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21:28
ANDRADEJRJOR
IGOR GIELOW FOLHA DE SP

BRASÍLIA - A explosiva
lista de pedidos de investigação sobre políticos da Operação Lava Jato
trouxe uma péssima notícia para Dilma Rousseff -como se, ao completar
neste sábado 65 dias de seu segundo mandato, a presidente precisasse de
mais alguma.
Trata-se do envio ao juiz Sergio Moro, do Paraná, de
um pedido de investigação sobre as atividades do então onipresente
Antonio Palocci Filho como arrecadador da campanha eleitoral de Dilma em
2010.
Vamos voltar no tempo. Naquela campanha, Palocci era um
dos "três porquinhos", o núcleo duro da campanha de Dilma em conjunto
com o atual ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o então
presidente do PT, José Eduardo Dutra.
Como ex-ministro da
Fazenda, Palocci usava de seu trânsito para azeitar financiamentos para a
campanha; ele fazia chover, como se diz.
O petista virou uma
espécie de todo-poderoso no começo do primeiro governo Dilma, como chefe
da Casa Civil, mas caiu após ter suas atividades de consultoria
reveladas.
À primeira vista, lendo a petição da
Procuradoria-Geral da República, em favor de Palocci há contradição
aparente entre os delatores Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa sobre o
que realmente aconteceu.
Mas se Moro, juiz implacável até aqui,
decidir que o ex-ministro tem a algo a dizer ou decidir focar na
questão, o constrangimento a que o PT vem sendo exposto ganhará outro
patamar. Estaremos falando de financiamento da campanha da presidente,
não só do já desvelado esquema de doações a partidos.
Dilma não
pode ser investigada agora por algo que aconteceu antes de ela sentar na
cadeira no Planalto. Se confirmada a apuração, que também deve afetar o
tesoureiro atual do PT, a coleção de problemas políticos e econômicos
de um governo que parece em seus estertores com pouco mais de dois meses
ganhará uma incômoda adição.
EXTRAÍDADAVARANDABLOGSPOT
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