SEBASTIÃO NERY
Gilberto
Amado, senador de Sergipe até 1930, em 1934 queria ser governador. Já
escritor famoso, glória e honra de sua gente, faltava governa-la.
Eleição indireta comandada pelo Governo, ele foi a Getúlio:
– Presidente, quero ser governador de Sergipe.
– Por que, Gilberto? Você, um homem tão grande, ser governador de um Estado tão pequeno?
– Quero dirigir minha tribo. Isto é fundamental para minha vida.
–
Ora, Gilberto, conheço você muito bem. Esta não é a verdadeira razão.
Não pode ser. Governar por governar, isso não existe para um homem de
seu tamanho, da sua grandeza.
Gilberto Amado sentiu que era preciso apelar. Apelou:
–
Pois o senhor quer que eu diga mesmo? Quero ser governador para roubar,
roubar, do primeiro ao último dia. Roubar desesperadamente.
Gilberto já estava de pé, as mãos para o alto, os olhos incendiados:
– Isto mesmo, Presidente. Roubar, roubar, roubar!
Gilberto
Amado não ganhou Sergipe. Mas Getúlio ficou tão perplexo e encantado
que em 1935 o nomeou consultor jurídico do Itamaraty e em 1936
embaixador no Chile. Depois, foi representante permanente do Brasil na
ONU, décadas seguidas. Tudo que ele quis.
GABEIRA
Gilberto
Amado viveu a vida inteira com o salário de diplomata e direitos
autorais. Hoje, se fosse para roubar, iria para um governo do PT. O
exemplar jornalista e cidadão Fernando Gabeira denunciou no “Globo”:
–
“O Brasil é dirigido por um governo que transformou a política numa
delinquência institucional. O país acaba de descobrir o maior escândalo
de corrupção da História. Gilmar Mendes colocou o ovo de pé: houve um
grande escândalo de corrupção que beneficiou o PT. Dilma fez uma
campanha milionária. O “Petrolão” indica que o dinheiro foi para a
campanha. Empresas fantasmas já apareceram. Por que não investigar o elo
entre a campanha de Dilma e as revelações da Lava-Jato? Como velho
jornalista sei que os fatos são como baioneta: sentado neles, espetam”.
O PT pôs Dilma sentada em cima de uma baioneta.
PETROBRÁS
Ainda bem que neste vendaval de números desastrados que são os Governos
do PT, a Petrobrás, apesar de tudo, da sangria que sofreu, de toda a
roubalheira a que foi submetida, não afundou totalmente. Salvou-se.
1-
Seu “Plano de Negócios e Gestão 2015/2019”, determinou corte de
investimentos de US$ 206 bilhões para US$ 130 bilhões, como base
estrutural na escalada da montanha, forçando a redução do seu tamanho
com a venda de partes do ativo no total de US$ 58 bilhões. Hoje a
Petrobrás é a empresa mais endividada do mundo: US$ 104 bilhões.
2-
Felizmente os fundamentos sólidos da empresa resistiram (com enorme
prejuízo) aos roubos e rombos. Os acionistas minoritários são as grandes
vítimas. No 2º trimestre de 2015, o lucro operacional foi de R$ 9,48
bilhões, mas o lucro líquido que refletirá nos dividendos foi de R$ 531
milhões. No seu estágio de purgatório, deduziu do resultado R$ 2,8
bilhões para quitar parcelas atrasadas do IOF, questionadas na Justiça.
PRE-SAL
3–
A Petrobrás pagou R$ 1,4 bilhão à Receita Federal de impostos atrasados
e optou pela baixa contábil de ativos de R$ 1,2 bilhão. Resultado: o
lucro líquido foi 89% menor em relação ao mesmo período do ano passado. A
organização administrativa e financeira da empresa passa por essa etapa
dramática, onde os brasileiros são os grandes perdedores.
4
– Dona de reservas comprovadas superiores a 12 bilhões de barris, acima
da média internacional, a Petrobrás foca investimentos na produção e
elevação da extração de petróleo e gás. O pós-sal e o pré-sal serão o
“filet mignon” na sua lenta recuperação. Felizmente a evolução dessa
produção vem ocorrendo em nível ascendente.
FORTUNE
5-
Fato relevante: a revista norte americana “Fortune”, especializada em
economia, acaba de publicar o “ranking” mundial das 500 maiores empresas
do mundo. A Petrobrás ocupa o 28º lugar, definida como a maior empresa
da América Latina, dona de ativos de US$ 300 bilhões.
6-
E a “Fortune” ressalta que suas cicatrizes vão demorar algum tempo para
sarar. Projetando os números da “Fortune” em perspectiva de futuro, sem
interferência política, sem empecilhos burocráticos, sem investimentos
irresponsáveis e sem roubos partidários, a empresa poderá se reencontrar
com a sua história, voltando a ser orgulho dos brasileiros.
Para
isso é fundamental fazer do cumprimento das Leis Anticorrupção e de
Improbidade Administrativa dogmas intocáveis. O pais põe nas mãos da
Operação Lava-Jato, do juiz Sergio Moro e do Supremo Tribunal a certeza
de que o PT não conseguiu o naufrágio da Petrobras.
extraídadetribunadaimprensaonline





0 comments:
Postar um comentário