RODRIGO CONSTANTINO
Um dos maiores problemas do Brasil é a
doutrinação ideológica nas escolas e universidades. Em vez de os
professores ensinarem conteúdo que presta, matérias relevantes da forma
mais objetiva possível, eles vestem seus bonés de militantes políticos e
saem por aí tentando conquistar jovens adeptos. É pura lavagem
cerebral, e faz com que um exército de soldados troquem o conhecimento
objetivo pela repetição de slogans idiotas. Em suma, trata-se de uma
máquina de formar alienados, aqueles que vão depois defender o PT e o
PSOL, elogiar Cuba e cuspir na Veja, como se a revista fosse o ícone de
tudo aquilo que não presta.
Essa sempre foi a realidade em nosso
país, ao menos desde a década de 1960. Os socialistas perceberam, com
Gramsci, que era preciso dominar a cultura, já que uma revolução armada
ficava cada vez menos provável. Tomaram conta das redações dos jornais,
das igrejas, das escolas e universidades. E houve pouca reação. O outro
lado é mais desorganizado e disperso. Os próprios pais não têm o hábito
de participar diretamente do ensino de seus filhos, e muitos achavam que
tal doutrinação seria ineficaz, pois a tendência seria a garotada
amadurecer e acordar para a realidade.
Não é tão simples assim. A multidão de
alienados com diplomas por aí atesta o que digo. Gente (de)formada em
universidades, mas endossando o discurso oficial e hipócrita do governo,
de que o PT se preocupa com os mais pobres, de que nunca se investigou
tanto por mérito do governo, de que o PSDB é “neoliberal” e de que a
Veja é para “coxinhas”. Ou seja, gente que se recusa a pensar por conta própria, preferindo dar uma de papagaio de oportunista. Idiotas úteis, em resumo.
Esse é o resultado de uma estratégia
deliberada dos socialistas. Paulo Freire tem tudo a ver com isso. Sua
“pedagogia do oprimido” nada mais é do que transportar Marx para a sala
de aula. Os “professores” passaram a se enxergar não como transmissores
de conhecimento objetivo ou como tutores para instigar o pensamento
próprio nos alunos, mas como transformadores sociais, como salvadores de
almas, como libertadores de escravos burgueses.
Tenho batido muito nessa tecla, pois não
subestimo o poder de estrago dessa ideologização do ensino. Vejo o
resultado com meus próprios olhos. E percebo que cada vez mais gente se
dá conta disso. Os brasileiros estão ficando mais atentos ao tema,
incomodados com o que esses “professores” fazem com seus filhos.
Aumentou a sensibilidade ao assunto. Ontem mesmo postei um desabafo em
minha página de Facebook, e ele já conta com mais de 7,4 mil curtidas e vários comentários de revolta e indignação:
Hoje a
professora de geografia da minha filha foi defender o PT em sala de
aula, dizendo que Lula e Dilma fizeram muito pelos pobres do Brasil
(sério? aumentando a inflação? gerando instabilidade política?
destruindo a Petrobras?). Não satisfeita, falou mal de Aécio Neves, e
depois meteu o pau na… Veja! Isso tudo, vale notar, no oitavo ano do
ensino fundamental, em uma escola boa PARTICULAR. É como Gustavo
Ioschpe, da Veja, claro, sempre diz: não basta colocar o filho na boa
escola particular e achar que resolveu. Ele terá aulas com gente
(de)formada no ensino público brasileiro. Será vítima de doutrinação
ideológica por alienados. Como construir um país melhor assim? Os pais
precisam agir, precisam entender que não dá mais para deixar isso
correr, encarar como normal esse tipo de coisa. Não é! É proselitismo,
doutrinação, lavagem cerebral. Ainda bem que vou livrar minha filha
disso. Ela vai estudar em escola PÚBLICA nos Estados Unidos, mas duvido
que lá “aprenda” que uma quadrilha bolivariana ajuda os mais pobres…
Sei que há infiltração ideológica nas
escolas americanas também, e sei que o politicamente correto é uma praga
por lá. Mas não se compara com o que acontece no Brasil. Lá os pais
participam bem mais, como voluntários inclusive, nas escolas dos filhos.
Trocam mais com os professores, cobram mais. Não aceitariam jamais
professores que incutem na cabeça jovem de seus filhos que uma quadrilha
corrupta é o máximo.
Mas, como disse, há ventos de mudança por aqui. Iniciativas como a de Miguel Nagib, com a ONG Escola Sem Partido,
começam a proliferar e obter resultados. Picuí, município da Paraíba,
foi o segundo do país a aprovar projeto de lei que veta essa doutrinação
e exige neutralidade política nas escolas. O PSOL, como sabemos, tem
feito um sistemático trabalho podre de chegar aos alunos, cada vez mais
novos, com suas cartilhas ridículas em prol do socialismo. Livros
aprovados pelo MEC mentem descaradamente, invertem a história, condenam o
capitalismo como se fosse o próprio diabo. Não podemos mais tolerar
isso!
É hora de reagir. É hora de dar um basta.
Você sabe o que o professor de geografia ou história de seus filhos diz
em sala de aula sobre política? Então procure saber! É seu direito. É
seu dever como pai e cidadão. Não podemos ficar calados diante desse
verdadeiro crime que é a tentativa de seduzir para depois destruir as
mentes jovens desse país, com baboseira e ladainha de esquerda. Esses
militantes disfarçados de professores precisam saber que os pais estão
atentos e não vão permitir isso. E seria ótimo se soubessem, também, que
as leis proíbem essa pouca vergonha. Escola sem partido já!
PS: O Instituto Liberal tem um projeto de
distribuir milhares de revistinhas da Turma da Mônica com um conteúdo
diferente, em defesa da cidadania, da responsabilidade individual, da
liberdade. Os doutrinadores miram cada vez alvos mais jovens, e
precisamos reagir à altura, mostrar para essas crianças que essa
inversão de valores não é aceitável, que existe uma mensagem
alternativa, que não trata o estado como deus e não enaltece o roubo em
nome da “justiça social”. Se quiser colaborar, toda ajuda é bem-vinda.
matériaextraidadoblogdeRodrigo Constantino





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