Que bom te ver por aqui, seja bem vindo. Neste espaço busco repassar a informação séria, sem censura. Publico artigos e notícias que estão na internet e que acredito serem de interesse geral. Também publico textos, vídeos e fotos de minha autoria. Nos textos há sempre uma foto ou um gif, sempre ilustrativa, muitas vezes, nada tem a ver com o texto em questão. Para entrar em contato comigo pode ser em comentários nos artigos ou, então, pelo e mail andradejrjor@gmail.com.
Uma tradição da
República será quebrada no Dia do Trabalho: não se convocará rede
nacional de rádio e de televisão no horário nobre dos veículos para
comemorar a data. A presidente falará à Nação pela internet. Ainda não
foi divulgada a forma de como isso será feito, mas a decisão emite
claros sinais de que vem aí um novo tempo.
Cada vez mais a
comunicação entre os políticos, sejam do governo ou da oposição, se faz
pelos meios eletrônicos de comunicação de massa. O chefe do Poder
Executivo, seja quem for, tem, ano após ano, usado da prerrogativa de
convocar redes de rádio e de televisão para propagar seus feitos e fazer
suas promessas por ocasião de alguma comemoração. Usado com
comedimento, esse expediente poderia ser uma forma prática e adequada de
serviço público para permitir a chefes de governo uma comunicação
direta com a sociedade por inteiro, o que é particularmente importante
num país das dimensões do nosso. O recurso exagerado às técnicas de
marketing, contudo, tem transformado esse uso em abuso. Qualquer data
festiva é usada como pretexto para discursos de conteúdo meramente
propagandístico, de natureza unívoca e sem possibilidade de
contraditório - uma atitude que, de um lado, interfere na programação
rotineira das emissoras e, de outro, o que é mais grave, interrompe o
direito que cada cidadão tem ao entretenimento e à informação
jornalística plural e imparcial em seu tempo de lazer.
Todos os
jornais que noticiaram a decisão lembraram que a última cadeia de rádio e
de televisão convocada para propagar discurso da atual presidente
resultou num disparo pela culatra. A fala programada por Dilma Rousseff
para o Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, foi recebida com um
ruidoso panelaço em várias cidades brasileiras. Houve dificuldade em
entender o que ela disse - não pela peculiar sintaxe da presidente, mas
pelo ensurdecedor ruído produzido por gritos, xingamentos e batidas em
panelas.
Depois das grandes manifestações públicas nos domingos
15 de março e 12 de abril em várias cidades, não era de esperar que o
repetido pronunciamento trabalhista de 1.º de Maio fosse recebido com
aplausos e flores pela população. Primeiramente, as relações entre o
governo e os sindicatos de trabalhadores estão estremecidas por causa de
medidas anunciadas de ajuste fiscal que interferem em privilégios e nas
chamadas conquistas de classe. Por mais que tais medidas sejam
necessárias para consertar os erros econômicos da gestão Dilma-Guido
Mantega e que a própria presidente tenha repetido que nenhum direito do
trabalhador será atingido por elas, a classe operária está, no mínimo,
ressabiada com o governo por causa disso. Além do mais, o clima
pós-manifestações continua carregado para as autoridades federais.
Protesto organizado por um grupo reduzido (de cerca de 50 pessoas,
segundo o Estado) fez o vice-presidente e coordenador político dos
pleitos do governo no Congresso, Michel Temer, cancelar na segunda-feira
passada o discurso que faria na Feira Internacional de Tecnologia
Agrícola em Ação (Agrishow), em Ribeirão Preto, a maior do agronegócio
brasileiro. Manifestantes exigiram, aos berros, o impeachment da
presidente.
O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social,
Edinho Silva, negou que o cancelamento do pronunciamento tenha alguma
relação com os protestos. "A presidenta não teme nenhum tipo de
manifestação da democracia", garantiu. Mas não encontrou nenhum motivo
plausível para justificar a desistência. E completou: "A presidenta vai
dialogar com os trabalhadores pelas redes sociais". Depois do último
movimento de massa contra o governo nas ruas, os governistas reagiram
com um "tuitaço" no lugar de entrevistas desastradas, como a do chefe da
Casa Civil, Aloizio Mercadante, e do secretário da Presidência, Miguel
Rossetto. A repetição da fórmula menos arriscada mostra que a sociedade
conquistou o direito de gozar seu feriado em paz sem impedir que
militantes aclamem a chefe em perfis de redes sociais, nem sempre
gratuitos.
Como profissional, trabalhei como apresentador, repórter, redator, produtor, diretor de jornalismo em várias emissoras de rádio - Rádio Difusora de Pirassununga, Rádio Cultura de Santos e São Vicente, Rádio Capital de Brasília, Rádio Alvorada de Brasília, Sistema Globo de Rádio/DF, Rádio Manchete FM/DF, Rádio Planalto de Brasília e 105 FM DF e Rádio Cultura de Brasília. Fui Professor de Radiojornalismo no CEUB. Funcionário concursado da Secretaria de Saúde do Distrito Federal requisitado pelo TCDF até me aposentar em fevereiro ultimo. Também trabalhei, nos anos 70 no jornal O Movimento de Pirassununga.
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