MIRANDA SÁ
“É traição? É traição, mas é uma traição entre criminosos. Não se está traindo a Inconfidência Mineira, não se está traindo Resistência Francesa.” (Sérgio Moro)
Vivendo
no clima de faxina contra a corrupção no Brasil, popularizou-se o termo
“denúncia”, que nada mais é do que o testemunho de um criminoso contra
outro criminoso ou outros criminosos, obtendo o delator os benefícios da
lei no cumprimento da pena, se for condenado.
Nosso
epigrafado, o juiz Sérgio Moro, que conduz um importante instrumento
para combater os crimes contra o patrimônio público, expressa com
propriedade recurso da colaboração premiada, que permite a condenação
dos culpados. Diz ele: “Às vezes, as únicas pessoas que podem servir
como testemunhas de crimes são os próprios criminosos”. E na verdade
são.
O
instituto da delação premiada está implantado no Brasil desde 1990, e
tem servido à Justiça para obtenção de provas na prática criminosa. O
termo jurídico é “colaboração premiada”, cujo valor está em que o
“colaborador” se obriga a apresentar provas que sustentem a acusação
feita.
Este
acordo tem ajudado a Operação Lava-Jato realizada com mérito pela
Polícia Federal, encontrando respaldo na condução judicial de Sérgio
Moro, cujo trabalho é aplaudido pelos brasileiros cansados de tantos
roubos nas esferas da administração pública e nas empresas estatais.
Juiz
da vara federal de Curitiba, Moro é um homem simples levando a vida
simples de classe média. Não tem a arrogância comum às autoridades
brasileiras, inclusive de vários colegas da magistratura; e merece o
respeito da cidadania por não perdoar os poderosos executivos de
empreiteiras e a alta hierarquia do Partido dos Trabalhadores, que ocupa
a presidência da República.
Diz-se,
e é uma verdade histórica, que a corrupção existe a muito na
administração pública, grassando vergonhosa e criminalmente nos círculos
políticos; mas também é uma verdade insofismável que se oficializou no
governo do PT, instituída oficialmente.
Uma
expressão popular diz que atualmente no Brasil em qualquer chão
escavado a procura de malfeitos, sempre aparece uma minhoca, a minhoca
corrupta da pelegagem dominante, onde um ministro compra tapioca com um
cartão corporativo e os parentes e protegidos por Lula da Silva, quando
presidente, exibiam passaportes diplomáticos.
Entre
os favoritos do Presidente, uma sua apadrinhada fazia viagens oficiais
suspeitas usando cartões de crédito da presidência para compras no
Exterior e “otras cositas más”; os filhos de Sua Excelência foram
beneficiados de tal maneira que se tornaram milionários da noite para o
dia.
Outra
verdade é que o reinado de degenerescência não foi investigado a tempo.
Por causa do amedrontador apoio popular do demagogo líder do PT e
outras razões dignas de estudo.
Entre
muitos motivos, cabe uma autocrítica: a tradicional displicência dos
brasileiros. E, sem dúvida, o acumpliciamento dos 300 picaretas do
Congresso Nacional e a inegável acomodação temerosa de magistrados
dependentes do poder político.
Felizmente
surgiu o Ministério Público jovem e independente, fortalecido pela ação
do ministro Joaquim Barbosa, do STF, que domou as feras da pelegagem e
adubou o terreno, e plantou a mentalidade anti-corruptível que a Nação
colheu. E lhe sucederam inúmeros juízes corajosos, entre eles Sérgio
Moro.
Em
auxílio à faxina para livrar o Brasil da corrupção, veio a delação
premiada, adornando o combate ao crime organizado com o colar das
denúncias, uma jóia que deve ser usada como um fetiche para repelir a
corrupção lulo-petista.
extraídadatribunadaimprensaonline





0 comments:
Postar um comentário