A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira o ex-diretor de Serviços e
Engenharia da Petrobras Renato Duque, indicado pelo PT, em sua casa, na
Barra, e executivos de empresas com contratos com a Petrobras, entre
elas as maiores empreiteiras do país. Na sétima fase da operação
Lava-Jato, ainda tiveram a prisão temporária decretada os presidentes de
quatro empresas, entre eles José Adelmário Pinheiro Filho, da
construtora OAS, e Dalton dos Santos Avancini, da Camargo Corrêa. No
início da manhã, policiais foram à sede da Odebrecht no Rio, onde
apreenderam documentos.
A sétima fase da operação Lava-jato cumpre seis mandados de prisão
preventiva, 21 de prisão temporária, nove de condução coercitiva e 49
mandados de busca e apreensão - num total de 85 mandados judiciais,
envolvendo nove empresas.
Entre os executivos presos estão: Ricardo Pessoa, presidente
da UTC; José Ricardo Breghirolli, da OAS; Erton Medeiros Fonseca, da
Galvão Engenharia, e Othon Zanoide Filho, diretor da Camargo Corrêa.
Além das empresas já citadas, também estão sendo investigadas Queiroz
Galvão, Mendes Júnior, Iesa e Engevix.
O delegado da Polícia Federal Igor de Paula afirmou que as empreiteiras
envolvidas na operação desta sexta-feira são parte de um grupo de
empreiteiras que prestam serviços ao governo federal, além da Petrobras,
e, por isso, acredita que a Operação Lava-Jato poderá se estender a
outras áreas do governo.
Já Eduardo Leite, vice-presidente da Camargo Côrrea, segundo a PF, já é
considerado foragido. Entre as pessoas que tiveram mandado de condução
coercitiva está Marice Corrêa Lima, parente do Tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Ela foi levada à PF para prestar esclarecimento.
De acordo com a PF, quem ainda não foi localizado está automaticamente
impedido de deixar o país. Haverá, inclusive, controle de passaporte em
aeroportos. Os agentes procuram por Fernando Soares, conhecido como
Fernando Baiano, apontado como lobista do PMDB junto a empreiteiras. Ele
ainda não foi localizado e a ordem de prisão temporária contra ainda
está em aberto.
Os alvos dessa nova operação são executivos de empreiteiras ligadas ao
esquema de fraudes e também pessoas que estariam envolvidas em
transporte de dinheiro para doleiros. Na coletiva realizada em Curitiba,
o procurador Carlos Fernando afirmou que hoje é um "dia republicano"
porque mostra que os alvos da operação Lava-Jato não têm rosto e que
independente do posto que ocupam, havendo provas, estão sendo
responsabilizados. A declaração é uma referência à prisão de ocupantes
de cargo de direção de empreiteiras envolvidos no esquema de corrupção
na Petrobras.
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