por Percival Puggina.
Imagine, um vulcão. A rocha transformada em fogo líquido e se derramando em êxtases de criação e morte. O big bang em porção individual. Lindo, não? Agora, coloque isso em cenário andino. O instantâneo fogo e a eterna neve contra o céu azul. Bleu, blanc, rouge. Imaginou? É, mas não adianta.
Imagine uma praia de água borbulhante e cristalina como se fosse mineral. Uma praia daquelas que Adão tinha no paraíso e muitos pensam que ele trocou por um pedaço de maçã (e ainda por cima com casca). Imagine uma pequena enseada de inadmissíveis areias brancas, vindas não se sabe de onde e que o mar veste e desveste com variada renda branca. Imaginou? É, mas não adianta.
Pense, meu amigo leitor, no que quiser pensar, pense no mais esplêndido pôr- do-sol derramando cores no regaço das águas, imagine tudo que seu engenho lhe permita conceber. Você jamais criará algo tão sedutor quanto a mulher e por isso eu não queria estar na pele de Adão quando ela lhe ofereceu a maçã já mordida. Era o Paraíso sem a mulher ou a mulher sem o Paraíso. Dureza. Para quem esqueceu, hoje é o Dia Internacional da Mulher, esse paraíso.
extraídadepuggina.org





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