Eduardo Aquino O Tempo
Tudo bem, eu sei que existem exceções, muitas, pois um terço desses jovens salvarão a pátria, para orgulho de seus pais e familiares. Mas, na média, grosso modo, a coisa está brava. Há inclusive a projeção de que nem capacidade de adquirir casa própria essa turma está tendo e, não raro, vivem à custa de pais e avós. Nunca se demorou tanto para sair de casa. ‘Adultescentes’, entre 25 e 35 anos, não saem do ninho dos pais. Aliás, ouço deles que a grana é voltada para adquirir novas tecnologias, usar no lazer, comprar um carrinho, gastar em despesas com a namorada ou ‘ficantes’, e por aí vai.
GERAÇÃO QUE MORRE…
Bem feito para nós, a geração que “morre” a cada dia de medo, preocupação, de raiva por causa de seus filhos, enquanto eles “vivem” como se não houvesse amanhã, mamando em teta pródiga, usando e abusando do seu reinado movido a telas.
Como disse uma educadora numa palestra para pais, “somos do tempo no qual comíamos carne de pescoço e pé de frango para deixar coxa e peito para pais e idosos. Hoje, continuamos a comer pé de frango e carne de pescoço para deixar peito e coxa para os filhos”.
No entanto, agora não adianta reclamar! Somos cúmplices da alienação, da má educação e falta de limites dos nossos jovens. Falta a essa geração de pais o entendimento para estabelecer limites, exclamar um “Nãããoooo!” bem sonoro, frustrá-los. Exercer a boa e velha autoridade de pais e educadores é essencial. É inadmissível que filhos e/ou alunos elevem o tom de voz, desrespeitem, agridam verbal e fisicamente os adultos que os cercam. Que prevaleça a lei do merecimento e, na ausência de empenho, de resultados; que se puna!
PALMADINHA
Antes que entidades do tipo “lei da palmadinha” se intrometam na sagrada relação entre pais e filhos, professor e aluno, deixo claro que punir não significa bater ou espancar. Aliás, a melhor forma de punição é retirar objetos de prazer, seja internet, ir à casa de colegas, jogar videogames ou futebol. Mereceu, tem, e se não mereceu deixa de ter, simples assim! Afinal, como a comunicação anda difícil entre as gerações, há uma inibição afetiva clara, e, às vezes, os jovens parecem autistas, desconectados das relações familiares e sociais. Alguém tem que assumir o comando e, sem dúvida, cabe a nós a reversão dessa automatização e robotização dos jovens e adolescentes.
Tudo bem que a tribalização anda criando figurinhas difíceis, mas o comportamento humano e as relações interpessoais seguem uma lógica. É hora de agir com pulso e sem jogos de culpa, chantagem emocional, opressão ou constrangimento. Não dá mais para uma gota de limão talhar um litro de leite. Se criar monstrinhos ou pequenos ditadores em casa, com certeza, a liberdade de ser feliz com algo urgente e inadiável se transformará num pesadelo existencial.





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