MIRANDA SÁ
Sinto-me obrigado a dizer que o título deste artigo foi tirado da
tradução francesa do livro do jornalista húngaro Arthur Koestler, “Le
Zéro et l’Infini”, que a edição portuguesa da Livraria Tavares Marins
adotou. Koestler, não sei por que, é pouco conhecido no Brasil apesar de
uma preciosa antologia. Este, publicado em 1947, tirei (e herdei) da
estante do meu pai.
Para os curiosos, a designação original é “Darknness at Noon”. Um dos
melhores trabalhos sobre a repressão stalinista, um pouco romanceado
para facilitar os pouco afeitos aos crimes cometidos por Stálin e sua
gangue liquidando a velha guarda bolchevista nos “julgamentos de
Moscou”.
O livro é esgotado; quem o encontrar num sebo, compre-o, leia-o, e se
espante com as revelações nele contidas, “uma radiografia em que se vê
com impressionante nitidez o câncer que se prepara para devorar a
humanidade”, como escreveu Domingos Mascarenhas, responsável pela
tradução e o seu prefácio.
Arthur Koestler precedeu à nova visão histórica da “política da
memória” a novidade criada pelo festejado historiador alemão Andreas
Huss, a partir da lembrança do Holocausto e aplicada também nos estudos
sobre os Julgamentos de Moscou, as ditaduras asiáticas e sul-americanas.
Com relação ao Brasil, vejo o Zero e o Infinito como uma equação da
continuidade expondo a escalada das deformações do Governo Federal
ocupado por um partido ideologicamente deteriorado e dominado por
malfeitores.
Partimos do zero, que é o número das realizações do PT-governo para
implantar uma política de afirmação democrática com Justiça e
desenvolvimento econômico. Sem fazer piada, nesse item o lulo-petismo é
um “zero à esquerda”, incapaz de refletir nosso emblema de ordem e
progresso.
Se eles acrescentaram algo de bom foi em proveito da hierarquia
petista e dos chegados à intimidade do pelegão Lula da Silva e do seu
fantoche, Dilma Rousseff. Servindo-os, o BNDES é uma caixa preta
blindadíssima para esconder créditos e empréstimos, principalmente no
Exterior, de onde é mais fácil chegar-se aos paraísos fiscais. Tudo em
segredo.
Entre os males praticados, não fizeram pior por falta de oportunidade
e não por falta de vontade. É do programa do PT e dos seus satélites
ameaças concretas às liberdades de expressão e de imprensa, e a
preparação de um golpe totalitário com o decreto-lei 8243, de inspiração
fascista. Assim, a morbidez lulo-petista quer implantar a censura e
instituir uma falsa representação popular através de organizações de
massas do lulo-petismo.
No caldeirão diabólico da gestão petista, cozinhou-se o venenoso
decreto que driblou a Lei de Responsabilidade Fiscal, a manobra
desonesta que anistiou Dilma da violação da Lei. Esse esgotamento de
respeito republicano, de ética e honradez pode passar despercebido pela
turba ignorante, mas é visto e gravado no concerto das nações, fazendo
remexer no túmulo o Barão do Rio Branco.
Infelizmente a decadência cultural e profissional do Itamaraty
dirigido por um comissário stalinista, contribui para isto. O mundo hoje
nos vê muito diferentes do tempo em que nossa diplomacia se impunha
pela honradez e o saber. O patriotismo do Barão e o brilho intelectual
de Ruy Barbosa foram deletados quando Yigal Palmor, porta-voz da
chancelaria israelense, disse publicamente que “O Brasil é um anão
diplomático”, envergonhando-nos.
O pior é que o nanismo diplomático brasileiro é um fato. E a culpa se
deve à política externa obediente ao Foro de São Paulo, traçada
(imaginem!) pelo analfabeto Lula da Silva coadjuvado pelo extremista
Marco Aurélio “Top-Top” Garcia, “diplomata” sem prestar o concurso Rio
Branco.
Um pouco atrasado, acabei de ler “Aposta em Teerã”, do ex-chanceler
Luiz Felipe Lampreia, analisando o fracasso do Itamarati ao superestimar
a projeção do Brasil: Entrou numa briga de cachorro grande metendo-se
de enxerido num acordo para a entrega de urânio enriquecido do Irã à
margem dos EUA e da Rússia. Sofreu a humilhação ao ver que tudo já
estava resolvido por Obama e Medvedev…
O Infinito na Era Lulo-Petista é a estupidez. Os diplomatas de
carreira cochicham nos corredores que a política exterior do PT-governo é
“megalonanica”. E nós, brasileiros desonrados, não podemos suportar
isto. Já não podemos adiar a exigência da saída de Dilma pela renúncia
ou pelo impeachment. O gigante pela própria natureza não pode continuar
deitado!
FONTE ATRIBUNADAIMPRENSAONLINE





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