deu as costas para o próprio DNA. A seleção não respeita mais a forma brasileira de jogar — o drible como assinatura, a criatividade como flexão de músculo, a irreverência como estratégia.

Perdemos a originalidade, a singularidade, aquilo que fazia da bola nos pés de um brasileiro um dialeto reconhecível a quilômetros de distância. Virou puxadinho do futebol europeu: uma cópia malfeita, construída às pressas sobre a fundação de uma casa que já tinha arquitetura própria e bonita.

E, como se a perda de identidade não bastasse, perdemos também a espinha. Falta resiliência a esse time, e falta ainda mais capacidade de ouvir crítica sem se fazer de vítima. Cada apontamento técnico vira perseguição; cada questionamento, ataque pessoal. Um time que não tolera ser corrigido é um time que já decidiu não evoluir. E, nesse cenário de fragilidade coletiva, ainda sobra munição para a esquerda de plantão culpar Neymar — Neymar, que jogou vinte minutos e mesmo assim balançou a rede —, como se o problema estrutural de um projeto inteiro coubesse nas costas de um homem que mal teve tempo de suar a camisa. É mais fácil crucificar o símbolo do que admitir o erro de concepção.

Convém lembrar quem é a Noruega no histórico mundial do futebol: três participações em Copas do Mundo, uma trajetória modesta, quase decorativa, até este domingo. Não há vergonha em perder para quem sempre foi grande; há vergonha em perder para quem, até anteontem, mal sabia o caminho do estádio. E há muito tempo a seleção brasileira não reflete o futebol que se joga, por exemplo, no Brasileirão — onde ainda sobrevivem o drible, a posse de bola paciente, a ousadia de tentar o improvável. O que vestimos de amarelo em Copas do Mundo virou uma seleção estrangeira com passaporte brasileiro. Falta driblar mais. Falta ter domínio e posse de bola com propósito, não por estética televisiva, mas por convicção de que aquele é, sim, o nosso jeito de jogar.

Ancelotti disse que as trocas do segundo tempo eram para colocar mais frescor, dar mais profundidade. Traduzindo: chegou frescor tarde demais a um time que já mofava desde a preleção. E cabe perguntar, com a inocência que a pergunta finge ter: era preciso contratar um estrangeiro a peso de euros para descobrir isso no intervalo? Seu auxiliar, que por acaso é também seu filho — coincidências assim não existem só no futebol brasileiro contemporâneo , mas no nosso judiciário também — resumiu tudo em outra frase pronta: assumimos essa responsabilidade, sentimos muito. Sente-se muito, mas o contrato segue firme até 2030, salário intacto, cargo intocado.

Há, porém, um mérito nessa dor toda, e é preciso reconhecê-lo. Haaland ajudou o brasileiro a esquecer o circo por um instante e a se lembrar de todo o roubo, de toda a corrupção que corrói este país há décadas e que insistimos em varrer para debaixo do tapete entre uma Copa e outra. Para resolver isso, meus caros, vamos ter que "haalar" muito — achar coragem, achar memória, achar vergonha na cara antes que seja tarde. Porque tem outro sujeito ferrando com o país, e não é o norueguês de cabelo loiro que nos eliminou em Nova Jersey. É necessário desalojá-lo do poder, e todos sabem exatamente de quem eu estou falando.

Se nada mudar no futebol, ficaremos mais vinte e oito anos sem ganhar uma Copa — ou talvez ganhemos antes disso, porque um relógio quebrado acerta duas vezes no dia (lembrando que na Era PT nunca se ganhou nenhuma Copa!). Mas no caso do governo e da situação do país o cálculo é muito mais cruel: se não tirarmos o PT do poder, o que já está ruim vai piorar de um jeito que fará Cuba parecer paraíso perto daqui. O Brasil de hoje já é insalubre. Imagine o que herdarão os nossos filhos depois de mais uma década com esse governo: um país onde vinte e cinco por cento da população vive sob domínio territorial de terroristas armados, onde trabalhar duro deixou de ser garantia de nada, onde quem faz a coisa certa é chamado de otário nas rodas de conversa, e a corrupção virou paisagem, não mais escândalo.O futebol é o que dá identidade, pertencimento ao brasileiro — por isso dói tanto vê-lo desfigurado. Mas o que não podemos, sob hipótese alguma, é perder a vergonha na cara.

O time que joga sem alma é o reflexo de um desgoverno que engana, mente e corrompe sem pudor. Perder a Copa dói. Perder a vergonha mata devagar. Falta de originalidade em campo, falta caráter nos gabinetes, falta pudor em quem normalizou a destruição do Brasil. E mudar isso, sem o pão e agora sem o circo, é a única esperança que ainda nos resta!











publicadaemhttps://www.puggina.org/outros-autores-artigo/paraiso-do-caos-e-o-verdadeiro-mata-mata__18699

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