por Miriam Leitão O Globo
Outros países vão entrar na investigação da Petrobras quando surgirem
mais noticias como esta de que a Rolls-Royce também pagou propina no
esquema de corrupção que funcionava dentro da estatal. Na prática, eles
formarão uma espécie de força-tarefa internacional, que irá beneficiar a
atuação da Justiça brasileira. Aliás, a Justiça brasileira tem
conduzido tudo com muita independência.
Antes dessa confissão de Pedro Barusco, de que recebeu US$ 200 mil de
propina da britânica Rolls-Royce em um contrato de fornecimento de
turbinas, o esquema de corrupção na Petrobras já esteve sendo
investigado na Holanda, pela atuação da SBM Offshore. E, também
nos Estados Unidos, que estão investigando pressionados por investidores
que se sentem lesados pelas perdas com a estatal.
A SBM, uma das maiores empresas de aluguel de navio-plataforma do mundo,
foi investigada na Holanda por pagamento de propinas em outros países
e, no fim de 2014, aceitou pagar US$ 240 mi às autoridades holandesas. A
distribuição de propinas, apenas no Brasil, teria chegado a US$ 140
milhões, de acordo com denúncias de funcionários da SBM.
O Departamento de Justiça americano e a SEC, agência reguladora do
mercado de capitais de lá, começaram a investigar a Petrobras no ano
passado e seguem apurando os atos de corrupção que destruíram a
aplicação de investidores que atuam no mercado local, onde as ações da
estatal também são negociadas. Uma série de processos foram abertos por
fundos e aplicadores individuais pedindo reparação pelos desvios na
companhia brasileira.
E agora, nesse esforço legal, entrará o Reino Unido. Isso fortalecerá o
grupo do Judiciário brasileiro que investiga o assunto, que tem
conduzido tudo com muita independência. Eles receberão também
informações resultantes das investigações em outros países. Com o
trabalho em conjunto, ficará difícil fazer qualquer tipo de
acobertamento governamental aos desvios da empresa e dos indicados
políticos.
FONTE ROTA2014





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