NIVALDO CORDEIRO - MIDIA SEM MÁSCARA
A proposta orçamentária apresentada por Dilma Rousseff ao Congresso Nacional, mesmo ilegal e tecnicamente imperfeita, pode ser útil para mostrar como se move o governo do PT e sua presidente. Ela se presta a um experimento de laboratório como se verme fosse. Essa proposta orçamentária é a síntese e a somatória de todas as ilusões de Dilma Rousseff sobre a realidade e também sua ignorância completa da ciência econômica. Sem esquecer sua amoralidade intrínseca, seu descompromisso com a nação espelhados na peça. O orçamento público é importante porque o Estado brasileiro se agigantou e o nível de atividade econômica depende agora diretamente da boa gestão das contas públicas, além de representar a essência da liberdade política. Nenhum imposto adicional sem representação.
Dilma
está fazendo com o orçamento o velho truque feminino que enfeitiça os
homens, o mostra/esconde. Não que a moça governante seja uma belezoca,
mas pensa portar a mais linda das utopias. O déficit que veio à luz é de
mentirinha, revelando apenas um pequeno pedaço da mão graúda do Estado.
O déficit real é maior e, para piorar, é crescente no tempo. Estamos
chegando ao momento grego da verdade, em que as vacas sagradas dos
proventos da Previdência Social, dos gastos com Saúde e Educação terão
que ser cortados, de uma maneira ou de outra. A despesa está grande
demais e a sociedade brasileira não tem mais como bancar essa festa dos
desocupados remunerados.
O
que não está explícito no Orçamento, portanto oculto, é o seu teor
ideológico. De alguma forma, a inovação de apresentar um orçamento
deficitário, em meio a uma grave crise econômica, está consoante a
crença do PT e da própria Dilma Rousseff, que se diz economista, no
keynesianismo bastardo. Dilma, de fato, se encontrou numa sinuca, com as
receitas previstas aquém das despesas desejadas, mas só topou
apresentar a peça indecente, ou a mostrar o lado indecente da peça,
porque se sustentou na visão anticíclica teórica dos bastardos
keynesianos, que veem solução para tudo no crescimento do Estado, na
emissão primária de moeda e na geração de inflação. Dilma Rousseff pensa
estar com a razão e não deu a mínima para o decoro jurídico e o jogo
político.
Nem
Dilma Rousseff e nem o PT jamais acreditaram nas virtudes do mercado e
sempre olharam a questão tributária e orçamentária pela ótica da luta de
classes. Se pudessem, elevavam a tributação ao infinito e emitiriam
quanta moeda fosse necessária para financiar seus delírios de gastadores
utópicos. Ignoram solenemente os limites da lei da escassez. Essa gente
justifica o déficit e a expansão do Estado porque supostamente isso
patrocinaria o desenvolvimentismo com distribuição de renda.
Já
vimos que a real distribuição de renda que essa política faz é
transferir verbas milionárias dos impostos para os bolsos desses
espertalhões, como vimos no mensalão e, agora, no petrolão. Todos
enriqueceram no poder. O PT transformou o povo brasileiro em vaca
leiteira, explorando todos os residentes no Brasil.
Escrevi
acima, repetindo a máxima dos valentes que fizeram a Independência dos
EUA, que não pode haver nenhum imposto sem representação. Mais do que
nunca a expressão é verdadeira. Quem o PT e Dilma Rousseff hoje
representam para tentar elevar os impostos? A se dar crédito aos índices
de popularidade, não representam mais o povo brasileiros. Tornaram-se
usurpadores e, enquanto tal, fazem da nossa gente reféns das suas
chantagens. É claro que o Congresso Nacional não pode aceitar
proposições de elevação de impostos, ele que representa adequadamente os
brasileiros.
Estamos
diante de um momento histórico decisivo para o Congresso Nacional. Ou
apoia esse governinho do PT em seu ocaso ou apoia os brasileiros, que
têm nele, no Congresso Nacional, sua última defesa contra a sanha
tributarista. Não basta apenas escapar à elevação de impostos, é preciso
gerar superávit primário no tamanho suficiente para dar racionalidade
ao gasto público. Em outras palavras, é preciso cortar fundo nas
despesas. Haverá choro e ranger de dentes, os parasitas vão reclamar.
É preciso também declarar o impeachment dessa presidente irresponsável e maluca, mas isso é já matéria para outro artigo.
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