Por
Mendonça Filho Deputado
Federal por Pernambuco LÍDER DO DEM NA CÂMARA
São
muitos os momentos em que o Congresso precisa assumir posição de protagonista,
analisando os fatos para desnudar práticas escusas, apontando culpados e
garantindo direitos. Este tem sido meu posicionamento nestes anos, postura
reafirmada agora, quando são confirmados os casos de corrupção na Petrobras, e
ficam evidentes os desvios nos fundos de pensão, práticas comuns nos tempos petistas.
Se há
dificuldade para entender como o patrimônio da Petrobras construído ao longo de
seis décadas foi dilapidado em 12 anos, é complexo decifrar as artimanhas que
jogaram os fundos de pensão no fundo do poço.
Da mesma
forma, é difícil saber quem cunhou a expressão “nova matriz econômica”. São
ideias e práticas equivocadas, adotadas nos governos Lula II e Dilma I.
Explicam
o atoleiro econômico no qual vivemos.
A nova
governança petista é assim. Toma-se uma instituição vinculada ao Estado,
loteando-a entre os aliados. São nomeadas pessoas sem qualificação e sem
escrúpulos. Essa instituição deixa de ser do Estado e passa a ser de um grupo,
com o objetivo de perpetuação no poder e, claro, enriquecimento de
alguns.
O caso da
Petrobras é exemplo da nova governança. Os mais de R$ 50 bilhões baixados do
balanço de 2014 são prova inconteste da gestão nefasta.
É
ingenuidade pensar que o modus operandi petista se restringe à estatal. São
fortes os indícios de que outros órgãos foram tomados pela nova governança.
Estrangulados
pelos tentáculos petistas também estão os fundos de pensão.
Os fundos
tinham, ao final de 2014, R$ 672 bilhões em ativos, montante distribuído em 317
fundos, que abrigam um universo de mais de sete milhões de pessoas, entre
participantes ativos, dependentes e assistidos. Em Pernambuco, quatro mil
funcionários ativos e aposentados contribuem com o Postalis, dos Correios.
As três
maiores instituições, com carteira de investimentos superior a R$ 290 bilhões,
são, na ordem, Previ, Petros e Funcef, entidades vinculadas, respectivamente,
aos empregados do Banco do Brasil, Petrobras e Caixa Econômica Federal. Para os
adeptos do novo modelo, essa montanha de recursos é o paraíso. E os fatos
indicam que esse eldorado tem sido aproveitado pelos malfeitores.
Somente o
Petros e o Postalis apresentam déficit atuarial de R$ 12 bilhões. Os gestores
do Postalis, por sinal, já convocaram os participantes a arcar com um rombo de
R$ 5,6 bilhões, na forma de contribuição extra ao fundo. Se não o fizerem,
terão reduzidas suas complementações de aposentadoria.
Fica
claro que o paraíso dos desonestos é o inferno dos honestos. Estes acreditaram
numa aposentadoria mais tranquila, abrindo mão de parte de sua renda mensal em
favor dos fundos. Com a crise instalada, são chamados a fazerem aportes
adicionais para equilibrar contas que, devido à ingerência política, ficaram
desequilibradas.
Se a CPI
da Petrobras tem sido fórum de investigação das denúncias envolvendo a estatal
na Câmara, o escândalo dos Fundos de Pensão também merece ser analisado com
lupa pelo Congresso. CPIs na Câmara e no Senado, qual é o problema? O mar de
lama é tão extenso que não faltará trabalho.
Mendonça
Filho é deputado federal e líder do Democratas na Câmara
EXTRAÍDADEdiplomatizzando.blogspot





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