Francisco Bendl
O auxílio-moradia que os deputados estaduais de Minas Gerais estão se concedendo, como mais uma fonte de ganhos, decididamente é o deboche escancarado para o povo que paga essas imoralidades. O “benefício” mensal de R$ 2.850 como auxílio-moradia será estendido aos deputados que possuem casa própria na capital mineira. Dos 77 representantes da Assembleia, 40 declararam ao Tribunal Superior Eleitoral possuir residências na região metropolitana de Belo Horizonte.
Tal atitude antiética tanto quanto indecente, que é baseada no também execrável auxílio-moradia do Judiciário, acabará se alastrará para as demais Assembléias, onerando os Estados.
Qualquer trabalhador deve extrair de seu salário as despesas pessoais, de moradia, locomoção, vestuário, saúde, lazer, educação… Os parlamentares estaduais de Minas se colocaram em um pedestal de ganhos que ofende a ética em um país que não consegue pagar o verdadeiro valor do salário mínimo para atender o sustento de uma família mensalmente.
Ao exigir que a população arque com auxílio-moradia a deputados que já têm casa própria, os deputados estão, no mínimo, praticando uma espécie de estelionato, legitimamente.
AÇÕES POPULARES
Tais aprovações suplementares nos ganhos dos parlamentares deveriam gerar ações populares contestando esta legislação em causa própria, portanto, passível de anulação, a meu ver.
Não é mais possível o povo assistir passivamente este rombo no erário público enquanto os representantes do povo nada fazem contra a alta dos impostos, sobrecarregando mais ainda a pesada carga tributária que tem de suportar o cidadão, em contraste com os aumentos de vencimentos dos deputados, na razão inversa da desvalorização dos salários dos trabalhadores, os que geram riquezas para o País!
Esta medida é uma afronta, e precisa ter veementes protestos populares para ser anulada.





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