Maria Lima - O Globo
Senador diz que presidente não teve peito para procurar Aécio e Marina
De saída do Parlamento, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) diz que a
presidente Dilma Rousseff se entregou à chantagem, declarou guerra
contra a oposição, ao invés de costurar um entendimento, e vive fora da
realidade.
O senhor deixa a tribuna do Senado num momento delicado.
O que acontece na Petrobras é algo inconcebível. O relatório da CPMI do
Marco Maia vai marcar indelevelmente a biografia do PT. Enquanto isso,
como se nada estivesse acontecendo, a presidente da República continua
brincando de montar Ministério e até hoje não demitiu a presidente Graça
Foster. A presidente não está amarrada pelo PT, ela está é flutuando,
fora da realidade.
Dilma e Lula dizem que o que os diferencia do PSDB é que investigam a corrupção.
A demissão do ministro Jorge Hage, que comandou a Controladoria Geral da
União com eficiência e honradez, foi uma bofetada. Há um mês ele vinha
pedindo uma audiência com a presidente para relatar coisas gravíssimas
que vinham acontecendo e precisavam de providências. Ela nunca se dignou
a recebê-lo. Ele, então, escreveu a carta de demissão e mandou tudo
para o inferno.
Que conselho o senhor daria para os seus herdeiros na tribuna enfrentarem essa crise política e econômica?
Dilma deveria fazer o que o Itamar (Franco) fez quando teve de assumir a
Presidência em meio à grave crise provocada pelo impeachment do Collor.
Ele chamou os presidentes de todos os partidos e disse: eu não
represento nada, não tenho povo, quem me botou aqui foi o Congresso.
Vamos fazer um pacto. Eu era líder do seu governo no Senado. Eu desafio
qualquer um a dizer se ganhou um copo de água para votar o Plano Real.
Ao invés disso, Dilma e o PT declaram guerra à oposição. Ela, que se diz
coração valente, não teve peito de chamar, nem por educação, Aécio ou
Marina para uma tentativa de entendimento.
fonte rota2014





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