CARLOS CHAGAS - TRIBUNADAINTERNET
Indaga-se que motivos teriam levado Renan ao alinhamento automático com o governo Dilma. Agradecer o apoio de quase toda a bancada do PT em sua eleição? Amaciar o caminho das relações entre seu filho, novo governador de Alagoas, e as benesses do governo federal? Vingar-se dos adversários agora transformados em inimigos por haverem votado em seu desafiante, Luiz Henrique da Silveira? Acautelar-se da possibilidade de vir a ser relacionado na lista do procurador-geral da República, teoricamente capaz de levar ao pedido da cassação de seu mandato?
Tanto faz, mas a verdade é que Renan comprou uma briga desnecessária. Acirrou os ânimos numa casa conhecida por ações de entendimento e concórdia. Poderá arrepender-se.
A ORDEM DOS FATORES
Na Câmara, a ordem dos fatores não altera o produto, no caso, o choque igualmente perigoso entre oposição e governo. Só que as hostilidades contra o palácio do Planalto são equacionadas pelo novo presidente, Eduardo Cunha. Ele prepara uma série de cascas de banana para os governistas escorregarem, apesar de na teoria integrar o PMDB, partido da base oficial. Da formação de uma CPI para investigar a lambança na Petrobras à votação da reforma política, o deputado fluminense rejeita tornar-se aliado de Dilma. Fala em independência, mas é adversário. Foi para a briga e ganhou, com sua eleição.
FONTE TRIBUNADAINTERNET





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