por Guilherme Fiuza Epoca
Dilma e Mercadante convocarão um plebiscito para colocar a imagem de Lula no dólar
A
travessia de 2015 não trará surpresa alguma para o Brasil. Os
brasileiros optaram pela previsibilidade. Renovaram a aposta
(bilionária) num projeto que há mais de uma década depena o país de
forma estável e segura. O Apocalipse chegará, mas não será notado.
A seguir, os dez prováveis acontecimentos de 2015.
1. Petrobras Logo
no início de 2015, ficará provado (pela quinta vez) que o petrolão
abasteceu o tesoureiro do PT, e ele repassou a propina para a campanha
de Dilma. O Brasil progressista reagirá indignado, convocará
imediatamente uma passeata de repúdio ao golpe de 64.
2. Privatização Depois
do esfolamento de estatais pelo mensalão e pelo petrolão, se descobrirá
que mais uma empresa do povo brasileiro foi privatizada pelos
companheiros. Se essa empresa for o BNDES, o país talvez ache menores os
escândalos anteriores.
3. Trem-bala Chateado
por deixar a vida do brasileiro cada vez mais cara e enguiçada, o
governo popular anunciará uma grande ofensiva na área de infraestrutura:
a construção do trem-bala. A imprensa golpista perguntará: “De novo
esse factoide?”. Dilma rebaterá, dizendo que esse trem-bala é inédito,
pois ligará todo o Nordeste. A única semelhança com o anterior é que a
obra não será feita.
4. Direitos humanos Sem
espaço na mídia, Maria do Rosário abrirá uma firma de agenciamento de
rolezinhos. Apresentará um projeto de lei para estatizar os shoppings e
transformá-los em quartéis, para que ela e seus zumbis possam ter onde
gritar contra os arbítrios da ditadura militar. Dilma chorará.
5. STF Em
sua obstinada campanha por uma vaga no Supremo Tribunal Federal – onde
pretende se juntar à infantaria petista comandada por Ricardo
Lewandowski e Dias Toffoli –, José Eduardo Cardozo radicalizará seu
papel de garoto de recados de Dilma. Em vez de usar o cargo de ministro
da Justiça apenas para defender os companheiros do mensalão e do
petrolão, Cardozo partirá para a oposição contra o inimigo maior, a
Polícia Federal.
6. Petrobras 2 A Operação Lava Jato realizará, depois da etapa conhecida como Juízo Final, uma outra: a Apocalipse Now. Ficará evidente que Dilma e Lula sabiam de tudo. O Brasil ficará estarrecido e tomará uma atitude drástica: exigirá as reformas política e ortográfica.
6. Petrobras 2 A Operação Lava Jato realizará, depois da etapa conhecida como Juízo Final, uma outra: a Apocalipse Now. Ficará evidente que Dilma e Lula sabiam de tudo. O Brasil ficará estarrecido e tomará uma atitude drástica: exigirá as reformas política e ortográfica.
7. Manifestações Os
protestos de rua pelas reformas política e ortográfica terminarão na
Esplanada dos 40 Ministérios, com uma roda de samba em torno das
estátuas de Delúbio e Vaccari – guerreiros do povo brasileiro –,
erguidas em ouro maciço, símbolo da prosperidade (da elite vermelha).
8. Plebiscito Indignados com a disparada do dólar – moeda neoliberal que só pensa em prejudicar os companheiros –, Dilma e Mercadante convocarão um plebiscito popular (assim chamado por eles, talvez porque exista um plebiscito das elites). O brasileiro será chamado a decidir o que fazer com a moeda americana – e decidirá na bucha: substituir a imagem de George Washington, que ninguém sabe quem é, por Luiz Inácio da Silva.
8. Plebiscito Indignados com a disparada do dólar – moeda neoliberal que só pensa em prejudicar os companheiros –, Dilma e Mercadante convocarão um plebiscito popular (assim chamado por eles, talvez porque exista um plebiscito das elites). O brasileiro será chamado a decidir o que fazer com a moeda americana – e decidirá na bucha: substituir a imagem de George Washington, que ninguém sabe quem é, por Luiz Inácio da Silva.
9. Juros Apesar
de o país ter renovado a concessão do PT – como se sabe, um partido de
esquerda, bonzinho e contra os abutres do mercado financeiro –, os juros
continuarão sua escalada explosiva. A reação do governo popular será
dura: processará Arminio Fraga e denunciará Fernando Henrique à OEA e à
Anistia Internacional.
10. Inflação Assim
como fuzilou a meta fiscal no Congresso, o governo popular permitirá ao
Brasil ver, em 2015, que a meta de inflação também foi docemente para o
brejo. Com aumentos generalizados que nem a maquiagem progressista
resolverá, teremos um início de revolta. Logo todos se acalmarão com o
surgimento do fantasma de Guido Mantega, assegurando aos brasileiros,
com seu famoso carisma, que a inflação está sob controle.
Os prognósticos acima têm margem de erro de 3% para mais (se você for
filiado) ou para menos (se você for um ordinário sem estrelinha nem
crachá).




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