Com Blog do Rodrigo Constantino - Veja
Animada em seu último dia de visita aos Estados Unidos, a presidente Dilma Rousseff deu uma volta de
cerca de 20 minutos no carro autônomo do Google, na sede da empresa em
Mountain View, no Vale do Silício, no Estado da Califórnia.
“Acabei
de descer do futuro”, disse a jornalistas após o fim do passeio, nesta
quarta-feira (1o). “É um nível de desenvolvimento que eu não imaginei
que houvesse.”
Pois é, presidenta: são as maravilhas que só o capitalismo liberal faz.
Não espere encontrar o futuro em Cuba, quando for afagar o ditador
assassino, tampouco na Venezuela, quando for bajular o tirano que
persegue sua população. O socialismo só produz miséria, escravidão e
morte. Tecnologia de ponta, desse jeito, só mesmo o capitalismo liberal.
Claro, a União Soviética lançou o Sputinik, mas a que custo? Muita
escravidão e falta de papel higiênico e comida nas prateleiras. Era
insustentável. Ao contrário do contínuo progresso tecnológico dos países
capitalistas, sempre inovando e trazendo mais conforto para as pessoas.
O tempo mostrou que os Estados Unidos estavam certos.
Dilma conheceu o futuro, e ele não tem a mão mágica visível do governo
controlando as pesquisas e inovações. Ao contrário: elas vêm do setor
privado, em um ambiente de ampla liberdade econômica, império das leis,
previsibilidade das regras do jogo, um mercado de capitais bem
desenvolvido, etc.
Tudo aquilo que o Brasil não tem! O BNDES? Não há equivalente nos
Estados Unidos, fazendo a seleção dos campeões nacionais. Luciano
Coutinho, que Dilma escolheu para presidir o banco nos dois mandatos,
aplaudia a Lei da Informática na década de 1980 e era entusiasta do
projeto Cobra. Se dependesse dele, o Brasil estaria ainda mais atrasado
tecnologicamente.
A Google não deve seu sucesso ao intervencionismo estatal. E a Google
não está sozinha. São centenas, milhares de empresas competindo pela
próxima grande inovação, que ninguém sabe ainda qual será. Esse processo de destruição criadora, para usar o termo de Schumpeter, é essencial para o avanço americano.
Se a presidente está impressionada com o futuro, seria bom que ela
tirasse dele algumas lições importantes. Voltaria para o passado, nosso
querido Brasil, de mente mais aberta, compreendendo o papel fundamental
da iniciativa privada num ambiente de liberdade econômica e regras
claras do jogo para o progresso.
Mas algo me diz que Dilma não vai aprender nada disso. Ela está presa no
passado mental do esquerdismo latino-americano. E quem nasce para
lagartixa nunca chega a jacaré. A Google tem um carro que anda sozinho? O
Brasil petista vai superar essa façanha e produzir uma incrível carroça
nacional, movida à gasolina da Petrobras estatal e com conteúdo 100%
nacional!
extraídaderota2014blogspot





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