Jornalista Andrade Junior

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Copa América: Chile provou que futebol não se ganha na véspera

Pedro do Coutto

 Na decisão da Copa América 2015, a seleção do Chile, ao se tornar campeã, provou mais uma vez que futebol não se ganha na véspera. Decide-se no campo da luta até porque futebol de exibição, que nos enche os olhos, é uma coisa; futebol de competição outra muito diferente. A história do esporte está plena de exemplos de craques cujas atuações deslumbram nos seus times, mas nas seleções não são os mesmos. A camisa pesa nos desempenhos que exigem coragem, menor preocupação consigo mesmos, desinibição diante das dificuldades que encontram pela frente. Enfim, uma partida por um campeonato é diferente de uma decisão internacional.
Neste caso ninguém vence na véspera e inclusive a tática pode neutralizar a técnica, uma vez que o futebol é um dos poucos esportes nos quais um adversário pode intervir diretamente no desempenho de outro. Esta realidade, por si, abre uma janela para o infinito. Ninguém vence de véspera, disse eu há pouco, vacinado que sou por ter assistido, em 1950, nós perdermos a Copa do Mundo para o Uruguai, no Maracanã, Estádio Mário Filho, irmão de Nelson Rodrigues e que, no Jornal dos Sports, que desapareceu no tempo, liderou a construção da arena monumental, palco do rumor e clamor de grandes multidões em delírio.
Mas estou me afastando do tema. Retorno a ele. O Brasil era grande favorito e perdeu em 50. A Hungria era favorita e perdeu em 54, a final para a Alemanha de Fritz Walter, autor de 3 gols. Em 62, Santiago do Chile, o Uruguai era favorito contra o Brasil e o escrete de Aimoré Moreira derrotou a celeste por 4 a 2. Para não alongarmos demais a série, em 98, Paris, éramos favoritos contra a França. Perdemos por 3 a 0. Vale não esquecer que Ronaldo Fenômeno, que havia sofrido uma convulsão na véspera, teve a entrada em campo exigida por uma empresa patrocinadora do selecionado. Começa a chegar à superfície a corrupção na CBF, agora amplamente comprovada pelos fatos.
ARGENTINA FAVORITA
Na Copa América deste ano, a Argentina, de Leonel Messi, entrou no Estádio Nacional, na condição de franco favorito. Havia, dias antes, derrotado o Paraguai por 6X1, time para o qual o Brasil fora desclassificado nos pênaltis. Goleadas fora das decisões não querem dizer muita coisa. Recorro à memória e volto atrás. A estrutura da competição era diferente da de hoje em dia. Quatro equipes se classificaram e se enfrentaram entre si.
Vencemos a Espanha por 6X1 e a Suécia por 7X1. O país vivia momentos de festa. O Uruguai empatara com a Suécia, 2X2, e vencera a Espanha nos cinco minutos finais por 3X2. Se o empate permanecesse, seríamos campeões, mesmo perdendo, porque valia o critério de saldo de gols. A decisão dramática para nós foi a 16 de julho. Na véspera, sábado, a Cinelândia vivia cenas de carnaval. Milhares sequer dormiram e foram para o Mário Filho assistir maias uma goleada. Aconteceu o Contrário. Jogo fechadíssimo, a tática uruguaia bloqueando os espaços. Perdemos. Futebol se ganha no campo. Como novamente comprovou a seleção do Chile no desfecho contra a Argentina. Messi não era o mesmo Lionel do Barcelona. Coisas do mundo de eterna magia do futebol.
SERVIDORES DA JUSTIÇA FEDERAL
Desejo agradecer as manifestações endereçadas a mim e a este site por servidores da Justiça Federal. É o que de melhor pode acontecer na vida de um jornalista profissional. Muito obrigado, por mim, e por este site dirigido por Calos Newton, companheiro de muitas jornadas.







extraídadatribunadainternet

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