Que bom te ver por aqui, seja bem vindo. Neste espaço busco repassar a informação séria, sem censura. Publico artigos e notícias que estão na internet e que acredito serem de interesse geral. Também publico textos, vídeos e fotos de minha autoria. Nos textos há sempre uma foto ou um gif, sempre ilustrativa, muitas vezes, nada tem a ver com o texto em questão. Para entrar em contato comigo pode ser em comentários nos artigos ou, então, pelo e mail andradejrjor@gmail.com.
O Brasil tem
instituições centenárias que funcionam com regularidade ao longo da
história do país. Uma delas é o Ministério de Relações Exteriores,
chamado de Itamaraty, que possui um corpo de funcionários selecionados
em concurso duríssimo e que, durante a carreira, são obrigados a estudar
e a prestar exames internos para alcançar os postos mais elevados, cujo
ápice é o de embaixador. Outras instituições centenárias são o
Exército, a Igreja Católica e o sistema de coleta de impostos.
Essas
instituições têm em comum o fato de auxiliar, cada uma na sua medida, a
construção do país como ele é hoje. Os pontos em comum que existiam,
por exemplo, entre o Norte e o Sul do Brasil, na época da Independência,
eram, além do idioma, a presença de militares, de padres e do coletor
de impostos. Todos contribuíram para união nacional. A diplomacia
providenciou a anexação do Acre, de parte da Guiana Francesa, que hoje é
o Amapá, e uma fatia do Paraguai, hoje integrada ao Mato Grosso.
O
Brasil é o único país do continente que não apenas manteve a dimensão
anterior ao tempo da colônia, como aumentou a área. A maioria dos países
vizinhos perdeu parte do território. A Colômbia, por exemplo, perdeu o
Panamá para os norte-americanos, que queriam construir o canal. A
Argentina, que integrava o vice-reinado do Prata, foi desmembrada. Peru e
Chile até hoje se acusam, juntamente com a Bolívia, pela guerra do
Pacífico. Arica era uma cidade peruana. E Antofagasta pertencia a
Bolívia. Hoje, as duas são do Chile.
A questão é que a diplomacia
brasileira já foi exemplo para diversos países. Até hoje, jovens
diplomatas estrangeiros vêm a Brasília frequentar os cursos
especializados proporcionados pela Casa de Rio Branco. Ocorre que a
presidente Dilma Rousseff não gosta da diplomacia, não aprecia o debate e
despreza a política de longo prazo. Colocou o Itamaraty numa geladeira
feroz. Pratica uma política meio bolivariana, sem aparente sentido
prático, que atrela o país aos interesses da Argentina e na posição de
socorrer a Venezuela.
O Brasil sumiu dos fóruns internacionais.
Deixou de ser relevante. A aproximação entre Estados Unidos e Cuba, que
seria assunto de interesse nacional, chegou aqui como notícia de jornal.
Os dois protagonistas recorreram ao auxílio da diplomacia canadense e
do Vaticano para colocar os primeiros pontos que permitiram a divulgação
da perspectiva de acordo e reconhecimento de relações estáveis. Essa é a
notícia mais importante para as Américas. Espécie de queda do muro de
Berlim tropical.
Mas o protagonismo do Brasil foi inexistente
nesse caso. O país possui apenas um acordo bilateral, com Israel. O
Chile tem 21.O Peru tem 16. O México, 13 e a Colômbia, 12. Esses acordos
concedem segurança aos investidores, exportadores e importadores. A
China tem 130, Rússia 73 e Índia 84. Por decisão do Palácio do Planalto,
a diplomacia esperou em vão pelo sucesso da rodada de Doha, que não
aconteceu. E negocia ao lado da Argentina, acordo com a União Europeia.
Não funciona.
O comércio exterior brasileiro, que já foi um
luminoso sinal de prosperidade - chegou a um saldo positivo de US$ 46
bilhões -, agora, produz deficits. E os nossos vizinhos argentinos
assinaram acordo de preferência com os chineses que rapidamente ocuparam
o mercado do país e empurraram os produtos nacionais para fora das
prateleiras. O voluntarismo não funciona na política interna nem na
política externa.
O país não tem presença forte nem a sua região.
Os países da área do Pacífico, Colômbia, Chile, Peru e México se
acertaram com os tigres asiáticos e seus vizinhos. Abriu-se nova rota de
comércio. Os diplomatas olham para isso com certa melancolia. Foram
relegados a segundo plano. Embaixadas e consulados brasileiros estão
sendo acionados porque não pagam as dívidas. Em Nova York, perderam as
vagas de garagem por falta de pagamento.
Além de questão prática -
falta de dinheiro -, inexiste a vontade política de exercer algum
protagonismo na política internacional. Representantes brasileiros
deixaram de frequentar as negociações e os seminários mais importantes. O
país diminuiu de tamanho e deixou de ter acesso a informações
importantes para orientar o desenvolvimento. No caso, não basta ter bom
ministro de Relações Exteriores. É preciso rever objetivos, traçar metas
e retomar o antigo protagonismo. No caso, está em vigor a velha máxima
de Nelson Rodrigues: "Subdesenvolvimento não se improvisa".
Como profissional, trabalhei como apresentador, repórter, redator, produtor, diretor de jornalismo em várias emissoras de rádio - Rádio Difusora de Pirassununga, Rádio Cultura de Santos e São Vicente, Rádio Capital de Brasília, Rádio Alvorada de Brasília, Sistema Globo de Rádio/DF, Rádio Manchete FM/DF, Rádio Planalto de Brasília e 105 FM DF e Rádio Cultura de Brasília. Fui Professor de Radiojornalismo no CEUB. Funcionário concursado da Secretaria de Saúde do Distrito Federal requisitado pelo TCDF até me aposentar em fevereiro ultimo. Também trabalhei, nos anos 70 no jornal O Movimento de Pirassununga.
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