Com Blog do Augusto Nunes - Veja
Num
comentário publicado no blog Tribuna da Internet, o psiquiatra Ednei
Freitas fez um diagnóstico da personalidade de Lula. Os exames informam
que o ex-presidente é portador de um tipo de transtorno dificilmente
curável. Outra notícia pouco animadora para o Brasil decente: os
afetados por essa disfunção não saem da cadeia melhor do que entraram.
Confira o parecer do doutor. (AN)
Embora não seja uma prática usual um psiquiatra apresentar uma prática
diagnóstica de um sujeito que não examinou pessoalmente nem a ele pediu
exame, vou apresentar aqui o que penso ser a personalidade de Lula por
se tratar de figura pública e que tem afetado os brasileiros por suas
vigarices.
A antiga denominação do que tem o ex-presidente era Personalidade
Psicopática. A classificação diagnóstica mudou. Hoje, na ONU, a CID-10 é
chamado de Transtorno da Personalidade Anti-Social. A Associação
Psiquiátrica Americana qualifica a DSM-IV-TR de Transtorno da
Personalidade Dissocial.
O quadro clínico para esse tipo de psicopata é assim descrito:
“Os
pacientes podem mostrar-se altivos e dignos de credibilidade ao
entrevistador. Entretanto, sob a aparência (máscara de sanidade) existe
tensão, hostilidade, irritabilidade e cólera. Entrevistas provocadoras
de estresse, nas quais os pacientes são vigorosamente confrontados com
inconsistências em suas histórias, podem ser necessárias para a
revelação da patologia. Até mesmo os profissionais mais experientes já
foram enganados por tais pacientes”.
Uma investigação diagnóstica completa deve incluir um exame neurológico
minucioso, uma vez que esses pacientes costumam exibir
eletroencefalogramas anormais e leves sinais neurológicos sugestivos de
um dano cerebral mínimo na infância.
Os portadores da disfunção frequentemente apresentam um exterior normal e
até mesmo agradável e cativante. Suas histórias, entretanto, revelam
muitas áreas de funcionamento vital desordenado. Mentiras, faltas à
escola, fugas de casa, furtos, brigas, promiscuidade com amantes e
atividades ilegais são experiências típicas que, conforme relatos dos
pacientes, começaram durante a infância. As personalidades anti-sociais
frequentemente impressionam o clínico do sexo oposto com suas
características exuberantes e sedutoras, mas os clínicos do mesmo sexo
podem considerá-las manipuladoras e exigentes.
Os indivíduos com personalidade anti-social demonstram uma ausência de
ansiedade ou depressão, o que pode aparecer incongruente com suas
situações, e suas próprias explicações do comportamento anti-social
fazem-no parecer algo impensado. Ameaças de suicídio e preocupações
somáticas podem ser comuns. Ainda assim, o conteúdo mental do paciente
revela uma completa ausência de delírios e outros sinais de
comportamento irracional. De fato, eles frequentemente demonstram um
senso de teste de realidade aumentado e impressionam os observadores por
terem uma boa inteligência verbal.
Os pacientes com personalidade anti-social são altamente representados
pelos chamados “vigaristas”. São exímios manipuladores e frequentemente
capazes de convencer outros indivíduos a participar de esquemas que
envolvam modos fáceis de obter dinheiro ou de adquirir fama e
notoriedade, o que eventualmente pode levar os incautos à ruína
financeira, embaraço social ou ambos.
Não falam a verdade e não se pode confiar neles para levar adiante
qualquer projeto, ou aderir a qualquer padrão convencional de
moralidade. Promiscuidade, abuso do cônjuge, abuso infantil e condução
de veículos sob os efeitos do álcool são eventos comuns. Há ausência de
remorso por tais ações, ou seja, tais pacientes parecem desprovidos de
consciência.
As perspectivas de tratamento são sombrias. Os portadores desse
transtorno são praticamente intratáveis. E a ressocialização
penitenciária, quando presos, é nula.
extraídaderota2014blogspot





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