Maria Cristina Frias: Folha de São Paulo
Um grupo de 42 instituições de ensino tenta negociar com o governo uma
prorrogação do prazo para adequar seus programas de pós-graduação e,
assim, manter seu status de universidade.
Em 2010, uma resolução do CNE (Conselho Nacional de Educação) determinou
que universidades deveriam oferecer até o final de 2016 quatro cursos
de mestrado e dois de doutorado.
Na quarta-feira (5), em uma reunião com conselheiros do CNE, Janguiê
Diniz, presidente da Abmes (associação de mantenedoras) pediu que o
limite seja prorrogado para 2020.
A secretaria-executiva do CNE não se comprometeu com o adiamento. Duas
reuniões foram agendadas para esta semana -uma delas com representantes
do MEC.
É vantajoso para instituições de ensino manterem a condição de
universidades, inclusive para atrair alunos e conseguir lançar novos
cursos com mais facilidade.
Prover pós-graduação stricto sensu, no entanto, é custoso, diz Diniz.
Particulares não têm tantas verbas de pesquisas (Capes, CNPq) como as
públicas. "Do ponto de vista financeiro, mestrado e doutorado não dão
dinheiro."
A Unisa é uma das que podem ser descredenciadas. Ela tem o número necessário de cursos de mestrado, mas faltam os de doutorado.
"O descredenciamento das instituições seria um retrocesso, prejudicaria
também os alunos. Queremos cumprir a portaria", diz a reitora Margareth
Rose Priel.
Vento nacionalizado
A Vestas, empresa de capital dinamarquês que produz equipamentos para
moinhos de geração de energia, fechou um contrato para fornecer 20
turbinas para uma usina no Rio Grande do Norte.
O cliente é o grupo Gestamp. Com o negócio, garante-se a geração de até
36 MW -pode ser menos, de acordo com o vento.
Durante dez anos, as máquinas eram trazidas de fora do Brasil. Em
janeiro de 2016, uma fábrica própria começou a funcionar no Ceará, diz
Rogério Zampronha, presidente no país.
"Desde então, recebemos pedidos que totalizam 376 MW, a serem entregues nos próximos anos."
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