VOTO AÉCIO 45
Em sua coluna desta segunda feira, o jornalista Ricardo Nobat definiu Lula como um “moleque de rua”.
Na verdade, um sujeito com duas caras, dependendo da conveniência. Mas a
cara mais verdadeira é mesmo a do moleque. Diz Noblat:
Qual Lula é o verdadeiro? O
bem educado que aparece no programa de propaganda eleitoral de Dilma na
televisão, defende os 12 anos de governos do PT e, ao cabo, sorridente,
pede votos para reeleger sua sucessora?
Ou
o moleque de rua que pontifica em comícios país a fora, sugerindo, sem
ter coragem de afirmar diretamente, que Aécio é capaz, sim, de dirigir
embriagado, agredir mulheres e se drogar?
O
segundo é o mais próximo do verdadeiro Lula. Digo por que o conheço
desde quando era líder sindical. Lula é uma metamorfose ambulante. Não
foi ninguém quem o disse, foi ele quem se rotulou assim.
A
esquerda tudo perdoaria a Lula desde que chegasse ao poder. Chegou,
cavalgando-o. Uma vez lá, se corrompeu. Quanto a ele… Não sabia de nada.
Nunca soube.
Justiça
seja feita a Lula: por desconhecimento de causa e preguiça, ele jamais
compartilhou as ideias da esquerda. Assim como ela se aproveitou dele,
Lula se aproveitou dela. Um casamento não por amor, mas por interesse.
E Lula é uma pessoa movida apenas por interesses, jamais por princípios e
valores. Mente de forma compulsiva, por hábito, por prazer, por falta
de escrúpulos. E como Noblat diz, não vamos colocar a culpa em sua
infância pobre, pois não há essa ligação direta. Muita gente que veio da
pobreza tem caráter, aquilo que falta ao ex-presidente.
Noblat aponta, ainda, o cinismo de alguém que chora no velório de D.
Ruth Cardoso enquanto sua ministra Dilma preparava um dossiê contra ela
para atingir o adversário tucano. Ou de alguém que diz não tolerar a
agressividade, enquanto já xingou presidentes antecessores de tudo que é
coisa.
Como Lula, existem vários Brasil afora. Gente que só pensa em “se dar
bem”, custe o que custar. Gente preguiçosa, que não gosta de trabalhar,
de se instruir, mas que quer moleza com muita malandragem. Gente
disposta a tudo para ter riqueza e poder. Gente manipuladora e
mentirosa, capaz de inventar as maiores baixarias contra o adversário
político para se perpetuar no poder.
O grande problema não é existir alguém como Lula. Isso, infelizmente, é
inevitável. O maior problema é alguém como ele ter chegado ao Planalto,
tido dois mandatos seguidos, e ainda colocado seu “poste” lá depois. O
maior problema é alguém com esse perfil de “moleque de rua” ser visto
como um herói por muitos ignorantes, e ser bajulado por muitos da elite
também.
Isso diz muito sobre nossos valores coletivos, sobre a moral – ou falta
dela – disseminada em nosso país. Praticamente metade do povo adora um
Macunaíma, um “herói sem caráter”. Os artistas e “intelectuais”, como
Marilena Chaui e Chico Buarque, sempre lutaram para colocar um crápula
no panteão dos deuses. Enaltecem o que há de pior, pois não suportam as
virtudes dos virtuosos.
Mas, para desespero dessa gente, eles existem. E em quantidade cada vez
maior. Gente honesta e trabalhadora da classe média, acusada de
“fascista” por Marilena Chaui, que não aguenta mais ver tanta mentira,
tanta podridão, tanta baixaria. Gente que vai, no domingo que vem, dar
um basta a essa porcaria toda espalhada pelo PT de Lula e Dilma.





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