Por Rodrigo Rangel e Laryssa Borges, na VEJA.com:
A Polícia
Federal deflagrou nesta sexta-feira a 14ª fase da Operação Lava Jato,
batizada de Erga Omnes (do latim, Contra Todos), e mira agora as
construtoras Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez. Cerca de 220
agentes cumprem doze mandados de prisão e 38 de busca e apreensão em
quatro estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do
Sul). Alvo de um mandado de prisão preventiva, o diretor-presidente da
Odebrecht, Marcelo Odebrecht, já está preso.
Também foram expedidos mandados de
prisão preventiva contra o diretor de Relações Institucionais da
Odebrecht, Alexandrino Alencar, apontado por delatores do petrolão como
operador de propina na empreiteira, o diretor Rogério Araújo, da
Odebrecht Plantas Industriais e Participações, e o executivo Márcio
Faria, citado por delatores como o contato da construtora no Clube do
Bilhão. Entre 2008 e 2012, Alencar encontrou-se diversas vezes com
Rafael Angulo Lopez, auxiliar do doleiro Alberto Youssef que, além de
distribuir a propina do petrolão para políticos, também fazia depósitos
em contas no exterior para beneficiários do esquema criminoso. O
executivo chegou a viajar com o ex-presidente Lula para o exterior em
uma “missão oficial” do petista para Guiné Equatorial. Já Araújo foi
apontado pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto
Costa como a pessoa que sugeriu a ele que abrisse uma conta no exterior
para receber propina da empresa.
Embora citadas por delatores do petrolão
as duas gigantes da contrução hoje na mira da PF passavam ilesas até
aqui: ao contrário das concorrentes OAS, Camargo Corrêa e UTC, por
exemplo, ainda não tinha executivos presos.
Na nova fase da Lava Jato são cumpridos
59 mandados judiciais – além dos 38 de busca e apreensão, nove de
condução coercitiva, oito de prisão preventiva e quatro de prisão
temporária. No cerco contra agentes que atuaram nas fraudes a contratos
com a Petrobras, os mandados estão sendo cumpridos em São Paulo,
Jundiaí, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. Os presos serão
levados para a superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
Por Reinaldo Azevedoextraídadoblogdeaugustonunesveja





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