FORA PT, AÉCIO NEVES PRESIDENTE 45
Certa vez assisti a uma palestra do escritor Carlos Nejar na Associação
Brasileira de Filosofia, com a presença da cineasta Carla Camurati, que
verteu lágrimas de emoção, se não me falha a memória, após a bela
palestra em defesa da liberdade como motor da criatividade artística.
Causou-me boa impressão o poeta da Academia Brasileira de Letras, por
sua eloquência e erudição.
Que não lhe faltaram em seu artigo publicado no GLOBO. Foi buscar nas
fantasias de Jorge Luis Borges inspiração para descrever os petistas que
ameaçam nossa democracia hoje como rinocerontes chifrudos, como
predadores com apetite insaciável e ambição desmedida. E conclui com uma
contundência ímpar e corajosa para o meio da literatura, que raramente
ataca o governo dessa forma:
Agora
no segundo turno das eleições sabemos, com a luz do dia, os
rinocerontes agrupados, no zoo de um partido, são o PT e aliados, novos
bárbaros, que, com rara exceção, indóceis, buscam a retomada do poder
nesses anos todos, não o bem da República, que desconhecem. Tendo a
ganância corruptiva de engolir a Petrobras, para bolsos ávidos (diz a
presidente que todos os partidos possuem corruptos, mas nenhum, como o
dela), com uso da máquina a seu favor, desencadeando ruinosa e crescente
inflação, com entusiasmo frenético pela incompetência administrativa,
trazendo o fervor da mentira sob um velho fantasma, decadente, e mais, o
PIB baixíssimo, o descuido do exterior, a cubanização do Estado, o ódio
à classe média, extravio de dinheiro público em obras inócuas, o que
era para a educação, saúde, cultura, estradas, cuidando muito de si
mesmos, engordando patrioticamente.
Quem
quase faliu o país nos quatro anos não tem condições de continuar. A
“reeleição é corruptora”, assevera o ex-ministro do Supremo Joaquim
Barbosa. E é o momento de unir forças pelo voto e enfrentar esses
rinocerontes da coisa pública, aliando-se ao senador Aécio Neves, que é
homem íntegro, capaz de, nesta hora, mudar o Brasil, junto à Marina,
guerreira, que perdeu seu companheiro Eduardo Campos, em acidente até
agora inexplicável. Há que arrancar a nação do caos, onde nos achamos, o
fundo do poço. E deve lutar toda a oposição, como uma só alma. E um
basta. Porque o tempo dos rinocerontes está acabado, exauriu. Basta
sepultá-los! Capturando-os exatamente no lugar em que catam alimento ou
saciam a sede. E a história deles é, sim, a história universal da noite.
Só posso aplaudir de pé um texto desses, e gritar “Bravo!”. É de
escritores com essa visão de país que precisamos, não dos que se curvam
covardemente diante do poder em busca de migalhas. As elites pensantes
deste país precisam se unir e lutar contra um mal comum, que é o
populismo, a demagogia, a corrupção, a visão míope dos que só querem
pilhar e jamais construir uma nação.
Uma pesquisa apontou
que para 43% dos eleitores os escândalos da Petrobras simplesmente não
terão influência no voto. Como assim? Que país é esse? Que país é esse
em que mais de 40% dos cidadãos não querem saber do maior esquema de
corrupção já descoberto em nossa história? Que gente é essa que não liga
para uma quadrilha instalada dentro da maior empresa brasileira, uma
estatal que nos pertence a todos, para desviar mais de R$ 10 bilhões?
Em boa parte isso é fruto da mentalidade que uma elite apodrecida ajudou
a criar ao longo das últimas décadas. Banalizaram a corrupção, culparam
apenas o “sistema”, trataram os petistas com condescendência, pois são
de esquerda, e portanto “nobres”, em uma visão maniqueísta de mundo que
trata tudo que é de direita como indigno, monopolizando as virtudes para
não debater meios.
É nesse contexto que tiro o meu chapéu para o grito de desabafo do poeta
Carlos Nejar. Ah, se todos os demais escritores fizessem o mesmo…
FONTE ROTA 2014





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