Roberto Nascimento
A mudança brusca no comando da economia, com a nomeação de Joaquim Levy, que reduziu o crédito e os investimentos ao mesmo tempo em que aumentou os juros e paralisou a ação do Estado na economia, produziu os reflexos atuais.
Sinalizou para a sociedade tempos escuros, sujeitos a ventanias e trovoadas. O empresariado parou de investir em suas empresas, o BNDES reduziu os repasses a juros subsidiados e o povo (Sua Excelência mais temida pelos políticos), enfim, parou de consumir com medo do porvir.
CAMPEÕES NACIONAIS
Qual a razão desse cenário obscurantista, se tudo ia muito bem até 2010? Creio firmemente, que a aposta nos campeões nacionais deu em nada. O maior deles experimenta a decadência de seu gigantesco grupo. O segundo setor aquinhoado com investimentos vultosos do BNDES, o da construção civil (empreiteiras) foi derrubado diante do descobrimento de cartel na Petrobrás, então, cessada a cachoeira de dinheiro público, as obras pararam e muitas empreiteiras, exemplo da OAS e da Engevix, entraram em recuperação judicial.
Além disso, a decisão de patrocinar a Copa do Mundo e a Olímpiada talvez tenha sido o início dos nossos problemas, como exemplos ocorridos na Grécia e na África do Sul pós-eventos esportivos de grande monta. Muito dinheiro público foi direcionado para estádios de futebol e arenas olímpicas, só que são obras com tempo certo. No primeiro momento, geram muitos empregos, mas depois que acabam as obras a empregabilidade se esvai como a neblina da manhã. Sobram estádios faraônicos e de difícil administração, por serem caros para os clubes, quase todos endividados até a raiz dos cabelos.
PEQUENAS E MÉDIAS
Se os investimentos estatais, principalmente os oriundos do BNDES, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, fossem direcionados para as pequenas e médias empresas, as que verdadeiramente geram empregos, penso que não estaríamos nessa situação desesperadora atual. A indústria e o comércio estariam empregando e atuando como molas propulsoras do capitalismo.
PACOTE DO PMDB
Em meio à crise decorrente de apostas erradas, de quem se julgava acima do bem e do mal, o PMDB lança um pacote econômico de última hora para confrontar a política de ajuste fiscal do seu “aliado” PT, como se o PMDB não fosse também um partícipe de todas as decisões políticas e econômicas tomadas nestes 13 anos de reinado do PT, sendo ele PMDB, o maior fiador da governabilidade da era tucana e da era petista.
A Copa acabou, o Brasil não ganhou, e o emprego despencou. A Olimpíada também vai dar um prejuízo e tanto.Para quê tudo isso? Para nada. Quer dizer, para o sofrimento do povo, aquele que sempre paga pelos erros de seus governantes.
extraídadetribunadainternet





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