Flávio José Bortolotto
O Exército brasileiro, popular e composto basicamente de classe média, desde a Guerra do Paraguai (1864-1870) tem uma longa história de atuação política no Brasil. Participou das lutas da Abolição da Escravatura, proclamou a República em 1889, houve aquelas rebeliões todas visando aprimorar a democracia no Brasil, fazer justiça social via Tenentismo, Rebelião do Forte de Copacabana em 1922, Coluna Miguel Costa – Prestes em 1924, Rebelião de 1926, tudo desaguando na Revolução Liberal de 1930.
Depois, participação vitoriosa da FEB na Europa na 2ª Guerra Mundial, sucessivas soluções de crises políticas, até a inevitável Revolução de 1964 (causada pela violenta agitação política por parte do presidente João Goulart, com greves diárias, inflação de 80% ao ano sem correção monetária, e por fim a quebra da hierarquia e disciplina militar com as rebeliões de sargentos e cabos do Exército e da Marinha etc.), até a equivocada Revolução dentro da Revolução, com o AI-5 de 13 de dezembro de 1968, que durou até 1985 e que desgastou muito as Forças Armadas.
REAGIRÃO NA HORA
A impressão que tenho é que hoje, de maneira alguma, as Forças Armadas querem interferir “diretamente na política”, mesmo que o povo peça, mas, se humilhadas ou ameaçadas em sua existência, reagirão na hora. Quem não entender isso, a meu ver, não entende nada de Política brasileira.





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