Por Osmar José de Barros Ribeiro
Coerente com a afirmação de que faria o diabo para vencer a eleição presidencial, nos debates pela televisão Dilma Roussef usou e abusou da apresentação de dados maquiados quanto ao real estado da economia nacional, inflou resultados de programas de desenvolvimento e, não satisfeita, prometeu mundos e fundos aos dependentes dos favores governamentais. Ainda assim, por pouco não foi ultrapassada pelo principal concorrente a quem acusava de pretender privatizar a Petrobras, elevar impostos e mais uma série de medidas às quais denominava de “neoliberais”.
Passada a eleição, o diabo cobrou sua conta. O naufrágio econômico não mais podia ser escondido por promessas sem lastro na realidade; numa flagrante demonstração de fraqueza política, nomes indicados para pastas ministeriais foram substituídos por outros; a escolha do novo ministro da Fazenda, adiada ao máximo e em clima de total “suspense”, recaiu em profissional ligado a um grande banco, provocando sérias dissensões no partido da presidente.
Face à necessidade de por ordem no total descontrole das contas públicas, foram adotadas aquelas medidas neoliberais tão demonizadas quando da campanha, muito embora o protesto do Partido dos Trabalhadores e dos sindicatos por ele dominados. A revolta de ponderável parcela da população ficou sobejamente demonstrada quando as ruas das principais cidades brasileiras foram tomadas, em duas ocasiões, por manifestantes que, ordeiramente, pediam o afastamento da mandatária reeleita.
O descontentamento popular terminou por refletir-se no Congresso Nacional, notadamente na Câmara dos Deputados, onde o principal partido da famosa “base aliada” lançou - e elegeu – um candidato em oposição ao indicado pelo Planalto. Com os respectivos presidentes investigados por supostos “malfeitos”, o Congresso esmerou-se em demonstrar independência na sua relação com o Executivo e partiu para o ataque.
A presidente, vendo sua popularidade alcançar níveis baixíssimos, desapareceu de circulação por um bom tempo, limitando-se a comparecer a atividades em recintos fechados. Somente agora, meses após a posse e quinze quilos mais magra, seus marqueteiros a levam a pedalar uma bicicleta importada nos arredores do Palácio do Planalto, num esforço de mostrar-se “gente como a gente”.
Muito provavelmente uma vã esperança, já que descobrimos todos ou quase todos, que junto à revelação do mar de lama que permeou os governos petistas veio a do seu verdadeiro e principal objetivo: transformar o Brasil, sob a égide do Foro de São Paulo, num país comunista, tudo bem caracterizado pela criação de um monstrengo chamado União das Nações Sul-americanas (UNASUL) e do qual nos tornamos o principal protagonista.
Assim, hoje, além dos problemas econômicos e sociais com os quais nos defrontamos, temos de lutar para que o atual governo, permeado pela veneração ao regime político de Cuba e obediente aos propósitos do comunismo internacional, não nos leve pelos caminhos trilhados pela Venezuela.
A verdade é que após “fazer o diabo” para vencer a eleição, a presidente da República conseguiu servir, ao povo brasileiro, o pão que o diabo amassou.
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*Artigo publicado no mensário Inconfidência,
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