Dyelle Menezes - Contas Abertas
O feriado de 7 de setembro emendou com o final de semana neste ano. Se
não fosse a crise, muitos brasileiros poderiam viajar e precisariam
pagar hotéis e pousadas. Com o ajuste fiscal, a União (Executivo,
Legislativo e Judiciário) até diminuiu os gastos com diárias para os
funcionários públicos, mas os valores já somaram R$ 553 milhões.
Com esse volume de recursos destinados às diárias dos servidores em
viagens a trabalho é possível viver por 216 anos na mais cara suíte do
Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Com 300 metros quadrados, a
“penthouse”, como é conhecida a cobertura do sexto andar, custa cerca de
R$ 7 mil por dia e inclui serviços de mordomo.
Como de costume, o Ministério da Justiça lidera o ranking dos órgãos com
maiores dispêndios em diárias, com R$ 88,8 milhões. A maior parcela dos
gastos foi realizado pela Coordenação de Administração do Departamento
da Polícia Federal (R$ 8,9 milhões) e pela Superintendência Regional do
Estado do Rio Grande do Sul (R$ 3,6 milhões).
Em seguida, está o Ministério da Defesa, que executou R$ 85,1 milhões.
Dentre os gastos destacam-se os valores pagos para viagens
internacionais. É o caso da Subdiretoria de Pagamento de Pessoal no
Exterior, que já desembolsou R$ 7,1 milhões, e da Comissão do Exército
Brasileiro em Washington, nos Estados Unidos, que já arcou com R$ 4,5
milhões em diárias. Além disso, R$ 4,3 milhões foram desembolsados pelo
Departamento de Administração Interno da Pasta.
O Ministério da Educação está logo atrás com R$ 72 milhões desembolsados
em diárias. O Instituto Nacional de Estatísticas e Pesquisas
Educacionais já pagou R$ 5 milhões para hospedagem neste ano. Logo
depois estão as universidades federais do Pará (R$ 3,1 milhões), Santa
Maria (R$ 1,7 milhão) e Bahia (R$ 1,6 milhão).
O governo federal limitou as despesas com contratação de bens e serviços
e com diárias e passagens de órgãos do Poder Executivo para 2015. A
medida tem como objetivo adequar os gastos ao contingenciamento
orçamentário anunciado pelo governo, o que, por enquanto está dando
certo.
Até agosto do ano passado, os gastos haviam sido 32% maiores do que
neste ano e já tinham alcançado R$ 730,1 milhões. No Ministério da
Justiça, por exemplo, R$ 180 milhões tinham sido desembolsados em
diárias. Os ministérios da Fazenda e da Educação estavam logo atrás, com
dispêndios de R$ 116,8 milhões e R$ 90,8 milhões, respectivamente.
Passagens
Os gastos da União (Executivo, Legislativo e Judiciário) com passagens
aéreas e locomoção também sofreram queda neste ano. Entre janeiro e
agosto de 2015, os gastos com esse tipo de despesa alcançaram o valor de
R$ 766 milhões. Em igual período de 2014, o montante foi de R$ 858,1
milhões. Isto é, diferença de R$ 92,1 milhões ou 11%.
O levantamento do Contas Abertas, relativos ao gastos com passagens,
levou em consideração o elemento de despesa 33, rubrica que engloba
gastos com bilhetes aéreos, excesso de bagagens, transporte de
servidores, pedágio, entre outros. Os valores são correntes.
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