Jornalista Andrade Junior

domingo, 13 de setembro de 2015

A culpa é (muito!) da política

Com Blog do Sérgio Praça

O Brasil acaba de perder o grau de investimento, consagrando o fracasso da política econômica implementada desde que a presidente Dilma Rousseff tomou posse em 2011. Quando este selo de “bom pagador” foi dado em abril de 2008, o governo Lula jactou-se de finalmente tornar o país mundialmente respeitado.
As implicações econômicas desta decisão do mercado financeiro serão imensas para o Brasil. Não vou tratar delas porque não sou economista. Quanto às implicações políticas, há uma claríssima: o Brasil voltou a ser um país instável.
Voltou a ser? Estou louco? Não. Desde o sucesso do Plano Real, em junho de 1994, os brasileiros elegeram e reelegeram FHC e Lula, que mudaram a Constituição, junto com os parlamentares, 64 vezes. Aperfeiçoaram nosso sistema político e mudaram políticas públicas relevantes, privatizando dinoussauros estatais (FHC) e transferindo renda para os mais pobres (Lula).
Tudo isso foi feito com coalizões parlamentares estáveis, ideologicamente homogêneas (FHC) ou heterogêneas (Lula), custando ministérios, cargos de confiança, emendas orçamentárias e corrupção. O custo podia ser alto, mas o sistema funcionava e inspirava confiança nos financiadores externos de empresas brasileiras.
A confusão política de Dilma, tanto quanto suas escolhas econômicas, foi determinante para a perda do grau de investimento. Diversos estudos mostram que a percepção sobre a estabilidade política de um país importa para que ele seja bem avaliado por investidores. Quanto pior a impressão sobre a capacidade de os políticos resolverem desafios, menor é a chance de o país receber dinheiro estrangeiro.
A parte boa dos legados de FHC e Lula acaba de ir para o espaço.
EXTRAÍDADEROTA2014BLOGSPOT

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