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Deputados e senadores,
em especial os mais vividos, sabem o quanto pode ser custosa, em termos
políticos, a defesa de um projeto de lei que afronte o interesse
público. Sempre que podem, portanto, valem-se de expedientes sorrateiros
para tentar encobrir seus propósitos inconfessáveis.
Poucos
instrumentos legislativos prestam-se mais a esse tipo de embuste do que
as medidas provisórias --cujo abuso pelo Executivo, aliás, já representa
uma distorção.
Editada em sua versão original pela Presidência
da República, essa peça normativa responde, cada vez mais apenas na
teoria, a demandas urgentes e relevantes, tendo por isso tramitação
prioritária.
Nessa prioridade inúmeros congressistas enxergam uma
oportunidade. Aproveitando-se da inércia de uma medida provisória
qualquer, nela embutem as mais diversas propostas, desde aquelas que não
alcançariam consenso em uma das Casas até as que jamais mereceriam o
apoio da população.
O exemplo mais recente da anomalia está na
medida provisória 651, assinada pela Presidência em 9 de julho. Quando
chegou ao Congresso, tinha 51 artigos e tratava do Refis, programa que
reduz juros e parcela dívidas tributárias. Ao ser aprovada pela Câmara
na semana passada, contava 114 artigos e versava sobre tudo e mais um
pouco.
Nesse contrabando entrou um dispositivo malicioso. Por
sugestão do senador Gim Argello (PTB-DF), o deputado Newton Lima (PT-SP)
incluiu no texto regra que anistia parte das dívidas de condenados por
desvio de recursos públicos.
Se a lei passar assim como está,
gestores e empresas que tenham cometido irregularidades poderão ganhar o
benefício de pagar o que devem com exclusão de juros e multas, em
parcelas que podem se prolongar por até 15 anos.
Não é pouco o
que está em jogo. Somente em 2013, a Advocacia-Geral da União,
responsável por cobrar dívidas após condenação judicial ou
administrativa, iniciou 2.109 processos com vistas a receber pouco mais
de R$ 1 bilhão.
De acordo com o próprio Newton Lima, a emenda não
prosperará. Ainda que a medida provisória ganhe o aval do Senado, o que
parece provável, o trecho indecoroso será vetado pela presidente Dilma
Rousseff (PT), afirma. Pode ser. Mas convém vigiar de perto.
Como profissional, trabalhei como apresentador, repórter, redator, produtor, diretor de jornalismo em várias emissoras de rádio - Rádio Difusora de Pirassununga, Rádio Cultura de Santos e São Vicente, Rádio Capital de Brasília, Rádio Alvorada de Brasília, Sistema Globo de Rádio/DF, Rádio Manchete FM/DF, Rádio Planalto de Brasília e 105 FM DF e Rádio Cultura de Brasília. Fui Professor de Radiojornalismo no CEUB. Funcionário concursado da Secretaria de Saúde do Distrito Federal requisitado pelo TCDF até me aposentar em fevereiro ultimo. Também trabalhei, nos anos 70 no jornal O Movimento de Pirassununga.
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