Com Blog do Josias
Depois de um discurso de posse em que anunciou o novo lema do governo
—‘Pátria Educadora’ —,quando se esperava que viessem à luz boas notícias
na área educacional, coerentes com o pronunciamento reinaugural— Dilma
nomeou Cid Gomes para o Ministério da Educação. Como uma coisa não
combinava com a outra, deduz-se que o ex-governador cearense virou
ministro apenas para disfarçar o verdadeiro intento de Dilma, que era o
de desfrutar do prazer de demitir Cid Gomes e nomear para o lugar dele
um acadêmico respeitado: Renato Janine Ribeiro.
Revendo-se discursos e entrevistas antigas de Dilma só de raro em raro
encontram-se referências elogiosas ao PMDB —ainda assim, é preciso
procurar um pouco. Portanto, são grandes as probabilidades de que o
desejo de dividir o poder com o PMDB fosse um dos principais itens da
agenda secreta de Dilma. Ela só entregou a coordenação política para
Pepe Vargas, petista inexpressivo, para não vitaminar a tese segundo a
qual tornara-se uma escrava das vontades de Lula. No fundo, não via a
hora de confiar a um Eliseu Padilha ou, melhor ainda, ao próprio vice
Michel Temer a articulação política do seu governo. Mesmo que jamais
tenha mencionado o plano nem para o espelho.
Aos pouquinhos, Dilma vai remodelando a cara ao seu governo. Decorridos
três meses do início do segundo mandato, verifica-se que a nova gestão
se parece com muita coisa, menos com aquela Dilma autossuficiente do
primeiro reinado. O próximo passo da presidente talvez seja mostrar para
Renan Calheiros e Eduardo Cunha que a pose de oposicionista que ambos
fazem é desnecessária. Primeiro porque não faz nexo exigir a redução do
número de ministérios em público e brigar pela pasta do Turismo à
sombra. Segundo porque Renan e Cunha logo perceberão que, na agenda
secreta de Dilma, a presidência da República é da cota do PMDB.
EXTRAÍDADOBLOGROTA2014





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