por Ênio Meneghetti.
Depois de Michel Temer declarar que não concorrerá a reeleição, Henrique Meirelles gostaria de recuperar a economia e ser presidente. Porém, se isso ocorrer, ninguém garante que Michel Temer não mude de ideia e resolva ele mesmo disputar a reeleição.
Lula, embora repetidamente “ameace” o país com sua candidatura, com os resultados obtidos pelo PT nas recentes eleições municipais, ficou claro que isso não passa de tática para poder vitimizar-se ao sofrer as sanções legais que seus inúmeros problemas em processos criminais inevitavelmente lhe trarão. Se insistir, com chances impossíveis de sucesso, submergirá frente a um vexame que enterrará de vez o “mito” que nunca foi. Além disso, mesmo que ainda não tenha sido condenado em segunda instância e preso até 2018, alguns de seus processos estarão em pleno julgamento justamente no ano da eleição. Se concorrer, seria a renúncia à possibilidade de fazer-se de vítima.
O PSDB tem Serra, Aécio e Alckimin- este último fortalecido após a vitória de João Dória Jr em São Paulo. Já cogita-se a realização de prévias. Com ou sem a escolha pelo voto dos filiados, como sempre o partido sairá dividido do processo de escolha. Já especula-se até que José Serra cogita filiar-se e concorrer pelo PMDB, se não for o nome escolhido.
Para embaralhar mais o processo, Marina Silva tentaria ser candidata a vice numa chapa com o PSDB. A pretensão teria causado frisson em integrantes da Rede. Cabe lembrar que embora Marina tenha apoiado o impeachment, o Senador Randolfe Rodrigues, nome de destaque em seu partido, foi repreendido por Marina por ter posição favorável a Dilma.
O PDT ensaia o lançamento de Ciro Gomes. Candidato de temperamento difícil, uma candidatura que tem tudo para não decolar.
Diante de tantas incertezas pairando sobre os antigos protagonistas PT e PSDB, além da fragilidade das demais candidaturas, é bem possível que um outsider possa ter força para ganhar a eleição.
Partido que apoiou o PSDB em várias disputas para presidência da República, o DEM quer ser protagonista em 2018.
Recém reeleito prefeito de Salvador com mais de 74% dos votos e provável candidato ao governo baiano, ACM Neto afirmou que o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) deverá entrar na disputa presidencial.
Caiado tem a seu favor um posicionamento que vai ao encontro da mensagem que veio das urnas no último dia 2 de outubro. Seu partido sempre fez a mais forte oposição ao PT e está passando incólume pelos escândalos que abalaram o país.
Será um pleito histórico, onde abre-se a possibilidade de um segundo turno sem partidos de esquerda.
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