MIRANDA SÁ
É
fascinante o mistério da morte. A gente pode adotar qualquer concepção
filosófica, idealista, como ocorre a quem acolhe uma crença religiosa,
ou sem ter alguma fé, no ateísmo materialista ou no agnosticismo
hesitante do apóstolo Tomé que “precisava ver para crer” e mesmo com a
sua incredulidade virou santo.
Mesmo
no seu ceticismo, São Tomé mostrou-se corajoso conclamando os demais
discípulos de Jesus a morrer com ele, ameaçado de apedrejamento. Este
destemor incrédulo encontrei no mestre Darcy Ribeiro que me confidenciou
um dia: “Gostaria de possuir a religiosidade de minha mãe, que crê na
vida eterna. Mas não posso”.
No
judaísmo a reencarnação fazia parte dos seus dogmas, sob o nome de
ressurreição; apenas os saduceus, judeus da classe dominante, pelo
dinheiro ou pelo prestígio político, defendiam a tese de que tudo
acabava com a morte. A Igreja Católica, no seu Credo, profissão de fé em
Deus Pai, Filho e Espírito, reza: “Creio na ressurreição da carne”. O
pai do espiritismo ocidental, Alan Kardec, sem dúvida influenciado pelo
budismo, adotou a reencarnação no seu “Evangelho, Segundo o
Espiritismo”.
O
hino luterano canta “Cristo já ressuscitou”, e as igrejas ortodoxas
grega e russa festejam na Páscoa a ressurreição do Cristo; mas o
pensamento da maioria das religiões e seitas não assumem a definição com
clareza essa convicção.
A
morte, seja como for, está presente no cotidiano da sociedade humana.
Até na política. E na poesia de Afonso Romano de Sant Anna, a quem muito
admiro e gostaria de conhecê-lo pessoalmente, mas o nosso amigo comum
Chico Paula Freitas, também poeta, se recusa a apresentar-me dizendo que
ele é “muito chato”.
Santana
canta: (Os que governam) “Não percebem que já estão mortos, que já
começam a mal cheirar. Mas se recusam a se deitar no caixão”. Não a nada
que defina melhor o cadáver insepulto do lulo-petismo e sua
representante na Presidência da República.
Quem
tem percepção olfativa – não precisa ter um faro animalesco –, sente o
cheiro rançoso e adocicado dos cadáveres que ocupam o poder neste
infeliz Brasil na Era do Lulo-petismo. A incompetência e a corrupção já
fediam, mas o cinismo putrefato de Lula e de Dilma, acompanhado por seus
parceiros, está insuportável.
O
bando que governa o país sob a batuta de Lula tem o mau cheiro das
barracas de peixe em fim de feira. Não tem cartão corporativo que compre
perfumes para subtraí-lo. Podem ser os mais famosos, francês ou
italiano, ou a criação mexicana pouco conhecida e de fragrância suave e
permanente.
A
morte do PT-governo, não é igual á despedida de um ente querido que
parte exalando flores e velas que também acompanham nossos adeuses. A
morte inexorável do PT apodrece sem rigidez cadavérica. E não há
velório, e sim uma manifestação festiva do povo nas ruas e nas praças
exigindo deixe logo o caixão e seja sepultado com urgência.
É
dessa maneira que assistimos o encontro dos patriotas em Belo
Horizonte, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Natal e Porto
Alegre. A luta alegre do acampamento no “Ocupa Brasília” e dos jovens
paulistanos no vão do MASP.
A
batalha pelo impeachment de Dilma – a morte conjunta e definitiva da
claque “Cinismo, Corrupção, Incompetência e Mentira” exige a
participação de todos, que reine entre nós a bravura e a tenacidade
exigida no verso de Affonso R. de Sant’Anna: “Não há cova funda que
sepulte a covardia; não há túmulo que oculte os frutos da rebeldia”
extraídadetribunadaimprensa





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