skip to main |
skip to sidebar
12:11
ANDRADEJRJOR
IGOR GIELOW FOLHA DE SÃO PAULO

BRASÍLIA - Nos tempos de
outrora, católicos observavam a Quaresma na qual estamos com sentido de
penitência pelos pecados cometidos, visando a redenção na Páscoa.
Hoje
o governo Dilma passa por algo semelhante, coincidentemente no mesmo
período de vigília religiosa. Tenta purgar seu pecados, mais ou menos
admitidos em forma de um arrocho fiscal, embora sempre haja na praça um
bufão de um Carnaval que teima em não acabar.
Hoje esta figura
atende pelo nome de Lula, ao incitar as células dormentes do MST e da
CUT a ir às ruas contra a "elite golpista" que, claro, inventou o
formidável esquema de drenagem financeira da Petrobras em favor de
partidos e empreiteiros.
Tudo o que o governo não precisa agora é
disso. Se é do jogo e algo vazio ver a presidente criticar a mesma
agência de classificação de risco que antes causava sorrisos ao conceder
graus de investimento, a cada vociferação de Lula sobre o "exército do
Stédile" ou para "irmos à guerra" o Planalto é pressionado ainda mais
sobre o fio de uma lâmina.
Doze anos de guerra cultural promovida
pelo petismo cobram um preço. Os espectros aparecem de lado a lado,
como o ruinoso Guido Mantega percebeu no triste episódio em que foi
hostilizado em um hospital.
Em princípio, os protestos contra
Dilma em 15 de março se mostravam mais como um espasmo da rejeição ao PT
em São Paulo e outros centros. A greve de caminhoneiros e a crise
tucana no Paraná mostram, porém, que talvez haja um germe em
desenvolvimento nas tais "ruas".
A conjuntura econômica
tenebrosa, com o aumento do desemprego minando o último bastião do
governo na área, insinua fermento para uma reação em cadeia que ainda
não foi detectada --com um cenário institucional desfavorável, vide o
Congresso sob o PMDB. Neste caso, a Quaresma que o governo espera ver
superada em 2016 ou 2017 poderá mostrar-se ainda mais prolongada.
EXTRAÍDADEAVARANDABLOGSPOT
0 comments:
Postar um comentário