Percival Puggina
Sua mais recente distinção corresponde ao exercício da presidência do TSE na mais discutida e controversa eleição presidencial brasileira, marcada por pouco convincente e sigilosa apuração dos votos colhidos.
Pois eis que o ministro enviou o ofício acima ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski (aquele com quem Toffoli muito cochichava no julgamento do Mensalão), manifestando, como se lê, seu "interesse em compor a 2ª Turma" daquela corte. O ministro não manifestou desejo, vontade. Manifestou "interesse". Dentre todos os seus colegas ele deveria ser único impedido de expressar vontade. E, mais gravemente ainda, "interesse".
Mesmo que, por indulgência, se considere que o ministro usou inadvertidamente vocábulo impróprio, estamos diante de nova evidência de despreparo. Ministros do STF não podem enredar-se com o léxico.
extraídapuggina.org





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