por LEANDRO NARLOCH –VEJA
"O petismo não se faz só de tolos bem-intencionados. A Lava-Jato
evidencia de forma cabal que mesmo a ideologia, nesses mais de 13 anos,
serviu de cortina de fumaça para o maior assalto aos cofres públicos de
que se tem notícia, atenção, no mundo! Estamos falando de
ladrões!"Reinaldo Azevedo
Há presidentes que pegam o país na lama e o devolvem na lama. São os
políticos medianos que abundam pela história. Há presidentes que pegam o
país no atoleiro e o conduzem a estradas pavimentadas. São os heróis,
os estadistas. E há o caso de Dilma Rousseff.
Quando Dilma assumiu a presidência, o Brasil saboreava aquele
alívio de quem entra na estrada de asfalto depois de quilômetros de
solavancos da estrada de saibro. Tínhamos inflação controlada e
superávit suficiente para diminuir a dívida aos poucos. Bastava que
Dilma dirigisse com cuidado e estaríamos bem. Mas ela preferiu dar
cavalos de pau e se arriscar em ultrapassagens proibidas.
Por escolha consciente e declarada, abandonou a matriz econômica que
FHC criou e Lula mais ou menos manteve, arruinou as contas que o Estado,
depois de décadas de esforço, enfim vinha conseguindo organizar. As
pedaladas fiscais transformam em desconfiança o entusiasmo de analistas e
investidores internacionais.
Em 2014, para convencer os eleitores de que estava no caminho certo,
Dilma dirigiu com ainda menos prudência. Gastou dinheiro que não podia,
só para ganhar a eleição. Conseguiu se manter ao volante, mas levou o
país de volta ao atoleiro.
Alguém pode dizer que a herança de Getúlio Vargas prejudicou o Brasil
mais que o governo Dilma. É verdade – da CLT às estatais, ainda lidamos
com problemas criados pelo caudilho. Mas é preciso dar um desconto a
Getúlio. Ele respirava os ares da época – na Itália ou nos Estados
Unidos, a novidade da década de 30 era criar uma máquina estatal pesada e
poderosa.
Não foi o caso de Dilma. Ela desdenhou o arroz-com-feijão da política
fiscal em nome de ideias obsoletas. Pior, quando ficou difícil de
esconder o resultado de seus erros, Dilma adotou a estratégia populista
de dividir o país e se dizer vítima da conspiração de elites. Mas foi
ela quem mais beneficiou (via BNDES, barreiras alfandegárias e contratos
superfaturados) as elites e oligarquias tradicionais.
Por isso tudo é razoável dizer que Dilma foi a pior presidente da história da República.
extraídadeaverdadesufocada





0 comments:
Postar um comentário