Jornalista Andrade Junior

sexta-feira, 10 de julho de 2015

O FORO DE SÃO PAULO ENTREGA UM SACRILÉGIO AO PAPA.

PERCIVAL PUGGINA

Mas que conversa fiada essa do Rev. Federico Lombardi! Na condição de porta-voz do Vaticano, afirmou que o projetista da excrescência, o padre jesuíta Luis Espinal, concebera a escultura como "símbolo de diálogo e compromisso para com a liberdade e o progresso para a Bolívia". De fato, Espinal foi vítima das brutalidades do governo ditatorial de Garcia Meza. A exemplo de muitos colegas seus em outros países da região, brasileiros incluídos, o padre escultor era comunista. Pretenderam, todos, combater um mal com outro mal maior. E ao assim procederem entravam em desacordo com o ensinamento evangélico, com o sacrifício de Cristo e ofendiam o sacrifício de centenas de milhares de cristãos que, naqueles mesmos tempos de guerra fria, eram martirizados em nome da foice e do martelo que Espinal cometeu a insensatez de representar com a cruz.  O crucifixo comunista, diferentemente do que pretendeu sustentar o porta-voz do Vaticano, não adquire respeito em virtude do seu autor ter sido assassinado. Aquele crucifixo causou justa indignação entre as pessoas de bom senso, entre elas, ao que se sabe, o próprio Francisco. Dizerem, como tenho lido, que ele já trazia no peito aquele mesmo símbolo pendurado numa corrente boliviana que lhe haviam enfiado no pescoço, sugere uma falsidade, a de havia coerência entre os adereços do Papa e o cavalo de Troia ideológico que Morales lhe entregou.
O episódio serve, também, para conhecermos melhor os modos de agir, as estratégias e as convicções dos parceiros ideológicos de nossos governantes, aqui no Brasil e no Foro de São Paulo.
 






EXTRAÍDADEPUGGINA.ORG

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