por Dagoberto Lima Godoy.
Faz sentido, mas pode não ser bem assim.
Vale a pena lembrar: em 1991, a reeleição do Presidente Bush era dada como certa. Afinal, ele acabava de vencer a Guerra do Golfo, recuperando a autoestima dos americanos, perdida desde o fracasso no Vietnã. Seu opositor, Bill Clinton, era verdadeiro azarão na corrida presidencial. Foi então que o marqueteiro de Clinton, James Carville, criou a frase: “É a economia, estúpido!” O certo é que Clinton venceu, carregado pela fase ruim da economia americana. Fatos semelhantes, mundo afora, tornaram a frase um clichê nas campanhas eleitorais. Aqui no Brasil, quem duvida que foi o Plano Real que deu a vitória a FHC, em1994? Ou que a estagnação da economia e os juros nas alturas foram o trampolim que Lula usou para chegar ao Planalto, em 2003?
Então, sem menosprezar a significação política de manifestações como a de 16 de agosto, penso que falta muito para que elas alcancem a dimensão capaz de expulsar do poder os petistas e a súcia que aliciaram, sejam partidos, sindicatos, empresas, ou quem forem. A verdade é que a degradação política e moral instalou-se no país como um sistema, que se retroalimenta e impõe seu jugo a uma sociedade civil, fragmentada e carente de líderes. Não será fácil desmontar a máquina de “malfeitos”.
Otimista a vida inteira, me indago se não chegamos à absurda situação em que podemestar certos os que apostam no “quanto pior, melhor”.É triste, mas tudo indica que, lembrando o chavão de Carville, será preciso que mergulhemos mais fundo na crise econômica, gerada por administrações públicas incompetentes e corruptas, ideologicamente orientadas pelo “bolivariano” Foro de São Paulo.
Chego a admitir que valerá a pena aumentar o sofrimento do povo brasileiro, se for o preço a pagar para sairmos do atoleiro político e moral e reconstruirmos a nação em bases sadias e, portanto, sustentáveis.
* Cidadão brasileiro.
EXTRAÍDADEPUGGINA.ORG





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