MIRANDA SÁ -
Pessoas pouco chegadas à cultura que fingem defender minorias
políticas, raciais, religiosas e sociais, são useiras e vezeiras em usar
a expressão “politicamente correto”.
O que vem a ser o “politicamente correto”? Não é coisa nova esse
maquiavelismo empregado por extremistas para reprimir os que lhes
contrariam. Está no antigo Index Librorum Prohibitorum da Igreja
Católica, julgando livros com opiniões em desacordo com o Papa ou a
Cúria Romana.
Recentemente, o emprego dessa expressão repressora foi adotada pelos
partidos hegemônicos dos regimes totalitários. A América Latina
dependente em tudo, inclusive de cultura, facilita esse analfabetismo
preconceituoso do chavismo torto, estimulando a desavença social,
intolerância religiosa, fobias comunitárias e sexuais, jogando pretos
contra brancos e outros antagonismos a guisa da luta de classes…
É uma ferramenta política para agitação entre os incautos. É uma
mensagem que cai bem no infinitesimal pensar dos dependentes do
paternalismo populista; e os doutrinadores “bolivarianos” usam-na com
técnica patrulhadora para isolar os adversários.
No Brasil, o lulo-petismo se aproveita do patrulhamento da linguagem
para esconder a voracidade com que avança sobre as instituições e as
riquezas do País. Foi assim que os pelegos corroeram e dominaram
sindicatos e entidades corporativas e, do mesmo modo, assaltaram as
empresas estatais e os fundos de pensão e depravam os poderes
republicanos.
Servindo de bucha de canhão, mercenários são orientados para provocar
os que combatem o aparelhamento do Estado e do Governo, que denunciam
as distorções dos poderes republicanos e criminalizam o assalto à
Petrobras e às outras empresas estatais.
Essa guerra atinge também a cultura nacional, deturpando o ensino da
História do Brasil, desacreditando a Bandeira Nacional e nossos
escritores Machado de Assis e Monteiro Lobato.
Com a chancela oficial, desvirtua-se o conceito filosófico da
correção. Pela boca da hierarquia lulo-petista – o Brasil não evoluiu
antes deles usurparem o poder; e a nossa literatura é um estorvo para os
aparelhados nos ministérios da Cultura, da Educação e dos Direitos
Humanos…
O quê não reza pela cartilha do partido é “politicamente incorreto”,
afirmam, e deve ser vigiado, corrigido e até eliminado. No caso de
Machado de Assis, um imbecil aparelhado no Ministério da Cultura propôs a
versão do português casto para o lulês, pretendendo facilitar o acesso
dos analfabetos aos seus livros. Quanto a Monteiro Lobato, o embargo
surgiu numa proposta idiota de um “técnico” em gestão educacional.
O Ministério da Educação aparelhado por apedeutas, prontamente
encampou essa piada sob aplauso de um tal Instituto de Advocacia Racial
(Iara), possivelmente uma das ONGs penduradas nas tetas do Erário.
Não fora o STF, eles proibiriam a venda dos livros do escritor
Monteiro Lobato e sua distribuição nas escolas da rede pública. A
alegação para assassinar as jóias da literatura infantil como “Caçadas
do Pedrinho”, “Fábulas de Narizinho e “Serões de Dona Benta”, baseia-se
em argumentos mentalmente retardados… Ops, “retardado” é um termo
politicamente incorreto…
Para o lulo-petismo “Caçadas de Pedrinho” agride o meio ambiente,
além de conter racismo. Aliás, para a cretinice oficial dominante
elementos racistas dominam toda a obra de Lobato. Apontam discriminação
contra a bondosa Tia Anastácia, por ser empregada doméstica e negra,
embora Dona Benta a “patroa branca”, dona do Sítio do Pica-pau Amarelo, a
trate e considere como irmã.
O analfabetismo preconceituoso dos “socialistas bolivarianos” é
intolerável para os letrados liberais e independentes deste País. E
juntando a ignorância arrogante com a corrupção desenfreada que promovem
não se precisa de mais nada para dar-lhes “um basta!”. Vamos à luta: ou
ficar a Pátria Livre, ou morrer pelo Brasil!
fonte a tribunadaimprensaonline





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